Questões de Concurso
Sobre funções morfossintáticas da palavra se em português
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Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.
No trecho “quando se empregam características biológicas como justificativa de tal ou tal comportamento”, é facultativo o emprego do pronome “se” após a forma verbal “empregam”, da seguinte forma: empregam‑se.
Em relação à estrutura linguística e ao vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.
Em “Em linhas gerais, refere‑se à condição de bem‑estar em que a pessoa é capaz de lidar com situações e emoções cotidianas, ter satisfação em viver”, o pronome “se”, em “refere‑se”, indica que o sujeito da oração é indeterminado.

Assinale a opção em que isso foi feito de forma adequada.


“Cada pessoa tem seu próprio prazo de validade, e é um privilégio quando se consegue chegar tão longe sem depender dos outros. Mas não é a norma.” (Linhas 28-31)
No enunciado “e é um privilégio quando se consegue chegar tão longe sem depender dos outros” (Linhas 29-31), o emprego do “se” indica:
Texto I
“Ela ocupa-se do organismo vivo, que nós humanos também integramos dentro da teia da vida”.
Texto II
Disponível em: https://x.com/ColetivoSalaPT/status/1494752138395889666
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I – O uso do pronome SE posposto ao verbo, no Texto I, e em próclise, no primeiro quadrinho do Texto II, está correto e de acordo com a norma padrão da língua portuguesa
PORQUE,
II – nesses dois exemplos, nem a próclise nem a ênclise são de rigor, uma vez que não há regra gramatical que justifique a inadequação de seus empregos nas referidas frases.
A respeito das asserções, é correto afirmar que
Texto para a questão.

Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir.
Em “Porque se a gente fala a partir de ser criança”, o “se” exerce função de pronome apassivador da forma verbal “fala”.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O amor é o silêncio que diz delicadezas
O amor, às vezes, se expressa mais no silêncio do que nas palavras. Ela estava cansada da rotina dura, ele, cansado de tentar animá-la com esperanças. A visita foi breve: um chá com hortelã, xícaras antigas, e uma conversa sobre os quase setenta anos de vida compartilhada. Falou-se do tempo e, sobretudo, do amor — esse que suspende o tempo e silencia o ego.
Enquanto ela relatava sobre sua saúde, ele apenas a olhava, com olhos inteiros. O amor deles resistia à doença, como se vencesse algo ainda mais profundo: o egoísmo. Havia ternura em cada gesto. Quando perguntei sobre o casamento, ele riu, disse que eu gostava de ouvir aquela história de sempre — a de uma ex-freira e um irmão de padre que escolheram viver o amor.
Ela sorriu ao recordar o passado, ele beijou o sorriso dela. Pediu a caixa de bilhetes de amor que ele ainda escreve. Leu alguns, e ele chorou ao ouvir aquele que falava do impossível que seria viver sem ela. Ela, não chorou — apenas sorriu, grata por ter amado tanto e por tanto tempo.
Ali estavam dois devotos do amor, que morreram para o individualismo e renasceram no outro. Ela sabia que seguiria vivendo nele, mesmo se partisse. Ele tocou piano no entardecer. Pensei nas décadas de amor, nas xícaras, nos invernos partilhados. Não sei quanto tempo ainda têm, mas sei: nada apagará um amor que aprendeu a dizer delicadezas em silêncio.
Gabriel Chalita - Texto Adaptado
https://odia.ig.com.br/opiniao/2025/06/7075346-o-amor-e-o-silencio-que -diz-delicadezas.html
Leia a tira para responder à questão.

(Quino. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2008)

