Questões de Concurso
Sobre funções morfossintáticas da palavra se em português
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Leia o trecho do TEXTO I e considere também, para a análise, o conteúdo do TEXTO II.
“Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação...”
TEXTO II

Disponível em: https://br.ifunny.co/picture/voce-se-preocupa-com-o-avanco-da-inteligencia-artificial-nao-OZwmLuUh9
Avalie o que se informa a respeito dos aspectos morfossintáticos destacados dos textos.
I - A expressão “algumas delas”, no trecho do TEXTO I, retoma o termo “carreiras”.
II - O emprego do pronome “se” na frase “não é de se espantar” (TEXTO I) é facultativo.
III - O que se afirma no TEXTO II sintetiza a principal reflexão contida no trecho do TEXTO I.
IV - A frase do primeiro balão da tirinha exemplifica um período simples, com oração absoluta
V - Os verbos “passar” (TEXTO I) e “preocupar-se” (TEXTO II), gramaticalmente, regem preposições.
Está correto apenas o que se afirma em
I. “Dava pra ver, se olhasse de perto, os vincos formando.” II. “Uma obra recomendada e que se destaca na literatura contemporânea pela coragem na escolha dos temas.”
Mediante a análise dos itens acima, assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a função exercida pela partícula “se”.
Para responder à questão, leia o Texto II.
Texto II - Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção - Aldo Bizzocchi
Somos um povo que adora discutir a própria língua. E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavelmente vêm à baila é a famigerada questão do erro gramatical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta existência de erros em nossa fala (bem como na escrita) ensejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como antigamente, e toda uma interminável cantilena de rabugices.
É preciso, então, definir claramente o que é o erro em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando cometemos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante de um erro linguístico. Mas o que se costuma chamar de “erro de português” é uma expressão linguística que nada tem de acidental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embora possa ocorrer até nos mais altos escalões da sociedade.
Para a linguística, que é a ciência da linguagem humana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segundo leis definidas para permitir a comunicação e o pensamento humanos, toda expressão linguística, mesmo a das pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência. Amaioria dos chamados erros constitui, na verdade, um uso linguístico inadequado à situação de comunicação. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma cerimônia de formatura de camiseta e bermudas, tampouco vai à praia de terno. Assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão linguística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso. [...] Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normativo, sim.
Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da comunicação. Pessoas que vivem num meio de baixa escolaridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece.
Fonte: Bizzocci, Aldo. Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção. Revista Língua Portuguesa, ano 03, nº 25, novembro de 2007.
I- A oração em destaque em “para ver o que lhe acontece” funciona como objeto direto.
II- “Se”, no período composto em análise, exerce a função de conjunção integrante.
III- “Se”, no período composto em análise, exerce a função de conjunção condicional.
IV- A oração introduzida pelo “se” é uma oração subordinada substantiva subjetiva.
V- O período é composto por orações subordinadas.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
(CONCURSO V A´ RZEA ALEGRE / 2024) “Minha irmã, preocupada, perguntou se eu estava bem.”
O termo em destaque, sintaticamente, é classificado como:
I. A consulta realizada no bairro objetivava medir a sensação de segurança de cada um dos moradores da região. A conclusão é surpreendente: ninguém _______ protegido nesse bairro.
II. Estes livros já não são mais produzidos pela editora, mas seus últimos exemplares ainda _______ em algumas livrarias populares.
III. _______ uma grande coleta de dados para o desenvolvimento dessa pesquisa.
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das sentenças apresentadas, em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
"É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível - e ao mesmo tempo, absolutamente terrível".
Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)
Escolas do futuro são escolas 'low tech'
Materiais físicos impulsionam habilidades motoras, criatividade e imaginação
2. mai, 2024 | José Ruy Lozano
Chamou a atenção da imprensa, no ano passado, o fato de que o sistema público1 de educação da Suécia decidiu voltar a usar livros e cadernos físicos2, como material didático obrigatório, no lugar de tablets e laptops. As razões apresentadas pelos suecos3 são várias, mas passam pela aprendizagem da leitura e pela manutenção da capacidade de concentração dos estudantes4. Em ambos os casos, os materiais físicos apresentam resultados muito melhores.
Os escandinavos não estão sozinhos. Já forma uma longa fileira a lista de países desenvolvidos que _______ [vem/vêm] progressivamente abandonando equipamentos digitais e retornando ao papel e à caneta. As autoridades educacionais desses países baseiam-se em pesquisas científicas recorrentes, que apontam não só a melhoria do rendimento acadêmico como também o desenvolvimento mais adequado de habilidades motoras e o impulso à criatividade e à imaginação, sempre mais bem estimuladas pelo uso de materiais físicos nas escolas.
Não há que se imaginar a escola contemporânea totalmente desconectada do mundo digital. Evidentemente, salas de aula com computador e conexão à internet, que permitam a exibição de materiais visuais diversos, além de espaços com equipamentos digitais para pesquisa online, mostram-se indispensáveis no mundo de hoje. A tecnologia digital, no entanto, não é fetiche ou panaceia. Ela não só não é capaz de solucionar problemas, como, por vezes, termina por ampliá-los.
Jonathan Haidt, professor da Universidade de Nova York, publicou dados alarmantes em seu novo livro, “The Anxious Generation” ("A Geração Ansiosa"), que aborda a deterioração da saúde mental de crianças e adolescentes a partir de 2010. Quadros de depressão, ansiedade, automutilação e suicídio __________ [tem/têm] aumentado dramaticamente desde então. Não à toa, é justamente a partir de 2010 que se dá a generalização do uso das redes sociais, notadamente o Instagram, difundindo-se entre os mais jovens.
Ao largo das pressões negativas do mundo virtual, que captura a atenção dos mais jovens, corrói sua capacidade de concentração e os transforma em objetos manipulados por algoritmos, educadores ______ [tem/têm] reiterado a necessidade da redescoberta das relações de proximidade e do mundo físico. Nas mais renomadas escolas do Vale do Silício, na Califórnia, onde estudam os filhos dos executivos das grandes corporações mundiais de tecnologia, há poucas telas de LED e muitas ferramentas. No lugar do computador, lápis e caneta, mas também martelo, chave de fenda, pincel. A educação “mão na massa”, com objetos e materiais físicos, predomina em relação a dispositivos eletrônicos.
Diante da revolução representada pelo Big Data e pelas inteligências artificiais, devemos nos manter firmes como educadores que visam produzir conhecimento, não apenas reproduzir o que está armazenado nas bases de dados de governos e de empresas. Afinal, a educação não é apenas dar acesso a informações, mas principalmente fazer refletir e questionar a partir das informações que acessamos.
José Ruy Lozano — Sociólogo e educador, é autor de livros didáticos e membro da Comunidade Reinventando a Educação (Core).
LOZANO, José Ruy. Escolas do futuro são escolas 'low tech'. Folha de São Paulo, 02 de maio de 2024.Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/06/escola-do-futuro-sao-escolas-low-tech.shtml Acesso em: 05 mai. 2024. Adaptado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
"É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível - e ao mesmo tempo, absolutamente terrível". Laira Vieira
(Revista Isto É. 05/04/2024)
A pergunta que me fazem em Porto Alegre
Por David Coimbra


(Disponivel em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasjohr501mvys0c2dvv.html - texto adaptado especialmente para esta prova).
I. “(...) cada vez mais pesquisas vêm descobrindo evidências de que grupos de mulheres guerreiras na antiga Grécia estão mais próximas da realidade do que se acreditava.
II. “Já o famoso guerreiro e herói grego Aquiles, matou outra rainha, Pentesiléia, apenas para depois se apaixonar por ela quando retirou o capacete de seu rosto.”
A colocação pronominal proclítica destacada em ambas as sentenças dadas decorre: