Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4434618 Português

Leia o fragmento de Machado de Assis:



“Todavia, não neguei aos amigos as vantagens pecuniárias que deviam resultar da distribuição de um produto de tamanhos e tão profundos efeitos” Fonte: ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas, cap. II, “O emplasto”. Julgue as afirmações sobre o valor semântico das expressões destacadas no contexto apresentado.



I. No contexto, “todavia” estabelece uma relação de oposição ou contraste com o conteúdo anteriormente afirmado.



II. A substituição de “todavia” por “portanto” preservaria a relação lógico-semântica do período, pois ambos introduzem uma conclusão decorrente da proposição anterior.



III. No contexto, “pecuniárias” significa “relativas a valores financeiros ou monetários”.



IV. A substituição de “vantagens pecuniárias” por “benefícios financeiros” preserva, no contexto, o núcleo semântico da expressão.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de julgamento das afirmações:

Alternativas
Q4434612 Português
“A crônica moderna é um gênero anfíbio: navega entre o jornalismo e a literatura. Partindo de um fato cotidiano, geralmente efêmero, o cronista imprime uma reflexão lírica ou crítica, transformando o banal em matéria de arte literária sem perder o vínculo com a atualidade imediata.” Fonte: CANDIDO, Antonio et al. A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas: Unicamp, 1992, p. 15. Assinale a opção que caracteriza corretamente o gênero crônica:
Alternativas
Q4434611 Português

Leia o texto:



A precisão de uma linguagem não decorre necessariamente de sua dificuldade. Em certos contextos, sobretudo naqueles em que um texto precisa orientar condutas, estabelecer procedimentos ou definir direitos e obrigações, a complexidade vocabular pode produzir precisamente o efeito contrário daquele que se pretendia alcançar. Uma formulação tecnicamente sofisticada, se não delimitar com clareza aquilo que pretende regular, pode ser menos precisa que uma formulação linguisticamente simples. Isso não significa que a linguagem técnica deva abandonar seus termos especializados. O problema não está na especialização em si, mas no emprego de palavras ou construções cuja interpretação não possa ser estabilizada pelo contexto. A simplificação adequada, nesse sentido, não equivale à vulgarização: trata-se de retirar obstáculos desnecessários à compreensão sem eliminar as distinções conceituais de que depende a precisão. Por isso, clareza e precisão não devem ser entendidas como qualidades concorrentes. Em determinadas situações, tornar uma formulação mais clara é justamente torná-la mais precisa, porque reduz a margem de interpretações incompatíveis com aquilo que se pretende comunicar. Considerando a estrutura argumentativa do texto, assinale a alternativa que identifica corretamente a relação estabelecida entre clareza e precisão:



Alternativas
Q4434508 Português
Na frase "A cidade acordou assustada com o barulho da tempestade", o efeito expressivo decorre principalmente do emprego de:
Alternativas
Q4434504 Português
Leia o fragmento:
"Solicitamos aos servidores que encaminhem, até 15 de outubro, os documentos pendentes ao Setor de Recursos Humanos, a fim de possibilitar a atualização dos registros funcionais."
Considerando sua finalidade comunicativa predominante, esse fragmento aproxima-se de um gênero textual de natureza:
Alternativas
Q4433680 Português

Atenção: Leia o texto a seguir para responder à questão.


        Quando a tecnologia serve para concentrar controle, ela amplia desigualdades; quando é desenhada para distribuir oportunidades, ela promove bem-estar e crescimento. O progresso não é linear nem neutro: é produto de decisões humanas e institucionais.


        A IA generativa redefine tarefas e papéis, mas também desafia o significado do trabalho. Ao automatizar o que antes expressava o talento humano, pode corroer o senso de competência. Ao impor processos padronizados, reduz a autonomia. E ao substituir interações humanas por algoritmos fragiliza o pertencimento.


        São três dimensões que, segundo a psicologia do trabalho, sustentam o bem-estar e a produtividade. A IA pode encurtar o árdпo percurso do aprendizado, aquele que desenvolve instinto, julgamento e experiência. A eficiência não deve substituir o amadurecimento. As evidências são eloquentes. Pesquisas de Puntoni e outros autores mostram que trabalhadores avaliados por algoritmos demonstram menos empatia. Segundo testes estatísticos, consumidores, por sua vez, valorizam mais produtos quando percebem participação humana em sua criação.


        Mas a IA também pode abrir um novo ciclo de oportunidades. Como nos mostrou o prof. Christian Terwiesch, a IA generativa pode transformar o próprio processo de inovação. Em vez de restringir decisões a poucos, ela permite que mais pessoas criem, testem e proponham soluções apoiadas por IA; o que ele chama de "torneios de inovação". O papel humano, nesse contexto, seria o de curador, não de executor.


        A GenAl ajuda a criar mais e melhores ideias, e mais rápido, mas continua precisando de gente para dar direção, propósito e juízo de valor. Empresas que souberem equilibrar as forças entre a velocidade da máquina e o discernimento humano abrirão novos horizontes de vantagem competitiva.


        O futuro da inovação, portanto, não pertence apenas à tecnologia, mas à cultura que a cerca.


        Mas, em última instância, essas escolhas não se farão no vácuo. Elas serão moldadas pelos incentivos econômicos, pelas políticas públicas e pela forma como os mercados valorizam – ou não – o investimento em pessoas.


        Se o sistema recompensar apenas ganhos de produtividade de curto prazo, o uso da IA tenderá à substituição e à concentração. Se, ao contrário, premiar a criação de valor humano e a difusão do conhecimento, o avanço tecnológico poderá se tornar um novo motor de prosperidade compartilhada. O equilíbrio econômico dessa nova era estará em unir produtividade com desenvolvimento humano; eficiência com aprendizado.


        O desafio, portanto, não é apenas das empresas, mas também da regulação: fazer com que o progresso técnico caminhe ао lado do progresso econômico e social. A inteligência artificial pode gerar abundância ou desigualdade. O que determinará o resultado não é o algoritmo, mas o conjunto de escolhas, incentivos e valores construídos em torno dele.


(VESCOVI, Ana Paula. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ana-paula-vescovi/2025/10/o-poder-e-o-progresso-na-erada-inteligencia-artificial.shtml. Adaptado)

O termo empregado para retomar uma palavra anteriormente usada no texto está sublinhado em:
Alternativas
Q4433677 Português

Atenção: Leia o texto a seguir para responder à questão.


        Quando a tecnologia serve para concentrar controle, ela amplia desigualdades; quando é desenhada para distribuir oportunidades, ela promove bem-estar e crescimento. O progresso não é linear nem neutro: é produto de decisões humanas e institucionais.


        A IA generativa redefine tarefas e papéis, mas também desafia o significado do trabalho. Ao automatizar o que antes expressava o talento humano, pode corroer o senso de competência. Ao impor processos padronizados, reduz a autonomia. E ao substituir interações humanas por algoritmos fragiliza o pertencimento.


        São três dimensões que, segundo a psicologia do trabalho, sustentam o bem-estar e a produtividade. A IA pode encurtar o árdпo percurso do aprendizado, aquele que desenvolve instinto, julgamento e experiência. A eficiência não deve substituir o amadurecimento. As evidências são eloquentes. Pesquisas de Puntoni e outros autores mostram que trabalhadores avaliados por algoritmos demonstram menos empatia. Segundo testes estatísticos, consumidores, por sua vez, valorizam mais produtos quando percebem participação humana em sua criação.


        Mas a IA também pode abrir um novo ciclo de oportunidades. Como nos mostrou o prof. Christian Terwiesch, a IA generativa pode transformar o próprio processo de inovação. Em vez de restringir decisões a poucos, ela permite que mais pessoas criem, testem e proponham soluções apoiadas por IA; o que ele chama de "torneios de inovação". O papel humano, nesse contexto, seria o de curador, não de executor.


        A GenAl ajuda a criar mais e melhores ideias, e mais rápido, mas continua precisando de gente para dar direção, propósito e juízo de valor. Empresas que souberem equilibrar as forças entre a velocidade da máquina e o discernimento humano abrirão novos horizontes de vantagem competitiva.


        O futuro da inovação, portanto, não pertence apenas à tecnologia, mas à cultura que a cerca.


        Mas, em última instância, essas escolhas não se farão no vácuo. Elas serão moldadas pelos incentivos econômicos, pelas políticas públicas e pela forma como os mercados valorizam – ou não – o investimento em pessoas.


        Se o sistema recompensar apenas ganhos de produtividade de curto prazo, o uso da IA tenderá à substituição e à concentração. Se, ao contrário, premiar a criação de valor humano e a difusão do conhecimento, o avanço tecnológico poderá se tornar um novo motor de prosperidade compartilhada. O equilíbrio econômico dessa nova era estará em unir produtividade com desenvolvimento humano; eficiência com aprendizado.


        O desafio, portanto, não é apenas das empresas, mas também da regulação: fazer com que o progresso técnico caminhe ао lado do progresso econômico e social. A inteligência artificial pode gerar abundância ou desigualdade. O que determinará o resultado não é o algoritmo, mas o conjunto de escolhas, incentivos e valores construídos em torno dele.


(VESCOVI, Ana Paula. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ana-paula-vescovi/2025/10/o-poder-e-o-progresso-na-erada-inteligencia-artificial.shtml. Adaptado)

A autora elabora uma hipótese seguida de um possível desdobramento em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: SES-TO Provas: FGV - 2026 - SES-TO - Administrador Hospitalar | FGV - 2026 - SES-TO - Físico | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Farmacêutico | FGV - 2026 - SES-TO - Fisioterapeuta | FGV - 2026 - SES-TO - Gestor em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Nutricionista | FGV - 2026 - SES-TO - Fonoaudiólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Perfusionista | FGV - 2026 - SES-TO - Pesquisador Docente em Saúde Pública | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Arquiteto | FGV - 2026 - SES-TO - Psicólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Enfermeiro | FGV - 2026 - SES-TO - Tecnólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Engenheiro Ambiental | FGV - 2026 - SES-TO - Terapeuta Ocupacional | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária Engenheiro de Alimentos | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Cardiovascular | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Cardiovascular Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Engenheiro Químico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Geral | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Alergista e Imunologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Oncológico | FGV - 2026 - SES-TO - Analista em Controle de Zoonoses | FGV - 2026 - SES-TO - Assistente Social | FGV - 2026 - SES-TO - Auditor em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Biólogo em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Biomédico | FGV - 2026 - SES-TO - Enfermeiro | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Plástico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Anestesiologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Intensivista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cardiologia | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Mastologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cardiologista Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Nefrologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgia Cabeça e Pescoço | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Oftalmologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neonatologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neurocirurgião | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ortopedista e Traumatologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Otorrinolaringologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Pediatra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Psiquiatra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neurologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ultrassonografista (Medicina Fetal) | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Urologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Vascular | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Gastroenterologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ginecologista-Obstetra | FGV - 2026 - SES-TO - Enfermeiro Obstetra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Hematologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Hematologista Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Engenheiro Clínico | FGV - 2026 - SES-TO - Executivo em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Farmacêutico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Infectologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Torácico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Coloproctologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ecocardiografista de Adultos | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Endocrinologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Endocrinologista Pediátrico |
Q4433454 Português
Assinale a opção que apresenta o texto que pode ser classificado como narrativo.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: SES-TO Provas: FGV - 2026 - SES-TO - Administrador Hospitalar | FGV - 2026 - SES-TO - Físico | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Farmacêutico | FGV - 2026 - SES-TO - Fisioterapeuta | FGV - 2026 - SES-TO - Gestor em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Nutricionista | FGV - 2026 - SES-TO - Fonoaudiólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Perfusionista | FGV - 2026 - SES-TO - Pesquisador Docente em Saúde Pública | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Arquiteto | FGV - 2026 - SES-TO - Psicólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Enfermeiro | FGV - 2026 - SES-TO - Tecnólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Engenheiro Ambiental | FGV - 2026 - SES-TO - Terapeuta Ocupacional | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária Engenheiro de Alimentos | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Cardiovascular | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Cardiovascular Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Engenheiro Químico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Geral | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Alergista e Imunologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Oncológico | FGV - 2026 - SES-TO - Analista em Controle de Zoonoses | FGV - 2026 - SES-TO - Assistente Social | FGV - 2026 - SES-TO - Auditor em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Biólogo em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Biomédico | FGV - 2026 - SES-TO - Enfermeiro | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Plástico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Anestesiologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Intensivista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cardiologia | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Mastologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cardiologista Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Nefrologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgia Cabeça e Pescoço | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Oftalmologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neonatologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neurocirurgião | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ortopedista e Traumatologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Otorrinolaringologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Pediatra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Psiquiatra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neurologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ultrassonografista (Medicina Fetal) | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Urologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Vascular | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Gastroenterologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ginecologista-Obstetra | FGV - 2026 - SES-TO - Enfermeiro Obstetra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Hematologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Hematologista Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Engenheiro Clínico | FGV - 2026 - SES-TO - Executivo em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Farmacêutico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Infectologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Torácico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Coloproctologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ecocardiografista de Adultos | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Endocrinologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Endocrinologista Pediátrico |
Q4433450 Português
Leia o texto a seguir.

A Anestesiologia é a área da Medicina responsável por proporcionar alívio ou ausência de dor e outras sensações durante procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos, monitorando e acompanhando as funções vitais do paciente antes, durante e após a intervenção.

Além do período intraoperatório, o anestesiologista atua no pré-operatório, avaliando riscos e condições do paciente, e no pós-operatório, acompanhando a recuperação e prevenindo complicações.

Assinale a opção que indica os termos do texto que funcionam como sinônimos.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: SES-TO Provas: FGV - 2026 - SES-TO - Administrador Hospitalar | FGV - 2026 - SES-TO - Físico | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Farmacêutico | FGV - 2026 - SES-TO - Fisioterapeuta | FGV - 2026 - SES-TO - Gestor em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Nutricionista | FGV - 2026 - SES-TO - Fonoaudiólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Perfusionista | FGV - 2026 - SES-TO - Pesquisador Docente em Saúde Pública | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Arquiteto | FGV - 2026 - SES-TO - Psicólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Enfermeiro | FGV - 2026 - SES-TO - Tecnólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Engenheiro Ambiental | FGV - 2026 - SES-TO - Terapeuta Ocupacional | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária Engenheiro de Alimentos | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Cardiovascular | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Cardiovascular Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Engenheiro Químico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Geral | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Alergista e Imunologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Oncológico | FGV - 2026 - SES-TO - Analista em Controle de Zoonoses | FGV - 2026 - SES-TO - Assistente Social | FGV - 2026 - SES-TO - Auditor em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Biólogo em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Biomédico | FGV - 2026 - SES-TO - Enfermeiro | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Plástico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Anestesiologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Intensivista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cardiologia | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Mastologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cardiologista Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Nefrologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgia Cabeça e Pescoço | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Oftalmologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neonatologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neurocirurgião | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ortopedista e Traumatologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Otorrinolaringologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Pediatra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Psiquiatra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neurologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ultrassonografista (Medicina Fetal) | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Urologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Vascular | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Gastroenterologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ginecologista-Obstetra | FGV - 2026 - SES-TO - Enfermeiro Obstetra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Hematologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Hematologista Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Engenheiro Clínico | FGV - 2026 - SES-TO - Executivo em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Farmacêutico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Infectologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Torácico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Coloproctologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ecocardiografista de Adultos | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Endocrinologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Endocrinologista Pediátrico |
Q4433449 Português
Os dicionários Houaiss e Aurélio de Língua Portuguesa definem “alergia” do seguinte modo:

Houaiss: reação normal e específica do organismo após sensibilização por uma substância estranha que não gera problemas na maioria dos indivíduos.

Aurélio: designação de estado de hipersensibilidade causado por exposição a determinado antígeno, dito alergênio, sendo observadas reações imunológicas nocivas se houver subsequentes exposições a este mesmo alergênio.

Em relação a essas definições, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: SES-TO Provas: FGV - 2026 - SES-TO - Administrador Hospitalar | FGV - 2026 - SES-TO - Físico | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Farmacêutico | FGV - 2026 - SES-TO - Fisioterapeuta | FGV - 2026 - SES-TO - Gestor em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Nutricionista | FGV - 2026 - SES-TO - Fonoaudiólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Perfusionista | FGV - 2026 - SES-TO - Pesquisador Docente em Saúde Pública | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Arquiteto | FGV - 2026 - SES-TO - Psicólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Enfermeiro | FGV - 2026 - SES-TO - Tecnólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Engenheiro Ambiental | FGV - 2026 - SES-TO - Terapeuta Ocupacional | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária Engenheiro de Alimentos | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Cardiovascular | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Cardiovascular Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Engenheiro Químico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Geral | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Alergista e Imunologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Oncológico | FGV - 2026 - SES-TO - Analista em Controle de Zoonoses | FGV - 2026 - SES-TO - Assistente Social | FGV - 2026 - SES-TO - Auditor em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Biólogo em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Biomédico | FGV - 2026 - SES-TO - Enfermeiro | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Plástico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Anestesiologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Intensivista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cardiologia | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Mastologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cardiologista Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Nefrologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgia Cabeça e Pescoço | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Oftalmologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neonatologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neurocirurgião | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ortopedista e Traumatologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Otorrinolaringologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Pediatra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Psiquiatra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neurologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ultrassonografista (Medicina Fetal) | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Urologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Vascular | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Gastroenterologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ginecologista-Obstetra | FGV - 2026 - SES-TO - Enfermeiro Obstetra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Hematologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Hematologista Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Engenheiro Clínico | FGV - 2026 - SES-TO - Executivo em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Farmacêutico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Infectologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Torácico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Coloproctologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ecocardiografista de Adultos | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Endocrinologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Endocrinologista Pediátrico |
Q4433448 Português
Leia o texto abaixo sobre Cardiologia Pediátrica: 

A Cardiologia Pediátrica é uma especialidade médica que se dedica ao diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas em crianças, desde o nascimento até a adolescência. Esta área da medicina é fundamental, uma vez que as condições cardíacas podem se manifestar de maneiras diferentes em crianças em comparação aos adultos. Os cardiologistas pediátricos são profissionais altamente treinados que compreendem as particularidades do sistema cardiovascular em desenvolvimento, permitindo um atendimento mais eficaz e direcionado.

Sobre esse texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: SES-TO Provas: FGV - 2026 - SES-TO - Administrador Hospitalar | FGV - 2026 - SES-TO - Físico | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Farmacêutico | FGV - 2026 - SES-TO - Fisioterapeuta | FGV - 2026 - SES-TO - Gestor em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Nutricionista | FGV - 2026 - SES-TO - Fonoaudiólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Perfusionista | FGV - 2026 - SES-TO - Pesquisador Docente em Saúde Pública | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Arquiteto | FGV - 2026 - SES-TO - Psicólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Enfermeiro | FGV - 2026 - SES-TO - Tecnólogo | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Engenheiro Ambiental | FGV - 2026 - SES-TO - Terapeuta Ocupacional | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária Engenheiro de Alimentos | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Cardiovascular | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Cardiovascular Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Inspetor em Vigilância Sanitária - Engenheiro Químico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Geral | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Alergista e Imunologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Oncológico | FGV - 2026 - SES-TO - Analista em Controle de Zoonoses | FGV - 2026 - SES-TO - Assistente Social | FGV - 2026 - SES-TO - Auditor em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Biólogo em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Biomédico | FGV - 2026 - SES-TO - Enfermeiro | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Plástico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Anestesiologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Intensivista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cardiologia | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Mastologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cardiologista Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Nefrologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgia Cabeça e Pescoço | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Oftalmologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neonatologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neurocirurgião | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ortopedista e Traumatologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Otorrinolaringologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Pediatra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Psiquiatra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Neurologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ultrassonografista (Medicina Fetal) | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Urologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Cirurgião Vascular | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Gastroenterologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ginecologista-Obstetra | FGV - 2026 - SES-TO - Enfermeiro Obstetra | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Hematologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE – Hematologista Pediátrico | FGV - 2026 - SES-TO - Engenheiro Clínico | FGV - 2026 - SES-TO - Executivo em Saúde | FGV - 2026 - SES-TO - Farmacêutico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Infectologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Cirurgião Torácico | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Coloproctologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Ecocardiografista de Adultos | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Endocrinologista | FGV - 2026 - SES-TO - Médico RQE - Endocrinologista Pediátrico |
Q4433447 Português
Leia o pequeno texto a seguir.

Alguns jornais noticiam que os médicos cardiológicos da Rússia, e não dos Estados Unidos ou Alemanha, mostram melhores resultados no combate às doenças do coração e nos transplantes.

Sobre esse texto, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4433363 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dificuldades do acesso à creche são um impedimento à educação infantil no Brasil


-


Segundo dados do IBGE, o Brasil tem 11,2 milhões de crianças de 0 a 3 anos. Dessas, 4,4 milhões, aproximadamente 40%, frequentam a creche. Os outros 60%, ou 6,8 milhões de crianças, estão fora dessa etapa da educação básica. Ainda segundo dados disponibilizados pelo MEC (Ministério da Educação) e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) no Censo Escolar 2024, são cerca de 78,1 mil instituições desse tipo no País. 


O ingresso na creche (destinado às crianças de até 3 anos) não é obrigatório no Brasil, mas é dever do Estado garantir vagas às famílias que desejam matricular seus filhos. Letícia Nascimento, professora da Faculdade de Educação da USP, e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Sociologia da Infância e Educação Infantil, salienta: "Desde a Constituição, se define que a educação infantil é um dever do Estado e uma escolha da família, embora pareça um eufemismo falar que é escolha da família, porque nós sabemos que, em um país como o nosso, grande parte das famílias não só quer que as crianças vão à creche, mas precisa que elas vão".


Embora a creche não seja obrigatória, os benefícios de um infante nessas instituições podem ser variados e vão desde o desenvolvimento social, cognitivo e emocional até questões como o apoio familiar e a possibilidade dos pais conciliarem trabalho e o cuidado com os filhos. Além disso, existem indicadores de que as dificuldades no acesso a essas instituições são o principal obstáculo para o alcance da meta de atendimento de 60% das crianças nessa fase da educação. Enquanto apenas cerca de 30% das crianças mais pobres estão na creche, a porcentagem chega a dobrar quando falamos das crianças mais ricas. 


-


Espaço do brincar


Embora compreenda a opção da família em decidir sobre o ingresso ou não das crianças na creche, Letícia defende a presença dos infantes nessa fase da educação. "Eu acho que nós temos muitas dificuldades no Brasil todo em relação à educação das crianças pequenas. A creche fica num lugar onde ela se transforma em direito da família ou da mãe de poder trabalhar sossegada; e num lugar onde a criança merece ter uma educação de qualidade que permita com que ela conviva com outras crianças, que ela tenha acesso a diferentes materiais, a diferentes possibilidades de obter experiências com coisas ou elementos ou proposições que ela não teria em casa", explica a professora.


Durante o processo da educação infantil, frequentar um espaço adequado, arejado, com livros e materiais destinados ao uso e aprendizado das crianças se torna vital. Além de auxiliar no desenvolvimento cognitivo, social e emocional, a literatura infantil e as atividades desenvolvidas podem ajudar na alfabetização e no letramento nos anos posteriores da pré-escola e do ensino fundamental. Ainda segundo Letícia, crianças que fazem a pré-escola chegam muito mais seguras ao ensino fundamental.


[...] 
Sobre as informações contidas no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4433361 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dificuldades do acesso à creche são um impedimento à educação infantil no Brasil


-


Segundo dados do IBGE, o Brasil tem 11,2 milhões de crianças de 0 a 3 anos. Dessas, 4,4 milhões, aproximadamente 40%, frequentam a creche. Os outros 60%, ou 6,8 milhões de crianças, estão fora dessa etapa da educação básica. Ainda segundo dados disponibilizados pelo MEC (Ministério da Educação) e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) no Censo Escolar 2024, são cerca de 78,1 mil instituições desse tipo no País. 


O ingresso na creche (destinado às crianças de até 3 anos) não é obrigatório no Brasil, mas é dever do Estado garantir vagas às famílias que desejam matricular seus filhos. Letícia Nascimento, professora da Faculdade de Educação da USP, e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Sociologia da Infância e Educação Infantil, salienta: "Desde a Constituição, se define que a educação infantil é um dever do Estado e uma escolha da família, embora pareça um eufemismo falar que é escolha da família, porque nós sabemos que, em um país como o nosso, grande parte das famílias não só quer que as crianças vão à creche, mas precisa que elas vão".


Embora a creche não seja obrigatória, os benefícios de um infante nessas instituições podem ser variados e vão desde o desenvolvimento social, cognitivo e emocional até questões como o apoio familiar e a possibilidade dos pais conciliarem trabalho e o cuidado com os filhos. Além disso, existem indicadores de que as dificuldades no acesso a essas instituições são o principal obstáculo para o alcance da meta de atendimento de 60% das crianças nessa fase da educação. Enquanto apenas cerca de 30% das crianças mais pobres estão na creche, a porcentagem chega a dobrar quando falamos das crianças mais ricas. 


-


Espaço do brincar


Embora compreenda a opção da família em decidir sobre o ingresso ou não das crianças na creche, Letícia defende a presença dos infantes nessa fase da educação. "Eu acho que nós temos muitas dificuldades no Brasil todo em relação à educação das crianças pequenas. A creche fica num lugar onde ela se transforma em direito da família ou da mãe de poder trabalhar sossegada; e num lugar onde a criança merece ter uma educação de qualidade que permita com que ela conviva com outras crianças, que ela tenha acesso a diferentes materiais, a diferentes possibilidades de obter experiências com coisas ou elementos ou proposições que ela não teria em casa", explica a professora.


Durante o processo da educação infantil, frequentar um espaço adequado, arejado, com livros e materiais destinados ao uso e aprendizado das crianças se torna vital. Além de auxiliar no desenvolvimento cognitivo, social e emocional, a literatura infantil e as atividades desenvolvidas podem ajudar na alfabetização e no letramento nos anos posteriores da pré-escola e do ensino fundamental. Ainda segundo Letícia, crianças que fazem a pré-escola chegam muito mais seguras ao ensino fundamental.


[...] 
No trecho "embora pareça um eufemismo falar que é escolha da família", a palavra "eufemismo" indica:
Alternativas
Q4433359 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dificuldades do acesso à creche são um impedimento à educação infantil no Brasil


-


Segundo dados do IBGE, o Brasil tem 11,2 milhões de crianças de 0 a 3 anos. Dessas, 4,4 milhões, aproximadamente 40%, frequentam a creche. Os outros 60%, ou 6,8 milhões de crianças, estão fora dessa etapa da educação básica. Ainda segundo dados disponibilizados pelo MEC (Ministério da Educação) e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) no Censo Escolar 2024, são cerca de 78,1 mil instituições desse tipo no País. 


O ingresso na creche (destinado às crianças de até 3 anos) não é obrigatório no Brasil, mas é dever do Estado garantir vagas às famílias que desejam matricular seus filhos. Letícia Nascimento, professora da Faculdade de Educação da USP, e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Sociologia da Infância e Educação Infantil, salienta: "Desde a Constituição, se define que a educação infantil é um dever do Estado e uma escolha da família, embora pareça um eufemismo falar que é escolha da família, porque nós sabemos que, em um país como o nosso, grande parte das famílias não só quer que as crianças vão à creche, mas precisa que elas vão".


Embora a creche não seja obrigatória, os benefícios de um infante nessas instituições podem ser variados e vão desde o desenvolvimento social, cognitivo e emocional até questões como o apoio familiar e a possibilidade dos pais conciliarem trabalho e o cuidado com os filhos. Além disso, existem indicadores de que as dificuldades no acesso a essas instituições são o principal obstáculo para o alcance da meta de atendimento de 60% das crianças nessa fase da educação. Enquanto apenas cerca de 30% das crianças mais pobres estão na creche, a porcentagem chega a dobrar quando falamos das crianças mais ricas. 


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Espaço do brincar


Embora compreenda a opção da família em decidir sobre o ingresso ou não das crianças na creche, Letícia defende a presença dos infantes nessa fase da educação. "Eu acho que nós temos muitas dificuldades no Brasil todo em relação à educação das crianças pequenas. A creche fica num lugar onde ela se transforma em direito da família ou da mãe de poder trabalhar sossegada; e num lugar onde a criança merece ter uma educação de qualidade que permita com que ela conviva com outras crianças, que ela tenha acesso a diferentes materiais, a diferentes possibilidades de obter experiências com coisas ou elementos ou proposições que ela não teria em casa", explica a professora.


Durante o processo da educação infantil, frequentar um espaço adequado, arejado, com livros e materiais destinados ao uso e aprendizado das crianças se torna vital. Além de auxiliar no desenvolvimento cognitivo, social e emocional, a literatura infantil e as atividades desenvolvidas podem ajudar na alfabetização e no letramento nos anos posteriores da pré-escola e do ensino fundamental. Ainda segundo Letícia, crianças que fazem a pré-escola chegam muito mais seguras ao ensino fundamental.


[...] 
No trecho do texto "'Desde a Constituição, se define que a educação infantil é um dever do Estado e uma escolha da família'", o uso das aspas tem a função de:
Alternativas
Q4433298 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Educar sem violência.


Nesta semana, vi uma série de postagens sobre o Dia das Crianças e fiquei pensando: quantas daquelas pessoas, que esbanjam carinho na homenagem a meninas e meninos, também costumam machucar filhos, enteados ou quem esteja sob a sua responsabilidade, em nome da "disciplina"? Para muita gente, espancar não é uma violência, é uma forma de "educar".


Essa visão cruel e distorcida da realidade — mas que segue arraigada neste país — foi comprovada por um estudo recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Conforme o levantamento, pais e mães dizem que bater é a melhor forma de corrigir um comportamento inadequado da criança.


Não consigo conceber como surrar seres humanos indefesos, causar-lhes dor, pode ser uma coisa boa. Como alguém pode ter essa capacidade? Vejo a agressão a uma criança como um ato de covardia, que se torna ainda mais perverso quando praticado por quem deveria protegê-la. Mas é justamente o que mais acontece. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2025, mais de 60 mil casos de maus-tratos ou de lesão corporal em contexto de violência doméstica contra crianças e adolescentes foram registrados no Brasil, um aumento de 106% comparado ao ano anterior. Se levarmos em conta que há subnotificação, esse número é muito maior.


Os abusos físicos e psicológicos ferem a dignidade de crianças e podem impactar a saúde física e mental delas pelo resto da vida. Além disso, elas aprendem que a violência é o meio de resolver conflitos e diferenças. 


Segundo ainda o estudo do Unicef, há um entendimento de que a criação de uma criança cabe exclusivamente à família, e que outras pessoas não devem interferir. Essa é outra crença entranhada por aqui, de que pais ou responsáveis têm o direito de impor castigos físicos ou psicológicos para "disciplinar". Não têm, de jeito nenhum.


Crianças sendo machucadas é um problema público, não privado, diz respeito a todos nós. Cessar o sofrimento delas é da nossa conta, sim. Um dever, na verdade. Os agressores têm de ser denunciados. Os registros podem ser feitos em delegacias; conselhos tutelares; Disque 100; site da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (www.gov.br/mdh/pt-br/ondh/), que funciona 24 horas, inclusive em feriados e fins de semana; ou WhatsApp (61) 99611-0100.


Ignorar o sofrimento de crianças e adolescentes é ser conivente. Não há e jamais haverá justificativa plausível para maltratá-los. Eles não são inferiores aos adultos, muito menos propriedade das famílias. Têm o direito de brincar e de desenvolver plenamente suas capacidades, com orientação e afeto de pais ou responsáveis. Têm de ser respeitados, especialmente no processo de educação. 


O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) enfatiza, no Art. 18-A, que eles "têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los".


O processo de educar não é dos mais fáceis, mas a missão de formar cidadãos cientes de seus direitos e deveres passa, especialmente, pelo diálogo e por bons exemplos, nunca por métodos cruéis. Todo dia tem de ser das crianças, tem de ser de zelo pelo bem-estar delas.
Com base nas relações sintático-semânticas estabelecidas pelos elementos de coesão no texto, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4433297 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Educar sem violência.


Nesta semana, vi uma série de postagens sobre o Dia das Crianças e fiquei pensando: quantas daquelas pessoas, que esbanjam carinho na homenagem a meninas e meninos, também costumam machucar filhos, enteados ou quem esteja sob a sua responsabilidade, em nome da "disciplina"? Para muita gente, espancar não é uma violência, é uma forma de "educar".


Essa visão cruel e distorcida da realidade — mas que segue arraigada neste país — foi comprovada por um estudo recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Conforme o levantamento, pais e mães dizem que bater é a melhor forma de corrigir um comportamento inadequado da criança.


Não consigo conceber como surrar seres humanos indefesos, causar-lhes dor, pode ser uma coisa boa. Como alguém pode ter essa capacidade? Vejo a agressão a uma criança como um ato de covardia, que se torna ainda mais perverso quando praticado por quem deveria protegê-la. Mas é justamente o que mais acontece. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2025, mais de 60 mil casos de maus-tratos ou de lesão corporal em contexto de violência doméstica contra crianças e adolescentes foram registrados no Brasil, um aumento de 106% comparado ao ano anterior. Se levarmos em conta que há subnotificação, esse número é muito maior.


Os abusos físicos e psicológicos ferem a dignidade de crianças e podem impactar a saúde física e mental delas pelo resto da vida. Além disso, elas aprendem que a violência é o meio de resolver conflitos e diferenças. 


Segundo ainda o estudo do Unicef, há um entendimento de que a criação de uma criança cabe exclusivamente à família, e que outras pessoas não devem interferir. Essa é outra crença entranhada por aqui, de que pais ou responsáveis têm o direito de impor castigos físicos ou psicológicos para "disciplinar". Não têm, de jeito nenhum.


Crianças sendo machucadas é um problema público, não privado, diz respeito a todos nós. Cessar o sofrimento delas é da nossa conta, sim. Um dever, na verdade. Os agressores têm de ser denunciados. Os registros podem ser feitos em delegacias; conselhos tutelares; Disque 100; site da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (www.gov.br/mdh/pt-br/ondh/), que funciona 24 horas, inclusive em feriados e fins de semana; ou WhatsApp (61) 99611-0100.


Ignorar o sofrimento de crianças e adolescentes é ser conivente. Não há e jamais haverá justificativa plausível para maltratá-los. Eles não são inferiores aos adultos, muito menos propriedade das famílias. Têm o direito de brincar e de desenvolver plenamente suas capacidades, com orientação e afeto de pais ou responsáveis. Têm de ser respeitados, especialmente no processo de educação. 


O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) enfatiza, no Art. 18-A, que eles "têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los".


O processo de educar não é dos mais fáceis, mas a missão de formar cidadãos cientes de seus direitos e deveres passa, especialmente, pelo diálogo e por bons exemplos, nunca por métodos cruéis. Todo dia tem de ser das crianças, tem de ser de zelo pelo bem-estar delas.
Com base nas informações do texto e na identificação de seu gênero e tipologia textual, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4433233 Português
TEXTO


TEORIA DE QUE A REALIDADE É UMA SIMULAÇÃO GANHA FÔLEGO NA FÍSICA QUÂNTICA 


    E se a realidade não for nada mais do que uma simulação extremamente complexa? Em experimento controverso, pesquisadores testam essa possibilidade em laboratório. Um grupo de físicos liderado por Thomas Campbell, ex-cientista da Nasa, está investigando uma teoria que pode revolucionar a compreensão do universo: a hipótese da simulação, que propõe que a realidade pode ser uma simulação complexa.

    A equipe de cientistas, que também inclui Farbod Khoshnoud, da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, em Pomona (CalPoly), está atualmente na vanguarda dessa teoria controversa. A hipótese é que o universo poderia funcionar como um videogame, gerando uma realidade “sob demanda” para observadores conscientes.

    Tal hipótese, há muito teorizada por filósofos e popularizada pelo filme sucesso de bilheteria Matrix, de 1999, baseia-se numa interpretação não convencional da mecânica quântica, especificamente no famoso experimento da dupla fenda. Nesse experimento, quando a luz é disparada através de duas fendas, observa-se um padrão de interferência, indicando que a luz age como uma onda. Entretanto, ao observar a luz com detectores, esse padrão desaparece, sugerindo que a própria observação afeta o comportamento das partículas. Em outras palavras, as partículas subatômicas parecem se comportar de forma diferente quando observadas, algo que tem intrigado os físicos. Campbell sugere que esse fenômeno pode ser um de que a realidade só é “renderizada” no momento da observação, da mesma forma que um jogo de computador só gera as partes do mundo virtual que o jogador está vendo na medida em que ele joga.

    Para verificar essa hipótese, a equipe desenvolveu uma série de experimentos, descritos em seu artigo On testing the simulation theory, publicado em 2017 no The International Journal of Quantum Foundations, que são variações do experimento da dupla fenda. “Duas estratégias podem ser seguidas para testar a teoria da simulação”, explica a equipe no artigo, também publicado no servidor de preprints eletrônicos arXiv. “(1) Testar o momento da renderização; (2) Explorar requisitos conflitantes de preservação de consistência lógica e prevenção de detecção para forçar o mecanismo de renderização de RV a criar descontinuidades em sua renderização ou produzir um evento de assinatura mensurável em nossa realidade que indique que nossa realidade deve ser simulada”.

    Num dos experimentos mais simples, eles propõem armazenar dados sobre a trajetória das partículas e os padrões que elas formam em pendrives separados e, em seguida, destruir aleatoriamente alguns deles antes que alguém veja os resultados. Se os padrões de interferência só aparecerem quando os dados da trajetória correspondente tiverem sido destruídos, eles argumentam que isso poderia indicar que a realidade está sendo gerada no momento da observação. A equipe propôs outras versões mais complicadas do experimento, que estão disponíveis em seu artigo.

    De acordo com um comunicado recente, a teoria da simulação de Campbell difere do conceito de “simulação ancestral” proposto pelo filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que formulou a hipótese da simulação. “Nossa hipótese difere da de Bostrom por considerar a consciência como um elemento essencial da realidade, e não como resultado da simulação”, diz Campbell. “Se todos os cinco experimentos funcionarem como esperado, eles desafiarão a compreensão convencional da realidade e revelarão conexões profundas entre a consciência e o cosmos”, acrescentou o cientista especialista em física aplicada da Nasa e do Departamento de Defesa dos EUA.

    Para financiar esses experimentos, Campbell criou uma organização sem fins lucrativos, o Centro para a Unificação da Ciência e da Consciência (Cusac, na sigla em inglês). Segundo um comunicado de imprensa, ele também arrecadou fundos por meio do site de financiamento coletivo Kickstarter para realizar a pesquisa.

    É importante observar que essa teoria é altamente especulativa e controversa. Muitos físicos acreditam que há explicações mais plausíveis para os fenômenos quânticos que não exigem a suposição de que a realidade humana seja uma simulação. Nesse sentido, é improvável que esses experimentos forneçam uma prova definitiva da hipótese. No entanto, há cientistas que persistem em suas pesquisas nessa área, como Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth.

    Vopson explorou a possibilidade de que uma nova lei da física poderia sustentar a teoria do universo simulado, um conceito que chamou a atenção de figuras como Elon Musk. Esse campo, parte da física da informação, sugere que a realidade poderia ser composta principalmente de unidades de informação, semelhantes a bits. Numa pesquisa anterior, Vopson propôs que a própria informação possui massa e que as partículas elementares contêm informações sobre sua identidade, de forma análoga ao DNA humano.

    Embora as teorias possam ser radicais demais para muitos, o mundo científico continua a observá-las com uma mistura de ceticismo e curiosidade. Independentemente do resultado, o que parece claro é que a pesquisa de Campbell capturou não apenas a imaginação dos cientistas, mas também do público em geral. E não é de se admirar: a ideia de que a realidade poderia ser uma simulação, que tem sido um tema recorrente na ficção científica, está finalmente sendo explorada nos laboratórios de física.


Disponível em: <https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2024/08/10/teoria-deque-a-realidade-e-uma-simulacao-ganha-folego-na-fisicaquantica.ghtml>. Adaptado. Acesso em: 09 de setembro de
2026.
Considerando os sentidos do texto, assinale a reescrita que mantém CORRETAMENTE os sentidos do trecho “Se os padrões de interferência só aparecerem quando os dados da trajetória correspondente tiverem sido destruídos, eles argumentam que isso poderia indicar que a realidade está sendo gerada no momento da observação.”
Alternativas
Q4433231 Português
TEXTO


TEORIA DE QUE A REALIDADE É UMA SIMULAÇÃO GANHA FÔLEGO NA FÍSICA QUÂNTICA 


    E se a realidade não for nada mais do que uma simulação extremamente complexa? Em experimento controverso, pesquisadores testam essa possibilidade em laboratório. Um grupo de físicos liderado por Thomas Campbell, ex-cientista da Nasa, está investigando uma teoria que pode revolucionar a compreensão do universo: a hipótese da simulação, que propõe que a realidade pode ser uma simulação complexa.

    A equipe de cientistas, que também inclui Farbod Khoshnoud, da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, em Pomona (CalPoly), está atualmente na vanguarda dessa teoria controversa. A hipótese é que o universo poderia funcionar como um videogame, gerando uma realidade “sob demanda” para observadores conscientes.

    Tal hipótese, há muito teorizada por filósofos e popularizada pelo filme sucesso de bilheteria Matrix, de 1999, baseia-se numa interpretação não convencional da mecânica quântica, especificamente no famoso experimento da dupla fenda. Nesse experimento, quando a luz é disparada através de duas fendas, observa-se um padrão de interferência, indicando que a luz age como uma onda. Entretanto, ao observar a luz com detectores, esse padrão desaparece, sugerindo que a própria observação afeta o comportamento das partículas. Em outras palavras, as partículas subatômicas parecem se comportar de forma diferente quando observadas, algo que tem intrigado os físicos. Campbell sugere que esse fenômeno pode ser um de que a realidade só é “renderizada” no momento da observação, da mesma forma que um jogo de computador só gera as partes do mundo virtual que o jogador está vendo na medida em que ele joga.

    Para verificar essa hipótese, a equipe desenvolveu uma série de experimentos, descritos em seu artigo On testing the simulation theory, publicado em 2017 no The International Journal of Quantum Foundations, que são variações do experimento da dupla fenda. “Duas estratégias podem ser seguidas para testar a teoria da simulação”, explica a equipe no artigo, também publicado no servidor de preprints eletrônicos arXiv. “(1) Testar o momento da renderização; (2) Explorar requisitos conflitantes de preservação de consistência lógica e prevenção de detecção para forçar o mecanismo de renderização de RV a criar descontinuidades em sua renderização ou produzir um evento de assinatura mensurável em nossa realidade que indique que nossa realidade deve ser simulada”.

    Num dos experimentos mais simples, eles propõem armazenar dados sobre a trajetória das partículas e os padrões que elas formam em pendrives separados e, em seguida, destruir aleatoriamente alguns deles antes que alguém veja os resultados. Se os padrões de interferência só aparecerem quando os dados da trajetória correspondente tiverem sido destruídos, eles argumentam que isso poderia indicar que a realidade está sendo gerada no momento da observação. A equipe propôs outras versões mais complicadas do experimento, que estão disponíveis em seu artigo.

    De acordo com um comunicado recente, a teoria da simulação de Campbell difere do conceito de “simulação ancestral” proposto pelo filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que formulou a hipótese da simulação. “Nossa hipótese difere da de Bostrom por considerar a consciência como um elemento essencial da realidade, e não como resultado da simulação”, diz Campbell. “Se todos os cinco experimentos funcionarem como esperado, eles desafiarão a compreensão convencional da realidade e revelarão conexões profundas entre a consciência e o cosmos”, acrescentou o cientista especialista em física aplicada da Nasa e do Departamento de Defesa dos EUA.

    Para financiar esses experimentos, Campbell criou uma organização sem fins lucrativos, o Centro para a Unificação da Ciência e da Consciência (Cusac, na sigla em inglês). Segundo um comunicado de imprensa, ele também arrecadou fundos por meio do site de financiamento coletivo Kickstarter para realizar a pesquisa.

    É importante observar que essa teoria é altamente especulativa e controversa. Muitos físicos acreditam que há explicações mais plausíveis para os fenômenos quânticos que não exigem a suposição de que a realidade humana seja uma simulação. Nesse sentido, é improvável que esses experimentos forneçam uma prova definitiva da hipótese. No entanto, há cientistas que persistem em suas pesquisas nessa área, como Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth.

    Vopson explorou a possibilidade de que uma nova lei da física poderia sustentar a teoria do universo simulado, um conceito que chamou a atenção de figuras como Elon Musk. Esse campo, parte da física da informação, sugere que a realidade poderia ser composta principalmente de unidades de informação, semelhantes a bits. Numa pesquisa anterior, Vopson propôs que a própria informação possui massa e que as partículas elementares contêm informações sobre sua identidade, de forma análoga ao DNA humano.

    Embora as teorias possam ser radicais demais para muitos, o mundo científico continua a observá-las com uma mistura de ceticismo e curiosidade. Independentemente do resultado, o que parece claro é que a pesquisa de Campbell capturou não apenas a imaginação dos cientistas, mas também do público em geral. E não é de se admirar: a ideia de que a realidade poderia ser uma simulação, que tem sido um tema recorrente na ficção científica, está finalmente sendo explorada nos laboratórios de física.


Disponível em: <https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2024/08/10/teoria-deque-a-realidade-e-uma-simulacao-ganha-folego-na-fisicaquantica.ghtml>. Adaptado. Acesso em: 09 de setembro de
2026.
No texto, a palavra ‘hipótese’ tem o sentido de:
Alternativas
Q4433229 Português
TEXTO


TEORIA DE QUE A REALIDADE É UMA SIMULAÇÃO GANHA FÔLEGO NA FÍSICA QUÂNTICA 


    E se a realidade não for nada mais do que uma simulação extremamente complexa? Em experimento controverso, pesquisadores testam essa possibilidade em laboratório. Um grupo de físicos liderado por Thomas Campbell, ex-cientista da Nasa, está investigando uma teoria que pode revolucionar a compreensão do universo: a hipótese da simulação, que propõe que a realidade pode ser uma simulação complexa.

    A equipe de cientistas, que também inclui Farbod Khoshnoud, da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, em Pomona (CalPoly), está atualmente na vanguarda dessa teoria controversa. A hipótese é que o universo poderia funcionar como um videogame, gerando uma realidade “sob demanda” para observadores conscientes.

    Tal hipótese, há muito teorizada por filósofos e popularizada pelo filme sucesso de bilheteria Matrix, de 1999, baseia-se numa interpretação não convencional da mecânica quântica, especificamente no famoso experimento da dupla fenda. Nesse experimento, quando a luz é disparada através de duas fendas, observa-se um padrão de interferência, indicando que a luz age como uma onda. Entretanto, ao observar a luz com detectores, esse padrão desaparece, sugerindo que a própria observação afeta o comportamento das partículas. Em outras palavras, as partículas subatômicas parecem se comportar de forma diferente quando observadas, algo que tem intrigado os físicos. Campbell sugere que esse fenômeno pode ser um de que a realidade só é “renderizada” no momento da observação, da mesma forma que um jogo de computador só gera as partes do mundo virtual que o jogador está vendo na medida em que ele joga.

    Para verificar essa hipótese, a equipe desenvolveu uma série de experimentos, descritos em seu artigo On testing the simulation theory, publicado em 2017 no The International Journal of Quantum Foundations, que são variações do experimento da dupla fenda. “Duas estratégias podem ser seguidas para testar a teoria da simulação”, explica a equipe no artigo, também publicado no servidor de preprints eletrônicos arXiv. “(1) Testar o momento da renderização; (2) Explorar requisitos conflitantes de preservação de consistência lógica e prevenção de detecção para forçar o mecanismo de renderização de RV a criar descontinuidades em sua renderização ou produzir um evento de assinatura mensurável em nossa realidade que indique que nossa realidade deve ser simulada”.

    Num dos experimentos mais simples, eles propõem armazenar dados sobre a trajetória das partículas e os padrões que elas formam em pendrives separados e, em seguida, destruir aleatoriamente alguns deles antes que alguém veja os resultados. Se os padrões de interferência só aparecerem quando os dados da trajetória correspondente tiverem sido destruídos, eles argumentam que isso poderia indicar que a realidade está sendo gerada no momento da observação. A equipe propôs outras versões mais complicadas do experimento, que estão disponíveis em seu artigo.

    De acordo com um comunicado recente, a teoria da simulação de Campbell difere do conceito de “simulação ancestral” proposto pelo filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que formulou a hipótese da simulação. “Nossa hipótese difere da de Bostrom por considerar a consciência como um elemento essencial da realidade, e não como resultado da simulação”, diz Campbell. “Se todos os cinco experimentos funcionarem como esperado, eles desafiarão a compreensão convencional da realidade e revelarão conexões profundas entre a consciência e o cosmos”, acrescentou o cientista especialista em física aplicada da Nasa e do Departamento de Defesa dos EUA.

    Para financiar esses experimentos, Campbell criou uma organização sem fins lucrativos, o Centro para a Unificação da Ciência e da Consciência (Cusac, na sigla em inglês). Segundo um comunicado de imprensa, ele também arrecadou fundos por meio do site de financiamento coletivo Kickstarter para realizar a pesquisa.

    É importante observar que essa teoria é altamente especulativa e controversa. Muitos físicos acreditam que há explicações mais plausíveis para os fenômenos quânticos que não exigem a suposição de que a realidade humana seja uma simulação. Nesse sentido, é improvável que esses experimentos forneçam uma prova definitiva da hipótese. No entanto, há cientistas que persistem em suas pesquisas nessa área, como Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth.

    Vopson explorou a possibilidade de que uma nova lei da física poderia sustentar a teoria do universo simulado, um conceito que chamou a atenção de figuras como Elon Musk. Esse campo, parte da física da informação, sugere que a realidade poderia ser composta principalmente de unidades de informação, semelhantes a bits. Numa pesquisa anterior, Vopson propôs que a própria informação possui massa e que as partículas elementares contêm informações sobre sua identidade, de forma análoga ao DNA humano.

    Embora as teorias possam ser radicais demais para muitos, o mundo científico continua a observá-las com uma mistura de ceticismo e curiosidade. Independentemente do resultado, o que parece claro é que a pesquisa de Campbell capturou não apenas a imaginação dos cientistas, mas também do público em geral. E não é de se admirar: a ideia de que a realidade poderia ser uma simulação, que tem sido um tema recorrente na ficção científica, está finalmente sendo explorada nos laboratórios de física.


Disponível em: <https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2024/08/10/teoria-deque-a-realidade-e-uma-simulacao-ganha-folego-na-fisicaquantica.ghtml>. Adaptado. Acesso em: 09 de setembro de
2026.
As palavras ‘simulação’, ‘virtual’ e ‘jogo’ pertencem ao mesmo campo semântico porque estão relacionadas à: 
Alternativas
Respostas
161: B
162: B
163: C
164: D
165: C
166: A
167: A
168: C
169: C
170: B
171: A
172: B
173: C
174: B
175: C
176: C
177: D
178: D
179: B
180: A