Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

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Q4358999 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ganhei R$ 70 mil com apostas online e perdi tudo logo depois


Enquanto outros garotos disputavam partidas de futebol ou iam à praia com os amigos, Santiago Caamaño tinha apenas uma obsessão: jogar.

Dos 14 aos 22 anos, a vida deste jovem galego de Muros, no norte da Espanha, girou em torno do jogo de azar - ele chegou a perder quase 13 mil euros (cerca de R$ 71,5 mil) em um dia.

O caso dele não é um incidente isolado. Segundo dados do Ministério do Consumo da Espanha, os jogadores online com menos de 25 anos passaram de 28% em 2016 para 48% em 2021. E começam a jogar, em média, aos 15 anos.

Embora seja difícil saber o número de pessoas viciadas em jogos de azar a nível global, já que muitos países não têm dados oficiais, algumas entidades como a Associação Europeia para o Estudo do Jogo (EASG, na sigla em inglês) alertam que entre 0,5% e 2% da população mundial tem problemas com jogo. 

No Brasil, por exemplo, dados afirmam que 1% tem transtorno do jogo, e 1,3% uma síndrome parcial, totalizando 2,3% da população, de acordo com Hermano Tavares, coordenador do Programa Ambulatorial do Jogo Patológico (Pro-Amjo) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

"E se você considerar a taxa de exposição, que é a pessoa que não aposta, mas convive com um apostador, e, consequentemente, sofre com todos os problemas dele, como desemprego, endividamento extremo, inadimplência, privação de oportunidades, isso chega a 10% da população", acrescentou Tavares em entrevista prévia à BBC News Brasil.

Organizações de terapeutas de várias partes do mundo concordam que o perfil do jogador compulsivo mudou. Se, há uma década, tratava-se de homens de 50 anos viciados em máquinas caça-níqueis - jogo que é operado ilegalmente no Brasil -, hoje, são jovens obcecados por jogos online e apostas esportivas.

Santiago Caamaño é um desses jovens afetados. Sua família e amigos nunca se deram conta de nada. "Afinal, um ludopata não é apenas um mentiroso compulsivo, mas também, um ótimo mentiroso", diz ele à BBC News Mundo. Quando ganhava, ele aproveitava para pagar as dívidas, mas depois, voltava a perder e a dever dinheiro. "É como um círculo vicioso do qual você não consegue sair", afirma.

A ludopatia é reconhecida como uma condição patológica caracterizada pela compulsão de uma pessoa por jogos de azar, o que pode levá-la a graves consequências financeiras, sociais, físicas e emocionais.

Ele acredita que é importante chamar a atenção sobre a ludopatia desde a escola para que os alunos saibam as consequências que esta doença pode trazer.

"Eu sempre digo a mesma coisa: quem vira ludopata é porque já jogou. Quem não joga nunca será ludopata. Então, por que arriscar?"


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nzy9278zro. Adaptado. 
E se você considerar a taxa de exposição, 'que' é a pessoa que não aposta, mas convive com um apostador [...].

O elemento destacado na frase trata-se de:
Alternativas
Q4333914 Português
Na oração "Os alunos, __ tinham estudado, foram os primeiros a terminar a prova", qual é a conjunção adequada para preencher a lacuna?
Alternativas
Q4251796 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Os usos do esquecimento



Autor: Moacyr Scliar (adaptado).

A locução do que ocorre duas vezes nas duas últimas orações do texto. Nesse contexto, ela tem valor de:
Alternativas
Q4243416 Português
        A concepção de língua numa perspectiva discursiva, cuja gramática volta-se aos propósitos da interlocução, constitui uma alternativa para o seu ensino na escola. Um ensino de língua materna centrado nos gêneros, materializados em textos, voltando-se para os usos e práticas de linguagem que contribuam com o aumento das possibilidades de domínios dos usos da língua [...]. Isso implica necessariamente alterações na essência do ensino da leitura e da escrita, vistas a partir de então como processos de interação autor/texto/leitor.

    MACHADO, Veruska Ribeiro. In: Integrações: diálogos sobre o ensino
médio. Brasília: Editora IFB, 2016, p. 42.

No que concerne às ideias acerca do ensino de gramática e aos aspectos linguísticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir
A palavra “que” exerce a mesma função sintática que o trecho “uma alternativa para o seu ensino na escola.”
Alternativas
Q4237157 Português
Texto I

Razão x consciência


    Os valores humanos podem ser definidos como os princípios morais e éticos que conduzem a vida humana. Eles fazem parte da formação de sua consciência e da maneira como vivem e se relacionam na sociedade.
    Muitas vezes queremos justificar nossas condutas como se fôssemos vítimas de algo ou alguém que nos impulsiona a agir impulsivamente. Pautamos em frases que só servem para nos direcionar à margem de uma sociedade mais harmônica. Frases, estas do tipo:
    "Não levo desaforo pra casa."
    "Assim nasci, assim vou ser."
    E daí vai. Sempre buscamos razão para qualquer tipo de atitude. E a consciência, onde fica? Afinal, qual a diferença entre a consciência e a razão?
   A razão sempre ocorre como uma justificativa para nossas atitudes, boas ou ruins. Agora, já a consciência é a sensatez em discernir se realmente certas atitudes carecem de razão. Por quê?
    Conscientizar é refletir, é saber qual o melhor ato, é solucionar questões sem se prejudicar nem prejudicar o outro. É contar até dez... 100... 1000, se fizer necessário.


(Texto adaptado)
Agora, já a consciência é a sensatez em discernir se realmente certas atitudes carecem de razão. Por quê? Das frases abaixo, aquela em que a lacuna deve ser preenchida pela mesma forma da palavra destacada é:
Alternativas
Q4237156 Português
Texto I

Razão x consciência


    Os valores humanos podem ser definidos como os princípios morais e éticos que conduzem a vida humana. Eles fazem parte da formação de sua consciência e da maneira como vivem e se relacionam na sociedade.
    Muitas vezes queremos justificar nossas condutas como se fôssemos vítimas de algo ou alguém que nos impulsiona a agir impulsivamente. Pautamos em frases que só servem para nos direcionar à margem de uma sociedade mais harmônica. Frases, estas do tipo:
    "Não levo desaforo pra casa."
    "Assim nasci, assim vou ser."
    E daí vai. Sempre buscamos razão para qualquer tipo de atitude. E a consciência, onde fica? Afinal, qual a diferença entre a consciência e a razão?
   A razão sempre ocorre como uma justificativa para nossas atitudes, boas ou ruins. Agora, já a consciência é a sensatez em discernir se realmente certas atitudes carecem de razão. Por quê?
    Conscientizar é refletir, é saber qual o melhor ato, é solucionar questões sem se prejudicar nem prejudicar o outro. É contar até dez... 100... 1000, se fizer necessário.


(Texto adaptado)
"Os valores humanos podem ser definidos como os princípios morais e éticos que conduzem à vida humana." Em relação à palavra destacada, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4205898 Português
Em “Aquela é a casa de que eu gostei”, se o verbo “gostei” for substituído por “sonhei”, os termos destacados deverão assumir a seguinte redação:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IADES Órgão: SEE-DF Prova: IADES - 2023 - SEE-DF - Professor - Atividades |
Q4199374 Português




Com base nas informações do texto e nas estruturas morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir.  

No período “Hoje eu preciso que vocês resolvam uma coisa muito importante.” (linhas 5 e 6), a segunda oração esta subordinada a primeira, pois funciona como complemento do verbo “preciso”. 

Alternativas
Q4160602 Português
TEXTO

        Consegue imaginar uma superfície bidimensional com apenas um lado? Esse estranho objeto que desafia o senso comum existe e é a fita de Möbius. Pode parecer absurdo, mas, se uma formiga caminhasse ao longo dessa fita, percorreria tanto a parte interna quanto a externa sem precisar saltar de um lado para outro. Não acredita? Siga o passo a passo em algum tutorial para montar a fita de Möbius, passe o dedo pela superfície dela e vai perceber que seu dedo vai voltar ao lugar de partida sem que seja preciso levantá-lo da fita.
   
        Esse objeto surpreendente foi descrito, de forma independente, porém no mesmo ano de 1858, por dois matemáticos alemães, August Ferdinand Möbius e Johann Benedict Listing. De fato, Listing descreveu a fita alguns meses antes de Möbius, mas sua pesquisa foi publicada apenas em 1861. Além disso, Möbius era um cientista de maior prestígio naquela época, e seu nome prevaleceu na história.
    
        Möbius e Listing foram pioneiros do campo da topologia, uma disciplina que estuda as propriedades dos objetos geométricos e suas características frente a forças que causam deformações, ou seja, como esses objetos podem ser torcidos, esticados, amassados e dobrados. O grande matemático Leonhard Euler foi o fundador da topologia, mas o estudo da fita de Möbius e suas curiosas características promoveu grandes avanços nessa área. As fitas de Möbius recebem uma classificação exclusiva na topologia, elas são objetos não-orientáveis. Explicando de forma simples, isso quer dizer que se desenharmos uma seta sobre ela, não podemos concluir se a seta está apontando para cima ou para baixo.
    
        Möbius era filho de um professor de dança, que faleceu quando o menino tinha apenas 3 anos. Sua mãe era descendente direta de Martinho Lutero e educou o futuro matemático em casa até os 13 anos. A partir daí, Möbius começou a frequentar a escola no famoso monastério de Pforta, na Saxônia. Desde cedo, demonstrou afinidade pela matemática, mas, como sua família o pressionava para que seguisse uma carreira no Direito, iniciou seus estudos nessa área na prestigiosa Universidade de Leipzig. Foi lá que conheceu o matemático e astrônomo Karl Mollweide, e não teve dúvidas: trocou seu curso de estudos para astronomia e matemática. Mollweide era um cientista brilhante e foi grande influência na carreira de Möbius. Após se formar, ainda teve a fortuna de trabalhar na Universidade de Göttingen com ninguém menos que Carl Friedrich Gauss, o “Príncipe da Matemática”.
    
        A carreira acadêmica de Möbius teve altos e baixos, em grande parte devido a sua timidez. Apesar de receber ofertas de instituições menos prestigiosas, ele almejava uma posição de professor titular na Universidade de Leipzig, mas as coisas não aconteceram como planejava. Ele não era visto como um orador talentoso, e suas palestras e cursos não atraíam muitos alunos. Apesar de trabalhar na Universidade de Leipzig desde 1816, ele foi nomeado professor titular apenas em 1844. Möbius também era astrônomo do Observatório de Leipzig, onde fez inúmeras contribuições para a astronomia, no ramo que estuda os movimentos dos corpos celestes. Por isso, o cientista tem seu nome associado a diversas contribuições na matemática, como a Fórmula de Inversão de Möbius e a Função de Möbius, mas sua mais famosa descoberta, a fita de Möbius foi feita enquanto trabalhava em um outro desafio proposto pela “Académie des Sciences” da França: sobre a teoria geométrica dos poliedros.
    
        Apesar de ser um matemático brilhante, a coincidência acerca da descoberta da fita ter sido feita por Möbius e Listing com apenas alguns meses de diferença pode não ter sido fruto do acaso. Os dois cientistas haviam sido alunos de Gauss, que por sua vez tinha o hábito de não publicar ou desenvolver todas as suas ideias. Em relação aos seus resultados, seu lema era Pauca sed matura (Poucos, mas maduros), ou seja, ele só publicava quando estava inteiramente satisfeito. Assim, uma grande parte dos seus trabalhos só foi descoberta após a sua morte. Muitos autores e historiadores atuais acreditam que a ideia original da fita veio de Gauss, e os dois cientistas desenvolveram o conceito.
    
        Hoje em dia as aplicações da fita de Möbius vão muito além do que Möbius e Listing poderiam ter imaginado. Esse conceito pode ser usado não só em esteiras de aeroportos mas também em escadas rolantes de shoppings, para garantir que o desgaste aconteça de maneira uniforme e aumente a vida útil do equipamento; em fitas magnéticas que permitem a gravação e reprodução contínua de áudio; fitas de impressora ou de máquinas de datilografar; em resistores que não geram interferência magnética; na pesquisa de supercondutores; em estruturas de grafeno para componentes de nanoeletrônica, etc. A topologia também já esteve presente em pesquisas agraciadas com o prêmio Nobel, sendo o mais recente o Nobel da Física em 2016, que descreveu novos estados da matéria, com implicações importantes para o desenvolvimento de supercondutores e superfluidos.
    
        Além das aplicações tecnológicas, essa estranha fita tem servido de inspiração para artistas, como o artista gráfico holandês M.C. Escher, com suas obras que desafiam nossa percepção. E para casais apaixonados, que veem a fita de Möbius como um símbolo do amor eterno, um caminho sem fim, que aparenta ter dois lados, mas só tem um.

LOBO, L. Como a fita de Möbius desafia o senso comum. In: Revista Ciência Hoje [CH 395]. Último acesso: 13 de junho de 2023. (Adaptado). Disponível em: .
Em “Explicando de forma simples, isso quer dizer que se desenharmos uma seta sobre ela, não podemos concluir se a seta está apontando para cima ou para baixo”, as palavras destacadas são CORRETAMENTE classificadas como:
Alternativas
Q4113590 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Cotidiano Escolar: gestão do dia a dia para tornar a escola mais feliz





(Disponível em: https://sae.digital/cotidiano-escolar-gestao-escolar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual a palavra “que” NÃO esteja sendo empregada como pronome relativo.
Alternativas
Q4102907 Português
A questão deve ser respondida com base no texto 3.


Texto 3


Como surgiu a Maria Farinha Filmes e por que a opção por trabalhar com temas de interesse público e relevância social? Esse propósito está presente desde a origem da produtora?


A Maria Farinha Filmes nasceu em 2008, a partir de um desejo de Ana Lúcia Villela, presidente do Instituto Alana, que existe há vinte anos, mas, há dez, tinha um projeto, o Criança e Consumo, sobre os males da publicidade para a criança. Ana Lúcia percebeu que precisava de uma ferramenta audiovisual para poder comunicar essa causa, pois ainda era vago falar de criança e consumo, as pessoas não compreendiam o tamanho do problema que era um anunciante falar diretamente com uma criança. Então, ela me chamou para fazer um documentário, o Criança, a Alma do Negócio, e com isso a Maria Farinha nasceu. Esse filme foi muito importante para o Alana, é uma ferramenta de sensibilização até hoje, usada muitas vezes por juízes que ainda assistem ao filme para a resolução de processos. Assim, resolvemos fazer uma produtora que só fizesse filmes que ajudassem na transformação ambiental e social, e o nosso volume de trabalho começou a aumentar, porque começamos a fazer filmes também para outras fundações que têm um trabalho tão sério quanto o Alana: Cenpec, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Bernard Van Leer, Unicef, e tantas outras.


Fonte: Entrevista com Estela Renner (adaptado). Revista Na Ponta do Lápis, jul. 2018. 
Todos os enunciados a seguir apresentam QUE como pronome, com exceção de:
Alternativas
Q3989546 Português

Leia atentamente o período abaixo:


Tudo aconteceu tão rapidamente que mal tive tempo de pensar em uma boa solução.


O termo que possui a ideia de: 

Alternativas
Q3900340 Português

Leia o texto e responda à questão.


Mudança no clima e produção de alimentos 


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        O aquecimento global terá implicações profundas sobre onde e como os alimentos são produzidos, e também levará a uma redução das propriedades nutricionais de determinadas culturas, o que terá consequências para políticas de combate à fome e à pobreza e para o comércio mundial de alimentos, dizem especialistas em um novo livro da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

       

        O livro “Mudança Climática e Sistemas Alimentares” contém as conclusões de um grupo de cientistas que fizeram um balanço dos efeitos das alterações climáticas na agricultura e na alimentação nas duas últimas décadas.


      A mudança climática aumenta o desafio do rápido crescimento da demanda global por produtos agrícolas — destinados à alimentação, ração e combustível — necessários para lidar com o crescimento da população e o aumento dos níveis de renda. A agricultura é altamente dependente das condições meteorológicas locais e, portanto, é esperado que seja muito sensível às mudanças climáticas nos próximos anos.

        Também é necessária uma estratégia de adaptação interna para permitir que os países evitem a forte dependência das importações.

       

        “É provável que as alterações climáticas agravem a crescente desigualdade global, uma vez que se espera que os impactos dos efeitos negativos caiam sobre os países que estão menos desenvolvidos e mais vulneráveis”, diz o editor do livro, Aziz Elbehri.

          

         Os autores também citam um recente estudo que avaliou o impacto global das mudanças nos padrões de consumo de alimentos que utilizam ou não a irrigação. Alguns resultados sugerem que a redução do consumo de produtos de origem animal na dieta humana tem o potencial para salvar os recursos hídricos necessários para alimentar 1,8 bilhão de pessoas no mundo.

        

       O estudo sugere que, embora os mercados globais possam ajudar a estabilizar os preços e suprimentos e fornecer opções de alimentos alternativos para regiões afetadas negativamente pela mudança climática, o comércio por si só não é uma adaptação estratégica suficiente. 

        

        Também é necessária uma estratégia de adaptação interna para permitir que os países evitem a forte dependência das importações, que tendem a aumentar a vulnerabilidade à volatilidade dos preços.

     

        Outro desafio é a necessidade de alinhar a politica comercial com objetivos climáticos e garantir que a abertura comercial desempenhe o seu papel como um mecanismo de enfrentamento, sem prejudicar os objetivos de mitigação.


www.uol.com.br,15/01/2019  

Observe a palavra “que” nestes dois períodos:
1- "E necessária uma estratégia de adaptação interna para permitir que os países evitem a forte dependência das importações".
2- "Espera-se que os impactos dos efeitos negativos caiam sobre os países que estão menos desenvolvidos."
No primeiro período, “que” é uma conjunção, pois inicia uma oração subordinada em relação à oração principal.
No segundo período, “que” é um pronome relativo, pois se refere a um termo anterior (países) e corresponde ao pronome relativo os quais. A palavra sublinhada também é um pronome relativo em todas as alternativas a seguir, EXCETO:
1- O estudo sugere que o comércio por si só não é uma adaptação estratégica suficiente.
2- “O livro Mudança Climática e Sistemas Alimentares contém as conclusões de um grupo de cientistas que fizeram um balanço dos efeitos das alterações climáticas na agricultura e na alimentação".
3- Os autores citam um recente estudo que avaliou o impacto global das mudanças nos padrões de consumo.
4- E provável que as alterações climáticas agravem a crescente desigualdade global.
5- Um estudo avaliou o impacto global das mudanças nos padrões de consumo de alimentos que utilizam ou não a irrigação.
6- Os países evitem a forte dependência das importações, que tendem a aumentar a vulnerabilidade à volatilidade dos preços. 
Alternativas
Q3893704 Português
Leia o texto e responda à questão

As vítimas

    Viralizou nas redes sociais o vídeo que mostra uma motorista em Brasília, abordada pela fiscalização de trânsito da PM, jogando a bolsa no chão e dirigindo-se a uma árvore, na qual, por várias vezes, arremessa seu rosto contra o tronco, de casca grossa. Depois ela se volta, pedindo para os acompanhantes dela gravarem: “olha aqui, ele me agrediu, filme aqui”. Insistia em que fora agredida pelo PM, sem saber que havia sido filmada batendo o rosto na árvore. A tentativa era inverter a condição de agressora da lei para a de agredida pelo agente da lei. Isso é mais comum do que se imagina. Contou-me um delegado da Polícia Federal que um detido no compartimento de trás da viatura havia sucessivamente golpeado o nariz com o joelho, para se mostrar como vítima ao juiz da audiência de custódia. Em outra ocasião, já dentro do fórum, um detido se feriu jogando-se na quina da porta por onde passariam. A Mariana, que jogou o rosto na árvore, já estava formada em vitimização.

      Bandidos devem ter aprendido esse argumento com intelectuais que defendem a tese de que todos são vítimas. Em geral, vítimas da sociedade opressora, burguesa e fascista. Vítimas do preconceito, das desigualdades sociais. Por isso, a idosa de Caxias do Sul, que atirou e matou um ladrão que invadira sua casa, acabou indiciada por usar um velho revólver com munição ultravencida. Defensores de bandidos aplaudiram: afinal, ele só queria roubar. Logo vão defender o livre exercício da profissão de assaltante, ou de vendedor de cocaína. Vão justificar que o latrocida apenas atirou e matou porque o assaltado não seguiu a recomendação da polícia para não resistir. A velhinha de Caxias não cumpriu a lei do desarmamento, pois tinha revólver em casa. Ora já se viu ter o direito de se preparar para defender seu refúgio, seu abrigo, sua caverna, sua cidadela, que é seu lar? Ou reagir ante o ladrão que quer apenas equilibrar uma injustiça social, tirando de quem tem?

     No Rio, essa cultura é soberana. Com isso, as vítimas reais dessa criminosa ideologia estão enjauladas em casa, onde, mesmo assim, são vítimas de balas perdidas. Todos foram desarmados, menos os bandidos, que usam ostensivamente fuzis, metralhadoras e granadas. Tudo gente boa, que sofre da síndrome de não dar valor à vida dos outros. Nem se importam de vender drogas em torno de escolas. Assim como os que sustentam os bandos de criminosos não se sentem constrangidos em fazer passeatas pedindo paz. À cocaína não os deixa pensar que são eles que sustentam a guerra.

       Defensores de bandidos, felizmente, são minoria. Fico observando a reação das pessoas quando a Polícia Civil de São Paulo elimina um bando de assaltantes de residência, todos bem armados; ou, como aconteceu esta semana em Brasília, quando um Cabo PM à paisana reagiu a um assalto em ônibus e matou os dois assaltantes armados. A maioria aplaude, mas nos meios de informação teme-se encorajar a morte de nossos queridos bandidos de estimação. No Congresso, os que querem representar maioria estão reagindo. Embora o jornalista os chame pejorativamente de “bancada da bala”, a maioria torce por mudanças no Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda de bens e, principalmente, de amigos e parentes.

Alexandre Garcia

www.sonoticias.com.br,27/09/2017
Alexandre Garcia usou inúmeras vezes a palavra ""que", como nestes dois períodos: “Viralizou esta semana nas redes sociais o vídeo que mostra uma motorista em Brasília jogando a bolsa no chão”.
Nesse período, "que" é um pronome relativo, pois se refere a um termo anterior (vídeo) e corresponde ao pronome relativo o qual. Já no período “Vão justificar que o latrocida apenas atirou porque o assaltado não seguiu a recomendação da polícia”, “que” é um conectivo, pois liga duas orações.
Analise os períodos a seguir:
1- Tudo gente boa, que sofre da síndrome de não dar valor à vida dos outros.
2- Aidosa de Caxias do Sul, que atirou e matou um ladrão, acabou indiciada por usar um velho revólver com munição ultravencida.
3- A cocaína não os deixa pensar que são eles que sustentam a guerra.
4- A idosa atirou e matou um ladrão que invadira Sua casa.
5- A Mariana, que jogou o rosto na árvore, já estava formada em vitimização.
6- Bandidos devem ter aprendido esse argumento com intelectuais que defendem a tese de que todos são vítimas.
7- Contou-me um delegado da Polícia Federal que um detido no compartimento de trás da viatura havia sucessivamente golpeado o nariz com o joelho.
8- Ou reagir ante o ladrão que quer apenas equilibrar uma injustiça social, tirando de quem tem?

Em todos os períodos acima, a palavra sublinhada (que) também é um pronome relativo, EXCETO: 
Alternativas
Q3893168 Português
Experiência nova


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

— Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!

— Não era pra mim não. Era pra vender.

— Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Semvergonha!

— Mas eu vendia mais caro.

— Mais caro?

— Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

— Mas eram as mesmas galinhas, safado.

— Os ovos das minhas eu pintava.

— Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

— Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

— Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

— E o que você faz com o lucro do seu negócio?

— Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

— Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

— Trilionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

— E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

— Às vezes. Sabe como é.

— Não sei não, excelência. Me explique.

—É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

— O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

— Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

— Sim. Mas primário, e com esses antecedentes. ..


VERISSIMO, L. F. Verissimo antolégico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.  
Assinale a alternativa em que, no excerto apresentado, a palavra ‘que’ atua como conjunção integrante.
Alternativas
Q3892516 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os alertas sobre uso contínuo de remédio para emergência



Disponíveis nas farmácias desde os anos 1960, os benzodiazepínicos — classe de drogas da qual fazem parte o clonazepam, o diazepam e o lorazepam, por exemplo — surgiram como uma esperança de tratar ansiedade, fobia social, epilepsia, entre outros quadros psiquiátricos, com menos risco de efeitos colaterais graves.


Passadas algumas décadas, porém, a prática mostrou que o uso dessas medicações, das quais o Rivotril é a marca comercial mais famosa, requer alguns cuidados básicos.


O principal deles está em limitar o consumo desses comprimidos a períodos mais curtos, de poucos dias, ou apenas em situações de emergência, segundo especialistas.


"Em suma, os benzodiazepínicos não são nem venenos, nem panaceias universais", resume o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Programa de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.


A atenção extra na hora de prescrever e orientar o uso adequado desses remédios tem a ver com o risco de abuso, tolerância e dependência.


Se Rivotril e outros remédios do grupo são tomados de forma contínua, por várias semanas, meses ou até anos, o paciente precisará de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito, além de criar um perigoso vínculo emocional entre a melhora dos sintomas e a necessidade de se medicar com frequência.


Procurada pela reportagem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que mais de 65 milhões de unidades de clonazepam (Rivotril) foram vendidas no Brasil em 2022.


Bernik lembra que, ao longo da História, a humanidade sempre buscou e usou substâncias com efeito sedativo.


"Desde o tempo de xamãs e curandeiros, as pessoas têm uma demanda por produtos que aliviem a dor, auxiliem na interação social, facilitem o sono ou aplaquem a ansiedade."


Durante boa parte dos séculos XIX e XX, os principais ansiolíticos disponíveis eram os barbitúricos — o antigo gardenal talvez seja o representante mais conhecido dessa classe.


"Esses medicamentos eram consumidos em excesso, mesmo numa época em que já se sabia que eles estavam relacionados a envenenamento e alto risco de morte", lembra o psiquiatra.


Uma das vítimas do abuso de barbitúricos foi a atriz e modelo americana Marilyn Monroe.


O desenvolvimento e a popularização dos benzodiazepínicos a partir dos anos 1960, então, representou um grande alívio. "O principal aspecto positivo desses remédios é a segurança, ainda mais quando os resultados deles são comparados aos barbitúricos", diz Bernik.


Mas como essa classe de ansiolíticos funciona? O farmacêutico André Bacchi, professor da Universidade Federal de Rondonópolis, no Mato Grosso, explica que os neurônios funcionam por meio de impulsos elétricos e é justamente na brecha entre uma célula nervosa e outra que esses fármacos agem.


"Nesse espaço entre os neurônios, conhecido como fenda sináptica, os sinais elétricos são transformados em sinais químicos, mediados por neurotransmissores", aponta ele.


De forma geral, essas substâncias produzidas pelo organismo têm dois efeitos principais: algumas geram excitação e estímulo, enquanto outras funcionam como inibidores e redutores da atividade cerebral. 



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cglene4kvjxo. Adaptado.

O farmacêutico André Bacchi explica que os neurônios funcionam por meio de impulsos elétricos e é justamente na brecha entre uma célula nervosa e outra 'que' esses fármacos agem.


O termo destacado trata-se de: 

Alternativas
Q3737218 Português

 A VIDA É COMO A DENGUE

Renato Essenfelder

Os sintomas foram se acumulando rapidamente. No intervalo de dois ou três dias, estavam todos lá: cansaço, depois cansaço extremo. Moleza, fraqueza. Inapetência. Enxaqueca em grau até então desconhecido (pode respirar mais baixo, por favor?) - e já não lembrava nem o que havia almoçado horas antes. Enjoos. Nas semanas anteriores, a dor na coluna havia me levado duas vezes ao PS Ortopédico (Primeiro foram os anti-inflamatórios, depois os analgésicos, depois as bolsas térmicas, depois acupuntura, depois RPG e então, enfim, admitamos: só Deus). Mas só quando surgiu a febre alta, repentina, instantânea, suspeitei realmente.
(...)
Fui acometido por uma certeza fria de que era dengue. A dengue daria sentido a tudo, ao cansaço, à insatisfação, à moleza, à inapetência. À vida, nestes dias. Era dengue. Preparei as malas para ir ao hospital e decretar triunfalmente: estou com dengue. Meus amigos tiveram dengue. Colegas de trabalho tiveram dengue. Matei um mosquito de listras brancas dentro do meu carro esses dias. Tenho todos os sintomas do Google, digo, da dengue, portanto é saber qual tipo e se vou sobreviver. O médico contestou. Fez-me pagar um exame particular, já que os planos de saúde já não cobrem mais testes de dengue - como se sabe, servem para todas as coisas de que não precisamos.
Paguei para ver.
Não era dengue. Fiquei desconcertado. O rosário que daria sentido aos meus sintomas - e a mais do que isso, aos meus dias - se desfazia.
Não era dengue, era a vida.
Aquela doença que me andava deprimindo, exaurindo, que na quinta-feira às sete horas da noite engolfou meu corpo na cama como um oceano de algodão - era a vida.
Era a vida, que também derruba. A vida, que não é transmitida por mosquitos, mas por mães, e da qual a gente só se lembra assim, de vez em quando, quando um mosquito inocula um falso vírus, quando uma dor trava a coluna, quando alguém próximo morre.
A vida, que, quando ignorada, volta-se contra nós de mansinho, com lábios de Monalisa, enfraquecendo pernas e pés, costas e ombros, turvando a vista e ricocheteando furiosamente nas paredes do crânio até que nos apercebamos dela. A vida, cachorro que morde a mão, cachorro cuja indignação é inexplicável até que notada.
A vida de minhas retinas tão fatigadas. A vida de acordar muito cedo, estender-se na rua até tarde, culpar- se pela pouca atenção à família, à mulher, ao cachorro, às crianças e velhos que morrem sem vida; ao corpo, ao sono, à cabeça. A vida de São Paulo, Brasil, classe média, escritor fatigado de 34 anos.
Eu não sei se fez sol ou se choveu, ontem à tarde. Não lembro o que comi no almoço. Tenho 16 relatórios para esta semana.
A vida é como a dengue. 

(Fonte: https://www.estadao.com.br/emais/renatoessenfelder/a-vida-e-como-a-dengue/ - Adaptado)

Era a vida, que também derruba. A vida, que não é transmitida por mosquitos"

Em relação às palavras destacadas no trecho acima, transcrito do texto, é CORRETO afirmar que ambas 
Alternativas
Q3733592 Português

Leia atentamente o período abaixo:


Avistou seu próprio cão, que comia ração em meio aos gatos.


O termo destacado tem como classificação morfológica: 

Alternativas
Q3733117 Português

Leia atentamente o período abaixo:


Que bela música que tu cantavas.


Assinale a alternativa que defina o termo destacado: 

Alternativas
Q3731539 Português
Considere as seguintes sentenças:

I. Que modos são esses?
II. Você tem que fazer suas tarefas antecipadamente.
III. Desejo que você seja feliz.

A palavra “que” funciona como conjunção integrante apenas na(s) sentença(s): 
Alternativas
Respostas
921: D
922: C
923: E
924: E
925: C
926: D
927: D
928: C
929: D
930: D
931: A
932: C
933: A
934: C
935: B
936: A
937: E
938: B
939: E
940: C