Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra se em português

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Q3605960 Português
Assinale a afirmativa em que a voz passiva pronominal (com o pronome se) foi corretamente transformada na voz passiva analítica (com o auxiliar ser).
Alternativas
Q3605492 Português
        O conceito de racismo, criado no início do século XX, já foi objeto de diversas leituras e interpretações. Ainda hoje, as várias definições de racismo nem sempre dizem a mesma coisa, nem sempre têm um denominador comum. Quando utilizamos esse conceito em nosso cotidiano, não lhe atribuímos os mesmos conteúdo e significado, daí nossa falta de consenso também na busca de soluções contra o racismo.

        Por razões lógicas e ideológicas, o racismo é geralmente abordado com base na raça, dentro da extrema variedade das possíveis relações existentes entre as duas noções. Com efeito, com base nas relações entre “raça” e “racismo”, o racismo seria teoricamente uma ideologia essencialista que postula a divisão da humanidade em grandes grupos chamados raças, cada qual com características físicas hereditárias comuns, que serviriam de suporte para as características psicológicas, morais, intelectuais e estéticas de cada grupo, e, quando comparadas às características de outras raças, se situariam em uma escala desigual de valores.

        Visto desse ponto de vista, o racismo é uma crença na existência de raças naturalmente hierarquizadas pela relação intrínseca entre o físico e o moral, o físico e o intelecto, o físico e o cultural. O racista cria a raça no sentido sociológico, ou seja, a raça, no imaginário do racista, não remete exclusivamente a um grupo definido por seus traços físicos. A raça, para um indivíduo racista, reúne pessoas em um grupo social com traços culturais, linguísticos, religiosos, etc. que ele considera naturalmente inferiores aos do grupo ao qual pertence. Dito de outro modo, o racismo é uma tendência que consiste em considerar que as características intelectuais e morais de um dado grupo são consequências diretas de suas características físicas ou biológicas.

        Nesse sentido, podemos afirmar que o racismo nasce quando se empregam características biológicas como justificativa de tal ou tal comportamento. É justamente o estabelecimento da relação intrínseca entre características biológicas e qualidades morais, psicológicas, intelectuais e culturais que desemboca na hierarquização das chamadas raças em superiores e inferiores.

Internet:<geledes.org.br>  (com adaptações).

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.


No trecho “quando se empregam características biológicas como justificativa de tal ou tal comportamento”, é facultativo o emprego do pronome “se” após a forma verbal “empregam”, da seguinte forma: empregam‑se. 

Alternativas
Q3604740 Português
        Uma em cada oito pessoas vive com alguma doença ou transtorno mental no mundo. Ansiedade e depressão são os mais comuns e chegam a representar 60% dos casos. Os jovens estão especialmente sujeitos à ansiedade, já os mais velhos convivem mais com depressão, segundo dados do Relatório sobre Saúde Mental no Mundo, publicado em 2023 pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

        As consequências do adoecimento mental envolvem desde o aumento dos gastos com saúde e a queda na produtividade econômica, em razão de afastamentos do trabalho, até a perda de vidas. O suicídio é estatisticamente responsável por mais de uma em cada 100 mortes no mundo.

        Saúde mental é um direito básico de todo indivíduo e condição, tanto quanto a saúde física, para o desenvolvimento pessoal e, em última instância, da sociedade. Em linhas gerais, refere‑se à condição de bem‑estar em que a pessoa é capaz de lidar com situações e emoções cotidianas, ter satisfação em viver, compartilhar e se relacionar com os outros, manter‑se produtiva, enfrentar adversidades e contribuir para a comunidade em que vive. Fica claro, portanto, que a saúde mental é uma condição não apenas complexa, mas dinâmica ao longo da vida.

        De forma geral, o adoecimento mental se manifesta a partir da associação de múltiplas causas, que podem incluir hereditariedade, desequilíbrio neuroquímico, exposição a condições estressantes (sociais, econômicas e culturais), dificuldade em lidar com emoções, uso de drogas lícitas ou ilícitas e vivência de traumas.

        O médico psiquiatra Leonardo Takeda explica que situações naturais do cotidiano da vida adulta, tais como as demandas pessoais e de trabalho, representam desafios para boa parte dos indivíduos, mas podem resultar em sobrecarga para outros. Eventualmente, somam‑se a elas projetos pessoais desafiadores, como buscar um novo emprego ou uma melhor moradia. Os sinais de que as exigências estão demasiadas muitas vezes se manifestam no corpo. Tremor, suor, coração acelerado, boca seca e sono prejudicado são alguns deles.

        Takeda comenta que esses são os sintomas de ansiedade que normalmente levam as pessoas a buscar atendimento médico em momentos críticos. Ele afirma que a ansiedade fisiológica é um dos motivadores para a ação diante da vida e que ela é natural e positiva para o ser humano. O adoecimento acontece quando a ansiedade se torna generalizada e causa prejuízos físicos e emocionais.


Internet:<senado.leg.br>  (com adaptações).

Em relação à estrutura linguística e ao vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.


Em “Em linhas gerais, refere‑se à condição de bem‑estar em que a pessoa é capaz de lidar com situações e emoções cotidianas, ter satisfação em viver”, o pronome “se”, em “refere‑se”, indica que o sujeito da oração é indeterminado.

Alternativas
Q3600898 Português
Texto 2




Disponível em: https://www.ufrgs.br/bibliotecacentral/tag/memesliterarios/. Acesso em: 08/06/2025.
O vocábulo “se”, na frase “Se eu dormir uma hora e meia por noite, talvez...”, expressa ideia de
Alternativas
Q3596571 Português
Qual a maior compulsão?


As mulheres sempre tiveram mais de um sapato, uma porção de pares, para revezar o máximo possível com as suas roupas. Trata-se de uma variedade incrível para lidar com cada estilo e ocasião.

É a síndrome mansa de Imelda Marcos dentro de cada uma delas — Imelda é mãe do presidente das Filipinas, ex-primeira-dama, que se vangloria de possuir mais de 3.000 pares de sapatos em 95 anos de existência.

Mulher costuma ser uma centopeia. A minha esposa acumula cerca de 200 pares de calçados. Jamais contei um por um, porque desejo me manter casado.

Beatriz sofre para se desfazer de um modelo único e insubstituível, ao qual se afeiçoou ao longo do tempo, confortável em seus dedos e leal aos obstáculos dos mais complexos pisos. Assim sendo, só entram peças lá em casa, dificilmente saem.

Já o homem tem um ou dois pares de sapatos para seus compromissos sociais. Não mais do que isso. É lacônico nas suas vestes sisudas.

Só que eu percebi que ele encontrou uma maneira disfarçada de imitar as mulheres: pelos tênis.

Homem nunca exibe um só par de tênis. Acabou com seu passado franciscano. Ele deu para colecionar. Não termina de consumir.
A diferença é que ele não procura os mais baratos. Quanto mais caros, melhor. Age na contramão da economia, do custo-benefício. Vem gastando o seu salário com o fetiche, muito mais do que mulheres gastam com os sapatos.

Vejo amigos desfilando diariamente com tênis novos. Não repetem o par na manhã seguinte. De tão comuns e recorrentes que são as estreias, perdeu a graça batizar com uma pisadinha.

Eles não se contentam, como nas décadas de 1960 e 1970, com um monotemático, para simplesmente andar, permanecendo com ele de modo insanamente exclusivo e fiel, até furar a sola, até estrebuchar a língua, até corroer os cadarços. Atingiram o patamar da compulsão: querem ostentar.

O homem é hoje a Imelda Marcos dos tênis.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/2/14/qual-a -maior-compulsao
No trecho "Eles não se contentam, como nas décadas de 1960 e 1970, com um monotemático, para simplesmente andar, permanecendo com ele de modo insanamente exclusivo e fiel, até furar a sola, até estrebuchar a língua, até corroer os cadarços", o pronome oblíquo átono "se" está posicionado em próclise. Assinale a alternativa que melhor explica o motivo dessa colocação pronominal.
Alternativas
Q3593732 Português
Nos exemplos a seguir foi realizada uma operação idêntica: a eliminação dos segmentos sublinhados e a inserção da partícula SE.
Assinale a opção em que isso foi feito de forma adequada. 
Alternativas
Q3590922 Português
Assinale a frase em que está presente a construção da voz passiva com o pronome SE. 
Alternativas
Q3586424 Português
Brancos usam “humor” e “amigo negro” para perpetuar discriminação, diz autor de “Racismo Recreativo”

BBC News Brasil – Qual a definição de racismo recreativo?

        Adilson José Moreira – O humor racista é uma forma com que pessoas brancas e instituições controladas por pessoas brancas expressam condescendência e ódio por minorias raciais, para reproduzir a ideia de que só pessoas brancas podem atuar de forma competente no espaço público. É um meio dessas pessoas ainda manterem uma visão, uma imagem positiva de si mesmos. O racismo recreativo tem sido usado no Brasil e em outros países para reproduzir a ideia de que minorias raciais não são atores sociais competentes.

BBC News Brasil – De que maneira o humor racista se manifesta no Brasil?

        Moreira – De diferentes formas e em diferentes espaços sociais. Ele está presente, por exemplo, em programas humorísticos e aparece por meio de representações estereotipadas de minorias raciais. O humor é uma mensagem. E, portanto, ele faz sentido dentro de um contexto social específico. Um dos objetivos do humor racista é a reprodução de estereótipos pejorativos sobre membros de grupos raciais.

BBC News Brasil – A piada no ambiente de trabalho é usada, portanto, como instrumento para impedir o acesso de pessoas negras às mesmas oportunidades de crescimento que as pessoas brancas?

        Moreira – Um dos elementos centrais da minha teoria do racismo recreativo é seu caráter estratégico. As piadas acontecem com frequência no espaço de trabalho e em situações específicas, como quando há possibilidade de promoção e pessoas negras ou asiáticas ou indígenas são candidatas. [...] Isso é uma ação coletiva para tornar o ambiente de trabalho insustentável, para forçar a demissão da pessoa negra, para ela ser substituída por uma pessoa branca. O objetivo do racismo recreativo é a manutenção da supremacia branca.

BBC News Brasil – De que maneira o humor racista se conecta com o mito da democracia racial, pelo qual o Brasil seria um país miscigenado e sem racismo?

        Moreira – O humor racista está diretamente ligado à narrativa brasileira da democracia racial. 99% de todas as pessoas brancas acusadas de racismo utilizam o mesmo argumento: a ideia de que eles têm um amigo negro, uma empregada negra, um avô negro. O humor racista sempre foi elemento importante de exclusão social em diferentes partes do mundo: foi importante na exclusão dos judeus na Alemanha nazista e teve papel importante no regime de segregação racial dos EUA. Agora, aqui no Brasil, realmente há o uso estratégico do humor racista para preservar a ideia de cordialidade. 98% das pessoas acusadas de racismo levam testemunhas negras para dizer que não são racistas. [...]

(Trechos de entrevista com o pesquisador Adilson José Moreira a Natália Passarinho, da BBC News Brasil, em: novembro de 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/. Acesso em: maio de 2025.)
Em “De que maneira o humor racista se manifesta no Brasil?” (3º§), pode-se afirmar que o termo destacado: 
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Q3579000 Português
As opções abaixo mostram frases com o pronome SE no singular; colocada no plural, a frase correta é:
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Q3573066 Português
Texto 2


VEJA O MANUAL PRÁTICO DE VIRAR 'MÃE DA SUA MÃE'

Martha Medeiros




Disponível em https://oglobo.globo.com/ela/marthamedeiros/coluna/2025/04/veja-o-manual-pratico-de-virar-mae-da-suamae.ghtml Acesso em: 07 maio 2025. Fragmento adaptado. 
Leia o fragmento seguinte para responder à questão:

“Cada pessoa tem seu próprio prazo de validade, e é um privilégio quando se consegue chegar tão longe sem depender dos outros. Mas não é a norma.” (Linhas 28-31)

No enunciado “e é um privilégio quando se consegue chegar tão longe sem depender dos outros” (Linhas 29-31), o emprego do “se” indica:
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Q3564848 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Nave-mãe


Avista-se daqui, neste início do século 21, um horizonte que nos interroga acerca da curta, mas acidentada viagem da nave humana no planeta, que avança feito cabra-cega sobre o ecossistema terrestre, feito astronauta perdido em Marte que ainda não encontrou água.

Apesar dos anúncios cheios de expectativa, água assim, na superfície, somente no planeta azul. Água que brota das fontes e abraça as águas que descem do céu em pura simbiose criadora de vida alimentando o organismo Terra, essa sim, nave-mãe de incontáveis organismos vivos: só aqui.

Nossos biólogos, na contemporaneidade, estão se debruçando no horizonte tomados pela seguinte pergunta: quanto planeta ainda temos? Pois a biologia – uma ciência da vida – que não poderia seguir refém do pensamento utilitário (que andou sequestrando o campo das ciências). Ela ocupa-se do organismo vivo, que nós humanos também integramos dentro da teia da vida.

Menos de três décadas nos elevaram à marca de 1,5 ºC sobre o limite do clima viável no planeta. Lembremos que, até a década de 1990, ou seja, anteontem, ainda havia a possibilidade de manobrarmos as nossas escolhas, como humanidade, para contar com o clima necessário à manutenção da diversidade biológica dessa nave-mãe, mas perdemos a chance. Perdemos a ocasião de trabalhar a favor da teia da vida, com as condições necessárias para restaurar os ecossistemas danificados.

Com a perda da diversidade e da base resiliente dos muitos organismos da Gaia – deusa da Terra, mãe primordial –, chegamos rápido à condição de mitigação de danos. Essa é a nossa realidade global hoje. Além disso, alcançamos todos os continentes e tornamos a base natural de reprodução da vida insustentável.

Sustentabilidade tornou-se um lema corporativo, descolado da condição material necessária à produção da vida em abundância. É fato que a base de resiliência dos sistemas da vida para todos os seres mudou, mesmo que o animal sapiens insista em progredir em sua fúria cartesiana, prospectando futuros. Como menciona o arquiteto Oscar Niemeyer: "A força da inteligência do ser humano, que nasceu animal, outro animal qualquer, hoje pensa e, daqui a pouco, está andando entre as estrelas, está conversando com os outros seres que estão por essas galáxias. […]”. Concordo com o mestre: sou otimista que o mundo pode melhorar, mas o ser humano, não.

O mestre, que fez da vida um labor incessante de criar mundos possíveis, nada esperava desse animal, que teve origem com todos os outros, e que, dentro do ciclo evolutivo, "deu de pensar". Esse humano, que se divorciou da teia da vida, precisa escapar da ilusão do ego narcisista e experimentar, no dizer do poeta Carlos Drummond de Andrade, "a viagem de si a si mesmo" ao "pôr o pé no chão do seu coração".

Somos enfim, bicho pequeno da Terra.


Krenak, Ailton. Nave-mãe. Folha de S. Paulo, Ilustríssima, 10 nov. 2024, p. B8. Adaptado.
Leia os textos seguintes.

Texto I

“Ela ocupa-se do organismo vivo, que nós humanos também integramos dentro da teia da vida”.

Texto II

Q10.png (319×233)
Disponível em: https://x.com/ColetivoSalaPT/status/1494752138395889666

Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I – O uso do pronome SE posposto ao verbo, no Texto I, e em próclise, no primeiro quadrinho do Texto II, está correto e de acordo com a norma padrão da língua portuguesa
PORQUE,
II – nesses dois exemplos, nem a próclise nem a ênclise são de rigor, uma vez que não há regra gramatical que justifique a inadequação de seus empregos nas referidas frases.

A respeito das asserções, é correto afirmar que
Alternativas
Q3552294 Português

Texto para a questão. 



   



Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).



No trecho “A partir dos anos 80 do século XX, suprime-se a preposição ‘do’” (linhas 8-9), o “se” funciona como 
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Q3546720 Português
    Cresci brincando no chio entre formigas. De uma infância livre e sem comparamentos. Eu tinha mais comunhão com as coisas do que comparação. Porque se a gente fala a partir de ser criança, a gente faz comunhão de um orvalho e sua aranha, de uma tarde e suas garças, de um pássaro e sua árvore. Então eu trago de minhas raízes crianceiras a visão comungante e obliqua das coisas. Eu sei dizer sem pudor que o escuro me ilumina. É um paradoxo que ajuda a poesia e que eu falo sem pudor. Eu tenho que essa visão obliqua vem de eu ter sido criança em algum lugar perdido onde havia transfusão da natureza e comunhão com ela. Era o menino e os bichinhos. O menino e o rio. Era o menino e as arvores. 


BARROS, Manoel de. Meu quintal é maior do que o mundo. Rio de Janeiro: Objetiva. 2025  

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir. 


Em “Porque se a gente fala a partir de ser criança”, o “se” exerce função de pronome apassivador da forma verbal “fala”.  

Alternativas
Q3539864 Português
Cortar o glúten? Pesquisa revela por que essa
pode ser uma ideia desastrosa


Por Victor Bianchin


         Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten para analisar as diferenças reais entre eles. A conclusão pode ser um choque para quem está adotando dietas “gluten free” por motivos de saúde: os alimentos sem glúten contêm menos fibras, menos proteínas e menos nutrientes essenciais.

        O estudo, publicado no periódico Plant Foods for Human Nutrition, afirma que, devido a essas faltas, os supostos benefícios da dieta sem glúten, como diminuição de peso e controle da diabetes, são exagerados. Além dos problemas citados, os alimentos sem glúten possuem quantidades de açúcar mais elevadas em comparação aos que contém a proteína. Por isso, estão associados a um aumento do índice de massa corporal (IMC) e de deficiências nutricionais.

       Nos EUA, os produtos sem glúten são definidos como aqueles que contêm no máximo 20 partes por milhão de glúten. Em geral, eles não contêm ingredientes como trigo, centeio, cevada e, às vezes, aveia. Esses ingredientes são ricos em arabinoxilano, um polissacarídeo não amiláceo essencial. O arabinoxilano oferece vários benefícios à saúde, incluindo a promoção de bactérias benéficas no intestino, a melhora da digestão, a regulação dos níveis de açúcar no sangue e o suporte a uma microbiota intestinal equilibrada.

       É curioso notar, entretanto, que um produto específico se mostrou exceção. O pão sem glúten com sementes contém significativamente mais fibras – 38,24 gramas por 100 gramas – do que suas versões com glúten. O estudo sugere que isso se deve, provavelmente, aos esforços dos fabricantes para compensar a deficiência de fibras utilizando ingredientes como pseudocereais, amaranto e hidrocoloides de quinoa.

        Essas adições, no entanto, mudam muito de região para região e de fabricante para fabricante, de modo que não é possível atestar com certeza que qualquer pão sem glúten tem mais fibras do que um com glúten.

       A princípio, o consumo de alimentos sem glúten só era indicado para pessoas com doença celíaca ou com alergia a trigo. No entanto, a partir do final dos anos 2000, começou a se popularizar na mídia a ideia de que uma dieta sem glúten poderia trazer benefícios como a perda de peso e a melhora na digestão, mesmo para quem não tinha intolerância diagnosticada. 

     O crescimento dessa tendência foi impulsionado por celebridades, influenciadores de saúde e livros como Barriga de Trigo (2011), de William Davis, e A Dieta da Mente (2013), de David Perlmutter, que associaram o consumo de glúten a diversos problemas de saúde. A indústria de alimentos respondeu lançando ao grande público diversos alimentos sem glúten e criando um novo nicho — em 2024, o mercado global de produtos sem glúten movimentou US$ 7,28 bilhões.
 
      Em 2023, uma pesquisa da UESB detectou que, no Brasil, os produtos sem glúten apresentam menor teor calórico (5% a 35%), mas também menor teor de carboidratos (1% a 13%), de gorduras totais (10% a 140%), proteína (35% a 192%) e fibras (11% a 94%), para a maioria das categorias analisadas. Além disso, o preço final ao consumidor chega ser até 110% mais caro quando comparado com as versões com glúten do mesmo produto, em todas as categorias analisadas. 


Texto adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/cortar-o-glutenpesquisa-revela-por-que-essa-pode-ser-uma-ideia-desastrosa/.Acesso em: 14 mar. 2025.
 Em “[...] um produto específico se mostrou exceção.”, o termo em destaque foi utilizado
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Q3531695 Português
Ambiência


Somos nós que ditamos o mundo em que vivemos. Não é alienação ou delírio - o fato é que nosso mundo é o nosso pensar. Claro que não se trata apenas de imaginar o mundo que desejamos para ele se concretizar em nossa mente. Para conseguir esse efeito, você tem que negociar com suas emoções para que elas permitam que sua mente viva nesse ambiente. Se as emoções alimentarem o pensamento com impulsos positivos e amorosos, ele, então, poderá sustentar essa atmosfera; mas se, ao contrário, instigar ânimos negativos e hostis, essa será a sua ambiência. Para complicar, as emoções são reações... Então você terá que atrair condutas e comportamentos positivos para influenciá-las; elas, por sua vez, influenciarão os seus pensamentos. A boa notícia é que ter bons pensamentos nos leva a ter boas emoções, as quais irão cooptar boas ações dos outros. Acho que a pergunta, então, é mais ou menos esta: como começar tal processo da maneira certa?


Adaptado de Nilson Bonder. Vapor dos vapores: dicionário de pensares. Rocco Digital. 2025
Na oração “Se as emoções alimentarem o pensamento com impulsos positivos...”, a conjunção “se” contribui para
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Q3520190 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
No trecho "como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo", o uso do pronome "se" obedece às normas de colocação pronominal previstas na gramática normativa. Com base nessa estrutura, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3517520 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O amor é o silêncio que diz delicadezas


O amor, às vezes, se expressa mais no silêncio do que nas palavras. Ela estava cansada da rotina dura, ele, cansado de tentar animá-la com esperanças. A visita foi breve: um chá com hortelã, xícaras antigas, e uma conversa sobre os quase setenta anos de vida compartilhada. Falou-se do tempo e, sobretudo, do amor — esse que suspende o tempo e silencia o ego.


Enquanto ela relatava sobre sua saúde, ele apenas a olhava, com olhos inteiros. O amor deles resistia à doença, como se vencesse algo ainda mais profundo: o egoísmo. Havia ternura em cada gesto. Quando perguntei sobre o casamento, ele riu, disse que eu gostava de ouvir aquela história de sempre — a de uma ex-freira e um irmão de padre que escolheram viver o amor.


Ela sorriu ao recordar o passado, ele beijou o sorriso dela. Pediu a caixa de bilhetes de amor que ele ainda escreve. Leu alguns, e ele chorou ao ouvir aquele que falava do impossível que seria viver sem ela. Ela, não chorou — apenas sorriu, grata por ter amado tanto e por tanto tempo.


Ali estavam dois devotos do amor, que morreram para o individualismo e renasceram no outro. Ela sabia que seguiria vivendo nele, mesmo se partisse. Ele tocou piano no entardecer. Pensei nas décadas de amor, nas xícaras, nos invernos partilhados. Não sei quanto tempo ainda têm, mas sei: nada apagará um amor que aprendeu a dizer delicadezas em silêncio.


Gabriel Chalita - Texto Adaptado


https://odia.ig.com.br/opiniao/2025/06/7075346-o-amor-e-o-silencio-que -diz-delicadezas.html 

Em "O amor deles resistia à doença, como se vencesse algo ainda mais profundo: o egoísmo", no trecho "como se vencesse algo ainda mais profundo: o egoísmo", observa-se o uso do pronome oblíquo átono "se". Com base nas regras de colocação pronominal, assinale a alternativa correta quanto à sua posição e justificação.
Alternativas
Q3515250 Português

Leia a tira para responder à questão.


(Quino. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2008)

Em “Se é uma questão de títulos, eu sou sua filha”, a palavra destacada pode expressar 
Alternativas
Q3501790 Português
Para responder à questão, analise a tirinha:

Identifique a função da partícula "se" na expressão "Se Deus quiser, eu vou bem na prova hoje", presente no início da tirinha: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: GHC-RS Provas: FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Advogado | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Oncologia/Hematologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Obstetrícia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Clínica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Civil) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Ambiental) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Auditoria Interna) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Odontólogo (Saúde Pública) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Odontólogo (Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Terapeuta Ocupacional | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Fisioterapeuta (Generalista) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Físico (Radioterapia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico (Oncologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico (Bioquímico) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Auditoria Interna) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista de Suporte | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Relações Públicas) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Publicitário) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Produtor Audiovisual) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Jornalismo) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Gestão de Pessoas) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Designer Gráfico) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista de Sistemas | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Contador | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Elétrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Química) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Mecânica) |
Q3497058 Português
A arte de ver o outro

Por Gilmar Marcílio

texto.png (681×535)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2025/05/a-arte-dever-o-outro-cmazumqi900dq013bffhx3xa1.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto-base, assinale a alternativa na qual a palavra “se” tenha sido empregada como conjunção.
Alternativas
Respostas
261: C
262: E
263: E
264: A
265: C
266: B
267: D
268: A
269: C
270: C
271: D
272: A
273: E
274: D
275: C
276: B
277: B
278: B
279: D
280: D