Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

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Q3346678 Português

A responsabilidade dos CEOs pela cibersegurança.


Alberto Jorge | Especialista em segurança

cibernética e CEO da Trust Control |

21/05/2024


        Um estudo realizado em 2023 pela revista Forbes consultou grandes executivos norte-americanos a respeito das políticas de segurança cibernética das suas respectivas companhias. De acordo com a pesquisa, 75% dos CEOs acreditam que a falta de conscientização sobre cibersegurança entre os colaboradores é o principal risco para a empresa. Esse resultado demonstra que há uma via de mão dupla quando se pensa nas estratégias corporativas para a segurança de dados - as responsabilidades que cabem aos gestores maiores e o papel a ser desempenhado pelos demais colaboradores.

        No entanto1, pela relevância do cargo que ocupa, o CEO deve assumir a liderança na promoção da cultura de segurança cibernética, incorporando-a como parte central da estratégia de negócios.

        Além disso2, as ações e palavras do CEO têm um impacto significativo no comportamento dos demais funcionários e colaboradores. Dessa forma, o líder deve demonstrar seu compromisso com a cibersegurança, o que se traduz em ações práticas, como a alocação de recursos adequados para iniciativas de proteção, investimento em treinamentos para os colaboradores e implementação de políticas rigorosas de segurança de dados.

        Porém3, como evidencia o estudo feito pela revista Forbes, a responsabilidade pela proteção de dados da companhia não se limita aos gestores maiores na escala hierárquica: essa prática deve permear toda a organização, desde a alta gerência até os integrantes de gerências, departamentos e grupos de trabalho. Criar e participar ativamente de uma cultura de segurança cibernética é fundamental, conscientizando todos os usuários sobre os riscos e responsabilidades em relação à segurança da informação, promovendo a educação continuada e incentivando a comunicação aberta e imediata sobre possíveis incidentes.

        Com esses parâmetros em pauta, a cibersegurança jamais será vista como custo adicional, mas um investimento estratégico que protege a empresa de perdas financeiras, danos à reputação e interrupções operacionais. Ao integrar a segurança cibernética à estratégia de negócios, o CEO demonstra a importância de proteger os ativos digitais da empresa[,] e os colaboradores, por sua vez, se sentem mais motivados a ajudar a preservar a confidencialidade das informações.


Glossário:

- CEO – presidente-executivo

    JORGE, Alberto. A responsabilidade dos CEOs pela cibersegurança. Diário de Pernambuco, 21 de maio de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/ 2024/05/a-responsabilidade-dos-ceos-pelaciberseguranca.html. Acesso em: 23 mai. 2024.

Adaptado.

No trecho “Esse resultado demonstra que há uma via de mão dupla quando se pensa nas estratégias corporativas para a segurança de dados [...]” (1º parágrafo), as orações iniciadas pelos conectivos QUE e QUANDO funcionam, em relação à oração principal, respectivamente como:
Alternativas
Q3344925 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


       Em resposta à crise do atual modelo agroindustrial dominante, que produz em larga escala para consumo em massa, o abastecimento de alimentação escolar com produtos frescos e orgânicos oriundos da agricultura local e familiar é uma promessa para uma transição ecológica para novos modelos de produção, os chamados Sistemas Agroalimentares Alternativos, que causam menor impacto ambiental. Essa foi a constatação de uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de       Queiroz (Esalq) da USP, em parceria com uma universidade da França, que analisou duas leis, uma brasileira e outra francesa, de incentivo ao abastecimento sustentável de escolas.

     Os Sistemas Agroalimentares Alternativos surgiram nos anos 2000 e correspondem a diferentes iniciativas que se caracterizam por práticas agrícolas de comercialização e de consumo que buscam soluções para os problemas causados pelo sistema agroindustrial vigente.

     A agroecologia, por exemplo, inclui a substituição do uso de agrotóxicos e adubos químicos por insumos naturais e orgânicos em suas produções, e os agricultores devem estar comprometidos com inúmeros procedimentos técnicos, que vão desde a conservação do solo e o manejo ecológico de pragas e doenças à destinação adequada de resíduos sólidos.

     Além da questão agrícola, os Sistemas Agroalimentares Alternativos propõem a construção social de um mercado orgânico agroecológico, que privilegia agricultores locais e familiares em pequenas propriedades rurais próximas a grandes regiões metropolitanas, de forma a diminuir a distância entre quem produz e quem consome.

    O estudo franco-brasileiro foi baseado na análise comparativa de duas leis que apoiam a agricultura alternativa, uma do Brasil e outra da França, países agroexportadores e cuja balança comercial tem se mantido equilibrada pelo setor agrícola. Um dos objetivos do estudo foi compreender em que medida as políticas públicas que incentivam o abastecimento sustentável das escolas contribuem para a mudança do modelo agroindustrial para sistemas agroecológicos alternativos.


(Ivanir Ferreira. Jornal da USP. 30.04.2024. Adaptado)
Considere os trechos a seguir.

•  – Os Sistemas Agroalimentares Alternativos surgiram nos anos 2000 e correspondem a diferentes iniciativas que se caracterizam por práticas agrícolas… – (2o parágrafo)
•  – … os Sistemas Agroalimentares Alternativos propõem a construção social de um mercado orgânico agroecológico, que privilegia agricultores locais… – (4o parágrafo)

Os vocábulos em destaque podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:
Alternativas
Q3344361 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



    Ciência, um processo em que trabalhamos coletivamente para explorar o universo, expandindo nosso conhecimento, é por natureza uma prática colaborativa e mundial. Por isso, é importante para o bom cientista ter experiência internacional durante sua formação. Trabalhar em projetos científicos no exterior permite que o jovem cientista aprenda novas técnicas e novos modos de pensar. Trabalhar no exterior, e junto a diferentes grupos, também permite estabelecer amplas redes de contatos e colaborações, que propiciarão maior criatividade e avanço do conhecimento quando esses cientistas estabelecerem suas próprias linhas de pesquisa.

    Por esses motivos, e pela importância que trabalhar fora do Brasil teve em minha formação, sempre incentivei os jovens cientistas a realizarem estágios internacionais. Sair do ninho faz com que amadureçam, juntamente com a ciência que produzem. E até recentemente não havia perda de cientistas com isso. Os números indicavam claramente que a grande maioria voltava ao país. Essa situação mudou bastante nos últimos anos, em que vi crescer o número de pesquisadores que decidiram ficar no exterior. Ocorre em todo o país uma diáspora científica.



(Alicia Kowaltowski. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ para-repatriar-cerebros-respeite-os-cientistas-nacionais. Acesso em 09.07.2024. Adaptado)

Considere as seguintes passagens do texto.



•  Ciência, um processo em que trabalhamos coletivamente... (1º parágrafo)


•  ... vi crescer o número de pesquisadores que decidiram ficar no exterior. (2º parágrafo)



Os vocábulos destacados podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:

Alternativas
Q3342786 Português

Imagem associada para resolução da questão




Na produção da campanha, o autor empregou a oração “QUE SE CUIDA”. Essa oração expressa valor semântico de:

Alternativas
Q3336501 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor humano


Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.

Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. 

Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.

E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.


 

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.

“era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça.” 2º§” e “Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar.” 5º§


Sobre as palavras sublinhadas nessa frase, pode-se afirmar corretamente: 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Pedreira - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Nutricionista I | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Ginecologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Nefrologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Neurologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Neurologista Infantil) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Oftalmologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Ortopedista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Pediatra) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Pneumologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Proctologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Psiquiatra Infantil) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Cardiologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Dermatologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Endocrinologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico de Família e Comunidade | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Controlador Interno | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Fonoaudiólogo I | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Professor Titular de Educação Básica I | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Cirurgião Vascular) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Gastroenterologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Geriatra) |
Q3330568 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Gosta de tomar vinho? Agradeça à extinção dos dinossauros


      Quem é fã de uma tacinha de vinho (no almoço ou jantar) deve o hábito à extinção dos dinossauros. Pelo menos é o que sugere uma descoberta descrita esta semana em um artigo da revista científica Nature Plants. Pesquisadores do Museu Field de História Natural, dos Estados Unidos, encontraram os primeiros registros fósseis de uvas do Hemisfério Ocidental, que datam de 19 a 60 milhões de anos atrás – período que coincide com o fim da era dos grandes répteis. Os achados sugerem que o evento de extinção dos dinos criou as condições ideais para o surgimento desses frutos, que servem de base para a produção do vinho.

    É raro que tecidos moles como frutas sejam preservados como fósseis. Então, a compreensão dos cientistas sobre esses alimentos antigos geralmente vem de suas sementes, que são mais propensas a fossilizar. Os primeiros registros de uvas foram encontrados no território onde hoje está a Índia, e têm aproximadamente 66 milhões de anos. Sim, a mesma época em que o asteroide de Chicxulub despencou na Terra.

     Por sua vez, os exemplares identificados no novo estudo vêm de regiões da Colômbia, do Panamá e do Peru. Embora sejam um pouco mais novos que os fósseis indianos, também representam mais ou menos o mesmo período histórico pelo qual passava o planeta.

    Estima-se que foi por volta desta época que um enorme asteroide atingiu a Terra, desencadeando uma extinção em massa. “Embora sempre pensemos nos animais – sobretudo, nos dinossauros, porque eles foram as maiores espécies a serem afetadas –, o evento da extinção teve um grande impacto também na flora do planeta”, lembra Fabiany Herrera, que liderou o estudo, em comunicado à imprensa. 
A equipe de pesquisadores levanta a hipótese de que o desaparecimento dos grandes répteis pode ter ajudado a alterar a composição das florestas. Isso porque animais de grande porte, como os dinossauros, acabam por derrubar árvores quando transitam pelas vegetações. Isso costuma impedir os espaços verdes de serem mais densos. A diversificação das espécies de aves e mamíferos, nos anos seguintes à extinção em massa, também pode estar associada à mudança da flora do planeta. Esses animais são conhecidos por comerem frutas e espalharem as suas sementes pelo terreno, contribuindo com o crescimento da espécie vegetal.
Inspirado por um estudo de 2013, que analisou o fóssil de semente de uva mais antigo conhecido, Herrera tomou como objetivo descobrir registros fósseis do alimento também no continente americano. Mas foi só em 2022, quando investigava os Andes colombianos, que a descoberta enfim veio. O fóssil estava em uma rocha de 60 milhões de anos. De volta ao laboratório, eles fizeram tomografias computadorizadas no fóssil, que confirmaram sua identidade a partir da estrutura interna da semente. A equipe nomeou a espécie fossilizada como Lithouva susmanii, em homenagem a Arthur Susman, um defensor da paleobotânica sul-americana no Museu Field.



Revista Galileu. Adaptado. Disponível
em <https://revistagalileu.globo.com/sociedade/curi
osidade/noticia/2024/07/gosta-de-tomar-vinhoagradeca-
a-extincao-dos-dinossauros.ghtml>
Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto, e assinale a alternativa em que o vocábulo “que” introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva.
Alternativas
Q3327076 Português
Analise o uso do “que” no trecho da música “Minha Alma”, do grupo O Rappa, apresentado a seguir:

Mas não me deixe sentar na poltrona no dia
de domingo, domingo
Procurando novas drogas de aluguel
Nesse vídeo coagido
É pela paz que eu não quero seguir admitindo

O termo em destaque introduz uma ideia de 
Alternativas
Q3321480 Português
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.

Mudanças climáticas - Impacto do aquecimento global no Brasil

Luiz Carlos Parejo

    O Brasil é um país vulnerável às mudanças climáticas globais, pois apresenta grande extensão territorial, o que dificulta análises de impacto e a criação de políticas públicas de redução dos impactos ambientais e sociais. A análise é de Ulisses Confalonieri, da Fundação Oswaldo Cruz. O pesquisador considera que o país possui uma grande população sem acesso a bens e serviços básicos, como educação e saúde, o que reduz a capacidade de se proteger e responder às mudanças climáticas.

   A vulnerabilidade do país diante de impactos ambientais aumenta, além disso, devido à existência de doenças infecciosas, como a dengue, cólera, malária, febre amarela ou calazar (leishmaniose visceral), com surtos observados, por exemplo, em capitais do Nordeste (no início das décadas de 1980 e 1990, depois de maciça migração rural-urbana, impulsionada por secas prolongadas), e a urbanização concentrada (metropolização), que criou grandes aglomerados sujeitos a inundações, escorregamentos e aumento da poluição atmosférica (que pode provocar um aumento do número de óbitos).

Menos chuva

    As chuvas do sertão estão relacionadas, em parte, à dinâmica dos deslocamentos das massas de ar da Amazônia. Como, segundo algumas simulações, as chuvas e a umidade da Amazônia vão diminuir (alguns autores relacionam esta possibilidade ao aumento da temperatura do Oceano Pacífico junto ao Equador, o que criaria um fenômeno El Niño permanente), em consequência os períodos de baixa pluviosidade ou déficit hídrico no Nordeste, que costumam durar de seis a sete meses, passariam a ocorrer durante os 12 meses do ano. Isso reduziria ainda mais as chuvas (cerca de 20% se a temperatura subir até 4ºC) e a umidade do ar e aumentaria a evaporação da água e a evapotranspiração da vegetação.

    Os rios diminuiriam a sua vazão, inclusive aqueles que nascem em áreas mais úmidas, como o São Francisco, que nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e que, acredita-se, poderia perder cerca de 20% da sua vazão caso a temperatura aumente 4ºC. A redução da vazão provocará a diminuição da geração de energia, comprometendo o crescimento econômico da região e criando obstáculos para os projetos de irrigação e transposição do rio São Francisco.

    O sertão passaria, segundo essa análise, por um processo de aridização, com a extinção de plantas e animais endêmicos (que não existem em nenhuma outra parte do mundo), e apresentaria o domínio das cactáceas e algumas variedades de bromélias[...].

(Texto adaptado - Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/mudancas-climaticas-impacto-do aquecimento-global-no-brasil.htm)
Em relação à conjunção “que” no período: “O pesquisador considera que o país possui uma grande população sem acesso a bens e serviços básicos [...]”, esta é considerada, neste contexto, um(a): 
Alternativas
Q3316772 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Bilhões de micróbios em nossa pele mantêm nossa saúde


Nosso corpo é coberto por um vibrante ecossistema microbiano. Cada vez mais, cientistas descobrem que a microbiota da nossa pele, na verdade, desempenha papel fundamental para nos manter saudáveis, além de oferecer outros benefícios surpreendentes.

Por isso, é melhor pesquisar mais antes de procurar aquele sabão bactericida.

Você, talvez, já tenha ouvido falar da microbiota intestinal, o complexo ecossistema de micróbios que habita os nossos intestinos.

Já se comprovou que a diversidade deste conjunto de bactérias, fungos, vírus e outros organismos unicelulares desempenha papel importante em uma série de doenças, como diabetes, asma e até a depressão.

Mas os micróbios que pegam carona na nossa pele também nos trazem benefícios. Eles oferecem a primeira linha de defesa contra os patógenos que tenham a infelicidade de pousar sobre a superfície do nosso corpo.

Esses micro-organismos decompõem parte das substâncias químicas que encontramos no nosso dia a dia e participam do desenvolvimento do nosso sistema imunológico.

Em termos de diversidade bacteriana, o microbioma da pele só perde para os nossos intestinos.

Quando paramos para analisar, é algo bastante surpreendente. Afinal, em comparação com os habitats seguros, quentes e úmidos da nossa boca e intestino, a pele é um lugar bastante inóspito.

"A pele é um ambiente muito hostil, em comparação com outras partes do corpo", explica a professora de cura de feridas Holly Wilkinson, da Universidade de Hull, no Reino Unido.

"Ela é seca, árida e muito exposta aos elementos. As bactérias que vivem ali evoluíram por milhões de anos para enfrentar essas pressões", acrescenta.

Essa evolução conjunta nos trouxe muitos benefícios.

Nem todas as partes da pele são colonizadas igualmente. Na verdade, as bactérias são surpreendentemente criteriosas em relação aos lugares onde elas vivem.

Se você passar um cotonete pela sua testa, pelo nariz ou pelas costas, você irá descobrir que estas áreas estão repletas de Cutibacterium, um gênero de bactérias que evoluiu para se alimentar do sebo oleoso produzido pelas células da nossa pele. Elas ajudam a umedecer e proteger a camada externa do nosso corpo.

Mas pegue uma amostra das suas axilas, quentes e úmidas, e você encontrará grandes quantidades de Staphylococcus e Corynebacterium. Examine entre os dedos dos pés e lá haverá muitas espécies de Propionibacterium. Algumas espécies são utilizadas na produção de queijo, ao lado de uma ampla variedade de fungos.

Regiões secas da pele, como os braços e as pernas, são particularmente inóspitas para as bactérias. Por isso, as espécies que moram ali não ficam por muito tempo.

Estas regiões também abrigam uma maior proporção de vírus do que outras áreas externas do corpo. E, naturalmente, a nossa pele também abriga outras criaturas, como os minúsculos ácaros.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1d74wp2zq3o.adaptado.
Esses micro-organismos decompõem parte das substâncias químicas 'que' encontramos no nosso dia a dia.

Sintaticamente, nesta frase, o termo destacado exerce a função de:
Alternativas
Q3315600 Português
Leia o Texto II e responda à questão.

TEXTO II


Beleza Sem Padrão


Larissa Chrystina 


Q10_12.png (344×140)
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Fonte: https://www.letras.mus.br/larissa-chrystina/beleza-sem-padrao/
Leia o refrão.

Deus foi tão criativo Que nos fez unicamente A beleza sem padrão Só nos torna mais valentes

A palavra “que” possui a classificação morfossintática de:
Alternativas
Q3313546 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


Vale a pena superar barreiras


Rossandro Klinjev


    Viver é, sem dúvida, um convite para uma viagem ao mais íntimo de nós mesmos. Enquanto planejamos roteiros fascinantes, buscamos paisagens dignas de milhares de curtidas ou degustamos sabores exóticos das Blue Zones, conhecidas por sua longevidade, descobrimos que nenhuma jornada é mais reveladora do que aquela que fazemos para dentro do nosso próprio ser. Nem mesmo a Odisseia de Dante ao centro da Terra rivaliza com o desafio de confrontar emoções escondidas, lágrimas não derramadas, dores sufocadas ou alegrias não celebradas. 

    Podemos ter um passaporte repleto de carimbos e um acúmulo impressionante de milhas aéreas, mas, se não explorarmos o território do nosso coração, permaneceremos estagnados. Nossas dores, sejam elas à vista ou parceladas, nos conduzem a caminhos de transformação e cura ou nos arrastam para ciclos de mágoa e arrependimento interminável. A escolha é nossa e, como canta Beto Guedes, “a lição já sabemos de cor, só nos resta aprender”.

    Quando a dor chega, o desejo de desaparecer ou de sucumbir ao cansaço pode ser avassalador.

    Porém, é importante lembrar que essa fase é transitória. Pode parecer insuperável, mas é apenas um trecho íngreme na estrada da vida. Se, mesmo dirigindo um carro, a subida é desafiante, imagine enfrentá-la a pé. É nesse momento que precisamos praticar a autocompaixão. Falar de auto-amor pode soar grandioso, mas talvez comece com gestos simples, como dormir um pouco mais, como nos lembra a canção “Amor de Índio”: “Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver.”

    Então, sente-se à beira do caminho, respire fundo, entre numa pequena loja e compre um chocolate ou um sorvete, apenas para adoçar a vida. É hora de encontrar amigos, amores, familiares; de caminhar pelo bairro, ouvir sua música preferida ou se encontrar com o divino. Essas são artimanhas para provar a si mesmo que vale a pena superar mais uma barreira – aquela que reside dentro do coração –, ao descobrir que é capaz de seguir adiante e chegar ao fim da rua longa e íngreme. E, ao alcançar o topo, perceber quão gratificante é enfrentar novos desafios, compreendendo que nunca foi o caminho, mas como você o percebe.


Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/ vale-a-pena-superar-barreiras/. Acesso em: 20 set. 2024. Adaptado.

Considere a passagem do texto “Essas são artimanhas para provar a si mesmo que vale a pena superar mais uma barreira – aquela que reside dentro do coração –, ao descobrir que é capaz de seguir adiante e chegar ao fim da rua longa e íngreme.” para responder a esta questão.


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura de composição dessa passagem.



I - O termo “que”, nas três ocorrências, foi usado como pronome relativo, já que retoma substantivos referidos anteriormente.


II - Os travessões foram usados para inserir um esclarecimento sobre o substantivo anteposto “barreira”.


III - O termo “que”, usado no trecho “aquela que reside dentro do coração”, é um pronome relativo, pois, como elemento de coesão, retoma o pronome substantivo “aquela”.


IV - O termo “que”, nos trechos “provar a si mesmo que vale a pena” e “ao descobrir que é capaz”, foram usados como conjunção integrante para inserir complementos oracionais.


V - O verbo “chegar” foi usado regido pela preposição “a”, a qual, de acordo com a norma, poderia ser substituída pela contração de preposição “no” (“em”+“o”).



Estão CORRETAS as afirmativas

Alternativas
Q3312859 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


A sabedoria e a fragilidade do envelhecimento


    O relógio da vida modela o corpo. As estações da natureza desenham seus ciclos. Com isso, nutrem-se de dias, semanas, meses e anos. E, quando menos esperamos, o envelhecimento se instala na pele, na altura, no peso, podendo influenciar a disposição do ser. Caminhar pela rua se confunde com perambular pelas memórias. Os passos ora pisam em nostalgias, ora em passados adormecidos.

    O envelhecimento traz consigo um misto de sabedoria e fragilidade. As linhas no rosto são como marcas de batalhas vencidas, histórias contadas e vivências acumuladas. No entanto, junto com a experiência, vêm os problemas físicos e emocionais. A artrite, que dificulta o movimento, a memória, que falha em momentos cruciais, a visão, que já não é a mesma. E sobretudo o isolamento, que abate, numa sociedade que relega os velhos para segundo plano. Tudo isso nos lembra que, apesar de termos vivido tanto, o corpo humano é finito e frágil. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/longevidade/. Acesso em: 15 set. 2024. Adaptado.

Considere a seguinte passagem do texto “A artrite, que dificulta o movimento, a memória, que falha em momentos cruciais, a visão, que já não é a mesma.”


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura de construção da passagem apresentada.



I. A palavra “que”, em todos os usos, é um elemento de coesão, pois retoma, na passagem, substantivos expressos anteriormente.


II. As vírgulas têm a função de separar as orações que inserem, na passagem, ideias com valor de explicação.


III. A palavra “que”, em todos os seus usos, classifica-se como conjunção, que insere, na passagem, ideia de causa.


IV. A palavra “que”, em todos os seus usos, pode ser substituída por “a qual” sem alteração de sentido da passagem.


V. As vírgulas foram usadas facultativamente e inserem, na passagem, orações com ideia de contraste.



Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q3312291 Português
O papel decadente do papel

“O papel não faz mais parte da minha vida”. A declaração é de Bill Gates, montado numa fortuna de 50 bilhões de dólares e tendo à sua disposição um computador com três monitores que fazem dele o maior agente e consumidor do mundo virtual. Além dos dólares e do computador que montou para uso próprio, ele usa um “tablet PC”, que substitui qualquer caderninho de notas, arquivo e provedor para outros e para si mesmo.

De papel mesmo, acho que só não substituiu ainda o papel higiênico por um papel virtual –mesmo assim, não sei não, os gênios são capazes de tudo. Quando tem uma nova ideia, escreve a anotação numa lousa e depois a embute num programa qualquer para ver no que vai dar.

Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.

Por obrigação profissional, já fiz um levantamento do papel, desde os papiros das margens do Nilo aos pergaminhos dos povos que usavam a pele das ovelhas para escrever qualquer coisa. Sem esquecer as civilizações mais antigas que usavam blocos de argila (tijolos) ou mesmo a parede das cavernas em que moravam para deixar recados: “Fui ali e volto já”.

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

O restaurante inteiro parou, os garçons pararam de servir, os clientes pararam de mastigar. Vermelho, o empresário repetiu “urbi et orbi”, para a cidade, para o mundo e para o restaurante em particular: “O papel nunca vai acabar!”.

Bill Gates não precisa gritar. Para ele, o papel é tão inútil como uma escarradeira para quem não tem catarro a expelir.


CARLOS HEITOR CONY – Folha de S. Paulo,
quinta-feira, 04 de maio de 2006.
Leia o trecho abaixo extraído do texto 1:

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

Analise as afirmativas abaixo sobre o trecho, do ponto de vista coesivo.

1. A palavra que na primeira ocorrência (sublinhada) retoma o substantivo almoço e é classificada morfologicamente de conjunção integrante.
2. A expressão dessa ferramenta funciona como hiperônimo de celulose ou de papel.
3. A palavra que, na última ocorrência (sublinhada), retoma o substantivo humanidade e é morfologicamente pronome relativo.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3311649 Português
O que é a Síndrome de Patau

A trissomia do cromossomo 13, também conhecida como síndrome de Patau, é uma doença genética rara e grave, segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.

Ela acontece quando o cromossomo 13 apresenta três cópias em algumas ou em todas as células que constituem o organismo.

A maioria das células que formam nosso corpo possui 23 pares de cromossomos. É ali que estão guardadas todas as informações genéticas que definem as nossas características físicas e a propensão a determinadas doenças.

Em indivíduos acometidos pela síndrome de Patau, porém, o 13º cromossomo possui uma cópia a mais (três, em vez de duas) e isso provoca uma série de problemas durante o desenvolvimento do bebê na gestação e logo após o parto.

O NHS calcula que a doença acometa um bebê a cada quatro mil nascimentos.

Já os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) estimam que menos de cinquenta mil americanos têm o problema atualmente.

Não existem estatísticas brasileiras a respeito desta enfermidade.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn0z73j99wno. adaptado.
Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) estimam 'que' menos de cinquenta mil americanos têm o problema atualmente.
Assinale a opção correta quanto à classe de palavras do vocábulo destacado.
Alternativas
Q3311478 Português
 TEXTO 1


Formação histórica de São Bento do Una


        A história da formação de São Bento do Una encontra sua origem, bem como suas semelhanças, na história das inúmeras cidades de nosso país, dando foco especial às da Região Nordeste. Especial, pois desde o advento da economia mineradora – início do século XVIII – na região Sul (hoje correspondente ao Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste) o Norte (hoje as Regiões Norte e Nordeste) não fora o mesmo no campo político e econômico, este por sua vez já abalado desde a crise oriunda da expulsão dos holandeses da região.

      O Brasil ainda era colônia portuguesa quando Antônio Alves Soares e sua família chegou à região do Vale do Una em 1777, fugindo de uma grande e terrível seca que assolava inúmeras regiões, principalmente o Nordeste Brasileiro, geradora de inúmeros estragos em produtos provenientes da atividade agro-pastoril, como também, diversas perdas humanas. A seca, neste caso, foi um dos fatores que fizeram com que, alguns anos depois, outras pessoas chegassem às proximidades dos rios Una, Ipojuca e Riachão. A chegada destas, por sua vez, foi facilitada pela existência de rotas que ligavam o litoral pernambucano ao interior do Estado. Próximo ao Una, rio que posteriormente complementaria o nome da cidade de São Bento, as pessoas empreenderam uma dinâmica habitacional, comercial e econômica, fazendo com que estas ações contribuíssem com o desenvolvimento do futuro povoado.

      Quanto ao nome do povoado, a escolha São Bento deriva de uma antiga história do lugar onde as pessoas preocupadas com o súbito aparecimento de cobras peçonhentas naquelas terras, e aquelas por sua vez ligadas às tradições religiosas, começaram a invocar as proteções daquele que “livra de todas as peçonhas”, neste caso, mérito atribuído ao “senhor São Bento”, como é chamado o santo até os dias atuais pelos devotos católicos da cidade.

        No local conhecido como Fazenda Santa Cruz, nome que fazia alusão a uma velha cruz fincada no local e que depois este se chamaria São Bento, os primeiros habitantes começaram a estabelecer moradia. A religiosidade, muito presente no seio do povo latino, irá definir locais com nomes de santos e santas. No dia 30 de abril de 1860, São Bento emancipa-se da Vila de Santo Antônio de Garanhuns passando a ser, também, uma Vila. Esta autonomia irá gerar transformações no que tange a sua conjuntura política, econômica e estrutural. A Vila de São Bento foi elevada à categoria de cidade 40 anos depois de sua emancipação no dia 8 de junho de 1900 pela Lei Estadual de número 440. Segundo o advogado e são-bentense Orlando de Almeida Calado, na transição de Império para República o que era Vila permanecia Vila e o que era cidade permaneceria cidade, caso peculiar de pouquíssimas cidades, dentre elas São Bento.

       A cidade de São Bento recebeu um complemento em seu nome para diferenciá-la de outros locais. Para isso, no dia 31 de dezembro de 1943, por meio do decreto-lei estadual de número 952, foi acrescido o “do Una”, aludindo ao rio que corta a cidade. Atualmente, a cidade de São Bento do Una, localizada no Agreste Meridional, distante 205 km da capital Recife é conhecida no Estado e Região como uma das cidades em que a produção leiteira e a avicultura são atividades econômicas muito fortes. Desde sua emancipação, a cidade vem passando por vários processos de transformações tanto no campo econômico no tocante à avicultura e laticínios, bem como em sua estrutura física, nas construções, praças e ruas que outrora fora inspiração para muitos poetas locais e que hoje pouco de seu passado arquitetônico se encontra em preservação.



Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33836. Acesso em: 11 out. 2023. (adaptado)
Com base no texto “Formação histórica de São Bento do Una”, analise as afirmativas a seguir:

I. Em: “Especial, pois desde o advento da economia mineradora – início do século XVIII – na região Sul (hoje correspondente ao Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste) o Norte (hoje as Regiões Norte e Nordeste) não fora o mesmo no campo político e econômico”, a conjunção “pois” introduz a causa das informações expostas anteriormente.
II. Em: “praças e ruas que outrora foram inspiração para muitos poetas locais e que hoje pouco de seu passado arquitetônico se encontra em preservação.”, o pronome relativo destacado, “que” substitui o trecho “praças e ruas”, evitando uma repetição desnecessária.

Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q3309342 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que é a Síndrome de Patau


A trissomia do cromossomo 13, também conhecida como síndrome de Patau, é uma doença genética rara e grave, segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.

Ela acontece quando o cromossomo 13 apresenta três cópias em algumas ou em todas as células que constituem o organismo.

A maioria das células que formam nosso corpo possui 23 pares de cromossomos. É ali que estão guardadas todas as informações genéticas que definem as nossas características físicas e a propensão a determinadas doenças.

Em indivíduos acometidos pela síndrome de Patau, porém, o 13º cromossomo possui uma cópia a mais (três, em vez de duas) e isso provoca uma série de problemas durante o desenvolvimento do bebê na gestação e logo após o parto.

O NHS calcula que a doença acometa um bebê a cada quatro mil nascimentos.

Já os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) estimam que menos de cinquenta mil americanos têm o problema atualmente.

Não existem estatísticas brasileiras a respeito desta enfermidade.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn0z73j99wno. adaptado.
Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) estimam 'que' menos de cinquenta mil americanos têm o problema atualmente.
Assinale a opção correta quanto à classe de palavras do vocábulo destacado.
Alternativas
Q3308533 Português
Assinalar a alternativa que apresenta a justificativa de utilização para o termo sublinhado.

“Os caminhos por que trilhei foram muitos, e todos eles me apresentaram as mais diversas aventuras.” 
Alternativas
Q3308222 Português
Ler o trecho e assinalar a alternativa CORRETA.

A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Mata-cavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu.
(Dom Casmurro — Machado de Assis).
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDCAP Órgão: UNEB Prova: IDCAP - 2024 - UNEB - Analista Universitário |
Q3304254 Português
Por que a lua cheia de agosto está sendo chamada de superlua azul


Uma superlua cheia ilumina o céu até a madrugada de quarta-feira.

Nesta segunda, o satélite natural da Terra estará cheio a partir das 15h26, horário de Brasília, mas só estará visível a olho nu a partir do pôr do sol.

De acordo com algumas definições não científicas que se popularizaram entre entusiastas da astronomia, esta também poderia ser uma Lua azul.

"Essas são algumas definições populares para tornar algo banal em algo extraordinário. Não é um assunto realmente astronômico, mas algo cultural", explica Naelton Araújo, astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro.

Uma superlua ocorre quando a Lua cheia coincide com o momento em que a Lua está no ponto mais próximo da Terra em sua órbita: o perigeu.

"A Lua não gira em uma órbita perfeitamente circular. Ela se afasta e se aproxima um pouco da Terra", diz Araújo. Quando está mais próxima, ela parece um pouco mais brilhante e maior no céu noturno.

Esta é a primeira de quatro superluas deste ano.

As Luas cheias de setembro, outubro e novembro também serão superluas.

De acordo com o site da Nasa, o termo superlua foi criado pelo astrólogo Richard Nolle em 1979 para se referir a uma lua nova ou cheia que ocorre quando a Lua está a 90% ou menos de sua aproximação máxima da Terra.

"Como não podemos ver as Luas novas, o que chamou a atenção do público foram as superluas cheias, que são as Luas cheias maiores e mais brilhantes do anos", escreve o astrônomo Gordon Johnston.

A superlua cheia desta segunda também pode ser chamada de azul, mas isso não tem a ver com a sua cor.

Em geral, esta é apenas uma denominação quando temos uma Lua cheia extra no mês.

Como o ciclo lunar é de 29,5 dias, eventualmente ele fica fora de sincronia com o nosso calendário, onde normalmente temos uma Lua cheia por mês.

Então, Luas azuis são mais comumente definidas quando temos uma Lua cheia extra, a décima terceira do ano.

Então, a segunda Lua cheia em um mês se torna a Lua azul, entretanto não é isso que acontecerá nesta segunda-feira.

De acordo com a BBC Weather, o serviço de meteorologia da BBC, esta Lua azul vem de uma definição alternativa, mais tradicional no Reino Unido, em que o ciclo lunar resulta em quatro, e não três Luas cheias por estação.

Assim, onde normalmente teríamos três Luas cheias por estação, se houver quatro, a terceira Lua cheia recebe o status de Lua azul.

Como Luas azuis não são tão comuns, acredita-se que seja daí que venha a expressão em inglês once in a blue moon ( uma vez na Lua azul, em português), que se refere a algo que não ocorre sempre.

Naelton Araújo, do Planetário do Rio, explica que a única possibilidade de a Lua ficar azul de fato é caso haja na atmosfera poluição decorrente de algum incêndio específico.

Nesta segunda, a Lua aparecerá alaranjada em algumas cidades do Brasil, como Porto Velho, Manaus e Porto Alegre, que têm recebido fumaça de incêndios na Amazônia e no Pantanal.

Isso também tem ocorrido no Reino Unido. No domingo, ela ficou em tom avermelhado por causa da fumaça de incêndios florestais na América do Norte que estava na atmosfera acima do país.

As partículas de fumaça fazem com que a luz que passa pela atmosfera se espalhe de tal maneira que as cores laranja e vermelha do espectro se tornem mais visíveis do que o normal.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjrdl19dge7o.adaptado
O que chamou a atenção do público foram as superluas cheias, 'que' são as Luas cheias maiores e mais brilhantes do ano.
Sintaticamente, nesta frase, o termo destacado exerce a função de:
Alternativas
Q3285236 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Humanizar a escrita: a nova tarefa dos robôs



Depois da chegada de nossos robôs auxiliares de escrita, que são capazes de resumir, de parafrasear e até mesmo de escrever por conta própria, vieram os programas de "humanização da escrita", também disponíveis na internet. Essas novas ferramentas, segundo seus fabricantes, servem para tornar indetectável o uso de inteligência artificial na produção de um texto, tornando-o mais semelhante a um texto escrito por um ser humano.



Dado que a inteligência artificial aprendeu com o material produzido por seres humanos, qual seria o elemento humano faltante aos textos escritos por ela? Em outras palavras, como fazer para que humanos não percebam que um texto foi produzido por uma máquina? Por curiosidade, fiz alguns testes, sem a menor pretensão de avaliar essas poderosas inteligências e seus criadores, e não cheguei a uma conclusão sobre o que seria a linguagem humanizada dos robôs.



Em um caso, o robô humanizado substituiu "pedido" por "request" num texto que, aliás, tinha sido escrito por um humano de carne e osso. Em outro, houve substituição de frases mais curtas e econômicas por períodos mais longos e redundantes; em outro, houve troca de "entre" por "dentre" (naturalmente, sem critério gramatical). Enfim, os seres humanos que criam esse tipo de ferramenta têm algum critério, seja ele qual for, para definir o que seria um estilo mais "humano". Qual será?



Em todo o caso, o termo "humanizado" vem aparecendo em muitos contextos, o que nos pode dar uma pista do que nós, afinal humanos, cremos ser "humano". Dia desses, uma discussão entre leitores de uma crônica na internet trouxe, talvez sem querer, uma questão curiosa. Um deles achou que o autor do texto tivesse cometido um erro de português (especificamente o uso de "câmara" no lugar de "câmera"). Outro explicou que as duas formas são corretas etc. etc., o que é verdade e qualquer bom dicionário pode atestar. Outros ainda consideraram inoportuno levantar esse tipo de questão, pois o texto era tão interessante e divertido etc. − tanta coisa a que prestar atenção e o sujeito vai logo reparar na grafia da palavra!



Até que outro acrescentou que qualquer um, autor ou revisor, pode errar (ora bolas!), a que se seguiu um comentário de assentimento: "Exatamente, compreensível. Essa é a forma humanizada da ortografia". Note-se que, a essa altura, o problema não era saber se as duas grafias eram corretas, muito menos se cogitava aproveitar o ensejo para discutir a variação ortográfica ou as acepções da palavra. Não. O problema mesmo foi o fato de alguém ter levantado a questão de supostamente haver um erro de grafia no texto do escritor.



A "forma humanizada da ortografia", ao que tudo indica, pressupõe um nível importante de tolerância. Sendo a ideia compreensível, para que essa "obsessão" pelo "correto"? Existe "o correto"? O curioso é que a ortografia, por ser convencionalmente estabelecida, é (ou era) a parte da gramática menos sujeita aos debates sobre variação da língua.



A humanização a que alude o comentário, porém, parece mais ligada a uma atitude ou posicionamento moral, que prescreve tolerância com a "diversidade ortográfica" como reflexo da tolerância com a pessoa que escreveu o texto. Corrigir ou assumir "tom professoral" é uma espécie de afronta à expressão alheia, uma atitude em si "intolerante". É preciso, afinal, respeitar o "diverso". O problema é que a língua precisa de elementos comuns para que seja eficaz em sua principal função, a da comunicação ("comunicar", na origem, é "pôr em comum").



Talvez essa postura humanizada explique o fato de hoje ser frequente encontrarmos erros gramaticais em livros caros, ilustrados, produzidos em ótimo papel, com capa dura etc. Afinal, como diziam nossas avós, errar é humano e, como já disse José Saramago, na sua "História do Cerco de Lisboa", ao explicar que o revisor nem sempre corrige, "primeiro mandamento do decálogo do revisor que aspire à santidade, aos autores deve-se evitar sempre o peso das vexações".



Não faz assim tanto tempo que o nosso querido Paulo Coelho, um dos mais bem-sucedidos escritores brasileiros, era alvo de críticas na imprensa por causa das gralhas que se avolumavam nos seus livros, as quais, diga-se, nunca atrapalharam seus negócios. Certa vez, um tanto irritado pela cobrança de jornalistas, ele se saiu com um chiste, que acabou sendo levado a sério: disse que a magia de seus livros (responsável pelo milagre das vendas) poderia estar justamente nos erros gramaticais, de modo que não providenciaria revisão nas edições seguintes. E assim provavelmente foi. Mal sabia ele que antecipava uma tendência.



A tolerância às  falhas às − falhas, que, mágicas ou não, afinal, nos lembram que somos humanos parece ser − um valor nos dias de hoje. Talvez essa seja a dica de ouro para os humanizadores de texto. Vamos ensinar os robôs a errar.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br

Até que outro acrescentou que qualquer um, autor ou revisor, pode errar (ora bolas!), a que se seguiu um comentário de assentimento...

Assinale a alternativa que indique, correta e respectivamente, a classificação das ocorrências do QUE no período acima.
Alternativas
Respostas
921: B
922: C
923: E
924: A
925: B
926: A
927: A
928: A
929: B
930: B
931: D
932: A
933: B
934: C
935: C
936: C
937: A
938: D
939: B
940: B