Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3695669 Português

Intoxicação por metanol: médico detalha efeitos da substância no organismo


O Brasil registra atualmente 127 casos notificados de intoxicação por metanol e 11 confirmados, gerando preocupação entre autoridades e profissionais de saúde. A substância, quando ingerida, pode causar danos severos ao organismo em questão de horas.


O neurologista Osvaldo Nascimento explicou à CNN que o metanol, ao ser metabolizado pelo fígado, produz ácido fórmico, substância que compromete a atividade oxidativa do organismo. O processo é extremamente rápido, atingindo níveis críticos em apenas 30 minutos após a ingestão, com sintomas manifestando-se entre 12 e 24 horas.


Os primeiros sinais de intoxicação podem ser confundidos com uma ressaca comum, incluindo náusea e dor de cabeça. No entanto, o principal alerta são as alterações visuais, como o "campo de neve" - sensação de ver pontos brancos - além de incoordenação motora e alteração da consciência, podendo evoluir para coma e morte.


O tratamento inclui o uso de fomepizol, antídoto que bloqueia a enzima responsável pela transformação do metanol em ácido fórmico, além de hemodiálise. Mesmo com tratamento adequado, cerca de 30% a 40% dos casos podem resultar em óbito, e os sobreviventes podem desenvolver sequelas neurológicas graves.


Como medida preventiva, especialistas recomendam evitar o consumo de bebidas destiladas no momento, optando por cervejas e vinhos. A identificação visual de produtos adulterados é praticamente impossível, mesmo para pessoas experientes, devido à sofisticação das falsificações.


Em caso de suspeita de intoxicação, especialmente na presença de alterações visuais ou sintomas mais intensos que uma ressaca comum, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir o risco de sequelas permanentes.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/intoxicacao-por-metanol-medico-de talha-efeitos-da-substancia-no-organismo/ 

O texto evidencia a gravidade da situação relacionada à adulteração de bebidas e enfatiza a importância da prevenção e do diagnóstico rápido. Ao destacar a impossibilidade de identificar visualmente produtos falsificados, o trecho alerta para a vulnerabilidade do consumidor e a necessidade de prudência nas escolhas e na busca por atendimento médico diante de sintomas suspeitos.


Considerando esse contexto, qual das alternativas expressa de maneira adequada a mensagem central do trecho?

Alternativas
Q3695611 Português

Antídoto à base de etanol exige ação rápida, alerta especialista


O aumento de casos de intoxicação por metanol no Brasil tem mobilizado autoridades de saúde e levantado questões sobre o tratamento adequado. O etanol farmacêutico surge como principal antídoto, mas seu uso requer cuidados específicos e administração hospitalar.


O cardiointensivista Werlley Januzzi explica que o etanol age como inibidor competitivo da enzima álcool desidrogenase, bloqueando a formação de metabólitos tóxicos do metanol, especialmente o ácido fórmico. Este último é o principal responsável por complicações graves como acidose metabólica, cegueira e insuficiência renal.


A eficácia do tratamento está diretamente relacionada à rapidez do atendimento médico. "Quanto mais precoce for feita a hidratação e administração do etanol, melhores os resultados", afirma Januzzi. Embora o antídoto possa ser administrado após seis horas da intoxicação, os melhores resultados são obtidos nas primeiras horas.


O especialista ressalta que o etanol utilizado é exclusivamente farmacêutico, administrado de forma intravenosa em ambiente hospitalar, com dosagem calculada conforme o peso do paciente. Os efeitos colaterais mais comuns incluem hipoglicemia e sonolência excessiva, principalmente em pacientes idosos ou desnutridos.


Com o aumento dos casos, os protocolos de atendimento nos prontos-socorros foram adaptados. A triagem passou a incluir perguntas específicas sobre consumo de bebidas alcoólicas, buscando identificar rapidamente possíveis casos de intoxicação por metanol. O objetivo é prevenir danos irreversíveis, que em casos extremos podem ser letais.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/antidoto-a-base-de-etanol-exige-ac ao-rapida-alerta-especialista/

 O texto evidencia a importância do momento em que o tratamento é iniciado, sugerindo que, apesar de existir uma margem de tempo para a aplicação do antídoto, o fator temporal continua sendo decisivo para a recuperação do paciente. Assim, a ideia central está relacionada à influência da precocidade no sucesso terapêutico.


Com base nessa interpretação, qual das alternativas apresenta a compreensão mais adequada sobre a relação entre o tempo e a eficácia do antídoto? 

Alternativas
Q3695610 Português

Antídoto à base de etanol exige ação rápida, alerta especialista


O aumento de casos de intoxicação por metanol no Brasil tem mobilizado autoridades de saúde e levantado questões sobre o tratamento adequado. O etanol farmacêutico surge como principal antídoto, mas seu uso requer cuidados específicos e administração hospitalar.


O cardiointensivista Werlley Januzzi explica que o etanol age como inibidor competitivo da enzima álcool desidrogenase, bloqueando a formação de metabólitos tóxicos do metanol, especialmente o ácido fórmico. Este último é o principal responsável por complicações graves como acidose metabólica, cegueira e insuficiência renal.


A eficácia do tratamento está diretamente relacionada à rapidez do atendimento médico. "Quanto mais precoce for feita a hidratação e administração do etanol, melhores os resultados", afirma Januzzi. Embora o antídoto possa ser administrado após seis horas da intoxicação, os melhores resultados são obtidos nas primeiras horas.


O especialista ressalta que o etanol utilizado é exclusivamente farmacêutico, administrado de forma intravenosa em ambiente hospitalar, com dosagem calculada conforme o peso do paciente. Os efeitos colaterais mais comuns incluem hipoglicemia e sonolência excessiva, principalmente em pacientes idosos ou desnutridos.


Com o aumento dos casos, os protocolos de atendimento nos prontos-socorros foram adaptados. A triagem passou a incluir perguntas específicas sobre consumo de bebidas alcoólicas, buscando identificar rapidamente possíveis casos de intoxicação por metanol. O objetivo é prevenir danos irreversíveis, que em casos extremos podem ser letais.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/antidoto-a-base-de-etanol-exige-ac ao-rapida-alerta-especialista/

 A fala do médico reforça a importância do tempo como fator determinante na recuperação de pacientes intoxicados por metanol. Nesse contexto, o trecho destaca que a agilidade na adoção das medidas terapêuticas influencia diretamente a evolução clínica do quadro. 


Considerando as informações apresentadas, qual das alternativas expressa corretamente a relação entre o tempo de atendimento e a eficácia do tratamento?

Alternativas
Q3695609 Português

Antídoto à base de etanol exige ação rápida, alerta especialista


O aumento de casos de intoxicação por metanol no Brasil tem mobilizado autoridades de saúde e levantado questões sobre o tratamento adequado. O etanol farmacêutico surge como principal antídoto, mas seu uso requer cuidados específicos e administração hospitalar.


O cardiointensivista Werlley Januzzi explica que o etanol age como inibidor competitivo da enzima álcool desidrogenase, bloqueando a formação de metabólitos tóxicos do metanol, especialmente o ácido fórmico. Este último é o principal responsável por complicações graves como acidose metabólica, cegueira e insuficiência renal.


A eficácia do tratamento está diretamente relacionada à rapidez do atendimento médico. "Quanto mais precoce for feita a hidratação e administração do etanol, melhores os resultados", afirma Januzzi. Embora o antídoto possa ser administrado após seis horas da intoxicação, os melhores resultados são obtidos nas primeiras horas.


O especialista ressalta que o etanol utilizado é exclusivamente farmacêutico, administrado de forma intravenosa em ambiente hospitalar, com dosagem calculada conforme o peso do paciente. Os efeitos colaterais mais comuns incluem hipoglicemia e sonolência excessiva, principalmente em pacientes idosos ou desnutridos.


Com o aumento dos casos, os protocolos de atendimento nos prontos-socorros foram adaptados. A triagem passou a incluir perguntas específicas sobre consumo de bebidas alcoólicas, buscando identificar rapidamente possíveis casos de intoxicação por metanol. O objetivo é prevenir danos irreversíveis, que em casos extremos podem ser letais.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/antidoto-a-base-de-etanol-exige-ac ao-rapida-alerta-especialista/

O trecho destaca uma mudança importante nas práticas hospitalares diante do crescimento dos casos de intoxicação por metanol. As novas medidas adotadas pelos prontos-socorros indicam uma tentativa de tornar o atendimento mais preventivo e eficiente, revelando uma preocupação com a detecção precoce e a redução de riscos graves aos pacientes.


Considerando essas informações, qual das alternativas expressa de modo adequado a principal finalidade da adaptação dos protocolos hospitalares?

Alternativas
Q3695221 Português
LEIA o texto a seguir.


__ Nem sempre o que pretendemos falar é o que realmente escrevemos.
__ Não entendi.
__ Então preste atenção nestas frases que escrevi:
I. Surgiu a primavera.
II. Surgiu à primavera.
__ Para mim não mudou nada; nem mesmo a estação.
                                                   (As palavras no contexto) 

Ao afirmar que a fala e a escrita apresentam formas diferentes de entendimento, o personagem cita duas frases com uma mínima mudança na grafia. Levando em consideração as duas propostas citadas pelo personagem, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3694813 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
No trecho em destaque “São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros.”, qual figura de linguagem se observa?
Alternativas
Q3694812 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Sobre o texto, afirma-se que ele:
Alternativas
Q3694811 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Assinale a alternativa que traz CORRETAMENTE o gênero do texto lido e a explicação sobre este gênero.
Alternativas
Q3694810 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Sobre os elementos da narrativa presentes no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3694806 Português
Leia o texto I para responder à questão.

Texto I


'A falta do hábito da leitura pode nos levar ao desastre', alerta especialista sobre pesquisa realizada no Brasil

Andréia Roma destaca que brasileiro deve mudar conceito para colher frutos em todas as áreas de desenvolvimento

23/06/2023 14h45 - Atualizado em 23/06/2023 14h47


    Durante uma reunião na escola da minha filha de 11 anos, percebi a preocupação dos professores que afirmaram que o maior desafio de hoje é fazer com que essa geração saiba ler e interpretar textos. Com o avanço da era digital, as pessoas se distanciaram do hábito de leitura e isso tem seu preço. Ao me deparar com a história de Andréia Roma, CEO da Editora Leader, que, ao crescer em um cenário humilde recortava revistas para fazer suas próprias cartilhas (na tentativa de já criar livros), percebo como o propósito de vida faz diferença na evolução humana e de todos a seu redor.

    Filha de pais analfabetos, a executiva que hoje é também idealizadora do Selo Editorial Série Mulheres e presidente do Instituto Série Mulheres trava uma batalha dia após dia: a de incentivar a leitura em um país repleto de contrastes. De acordo com a 5ª edição do estudo “Retratos da leitura no Brasil” realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, cerca de 52% dos brasileiros mantêm o hábito de leitura, porém, o país perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores nos últimos anos. Enquanto o brasileiro lê somente quatro livros por ano, o canadense lê doze, ou seja, nosso índice anda abaixo da média. O que isso acarreta? Muitos problemas. “A falta do hábito de leitura pode levar a consequências desastrosas. Como terapeuta comportamental, observo que a leitura é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural das pessoas. A leitura expande horizontes, estimula a criatividade, a imaginação e a empatia. A ausência desse hábito pode limitar a capacidade de adquirir conhecimento, dificultar a expressão escrita e oral, e diminuir a capacidade de compreensão e análise de informações. Além disso, a leitura também desempenha um papel importante na saúde mental, oferecendo uma forma de escapismo saudável e relaxamento”, ressalta Andréia.

    Em resumo, o impacto dessa defasagem de leitura na aprendizagem é devastador. Vale lembrar que, segundo o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que analisa estudantes entre 15 e 16 anos de 77 países, 50% dos brasileiros têm resultados nível 1 em leitura, na escala que vai de 1 a 5. “Ou seja, a compreensão média do brasileiro é literal e infelizmente se restringe a frases curtas e isso é alarmante. É claro que o brasileiro lê pouco se comparado a outros países por diversos motivos. Um dos fatores é a falta de incentivo e acesso à leitura desde a infância. Posso afirmar isso por ter crescido em um lugar humilde e com poucos livros. Lembro que eu fazia meus próprios livros com revistas e jornais velhos, além das cartilhas escolares que eram o presente da escola pública para mim. Ainda enfrentamos desafios relacionados à educação e à formação de hábitos de leitura desde cedo. Além disso, existem questões socioeconômicas, falta de tempo e excesso de distrações no mundo atual, que podem dificultar a dedicação ao hábito da leitura”.

Fonte: “A FALTADE LEITURA PODE NOS LEVAR AO DESASTRE”, alerta especialista sobe pesquisa realizada no Brasil. Jovem Pan, 23 jun. 2023. Disponível em: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/renata-rode/a-falta-do-habito-da-leitura-pode-nos-levar -ao-desastre-alerta-especialista-sobre-pesquisarealizada-no-brasil.html. Acesso em: 23 set. 2025. Adaptado. 
Pode-se substituir a palavra “escapismo”, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q3694804 Português
Leia o texto I para responder à questão.

Texto I


'A falta do hábito da leitura pode nos levar ao desastre', alerta especialista sobre pesquisa realizada no Brasil

Andréia Roma destaca que brasileiro deve mudar conceito para colher frutos em todas as áreas de desenvolvimento

23/06/2023 14h45 - Atualizado em 23/06/2023 14h47


    Durante uma reunião na escola da minha filha de 11 anos, percebi a preocupação dos professores que afirmaram que o maior desafio de hoje é fazer com que essa geração saiba ler e interpretar textos. Com o avanço da era digital, as pessoas se distanciaram do hábito de leitura e isso tem seu preço. Ao me deparar com a história de Andréia Roma, CEO da Editora Leader, que, ao crescer em um cenário humilde recortava revistas para fazer suas próprias cartilhas (na tentativa de já criar livros), percebo como o propósito de vida faz diferença na evolução humana e de todos a seu redor.

    Filha de pais analfabetos, a executiva que hoje é também idealizadora do Selo Editorial Série Mulheres e presidente do Instituto Série Mulheres trava uma batalha dia após dia: a de incentivar a leitura em um país repleto de contrastes. De acordo com a 5ª edição do estudo “Retratos da leitura no Brasil” realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, cerca de 52% dos brasileiros mantêm o hábito de leitura, porém, o país perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores nos últimos anos. Enquanto o brasileiro lê somente quatro livros por ano, o canadense lê doze, ou seja, nosso índice anda abaixo da média. O que isso acarreta? Muitos problemas. “A falta do hábito de leitura pode levar a consequências desastrosas. Como terapeuta comportamental, observo que a leitura é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural das pessoas. A leitura expande horizontes, estimula a criatividade, a imaginação e a empatia. A ausência desse hábito pode limitar a capacidade de adquirir conhecimento, dificultar a expressão escrita e oral, e diminuir a capacidade de compreensão e análise de informações. Além disso, a leitura também desempenha um papel importante na saúde mental, oferecendo uma forma de escapismo saudável e relaxamento”, ressalta Andréia.

    Em resumo, o impacto dessa defasagem de leitura na aprendizagem é devastador. Vale lembrar que, segundo o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que analisa estudantes entre 15 e 16 anos de 77 países, 50% dos brasileiros têm resultados nível 1 em leitura, na escala que vai de 1 a 5. “Ou seja, a compreensão média do brasileiro é literal e infelizmente se restringe a frases curtas e isso é alarmante. É claro que o brasileiro lê pouco se comparado a outros países por diversos motivos. Um dos fatores é a falta de incentivo e acesso à leitura desde a infância. Posso afirmar isso por ter crescido em um lugar humilde e com poucos livros. Lembro que eu fazia meus próprios livros com revistas e jornais velhos, além das cartilhas escolares que eram o presente da escola pública para mim. Ainda enfrentamos desafios relacionados à educação e à formação de hábitos de leitura desde cedo. Além disso, existem questões socioeconômicas, falta de tempo e excesso de distrações no mundo atual, que podem dificultar a dedicação ao hábito da leitura”.

Fonte: “A FALTADE LEITURA PODE NOS LEVAR AO DESASTRE”, alerta especialista sobe pesquisa realizada no Brasil. Jovem Pan, 23 jun. 2023. Disponível em: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/renata-rode/a-falta-do-habito-da-leitura-pode-nos-levar -ao-desastre-alerta-especialista-sobre-pesquisarealizada-no-brasil.html. Acesso em: 23 set. 2025. Adaptado. 
No último parágrafo, o termo em destaque “Em resumo, o impacto dessa defasagem de leitura na aprendizagem é devastador.” funciona como elemento de coesão:
Alternativas
Q3694803 Português
Leia o texto I para responder à questão.

Texto I


'A falta do hábito da leitura pode nos levar ao desastre', alerta especialista sobre pesquisa realizada no Brasil

Andréia Roma destaca que brasileiro deve mudar conceito para colher frutos em todas as áreas de desenvolvimento

23/06/2023 14h45 - Atualizado em 23/06/2023 14h47


    Durante uma reunião na escola da minha filha de 11 anos, percebi a preocupação dos professores que afirmaram que o maior desafio de hoje é fazer com que essa geração saiba ler e interpretar textos. Com o avanço da era digital, as pessoas se distanciaram do hábito de leitura e isso tem seu preço. Ao me deparar com a história de Andréia Roma, CEO da Editora Leader, que, ao crescer em um cenário humilde recortava revistas para fazer suas próprias cartilhas (na tentativa de já criar livros), percebo como o propósito de vida faz diferença na evolução humana e de todos a seu redor.

    Filha de pais analfabetos, a executiva que hoje é também idealizadora do Selo Editorial Série Mulheres e presidente do Instituto Série Mulheres trava uma batalha dia após dia: a de incentivar a leitura em um país repleto de contrastes. De acordo com a 5ª edição do estudo “Retratos da leitura no Brasil” realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, cerca de 52% dos brasileiros mantêm o hábito de leitura, porém, o país perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores nos últimos anos. Enquanto o brasileiro lê somente quatro livros por ano, o canadense lê doze, ou seja, nosso índice anda abaixo da média. O que isso acarreta? Muitos problemas. “A falta do hábito de leitura pode levar a consequências desastrosas. Como terapeuta comportamental, observo que a leitura é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural das pessoas. A leitura expande horizontes, estimula a criatividade, a imaginação e a empatia. A ausência desse hábito pode limitar a capacidade de adquirir conhecimento, dificultar a expressão escrita e oral, e diminuir a capacidade de compreensão e análise de informações. Além disso, a leitura também desempenha um papel importante na saúde mental, oferecendo uma forma de escapismo saudável e relaxamento”, ressalta Andréia.

    Em resumo, o impacto dessa defasagem de leitura na aprendizagem é devastador. Vale lembrar que, segundo o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que analisa estudantes entre 15 e 16 anos de 77 países, 50% dos brasileiros têm resultados nível 1 em leitura, na escala que vai de 1 a 5. “Ou seja, a compreensão média do brasileiro é literal e infelizmente se restringe a frases curtas e isso é alarmante. É claro que o brasileiro lê pouco se comparado a outros países por diversos motivos. Um dos fatores é a falta de incentivo e acesso à leitura desde a infância. Posso afirmar isso por ter crescido em um lugar humilde e com poucos livros. Lembro que eu fazia meus próprios livros com revistas e jornais velhos, além das cartilhas escolares que eram o presente da escola pública para mim. Ainda enfrentamos desafios relacionados à educação e à formação de hábitos de leitura desde cedo. Além disso, existem questões socioeconômicas, falta de tempo e excesso de distrações no mundo atual, que podem dificultar a dedicação ao hábito da leitura”.

Fonte: “A FALTADE LEITURA PODE NOS LEVAR AO DESASTRE”, alerta especialista sobe pesquisa realizada no Brasil. Jovem Pan, 23 jun. 2023. Disponível em: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/renata-rode/a-falta-do-habito-da-leitura-pode-nos-levar -ao-desastre-alerta-especialista-sobre-pesquisarealizada-no-brasil.html. Acesso em: 23 set. 2025. Adaptado. 
No que se refere à intencionalidade do texto, a argumentação é construída com a finalidade de:
Alternativas
Q3694802 Português
Leia o texto I para responder à questão.

Texto I


'A falta do hábito da leitura pode nos levar ao desastre', alerta especialista sobre pesquisa realizada no Brasil

Andréia Roma destaca que brasileiro deve mudar conceito para colher frutos em todas as áreas de desenvolvimento

23/06/2023 14h45 - Atualizado em 23/06/2023 14h47


    Durante uma reunião na escola da minha filha de 11 anos, percebi a preocupação dos professores que afirmaram que o maior desafio de hoje é fazer com que essa geração saiba ler e interpretar textos. Com o avanço da era digital, as pessoas se distanciaram do hábito de leitura e isso tem seu preço. Ao me deparar com a história de Andréia Roma, CEO da Editora Leader, que, ao crescer em um cenário humilde recortava revistas para fazer suas próprias cartilhas (na tentativa de já criar livros), percebo como o propósito de vida faz diferença na evolução humana e de todos a seu redor.

    Filha de pais analfabetos, a executiva que hoje é também idealizadora do Selo Editorial Série Mulheres e presidente do Instituto Série Mulheres trava uma batalha dia após dia: a de incentivar a leitura em um país repleto de contrastes. De acordo com a 5ª edição do estudo “Retratos da leitura no Brasil” realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, cerca de 52% dos brasileiros mantêm o hábito de leitura, porém, o país perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores nos últimos anos. Enquanto o brasileiro lê somente quatro livros por ano, o canadense lê doze, ou seja, nosso índice anda abaixo da média. O que isso acarreta? Muitos problemas. “A falta do hábito de leitura pode levar a consequências desastrosas. Como terapeuta comportamental, observo que a leitura é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural das pessoas. A leitura expande horizontes, estimula a criatividade, a imaginação e a empatia. A ausência desse hábito pode limitar a capacidade de adquirir conhecimento, dificultar a expressão escrita e oral, e diminuir a capacidade de compreensão e análise de informações. Além disso, a leitura também desempenha um papel importante na saúde mental, oferecendo uma forma de escapismo saudável e relaxamento”, ressalta Andréia.

    Em resumo, o impacto dessa defasagem de leitura na aprendizagem é devastador. Vale lembrar que, segundo o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que analisa estudantes entre 15 e 16 anos de 77 países, 50% dos brasileiros têm resultados nível 1 em leitura, na escala que vai de 1 a 5. “Ou seja, a compreensão média do brasileiro é literal e infelizmente se restringe a frases curtas e isso é alarmante. É claro que o brasileiro lê pouco se comparado a outros países por diversos motivos. Um dos fatores é a falta de incentivo e acesso à leitura desde a infância. Posso afirmar isso por ter crescido em um lugar humilde e com poucos livros. Lembro que eu fazia meus próprios livros com revistas e jornais velhos, além das cartilhas escolares que eram o presente da escola pública para mim. Ainda enfrentamos desafios relacionados à educação e à formação de hábitos de leitura desde cedo. Além disso, existem questões socioeconômicas, falta de tempo e excesso de distrações no mundo atual, que podem dificultar a dedicação ao hábito da leitura”.

Fonte: “A FALTADE LEITURA PODE NOS LEVAR AO DESASTRE”, alerta especialista sobe pesquisa realizada no Brasil. Jovem Pan, 23 jun. 2023. Disponível em: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/renata-rode/a-falta-do-habito-da-leitura-pode-nos-levar -ao-desastre-alerta-especialista-sobre-pesquisarealizada-no-brasil.html. Acesso em: 23 set. 2025. Adaptado. 
Observe o trecho em destaque “Filha de pais analfabetos, a executiva que hoje é também idealizadora do Selo Editorial Série Mulheres e presidente do Instituto Série Mulheres trava uma batalha dia após dia: a de incentivar a leitura em um país repleto de contrastes”. Sobre ele e seu contexto, é CORRETO afirmar que: 
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Q3694681 Português
LEIA o texto a seguir.

__ Nem sempre o que pretendemos falar é o que realmente escrevemos.

__ Não entendi.

__ Então preste atenção nestas frases que escrevi:

I. Surgiu a primavera.

II. Surgiu à primavera.

__ Para mim não mudou nada; nem mesmo a estação.

(As palavras no contexto)
Ao afirmar que a fala e a escrita apresentam formas diferentes de entendimento, o personagem cita duas frases com uma mínima mudança na grafia. Levando em consideração as duas propostas citadas pelo personagem, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3694461 Português

Leia o texto a seguir:



Gestora com participação no NYT quer aumento do uso de IA para impulsionar lucro do jornal


Crystal Tse



        Os investidores que lideraram uma campanha ativista de alto perfil no New York Times há três anos agora adquiriram uma participação na empresa de mídia por meio de uma nova gestora.


        A Fivespan Partners, firma de investimento ativista fundada no ano passado por Dylan Haggart e Sarah Coyne, construiu uma posição no Times e está pressionando a companhia a usar inteligência artificial para expandir sua base de assinantes, segundo carta a investidores da Fivespan vista pela Bloomberg. A dupla havia liderado o investimento da ValueAct Capital Management no Times antes de deixar a gestora para abrir a Fivespan.


        "A IA é um claro vento favorável para o New York Times — nosso trabalho mostra que ela pode mais do que dobrar o potencial de receita e lucro de longo prazo da companhia: acelerando o crescimento ao alcançar públicos mais amplos, convertendo mais leitores em assinantes pagantes e destravando novas e lucrativas fontes de lucro", disse a Fivespan na carta.


       De acordo com a gestora, o Times poderia usar IA para ampliar seu alcance internacional com traduções de texto e áudio de baixo custo, além de desenvolver "paywalls dinâmicos e preços otimizados". Ofertas de vídeo baratas também poderiam aumentar a receita por usuário.


        A Fivespan tem mantido conversas privadas com a companhia, segundo pessoas a par do assunto que pediram anonimato porque os detalhes não são públicos. O tamanho da participação da Fivespan não foi confirmado.


        Um porta-voz da Fivespan, com sede em San Francisco, se recusou a comentar. O Times também não respondeu de imediato a pedidos de comentário.


        Na época em que construiu sua posição no Times, a ValueAct disse que a empresa poderia ampliar as vendas digitais ao lançar de forma agressiva pacotes exclusivos para assinantes de pacotes de jogos e receitas culinárias, que acabaram se mostrando um sucesso.


        "Hoje, acreditamos que a IA representa uma oportunidade de transformação semelhante, que merece o mesmo nível de compromisso e execução", argumentou a Fivespan.


        Embora esses pacotes já respondam por mais da metade dos assinantes digitais do Times, a melhora nos lucros e no crescimento "segue subestimada", acrescentou a gestora.


        O Times teria uma "oportunidade comparável" à da Netflix e do Spotify, vistas como beneficiárias da IA e que são negociadas a preços maiores devido ao "potencial de crescimento e à dominância de mercado", segundo a Fivespan.


 Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/gestora-com-participacao no-nyt-quer-aumento-do-uso-de-ia-para-impulsionar-lucro-do-jornal.shtml. Excerto. Acesso em 28/08/2025

“Ofertas de vídeo baratas também poderiam aumentar a receita por usuário” (4º parágrafo). Nesse trecho, a relação que se estabelece entre “ofertas de vídeo” e “aumentar a receita” é de:
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Q3694459 Português

Leia o texto a seguir:



Gestora com participação no NYT quer aumento do uso de IA para impulsionar lucro do jornal


Crystal Tse



        Os investidores que lideraram uma campanha ativista de alto perfil no New York Times há três anos agora adquiriram uma participação na empresa de mídia por meio de uma nova gestora.


        A Fivespan Partners, firma de investimento ativista fundada no ano passado por Dylan Haggart e Sarah Coyne, construiu uma posição no Times e está pressionando a companhia a usar inteligência artificial para expandir sua base de assinantes, segundo carta a investidores da Fivespan vista pela Bloomberg. A dupla havia liderado o investimento da ValueAct Capital Management no Times antes de deixar a gestora para abrir a Fivespan.


        "A IA é um claro vento favorável para o New York Times — nosso trabalho mostra que ela pode mais do que dobrar o potencial de receita e lucro de longo prazo da companhia: acelerando o crescimento ao alcançar públicos mais amplos, convertendo mais leitores em assinantes pagantes e destravando novas e lucrativas fontes de lucro", disse a Fivespan na carta.


       De acordo com a gestora, o Times poderia usar IA para ampliar seu alcance internacional com traduções de texto e áudio de baixo custo, além de desenvolver "paywalls dinâmicos e preços otimizados". Ofertas de vídeo baratas também poderiam aumentar a receita por usuário.


        A Fivespan tem mantido conversas privadas com a companhia, segundo pessoas a par do assunto que pediram anonimato porque os detalhes não são públicos. O tamanho da participação da Fivespan não foi confirmado.


        Um porta-voz da Fivespan, com sede em San Francisco, se recusou a comentar. O Times também não respondeu de imediato a pedidos de comentário.


        Na época em que construiu sua posição no Times, a ValueAct disse que a empresa poderia ampliar as vendas digitais ao lançar de forma agressiva pacotes exclusivos para assinantes de pacotes de jogos e receitas culinárias, que acabaram se mostrando um sucesso.


        "Hoje, acreditamos que a IA representa uma oportunidade de transformação semelhante, que merece o mesmo nível de compromisso e execução", argumentou a Fivespan.


        Embora esses pacotes já respondam por mais da metade dos assinantes digitais do Times, a melhora nos lucros e no crescimento "segue subestimada", acrescentou a gestora.


        O Times teria uma "oportunidade comparável" à da Netflix e do Spotify, vistas como beneficiárias da IA e que são negociadas a preços maiores devido ao "potencial de crescimento e à dominância de mercado", segundo a Fivespan.


 Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/gestora-com-participacao no-nyt-quer-aumento-do-uso-de-ia-para-impulsionar-lucro-do-jornal.shtml. Excerto. Acesso em 28/08/2025

“A IA é um claro vento favorável para o New York Times” (3º parágrafo). Nesse trecho, a IA é comparada diretamente a um “vento”, que simboliza ajuda ou impulso. Logo, aí há o uso de uma figura de linguagem, que é a:
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Q3694455 Português

Leia o texto a seguir:



Gestora com participação no NYT quer aumento do uso de IA para impulsionar lucro do jornal


Crystal Tse



        Os investidores que lideraram uma campanha ativista de alto perfil no New York Times há três anos agora adquiriram uma participação na empresa de mídia por meio de uma nova gestora.


        A Fivespan Partners, firma de investimento ativista fundada no ano passado por Dylan Haggart e Sarah Coyne, construiu uma posição no Times e está pressionando a companhia a usar inteligência artificial para expandir sua base de assinantes, segundo carta a investidores da Fivespan vista pela Bloomberg. A dupla havia liderado o investimento da ValueAct Capital Management no Times antes de deixar a gestora para abrir a Fivespan.


        "A IA é um claro vento favorável para o New York Times — nosso trabalho mostra que ela pode mais do que dobrar o potencial de receita e lucro de longo prazo da companhia: acelerando o crescimento ao alcançar públicos mais amplos, convertendo mais leitores em assinantes pagantes e destravando novas e lucrativas fontes de lucro", disse a Fivespan na carta.


       De acordo com a gestora, o Times poderia usar IA para ampliar seu alcance internacional com traduções de texto e áudio de baixo custo, além de desenvolver "paywalls dinâmicos e preços otimizados". Ofertas de vídeo baratas também poderiam aumentar a receita por usuário.


        A Fivespan tem mantido conversas privadas com a companhia, segundo pessoas a par do assunto que pediram anonimato porque os detalhes não são públicos. O tamanho da participação da Fivespan não foi confirmado.


        Um porta-voz da Fivespan, com sede em San Francisco, se recusou a comentar. O Times também não respondeu de imediato a pedidos de comentário.


        Na época em que construiu sua posição no Times, a ValueAct disse que a empresa poderia ampliar as vendas digitais ao lançar de forma agressiva pacotes exclusivos para assinantes de pacotes de jogos e receitas culinárias, que acabaram se mostrando um sucesso.


        "Hoje, acreditamos que a IA representa uma oportunidade de transformação semelhante, que merece o mesmo nível de compromisso e execução", argumentou a Fivespan.


        Embora esses pacotes já respondam por mais da metade dos assinantes digitais do Times, a melhora nos lucros e no crescimento "segue subestimada", acrescentou a gestora.


        O Times teria uma "oportunidade comparável" à da Netflix e do Spotify, vistas como beneficiárias da IA e que são negociadas a preços maiores devido ao "potencial de crescimento e à dominância de mercado", segundo a Fivespan.


 Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/gestora-com-participacao no-nyt-quer-aumento-do-uso-de-ia-para-impulsionar-lucro-do-jornal.shtml. Excerto. Acesso em 28/08/2025

O texto anterior aprofunda um determinado tema, explora o contexto, oferece múltiplas informações, interpretações e dados adicionais. Logo, quanto ao gênero, pode ser considerado um exemplo de:
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Q3694454 Português

Leia o texto a seguir:



Gestora com participação no NYT quer aumento do uso de IA para impulsionar lucro do jornal


Crystal Tse



        Os investidores que lideraram uma campanha ativista de alto perfil no New York Times há três anos agora adquiriram uma participação na empresa de mídia por meio de uma nova gestora.


        A Fivespan Partners, firma de investimento ativista fundada no ano passado por Dylan Haggart e Sarah Coyne, construiu uma posição no Times e está pressionando a companhia a usar inteligência artificial para expandir sua base de assinantes, segundo carta a investidores da Fivespan vista pela Bloomberg. A dupla havia liderado o investimento da ValueAct Capital Management no Times antes de deixar a gestora para abrir a Fivespan.


        "A IA é um claro vento favorável para o New York Times — nosso trabalho mostra que ela pode mais do que dobrar o potencial de receita e lucro de longo prazo da companhia: acelerando o crescimento ao alcançar públicos mais amplos, convertendo mais leitores em assinantes pagantes e destravando novas e lucrativas fontes de lucro", disse a Fivespan na carta.


       De acordo com a gestora, o Times poderia usar IA para ampliar seu alcance internacional com traduções de texto e áudio de baixo custo, além de desenvolver "paywalls dinâmicos e preços otimizados". Ofertas de vídeo baratas também poderiam aumentar a receita por usuário.


        A Fivespan tem mantido conversas privadas com a companhia, segundo pessoas a par do assunto que pediram anonimato porque os detalhes não são públicos. O tamanho da participação da Fivespan não foi confirmado.


        Um porta-voz da Fivespan, com sede em San Francisco, se recusou a comentar. O Times também não respondeu de imediato a pedidos de comentário.


        Na época em que construiu sua posição no Times, a ValueAct disse que a empresa poderia ampliar as vendas digitais ao lançar de forma agressiva pacotes exclusivos para assinantes de pacotes de jogos e receitas culinárias, que acabaram se mostrando um sucesso.


        "Hoje, acreditamos que a IA representa uma oportunidade de transformação semelhante, que merece o mesmo nível de compromisso e execução", argumentou a Fivespan.


        Embora esses pacotes já respondam por mais da metade dos assinantes digitais do Times, a melhora nos lucros e no crescimento "segue subestimada", acrescentou a gestora.


        O Times teria uma "oportunidade comparável" à da Netflix e do Spotify, vistas como beneficiárias da IA e que são negociadas a preços maiores devido ao "potencial de crescimento e à dominância de mercado", segundo a Fivespan.


 Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/gestora-com-participacao no-nyt-quer-aumento-do-uso-de-ia-para-impulsionar-lucro-do-jornal.shtml. Excerto. Acesso em 28/08/2025

Diante das iniciativas atuais, quanto à Fivespan e ao New York Times, o texto indica que:
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Q3694453 Português

Leia o texto a seguir:



Gestora com participação no NYT quer aumento do uso de IA para impulsionar lucro do jornal


Crystal Tse



        Os investidores que lideraram uma campanha ativista de alto perfil no New York Times há três anos agora adquiriram uma participação na empresa de mídia por meio de uma nova gestora.


        A Fivespan Partners, firma de investimento ativista fundada no ano passado por Dylan Haggart e Sarah Coyne, construiu uma posição no Times e está pressionando a companhia a usar inteligência artificial para expandir sua base de assinantes, segundo carta a investidores da Fivespan vista pela Bloomberg. A dupla havia liderado o investimento da ValueAct Capital Management no Times antes de deixar a gestora para abrir a Fivespan.


        "A IA é um claro vento favorável para o New York Times — nosso trabalho mostra que ela pode mais do que dobrar o potencial de receita e lucro de longo prazo da companhia: acelerando o crescimento ao alcançar públicos mais amplos, convertendo mais leitores em assinantes pagantes e destravando novas e lucrativas fontes de lucro", disse a Fivespan na carta.


       De acordo com a gestora, o Times poderia usar IA para ampliar seu alcance internacional com traduções de texto e áudio de baixo custo, além de desenvolver "paywalls dinâmicos e preços otimizados". Ofertas de vídeo baratas também poderiam aumentar a receita por usuário.


        A Fivespan tem mantido conversas privadas com a companhia, segundo pessoas a par do assunto que pediram anonimato porque os detalhes não são públicos. O tamanho da participação da Fivespan não foi confirmado.


        Um porta-voz da Fivespan, com sede em San Francisco, se recusou a comentar. O Times também não respondeu de imediato a pedidos de comentário.


        Na época em que construiu sua posição no Times, a ValueAct disse que a empresa poderia ampliar as vendas digitais ao lançar de forma agressiva pacotes exclusivos para assinantes de pacotes de jogos e receitas culinárias, que acabaram se mostrando um sucesso.


        "Hoje, acreditamos que a IA representa uma oportunidade de transformação semelhante, que merece o mesmo nível de compromisso e execução", argumentou a Fivespan.


        Embora esses pacotes já respondam por mais da metade dos assinantes digitais do Times, a melhora nos lucros e no crescimento "segue subestimada", acrescentou a gestora.


        O Times teria uma "oportunidade comparável" à da Netflix e do Spotify, vistas como beneficiárias da IA e que são negociadas a preços maiores devido ao "potencial de crescimento e à dominância de mercado", segundo a Fivespan.


 Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/gestora-com-participacao no-nyt-quer-aumento-do-uso-de-ia-para-impulsionar-lucro-do-jornal.shtml. Excerto. Acesso em 28/08/2025

Na comparação feita pela Fivespan, o New York Times teria uma oportunidade de transformação semelhante à de empresas como:
Alternativas
Q3694452 Português

Leia o texto a seguir:



Gestora com participação no NYT quer aumento do uso de IA para impulsionar lucro do jornal


Crystal Tse



        Os investidores que lideraram uma campanha ativista de alto perfil no New York Times há três anos agora adquiriram uma participação na empresa de mídia por meio de uma nova gestora.


        A Fivespan Partners, firma de investimento ativista fundada no ano passado por Dylan Haggart e Sarah Coyne, construiu uma posição no Times e está pressionando a companhia a usar inteligência artificial para expandir sua base de assinantes, segundo carta a investidores da Fivespan vista pela Bloomberg. A dupla havia liderado o investimento da ValueAct Capital Management no Times antes de deixar a gestora para abrir a Fivespan.


        "A IA é um claro vento favorável para o New York Times — nosso trabalho mostra que ela pode mais do que dobrar o potencial de receita e lucro de longo prazo da companhia: acelerando o crescimento ao alcançar públicos mais amplos, convertendo mais leitores em assinantes pagantes e destravando novas e lucrativas fontes de lucro", disse a Fivespan na carta.


       De acordo com a gestora, o Times poderia usar IA para ampliar seu alcance internacional com traduções de texto e áudio de baixo custo, além de desenvolver "paywalls dinâmicos e preços otimizados". Ofertas de vídeo baratas também poderiam aumentar a receita por usuário.


        A Fivespan tem mantido conversas privadas com a companhia, segundo pessoas a par do assunto que pediram anonimato porque os detalhes não são públicos. O tamanho da participação da Fivespan não foi confirmado.


        Um porta-voz da Fivespan, com sede em San Francisco, se recusou a comentar. O Times também não respondeu de imediato a pedidos de comentário.


        Na época em que construiu sua posição no Times, a ValueAct disse que a empresa poderia ampliar as vendas digitais ao lançar de forma agressiva pacotes exclusivos para assinantes de pacotes de jogos e receitas culinárias, que acabaram se mostrando um sucesso.


        "Hoje, acreditamos que a IA representa uma oportunidade de transformação semelhante, que merece o mesmo nível de compromisso e execução", argumentou a Fivespan.


        Embora esses pacotes já respondam por mais da metade dos assinantes digitais do Times, a melhora nos lucros e no crescimento "segue subestimada", acrescentou a gestora.


        O Times teria uma "oportunidade comparável" à da Netflix e do Spotify, vistas como beneficiárias da IA e que são negociadas a preços maiores devido ao "potencial de crescimento e à dominância de mercado", segundo a Fivespan.


 Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/gestora-com-participacao no-nyt-quer-aumento-do-uso-de-ia-para-impulsionar-lucro-do-jornal.shtml. Excerto. Acesso em 28/08/2025

A Fivespan Partners, segundo carta a investidores, sugere que a IA pode dobrar o potencial de receita e lucro do New York Times. Segundo os argumentos da gestora, esse aumento seria obtido principalmente por meio da:
Alternativas
Respostas
8881: B
8882: D
8883: A
8884: A
8885: A
8886: E
8887: A
8888: B
8889: B
8890: D
8891: D
8892: C
8893: A
8894: A
8895: A
8896: A
8897: C
8898: C
8899: D
8900: D