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EDUCAÇÃO INCLUSIVA – UM DIREITO INEGOCIÁVEL

O acesso à educação e o direito à aprendizagem são garantias constitucionais universais, ou seja, previstas a todos os brasileiros como dever do Estado e da família. A diversidade de experiências, habilidades, contextos e capacidades entre estudantes é uma realidade que deve ser celebrada através de práticas educacionais inclusivas. Nas últimas décadas, a insistência em modelos pedagógicos padronizados demonstrou ser pouco eficiente, de modo que a promoção da diversidade como um valor inegociável constrói o futuro e o presente da educação. Quanto mais respeitados em suas diferenças, mais os estudantes e educadores avançam, sejam eles pessoas com ou sem deficiência.

Uma história de lutas e conquistas

Ao falar da educação inclusiva, é crucial resgatar o histórico de lutas, conquistas e estudos que consolidaram essa estratégia pedagógica como um modelo de avanço educacional. Ao longo da década de 90, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e movimentos sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência se mobilizaram em torno desse tema, o que resultou na publicação de importantes documentos. Desde a Declaração de Salamanca (1994) até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006 e incorporada em 2015 à Constituição Federal, na forma da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um amplo cobertor legal se formou para amparar o combate à segregação e ao capacitismo.

Historicamente, a diversidade de habilidades e de características físicas e intelectuais foi categorizada pelo saber médico e científico na forma de padronizações excludentes. Nesse sentido, conformou-se ao longo do século 18 o chamado “corpo normal”, isto é, uma medida arbitrária de humanidade calcada em um conjunto de características tidas como necessárias para se constituir o indivíduo como sujeito de direitos. Uma pessoa que não atendesse a essas expectativas era definida como menos capaz e, por conseguinte, excluída dos espaços de convivência social, de educação e de trabalho. A esse fenômeno histórico e social dá-se o nome de capacitismo, que resulta da exclusão sistemática e estrutural de pessoas com deficiência.

(...)

FONTE: https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/emdebate/conteudo-multimidia/detalhe/educacao-inclusiva-um-direito-inegociavel
Segundo a lógica textual contida na passagem “A esse fenômeno histórico e social dá-se o nome de capacitismo, que resulta da exclusão sistemática e estrutural de pessoas com deficiência, é correto afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: B

Tema central da questão: interpretação de textos, com foco na relação de causa e consequência expressa pela regência verbal (“resulta de”). A compreensão adequada dessa relação é fundamental em provas de concurso para Assistente Social.

Justificativa da alternativa correta (“B”):

No trecho analisado, lê-se: “capacitismo, que resulta da exclusão sistemática e estrutural de pessoas com deficiência”. O verbo resultar de indica que algo é consequência (efeito/origem) de determinado fato. Logo, o texto afirma que o capacitismo surge como resultado da exclusão de pessoas com deficiência. Ou seja, a exclusão é a causa, o capacitismo, o efeito:
Alternativa B: ‘A exclusão de pessoas com deficiência é a causa do capacitismo’.

Gramáticas como a de Celso Cunha & Lindley Cintra destacam que “resultar de” equivale a “originar-se de”, reforçando a ordem de causa e consequência.

Análise das alternativas incorretas:

A) Sugere que o capacitismo é a causa da exclusão. Incorreta: inverte a ordem estabelecida pelo texto, pois o efeito (capacitismo) aparece depois da causa (exclusão).
C) “O capacitismo causa a exclusão…”. Incorreta pela mesma inversão: coloca o capacitismo como causa, mas, conforme o texto, é consequência.
D) “O capacitismo origina a exclusão…”. Incorreta: repete o erro de inversão da relação, tratando o efeito como causa.

Como identificar a resposta correta?

A chave é prestar atenção ao verbo “resulta de”: o que vier após “de” é a origem, a causa. Estratégia: sempre que encontrar “resulta de” em textos, pergunte: “O que está sendo explicado? O que é consequência de quê?

Pegadinha: As alternativas usam palavras similares, mas invertem os papéis entre causa e efeito. Essa é uma técnica comum em provas de concursos. Fique atento a conectivos e ao núcleo verbal para não se confundir!

Resumo da regra: Pela norma-padrão, o verbo resultar de exige que se identifique a causa após a preposição de (algo resulta de X = X é a causa).

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