Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4302256 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO



    A sociedade da informação e os desafios da leitura crítica.


    Nas últimas décadas, o desenvolvimento das tecnologias digitais alterou profundamente a forma como o conhecimento é produzido, compartilhado e consumido. A informação, que durante muito tempo esteve concentrada em livros, bibliotecas e meios tradicionais de comunicação, passou a circular de maneira praticamente instantânea por diferentes plataformas digitais. Esse processo ampliou significativamente o acesso ao conhecimento e favoreceu a democratização da comunicação. Entretanto, trouxe consigo desafios que extrapolam o domínio da tecnologia e alcançam dimensões sociais, educacionais e éticas.

    A rapidez com que notícias, opiniões e imagens são difundidas faz com que milhões de pessoas tenham contato diário com uma quantidade de informações muito superior à capacidade humana de analisá-las de forma criteriosa. Em consequência, torna-se cada vez mais frequente a formação de opiniões baseadas em leituras superficiais, interpretações precipitadas ou conteúdos cuja veracidade sequer foi verificada. Em um cenário marcado pelo excesso de informações, a dificuldade já não consiste apenas em obter acesso ao conhecimento, mas em distinguir aquilo que se fundamenta em evidências daquilo que se apoia na desinformação, na manipulação ou na ausência de critérios confiáveis.

    Essa realidade evidencia que a leitura, por si só, não garante compreensão. Ler criticamente pressupõe interpretar argumentos, identificar relações de causa e consequência, reconhecer estratégias persuasivas, analisar pressupostos e confrontar diferentes pontos de vista. Em outras palavras, significa compreender que todo texto resulta de escolhas linguísticas e discursivas realizadas por seu autor, escolhas essas que podem influenciar a maneira como determinados fatos são percebidos pelo leitor.

    Nesse contexto, a escola assume papel essencial na formação de cidadãos capazes de utilizar a informação de maneira ética, responsável e crítica. Mais do que transmitir conteúdos, compete à educação desenvolver competências relacionadas à análise, à argumentação e à tomada de decisões fundamentadas. Afinal, em uma sociedade na qual a informação circula em velocidade cada vez maior, a capacidade de refletir tornou-se tão importante quanto o próprio acesso ao conhecimento.

A expressão "Em consequência", empregada no início do segundo período do segundo parágrafo, estabelece uma relação lógico-semântica entre as ideias anteriormente apresentadas. Nesse contexto, essa expressão introduz uma circunstância de:
Alternativas
Q4302255 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO



    A sociedade da informação e os desafios da leitura crítica.


    Nas últimas décadas, o desenvolvimento das tecnologias digitais alterou profundamente a forma como o conhecimento é produzido, compartilhado e consumido. A informação, que durante muito tempo esteve concentrada em livros, bibliotecas e meios tradicionais de comunicação, passou a circular de maneira praticamente instantânea por diferentes plataformas digitais. Esse processo ampliou significativamente o acesso ao conhecimento e favoreceu a democratização da comunicação. Entretanto, trouxe consigo desafios que extrapolam o domínio da tecnologia e alcançam dimensões sociais, educacionais e éticas.

    A rapidez com que notícias, opiniões e imagens são difundidas faz com que milhões de pessoas tenham contato diário com uma quantidade de informações muito superior à capacidade humana de analisá-las de forma criteriosa. Em consequência, torna-se cada vez mais frequente a formação de opiniões baseadas em leituras superficiais, interpretações precipitadas ou conteúdos cuja veracidade sequer foi verificada. Em um cenário marcado pelo excesso de informações, a dificuldade já não consiste apenas em obter acesso ao conhecimento, mas em distinguir aquilo que se fundamenta em evidências daquilo que se apoia na desinformação, na manipulação ou na ausência de critérios confiáveis.

    Essa realidade evidencia que a leitura, por si só, não garante compreensão. Ler criticamente pressupõe interpretar argumentos, identificar relações de causa e consequência, reconhecer estratégias persuasivas, analisar pressupostos e confrontar diferentes pontos de vista. Em outras palavras, significa compreender que todo texto resulta de escolhas linguísticas e discursivas realizadas por seu autor, escolhas essas que podem influenciar a maneira como determinados fatos são percebidos pelo leitor.

    Nesse contexto, a escola assume papel essencial na formação de cidadãos capazes de utilizar a informação de maneira ética, responsável e crítica. Mais do que transmitir conteúdos, compete à educação desenvolver competências relacionadas à análise, à argumentação e à tomada de decisões fundamentadas. Afinal, em uma sociedade na qual a informação circula em velocidade cada vez maior, a capacidade de refletir tornou-se tão importante quanto o próprio acesso ao conhecimento.

No segundo parágrafo, ao afirmar que "a dificuldade já não consiste apenas em obter acesso ao conhecimento", o autor constrói uma ideia cujo pressuposto é que: 
Alternativas
Q4302254 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO



    A sociedade da informação e os desafios da leitura crítica.


    Nas últimas décadas, o desenvolvimento das tecnologias digitais alterou profundamente a forma como o conhecimento é produzido, compartilhado e consumido. A informação, que durante muito tempo esteve concentrada em livros, bibliotecas e meios tradicionais de comunicação, passou a circular de maneira praticamente instantânea por diferentes plataformas digitais. Esse processo ampliou significativamente o acesso ao conhecimento e favoreceu a democratização da comunicação. Entretanto, trouxe consigo desafios que extrapolam o domínio da tecnologia e alcançam dimensões sociais, educacionais e éticas.

    A rapidez com que notícias, opiniões e imagens são difundidas faz com que milhões de pessoas tenham contato diário com uma quantidade de informações muito superior à capacidade humana de analisá-las de forma criteriosa. Em consequência, torna-se cada vez mais frequente a formação de opiniões baseadas em leituras superficiais, interpretações precipitadas ou conteúdos cuja veracidade sequer foi verificada. Em um cenário marcado pelo excesso de informações, a dificuldade já não consiste apenas em obter acesso ao conhecimento, mas em distinguir aquilo que se fundamenta em evidências daquilo que se apoia na desinformação, na manipulação ou na ausência de critérios confiáveis.

    Essa realidade evidencia que a leitura, por si só, não garante compreensão. Ler criticamente pressupõe interpretar argumentos, identificar relações de causa e consequência, reconhecer estratégias persuasivas, analisar pressupostos e confrontar diferentes pontos de vista. Em outras palavras, significa compreender que todo texto resulta de escolhas linguísticas e discursivas realizadas por seu autor, escolhas essas que podem influenciar a maneira como determinados fatos são percebidos pelo leitor.

    Nesse contexto, a escola assume papel essencial na formação de cidadãos capazes de utilizar a informação de maneira ética, responsável e crítica. Mais do que transmitir conteúdos, compete à educação desenvolver competências relacionadas à análise, à argumentação e à tomada de decisões fundamentadas. Afinal, em uma sociedade na qual a informação circula em velocidade cada vez maior, a capacidade de refletir tornou-se tão importante quanto o próprio acesso ao conhecimento.

Ao desenvolver sua argumentação, o autor estabelece uma relação entre o avanço das tecnologias digitais e os desafios contemporâneos da educação. Considerando a progressão temática do texto, assinale a alternativa que traduz com maior precisão a tese central defendida pelo autor.
Alternativas
Q4302211 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Crianças brasileiras vão melhor em linguagem do que em matemática, diz OCDE


Um levantamento recente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que crianças brasileiras de 5 anos têm desempenho acima da média global em linguagem, com 502 pontos, mas ficam atrás em matemática, com 456.


A diferença também reflete desigualdade social: 80% das crianças de famílias mais ricas reconhecem números nessa idade, contra 68% entre as mais pobres. O dado indica que a defasagem em raciocínio lógico começa antes mesmo do ensino fundamental.


O cenário ajuda a explicar os resultados mais adiante. Segundo o PISA 2022, apenas 27% dos estudantes brasileiros de 15 anos atingem o nível mínimo de proficiência em matemática.


Para o diretor-geral do Colégio Sigma, Marcelo Tavares, a dificuldade precoce em matemática tende a se acumular ao longo da trajetória escolar. "Quando o aluno não desenvolve o raciocínio lógico desde cedo, ele chega às etapas seguintes com lacunas que impactam diretamente o aprendizado", afirma.


Diante desse quadro, escolas têm adotado estratégias para tentar melhorar o desempenho, com foco em resolução de problemas, desafios e participação ativa dos alunos. A proposta é desenvolver o raciocínio lógico e tornar o aprendizado mais aplicável ao cotidiano.


Competições como o Concurso Canguru de Matemática, presente em mais de 100 países, fazem parte desse movimento ao propor questões que estimulam lógica, interpretação e criatividade.


Segundo Tavares, o engajamento é um dos principais desafios. "Quando o aprendizado se apresenta em forma de desafio, ele deixa de ser abstrato e passa a fazer sentido. Isso ajuda a aproximar o aluno da matemática", diz.


Fonte: CNN BRASIL. Crianças brasileiras vão melhor em linguagem do que em matemática, diz OCDE. [S. l.], 6 maio 2026. Disponível em:


https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/criancas-brasileiras-vao-melhor-em-linguagem-do-que-em-matematica-diz-ocde/. Acesso em: 11 ago. 2026.

Com base nas informações apresentadas no texto que fala sobre o desempenho de crianças brasileiras em linguagem e matemática na primeira infância, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
Alternativas
Q4302208 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Crianças brasileiras vão melhor em linguagem do que em matemática, diz OCDE


Um levantamento recente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que crianças brasileiras de 5 anos têm desempenho acima da média global em linguagem, com 502 pontos, mas ficam atrás em matemática, com 456.


A diferença também reflete desigualdade social: 80% das crianças de famílias mais ricas reconhecem números nessa idade, contra 68% entre as mais pobres. O dado indica que a defasagem em raciocínio lógico começa antes mesmo do ensino fundamental.


O cenário ajuda a explicar os resultados mais adiante. Segundo o PISA 2022, apenas 27% dos estudantes brasileiros de 15 anos atingem o nível mínimo de proficiência em matemática.


Para o diretor-geral do Colégio Sigma, Marcelo Tavares, a dificuldade precoce em matemática tende a se acumular ao longo da trajetória escolar. "Quando o aluno não desenvolve o raciocínio lógico desde cedo, ele chega às etapas seguintes com lacunas que impactam diretamente o aprendizado", afirma.


Diante desse quadro, escolas têm adotado estratégias para tentar melhorar o desempenho, com foco em resolução de problemas, desafios e participação ativa dos alunos. A proposta é desenvolver o raciocínio lógico e tornar o aprendizado mais aplicável ao cotidiano.


Competições como o Concurso Canguru de Matemática, presente em mais de 100 países, fazem parte desse movimento ao propor questões que estimulam lógica, interpretação e criatividade.


Segundo Tavares, o engajamento é um dos principais desafios. "Quando o aprendizado se apresenta em forma de desafio, ele deixa de ser abstrato e passa a fazer sentido. Isso ajuda a aproximar o aluno da matemática", diz.


Fonte: CNN BRASIL. Crianças brasileiras vão melhor em linguagem do que em matemática, diz OCDE. [S. l.], 6 maio 2026. Disponível em:


https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/criancas-brasileiras-vao-melhor-em-linguagem-do-que-em-matematica-diz-ocde/. Acesso em: 11 ago. 2026.

"Para o diretor-geral do Colégio Sigma, Marcelo Tavares, a dificuldade precoce em matemática tende a se acumular ao longo da trajetória escolar."
Assinale a alternativa que apresenta a reescrita a partir do trecho, com pontuação correta, mantendo o mesmo sentido.
Alternativas
Q4302207 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Crianças brasileiras vão melhor em linguagem do que em matemática, diz OCDE


Um levantamento recente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que crianças brasileiras de 5 anos têm desempenho acima da média global em linguagem, com 502 pontos, mas ficam atrás em matemática, com 456.


A diferença também reflete desigualdade social: 80% das crianças de famílias mais ricas reconhecem números nessa idade, contra 68% entre as mais pobres. O dado indica que a defasagem em raciocínio lógico começa antes mesmo do ensino fundamental.


O cenário ajuda a explicar os resultados mais adiante. Segundo o PISA 2022, apenas 27% dos estudantes brasileiros de 15 anos atingem o nível mínimo de proficiência em matemática.


Para o diretor-geral do Colégio Sigma, Marcelo Tavares, a dificuldade precoce em matemática tende a se acumular ao longo da trajetória escolar. "Quando o aluno não desenvolve o raciocínio lógico desde cedo, ele chega às etapas seguintes com lacunas que impactam diretamente o aprendizado", afirma.


Diante desse quadro, escolas têm adotado estratégias para tentar melhorar o desempenho, com foco em resolução de problemas, desafios e participação ativa dos alunos. A proposta é desenvolver o raciocínio lógico e tornar o aprendizado mais aplicável ao cotidiano.


Competições como o Concurso Canguru de Matemática, presente em mais de 100 países, fazem parte desse movimento ao propor questões que estimulam lógica, interpretação e criatividade.


Segundo Tavares, o engajamento é um dos principais desafios. "Quando o aprendizado se apresenta em forma de desafio, ele deixa de ser abstrato e passa a fazer sentido. Isso ajuda a aproximar o aluno da matemática", diz.


Fonte: CNN BRASIL. Crianças brasileiras vão melhor em linguagem do que em matemática, diz OCDE. [S. l.], 6 maio 2026. Disponível em:


https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/criancas-brasileiras-vao-melhor-em-linguagem-do-que-em-matematica-diz-ocde/. Acesso em: 11 ago. 2026.

"O dado indica que a defasagem em raciocínio lógico começa antes mesmo do ensino fundamental."
No trecho acima, a palavra 'defasagem' tem o sentido de:
Alternativas
Q4302008 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas


A presença da emergência climática nos currículos escolares ainda avança em ritmos distintos ao redor do mundo.


Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.


Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.


Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.


A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.


Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.


"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."


No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.


Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.


A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.


O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.


Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026. Disponível em:

https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.

"Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas."
Considerando o emprego da expressão 'Além do', assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4301951 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. (7º parágrafo)
Na frase, há uma relação de oposição estabelecida entre dois termos principais, que são: 
Alternativas
Q4301950 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. (6º parágrafo)
Considerando o paralelismo entre as duas frases que compõem o trecho, a seguinte expressão poderia ser usada, entre vírgulas, após a palavra “professores”:  
Alternativas
Q4301949 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.

No 5º parágrafo, alude-se às ações dos adultos de “bancar algo” ou “render-se a algo”, ao se depararem com uma nova conjuntura social.


Nesse sentido, tais ações se aproximam ou se afastam, respectivamente, da seguinte postura: 

Alternativas
Q4301947 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
No 3º parágrafo, a descrição da relação de pais com seus filhos, diante de questões de educação contemporâneas, pode ser associada à seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Q4301945 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
O recurso principal utilizado pela autora para organizar o conjunto de sua argumentação é: 
Alternativas
Q4301944 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
Com base na leitura global do texto, pode-se concluir que a psicanalista Vera Iaconelli escreve com o objetivo de manifestar um ponto de vista sobre um acontecimento na sociedade.
Tal acontecimento e o ponto de vista da autora estão apresentados em:  
Alternativas
Q4301869 Português
Leia o texto para responder à questão.


A grama do vizinho. (Martha Medeiros).


Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco.

Há no ar certo queixume sem razões muito claras.

Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.

De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia:

“Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento”.

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente.

Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.

Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.

Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.

As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4301761 Português
Leia o Texto III para responder à questão.





Fonte: https://x.com/caio_gomz/status/1993856527631843531/photo/1. Acesso em: 24 jun. 2026. 
No bloco “Conceitos Essenciais”, afirma-se que a informação “deve ser autêntica, íntegra e primária”. As palavras destacadas devem ser classificadas e analisadas como:
Alternativas
Q4301559 Português

Observe charge a seguir e responda à questão.


A pergunta “E o formulário para explicar o formulário?” pode ser compreendida literalmente como uma solicitação de informação. No contexto global da charge, entretanto, sua estrutura produz um efeito mais complexo.


É correto afirmar que essa pergunta: 

Alternativas
Q4301558 Português

Observe charge a seguir e responda à questão.


Considere uma versão hipotética da charge na qual fossem mantidas as mesmas falas, mas o servidor segurasse apenas uma folha curta e não houvesse a pilha de documentos nem o formulário estendido pelo chão.


Qual seria o efeito mais provável dessa alteração?

Alternativas
Q4301557 Português

Observe charge a seguir e responda à questão.


Na charge, o servidor afirma que o preenchimento do formulário simplificará o atendimento. A dimensão exagerada do documento, a pilha de papéis e a pergunta da cidadã constroem uma crítica que depende da articulação entre elementos verbais e não verbais.


Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q4301556 Português

Texto para a questão.


O RELÓGIO QUE INTERROMPEU A PRAÇA


Às 14h17 de uma terça-feira, o relógio da praça parou. Nenhum estrondo anunciou o defeito, nenhuma engrenagem caiu sobre os bancos e ninguém pareceu perceber o silêncio dos ponteiros. Na manhã seguinte, porém, moradores que habitualmente atravessavam o lugar sem levantar os olhos passaram a consultar o mostrador imóvel. Era como se esperassem que o relógio confirmasse, por conta própria, a notícia de sua inutilidade.

Durante anos, ele fora obedecido sem ser propriamente observado. Indicava a hora das lojas, apressava estudantes e advertia os atrasados, mas permanecia tão integrado à paisagem quanto as árvores e o calçamento. Bastou que deixasse de funcionar para adquirir biografia: alguns se lembraram de quando fora instalado; outros discutiram se já atrasava antes da pane. O defeito, que duraria quatro dias, transformou um mecanismo discreto em assunto coletivo.

A prefeitura afixou no pedestal um aviso: “Informamos que o equipamento se encontra temporariamente indisponível para a marcação das horas.” A frase não continha erro e descrevia com precisão o estado do relógio; ainda assim, parecia incapaz de responder à pergunta que todos realmente faziam: quando ele voltaria a funcionar? Esse descompasso entre correção formal e utilidade comunicativa fez do aviso uma segunda atração da praça.

Um comerciante reclamou que, sem o relógio, os clientes demoravam mais diante das vitrines. Uma criança perguntou se o tempo também havia parado nas ruas vizinhas. Já o homem encarregado do conserto limitou-se a dizer que uma peça precisaria ser substituída. Cada pessoa explicava a pane com os instrumentos de que dispunha: o comerciante calculava seus efeitos, a criança ampliava suas possibilidades e o técnico delimitava suas causas.

Na sexta-feira, os ponteiros voltaram a avançar. Não houve cerimônia, mas algumas pessoas permaneceram diante do relógio até que o primeiro minuto se completasse. O conserto devolveu movimento ao mecanismo; não devolveu, porém, à praça a antiga indiferença. Por alguns dias, quem passava por ali olhava simultaneamente para a hora e para os demais observadores.

Não se tratava de elogiar o defeito. Serviços públicos existem para funcionar, e a eficiência não precisa do espetáculo da falha para ser reconhecida. O episódio apenas revelou algo menos evidente: certos objetos organizam silenciosamente a vida comum. Embora quase desapareçam quando cumprem bem sua finalidade, tornam-se visíveis quando falham — e, às vezes, também tornam visível a comunidade que se formou ao redor deles.


Texto autoral, elaborado especialmente para esta prova.

A frase “Não se tratava de elogiar o defeito” previne uma interpretação segundo a qual a pane deveria ser considerada positiva. Entretanto, o narrador também reconhece que o acontecimento produziu uma percepção antes ausente.


Assinale a alternativa que preserva simultaneamente essas duas orientações argumentativas.

Alternativas
Q4301553 Português

Texto para a questão.


O RELÓGIO QUE INTERROMPEU A PRAÇA


Às 14h17 de uma terça-feira, o relógio da praça parou. Nenhum estrondo anunciou o defeito, nenhuma engrenagem caiu sobre os bancos e ninguém pareceu perceber o silêncio dos ponteiros. Na manhã seguinte, porém, moradores que habitualmente atravessavam o lugar sem levantar os olhos passaram a consultar o mostrador imóvel. Era como se esperassem que o relógio confirmasse, por conta própria, a notícia de sua inutilidade.

Durante anos, ele fora obedecido sem ser propriamente observado. Indicava a hora das lojas, apressava estudantes e advertia os atrasados, mas permanecia tão integrado à paisagem quanto as árvores e o calçamento. Bastou que deixasse de funcionar para adquirir biografia: alguns se lembraram de quando fora instalado; outros discutiram se já atrasava antes da pane. O defeito, que duraria quatro dias, transformou um mecanismo discreto em assunto coletivo.

A prefeitura afixou no pedestal um aviso: “Informamos que o equipamento se encontra temporariamente indisponível para a marcação das horas.” A frase não continha erro e descrevia com precisão o estado do relógio; ainda assim, parecia incapaz de responder à pergunta que todos realmente faziam: quando ele voltaria a funcionar? Esse descompasso entre correção formal e utilidade comunicativa fez do aviso uma segunda atração da praça.

Um comerciante reclamou que, sem o relógio, os clientes demoravam mais diante das vitrines. Uma criança perguntou se o tempo também havia parado nas ruas vizinhas. Já o homem encarregado do conserto limitou-se a dizer que uma peça precisaria ser substituída. Cada pessoa explicava a pane com os instrumentos de que dispunha: o comerciante calculava seus efeitos, a criança ampliava suas possibilidades e o técnico delimitava suas causas.

Na sexta-feira, os ponteiros voltaram a avançar. Não houve cerimônia, mas algumas pessoas permaneceram diante do relógio até que o primeiro minuto se completasse. O conserto devolveu movimento ao mecanismo; não devolveu, porém, à praça a antiga indiferença. Por alguns dias, quem passava por ali olhava simultaneamente para a hora e para os demais observadores.

Não se tratava de elogiar o defeito. Serviços públicos existem para funcionar, e a eficiência não precisa do espetáculo da falha para ser reconhecida. O episódio apenas revelou algo menos evidente: certos objetos organizam silenciosamente a vida comum. Embora quase desapareçam quando cumprem bem sua finalidade, tornam-se visíveis quando falham — e, às vezes, também tornam visível a comunidade que se formou ao redor deles.


Texto autoral, elaborado especialmente para esta prova.

No último parágrafo, lê-se:


“Embora quase desapareçam quando cumprem bem sua finalidade, tornam-se visíveis quando falham — e, às vezes, também tornam visível a comunidade que se formou ao redor deles.”


A interpretação do período exige reconhecer as relações entre seus conectores e o sentido figurado atribuído ao verbo “desaparecer”. Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Respostas
2061: C
2062: B
2063: C
2064: D
2065: A
2066: B
2067: B
2068: B
2069: C
2070: D
2071: B
2072: A
2073: C
2074: D
2075: B
2076: C
2077: D
2078: B
2079: C
2080: B