Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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I- Acampanha Dezembro Vermelho foi criada pelo Ministério da Saúde em 1988.
II- Acampanha Dezembro Vermelho foi criada em 2017, pela Lei nº 13.504.
III- Acampanha Dezembro Vermelho foi instituída antes do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.
IV- AOrganização das Nações Unidas orientou a criação do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
TEXTO 6

Fonte: NÍQUELNÁUSEA. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DGBD4RtOB94/?img_index=3. Acesso em: 25 mar. 2025.
I- O humor da tira se constrói sobre uma quebra de expectativa.
II- O substantivo partido, empregado no grau aumentativo no segundo quadrinho, fomenta apenas a ideia de tamanho.
III- O pai ter gostado do “genro” imprime incoerência ao texto.
É CORRETO o que se afirma em:
TEXTO 6

Fonte: NÍQUELNÁUSEA. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DGBD4RtOB94/?img_index=3. Acesso em: 25 mar. 2025.

I- Anésia ficou chateada por ter ido ao restaurante com Dolores naquele dia sem motivo aparente.
II- Do ponto de vista morfológico, as palavras não e jamais compartilham a mesma classificação.
III- O enunciado “Noite dos Namorados” é crucial para o estabelecimento da coerência textual.
IV- A regência do verbo ir está de acordo com a norma culta.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- Boa parte dos alunos de Pedagogia apresentam um desempenho insatisfatório com relação aos conhecimentos de Língua Portuguesa.
II- A pandemia de COVID-19 não teve relação com os resultados obtidos por alunos de Pedagogia ao se candidatarem a uma vaga de estágio.
III- Dificuldades de alunos e professores com relação ao ensino remoto contribuíram para o baixo desempenho dos alunos de Pedagogia em uma situação de avaliação que contemplava o conhecimento de Língua Portuguesa.
IV- Falhas no processo de alfabetização não acarretam problemas ao aluno que chega ao ensino superior.
V- O amplo acesso à escola não implica sucesso na aprendizagem.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A leitura não é uma atividade exclusivamente linguística. A escrita também não é. E isso tem de ficar claro para o professor de português. Afinal, para escrever, necessitamos de conhecimentos linguísticos, mas também precisamos ter conhecimentos enciclopédicos e textuais. Se não possuirmos esses conhecimentos, nossa tarefa de escrever se torna muito difícil e, às vezes, impossível.
Fonte: OLIVEIRA, Luciano Amaral. O ensino pragmático da escrita. In: OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: Parábola Editorial, 2010 (Coleção Estratégias de Ensino, v. 17).
Acerca da habilidade da escrita, É CORRETO afirmar que:
[...] qualquer prática de linguagem pressupõe uma situação de comunicação específica que se constitui de acordo com a esfera de produção, circulação e recepção a que está ligada. Essas esferas são espaços sócio-históricos e ideológicos de recorte do mundo onde se dão as relações discursivas entre os sujeitos.
Fonte: MIGUEL, Ely Alves; FERREIRA, Jefferson; CAMPOS, Jucelina Ferreira de; LEMES, Lezinete Regina; BENEVIDES, Louredir Rodrigues; SANTOS, Shirlei Neves dos. As múltiplas faces do Brasil em curta metragem. In: ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo (Orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012 (Coleção Estratégias de Ensino; v. 29).
Acerca da leitura na perspectiva dos gêneros textuais/discursivos, considere as seguintes assertivas.
I- A leitura é uma capacidade a ser desenvolvida através do trabalho com gêneros textuais/discursivos na sala de aula, conforme assinala, inclusive, a BNCC.
II- As condições de produção dos textos são fundamentais para a compreensão dos sentidos que eles mobilizam.
III- A esfera da interação entre os sujeitos não participa da interpretação dos sentidos do texto.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia os textos 1, 2 e 3 para responder a questão
TEXTO 1
[...] o objetivo do ensino tradicional na escola brasileira sempre foi transmitir aos alunos uma língua digna desse nome, uma NP[norma padrão] que é identificada com o nome de “português”. Para alcançar esse objetivo, a escola sempre se guiou pela ideia de que para alguém falar e escrever bem era necessário, previamente, adquirir um saber gramatical, um conhecimento integral dos mecanismos de funcionamento da língua, tal como codificado nas gramáticas normativas. Trata-se de um mito [...] (Bagno, 2002, p. 47-48, grifo do autor).
Fonte: BAGNO, Marcos. A inevitável travessia: da prescrição gramatical à educação linguística. In: BAGNO, Marcos; STUBBS, Michael; GAGNÉ, Giles. Língua materna: letramento, variação & ensino. São Paulo: Parábola, 2002.
TEXTO 2
[...] toda questão linguística vai além de constituir um simples rol de palavras e regras; é, portanto, mais que um inventário de erros e acertos. É algo que entra pelo terreno do social, do cultural, do político, do simbólico, de suas representações e valores. Não pode, pois, engessar-se na imobilidade de um tempo, de um grupo, de uma classe (Antunes, 2007, p. 91, grifos da autora).
Fonte: ANTUNES, Irandé. A norma socialmente privilegiada não é a única norma linguisticamente válida. In:ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, 2007 (Coleção Estratégias de Ensino; v. 5).
TEXTO 3
Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses. Ao componente Língua Portuguesa cabe, então, proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens (Brasil, 2017, p. 67-68).
Fonte: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Língua Portuguesa: Ensino Fundamental II. Brasília: Ministério da Educação, 2017.
I- A Linguística, assim como a BNCC, preconiza um ensino de português que não privilegia apenas uma forma de usar a língua, proveniente de uma classe social específica.
II- A Linguística e o discurso oficial discordam sobre como a língua materna deve ser ensinada nas escolas.
III- A dicotomia certo e errado, tão em voga no ensino tradicional, não dá conta da complexidade que caracteriza a relação do sujeito aluno com a Língua Portuguesa.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia os textos 1, 2 e 3 para responder a questão
TEXTO 1
[...] o objetivo do ensino tradicional na escola brasileira sempre foi transmitir aos alunos uma língua digna desse nome, uma NP[norma padrão] que é identificada com o nome de “português”. Para alcançar esse objetivo, a escola sempre se guiou pela ideia de que para alguém falar e escrever bem era necessário, previamente, adquirir um saber gramatical, um conhecimento integral dos mecanismos de funcionamento da língua, tal como codificado nas gramáticas normativas. Trata-se de um mito [...] (Bagno, 2002, p. 47-48, grifo do autor).
Fonte: BAGNO, Marcos. A inevitável travessia: da prescrição gramatical à educação linguística. In: BAGNO, Marcos; STUBBS, Michael; GAGNÉ, Giles. Língua materna: letramento, variação & ensino. São Paulo: Parábola, 2002.
TEXTO 2
[...] toda questão linguística vai além de constituir um simples rol de palavras e regras; é, portanto, mais que um inventário de erros e acertos. É algo que entra pelo terreno do social, do cultural, do político, do simbólico, de suas representações e valores. Não pode, pois, engessar-se na imobilidade de um tempo, de um grupo, de uma classe (Antunes, 2007, p. 91, grifos da autora).
Fonte: ANTUNES, Irandé. A norma socialmente privilegiada não é a única norma linguisticamente válida. In:ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, 2007 (Coleção Estratégias de Ensino; v. 5).
TEXTO 3
Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses. Ao componente Língua Portuguesa cabe, então, proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens (Brasil, 2017, p. 67-68).
Fonte: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Língua Portuguesa: Ensino Fundamental II. Brasília: Ministério da Educação, 2017.
I- ABNCC endossa a diretriz do ensino de Língua Portuguesa tendo a gramática normativa ou tradicional como carro-chefe.
II- Saber gramática normativa não deve ser a única possibilidade para que os alunos aprendam português na escola.
III- O ensino tradicional de Língua Portuguesa tem suas atividades centradas no texto.
IV- Conforme preconiza a BNCC, o ensino de Língua Portuguesa deve partir do texto, levando em conta o desenvolvimento de habilidades com relação à leitura, escrita e escuta de gêneros diversos no âmbito das práticas sociais e linguístico-discursivas nas quais se inscreve.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Considere as seguintes frases do 3º parágrafo:
• “Forçado a usar sua capacidade inventiva, uma vez que não tinha qualquer talento artístico, Niépce concebeu um processo que dispensava o desenhista…”
• “… as sombras das árvores se moveram à medida que o sol avançou pelo céu da tarde.”
É correto afirmar que as expressões destacadas expressam, respectivamente, as ideias de
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Medo e coragem
Estamos habituados a considerar a coragem a ausência de medo. “Fulano é corajoso, não tem medo de nada!”. Bem, uma pessoa assim pode ser admirável, mas não penso que a palavra “coragem” seja a mais adequada para qualificar um temerário. Sim: aquele que não teme nada é chamado “temerário”. Pode cometer loucuras, colocar-se em grandes riscos, não porque saiba enfrentar seus medos, e sim porque os ignora.
Não devemos, por isso, desqualificar a impetuosidade dessas pessoas. Há muita pulsão de vida, muita vontade de não ficar à margem dos acontecimentos – e também uma boa dose de generosidade – nesses que pulam no abismo para tentar salvar alguém que está caindo. Morrerá, certamente, junto com aquele que tentou resgatar. Se o temerário não pode ser confundido com o corajoso, várias vezes age por impulsos cegos de generosidade.
Mas a coragem, a meu ver, exige uma volta a mais no parafuso da impetuosidade. Não se trata de ignorar o perigo, e sim deenfrentálo. Enfrentar perigos com cuidado, com astúcia, lançando mão de todos os recursos possíveis diante de uma situação ameaçadora – a isso quero chamar de coragem.
(Maria Rita Kehl, “Medo e coragem”, Revista E. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/sobreacoragem/. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A chance do Brasil na guerra do presidente norte-americano
Guerras nunca são boas. Na melhor das hipóteses, se forem justas, podem ser um mal necessário. A guerra comercial do presidente norte-americano contra o mundo é só um mal desnecessário. Em sua fantasia mercantilista, ele crê que está libertando seu país da economia globalizada, que seus predecessores ajudaram a criar, para transformá-lo numa autarquia que, em sua visão delirante, será reindustrializada, independente de importações e pródiga em exportações. Por alguma razão, ele imagina que reeditar as mesmas barreiras protecionistas que foram empregadas por inúmeros países em inúmeras épocas, com consequências sempre ruins, terá desta vez resultados diferentes.
O Brasil conhece essa história. No século passado, políticos e intelectuais imaginaram que a solução para desenvolver uma economia latifundiária e oligárquica dependente de manufaturados internacionais era o Estado erguer barreiras e subsidiar produtores locais. Admitindo-se que essa política tenha estimulado uma certa diversificação das indústrias nascentes, a perpetuação de barreiras comerciais, subsídios, incentivos fiscais e toda a parafernália intervencionista resultou em custos elevados para consumidores e produtores, indústrias pouco competitivas, desconfiança dos investidores internacionais, menos incentivos à inovação e mais incentivos ao clientelismo e à corrupção. Ao contrário do que supunha a “teoria da dependência”, na prática a “substituição das importações” reforçou a dependência de exportações de commodities para financiar a importação de tecnologias.
Glosando essa história, as políticas protecionistas do presidente norte-americano em seu primeiro mandato se provaram custosas, ineficazes e regressivas: não reduziram déficits comerciais, não recuperaram a indústria e oneraram mais os pobres. Sua nova ofensiva protecionista será ruim para todos. A imprevisibilidade e a desaceleração dos mercados tendem a reduzir a demanda para exportadores de commodities, como o Brasil. Mas o País tem também vantagens comparativas.
Mesmo com uma baixa global da demanda, o Brasil pode ampliar exportações de commodities para países envolvidos em conflitos comerciais com os EUA e também atrair investimentos. No primeiro mandato do presidente norte-americano, por exemplo, o País ampliou a venda de carne, grãos e minérios para a China, que, em contrapartida, investiu mais na infraestrutura brasileira.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.04.2025. Adaptado)
Leia o trecho a seguir do conto “Missa do Galo” para responder às questões.
Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Menezes, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranquilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Menezes que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa*; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Menezes trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça*; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos.
(Machado de Assis. Contos)
*À socapa: disfarçadamente
*Comborça: amante
Considere as passagens do texto:
• Costumes velhos. (2º parágrafo)
• Conceição padecera, a princípio... (2º parágrafo)
• Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título... (3º parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Leia o trecho a seguir do conto “Missa do Galo” para responder às questões.
Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Menezes, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranquilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Menezes que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa*; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Menezes trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça*; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos.
(Machado de Assis. Contos)
*À socapa: disfarçadamente
*Comborça: amante