Questões de Concurso Sobre gêneros textuais em português

Foram encontradas 2.575 questões

Q3679443 Português
A respeito dos Gêneros Textuais, analise as sentenças a seguir:

I- O gênero charge combina elementos verbais e não verbais, geralmente com humor e crítica.
II- O gênero editorial é assinado pelo autor individual e sempre apresenta caráter narrativo.
III- O gênero carta aberta pode ser direcionado a um público amplo e publicado em meios de comunicação.
IV- O gênero ata registra fatos ocorridos em uma reunião, de forma objetiva e sem opiniões pessoais.

Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3679442 Português
Em relação aos Gêneros Textuais, uma resenha crítica se distingue de uma sinopse pois:
Alternativas
Q3679441 Português
A discussão dos Gêneros Textuais perpassa um entendimento amplo a respeito das suas tipologias e uso social. Assinale a alternativa em que todos os gêneros textuais pertencem à esfera publicitária.
Alternativas
Q3551860 Português

Texto para responder à questão.



    A ideia de que as tecnologias digitais são ferramentas imparciais, livres de viés ou ideologia é desmontada à medida que autores demonstram como os fluxos de dados seguem padrões de dominação histórica em que determinadas populações são sistematicamente invisibilizadas, exploradas ou controladas. O colonialismo de dados não apenas captura informações, mas reconfigura subjetividades e impõe novas formas de dependência tecnológica. No contexto da governança algorítmica, os corpos racializados, já historicamente alvos da necropolítica e da vigilância colonial, passam a ser modelados e disciplinados por sistemas automatizados que operam sob uma lógica extrativista e racializada. Há autores que não apenas desconstroem a ilusão da neutralidade tecnológica, mas também evidenciam o papel da tecnologia como um instrumento de poder, operando como um novo mecanismo de dominação algorítmica global, no qual os processos de colonialismo e racismo são automatizados e sofisticados sob o verniz da inovação digital.



ARAÚJO, Júlio; FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana. Disponível em: . Acesso em: 15 jul. 2025, com adaptações. 

“O colonialismo de dados não apenas captura informações, mas reconfigura subjetividades e impõe novas formas de dependência tecnológica.”


Sem prejuízo para a correção gramatical, a coesão e os sentidos do texto, assinale a alternativa que indica corretamente a reescritura do trecho apresentado.  

Alternativas
Q3517744 Português
        No Itamaraty, em dependência do Serviço de Informações, opera autônoma e praticamente sem cessar o telex, espécie de bem-mandada máquina, que tiquetaqueia recebendo notícias diretas radiotelegráficas. Naquela tarde de 22 de novembro de 1963, passando por ali meu amigo o Ministro Portella, perguntou-lhe um subalterno de olhos espantados: que queria dizer “shot” em inglês? A tremenda coisa, no instante, anunciava-se já completa, ainda quente, frases e palavras golpeadas na longa tira de papel que ia adiante desenrolando-se. “Presidente Kennedy...” Susto e consternação confundiam depressa a cidade, os países, todo-o-mundo lívido. Antes que tudo, o assombro. Era uma das vezes em que, enorme, o que devia não ser possível sucede, o desproporcionado. Lembro-me que me volveram à mente outras sortes e mortes. E — por que então — a de Gandhi. Tende-se a supor que esses seres extraordinários, em fino evoluídos, almas altas, estariam além do alcanço de grosseiros desfechos. Quando, ao que parece, são, virtualmente, os que de preferência os chamam; talvez por fato de polarização, o positivo provocando sempre o negativo. De exformes zonas inferiores, onde se atrasa o Mal, medonhantes braços estariam armando a atingir o luminoso. Apenas os detêm permanentes defesas de ordem sutil; mas que, se só um momento cessam de prevalecer, permitem o inominável. Para nós a Providência é incompreendida computadora.

João Guimarães Rosa. Os abismos e os astros. In: Ave, palavra.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, p. 69-70. 

Com base no texto precedente, julgue o item subsequente.  


A mistura entre elementos figurativos (metáforas e neologismos) e elementos informativos (datas e fatos passados) indica que o texto constitui uma crônica literária do ofício do narrador no Itamaraty.

Alternativas
Q3504469 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



TEXTO 1:



Quase 11 milhões de brasileiros apostam de modo a pôr em risco a saúde e as finanças


Apostar em jogos de azar de modo a pôr em risco a saúde física, mental e financeira é hoje uma questão de saúde pública relevante no Brasil e, segundo alguns especialistas, quase tão grave quanto a dependência do álcool e do tabaco. Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros com mais de 14 anos, o correspondente a 6,8% da população nessa faixa etária, jogam de forma a criar para si próprios problemas emocionais, familiares, econômicos ou com o trabalho e são classificados como jogadores de risco. O mais preocupante é que cerca de um em cada oito desses jogadores − o que equivale a 1,4 milhão de pessoas − apresenta um padrão de apostas mais comprometedor, compatível com o diagnóstico do transtorno do jogo, uma enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de jogar mesmo diante de prejuízos.


Apresentados no início de abril em um evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esses números foram calculados a partir de informações coletadas de uma amostra representativa da população brasileira. Eles ajudam a delinear um retrato atualizado de quem aposta − e como se aposta − no país depois da disseminação e da legalização das plataformas de jogos de azar on-line. Até então, os dados nacionais obtidos com metodologia científica datavam de quase 20 anos antes, e as informações mais recentes disponíveis haviam sido obtidas por instituições privadas especializadas em análises de comportamento e tendências.


A equipe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp chegou à estimativa atual de quantas pessoas apostam no Brasil e da proporção que o faz de maneira nociva por meio dos dados obtidos na terceira e mais recente edição do Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas (Lenad), realizado entre 2023 e 2024. Divulgado no final de março em Brasília, durante o lançamento do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), o Lenad III foi conduzido pela pesquisadora Clarice Sandi Madruga e financiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), que mantém um convênio com a Unifesp sob a coordenação do psiquiatra Ronaldo Laranjeira.


A terceira edição do levantamento ampliou o tamanho da amostra e ouviu 16.608 brasileiros com 14 anos de idade ou mais de 349 municípios, distribuídos por todas as regiões do país − nas anteriores, haviam sido entrevistadas entre 3 mil e 4 mil pessoas. O Lenad III também expandiu o universo de temas investigados. Além de responder questionários sigilosos de autopreenchimento sobre o consumo de álcool e tabaco, os participantes forneceram informações sobre o uso de cigarros eletrônicos (dispositivos eletrônicos para fumar ou vapes), de medicamentos que podem causar dependência e substâncias psicoativas ilícitas. O levantamento coletou, ainda, indicadores de saúde física e mental e determinantes sociais de saúde. Os resultados devem ser pormenorizados em publicações específicas nos próximos meses.


Um módulo específico do Lenad III avaliou a frequência e o impacto dos jogos de apostas no país. Nele, 4.860 pessoas − sendo 876 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos, de ambos os sexos, e 3.984 homens e mulheres adultos − responderam nove perguntas do Índice de Gravidade do Jogo Problemático (PGSI, na sigla em inglês), um instrumento que avalia os prejuízos pessoais, sociais e financeiros relacionados ao comportamento de apostar e identifica o nível de risco de desenvolver o chamado transtorno do jogo.


Divulgados agora, os dados sobre jogo estão detalhados em um documento de 60 páginas − o Caderno temático − Jogos de aposta na população brasileira − e sugerem que o risco associado ao hábito de apostar do brasileiro se intensificou em relação ao observado no primeiro levantamento, embora os indicadores que investigam jogos de apostas não sejam diretamente comparáveis entre as duas edições, por terem usado instrumentos de aferição diferentes.


No Lenad I, realizado em 2005 e 2006 sob a coordenação de Laranjeira, os entrevistadores coletaram informações de 3.007 pessoas com mais de 14 anos em 144 cidades brasileiras. Na época, ainda existiam casas com jogo de bingo eletrônico e máquinas caça-níqueis e 88,3% da população não jogava, como foi detalhado em artigo publicado em 2010 na revista Psychiatry Research. Já 9,4% eram jogadores ocasionais, 1,3% tinham algum grau de problema com jogos e 1% se enquadrava na categoria dos jogadores patológicos, aqueles que apostavam repetidamente apesar de já terem sofrido prejuízos financeiros, emocionais ou nas relações familiares e sociais.


No levantamento atual, feito ainda no início da recente febre das bets e das plataformas on-line de aposta, a proporção de pessoas que não jogam foi de 82,6%. Os 17,4% restantes, número que corresponde a quase 28 milhões de brasileiros, se distribuem da seguinte forma: 10,6% jogam de modo esporádico, sem enfrentar problemas; 3,4% são jogadores com baixo risco de se tornarem dependentes; 2,6% com risco moderado; e 0,8% jogador problemático. Os últimos são aqueles que somaram mais de 8 pontos na escala PGSI, que vai até 27, e possivelmente já desenvolveram o chamado transtorno do jogo, uma forma de dependência induzida pelo comportamento, e não por uma substância química, registrada no Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) e na Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde (CID).


"Há indícios preocupantes de aumento de comportamentos problemáticos relacionados às apostas", comenta o psiquiatra Hermano Tavares, da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou os resultados do Lenad I na Psychiatry Research e não participou da versão atual do levantamento. "Esses sinais começaram a se intensificar durante a pandemia, período que impulsionou as apostas on-line, e ainda não perderam força. Atualmente, a dependência do jogo é a terceira mais comum entre os brasileiros. Supera a da cocaína e do crack e fica atrás apenas da do álcool e do tabaco. A rede pública de saúde não está preparada para lidar com isso", afirma.


"Esse transtorno se manifesta quando a pessoa perde o controle sobre o hábito de apostar, que passa a ocupar um papel central em sua vida e traz prejuízos significativos", explica o psiquiatra Daniel Spritzer, que faz pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é colaborador do Lenad III. "Isso inclui apostar mais do que se deveria ou poderia, perder dinheiro e voltar a apostar para tentar recuperá-lo ou precisar aumentar cada vez mais os valores para sentir o mesmo prazer inicial", detalha. Os sinais de alerta incluem ansiedade e angústia quando não se consegue apostar, além de comportamentos como pedir dinheiro emprestado ou vender bens para continuar jogando.


A proporção de jogadores varia de acordo com a região do país. O Sul concentra a maior fração deles (20,4% das pessoas com mais de 14 anos apostam) e o Nordeste, a menor, 16,3%. A relação entre as duas regiões se inverte quando são consideradas as proporções de indivíduos que apostam de forma arriscada: a maior fração de apostadores (52,3%) com algum grau de risco (baixo, médio ou elevado) de desenvolver transtorno do jogo está no Nordeste, enquanto essa proporção é bem menor no Sul (29,8%) e no Sudeste (28%).



TEXTO 02:




Textos retirados e adaptados de Ceci (2025).  

A seguir, são apresentadas afirmações relacionadas a gêneros e tipos textuais. Tendo o texto 2 como referência, analise-as cuidadosamente:
I.É um gênero que combina imagens, gráficos, ícones e textos curtos para explicar uma informação de forma clara, rápida e fácil de entender.
II.Resume e organiza informações complexas dissertativas de maneira visual, facilitando o entendimento até de temas difíceis. Ele é muito usado para ensinar, informar ou apresentar dados de forma atrativa e acessível.
III.É uma representação visual de dados numéricos, usada para facilitar a compreensão de informações, mostrar comparações, identificar tendências ou padrões de maneira rápida e clara.
IV.É uma forma organizada de apresentar informações, geralmente numéricas, em linhas e colunas, facilitando a leitura, comparação e análise dos dados.
A respeito do texto 2, quanto a seu gênero e tipo textual, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3480161 Português
Leia o Texto 1 para responder às questão.


Texto 1


Sebastião Salgado, morto nesta sexta-feira, fotografou a mineração e levantes sociais, como a Revolução dos Cravos, em Portugal, bem como a tentativa de assassinato de Ronald Reagan. Para além das lentes, no entanto, ele encontrou na política e no ativismo ambiental outras formas de responder ao mundo à sua volta. Desde 2001, o fotógrafo era Embaixador da Boa Vontade da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. O título é dado a pessoas proeminentes de diferentes áreas que ajudam a trazer à tona os desafios que as crianças enfrentam ao redor do mundo.

Sua atuação política, no entanto, vem de muito antes. Ativista de esquerda, Salgado foi parte da Ação Popular no começo de sua militância, nos anos 1960. Já mestre em economia pela Universidade de São Paulo, ele conta que usava a profissão para financiar a luta política. "De tarde, eu trabalhava em uma empresa fazendo um plano econômico para a região leste. Eu era responsável pelo setor de agricultura e fazia um plano dentro dos princípios socialistas. Tudo o que eu ganhava, eu doava para a organização", ele disse à Folha, sem querer especificar a qual grupo dedicava suas finanças, mas afirmando que era um ligado à resistência armada.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/05/relembretrajetoria-politica-de-sebastiao-salgado-que-foi-embaixador-daunicef.shtml.> Acesso em: 24 mai. 2025. [Adaptado].
Por suas características formais e temáticas, o excerto pertence ao gênero textual 
Alternativas
Q3466710 Português
Texto CB3A1

        Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.

         A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.

         As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.

         Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.

         O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP,
São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações)

Em relação ao texto CB3A1 e às ideias nele apresentadas, julgue o item a seguir.  


Pela forma de apresentação dos fatos e dados colhidos empiricamente, conclui-se que o texto pertence ao gênero textual reportagem.  

Alternativas
Q3369239 Português
A raposa e a cegonha


        Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar. Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre cegonha, com seu bico comprido, mal pôde tomar uma gota. O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome. A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava do gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora, agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.


       Assim que chegou, a raposa como ganhar dinheiro extra se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delícias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, amoladíssima, só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra. Ela aprendeu muito bem a lição. Enquanto ia andando para casa, faminta, pensava: “Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro.”


MORAL DA HISTÓRIA: trate os outros tal como deseja ser tratado.


(https://www.revistaprosaversoearte.com/a-raposa-e-acegonha-uma-extraordinaria-fabula-de-esopo/)
Quantos parágrafos há no texto acima:
Alternativas
Q3340927 Português

Texto 8A2-I


    Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.


 John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino.

São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).

Assinale a opção correta acerca de gênero textual, tipo textual e figuras de linguagem, em relação ao texto 8A2-I.  
Alternativas
Q3326748 Português

    Sucesso absoluto no Brasil, especialmente na combinação de “arroz com feijão”, o feijão foi historicamente negligenciado na culinária norte-americana, mas pode estar tendo um retorno bem-vindo graças à última tendência de preparação de refeições. Os norte-americanos são famosos por não comerem feijão, afastando-se dessa fonte de alimento saudável.


    Do grão-de-bico ao edamame, os grãos são ricos em proteínas de origem vegetal e uma maneira fácil de adicionar mais alimentos saudáveis a uma refeição, com cerca de 15 gramas de proteína por xícara. O feijão também contém vitaminas e minerais importantes, como vitaminas do complexo B, folato, ferro, magnésio e potássio. Devido ao seu alto teor de fibras (12 a 15 gramas em uma porção de salada) e carboidratos de digestão lenta, o feijão reduz o colesterol ruim LDL e tem um efeito cardioprotetor. Os carboidratos contidos nos feijões são considerados de baixo índice glicêmico, portanto, elevam os níveis de açúcar no sangue muito lentamente. Se você tem pré-diabetes ou diabetes, eles podem ajudá-lo a controlar o açúcar no sangue.


    Além de seus benefícios nutricionais, as saladas com feijão também são uma opção sustentável do ponto de vista ambiental. Em comparação com outras fontes de proteína, muitos feijões crescem usando significativamente menos água, terra e petróleo. Os feijões fixam nitrogênio, contribuindo para a saúde do solo, o que promove mais biodiversidade.


Fonte: National Geographic Brasil. Adaptado.

O texto apresenta determinadas características relativas ao seu gênero e tipo textuais. São elas:


I. É descritivo, dispondo de informações de forma objetiva, sem juízo de valor.

II. É extremamente subjetivo, pois desenvolve impressões pessoais do autor.

III. Utiliza fatos científicos para descrever os benefícios do feijão.


Está CORRETO o que se firma: 

Alternativas
Q3300921 Português
Texto I.


A Escrita 


A nossa civilização é marcada pela linguagem gráfica. A escrita domina a nossa vida; é uma instituição social tão forte quanto a nação e o Estado. Nossa cultura é basicamente uma cultura de livros. Pela escrita acumulamos conhecimentos, transmitimos ideias, fixamos nossa cultura.

Nossas religiões derivam de livros: o islamismo vem do Corão, escrito por Maomé; os Dez Mandamentos de Moisés foi um livro escrito em pedra. Nosso cristianismo está contido em um livro, a Bíblia. É a cartilha, é o livro escolar, é a literatura expressa graficamente, é o jornal. Mesmo a televisão – e mais do que ela o cinema – lança mão dos recursos da linguagem escrita (legenda) para facilitar a comunicação.

Na engrenagem da sociedade moderna, a comunicação escrita senta-se em trono. São as certidões, os atestados, os relatórios, são os diplomas. O documento é basicamente um documento gráfico, e a simples expressão gráfica vale mais do que todas as evidências.

Numa quase caricatura podemos dizer que o atestado de óbito é mais importante que o cadáver, o diploma mais do que a habilitação. Sem a linguagem escrita é praticamente impossível a existência no seio da civilização. O analfabeto é um pária que não se comunica com o mundo, não influi e pouco é influenciado. 


AMARAL VIEIRA, R. A. O futuro da comunicação. Ed. Achiame. 1981. 
O Texto I deve estar inserido entre textos 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IGEDUC Órgão: CRMV-BA Prova: IGEDUC - 2025 - CRMV-BA - Contador(a) |
Q3300445 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mundo preto e branco


Era um mundo preto e branco. Todo o planeta consistia apenas em branco, preto, cinza e suas respectivas tonalidades.


As pessoas caminhavam sob um céu ônix durante o dia e sob um manto carvão a noite. A humanidade consistia em 5 raças: branco, preto, cinza, granizo e chumbo.


Mas, em uma estranha manhã, o céu amanheceu azul. As flores carvão tornaram-se vermelhas, amarelas, verdes cintilantes. Em todo o planeta, mares cinzas ganharam tonalidades de verde e azul. E as planícies desbotadas reverberavam cores múltiplas.


Naquele dia, as pessoas entraram em pânico. Anunciaram o fim do mundo. Prantearam, fizeram cortes em si mesmas, imploraram misericórdia.


No entanto, sem qualquer explicação, o fenômeno durou apenas um dia. Na manhã seguinte, quando o céu voltou a ser cinza ônix, as pessoas agradeceram por terem sobrevivido àquele dia apocalíptico.


Juliano Martins

(https://tudoportugues.com/cronicas-curtas-para-sala-de-aula/)

O texto 'Mundo preto e branco' pertence ao gênero literário denominado crônica. São características da crônica, EXCETO:
Alternativas
Q3299786 Português
Para Bakhtin (1988), os gêneros textuais se definem como famílias de textos relativamente estáveis que circulam em determinadas esferas da atividade humana. Essas famílias textuais compartilham três características distintivas: temática definida, estilo de linguagem e estrutura composicional própria. A partir dessa referência, analise as alternativas abaixo e identifique aquela em que houver incompatibilidade entre o gênero textual indicado e sua respectiva definição: 
Alternativas
Q3299415 Português
Em relação à intencionalidade do gênero textual utilizado na questão anterior, pode-se afirmar precipuamente que é:
Alternativas
Q3298996 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 O pavão


Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão.


Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.


Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! Minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


 Rubem Braga


(https://tudoportugues.com) 

Com base no texto lido, em sua estrutura e conteúdo, pode-se classificá-lo como pertencente ao gênero: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Auxiliar de Laboratório |
Q3298944 Português
Texto para a questão

Recado ao senhor 903

Vizinho,

    Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal — devia ser meia-noite — e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a lei e a polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e música no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a leste pelo 1005, a oeste pelo 1001, ao sul pelo oceano Atlântico, ao norte pelo 1004 ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 — que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão, ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8:15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas — e prometo silêncio.
    ... Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: "Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou". E o outro respondesse: "Entra, vizinho e come de meu pão e bebe do meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela".
    E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.

BRAGA, Rubem. In: Para gostar de ler. v. 1. São Paulo: Ática, 1996.¬¬
Os gêneros textuais são organizados conforme as características comuns que os textos apresentam em relação à linguagem e ao conteúdo. Feita essa análise, o texto de Rubem Braga classifica-se como
Alternativas
Q3296110 Português
De acordo com o texto, a comunicação entre escola e pais é enviada através de:
Alternativas
Q3296109 Português
A principal crítica que a autora do texto faz se refere:
Alternativas
Q3296106 Português
De acordo com as características contidas no texto, a identificação correta de seu gênero textual foi mencionada na opção:
Alternativas
Respostas
141: B
142: D
143: B
144: A
145: C
146: E
147: C
148: E
149: B
150: D
151: D
152: C
153: A
154: B
155: E
156: D
157: C
158: E
159: A
160: D