Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3422386 Português
A carta é um gênero textual de correspondência que estabelece uma comunicação direta entre os interlocutores, transmitindo uma mensagem de caráter pessoal ou formal.

Em relação à carta pessoal é correto o que se afirma em, EXCETO: 
Alternativas
Q3422325 Português
Discorrendo-se figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.

Coluna I.
A- Metáfora.
B- Catacrese.
C- Antítese.
D- Eufemismo.

Coluna II.
1- Consiste em empregar uma expressão mais suave, mais nobre ou menos agressiva, para comunicar alguma coisa áspera, desagradável ou chocante.
2- Significa empregar uma palavra ou uma expressão em lugar de outra, sem que haja uma relação real, é o desvio da significação própria de uma palavra, nascido de uma comparação mental ou característica comum entre dois seres ou fatos.
3- Consiste na utilização de dois termos que contrastam entre si. Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos.
4- Costuma ocorrer quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, toma-se outro “emprestado”.
Alternativas
Q3422322 Português
Sobre tipologia textual coloque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa devida.

( ) Texto descritivo: localiza, qualifica ou caracteriza o que descreve, com emprego de substantivos, adjetivos e orações adjetivas, verbos de estado, indicadores (pronomes pessoais, demonstrativos, possessivos).
( ) Texto narrativo: conta um fato, com situação, complicação da ação e final da trama, emprego de verbos de ação, conectores, indicadores.
( ) Texto argumentativo: noticia um fato, apresenta algo, com isenção pessoal, sem argumentos; emprego das diversas classes de palavras.
( ) Texto expositivo: busca-se convencer alguém, com exposição lógica de um raciocínio, com argumentos e provas; estruturado com tese, premissas, argumentos e contra-argumentos, síntese, conclusão; emprego de modalizadores, conectivos.
( ) Texto injuntivo: orienta e/ou procura convencer alguém a uma determinada atitude. Emprega muito o modo imperativo. Exemplo: bula de remédio.
Alternativas
Q3422317 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

A síndrome do coitadinho. (Isaias Costa).


Hoje eu vou falar de um tema inquietante e bastante questionador também, a síndrome do coitadinho. O que é a síndrome do coitadinho? É uma das mazelas mais comuns da sociedade, principalmente no mundo de hoje, onde grande parte das pessoas tem medo de encarar a vida de frente e de cabeça erguida, sendo maduras e autoconfiantes.

A principal característica de uma pessoa que sofre da síndrome do coitadinho é se colocar como VÍTIMA DAS CIRCUNSTÂNCIAS, se colocar como vítima traz sempre aquela ideia de que a culpa é do outro. O que acontece com essas pessoas é que elas não desenvolveram a sua saúde psíquica e emocional. Assim como o nosso corpo precisa de exercícios, a nossa mente e o nosso espírito também precisam de exercícios. Em minha opinião, as melhores formas de exercitar a mente e o espírito são: estar perto de pessoas que lhe façam crescer como ser humano e buscar o autoconhecimento e a espiritualidade. Seguindo isso a possibilidade de você ser um coitadinho é muito pequena, porque você vai estar emocionalmente equilibrado e não vai precisar ser vítima para conseguir o que quer. Vou deixar um post em que falo sobre colocar a culpa no outro… 

A culpa é do outro.

Eu vou ser bem sincero com os leitores. Eu não tenho muita paciência com os que se fazem de coitadinhos. Sabe por quê? Porque eles são verdadeiros SUGADORES DE ENERGIA. Eu percebo que algumas pessoas que se aproximam de mim ficam falando sem parar e esperam que eu seja um remédio para elas. Isso acontece porque elas estão tão perturbadas emocionalmente que vêm sugar a minha energia positiva. Elas vêm com um papo clássico: “Eu não devia ter feito isso…”, “Eu não devia ter feito aquilo…”, “Fulano de tal não devia ter feito tal coisa comigo…”, “Fulano devia ter me tratado com respeito…”. E tudo fica só no devia, devia, devia… Essas pessoas ficam falando sem parar esperando uma atitude de pena e condolência, mas eu não faço isso não, aprendi que não se deve agradar a todos. Se alguém quiser esperar de mim alguma coisa que não posso fazer vai esperar sentado, porque não vou fazer. Isso não é arrogância meus amigos, isso é sinceridade, transparência e autenticidade, coisas que cada vez mais estou aprendendo a desenvolver.

O risco de querer agradar a todos.

Eu não me canso de falar nesse blog que a nossa vida é o resultado dos nossos pensamentos e sentimentos. Eu procuro de várias formas diferentes nutrir bons pensamentos. É um exercício diário. Eu faço isso porque tenho como um dos maiores ideais a felicidade e a saúde completa (corpo, alma e espírito).

Por que as pessoas que se fazem de coitadinhos sofrem tanto? Elas sofrem porque só se focam no seu sofrimento, em vez de se focarem nas soluções dos seus problemas. Eu também adoro falar sobre as grandes personalidades mundiais. Essas pessoas de sucesso conseguiram os seus sucessos porque não dormiram no ponto com reclamações e lamentações, ou seja, focaram toda a sua energia apenas no sucesso. Dispuseram de muita energia para conseguir atingir suas metas e planos. Também vou deixar um post que falei sobre pessoas que fizeram o sucesso acontecer nas suas vidas através de muito trabalho e dedicação.

O sucesso não cai do céu.

Agora eu vou falar o mais pesado de tudo. Não me leve a mal, mas eu preciso ser ríspido para falar de um tema como esse. Sabe qual é o antídoto e o principal remédio para um coitadinho? O DISTANCIAMENTO. Isso mesmo! Eu já comprovei por fatos que se você se distancia de um coitadinho ele vai pouco a pouco começar a refletir sobre a sua vida e se perguntar: “Será que eu tenho sido uma pessoa boa para os outros?”, “Será que a minha presença está agradando os meus amigos?”, “O que será que eu posso fazer para ser mais agradável?”, “O que será que eu fiz que incomodou tanto?” etc.

O distanciamento é um excelente remédio, porque os coitadinhos são viciados em falar, e falam repetidamente as mesmas coisas. São como um disco arranhado que insiste em tocar o mesmo verso. É muito chato estar perto de alguém que não tem assunto, que só sabe falar de raivas, de descontentamentos, de injustiças pessoais, de humilhações etc. Chega! Não precisa ser assim! Porque ao invés de ficar falando de tanta chatice, você que se faz de coitadinho, não fala que vai comprar um bom livro para refletir sobre as questões humanas? Vai fazer uma terapia, um yoga, uma meditação? Ou que vai se esforçar para conviver em paz com aquela pessoa que lhe faz raiva? Ou que vai ser mais tolerante? Mais prestativo? Mais humilde? Menos invejoso? Tenho certeza que se eles procedessem assim, deixariam de ser coitadinhos. 

Vou concluir falando de uma coisa importantíssima para eliminar de vez a síndrome do coitadinho. Faça a seguinte pergunta: “Eu estou agregando valor à vida das pessoas?”. É uma pergunta muito simples e ao mesmo tempo muito complexa. O que é agregar valor à vida de uma pessoa? É fazê-la querer estar perto de você. É ser relevante no círculo social. É ser aquela pessoa que faz falta quando não está presente. É ser aquela pessoa que traz um ar diferente a todo ambiente em que adentra. Enfim, agregar valor é ser RELEVANTE.

Então! Você quer ser relevante ou quer ser coitadinho? Eu optei por ser relevante! É um caminho que se trilha diariamente. Não dá para ser relevante se você faz sempre as mesmas coisas, se você vive de mesmices, se você se nega a fluir com a vida, sentir aquilo que ela tem de melhor. Inclusive tem uma frase brilhante do grande Albert Einstein em que indiretamente ele está falando dos que se fazem de coitadinhos: “Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Reflita sobre essa frase…
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3421890 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tio e tia da mangueira

Durante o Carnaval em Belo Horizonte, é impossível evitar a folia. Com 581 blocos, qualquer tentativa de rotina se dissolvia no samba. O casal protagonista, com uma década de Carnavais juntos, relembra as fantasias e testes de relacionamento que enfrentaram, enquanto conviviam com a massa de foliões solteiros e apaixonados.

Uma tradição era implorar aos moradores, os "tios e tias", para jogarem água com a mangueira, aliviando o calor e dando energia para continuar na festa.

No entanto, este ano, o casal enfrentou uma transformação inesperada. Após momentos introspectivos, lidando com perdas familiares, foram surpreendidos pela multidão em sua própria rua, pedindo água.

Perceberam que agora eram eles os "tios e tias da mangueira", abraçando o papel com risos e nostalgia. Ao molhar a multidão do alto, sentiam-se em um "camarote vip da maturidade", celebrando sua união e o envelhecimento compartilhado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/tio-e-tia-da-mang ueira-1.3330920
O texto apresenta a transformação vivida por um casal durante o Carnaval em Belo Horizonte, com uma mudança de papéis que reflete aspectos simbólicos e emocionais da maturidade. Com base na análise e interpretação textual, qual das seguintes alternativas apresenta a principal ideia implícita no texto e sua relação com a estrutura narrativa?
Alternativas
Q3421887 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tio e tia da mangueira

Durante o Carnaval em Belo Horizonte, é impossível evitar a folia. Com 581 blocos, qualquer tentativa de rotina se dissolvia no samba. O casal protagonista, com uma década de Carnavais juntos, relembra as fantasias e testes de relacionamento que enfrentaram, enquanto conviviam com a massa de foliões solteiros e apaixonados.

Uma tradição era implorar aos moradores, os "tios e tias", para jogarem água com a mangueira, aliviando o calor e dando energia para continuar na festa.

No entanto, este ano, o casal enfrentou uma transformação inesperada. Após momentos introspectivos, lidando com perdas familiares, foram surpreendidos pela multidão em sua própria rua, pedindo água.

Perceberam que agora eram eles os "tios e tias da mangueira", abraçando o papel com risos e nostalgia. Ao molhar a multidão do alto, sentiam-se em um "camarote vip da maturidade", celebrando sua união e o envelhecimento compartilhado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/tio-e-tia-da-mang ueira-1.3330920
Com base no texto "Tio e tia da mangueira", identifique o tipo textual predominante e analise o uso das características principais desse tipo na construção do texto.
Alternativas
Q3420743 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Ocaso do transporte público em São Paulo



        A população da Região Metropolitana de São Paulo está se deslocando menos, revelou a pesquisa Origem e Destino (OD), o mais detalhado levantamento sobre mobilidade urbana do Brasil, que o Metrô paulista realiza desde 1967.



        Em 2023, segundo a OD, o volume de viagens diárias recuou 15,1% em relação a 2017, para 35,661 milhões. Isoladamente, esta queda no número de deslocamentos não é um problema. Uma série de mudanças tecnológicas e comportamentais permite que, na atualidade, não seja preciso sair de casa para ir ao banco, à escola ou fazer compras, por exemplo.



        Mas, enquanto a queda geral nas locomoções por si só não é negativa, o fato de a pesquisa ter captado, pela primeira vez em mais de duas décadas, que os deslocamentos por transporte individual (51,2%) superaram os realizados por meio de transporte coletivo (48,8%) deveria tirar o sono dos gestores públicos.



        Era questão de tempo, que a pandemia acabou por acelerar. Levantamentos anteriores já detectavam que a utilização do transporte público vinha em declínio. Agora a curva finalmente se inverteu. Percentualmente, o uso do transporte coletivo recuou 19,8% entre 2017 e 2023; foram 3 milhões de viagens/dia a menos via modais públicos.



        Mundo afora, metrópoles populosas e ricas privilegiam o transporte coletivo, o que só traz benefícios tanto para os residentes quanto para os gestores públicos: a população economiza e perde menos tempo em engarrafamentos, enquanto os administradores contribuem com a redução da poluição, o que é cada vez mais necessário em tempos de extremos climáticos, e gastam menos com ações de socorro no trânsito, haja vista a queda no número de acidentes.



        Insuficiente e ineficiente, o transporte público seguirá perdendo usuários e, consequentemente, receitas, tornando a complexa gestão financeira do sistema de transporte público ainda mais desafiadora. Já os mais necessitados seguirão comprometendo a própria renda para conseguir o básico: se deslocar.


(Opinião. https://www.estadao.com.br, 15.02.2025. Adaptado)

A expressão destacada está em sentido figurado na passagem: 
Alternativas
Q3420740 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Ocaso do transporte público em São Paulo



        A população da Região Metropolitana de São Paulo está se deslocando menos, revelou a pesquisa Origem e Destino (OD), o mais detalhado levantamento sobre mobilidade urbana do Brasil, que o Metrô paulista realiza desde 1967.



        Em 2023, segundo a OD, o volume de viagens diárias recuou 15,1% em relação a 2017, para 35,661 milhões. Isoladamente, esta queda no número de deslocamentos não é um problema. Uma série de mudanças tecnológicas e comportamentais permite que, na atualidade, não seja preciso sair de casa para ir ao banco, à escola ou fazer compras, por exemplo.



        Mas, enquanto a queda geral nas locomoções por si só não é negativa, o fato de a pesquisa ter captado, pela primeira vez em mais de duas décadas, que os deslocamentos por transporte individual (51,2%) superaram os realizados por meio de transporte coletivo (48,8%) deveria tirar o sono dos gestores públicos.



        Era questão de tempo, que a pandemia acabou por acelerar. Levantamentos anteriores já detectavam que a utilização do transporte público vinha em declínio. Agora a curva finalmente se inverteu. Percentualmente, o uso do transporte coletivo recuou 19,8% entre 2017 e 2023; foram 3 milhões de viagens/dia a menos via modais públicos.



        Mundo afora, metrópoles populosas e ricas privilegiam o transporte coletivo, o que só traz benefícios tanto para os residentes quanto para os gestores públicos: a população economiza e perde menos tempo em engarrafamentos, enquanto os administradores contribuem com a redução da poluição, o que é cada vez mais necessário em tempos de extremos climáticos, e gastam menos com ações de socorro no trânsito, haja vista a queda no número de acidentes.



        Insuficiente e ineficiente, o transporte público seguirá perdendo usuários e, consequentemente, receitas, tornando a complexa gestão financeira do sistema de transporte público ainda mais desafiadora. Já os mais necessitados seguirão comprometendo a própria renda para conseguir o básico: se deslocar.


(Opinião. https://www.estadao.com.br, 15.02.2025. Adaptado)

O problema que os dados da pesquisa Origem e Destino (OD) trazem à luz diz respeito ao fato de
Alternativas
Q3420372 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Ocaso do transporte público em São Paulo



        A população da Região Metropolitana de São Paulo está se deslocando menos, revelou a pesquisa Origem e Destino (OD), o mais detalhado levantamento sobre mobilidade urbana do Brasil, que o Metrô paulista realiza desde 1967.



        Em 2023, segundo a OD, o volume de viagens diárias recuou 15,1% em relação a 2017, para 35,661 milhões. Isoladamente, esta queda no número de deslocamentos não é um problema. Uma série de mudanças tecnológicas e comportamentais permite que, na atualidade, não seja preciso sair de casa para ir ao banco, à escola ou fazer compras, por exemplo.



      Mas, enquanto a queda geral nas locomoções por si só não é negativa, o fato de a pesquisa ter captado, pela primeira vez em mais de duas décadas, que os deslocamentos por transporte individual (51,2%) superaram os realizados por meio de transporte coletivo (48,8%) deveria tirar o sono dos gestores públicos.



        Era questão de tempo, que a pandemia acabou por acelerar. Levantamentos anteriores já detectavam que a utilização do transporte público vinha em declínio. Agora a curva finalmente se inverteu. Percentualmente, o uso do transporte coletivo recuou 19,8% entre 2017 e 2023; foram 3 milhões de viagens/dia a menos via modais públicos.



        Mundo afora, metrópoles populosas e ricas privilegiam o transporte coletivo, o que só traz benefícios tanto para os residentes quanto para os gestores públicos: a população economiza e perde menos tempo em engarrafamentos, enquanto os administradores contribuem com a redução da poluição, o que é cada vez mais necessário em tempos de extremos climáticos, e gastam menos com ações de socorro no trânsito, haja vista a queda no número de acidentes.



        Insuficiente e ineficiente, o transporte público seguirá perdendo usuários e, consequentemente, receitas, tornando a complexa gestão financeira do sistema de transporte público ainda mais desafiadora. Já os mais necessitados seguirão comprometendo a própria renda para conseguir o básico: se deslocar.


(Opinião. https://www.estadao.com.br, 15.02.2025. Adaptado)

Considere as passagens:



•  … o mais detalhado levantamento sobre mobilidade urbana do Brasil… (1° parágrafo)


•  … a utilização do transporte público vinha em declínio. (4° parágrafo)


•  Mundo afora, metrópoles populosas e ricas privilegiam o transporte coletivo… (5° parágrafo)



No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente: 

Alternativas
Q3420371 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Ocaso do transporte público em São Paulo



        A população da Região Metropolitana de São Paulo está se deslocando menos, revelou a pesquisa Origem e Destino (OD), o mais detalhado levantamento sobre mobilidade urbana do Brasil, que o Metrô paulista realiza desde 1967.



        Em 2023, segundo a OD, o volume de viagens diárias recuou 15,1% em relação a 2017, para 35,661 milhões. Isoladamente, esta queda no número de deslocamentos não é um problema. Uma série de mudanças tecnológicas e comportamentais permite que, na atualidade, não seja preciso sair de casa para ir ao banco, à escola ou fazer compras, por exemplo.



      Mas, enquanto a queda geral nas locomoções por si só não é negativa, o fato de a pesquisa ter captado, pela primeira vez em mais de duas décadas, que os deslocamentos por transporte individual (51,2%) superaram os realizados por meio de transporte coletivo (48,8%) deveria tirar o sono dos gestores públicos.



        Era questão de tempo, que a pandemia acabou por acelerar. Levantamentos anteriores já detectavam que a utilização do transporte público vinha em declínio. Agora a curva finalmente se inverteu. Percentualmente, o uso do transporte coletivo recuou 19,8% entre 2017 e 2023; foram 3 milhões de viagens/dia a menos via modais públicos.



        Mundo afora, metrópoles populosas e ricas privilegiam o transporte coletivo, o que só traz benefícios tanto para os residentes quanto para os gestores públicos: a população economiza e perde menos tempo em engarrafamentos, enquanto os administradores contribuem com a redução da poluição, o que é cada vez mais necessário em tempos de extremos climáticos, e gastam menos com ações de socorro no trânsito, haja vista a queda no número de acidentes.



        Insuficiente e ineficiente, o transporte público seguirá perdendo usuários e, consequentemente, receitas, tornando a complexa gestão financeira do sistema de transporte público ainda mais desafiadora. Já os mais necessitados seguirão comprometendo a própria renda para conseguir o básico: se deslocar.


(Opinião. https://www.estadao.com.br, 15.02.2025. Adaptado)

O título do texto – Ocaso do transporte público em São Paulo – permite concluir que
Alternativas
Q3419422 Português
"A paciência é uma virtude pouco cultivada nos tempos modernos. Em um mundo movido pela instantaneidade, espera-se que tudo aconteça de imediato, desde respostas a mensagens até grandes conquistas pessoais. No entanto, é na paciência que reside a capacidade de compreender que cada processo tem seu próprio tempo e que a pressa, muitas vezes, é inimiga da perfeição."

Com base no texto acima, qual é a principal crítica feita pelo autor?
Alternativas
Q3419376 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.



MULHERES SOBRECARREGADAS NO CUIDADO E NA CRISE CLIMÁTICA


Cássia Caneco e Kelly Agopyan


    As mulheres brasileiras dedicam o dobro do tempo gasto pelos homens aos cuidados com a família e aos afazeres domésticos não remunerados, segundo a pesquisa “Uso do Tempo no Brasil” (SNCF, 2023). Essa carga invisibilizada é exacerbada pelo aumento das temperaturas, tornando-se um fator de risco para a saúde e o bem-estar dessas mulheres. 


    São Paulo, conhecida historicamente como a “terra da garoa”, tem sentido, de forma intensa, os impactos das mudanças climáticas. O aumento da frequência de chuvas volumosas, intercaladas por períodos prolongados de calor extremo, agrava as desigualdades socioambientais na cidade.


    Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável e à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes. 


    Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas. Como principais cuidadoras de crianças, de idosos e de pessoas doentes ou com deficiência, são elas que lidam diretamente com os impactos do calor extremo sobre a saúde da família. O aumento da temperatura intensifica quadros de desidratação, problemas respiratórios e outras doenças crônicas (Ministério da Saúde, 2025), tornando a rotina dessas mulheres ainda mais exaustiva. As condições de vulnerabilidade que impedem o alívio momentâneo do calor agravam também o desgaste físico e emocional dessas mulheres. 


    A crise climática também afeta diretamente a segurança alimentar. O calor extremo prejudica a produção agrícola, elevando os preços dos alimentos e dificultando o acesso a uma alimentação saudável. Sobre isso, cabe também dizer que são as regiões periféricas da cidade de São Paulo que têm menos acesso a estabelecimentos que comercializam alimentos frescos e orgânicos, o que aumenta o potencial de insegurança alimentar (Instituto Pólis, 2024).


    Há também uma dimensão de gênero, que não deve ser invisibilizada: dos domicílios brasileiros que estão em situação de insegurança alimentar, 59,4% são chefiados por mulheres (IBGE, 2024). A má nutrição enfraquece ainda mais o organismo das pessoas expostas a essas condições extremas, tornando-as mais vulneráveis a doenças. Sem políticas públicas eficazes para garantir acesso à água, à energia acessível de qualidade e à segurança alimentar, a população mais pobre – e especialmente as mulheres, que são as principais responsáveis pelo sustento e cuidado familiar – segue pagando o preço…


    É urgente investir em infraestrutura urbana para mitigar os impactos do calor. Áreas verdes, acesso à alimentação adequada, fortalecimento da agricultura familiar e hortas urbanas são soluções necessárias. Moradia digna, saneamento público e programas de adaptação devem ser participativos, levando em conta a realidade das periferias, que são as que sofrem de forma mais intensa com os efeitos extremos das mudanças climáticas, mas que, ao mesmo tempo, são as que menos podem se preparar e se recuperar de seus impactos.


    Além disso, é fundamental a ampliação da oferta de creches e centros de acolhimento para idosos que tenham instalações com condições térmicas adequadas, para que possam redistribuir parte da carga de cuidados que recai unicamente sobre as mulheres. Sobre isso, o estudo Sampa em Foco (Instituto Pólis, 2024) também apontou a distribuição desigual dos centros para crianças e adolescentes (CCAs) na cidade de São Paulo, evidenciando o déficit de vagas em regiões que mais necessitam desse tipo de serviço, que oferece atividades socioeducativas no contraturno escolar para crianças entre seis e quatorze anos, além de uma refeição e lanche, contribuindo, portanto, para a própria segurança alimentar das famílias.


    Também é necessário cuidar de quem cuida: promover programas de apoio às necessidades específicas das cuidadoras para que possam realizar atividades de cuidado sem comprometer sua própria saúde física e mental. É essencial que o poder público invista na arborização das periferias, plantando árvores em ruas, praças e terrenos baldios e realizando a manutenção adequada das áreas verdes, para reduzir a desigualdade térmica e promover o direito ao bem-estar e à dignidade.


    A crise climática tem gênero, classe e cor. Portanto, a solução para ela também precisa ter um recorte social. O futuro das cidades depende da construção de políticas que garantam a qualidade de vida para todos, sem deixar as mulheres, principalmente as mais pobres, carregando o peso e o calor das mudanças climáticas sozinhas.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres - sobrecarregadas - no- cuidado- e- na-  crise- climatica/. Acesso em: 20 mar. 2025.
De acordo com as características estilísticas e composicionais, o texto apresenta traços dominantes do gênero discursivo
Alternativas
Q3419375 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.



MULHERES SOBRECARREGADAS NO CUIDADO E NA CRISE CLIMÁTICA


Cássia Caneco e Kelly Agopyan


    As mulheres brasileiras dedicam o dobro do tempo gasto pelos homens aos cuidados com a família e aos afazeres domésticos não remunerados, segundo a pesquisa “Uso do Tempo no Brasil” (SNCF, 2023). Essa carga invisibilizada é exacerbada pelo aumento das temperaturas, tornando-se um fator de risco para a saúde e o bem-estar dessas mulheres. 


    São Paulo, conhecida historicamente como a “terra da garoa”, tem sentido, de forma intensa, os impactos das mudanças climáticas. O aumento da frequência de chuvas volumosas, intercaladas por períodos prolongados de calor extremo, agrava as desigualdades socioambientais na cidade.


    Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável e à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes. 


    Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas. Como principais cuidadoras de crianças, de idosos e de pessoas doentes ou com deficiência, são elas que lidam diretamente com os impactos do calor extremo sobre a saúde da família. O aumento da temperatura intensifica quadros de desidratação, problemas respiratórios e outras doenças crônicas (Ministério da Saúde, 2025), tornando a rotina dessas mulheres ainda mais exaustiva. As condições de vulnerabilidade que impedem o alívio momentâneo do calor agravam também o desgaste físico e emocional dessas mulheres. 


    A crise climática também afeta diretamente a segurança alimentar. O calor extremo prejudica a produção agrícola, elevando os preços dos alimentos e dificultando o acesso a uma alimentação saudável. Sobre isso, cabe também dizer que são as regiões periféricas da cidade de São Paulo que têm menos acesso a estabelecimentos que comercializam alimentos frescos e orgânicos, o que aumenta o potencial de insegurança alimentar (Instituto Pólis, 2024).


    Há também uma dimensão de gênero, que não deve ser invisibilizada: dos domicílios brasileiros que estão em situação de insegurança alimentar, 59,4% são chefiados por mulheres (IBGE, 2024). A má nutrição enfraquece ainda mais o organismo das pessoas expostas a essas condições extremas, tornando-as mais vulneráveis a doenças. Sem políticas públicas eficazes para garantir acesso à água, à energia acessível de qualidade e à segurança alimentar, a população mais pobre – e especialmente as mulheres, que são as principais responsáveis pelo sustento e cuidado familiar – segue pagando o preço…


    É urgente investir em infraestrutura urbana para mitigar os impactos do calor. Áreas verdes, acesso à alimentação adequada, fortalecimento da agricultura familiar e hortas urbanas são soluções necessárias. Moradia digna, saneamento público e programas de adaptação devem ser participativos, levando em conta a realidade das periferias, que são as que sofrem de forma mais intensa com os efeitos extremos das mudanças climáticas, mas que, ao mesmo tempo, são as que menos podem se preparar e se recuperar de seus impactos.


    Além disso, é fundamental a ampliação da oferta de creches e centros de acolhimento para idosos que tenham instalações com condições térmicas adequadas, para que possam redistribuir parte da carga de cuidados que recai unicamente sobre as mulheres. Sobre isso, o estudo Sampa em Foco (Instituto Pólis, 2024) também apontou a distribuição desigual dos centros para crianças e adolescentes (CCAs) na cidade de São Paulo, evidenciando o déficit de vagas em regiões que mais necessitam desse tipo de serviço, que oferece atividades socioeducativas no contraturno escolar para crianças entre seis e quatorze anos, além de uma refeição e lanche, contribuindo, portanto, para a própria segurança alimentar das famílias.


    Também é necessário cuidar de quem cuida: promover programas de apoio às necessidades específicas das cuidadoras para que possam realizar atividades de cuidado sem comprometer sua própria saúde física e mental. É essencial que o poder público invista na arborização das periferias, plantando árvores em ruas, praças e terrenos baldios e realizando a manutenção adequada das áreas verdes, para reduzir a desigualdade térmica e promover o direito ao bem-estar e à dignidade.


    A crise climática tem gênero, classe e cor. Portanto, a solução para ela também precisa ter um recorte social. O futuro das cidades depende da construção de políticas que garantam a qualidade de vida para todos, sem deixar as mulheres, principalmente as mais pobres, carregando o peso e o calor das mudanças climáticas sozinhas.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres - sobrecarregadas - no- cuidado- e- na-  crise- climatica/. Acesso em: 20 mar. 2025.
Considerando a intenção comunicativa prioritária e seu modo de organização, o texto apresenta uma estrutura dominante da sequência
Alternativas
Q3419374 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.



MULHERES SOBRECARREGADAS NO CUIDADO E NA CRISE CLIMÁTICA


Cássia Caneco e Kelly Agopyan


    As mulheres brasileiras dedicam o dobro do tempo gasto pelos homens aos cuidados com a família e aos afazeres domésticos não remunerados, segundo a pesquisa “Uso do Tempo no Brasil” (SNCF, 2023). Essa carga invisibilizada é exacerbada pelo aumento das temperaturas, tornando-se um fator de risco para a saúde e o bem-estar dessas mulheres. 


    São Paulo, conhecida historicamente como a “terra da garoa”, tem sentido, de forma intensa, os impactos das mudanças climáticas. O aumento da frequência de chuvas volumosas, intercaladas por períodos prolongados de calor extremo, agrava as desigualdades socioambientais na cidade.


    Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável e à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes. 


    Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas. Como principais cuidadoras de crianças, de idosos e de pessoas doentes ou com deficiência, são elas que lidam diretamente com os impactos do calor extremo sobre a saúde da família. O aumento da temperatura intensifica quadros de desidratação, problemas respiratórios e outras doenças crônicas (Ministério da Saúde, 2025), tornando a rotina dessas mulheres ainda mais exaustiva. As condições de vulnerabilidade que impedem o alívio momentâneo do calor agravam também o desgaste físico e emocional dessas mulheres. 


    A crise climática também afeta diretamente a segurança alimentar. O calor extremo prejudica a produção agrícola, elevando os preços dos alimentos e dificultando o acesso a uma alimentação saudável. Sobre isso, cabe também dizer que são as regiões periféricas da cidade de São Paulo que têm menos acesso a estabelecimentos que comercializam alimentos frescos e orgânicos, o que aumenta o potencial de insegurança alimentar (Instituto Pólis, 2024).


    Há também uma dimensão de gênero, que não deve ser invisibilizada: dos domicílios brasileiros que estão em situação de insegurança alimentar, 59,4% são chefiados por mulheres (IBGE, 2024). A má nutrição enfraquece ainda mais o organismo das pessoas expostas a essas condições extremas, tornando-as mais vulneráveis a doenças. Sem políticas públicas eficazes para garantir acesso à água, à energia acessível de qualidade e à segurança alimentar, a população mais pobre – e especialmente as mulheres, que são as principais responsáveis pelo sustento e cuidado familiar – segue pagando o preço…


    É urgente investir em infraestrutura urbana para mitigar os impactos do calor. Áreas verdes, acesso à alimentação adequada, fortalecimento da agricultura familiar e hortas urbanas são soluções necessárias. Moradia digna, saneamento público e programas de adaptação devem ser participativos, levando em conta a realidade das periferias, que são as que sofrem de forma mais intensa com os efeitos extremos das mudanças climáticas, mas que, ao mesmo tempo, são as que menos podem se preparar e se recuperar de seus impactos.


    Além disso, é fundamental a ampliação da oferta de creches e centros de acolhimento para idosos que tenham instalações com condições térmicas adequadas, para que possam redistribuir parte da carga de cuidados que recai unicamente sobre as mulheres. Sobre isso, o estudo Sampa em Foco (Instituto Pólis, 2024) também apontou a distribuição desigual dos centros para crianças e adolescentes (CCAs) na cidade de São Paulo, evidenciando o déficit de vagas em regiões que mais necessitam desse tipo de serviço, que oferece atividades socioeducativas no contraturno escolar para crianças entre seis e quatorze anos, além de uma refeição e lanche, contribuindo, portanto, para a própria segurança alimentar das famílias.


    Também é necessário cuidar de quem cuida: promover programas de apoio às necessidades específicas das cuidadoras para que possam realizar atividades de cuidado sem comprometer sua própria saúde física e mental. É essencial que o poder público invista na arborização das periferias, plantando árvores em ruas, praças e terrenos baldios e realizando a manutenção adequada das áreas verdes, para reduzir a desigualdade térmica e promover o direito ao bem-estar e à dignidade.


    A crise climática tem gênero, classe e cor. Portanto, a solução para ela também precisa ter um recorte social. O futuro das cidades depende da construção de políticas que garantam a qualidade de vida para todos, sem deixar as mulheres, principalmente as mais pobres, carregando o peso e o calor das mudanças climáticas sozinhas.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres - sobrecarregadas - no- cuidado- e- na-  crise- climatica/. Acesso em: 20 mar. 2025.
De modo geral, o texto apresenta uma linguagem
Alternativas
Q3419373 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.



MULHERES SOBRECARREGADAS NO CUIDADO E NA CRISE CLIMÁTICA


Cássia Caneco e Kelly Agopyan


    As mulheres brasileiras dedicam o dobro do tempo gasto pelos homens aos cuidados com a família e aos afazeres domésticos não remunerados, segundo a pesquisa “Uso do Tempo no Brasil” (SNCF, 2023). Essa carga invisibilizada é exacerbada pelo aumento das temperaturas, tornando-se um fator de risco para a saúde e o bem-estar dessas mulheres. 


    São Paulo, conhecida historicamente como a “terra da garoa”, tem sentido, de forma intensa, os impactos das mudanças climáticas. O aumento da frequência de chuvas volumosas, intercaladas por períodos prolongados de calor extremo, agrava as desigualdades socioambientais na cidade.


    Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável e à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes. 


    Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas. Como principais cuidadoras de crianças, de idosos e de pessoas doentes ou com deficiência, são elas que lidam diretamente com os impactos do calor extremo sobre a saúde da família. O aumento da temperatura intensifica quadros de desidratação, problemas respiratórios e outras doenças crônicas (Ministério da Saúde, 2025), tornando a rotina dessas mulheres ainda mais exaustiva. As condições de vulnerabilidade que impedem o alívio momentâneo do calor agravam também o desgaste físico e emocional dessas mulheres. 


    A crise climática também afeta diretamente a segurança alimentar. O calor extremo prejudica a produção agrícola, elevando os preços dos alimentos e dificultando o acesso a uma alimentação saudável. Sobre isso, cabe também dizer que são as regiões periféricas da cidade de São Paulo que têm menos acesso a estabelecimentos que comercializam alimentos frescos e orgânicos, o que aumenta o potencial de insegurança alimentar (Instituto Pólis, 2024).


    Há também uma dimensão de gênero, que não deve ser invisibilizada: dos domicílios brasileiros que estão em situação de insegurança alimentar, 59,4% são chefiados por mulheres (IBGE, 2024). A má nutrição enfraquece ainda mais o organismo das pessoas expostas a essas condições extremas, tornando-as mais vulneráveis a doenças. Sem políticas públicas eficazes para garantir acesso à água, à energia acessível de qualidade e à segurança alimentar, a população mais pobre – e especialmente as mulheres, que são as principais responsáveis pelo sustento e cuidado familiar – segue pagando o preço…


    É urgente investir em infraestrutura urbana para mitigar os impactos do calor. Áreas verdes, acesso à alimentação adequada, fortalecimento da agricultura familiar e hortas urbanas são soluções necessárias. Moradia digna, saneamento público e programas de adaptação devem ser participativos, levando em conta a realidade das periferias, que são as que sofrem de forma mais intensa com os efeitos extremos das mudanças climáticas, mas que, ao mesmo tempo, são as que menos podem se preparar e se recuperar de seus impactos.


    Além disso, é fundamental a ampliação da oferta de creches e centros de acolhimento para idosos que tenham instalações com condições térmicas adequadas, para que possam redistribuir parte da carga de cuidados que recai unicamente sobre as mulheres. Sobre isso, o estudo Sampa em Foco (Instituto Pólis, 2024) também apontou a distribuição desigual dos centros para crianças e adolescentes (CCAs) na cidade de São Paulo, evidenciando o déficit de vagas em regiões que mais necessitam desse tipo de serviço, que oferece atividades socioeducativas no contraturno escolar para crianças entre seis e quatorze anos, além de uma refeição e lanche, contribuindo, portanto, para a própria segurança alimentar das famílias.


    Também é necessário cuidar de quem cuida: promover programas de apoio às necessidades específicas das cuidadoras para que possam realizar atividades de cuidado sem comprometer sua própria saúde física e mental. É essencial que o poder público invista na arborização das periferias, plantando árvores em ruas, praças e terrenos baldios e realizando a manutenção adequada das áreas verdes, para reduzir a desigualdade térmica e promover o direito ao bem-estar e à dignidade.


    A crise climática tem gênero, classe e cor. Portanto, a solução para ela também precisa ter um recorte social. O futuro das cidades depende da construção de políticas que garantam a qualidade de vida para todos, sem deixar as mulheres, principalmente as mais pobres, carregando o peso e o calor das mudanças climáticas sozinhas.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres - sobrecarregadas - no- cuidado- e- na-  crise- climatica/. Acesso em: 20 mar. 2025.
De forma global, o texto tematiza, principalmente,
Alternativas
Q3419370 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.



MULHERES SOBRECARREGADAS NO CUIDADO E NA CRISE CLIMÁTICA


Cássia Caneco e Kelly Agopyan


    As mulheres brasileiras dedicam o dobro do tempo gasto pelos homens aos cuidados com a família e aos afazeres domésticos não remunerados, segundo a pesquisa “Uso do Tempo no Brasil” (SNCF, 2023). Essa carga invisibilizada é exacerbada pelo aumento das temperaturas, tornando-se um fator de risco para a saúde e o bem-estar dessas mulheres. 


    São Paulo, conhecida historicamente como a “terra da garoa”, tem sentido, de forma intensa, os impactos das mudanças climáticas. O aumento da frequência de chuvas volumosas, intercaladas por períodos prolongados de calor extremo, agrava as desigualdades socioambientais na cidade.


    Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável e à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes. 


    Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas. Como principais cuidadoras de crianças, de idosos e de pessoas doentes ou com deficiência, são elas que lidam diretamente com os impactos do calor extremo sobre a saúde da família. O aumento da temperatura intensifica quadros de desidratação, problemas respiratórios e outras doenças crônicas (Ministério da Saúde, 2025), tornando a rotina dessas mulheres ainda mais exaustiva. As condições de vulnerabilidade que impedem o alívio momentâneo do calor agravam também o desgaste físico e emocional dessas mulheres. 


    A crise climática também afeta diretamente a segurança alimentar. O calor extremo prejudica a produção agrícola, elevando os preços dos alimentos e dificultando o acesso a uma alimentação saudável. Sobre isso, cabe também dizer que são as regiões periféricas da cidade de São Paulo que têm menos acesso a estabelecimentos que comercializam alimentos frescos e orgânicos, o que aumenta o potencial de insegurança alimentar (Instituto Pólis, 2024).


    Há também uma dimensão de gênero, que não deve ser invisibilizada: dos domicílios brasileiros que estão em situação de insegurança alimentar, 59,4% são chefiados por mulheres (IBGE, 2024). A má nutrição enfraquece ainda mais o organismo das pessoas expostas a essas condições extremas, tornando-as mais vulneráveis a doenças. Sem políticas públicas eficazes para garantir acesso à água, à energia acessível de qualidade e à segurança alimentar, a população mais pobre – e especialmente as mulheres, que são as principais responsáveis pelo sustento e cuidado familiar – segue pagando o preço…


    É urgente investir em infraestrutura urbana para mitigar os impactos do calor. Áreas verdes, acesso à alimentação adequada, fortalecimento da agricultura familiar e hortas urbanas são soluções necessárias. Moradia digna, saneamento público e programas de adaptação devem ser participativos, levando em conta a realidade das periferias, que são as que sofrem de forma mais intensa com os efeitos extremos das mudanças climáticas, mas que, ao mesmo tempo, são as que menos podem se preparar e se recuperar de seus impactos.


    Além disso, é fundamental a ampliação da oferta de creches e centros de acolhimento para idosos que tenham instalações com condições térmicas adequadas, para que possam redistribuir parte da carga de cuidados que recai unicamente sobre as mulheres. Sobre isso, o estudo Sampa em Foco (Instituto Pólis, 2024) também apontou a distribuição desigual dos centros para crianças e adolescentes (CCAs) na cidade de São Paulo, evidenciando o déficit de vagas em regiões que mais necessitam desse tipo de serviço, que oferece atividades socioeducativas no contraturno escolar para crianças entre seis e quatorze anos, além de uma refeição e lanche, contribuindo, portanto, para a própria segurança alimentar das famílias.


    Também é necessário cuidar de quem cuida: promover programas de apoio às necessidades específicas das cuidadoras para que possam realizar atividades de cuidado sem comprometer sua própria saúde física e mental. É essencial que o poder público invista na arborização das periferias, plantando árvores em ruas, praças e terrenos baldios e realizando a manutenção adequada das áreas verdes, para reduzir a desigualdade térmica e promover o direito ao bem-estar e à dignidade.


    A crise climática tem gênero, classe e cor. Portanto, a solução para ela também precisa ter um recorte social. O futuro das cidades depende da construção de políticas que garantam a qualidade de vida para todos, sem deixar as mulheres, principalmente as mais pobres, carregando o peso e o calor das mudanças climáticas sozinhas.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres - sobrecarregadas - no- cuidado- e- na-  crise- climatica/. Acesso em: 20 mar. 2025.
Para responder à questão, considere o excerto abaixo.

Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável, à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes.

A expressão Em contraste interliga
Alternativas
Q3418155 Português

Analise o texto e responda à questão.


Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo


No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.



    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou. 

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    “Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]

    Desaprendendo a ter medo 

    Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.

    Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.

    A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]



(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado) 

No último parágrafo, para aprimorar o coesão, foram empregadas quatro expressões que apontam para a mesma referência. Assinale a alternativa que possui significação mais genérica. 
Alternativas
Q3418151 Português

Analise o texto e responda à questão.


Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo


No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.



    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou. 

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    “Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]

    Desaprendendo a ter medo 

    Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.

    Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.

    A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]



(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado) 

No segundo parágrafo, a referência aos “neandertais” corresponde a uma:
Alternativas
Q3418149 Português

Analise o texto e responda à questão.


Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo


No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.



    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou. 

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    “Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]

    Desaprendendo a ter medo 

    Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.

    Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.

    A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]



(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado) 

Um texto pode apresentar mais de uma sequência tipológica. Nesse sentido, tem-se um exemplo de sequência argumentativa no trecho: 
Alternativas
Q3418147 Português

Analise o texto e responda à questão.


Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo


No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.



    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou. 

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    “Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]

    Desaprendendo a ter medo 

    Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.

    Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.

    A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]



(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado) 

Embora trate do resultado de um trabalho técnico, o texto busca estratégias de aproximação com o público leitor em geral. Uma dessas estratégias é:
Alternativas
Respostas
20041: B
20042: D
20043: C
20044: D
20045: D
20046: C
20047: D
20048: D
20049: D
20050: C
20051: C
20052: D
20053: A
20054: A
20055: B
20056: B
20057: C
20058: A
20059: D
20060: B