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Q3617749 Português
EDUCAÇÃO INCLUSIVA – UM DIREITO INEGOCIÁVEL

O acesso à educação e o direito à aprendizagem são garantias constitucionais universais, ou seja, previstas a todos os brasileiros como dever do Estado e da família. A diversidade de experiências, habilidades, contextos e capacidades entre estudantes é uma realidade que deve ser celebrada através de práticas educacionais inclusivas. Nas últimas décadas, a insistência em modelos pedagógicos padronizados demonstrou ser pouco eficiente, de modo que a promoção da diversidade como um valor inegociável constrói o futuro e o presente da educação. Quanto mais respeitados em suas diferenças, mais os estudantes e educadores avançam, sejam eles pessoas com ou sem deficiência.

Uma história de lutas e conquistas

Ao falar da educação inclusiva, é crucial resgatar o histórico de lutas, conquistas e estudos que consolidaram essa estratégia pedagógica como um modelo de avanço educacional. Ao longo da década de 90, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e movimentos sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência se mobilizaram em torno desse tema, o que resultou na publicação de importantes documentos. Desde a Declaração de Salamanca (1994) até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006 e incorporada em 2015 à Constituição Federal, na forma da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um amplo cobertor legal se formou para amparar o combate à segregação e ao capacitismo.

Historicamente, a diversidade de habilidades e de características físicas e intelectuais foi categorizada pelo saber médico e científico na forma de padronizações excludentes. Nesse sentido, conformou-se ao longo do século 18 o chamado “corpo normal”, isto é, uma medida arbitrária de humanidade calcada em um conjunto de características tidas como necessárias para se constituir o indivíduo como sujeito de direitos. Uma pessoa que não atendesse a essas expectativas era definida como menos capaz e, por conseguinte, excluída dos espaços de convivência social, de educação e de trabalho. A esse fenômeno histórico e social dá-se o nome de capacitismo, que resulta da exclusão sistemática e estrutural de pessoas com deficiência.

(...)

FONTE: https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/emdebate/conteudo-multimidia/detalhe/educacao-inclusiva-um-direito-inegociavel
O pronome em destaque em “(...) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e movimentos sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência se mobilizaram em torno desse tema” recupera, por coesão:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito Comentado – Interpretação de Texto

Tema central da questão: Coesão Referencial – Pronomes Demonstrativos em função anafórica. O objetivo é avaliar sua habilidade de identificar para qual termo anterior do texto o pronome demonstrativo “desse” faz referência. Essa estratégia assegura a coesão textual, permitindo que a leitura flua sem repetições desnecessárias. Segundo Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), “os pronomes demonstrativos podem exercer a função de retomar termos já mencionados no texto, mantendo a clareza e a unidade do discurso”.

Justificativa da alternativa correta:

O trecho “se mobilizaram em torno desse tema” faz uso de “desse” para retomar uma ideia já apresentada. O termo imediatamente relevante ao contexto, citado anteriormente, é “educação inclusiva”. Veja o raciocínio:

No início do parágrafo, lê-se: “Ao falar da educação inclusiva, é crucial resgatar o histórico (...)”. Todo o desenvolvimento que se segue expande essa ideia, chegando ao momento em que as organizações se mobilizam “em torno desse tema” — ou seja, em torno da educação inclusiva.

Alternativa correta: C) A educação inclusiva.

Análise das alternativas incorretas:

A) Histórico de lutas e de conquistas sobre a Educação. – Embora mencionado, o histórico se refere a eventos relacionados, mas não é o tema principal recuperado pelo pronome “desse”.

B) Movimentos sociais da década de 1990. – Movimentos sociais são agentes da ação, e não o tema central retomado pelo pronome.

D) Publicação de importantes documentos sobre o capacitismo. – Os documentos são fruto da mobilização e não o objeto em torno do qual se deu a mobilização, segundo o texto.

Dicas para provas: Sempre volte ao trecho anterior ao do pronome para identificar o termo que mais condiz com o contexto. Lembre-se: “esse/essa” indica normalmente referência a elementos já mencionados (anáfora), como preconizado no Manual de Redação da Presidência da República.

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