Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3619374 Português
A lua foi ao cinema


Paulo Leminski


A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.


Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!


Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava para ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.


A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
- Amanheça, por favor!

Os versos “toda a luz que ela tinha/cabia numa janela”, indicam que:
Alternativas
Q3619287 Português

Texto para questão.


Por que nunca chegaremos à verdade?


Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre os outros. O olhar puro e transparente _______________(pressupor) uma essência e uma capacidade que eu acredito que não _____________( ser) portadores. Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas coisas e ______________(poder) ter, sobre mim, opiniões muito variadas e distintas. 


Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro cegos se ________________(aproximar) de um elefante. O primeiro cego, que nunca tinha visto um elefante diz, ao apalpar seu abdômen, que ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas, e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada, ao apalpar o marfim. Todos os quatro _____________(ter) razão e todos eles deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas e espada: é algo ainda além disso.


Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como uma velha que pergunta ao espelho se _______________(haver) alguém mais bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.


Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar. Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez mais translúcido.


Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei. Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca ________________(captar), pois sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta - que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não sei ainda como é morrer.


Como diz Woody Allen: “Não tenho nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”


Há a ideia de que a morte é a dor, mas, na verdade, é o último grande aprendizado. Padre Vieira diz que a morte é o espaço entre duas portas de diamante e que eu não posso retroceder diante delas, só avançar. Logo, o medo é natural.


Todos falam de uma angústia em quem está morrendo, em uma vontade de estar acompanhado, mas, ninguém vai conosco. Mesmo que seja um avião caindo, mesmo que seja a pessoa que está do meu lado caindo, ela não vai comigo para o mesmo lugar. Eu não sei para onde ela vai e não sei para onde ninguém vai. O resultado é que este aprendizado é o mais doloroso, mas, é mais uma etapa de tornar o opaco translúcido.


Desejar a utopia como transparência, rejeitar como autismo ontológico a opacidade, e aceitar como realidade subjetiva o translúcido são, hoje, as minhas crenças aos 50 anos. É um pouco complexo traduzir assim, mas, é a ideia de que, sim, é possível ver.


Digo isso por que há pessoas que eu conheço que se veem mais do que outras. E há pessoas que têm uma ideia de si inteiramente equivocada, entendendo como equívoco uma ideia única da pessoa sobre si, não compartilhada por mais ninguém ao redor dela. Convivi a vida inteira com alunos, professores e colegas que têm de si uma ideia inteiramente diferente do que os outros pensam dessa pessoa, mas, isso não quer dizer que a pessoa esteja errada, porque ela sozinha pode estar correta e o mundo pode estar errado.


Volto à velha ideia do homem que, andando na contramão numa estrada, vê todos buzinando para ele e ouve no rádio que há um louco andando na contramão, e ele diz: um não, milhares de loucos andando na contramão. Provavelmente, este homem, além de sua falta de senso de direção, é uma pessoa autocentrada e feliz.


Leandro Karnal. 

No fragmento “...todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez mais translúcido...”, o termo destacado pode ser substituído sem alteração de sentido por:
Alternativas
Q3619283 Português

Texto para a questão


Poema de Sete Faces


Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.


As casas espiam os homens

que correm atrás de mulheres.

A tarde talvez fosse azul,

não houvesse tantos desejos.


O bonde passa cheio de pernas:

pernas brancas pretas amarelas.

Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu

coração.

Porém meus olhos

não perguntam nada.


O homem atrás do bigode

é sério, simples e forte.

Quase não conversa.

Tem poucos, raros amigos

o homem atrás dos óculos e do bigode,


Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.


Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,

mais vasto é meu coração.


Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.


Carlos Drummond de Andrade


Glossário:


Gauche: A palavra "gauche" vem da língua francesa e significa "esquerdo

Considerando o texto, analise as proposições abaixo:



1- Complexo, o poema assume um tom confessional que é ampliado pela possível identificação do eu-lírico com Drummond. A temática de "eu versus o mundo", que atravessa a sua obra, está presente desde o primeiro verso da composição.


2- Na última estrofe do poema, o eu - lírico confessa que fez revelações sobre si mesmo devido ter-se embriagado. Isto teria o encorajado a confessar sua própria miséria, coisa que seria incapaz de fazer se estivesse em sã consciência.


3- No poema, Drummond, de modo metafórico, transmite uma visão negativa do homem, uma visão desesperançada em relação à vida.


4- No início do poema, observa-se as formas verbais em primeira pessoa e a presença do anjo, a quem é dado o poder de anunciar a vida do eu-lírico.


5- Na primeira estrofe, os aspectos do discurso são rompidos, através da ironia, “um anjo torto”, assim, este fragmento do 1º. Verso demonstra o paradoxo da apresentação do anjo.


6- A quinta e sexta estrofes apresentam anáfora.


Sobre as proposições acima é possível afirmar:

Alternativas
Q3619282 Português

Texto para a questão


Poema de Sete Faces


Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.


As casas espiam os homens

que correm atrás de mulheres.

A tarde talvez fosse azul,

não houvesse tantos desejos.


O bonde passa cheio de pernas:

pernas brancas pretas amarelas.

Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu

coração.

Porém meus olhos

não perguntam nada.


O homem atrás do bigode

é sério, simples e forte.

Quase não conversa.

Tem poucos, raros amigos

o homem atrás dos óculos e do bigode,


Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.


Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,

mais vasto é meu coração.


Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.


Carlos Drummond de Andrade


Glossário:


Gauche: A palavra "gauche" vem da língua francesa e significa "esquerdo

Analise as proposições abaixo como VERDADEIRAS ( V ) ou FALSAS ( F ).



( ) A segunda estrofe do poema começa com uma personificação: as casas, como se fossem pessoas, observam o movimento das ruas. Como se estivesse distanciado, apenas numa posição de observador, o sujeito descreve aquilo que está vendo.


( ) Na terceira estrofe , quando fala que vê um monte de pernas, o eu-lírico está fazendo uso da metonímia.


( ) O crescendo de tristeza, solidão e desespero do sujeito atinge o seu pico na quinta estrofe do poema. Aqui, há uma espécie de grito de socorro, de súplica a Deus.


( ) A quinta estrofe reforça a ideia de humanidade do eu-lírico: não é Deus, é apenas um homem, por isso é "fraco", vulnerável, falível.


( ) Refletindo sobre a imensidão do mundo, na sexta estrofe, é notório que o sujeito se sente pequeno, insignificante perante todo o resto. Nesta estrofe, é possível encontrar uma reflexão sobre o próprio fazer poético.



A sequência correta de cima para baixo é:

Alternativas
Q3619281 Português

Texto para a questão


Poema de Sete Faces


Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.


As casas espiam os homens

que correm atrás de mulheres.

A tarde talvez fosse azul,

não houvesse tantos desejos.


O bonde passa cheio de pernas:

pernas brancas pretas amarelas.

Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu

coração.

Porém meus olhos

não perguntam nada.


O homem atrás do bigode

é sério, simples e forte.

Quase não conversa.

Tem poucos, raros amigos

o homem atrás dos óculos e do bigode,


Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.


Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,

mais vasto é meu coração.


Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.


Carlos Drummond de Andrade


Glossário:


Gauche: A palavra "gauche" vem da língua francesa e significa "esquerdo

Considerando o texto, analise as proposições abaixo:



I- O título do texto “Poema de sete faces,” justifica-se por ser uma composição de sete estrofes e, em cada uma delas, o eu-lírico vai revelando seus sentimentos ou jeito de ser.


II- Na 1ª estrofe, o anjo torto que existe na vida do eu lírico pode simbolizar um mau conselheiro, que o encaminhou de forma errada proporcionando a ele uma existência infeliz.


III- A palavra "gauche" vem da língua francesa e significa "esquerdo". A expressão funciona como uma metáfora para quem é estranho, diferente, anda ao contrário da maioria.


IV-Segundo o texto, o eu-lírico se via "torto", "canhestro" diante de si e do mundo.



Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3619117 Português

Responda à questão com base no seguinte texto: 


A UFRJ concedeu título de doutor honoris causa a Lima Barreto, um dos pioneiros da literatura brasileira moderna.Segundo a professora Beatriz Resende, da Faculdade de Letras da UFRJ, essa homenagem póstuma é um reconhecimento tardio ao trabalho do escritor, que em seu tempo usou a literatura como uma potente ferramenta para tratar temas como racismo e desigualdade social – temas que conhecia muito bem. Lima nasceu no Rio de Janeiro, dia 13 de maio de 1881, com o nome Afonso Henriques de Lima Barreto. Suas obras literárias foram produzidas durante a primeira década do século XX.Com estilo próprio, foi incompreendido e criticado por intelectuais da época. Lima inegavelmente deixou sua marca como autor de obras importantes, como “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. 


Fonte: Luiz Antonio Ribeiro. Lima Barreto recebe título de Doutor Honoris Causa da UFRJ. Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2023/06/06/lima-barreto-recebetitulo-de-doutor-honoris-causa-da-ufrj/.

De acordo com o texto, quais foram os temas tratados por Lima Barreto em suas obras?  
Alternativas
Q3619116 Português

Responda à questão com base no seguinte texto: 


A UFRJ concedeu título de doutor honoris causa a Lima Barreto, um dos pioneiros da literatura brasileira moderna.Segundo a professora Beatriz Resende, da Faculdade de Letras da UFRJ, essa homenagem póstuma é um reconhecimento tardio ao trabalho do escritor, que em seu tempo usou a literatura como uma potente ferramenta para tratar temas como racismo e desigualdade social – temas que conhecia muito bem. Lima nasceu no Rio de Janeiro, dia 13 de maio de 1881, com o nome Afonso Henriques de Lima Barreto. Suas obras literárias foram produzidas durante a primeira década do século XX.Com estilo próprio, foi incompreendido e criticado por intelectuais da época. Lima inegavelmente deixou sua marca como autor de obras importantes, como “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. 


Fonte: Luiz Antonio Ribeiro. Lima Barreto recebe título de Doutor Honoris Causa da UFRJ. Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2023/06/06/lima-barreto-recebetitulo-de-doutor-honoris-causa-da-ufrj/.

Considerando as ideias do texto, analise as assertivas. 


I. Lima Barreto recebeu uma homenagem póstuma. Isso quer dizer que a homenagem ocorreu após a sua morte.


II. Lima Barreto foi um dos últimos escritores da literatura brasileira moderna e foi um escritor muito criticado à sua época. 


Das assertivas, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3619080 Português
"[...] Quem já decifrou o mistério do mar? Do mar vem a música, vem o amor e vem a morte. E não é sobre o mar que a lua é mais bela? O mar é instável. Como ele é a vida dos homens dos saveiros. Qual deles já teve um fim de vida igual ao dos homens da terra que acarinham netos e reúnem as famílias nos almoços e jantares? Nenhum deles anda com esse passo firme dos homens da terra. Cada qual tem alguma coisa no fundo do mar: um filho, um irmão, um braço, um saveiro que virou, uma vela que o vento da tempestade despedaçou. Mas também qual deles não sabe cantar essas canções de amor nas noites do cais? Qual deles não sabe amar com violência e doçura? Porque toda a vez que cantam e que amam, bem pode ser a última. Quando se despedem das mulheres não dão rápidos beijos, como os homens da terra que vão para os seus negócios. Dão adeuses longos, mãos que acenam, como que ainda chamando." (Jorge Amado, Mar morto)
O texto estabelece uma relação de semelhança entre o mar e a vida dos homens do saveiro. Em qual passagem, destacada a seguir, essa semelhança se faz mais evidente?
Alternativas
Q3619074 Português
Há versos célebres que se transmitem através das idades do homem, como roteiros, bandeiras, cartas de marear, sinais de trânsito, bússolas — ou segredos. Este, que veio ao mundo muito depois de mim, pelas mãos de Carlos Drummond de Andrade, acompanha-me desde que nasci, por um desses misteriosos acasos que fazem do que viveu já, do que vive e do que ainda não vive, um mesmo nó apertado e vertiginoso de tempo sem medida. Considero privilégio meu dispor deste verso, porque me chamo José e muitas vezes na vida me tenho interrogado: «E agora?» Foram aquelas horas em que o mundo escureceu, em que o desânimo se fez muralha, fosso de víboras, em que as mãos ficaram vazias e atónitas. «E agora, José?» Grande, porém, é o poder da poesia para que aconteça, como juro que acontece, que esta pergunta simples aja como um tónico, um golpe de espora, e não seja, como poderia ser, tentação, o começo da interminável ladainha que é a piedade por nós próprios.

Em todo o caso, há situações de tal modo absurdas (ou que o pareceriam vinte e quatro horas antes), que não se pode censurar a ninguém um instante de desconforto total, um segundo em que tudo dentro de nós pede socorro, ainda que saibamos que logo a seguir a mola pisada, violentada, se vai distender vibrante e verticalmente armar. Nesse momento veloz tocara-se o fundo do poço.

[...]


José Saramago. https://www.contioutra.com/e-agora-jose-cronica-de-saramago-inspirada-no-poemahomonimo-de-drummond/
Considerando o contexto de onde foram retiradas, analise a classificação de cada figura de linguagem presente nas frases a seguir.

I. Em "... o desânimo se fez muralha, fosso de víboras," há uma metáfora.
II. Na frase "...em que as mãos ficaram vazias e atónitas." está presente a hipérbole.

III. Em "... um mesmo nó apertado e vertiginoso de tempo sem medida." Está presente a antítese.

A classificação das figuras de linguagem está correta em:
Alternativas
Q3619073 Português
Há versos célebres que se transmitem através das idades do homem, como roteiros, bandeiras, cartas de marear, sinais de trânsito, bússolas — ou segredos. Este, que veio ao mundo muito depois de mim, pelas mãos de Carlos Drummond de Andrade, acompanha-me desde que nasci, por um desses misteriosos acasos que fazem do que viveu já, do que vive e do que ainda não vive, um mesmo nó apertado e vertiginoso de tempo sem medida. Considero privilégio meu dispor deste verso, porque me chamo José e muitas vezes na vida me tenho interrogado: «E agora?» Foram aquelas horas em que o mundo escureceu, em que o desânimo se fez muralha, fosso de víboras, em que as mãos ficaram vazias e atónitas. «E agora, José?» Grande, porém, é o poder da poesia para que aconteça, como juro que acontece, que esta pergunta simples aja como um tónico, um golpe de espora, e não seja, como poderia ser, tentação, o começo da interminável ladainha que é a piedade por nós próprios.

Em todo o caso, há situações de tal modo absurdas (ou que o pareceriam vinte e quatro horas antes), que não se pode censurar a ninguém um instante de desconforto total, um segundo em que tudo dentro de nós pede socorro, ainda que saibamos que logo a seguir a mola pisada, violentada, se vai distender vibrante e verticalmente armar. Nesse momento veloz tocara-se o fundo do poço.

[...]


José Saramago. https://www.contioutra.com/e-agora-jose-cronica-de-saramago-inspirada-no-poemahomonimo-de-drummond/
Há no texto, especialmente no primeiro parágrafo, a predominância da seguinte função da linguagem:
Alternativas
Q3619071 Português
Há versos célebres que se transmitem através das idades do homem, como roteiros, bandeiras, cartas de marear, sinais de trânsito, bússolas — ou segredos. Este, que veio ao mundo muito depois de mim, pelas mãos de Carlos Drummond de Andrade, acompanha-me desde que nasci, por um desses misteriosos acasos que fazem do que viveu já, do que vive e do que ainda não vive, um mesmo nó apertado e vertiginoso de tempo sem medida. Considero privilégio meu dispor deste verso, porque me chamo José e muitas vezes na vida me tenho interrogado: «E agora?» Foram aquelas horas em que o mundo escureceu, em que o desânimo se fez muralha, fosso de víboras, em que as mãos ficaram vazias e atónitas. «E agora, José?» Grande, porém, é o poder da poesia para que aconteça, como juro que acontece, que esta pergunta simples aja como um tónico, um golpe de espora, e não seja, como poderia ser, tentação, o começo da interminável ladainha que é a piedade por nós próprios.

Em todo o caso, há situações de tal modo absurdas (ou que o pareceriam vinte e quatro horas antes), que não se pode censurar a ninguém um instante de desconforto total, um segundo em que tudo dentro de nós pede socorro, ainda que saibamos que logo a seguir a mola pisada, violentada, se vai distender vibrante e verticalmente armar. Nesse momento veloz tocara-se o fundo do poço.

[...]


José Saramago. https://www.contioutra.com/e-agora-jose-cronica-de-saramago-inspirada-no-poemahomonimo-de-drummond/
I. Ao se referir ao verso que dá nome ao poema de Drummond, logo no primeiro parágrafo, José Saramago, numa linguagem metafórica, confirma a atemporalidade do texto literário.

II. O autor encerra o primeiro parágrafo de sua crônica confirmando que a pergunta simples do poeta não provoca a autopiedade. Ao contrário, funciona como um estímulo, ―um golpe de espora‖.

III. Saramago sente-se privilegiado por dispor deste verso, sendo ele também José e tendo nascido e vivido antes do poeta Carlos Drumonnd de Andrade, fato que os torna contemporâneos.


De acordo com o texto, está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3618976 Português

Responda à questão com base no seguinte texto:


O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, com base em análises e tendências no presente. Ser um futurista significa ter habilidades para olhar para o mundo atual e identificar tendências e mudanças que possam ocorrer no futuro próximo ou distante, com base em dados e insights. Os futuristas precisam ter conhecimentos em diversas áreas, como tecnologia, ciência, economia, sociologia, psicologia, entre outras. Isso permite que eles entendam como as tendências em uma área podem afetar outras áreas e como elas podem se interconectar no futuro. Precisam ter uma visão crítica e analítica das informações disponíveis e devem ser capazes de avaliar a qualidade e a confiabilidade das fontes e dos dados que usam para fazer previsões. Os futuristas precisam ser bons em pesquisa, pois essa é uma das principais ferramentas usadas para identificar tendências e padrões emergentes. Eles devem ser capazes de coletar e analisar dados de diversas fontes e transformá-los em insights úteis. Também precisam ser criativos e capazes de pensar fora da caixa. Eles devem ser capazes de imaginar cenários futuros que podem parecer improváveis ou impossíveis no presente. Além de tudo, precisam ser excelentes comunicadores, capazes de transmitir suas ideias e previsões de forma clara e concisa. Eles devem ser capazes de apresentar suas previsões de forma convincente e persuasiva para que as empresas e outras organizações possam tomar decisões informadas. Quem se habilita?


Fonte: Núbia. Dicionário do Futuro: o que aconteceu e o que ainda está por vir. Adaptado de:https://istoe.com.br/mulher/noticia/dicionario-do-futuro-oque-aconteceu-e-o-que-ainda-esta-por-vir/. 

Leia as assertivas abaixo: 


I. Na última frase do texto, a autora se dirige diretamente ao leitor.

II. Na frase O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, ocorre crase antes de previsão e antecipação por elas serem palavras femininas.


Das assertivas, pode-se afirmar que:  

Alternativas
Q3618971 Português

Responda à questão com base no seguinte texto:


O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, com base em análises e tendências no presente. Ser um futurista significa ter habilidades para olhar para o mundo atual e identificar tendências e mudanças que possam ocorrer no futuro próximo ou distante, com base em dados e insights. Os futuristas precisam ter conhecimentos em diversas áreas, como tecnologia, ciência, economia, sociologia, psicologia, entre outras. Isso permite que eles entendam como as tendências em uma área podem afetar outras áreas e como elas podem se interconectar no futuro. Precisam ter uma visão crítica e analítica das informações disponíveis e devem ser capazes de avaliar a qualidade e a confiabilidade das fontes e dos dados que usam para fazer previsões. Os futuristas precisam ser bons em pesquisa, pois essa é uma das principais ferramentas usadas para identificar tendências e padrões emergentes. Eles devem ser capazes de coletar e analisar dados de diversas fontes e transformá-los em insights úteis. Também precisam ser criativos e capazes de pensar fora da caixa. Eles devem ser capazes de imaginar cenários futuros que podem parecer improváveis ou impossíveis no presente. Além de tudo, precisam ser excelentes comunicadores, capazes de transmitir suas ideias e previsões de forma clara e concisa. Eles devem ser capazes de apresentar suas previsões de forma convincente e persuasiva para que as empresas e outras organizações possam tomar decisões informadas. Quem se habilita?


Fonte: Núbia. Dicionário do Futuro: o que aconteceu e o que ainda está por vir. Adaptado de:https://istoe.com.br/mulher/noticia/dicionario-do-futuro-oque-aconteceu-e-o-que-ainda-esta-por-vir/. 

De acordo com o texto, ser um futurista significa ter habilidades para olhar para o mundo atual e identificar tendências e mudanças que possam ocorrer no futuro próximo ou distante, com base em dados e insights. Nesse sentido, conforme o texto, os futuristas precisam:


I. Dominar uma única área do conhecimento, como a tecnologia, e fazer dela seu único propósito.

II. Ter uma visão crítica e analítica das informações disponíveis e devem ser capazes de avaliar a qualidade e a confiabilidade das fontes e dos dados que usam para fazer previsões. 

III. Ser excelentes comunicadores, capazes de transmitir suas ideias e previsões de forma clara e concisa.


Das assertivas, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3617778 Português

Responda à questão  com base no seguinte texto:


O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, com base em análises e tendências no presente. Ser um futurista significa ter habilidades para olhar para o mundo atual e identificar tendências e mudanças que possam ocorrer no futuro próximo ou distante, com base em dados e insights. Os futuristas precisam ter conhecimentos em diversas áreas, como tecnologia, ciência, economia, sociologia, psicologia, entre outras. Isso permite que eles entendam como as tendências em uma área podem afetar outras áreas e como elas podem se interconectar no futuro. Precisam ter uma visão crítica e analítica das informações disponíveis e devem ser capazes de avaliar a qualidade e a confiabilidade das fontes e dos dados que usam para fazer previsões. Os futuristas precisam ser bons em pesquisa, pois essa é uma das principais ferramentas usadas para identificar tendências e padrões emergentes. Eles devem ser capazes de coletar e analisar dados de diversas fontes e transformá-los em insights úteis. Também precisam ser criativos e capazes de pensar fora da caixa. Eles devem ser capazes de imaginar cenários futuros que podem parecer improváveis ou impossíveis no presente. Além de tudo, precisam ser excelentes comunicadores, capazes de transmitir suas ideias e previsões de forma clara e concisa. Eles devem ser capazes de apresentar suas previsões de forma convincente e persuasiva para que as empresas e outras organizações possam tomar decisões informadas. Quem se habilita?


Fonte: Núbia. Dicionário do Futuro: o que aconteceu e o que ainda está por vir. Adaptado de:https://istoe.com.br/mulher/noticia/dicionario-do-futuro-oque-aconteceu-e-o-que-ainda-esta-por-vir/.

De acordo com o texto, por que os futuristas precisam ser bons em pesquisa?
Alternativas
Q3617751 Português
EDUCAÇÃO INCLUSIVA – UM DIREITO INEGOCIÁVEL

O acesso à educação e o direito à aprendizagem são garantias constitucionais universais, ou seja, previstas a todos os brasileiros como dever do Estado e da família. A diversidade de experiências, habilidades, contextos e capacidades entre estudantes é uma realidade que deve ser celebrada através de práticas educacionais inclusivas. Nas últimas décadas, a insistência em modelos pedagógicos padronizados demonstrou ser pouco eficiente, de modo que a promoção da diversidade como um valor inegociável constrói o futuro e o presente da educação. Quanto mais respeitados em suas diferenças, mais os estudantes e educadores avançam, sejam eles pessoas com ou sem deficiência.

Uma história de lutas e conquistas

Ao falar da educação inclusiva, é crucial resgatar o histórico de lutas, conquistas e estudos que consolidaram essa estratégia pedagógica como um modelo de avanço educacional. Ao longo da década de 90, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e movimentos sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência se mobilizaram em torno desse tema, o que resultou na publicação de importantes documentos. Desde a Declaração de Salamanca (1994) até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006 e incorporada em 2015 à Constituição Federal, na forma da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um amplo cobertor legal se formou para amparar o combate à segregação e ao capacitismo.

Historicamente, a diversidade de habilidades e de características físicas e intelectuais foi categorizada pelo saber médico e científico na forma de padronizações excludentes. Nesse sentido, conformou-se ao longo do século 18 o chamado “corpo normal”, isto é, uma medida arbitrária de humanidade calcada em um conjunto de características tidas como necessárias para se constituir o indivíduo como sujeito de direitos. Uma pessoa que não atendesse a essas expectativas era definida como menos capaz e, por conseguinte, excluída dos espaços de convivência social, de educação e de trabalho. A esse fenômeno histórico e social dá-se o nome de capacitismo, que resulta da exclusão sistemática e estrutural de pessoas com deficiência.

(...)

FONTE: https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/emdebate/conteudo-multimidia/detalhe/educacao-inclusiva-um-direito-inegociavel
Segundo a lógica textual contida na passagem “A esse fenômeno histórico e social dá-se o nome de capacitismo, que resulta da exclusão sistemática e estrutural de pessoas com deficiência, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3617750 Português
EDUCAÇÃO INCLUSIVA – UM DIREITO INEGOCIÁVEL

O acesso à educação e o direito à aprendizagem são garantias constitucionais universais, ou seja, previstas a todos os brasileiros como dever do Estado e da família. A diversidade de experiências, habilidades, contextos e capacidades entre estudantes é uma realidade que deve ser celebrada através de práticas educacionais inclusivas. Nas últimas décadas, a insistência em modelos pedagógicos padronizados demonstrou ser pouco eficiente, de modo que a promoção da diversidade como um valor inegociável constrói o futuro e o presente da educação. Quanto mais respeitados em suas diferenças, mais os estudantes e educadores avançam, sejam eles pessoas com ou sem deficiência.

Uma história de lutas e conquistas

Ao falar da educação inclusiva, é crucial resgatar o histórico de lutas, conquistas e estudos que consolidaram essa estratégia pedagógica como um modelo de avanço educacional. Ao longo da década de 90, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e movimentos sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência se mobilizaram em torno desse tema, o que resultou na publicação de importantes documentos. Desde a Declaração de Salamanca (1994) até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006 e incorporada em 2015 à Constituição Federal, na forma da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um amplo cobertor legal se formou para amparar o combate à segregação e ao capacitismo.

Historicamente, a diversidade de habilidades e de características físicas e intelectuais foi categorizada pelo saber médico e científico na forma de padronizações excludentes. Nesse sentido, conformou-se ao longo do século 18 o chamado “corpo normal”, isto é, uma medida arbitrária de humanidade calcada em um conjunto de características tidas como necessárias para se constituir o indivíduo como sujeito de direitos. Uma pessoa que não atendesse a essas expectativas era definida como menos capaz e, por conseguinte, excluída dos espaços de convivência social, de educação e de trabalho. A esse fenômeno histórico e social dá-se o nome de capacitismo, que resulta da exclusão sistemática e estrutural de pessoas com deficiência.

(...)

FONTE: https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/emdebate/conteudo-multimidia/detalhe/educacao-inclusiva-um-direito-inegociavel
Podemos substituir, sem alteração significativa de sentido e fazendo-se as adaptações necessárias, o termo em destaque em “uma medida arbitrária de humanidade calcada em um conjunto de características tidas como necessárias para se constituir o indivíduo como sujeito de direitos” por:
Alternativas
Q3617749 Português
EDUCAÇÃO INCLUSIVA – UM DIREITO INEGOCIÁVEL

O acesso à educação e o direito à aprendizagem são garantias constitucionais universais, ou seja, previstas a todos os brasileiros como dever do Estado e da família. A diversidade de experiências, habilidades, contextos e capacidades entre estudantes é uma realidade que deve ser celebrada através de práticas educacionais inclusivas. Nas últimas décadas, a insistência em modelos pedagógicos padronizados demonstrou ser pouco eficiente, de modo que a promoção da diversidade como um valor inegociável constrói o futuro e o presente da educação. Quanto mais respeitados em suas diferenças, mais os estudantes e educadores avançam, sejam eles pessoas com ou sem deficiência.

Uma história de lutas e conquistas

Ao falar da educação inclusiva, é crucial resgatar o histórico de lutas, conquistas e estudos que consolidaram essa estratégia pedagógica como um modelo de avanço educacional. Ao longo da década de 90, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e movimentos sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência se mobilizaram em torno desse tema, o que resultou na publicação de importantes documentos. Desde a Declaração de Salamanca (1994) até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006 e incorporada em 2015 à Constituição Federal, na forma da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um amplo cobertor legal se formou para amparar o combate à segregação e ao capacitismo.

Historicamente, a diversidade de habilidades e de características físicas e intelectuais foi categorizada pelo saber médico e científico na forma de padronizações excludentes. Nesse sentido, conformou-se ao longo do século 18 o chamado “corpo normal”, isto é, uma medida arbitrária de humanidade calcada em um conjunto de características tidas como necessárias para se constituir o indivíduo como sujeito de direitos. Uma pessoa que não atendesse a essas expectativas era definida como menos capaz e, por conseguinte, excluída dos espaços de convivência social, de educação e de trabalho. A esse fenômeno histórico e social dá-se o nome de capacitismo, que resulta da exclusão sistemática e estrutural de pessoas com deficiência.

(...)

FONTE: https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/emdebate/conteudo-multimidia/detalhe/educacao-inclusiva-um-direito-inegociavel
O pronome em destaque em “(...) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e movimentos sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência se mobilizaram em torno desse tema” recupera, por coesão:
Alternativas
Q3617747 Português
EDUCAÇÃO INCLUSIVA – UM DIREITO INEGOCIÁVEL

O acesso à educação e o direito à aprendizagem são garantias constitucionais universais, ou seja, previstas a todos os brasileiros como dever do Estado e da família. A diversidade de experiências, habilidades, contextos e capacidades entre estudantes é uma realidade que deve ser celebrada através de práticas educacionais inclusivas. Nas últimas décadas, a insistência em modelos pedagógicos padronizados demonstrou ser pouco eficiente, de modo que a promoção da diversidade como um valor inegociável constrói o futuro e o presente da educação. Quanto mais respeitados em suas diferenças, mais os estudantes e educadores avançam, sejam eles pessoas com ou sem deficiência.

Uma história de lutas e conquistas

Ao falar da educação inclusiva, é crucial resgatar o histórico de lutas, conquistas e estudos que consolidaram essa estratégia pedagógica como um modelo de avanço educacional. Ao longo da década de 90, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e movimentos sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência se mobilizaram em torno desse tema, o que resultou na publicação de importantes documentos. Desde a Declaração de Salamanca (1994) até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006 e incorporada em 2015 à Constituição Federal, na forma da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um amplo cobertor legal se formou para amparar o combate à segregação e ao capacitismo.

Historicamente, a diversidade de habilidades e de características físicas e intelectuais foi categorizada pelo saber médico e científico na forma de padronizações excludentes. Nesse sentido, conformou-se ao longo do século 18 o chamado “corpo normal”, isto é, uma medida arbitrária de humanidade calcada em um conjunto de características tidas como necessárias para se constituir o indivíduo como sujeito de direitos. Uma pessoa que não atendesse a essas expectativas era definida como menos capaz e, por conseguinte, excluída dos espaços de convivência social, de educação e de trabalho. A esse fenômeno histórico e social dá-se o nome de capacitismo, que resulta da exclusão sistemática e estrutural de pessoas com deficiência.

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FONTE: https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/emdebate/conteudo-multimidia/detalhe/educacao-inclusiva-um-direito-inegociavel
Em “Ao falar da educação inclusiva, é crucial resgatar o histórico de lutas, conquistas e estudos que consolidaram essa estratégia pedagógica como um modelo de avanço educacional”, a sequência em destaque estabelece ideia de: 
Alternativas
Q3617670 Português
Por que o tédio pode ser bom para o cérebro?


           Se alguém te convidar simplesmente para sentar e não fazer nada, você certamente vai se lembrar da longa lista de tarefas pendentes à sua espera ou vai pensar em algo melhor para fazer.
        A sensação de que o dia não tem horas suficientes para fazer frente a todos os e-mails não lidos, resolver as pendências no trabalho ou se dedicar à família é algo corriqueiro.
        Soma-se a isso que, quando não estamos tentando dar conta dessas tarefas, pegamos nosso celular para ler algo online ou responder algum comentário nas redes sociais, em uma busca contínua por entretenimento.
        Poucas pessoas pensam no tédio como uma opção válida. Mas, segundo neurocientistas, o tédio, mesmo com sua má reputação, pode aumentar nossa criatividade, nosso comprometimento com as tarefas e nossa produtividade no trabalho.
        Um famoso experimento, publicado na revista Science, mostrou, inclusive, que existem pessoas que preferem levar um leve choque elétrico a ficar sozinhas com seus pensamentos.
        No experimento, os pesquisadores pediram a um grupo de pessoas que se sentasse em silêncio por 15 minutos em um quarto sem nada para fazer. Como alternativa, sua única opção era apertar um botão e receber um choque elétrico.
        Sofrer uma descarga elétrica é desagradável, mas muita gente, especialmente do sexo masculino, preferiu levar o choque a ser privada de estímulos sensoriais externos.
        Podemos considerar o tempo de inatividade, o tédio ou a ociosidade como uma limpeza mental: uma forma de liberar nossa mente da congestão cognitiva acumulada com o passar do tempo. Por isso, a questão não é tanto que precisamos nos deixar entediar — mas, sim, que precisamos de tempo vazio, ou menos cheio de coisas.
        Dormir é uma das formas que o cérebro tem de fazer uma limpeza depois de um dia inteiro, mas ele continua trabalhando. E o tédio também é importante para sua saúde.
        Na Itália, as pessoas têm isso muito claro. A expressão il dolce far niente (“a doçura de não fazer nada”) faz parte da cultura do país, onde o descanso, o prazer de ficar sem fazer nada, é parte da vida.
        Não se trata de fazer uma siesta, mas sim de algo mais profundo. Trata-se de deixar de lado o ritmo do dia a dia e dedicar um momento à introspecção, o relaxamento e a consciência de viver no momento presente.
        Portanto, agora você sabe: é importante cultivar o tédio, esse prazer de não fazer nada, e saber apreciá-lo.

(Fonte: BBC — adaptado.)
No 10º parágrafo, o pronome “isso”, sublinhado no trecho: “Na Itália, as pessoas têm isso muito claro.”, tem como referente: 
Alternativas
Q3617669 Português
Por que o tédio pode ser bom para o cérebro?


           Se alguém te convidar simplesmente para sentar e não fazer nada, você certamente vai se lembrar da longa lista de tarefas pendentes à sua espera ou vai pensar em algo melhor para fazer.
        A sensação de que o dia não tem horas suficientes para fazer frente a todos os e-mails não lidos, resolver as pendências no trabalho ou se dedicar à família é algo corriqueiro.
        Soma-se a isso que, quando não estamos tentando dar conta dessas tarefas, pegamos nosso celular para ler algo online ou responder algum comentário nas redes sociais, em uma busca contínua por entretenimento.
        Poucas pessoas pensam no tédio como uma opção válida. Mas, segundo neurocientistas, o tédio, mesmo com sua má reputação, pode aumentar nossa criatividade, nosso comprometimento com as tarefas e nossa produtividade no trabalho.
        Um famoso experimento, publicado na revista Science, mostrou, inclusive, que existem pessoas que preferem levar um leve choque elétrico a ficar sozinhas com seus pensamentos.
        No experimento, os pesquisadores pediram a um grupo de pessoas que se sentasse em silêncio por 15 minutos em um quarto sem nada para fazer. Como alternativa, sua única opção era apertar um botão e receber um choque elétrico.
        Sofrer uma descarga elétrica é desagradável, mas muita gente, especialmente do sexo masculino, preferiu levar o choque a ser privada de estímulos sensoriais externos.
        Podemos considerar o tempo de inatividade, o tédio ou a ociosidade como uma limpeza mental: uma forma de liberar nossa mente da congestão cognitiva acumulada com o passar do tempo. Por isso, a questão não é tanto que precisamos nos deixar entediar — mas, sim, que precisamos de tempo vazio, ou menos cheio de coisas.
        Dormir é uma das formas que o cérebro tem de fazer uma limpeza depois de um dia inteiro, mas ele continua trabalhando. E o tédio também é importante para sua saúde.
        Na Itália, as pessoas têm isso muito claro. A expressão il dolce far niente (“a doçura de não fazer nada”) faz parte da cultura do país, onde o descanso, o prazer de ficar sem fazer nada, é parte da vida.
        Não se trata de fazer uma siesta, mas sim de algo mais profundo. Trata-se de deixar de lado o ritmo do dia a dia e dedicar um momento à introspecção, o relaxamento e a consciência de viver no momento presente.
        Portanto, agora você sabe: é importante cultivar o tédio, esse prazer de não fazer nada, e saber apreciá-lo.

(Fonte: BBC — adaptado.)
O texto tem, como título, uma pergunta. Nesse sentido, uma resposta ou justificativa que possa sustentá-lo está presente no: 
Alternativas
Respostas
27881: B
27882: A
27883: E
27884: C
27885: E
27886: C
27887: D
27888: A
27889: A
27890: B
27891: C
27892: A
27893: C
27894: C
27895: B
27896: D
27897: C
27898: B
27899: C
27900: B