Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4433228 Português
TEXTO


TEORIA DE QUE A REALIDADE É UMA SIMULAÇÃO GANHA FÔLEGO NA FÍSICA QUÂNTICA 


    E se a realidade não for nada mais do que uma simulação extremamente complexa? Em experimento controverso, pesquisadores testam essa possibilidade em laboratório. Um grupo de físicos liderado por Thomas Campbell, ex-cientista da Nasa, está investigando uma teoria que pode revolucionar a compreensão do universo: a hipótese da simulação, que propõe que a realidade pode ser uma simulação complexa.

    A equipe de cientistas, que também inclui Farbod Khoshnoud, da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, em Pomona (CalPoly), está atualmente na vanguarda dessa teoria controversa. A hipótese é que o universo poderia funcionar como um videogame, gerando uma realidade “sob demanda” para observadores conscientes.

    Tal hipótese, há muito teorizada por filósofos e popularizada pelo filme sucesso de bilheteria Matrix, de 1999, baseia-se numa interpretação não convencional da mecânica quântica, especificamente no famoso experimento da dupla fenda. Nesse experimento, quando a luz é disparada através de duas fendas, observa-se um padrão de interferência, indicando que a luz age como uma onda. Entretanto, ao observar a luz com detectores, esse padrão desaparece, sugerindo que a própria observação afeta o comportamento das partículas. Em outras palavras, as partículas subatômicas parecem se comportar de forma diferente quando observadas, algo que tem intrigado os físicos. Campbell sugere que esse fenômeno pode ser um de que a realidade só é “renderizada” no momento da observação, da mesma forma que um jogo de computador só gera as partes do mundo virtual que o jogador está vendo na medida em que ele joga.

    Para verificar essa hipótese, a equipe desenvolveu uma série de experimentos, descritos em seu artigo On testing the simulation theory, publicado em 2017 no The International Journal of Quantum Foundations, que são variações do experimento da dupla fenda. “Duas estratégias podem ser seguidas para testar a teoria da simulação”, explica a equipe no artigo, também publicado no servidor de preprints eletrônicos arXiv. “(1) Testar o momento da renderização; (2) Explorar requisitos conflitantes de preservação de consistência lógica e prevenção de detecção para forçar o mecanismo de renderização de RV a criar descontinuidades em sua renderização ou produzir um evento de assinatura mensurável em nossa realidade que indique que nossa realidade deve ser simulada”.

    Num dos experimentos mais simples, eles propõem armazenar dados sobre a trajetória das partículas e os padrões que elas formam em pendrives separados e, em seguida, destruir aleatoriamente alguns deles antes que alguém veja os resultados. Se os padrões de interferência só aparecerem quando os dados da trajetória correspondente tiverem sido destruídos, eles argumentam que isso poderia indicar que a realidade está sendo gerada no momento da observação. A equipe propôs outras versões mais complicadas do experimento, que estão disponíveis em seu artigo.

    De acordo com um comunicado recente, a teoria da simulação de Campbell difere do conceito de “simulação ancestral” proposto pelo filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que formulou a hipótese da simulação. “Nossa hipótese difere da de Bostrom por considerar a consciência como um elemento essencial da realidade, e não como resultado da simulação”, diz Campbell. “Se todos os cinco experimentos funcionarem como esperado, eles desafiarão a compreensão convencional da realidade e revelarão conexões profundas entre a consciência e o cosmos”, acrescentou o cientista especialista em física aplicada da Nasa e do Departamento de Defesa dos EUA.

    Para financiar esses experimentos, Campbell criou uma organização sem fins lucrativos, o Centro para a Unificação da Ciência e da Consciência (Cusac, na sigla em inglês). Segundo um comunicado de imprensa, ele também arrecadou fundos por meio do site de financiamento coletivo Kickstarter para realizar a pesquisa.

    É importante observar que essa teoria é altamente especulativa e controversa. Muitos físicos acreditam que há explicações mais plausíveis para os fenômenos quânticos que não exigem a suposição de que a realidade humana seja uma simulação. Nesse sentido, é improvável que esses experimentos forneçam uma prova definitiva da hipótese. No entanto, há cientistas que persistem em suas pesquisas nessa área, como Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth.

    Vopson explorou a possibilidade de que uma nova lei da física poderia sustentar a teoria do universo simulado, um conceito que chamou a atenção de figuras como Elon Musk. Esse campo, parte da física da informação, sugere que a realidade poderia ser composta principalmente de unidades de informação, semelhantes a bits. Numa pesquisa anterior, Vopson propôs que a própria informação possui massa e que as partículas elementares contêm informações sobre sua identidade, de forma análoga ao DNA humano.

    Embora as teorias possam ser radicais demais para muitos, o mundo científico continua a observá-las com uma mistura de ceticismo e curiosidade. Independentemente do resultado, o que parece claro é que a pesquisa de Campbell capturou não apenas a imaginação dos cientistas, mas também do público em geral. E não é de se admirar: a ideia de que a realidade poderia ser uma simulação, que tem sido um tema recorrente na ficção científica, está finalmente sendo explorada nos laboratórios de física.


Disponível em: <https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2024/08/10/teoria-deque-a-realidade-e-uma-simulacao-ganha-folego-na-fisicaquantica.ghtml>. Adaptado. Acesso em: 09 de setembro de
2026.
Com base no trecho “Embora as teorias possam ser radicais demais para muitos, o mundo científico continua a observá-las com uma mistura de ceticismo e curiosidade”, infere-se que:
Alternativas
Q4433227 Português
TEXTO


TEORIA DE QUE A REALIDADE É UMA SIMULAÇÃO GANHA FÔLEGO NA FÍSICA QUÂNTICA 


    E se a realidade não for nada mais do que uma simulação extremamente complexa? Em experimento controverso, pesquisadores testam essa possibilidade em laboratório. Um grupo de físicos liderado por Thomas Campbell, ex-cientista da Nasa, está investigando uma teoria que pode revolucionar a compreensão do universo: a hipótese da simulação, que propõe que a realidade pode ser uma simulação complexa.

    A equipe de cientistas, que também inclui Farbod Khoshnoud, da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, em Pomona (CalPoly), está atualmente na vanguarda dessa teoria controversa. A hipótese é que o universo poderia funcionar como um videogame, gerando uma realidade “sob demanda” para observadores conscientes.

    Tal hipótese, há muito teorizada por filósofos e popularizada pelo filme sucesso de bilheteria Matrix, de 1999, baseia-se numa interpretação não convencional da mecânica quântica, especificamente no famoso experimento da dupla fenda. Nesse experimento, quando a luz é disparada através de duas fendas, observa-se um padrão de interferência, indicando que a luz age como uma onda. Entretanto, ao observar a luz com detectores, esse padrão desaparece, sugerindo que a própria observação afeta o comportamento das partículas. Em outras palavras, as partículas subatômicas parecem se comportar de forma diferente quando observadas, algo que tem intrigado os físicos. Campbell sugere que esse fenômeno pode ser um de que a realidade só é “renderizada” no momento da observação, da mesma forma que um jogo de computador só gera as partes do mundo virtual que o jogador está vendo na medida em que ele joga.

    Para verificar essa hipótese, a equipe desenvolveu uma série de experimentos, descritos em seu artigo On testing the simulation theory, publicado em 2017 no The International Journal of Quantum Foundations, que são variações do experimento da dupla fenda. “Duas estratégias podem ser seguidas para testar a teoria da simulação”, explica a equipe no artigo, também publicado no servidor de preprints eletrônicos arXiv. “(1) Testar o momento da renderização; (2) Explorar requisitos conflitantes de preservação de consistência lógica e prevenção de detecção para forçar o mecanismo de renderização de RV a criar descontinuidades em sua renderização ou produzir um evento de assinatura mensurável em nossa realidade que indique que nossa realidade deve ser simulada”.

    Num dos experimentos mais simples, eles propõem armazenar dados sobre a trajetória das partículas e os padrões que elas formam em pendrives separados e, em seguida, destruir aleatoriamente alguns deles antes que alguém veja os resultados. Se os padrões de interferência só aparecerem quando os dados da trajetória correspondente tiverem sido destruídos, eles argumentam que isso poderia indicar que a realidade está sendo gerada no momento da observação. A equipe propôs outras versões mais complicadas do experimento, que estão disponíveis em seu artigo.

    De acordo com um comunicado recente, a teoria da simulação de Campbell difere do conceito de “simulação ancestral” proposto pelo filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que formulou a hipótese da simulação. “Nossa hipótese difere da de Bostrom por considerar a consciência como um elemento essencial da realidade, e não como resultado da simulação”, diz Campbell. “Se todos os cinco experimentos funcionarem como esperado, eles desafiarão a compreensão convencional da realidade e revelarão conexões profundas entre a consciência e o cosmos”, acrescentou o cientista especialista em física aplicada da Nasa e do Departamento de Defesa dos EUA.

    Para financiar esses experimentos, Campbell criou uma organização sem fins lucrativos, o Centro para a Unificação da Ciência e da Consciência (Cusac, na sigla em inglês). Segundo um comunicado de imprensa, ele também arrecadou fundos por meio do site de financiamento coletivo Kickstarter para realizar a pesquisa.

    É importante observar que essa teoria é altamente especulativa e controversa. Muitos físicos acreditam que há explicações mais plausíveis para os fenômenos quânticos que não exigem a suposição de que a realidade humana seja uma simulação. Nesse sentido, é improvável que esses experimentos forneçam uma prova definitiva da hipótese. No entanto, há cientistas que persistem em suas pesquisas nessa área, como Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth.

    Vopson explorou a possibilidade de que uma nova lei da física poderia sustentar a teoria do universo simulado, um conceito que chamou a atenção de figuras como Elon Musk. Esse campo, parte da física da informação, sugere que a realidade poderia ser composta principalmente de unidades de informação, semelhantes a bits. Numa pesquisa anterior, Vopson propôs que a própria informação possui massa e que as partículas elementares contêm informações sobre sua identidade, de forma análoga ao DNA humano.

    Embora as teorias possam ser radicais demais para muitos, o mundo científico continua a observá-las com uma mistura de ceticismo e curiosidade. Independentemente do resultado, o que parece claro é que a pesquisa de Campbell capturou não apenas a imaginação dos cientistas, mas também do público em geral. E não é de se admirar: a ideia de que a realidade poderia ser uma simulação, que tem sido um tema recorrente na ficção científica, está finalmente sendo explorada nos laboratórios de física.


Disponível em: <https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2024/08/10/teoria-deque-a-realidade-e-uma-simulacao-ganha-folego-na-fisicaquantica.ghtml>. Adaptado. Acesso em: 09 de setembro de
2026.
O autor menciona o experimento da dupla fenda com o propósito de: 
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Q4433226 Português
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TEORIA DE QUE A REALIDADE É UMA SIMULAÇÃO GANHA FÔLEGO NA FÍSICA QUÂNTICA 


    E se a realidade não for nada mais do que uma simulação extremamente complexa? Em experimento controverso, pesquisadores testam essa possibilidade em laboratório. Um grupo de físicos liderado por Thomas Campbell, ex-cientista da Nasa, está investigando uma teoria que pode revolucionar a compreensão do universo: a hipótese da simulação, que propõe que a realidade pode ser uma simulação complexa.

    A equipe de cientistas, que também inclui Farbod Khoshnoud, da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, em Pomona (CalPoly), está atualmente na vanguarda dessa teoria controversa. A hipótese é que o universo poderia funcionar como um videogame, gerando uma realidade “sob demanda” para observadores conscientes.

    Tal hipótese, há muito teorizada por filósofos e popularizada pelo filme sucesso de bilheteria Matrix, de 1999, baseia-se numa interpretação não convencional da mecânica quântica, especificamente no famoso experimento da dupla fenda. Nesse experimento, quando a luz é disparada através de duas fendas, observa-se um padrão de interferência, indicando que a luz age como uma onda. Entretanto, ao observar a luz com detectores, esse padrão desaparece, sugerindo que a própria observação afeta o comportamento das partículas. Em outras palavras, as partículas subatômicas parecem se comportar de forma diferente quando observadas, algo que tem intrigado os físicos. Campbell sugere que esse fenômeno pode ser um de que a realidade só é “renderizada” no momento da observação, da mesma forma que um jogo de computador só gera as partes do mundo virtual que o jogador está vendo na medida em que ele joga.

    Para verificar essa hipótese, a equipe desenvolveu uma série de experimentos, descritos em seu artigo On testing the simulation theory, publicado em 2017 no The International Journal of Quantum Foundations, que são variações do experimento da dupla fenda. “Duas estratégias podem ser seguidas para testar a teoria da simulação”, explica a equipe no artigo, também publicado no servidor de preprints eletrônicos arXiv. “(1) Testar o momento da renderização; (2) Explorar requisitos conflitantes de preservação de consistência lógica e prevenção de detecção para forçar o mecanismo de renderização de RV a criar descontinuidades em sua renderização ou produzir um evento de assinatura mensurável em nossa realidade que indique que nossa realidade deve ser simulada”.

    Num dos experimentos mais simples, eles propõem armazenar dados sobre a trajetória das partículas e os padrões que elas formam em pendrives separados e, em seguida, destruir aleatoriamente alguns deles antes que alguém veja os resultados. Se os padrões de interferência só aparecerem quando os dados da trajetória correspondente tiverem sido destruídos, eles argumentam que isso poderia indicar que a realidade está sendo gerada no momento da observação. A equipe propôs outras versões mais complicadas do experimento, que estão disponíveis em seu artigo.

    De acordo com um comunicado recente, a teoria da simulação de Campbell difere do conceito de “simulação ancestral” proposto pelo filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que formulou a hipótese da simulação. “Nossa hipótese difere da de Bostrom por considerar a consciência como um elemento essencial da realidade, e não como resultado da simulação”, diz Campbell. “Se todos os cinco experimentos funcionarem como esperado, eles desafiarão a compreensão convencional da realidade e revelarão conexões profundas entre a consciência e o cosmos”, acrescentou o cientista especialista em física aplicada da Nasa e do Departamento de Defesa dos EUA.

    Para financiar esses experimentos, Campbell criou uma organização sem fins lucrativos, o Centro para a Unificação da Ciência e da Consciência (Cusac, na sigla em inglês). Segundo um comunicado de imprensa, ele também arrecadou fundos por meio do site de financiamento coletivo Kickstarter para realizar a pesquisa.

    É importante observar que essa teoria é altamente especulativa e controversa. Muitos físicos acreditam que há explicações mais plausíveis para os fenômenos quânticos que não exigem a suposição de que a realidade humana seja uma simulação. Nesse sentido, é improvável que esses experimentos forneçam uma prova definitiva da hipótese. No entanto, há cientistas que persistem em suas pesquisas nessa área, como Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth.

    Vopson explorou a possibilidade de que uma nova lei da física poderia sustentar a teoria do universo simulado, um conceito que chamou a atenção de figuras como Elon Musk. Esse campo, parte da física da informação, sugere que a realidade poderia ser composta principalmente de unidades de informação, semelhantes a bits. Numa pesquisa anterior, Vopson propôs que a própria informação possui massa e que as partículas elementares contêm informações sobre sua identidade, de forma análoga ao DNA humano.

    Embora as teorias possam ser radicais demais para muitos, o mundo científico continua a observá-las com uma mistura de ceticismo e curiosidade. Independentemente do resultado, o que parece claro é que a pesquisa de Campbell capturou não apenas a imaginação dos cientistas, mas também do público em geral. E não é de se admirar: a ideia de que a realidade poderia ser uma simulação, que tem sido um tema recorrente na ficção científica, está finalmente sendo explorada nos laboratórios de física.


Disponível em: <https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2024/08/10/teoria-deque-a-realidade-e-uma-simulacao-ganha-folego-na-fisicaquantica.ghtml>. Adaptado. Acesso em: 09 de setembro de
2026.
A equipe de cientistas, que também inclui Farbod Khoshnoud, da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, em Pomona (CalPoly), está atualmente na vanguarda dessa teoria controversa. Dessa forma, é CORRETO afirmar que os que os pesquisadores mencionados estão:
Alternativas
Q4433225 Português
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TEORIA DE QUE A REALIDADE É UMA SIMULAÇÃO GANHA FÔLEGO NA FÍSICA QUÂNTICA 


    E se a realidade não for nada mais do que uma simulação extremamente complexa? Em experimento controverso, pesquisadores testam essa possibilidade em laboratório. Um grupo de físicos liderado por Thomas Campbell, ex-cientista da Nasa, está investigando uma teoria que pode revolucionar a compreensão do universo: a hipótese da simulação, que propõe que a realidade pode ser uma simulação complexa.

    A equipe de cientistas, que também inclui Farbod Khoshnoud, da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, em Pomona (CalPoly), está atualmente na vanguarda dessa teoria controversa. A hipótese é que o universo poderia funcionar como um videogame, gerando uma realidade “sob demanda” para observadores conscientes.

    Tal hipótese, há muito teorizada por filósofos e popularizada pelo filme sucesso de bilheteria Matrix, de 1999, baseia-se numa interpretação não convencional da mecânica quântica, especificamente no famoso experimento da dupla fenda. Nesse experimento, quando a luz é disparada através de duas fendas, observa-se um padrão de interferência, indicando que a luz age como uma onda. Entretanto, ao observar a luz com detectores, esse padrão desaparece, sugerindo que a própria observação afeta o comportamento das partículas. Em outras palavras, as partículas subatômicas parecem se comportar de forma diferente quando observadas, algo que tem intrigado os físicos. Campbell sugere que esse fenômeno pode ser um de que a realidade só é “renderizada” no momento da observação, da mesma forma que um jogo de computador só gera as partes do mundo virtual que o jogador está vendo na medida em que ele joga.

    Para verificar essa hipótese, a equipe desenvolveu uma série de experimentos, descritos em seu artigo On testing the simulation theory, publicado em 2017 no The International Journal of Quantum Foundations, que são variações do experimento da dupla fenda. “Duas estratégias podem ser seguidas para testar a teoria da simulação”, explica a equipe no artigo, também publicado no servidor de preprints eletrônicos arXiv. “(1) Testar o momento da renderização; (2) Explorar requisitos conflitantes de preservação de consistência lógica e prevenção de detecção para forçar o mecanismo de renderização de RV a criar descontinuidades em sua renderização ou produzir um evento de assinatura mensurável em nossa realidade que indique que nossa realidade deve ser simulada”.

    Num dos experimentos mais simples, eles propõem armazenar dados sobre a trajetória das partículas e os padrões que elas formam em pendrives separados e, em seguida, destruir aleatoriamente alguns deles antes que alguém veja os resultados. Se os padrões de interferência só aparecerem quando os dados da trajetória correspondente tiverem sido destruídos, eles argumentam que isso poderia indicar que a realidade está sendo gerada no momento da observação. A equipe propôs outras versões mais complicadas do experimento, que estão disponíveis em seu artigo.

    De acordo com um comunicado recente, a teoria da simulação de Campbell difere do conceito de “simulação ancestral” proposto pelo filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que formulou a hipótese da simulação. “Nossa hipótese difere da de Bostrom por considerar a consciência como um elemento essencial da realidade, e não como resultado da simulação”, diz Campbell. “Se todos os cinco experimentos funcionarem como esperado, eles desafiarão a compreensão convencional da realidade e revelarão conexões profundas entre a consciência e o cosmos”, acrescentou o cientista especialista em física aplicada da Nasa e do Departamento de Defesa dos EUA.

    Para financiar esses experimentos, Campbell criou uma organização sem fins lucrativos, o Centro para a Unificação da Ciência e da Consciência (Cusac, na sigla em inglês). Segundo um comunicado de imprensa, ele também arrecadou fundos por meio do site de financiamento coletivo Kickstarter para realizar a pesquisa.

    É importante observar que essa teoria é altamente especulativa e controversa. Muitos físicos acreditam que há explicações mais plausíveis para os fenômenos quânticos que não exigem a suposição de que a realidade humana seja uma simulação. Nesse sentido, é improvável que esses experimentos forneçam uma prova definitiva da hipótese. No entanto, há cientistas que persistem em suas pesquisas nessa área, como Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth.

    Vopson explorou a possibilidade de que uma nova lei da física poderia sustentar a teoria do universo simulado, um conceito que chamou a atenção de figuras como Elon Musk. Esse campo, parte da física da informação, sugere que a realidade poderia ser composta principalmente de unidades de informação, semelhantes a bits. Numa pesquisa anterior, Vopson propôs que a própria informação possui massa e que as partículas elementares contêm informações sobre sua identidade, de forma análoga ao DNA humano.

    Embora as teorias possam ser radicais demais para muitos, o mundo científico continua a observá-las com uma mistura de ceticismo e curiosidade. Independentemente do resultado, o que parece claro é que a pesquisa de Campbell capturou não apenas a imaginação dos cientistas, mas também do público em geral. E não é de se admirar: a ideia de que a realidade poderia ser uma simulação, que tem sido um tema recorrente na ficção científica, está finalmente sendo explorada nos laboratórios de física.


Disponível em: <https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2024/08/10/teoria-deque-a-realidade-e-uma-simulacao-ganha-folego-na-fisicaquantica.ghtml>. Adaptado. Acesso em: 09 de setembro de
2026.
Com base no trecho “Ao afirmar que “a ideia de que a realidade poderia ser uma simulação, que tem sido um tema recorrente na ficção científica, está finalmente sendo explorada nos laboratórios de física”, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4433224 Português
TEXTO


TEORIA DE QUE A REALIDADE É UMA SIMULAÇÃO GANHA FÔLEGO NA FÍSICA QUÂNTICA 


    E se a realidade não for nada mais do que uma simulação extremamente complexa? Em experimento controverso, pesquisadores testam essa possibilidade em laboratório. Um grupo de físicos liderado por Thomas Campbell, ex-cientista da Nasa, está investigando uma teoria que pode revolucionar a compreensão do universo: a hipótese da simulação, que propõe que a realidade pode ser uma simulação complexa.

    A equipe de cientistas, que também inclui Farbod Khoshnoud, da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, em Pomona (CalPoly), está atualmente na vanguarda dessa teoria controversa. A hipótese é que o universo poderia funcionar como um videogame, gerando uma realidade “sob demanda” para observadores conscientes.

    Tal hipótese, há muito teorizada por filósofos e popularizada pelo filme sucesso de bilheteria Matrix, de 1999, baseia-se numa interpretação não convencional da mecânica quântica, especificamente no famoso experimento da dupla fenda. Nesse experimento, quando a luz é disparada através de duas fendas, observa-se um padrão de interferência, indicando que a luz age como uma onda. Entretanto, ao observar a luz com detectores, esse padrão desaparece, sugerindo que a própria observação afeta o comportamento das partículas. Em outras palavras, as partículas subatômicas parecem se comportar de forma diferente quando observadas, algo que tem intrigado os físicos. Campbell sugere que esse fenômeno pode ser um de que a realidade só é “renderizada” no momento da observação, da mesma forma que um jogo de computador só gera as partes do mundo virtual que o jogador está vendo na medida em que ele joga.

    Para verificar essa hipótese, a equipe desenvolveu uma série de experimentos, descritos em seu artigo On testing the simulation theory, publicado em 2017 no The International Journal of Quantum Foundations, que são variações do experimento da dupla fenda. “Duas estratégias podem ser seguidas para testar a teoria da simulação”, explica a equipe no artigo, também publicado no servidor de preprints eletrônicos arXiv. “(1) Testar o momento da renderização; (2) Explorar requisitos conflitantes de preservação de consistência lógica e prevenção de detecção para forçar o mecanismo de renderização de RV a criar descontinuidades em sua renderização ou produzir um evento de assinatura mensurável em nossa realidade que indique que nossa realidade deve ser simulada”.

    Num dos experimentos mais simples, eles propõem armazenar dados sobre a trajetória das partículas e os padrões que elas formam em pendrives separados e, em seguida, destruir aleatoriamente alguns deles antes que alguém veja os resultados. Se os padrões de interferência só aparecerem quando os dados da trajetória correspondente tiverem sido destruídos, eles argumentam que isso poderia indicar que a realidade está sendo gerada no momento da observação. A equipe propôs outras versões mais complicadas do experimento, que estão disponíveis em seu artigo.

    De acordo com um comunicado recente, a teoria da simulação de Campbell difere do conceito de “simulação ancestral” proposto pelo filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que formulou a hipótese da simulação. “Nossa hipótese difere da de Bostrom por considerar a consciência como um elemento essencial da realidade, e não como resultado da simulação”, diz Campbell. “Se todos os cinco experimentos funcionarem como esperado, eles desafiarão a compreensão convencional da realidade e revelarão conexões profundas entre a consciência e o cosmos”, acrescentou o cientista especialista em física aplicada da Nasa e do Departamento de Defesa dos EUA.

    Para financiar esses experimentos, Campbell criou uma organização sem fins lucrativos, o Centro para a Unificação da Ciência e da Consciência (Cusac, na sigla em inglês). Segundo um comunicado de imprensa, ele também arrecadou fundos por meio do site de financiamento coletivo Kickstarter para realizar a pesquisa.

    É importante observar que essa teoria é altamente especulativa e controversa. Muitos físicos acreditam que há explicações mais plausíveis para os fenômenos quânticos que não exigem a suposição de que a realidade humana seja uma simulação. Nesse sentido, é improvável que esses experimentos forneçam uma prova definitiva da hipótese. No entanto, há cientistas que persistem em suas pesquisas nessa área, como Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth.

    Vopson explorou a possibilidade de que uma nova lei da física poderia sustentar a teoria do universo simulado, um conceito que chamou a atenção de figuras como Elon Musk. Esse campo, parte da física da informação, sugere que a realidade poderia ser composta principalmente de unidades de informação, semelhantes a bits. Numa pesquisa anterior, Vopson propôs que a própria informação possui massa e que as partículas elementares contêm informações sobre sua identidade, de forma análoga ao DNA humano.

    Embora as teorias possam ser radicais demais para muitos, o mundo científico continua a observá-las com uma mistura de ceticismo e curiosidade. Independentemente do resultado, o que parece claro é que a pesquisa de Campbell capturou não apenas a imaginação dos cientistas, mas também do público em geral. E não é de se admirar: a ideia de que a realidade poderia ser uma simulação, que tem sido um tema recorrente na ficção científica, está finalmente sendo explorada nos laboratórios de física.


Disponível em: <https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2024/08/10/teoria-deque-a-realidade-e-uma-simulacao-ganha-folego-na-fisicaquantica.ghtml>. Adaptado. Acesso em: 09 de setembro de
2026.
Considerando as marcas linguísticas e os propósitos comunicativos do enunciador, pode-se classificar o texto em análise como predominantemente:
Alternativas
Q4433181 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Dormir bem pode ajudar no desempenho escolar de adolescentes, mostra estudo.

Boas noites de sono podem ser essenciais para a saúde mental e o desempenho escolar dos adolescentes. Isso é o que aponta um novo estudo publicado na revista científica "Psychological Medicine".
A partir de dados de participantes entre 10 e 13 anos do estudo Adolescent Brain Cognitive Development, que acompanha crianças e adolescentes nos Estados Unidos, os pesquisadores analisaram como os seguintes quatro fatores influenciam a vida dos adolescentes:
Qualidade de sono
Tempo de tela
Atividade física
Alimentação
O objetivo era entender de que forma esses hábitos poderiam ajudar a explicar a relação entre sintomas de saúde mental, desempenho acadêmico e problemas sociais entre jovens. Nesse contexto, foram avaliados sintomas de depressão, ansiedade e experiências semelhantes à psicose.
A conclusão foi que a qualidade do sono foi o fator que mais se relacionou com sintomas de saúde mental e desenvolvimento na escola.
O sono foi responsável por 18,5% das associações com depressão, 36,3% com ansiedade e 8,3% com perturbações com caráter psicótico.
Segundo Jason Smucny, primeiro autor do estudo e neurocientista computacional do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Universidade da Califórnia, o resultado surpreendeu os pesquisadores.
"Esperávamos que o sono fosse importante, mas não imaginávamos que ele se destacaria tão claramente em relação aos outros fatores do estilo de vida, especialmente o tempo de tela", comenta.
Ainda que a pesquisa mostre que o sono tem papel central na saúde mental e, consequentemente, no desempenho acadêmico, os autores ressaltam que ele não é o único responsável por causar problemas aos adolescentes.
O tempo de tela, por exemplo, apareceu como segundo fator mais importante.
Ele correspondeu a 5% da associação entre ansiedade e funcionamento acadêmico, 6,3% da relação com depressão e 6,2% com experiências semelhantes à psicose.
Atividade física e alimentação parecem ter menos influência, com efeitos menores nas associações analisadas. 
O estudo investigou efeitos de mediação, ou seja, analisou quanto esses fatores ajudavam a explicar as associações observadas entre sintomas de saúde mental e desempenho acadêmico.
Isto é, não é possível atribuir um mau desempenho na escola exclusivamente a noites mal dormidas ou excesso no tempo de tela, por exemplo. Mas a pesquisa mostra que esses hábitos podem contribuir para esse cenário.
Outro ponto destacado pelos pesquisadores é que a adolescência é um período crítico do desenvolvimento, no qual frequentemente podem surgir problemas de saúde mental, o que pode estar relacionado a um sono de má qualidade.
As conclusões do estudo reforçam que hábitos saudáveis podem ser essenciais para a melhora da saúde mental de adolescentes.
"Embora não vá resolver todos os desafios de saúde mental, rotinas de sono saudáveis são uma maneira prática de apoiar o bem-estar emocional e o funcionamento cotidiano da criança ou do adolescente", analisa Tara Niendam, autora sênior do estudo, professora de Psiquiatria e diretora executiva dos Programas de Psicose Precoce da Universidade da Califórnia.
Mas, mesmo que rotinas mais estabelecidas de sono e a restrição de tempo de tela sejam importantes para melhorar a qualidade de vida dos adolescentes, elas não substituem o tratamento no caso de problemas de saúde mental já estabelecidos.
Os autores reforçam que o acompanhamento profissional é essencial nesses casos, principalmente em um momento formador como a adolescência.
Os pesquisadores ainda afirmam que os resultados podem ajudar a orientar estudos futuros de intervenção, com o objetivo de avaliar se mudanças nesses hábitos são capazes de produzir melhorias no funcionamento acadêmico e social dos adolescentes. G1. Dormir bem pode ajudar no desempenho escolar de adolescentes, mostra estudo.

G1, 16 set. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/09/16/dormir-bem-pode-aju dar-no-desempenho-escolar-de-adolescentes-mostra-estudo.ghtml. Acesso em: 23 set. 2026.
"Embora não vá resolver todos os desafios de saúde mental, rotinas de sono saudáveis são uma maneira prática de apoiar o bem-estar emocional e o funcionamento cotidiano da criança ou do adolescente".
Com base no emprego da conjunção 'embora' no trecho, analise as asserções a seguir.
I. A conjunção 'embora' introduz oração subordinada adverbial concessiva, corretamente construída com o verbo no subjuntivo ('não vá resolver'), estabelecendo contraste entre a limitação das rotinas de sono e sua utilidade prática para o bem-estar do adolescente.
PORQUE
II. A oração introduzida por 'embora' apresenta uma informação que, embora pudesse conduzir a uma conclusão desfavorável às rotinas de sono, não impede a afirmação expressa na oração principal, característica que também seria preservada caso 'embora' fosse substituída por 'porquanto', desde que acompanhada dos ajustes necessários na construção do período.
A respeito das asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4433178 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Dormir bem pode ajudar no desempenho escolar de adolescentes, mostra estudo.

Boas noites de sono podem ser essenciais para a saúde mental e o desempenho escolar dos adolescentes. Isso é o que aponta um novo estudo publicado na revista científica "Psychological Medicine".
A partir de dados de participantes entre 10 e 13 anos do estudo Adolescent Brain Cognitive Development, que acompanha crianças e adolescentes nos Estados Unidos, os pesquisadores analisaram como os seguintes quatro fatores influenciam a vida dos adolescentes:
Qualidade de sono
Tempo de tela
Atividade física
Alimentação
O objetivo era entender de que forma esses hábitos poderiam ajudar a explicar a relação entre sintomas de saúde mental, desempenho acadêmico e problemas sociais entre jovens. Nesse contexto, foram avaliados sintomas de depressão, ansiedade e experiências semelhantes à psicose.
A conclusão foi que a qualidade do sono foi o fator que mais se relacionou com sintomas de saúde mental e desenvolvimento na escola.
O sono foi responsável por 18,5% das associações com depressão, 36,3% com ansiedade e 8,3% com perturbações com caráter psicótico.
Segundo Jason Smucny, primeiro autor do estudo e neurocientista computacional do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Universidade da Califórnia, o resultado surpreendeu os pesquisadores.
"Esperávamos que o sono fosse importante, mas não imaginávamos que ele se destacaria tão claramente em relação aos outros fatores do estilo de vida, especialmente o tempo de tela", comenta.
Ainda que a pesquisa mostre que o sono tem papel central na saúde mental e, consequentemente, no desempenho acadêmico, os autores ressaltam que ele não é o único responsável por causar problemas aos adolescentes.
O tempo de tela, por exemplo, apareceu como segundo fator mais importante.
Ele correspondeu a 5% da associação entre ansiedade e funcionamento acadêmico, 6,3% da relação com depressão e 6,2% com experiências semelhantes à psicose.
Atividade física e alimentação parecem ter menos influência, com efeitos menores nas associações analisadas. 
O estudo investigou efeitos de mediação, ou seja, analisou quanto esses fatores ajudavam a explicar as associações observadas entre sintomas de saúde mental e desempenho acadêmico.
Isto é, não é possível atribuir um mau desempenho na escola exclusivamente a noites mal dormidas ou excesso no tempo de tela, por exemplo. Mas a pesquisa mostra que esses hábitos podem contribuir para esse cenário.
Outro ponto destacado pelos pesquisadores é que a adolescência é um período crítico do desenvolvimento, no qual frequentemente podem surgir problemas de saúde mental, o que pode estar relacionado a um sono de má qualidade.
As conclusões do estudo reforçam que hábitos saudáveis podem ser essenciais para a melhora da saúde mental de adolescentes.
"Embora não vá resolver todos os desafios de saúde mental, rotinas de sono saudáveis são uma maneira prática de apoiar o bem-estar emocional e o funcionamento cotidiano da criança ou do adolescente", analisa Tara Niendam, autora sênior do estudo, professora de Psiquiatria e diretora executiva dos Programas de Psicose Precoce da Universidade da Califórnia.
Mas, mesmo que rotinas mais estabelecidas de sono e a restrição de tempo de tela sejam importantes para melhorar a qualidade de vida dos adolescentes, elas não substituem o tratamento no caso de problemas de saúde mental já estabelecidos.
Os autores reforçam que o acompanhamento profissional é essencial nesses casos, principalmente em um momento formador como a adolescência.
Os pesquisadores ainda afirmam que os resultados podem ajudar a orientar estudos futuros de intervenção, com o objetivo de avaliar se mudanças nesses hábitos são capazes de produzir melhorias no funcionamento acadêmico e social dos adolescentes. G1. Dormir bem pode ajudar no desempenho escolar de adolescentes, mostra estudo.

G1, 16 set. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/09/16/dormir-bem-pode-aju dar-no-desempenho-escolar-de-adolescentes-mostra-estudo.ghtml. Acesso em: 23 set. 2026.
Com base no texto, que aborda a relação entre hábitos de vida, especialmente a qualidade do sono, a saúde mental e o desempenho escolar de adolescentes, julgue as proposições a seguir.
I. Embora a qualidade do sono tenha apresentado a associação mais expressiva entre os fatores analisados, os resultados não permitem concluir que alterações nesse hábito, isoladamente, determinem problemas de saúde mental ou dificuldades no funcionamento acadêmico dos adolescentes.
II. Embora o tempo de tela tenha apresentado associação com ansiedade e depressão, sua relevância para essas manifestações foi superior à observada para a qualidade do sono, que se destacou principalmente em relação ao funcionamento acadêmico.
III. Ao destacar a importância de rotinas de sono mais saudáveis, os pesquisadores reconhecem seu potencial para favorecer o bem-estar e o funcionamento cotidiano, mas preservam a necessidade de acompanhamento profissional quando já existem problemas de saúde mental estabelecidos.
IV. Como os efeitos observados para atividade física e alimentação foram menores que aqueles relacionados ao sono e ao tempo de tela, o estudo permite concluir que esses dois hábitos exercem influência pouco significativa sobre a saúde mental e o desempenho acadêmico dos adolescentes.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4432911 Português
TEXTO

CLIMA EXTREMO AFETA O BOLSO DO CONSUMIDOR NO MUNDO


   Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente. Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias americanas em 900 dólares por ano, chegando a mais de 1,3 mil dólares em um de cada dez condados dos Estados Unidos.

   Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média 600 dólares mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo. “A inação climática não é apenas um fracasso ambiental; ela funciona como um imposto sobre todas as famílias americanas”, escreveram os pesquisadores.

   Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial 38 trilhões de dólares por ano até 2050. Mas de que forma os eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças do clima já afetaram salários e orçamentos familiares?

   “Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível”, afirmou Derek Lemoine, professor de economia da Universidade do Arizona, que estimou uma redução de 12% na renda dos americanos à medida que as temperaturas globais aumentaram. A comparação é feita com um cenário sem mudanças climáticas.

  Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno, devido à interconexão do comércio e das cadeias de suprimentos. “Muitos estudos analisam as mudanças climáticas como se elas alterassem o clima em apenas um ano e em um único lugar por vez”, disse Lemoine.

    Em vez disso, ele busca entender como, se uma onda de calor destruir plantações de milho em todo o território americano, outras indústrias que dependem desse milho, incluindo produtores de gado e de alimentos, serão afetadas à medida que a commodity se tornar mais escassa e mais cara. “À medida que os custos dos produtores afetados em toda a cadeia de suprimentos do milho aumentam”, disse Lemoine, “isso fará com que a renda de todos os que dependem deles diminua”.

    Os impactos do clima sobre o comércio também já são sentidos na Alemanha, onde os níveis recordes de baixa do rio Reno, a via navegável interior mais movimentada da Europa, podem reduzir em até 0,2% a produção econômica alemã no terceiro trimestre de 2026, observou o Instituto Kiel para a Economia Mundial em julho.

    O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15% em alguns trechos do rio que conecta o maior porto da Europa, em Roterdã, na Holanda, a grande parte do oeste da Alemanha.

   Um estudo australiano também analisa como mudanças climáticas amplas, e não apenas choques locais provocados por eventos extremos isolados, levaram gradualmente à queda da produtividade e da produção econômica.

   Timothy Neal, pesquisador do Instituto para Risco e Resposta Climática da Universidade de New South Wales, na Austrália, foi coautor de um relatório que mostra que o aquecimento global reduziu a produção econômica do estado de NSW em cerca de 18% em média, o equivalente a 21.288 dólares australianos por pessoa em 2024. “Os danos já foram bastante severos”, disse Neal, acrescentando que, em um cenário sem aquecimento global, os cidadãos teriam “preços mais baixos para os alimentos” e “menos pobreza”.

   O relatório menciona secas em partes de NSW em meados e no final da década de 2010 que reduziram a produtividade em todo o estado em até 10 bilhões de dólares australianos, devido à queda das colheitas e da renda agrícola, ao aumento dos custos da água e à maior dependência de assistência governamental.

   Esses impactos financeiros se acumularam ao longo do tempo em toda a economia do estado, influenciando os custos de alimentos, seguros e manutenção de infraestrutura. Nas palavras do relatório, esses efeitos também “agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões”, o que significa aumento da desigualdade de renda e riqueza.

   “A ação climática não deve ser vista apenas como uma questão ambiental, mas também como uma decisão economicamente sensata”, afirmou Frank Jotzo, economista e comissário da Comissão Net Zero de NSW, que trabalha para descarbonizar o estado e encomendou o estudo citado acima.

   Ao se referir a “investimentos defensivos contra as mudanças climáticas”, como o reforço de estradas, ferrovias e infraestrutura de transporte marítimo para adaptação a um mundo mais quente, Jotzo acrescentou que “se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas”. No entanto, medidas de adaptação, como a ampliação das áreas verdes nas cidades para reduzir os efeitos das ilhas de calor, serão fundamentais para evitar impactos econômicos muito mais severos no futuro.

    As ondas de calor europeias de 2026, por exemplo, já custaram cerca de 180 bilhões de euros, valor equivalente a todo o crescimento econômico projetado para a União Europeia neste ano, segundo uma análise. A adaptação também envolverá o fortalecimento dos sistemas de saúde e da rede hospitalar para enfrentar os efeitos das ondas de calor, que reduzem a produtividade à medida que trabalhadores submetidos ao estresse térmico se cansam mais rapidamente ou têm dificuldade para dormir, observou Jotzo.

    Mas Lemoine afirma que a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão “cara por si só” que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente. Somente quando “todos os lugares” estiverem protegidos dos eventos climáticos extremos, será possível enfrentar os impactos econômicos em cascata, diz ele.

    Ainda assim, tanto a adaptação quanto uma rápida redução das emissões que aquecem o planeta são necessárias para evitar perdas de renda impulsionadas pelas mudanças climáticas, que tendem a se agravar se o aquecimento global ultrapassar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Mudanças climáticas sem controle criariam um peso permanente sobre os salários e a produtividade”, concluiu Jotzo.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/clima-extremoafeta-o-bolso-do-consumidor-no-mundo/a-79320943>.
Adaptado. Acesso em: 22 de setembro de 2026.
No trecho “a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão cara por si só que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente”, a expressão destacada contribui para o sentido do enunciado ao indicar que o custo da adaptação:
Alternativas
Q4432909 Português
TEXTO

CLIMA EXTREMO AFETA O BOLSO DO CONSUMIDOR NO MUNDO


   Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente. Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias americanas em 900 dólares por ano, chegando a mais de 1,3 mil dólares em um de cada dez condados dos Estados Unidos.

   Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média 600 dólares mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo. “A inação climática não é apenas um fracasso ambiental; ela funciona como um imposto sobre todas as famílias americanas”, escreveram os pesquisadores.

   Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial 38 trilhões de dólares por ano até 2050. Mas de que forma os eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças do clima já afetaram salários e orçamentos familiares?

   “Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível”, afirmou Derek Lemoine, professor de economia da Universidade do Arizona, que estimou uma redução de 12% na renda dos americanos à medida que as temperaturas globais aumentaram. A comparação é feita com um cenário sem mudanças climáticas.

  Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno, devido à interconexão do comércio e das cadeias de suprimentos. “Muitos estudos analisam as mudanças climáticas como se elas alterassem o clima em apenas um ano e em um único lugar por vez”, disse Lemoine.

    Em vez disso, ele busca entender como, se uma onda de calor destruir plantações de milho em todo o território americano, outras indústrias que dependem desse milho, incluindo produtores de gado e de alimentos, serão afetadas à medida que a commodity se tornar mais escassa e mais cara. “À medida que os custos dos produtores afetados em toda a cadeia de suprimentos do milho aumentam”, disse Lemoine, “isso fará com que a renda de todos os que dependem deles diminua”.

    Os impactos do clima sobre o comércio também já são sentidos na Alemanha, onde os níveis recordes de baixa do rio Reno, a via navegável interior mais movimentada da Europa, podem reduzir em até 0,2% a produção econômica alemã no terceiro trimestre de 2026, observou o Instituto Kiel para a Economia Mundial em julho.

    O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15% em alguns trechos do rio que conecta o maior porto da Europa, em Roterdã, na Holanda, a grande parte do oeste da Alemanha.

   Um estudo australiano também analisa como mudanças climáticas amplas, e não apenas choques locais provocados por eventos extremos isolados, levaram gradualmente à queda da produtividade e da produção econômica.

   Timothy Neal, pesquisador do Instituto para Risco e Resposta Climática da Universidade de New South Wales, na Austrália, foi coautor de um relatório que mostra que o aquecimento global reduziu a produção econômica do estado de NSW em cerca de 18% em média, o equivalente a 21.288 dólares australianos por pessoa em 2024. “Os danos já foram bastante severos”, disse Neal, acrescentando que, em um cenário sem aquecimento global, os cidadãos teriam “preços mais baixos para os alimentos” e “menos pobreza”.

   O relatório menciona secas em partes de NSW em meados e no final da década de 2010 que reduziram a produtividade em todo o estado em até 10 bilhões de dólares australianos, devido à queda das colheitas e da renda agrícola, ao aumento dos custos da água e à maior dependência de assistência governamental.

   Esses impactos financeiros se acumularam ao longo do tempo em toda a economia do estado, influenciando os custos de alimentos, seguros e manutenção de infraestrutura. Nas palavras do relatório, esses efeitos também “agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões”, o que significa aumento da desigualdade de renda e riqueza.

   “A ação climática não deve ser vista apenas como uma questão ambiental, mas também como uma decisão economicamente sensata”, afirmou Frank Jotzo, economista e comissário da Comissão Net Zero de NSW, que trabalha para descarbonizar o estado e encomendou o estudo citado acima.

   Ao se referir a “investimentos defensivos contra as mudanças climáticas”, como o reforço de estradas, ferrovias e infraestrutura de transporte marítimo para adaptação a um mundo mais quente, Jotzo acrescentou que “se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas”. No entanto, medidas de adaptação, como a ampliação das áreas verdes nas cidades para reduzir os efeitos das ilhas de calor, serão fundamentais para evitar impactos econômicos muito mais severos no futuro.

    As ondas de calor europeias de 2026, por exemplo, já custaram cerca de 180 bilhões de euros, valor equivalente a todo o crescimento econômico projetado para a União Europeia neste ano, segundo uma análise. A adaptação também envolverá o fortalecimento dos sistemas de saúde e da rede hospitalar para enfrentar os efeitos das ondas de calor, que reduzem a produtividade à medida que trabalhadores submetidos ao estresse térmico se cansam mais rapidamente ou têm dificuldade para dormir, observou Jotzo.

    Mas Lemoine afirma que a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão “cara por si só” que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente. Somente quando “todos os lugares” estiverem protegidos dos eventos climáticos extremos, será possível enfrentar os impactos econômicos em cascata, diz ele.

    Ainda assim, tanto a adaptação quanto uma rápida redução das emissões que aquecem o planeta são necessárias para evitar perdas de renda impulsionadas pelas mudanças climáticas, que tendem a se agravar se o aquecimento global ultrapassar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Mudanças climáticas sem controle criariam um peso permanente sobre os salários e a produtividade”, concluiu Jotzo.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/clima-extremoafeta-o-bolso-do-consumidor-no-mundo/a-79320943>.
Adaptado. Acesso em: 22 de setembro de 2026.
No trecho “esses efeitos também agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões”, o emprego da palavra destacada indica, no contexto:
Alternativas
Q4432906 Português
TEXTO

CLIMA EXTREMO AFETA O BOLSO DO CONSUMIDOR NO MUNDO


   Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente. Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias americanas em 900 dólares por ano, chegando a mais de 1,3 mil dólares em um de cada dez condados dos Estados Unidos.

   Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média 600 dólares mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo. “A inação climática não é apenas um fracasso ambiental; ela funciona como um imposto sobre todas as famílias americanas”, escreveram os pesquisadores.

   Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial 38 trilhões de dólares por ano até 2050. Mas de que forma os eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças do clima já afetaram salários e orçamentos familiares?

   “Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível”, afirmou Derek Lemoine, professor de economia da Universidade do Arizona, que estimou uma redução de 12% na renda dos americanos à medida que as temperaturas globais aumentaram. A comparação é feita com um cenário sem mudanças climáticas.

  Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno, devido à interconexão do comércio e das cadeias de suprimentos. “Muitos estudos analisam as mudanças climáticas como se elas alterassem o clima em apenas um ano e em um único lugar por vez”, disse Lemoine.

    Em vez disso, ele busca entender como, se uma onda de calor destruir plantações de milho em todo o território americano, outras indústrias que dependem desse milho, incluindo produtores de gado e de alimentos, serão afetadas à medida que a commodity se tornar mais escassa e mais cara. “À medida que os custos dos produtores afetados em toda a cadeia de suprimentos do milho aumentam”, disse Lemoine, “isso fará com que a renda de todos os que dependem deles diminua”.

    Os impactos do clima sobre o comércio também já são sentidos na Alemanha, onde os níveis recordes de baixa do rio Reno, a via navegável interior mais movimentada da Europa, podem reduzir em até 0,2% a produção econômica alemã no terceiro trimestre de 2026, observou o Instituto Kiel para a Economia Mundial em julho.

    O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15% em alguns trechos do rio que conecta o maior porto da Europa, em Roterdã, na Holanda, a grande parte do oeste da Alemanha.

   Um estudo australiano também analisa como mudanças climáticas amplas, e não apenas choques locais provocados por eventos extremos isolados, levaram gradualmente à queda da produtividade e da produção econômica.

   Timothy Neal, pesquisador do Instituto para Risco e Resposta Climática da Universidade de New South Wales, na Austrália, foi coautor de um relatório que mostra que o aquecimento global reduziu a produção econômica do estado de NSW em cerca de 18% em média, o equivalente a 21.288 dólares australianos por pessoa em 2024. “Os danos já foram bastante severos”, disse Neal, acrescentando que, em um cenário sem aquecimento global, os cidadãos teriam “preços mais baixos para os alimentos” e “menos pobreza”.

   O relatório menciona secas em partes de NSW em meados e no final da década de 2010 que reduziram a produtividade em todo o estado em até 10 bilhões de dólares australianos, devido à queda das colheitas e da renda agrícola, ao aumento dos custos da água e à maior dependência de assistência governamental.

   Esses impactos financeiros se acumularam ao longo do tempo em toda a economia do estado, influenciando os custos de alimentos, seguros e manutenção de infraestrutura. Nas palavras do relatório, esses efeitos também “agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões”, o que significa aumento da desigualdade de renda e riqueza.

   “A ação climática não deve ser vista apenas como uma questão ambiental, mas também como uma decisão economicamente sensata”, afirmou Frank Jotzo, economista e comissário da Comissão Net Zero de NSW, que trabalha para descarbonizar o estado e encomendou o estudo citado acima.

   Ao se referir a “investimentos defensivos contra as mudanças climáticas”, como o reforço de estradas, ferrovias e infraestrutura de transporte marítimo para adaptação a um mundo mais quente, Jotzo acrescentou que “se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas”. No entanto, medidas de adaptação, como a ampliação das áreas verdes nas cidades para reduzir os efeitos das ilhas de calor, serão fundamentais para evitar impactos econômicos muito mais severos no futuro.

    As ondas de calor europeias de 2026, por exemplo, já custaram cerca de 180 bilhões de euros, valor equivalente a todo o crescimento econômico projetado para a União Europeia neste ano, segundo uma análise. A adaptação também envolverá o fortalecimento dos sistemas de saúde e da rede hospitalar para enfrentar os efeitos das ondas de calor, que reduzem a produtividade à medida que trabalhadores submetidos ao estresse térmico se cansam mais rapidamente ou têm dificuldade para dormir, observou Jotzo.

    Mas Lemoine afirma que a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão “cara por si só” que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente. Somente quando “todos os lugares” estiverem protegidos dos eventos climáticos extremos, será possível enfrentar os impactos econômicos em cascata, diz ele.

    Ainda assim, tanto a adaptação quanto uma rápida redução das emissões que aquecem o planeta são necessárias para evitar perdas de renda impulsionadas pelas mudanças climáticas, que tendem a se agravar se o aquecimento global ultrapassar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Mudanças climáticas sem controle criariam um peso permanente sobre os salários e a produtividade”, concluiu Jotzo.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/clima-extremoafeta-o-bolso-do-consumidor-no-mundo/a-79320943>.
Adaptado. Acesso em: 22 de setembro de 2026.
De acordo com a argumentação apresentada nos parágrafos finais, a redução das emissões e as medidas de adaptação às mudanças climáticas são apresentadas como estratégias que:
Alternativas
Q4432905 Português
TEXTO

CLIMA EXTREMO AFETA O BOLSO DO CONSUMIDOR NO MUNDO


   Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente. Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias americanas em 900 dólares por ano, chegando a mais de 1,3 mil dólares em um de cada dez condados dos Estados Unidos.

   Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média 600 dólares mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo. “A inação climática não é apenas um fracasso ambiental; ela funciona como um imposto sobre todas as famílias americanas”, escreveram os pesquisadores.

   Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial 38 trilhões de dólares por ano até 2050. Mas de que forma os eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças do clima já afetaram salários e orçamentos familiares?

   “Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível”, afirmou Derek Lemoine, professor de economia da Universidade do Arizona, que estimou uma redução de 12% na renda dos americanos à medida que as temperaturas globais aumentaram. A comparação é feita com um cenário sem mudanças climáticas.

  Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno, devido à interconexão do comércio e das cadeias de suprimentos. “Muitos estudos analisam as mudanças climáticas como se elas alterassem o clima em apenas um ano e em um único lugar por vez”, disse Lemoine.

    Em vez disso, ele busca entender como, se uma onda de calor destruir plantações de milho em todo o território americano, outras indústrias que dependem desse milho, incluindo produtores de gado e de alimentos, serão afetadas à medida que a commodity se tornar mais escassa e mais cara. “À medida que os custos dos produtores afetados em toda a cadeia de suprimentos do milho aumentam”, disse Lemoine, “isso fará com que a renda de todos os que dependem deles diminua”.

    Os impactos do clima sobre o comércio também já são sentidos na Alemanha, onde os níveis recordes de baixa do rio Reno, a via navegável interior mais movimentada da Europa, podem reduzir em até 0,2% a produção econômica alemã no terceiro trimestre de 2026, observou o Instituto Kiel para a Economia Mundial em julho.

    O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15% em alguns trechos do rio que conecta o maior porto da Europa, em Roterdã, na Holanda, a grande parte do oeste da Alemanha.

   Um estudo australiano também analisa como mudanças climáticas amplas, e não apenas choques locais provocados por eventos extremos isolados, levaram gradualmente à queda da produtividade e da produção econômica.

   Timothy Neal, pesquisador do Instituto para Risco e Resposta Climática da Universidade de New South Wales, na Austrália, foi coautor de um relatório que mostra que o aquecimento global reduziu a produção econômica do estado de NSW em cerca de 18% em média, o equivalente a 21.288 dólares australianos por pessoa em 2024. “Os danos já foram bastante severos”, disse Neal, acrescentando que, em um cenário sem aquecimento global, os cidadãos teriam “preços mais baixos para os alimentos” e “menos pobreza”.

   O relatório menciona secas em partes de NSW em meados e no final da década de 2010 que reduziram a produtividade em todo o estado em até 10 bilhões de dólares australianos, devido à queda das colheitas e da renda agrícola, ao aumento dos custos da água e à maior dependência de assistência governamental.

   Esses impactos financeiros se acumularam ao longo do tempo em toda a economia do estado, influenciando os custos de alimentos, seguros e manutenção de infraestrutura. Nas palavras do relatório, esses efeitos também “agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões”, o que significa aumento da desigualdade de renda e riqueza.

   “A ação climática não deve ser vista apenas como uma questão ambiental, mas também como uma decisão economicamente sensata”, afirmou Frank Jotzo, economista e comissário da Comissão Net Zero de NSW, que trabalha para descarbonizar o estado e encomendou o estudo citado acima.

   Ao se referir a “investimentos defensivos contra as mudanças climáticas”, como o reforço de estradas, ferrovias e infraestrutura de transporte marítimo para adaptação a um mundo mais quente, Jotzo acrescentou que “se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas”. No entanto, medidas de adaptação, como a ampliação das áreas verdes nas cidades para reduzir os efeitos das ilhas de calor, serão fundamentais para evitar impactos econômicos muito mais severos no futuro.

    As ondas de calor europeias de 2026, por exemplo, já custaram cerca de 180 bilhões de euros, valor equivalente a todo o crescimento econômico projetado para a União Europeia neste ano, segundo uma análise. A adaptação também envolverá o fortalecimento dos sistemas de saúde e da rede hospitalar para enfrentar os efeitos das ondas de calor, que reduzem a produtividade à medida que trabalhadores submetidos ao estresse térmico se cansam mais rapidamente ou têm dificuldade para dormir, observou Jotzo.

    Mas Lemoine afirma que a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão “cara por si só” que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente. Somente quando “todos os lugares” estiverem protegidos dos eventos climáticos extremos, será possível enfrentar os impactos econômicos em cascata, diz ele.

    Ainda assim, tanto a adaptação quanto uma rápida redução das emissões que aquecem o planeta são necessárias para evitar perdas de renda impulsionadas pelas mudanças climáticas, que tendem a se agravar se o aquecimento global ultrapassar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Mudanças climáticas sem controle criariam um peso permanente sobre os salários e a produtividade”, concluiu Jotzo.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/clima-extremoafeta-o-bolso-do-consumidor-no-mundo/a-79320943>.
Adaptado. Acesso em: 22 de setembro de 2026.
O exemplo da destruição de plantações de milho por uma onda de calor, apresentado no texto, é utilizado para evidenciar que: 
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Q4432904 Português
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CLIMA EXTREMO AFETA O BOLSO DO CONSUMIDOR NO MUNDO


   Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente. Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias americanas em 900 dólares por ano, chegando a mais de 1,3 mil dólares em um de cada dez condados dos Estados Unidos.

   Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média 600 dólares mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo. “A inação climática não é apenas um fracasso ambiental; ela funciona como um imposto sobre todas as famílias americanas”, escreveram os pesquisadores.

   Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial 38 trilhões de dólares por ano até 2050. Mas de que forma os eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças do clima já afetaram salários e orçamentos familiares?

   “Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível”, afirmou Derek Lemoine, professor de economia da Universidade do Arizona, que estimou uma redução de 12% na renda dos americanos à medida que as temperaturas globais aumentaram. A comparação é feita com um cenário sem mudanças climáticas.

  Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno, devido à interconexão do comércio e das cadeias de suprimentos. “Muitos estudos analisam as mudanças climáticas como se elas alterassem o clima em apenas um ano e em um único lugar por vez”, disse Lemoine.

    Em vez disso, ele busca entender como, se uma onda de calor destruir plantações de milho em todo o território americano, outras indústrias que dependem desse milho, incluindo produtores de gado e de alimentos, serão afetadas à medida que a commodity se tornar mais escassa e mais cara. “À medida que os custos dos produtores afetados em toda a cadeia de suprimentos do milho aumentam”, disse Lemoine, “isso fará com que a renda de todos os que dependem deles diminua”.

    Os impactos do clima sobre o comércio também já são sentidos na Alemanha, onde os níveis recordes de baixa do rio Reno, a via navegável interior mais movimentada da Europa, podem reduzir em até 0,2% a produção econômica alemã no terceiro trimestre de 2026, observou o Instituto Kiel para a Economia Mundial em julho.

    O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15% em alguns trechos do rio que conecta o maior porto da Europa, em Roterdã, na Holanda, a grande parte do oeste da Alemanha.

   Um estudo australiano também analisa como mudanças climáticas amplas, e não apenas choques locais provocados por eventos extremos isolados, levaram gradualmente à queda da produtividade e da produção econômica.

   Timothy Neal, pesquisador do Instituto para Risco e Resposta Climática da Universidade de New South Wales, na Austrália, foi coautor de um relatório que mostra que o aquecimento global reduziu a produção econômica do estado de NSW em cerca de 18% em média, o equivalente a 21.288 dólares australianos por pessoa em 2024. “Os danos já foram bastante severos”, disse Neal, acrescentando que, em um cenário sem aquecimento global, os cidadãos teriam “preços mais baixos para os alimentos” e “menos pobreza”.

   O relatório menciona secas em partes de NSW em meados e no final da década de 2010 que reduziram a produtividade em todo o estado em até 10 bilhões de dólares australianos, devido à queda das colheitas e da renda agrícola, ao aumento dos custos da água e à maior dependência de assistência governamental.

   Esses impactos financeiros se acumularam ao longo do tempo em toda a economia do estado, influenciando os custos de alimentos, seguros e manutenção de infraestrutura. Nas palavras do relatório, esses efeitos também “agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões”, o que significa aumento da desigualdade de renda e riqueza.

   “A ação climática não deve ser vista apenas como uma questão ambiental, mas também como uma decisão economicamente sensata”, afirmou Frank Jotzo, economista e comissário da Comissão Net Zero de NSW, que trabalha para descarbonizar o estado e encomendou o estudo citado acima.

   Ao se referir a “investimentos defensivos contra as mudanças climáticas”, como o reforço de estradas, ferrovias e infraestrutura de transporte marítimo para adaptação a um mundo mais quente, Jotzo acrescentou que “se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas”. No entanto, medidas de adaptação, como a ampliação das áreas verdes nas cidades para reduzir os efeitos das ilhas de calor, serão fundamentais para evitar impactos econômicos muito mais severos no futuro.

    As ondas de calor europeias de 2026, por exemplo, já custaram cerca de 180 bilhões de euros, valor equivalente a todo o crescimento econômico projetado para a União Europeia neste ano, segundo uma análise. A adaptação também envolverá o fortalecimento dos sistemas de saúde e da rede hospitalar para enfrentar os efeitos das ondas de calor, que reduzem a produtividade à medida que trabalhadores submetidos ao estresse térmico se cansam mais rapidamente ou têm dificuldade para dormir, observou Jotzo.

    Mas Lemoine afirma que a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão “cara por si só” que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente. Somente quando “todos os lugares” estiverem protegidos dos eventos climáticos extremos, será possível enfrentar os impactos econômicos em cascata, diz ele.

    Ainda assim, tanto a adaptação quanto uma rápida redução das emissões que aquecem o planeta são necessárias para evitar perdas de renda impulsionadas pelas mudanças climáticas, que tendem a se agravar se o aquecimento global ultrapassar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Mudanças climáticas sem controle criariam um peso permanente sobre os salários e a produtividade”, concluiu Jotzo.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/clima-extremoafeta-o-bolso-do-consumidor-no-mundo/a-79320943>.
Adaptado. Acesso em: 22 de setembro de 2026.
No trecho “Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno”, a expressão destacada contribui para a construção do sentido ao indicar que:
Alternativas
Q4432903 Português
TEXTO

CLIMA EXTREMO AFETA O BOLSO DO CONSUMIDOR NO MUNDO


   Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente. Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias americanas em 900 dólares por ano, chegando a mais de 1,3 mil dólares em um de cada dez condados dos Estados Unidos.

   Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média 600 dólares mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo. “A inação climática não é apenas um fracasso ambiental; ela funciona como um imposto sobre todas as famílias americanas”, escreveram os pesquisadores.

   Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial 38 trilhões de dólares por ano até 2050. Mas de que forma os eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças do clima já afetaram salários e orçamentos familiares?

   “Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível”, afirmou Derek Lemoine, professor de economia da Universidade do Arizona, que estimou uma redução de 12% na renda dos americanos à medida que as temperaturas globais aumentaram. A comparação é feita com um cenário sem mudanças climáticas.

  Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno, devido à interconexão do comércio e das cadeias de suprimentos. “Muitos estudos analisam as mudanças climáticas como se elas alterassem o clima em apenas um ano e em um único lugar por vez”, disse Lemoine.

    Em vez disso, ele busca entender como, se uma onda de calor destruir plantações de milho em todo o território americano, outras indústrias que dependem desse milho, incluindo produtores de gado e de alimentos, serão afetadas à medida que a commodity se tornar mais escassa e mais cara. “À medida que os custos dos produtores afetados em toda a cadeia de suprimentos do milho aumentam”, disse Lemoine, “isso fará com que a renda de todos os que dependem deles diminua”.

    Os impactos do clima sobre o comércio também já são sentidos na Alemanha, onde os níveis recordes de baixa do rio Reno, a via navegável interior mais movimentada da Europa, podem reduzir em até 0,2% a produção econômica alemã no terceiro trimestre de 2026, observou o Instituto Kiel para a Economia Mundial em julho.

    O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15% em alguns trechos do rio que conecta o maior porto da Europa, em Roterdã, na Holanda, a grande parte do oeste da Alemanha.

   Um estudo australiano também analisa como mudanças climáticas amplas, e não apenas choques locais provocados por eventos extremos isolados, levaram gradualmente à queda da produtividade e da produção econômica.

   Timothy Neal, pesquisador do Instituto para Risco e Resposta Climática da Universidade de New South Wales, na Austrália, foi coautor de um relatório que mostra que o aquecimento global reduziu a produção econômica do estado de NSW em cerca de 18% em média, o equivalente a 21.288 dólares australianos por pessoa em 2024. “Os danos já foram bastante severos”, disse Neal, acrescentando que, em um cenário sem aquecimento global, os cidadãos teriam “preços mais baixos para os alimentos” e “menos pobreza”.

   O relatório menciona secas em partes de NSW em meados e no final da década de 2010 que reduziram a produtividade em todo o estado em até 10 bilhões de dólares australianos, devido à queda das colheitas e da renda agrícola, ao aumento dos custos da água e à maior dependência de assistência governamental.

   Esses impactos financeiros se acumularam ao longo do tempo em toda a economia do estado, influenciando os custos de alimentos, seguros e manutenção de infraestrutura. Nas palavras do relatório, esses efeitos também “agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões”, o que significa aumento da desigualdade de renda e riqueza.

   “A ação climática não deve ser vista apenas como uma questão ambiental, mas também como uma decisão economicamente sensata”, afirmou Frank Jotzo, economista e comissário da Comissão Net Zero de NSW, que trabalha para descarbonizar o estado e encomendou o estudo citado acima.

   Ao se referir a “investimentos defensivos contra as mudanças climáticas”, como o reforço de estradas, ferrovias e infraestrutura de transporte marítimo para adaptação a um mundo mais quente, Jotzo acrescentou que “se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas”. No entanto, medidas de adaptação, como a ampliação das áreas verdes nas cidades para reduzir os efeitos das ilhas de calor, serão fundamentais para evitar impactos econômicos muito mais severos no futuro.

    As ondas de calor europeias de 2026, por exemplo, já custaram cerca de 180 bilhões de euros, valor equivalente a todo o crescimento econômico projetado para a União Europeia neste ano, segundo uma análise. A adaptação também envolverá o fortalecimento dos sistemas de saúde e da rede hospitalar para enfrentar os efeitos das ondas de calor, que reduzem a produtividade à medida que trabalhadores submetidos ao estresse térmico se cansam mais rapidamente ou têm dificuldade para dormir, observou Jotzo.

    Mas Lemoine afirma que a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão “cara por si só” que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente. Somente quando “todos os lugares” estiverem protegidos dos eventos climáticos extremos, será possível enfrentar os impactos econômicos em cascata, diz ele.

    Ainda assim, tanto a adaptação quanto uma rápida redução das emissões que aquecem o planeta são necessárias para evitar perdas de renda impulsionadas pelas mudanças climáticas, que tendem a se agravar se o aquecimento global ultrapassar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Mudanças climáticas sem controle criariam um peso permanente sobre os salários e a produtividade”, concluiu Jotzo.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/clima-extremoafeta-o-bolso-do-consumidor-no-mundo/a-79320943>.
Adaptado. Acesso em: 22 de setembro de 2026.
A construção argumentativa do texto busca demonstrar que os efeitos econômicos das mudanças climáticas:
Alternativas
Q4432849 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


  “Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.


   Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.


     Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.


    E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.


    Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.


    E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.


(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).

 Assinale a alternativa cuja frase utiliza palavra com sentido figurado.
Alternativas
Q4432848 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


  “Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.


   Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.


     Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.


    E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.


    Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.


    E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.


(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).

O texto apresenta uma descrição do tempo kairós a partir de suas características. Dentre essas características, pode-se destacar que ele
Alternativas
Q4432847 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


  “Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.


   Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.


     Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.


    E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.


    Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.


    E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.


(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).

 O texto aborda o conceito de tempo que os antigos gregos definiam como tempo “kairós”. De acordo com o texto, esse conceito
Alternativas
Q4432685 Português
Leia o trecho a seguir.

Entrou em vigor a Lei nº 15.005/2024, que reconhece o artesanato em capim dourado como manifestação da cultura nacional. Sua utilização no artesanato remonta à técnica empregada pelo povo Xerente, assimilada na região do Jalapão, no estado do Tocantins. A partir dos anos 1920, os moradores da comunidade quilombola de Mumbuca, no município de Mateiros, desenvolveram o artesanato, o qual foi se difundindo em outros municípios do Jalapão.

Adaptado de Agência Câmara de Notícias, Artesanato em capim dourado é reconhecido como manifestação cultural, 21/10/2024.

Com base no trecho, é correto afirmar que o reconhecimento cultural do capim-dourado decorre 
Alternativas
Q4432665 Português
Leia o texto a seguir.

Saúde pública é o conjunto de ações e políticas voltadas à promoção, prevenção e cuidado da saúde da população, garantindo acesso universal e equitativo aos serviços de saúde.

Sobre a estruturação desse pequeno texto, assinale a afirmativa incorreta.
Alternativas
Q4432663 Português
O dicionário Houaiss de Língua Portuguesa traz a seguinte definição de “hospital”: estabelecimento próprio para internação e tratamento de doentes ou de feridos.

Sobre essa definição, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4432662 Português
Sobre o instrumentador cirúrgico, leia o que diz um sítio da Internet.

O instrumentador cirúrgico é o profissional responsável por auxiliar a equipe médica durante todas as etapas de procedimentos cirúrgicos, garantindo a disponibilidade, esterilização e organização dos instrumentos.

A finalidade desse pequeno texto é 
Alternativas
Respostas
181: C
182: B
183: B
184: B
185: D
186: A
187: D
188: C
189: A
190: A
191: D
192: B
193: B
194: D
195: B
196: D
197: B
198: A
199: A
200: B