Questões de Concurso
Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão.

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a organização morfossintática do trecho.
I - O sinal indicativo de crase foi usado facultativamente, devido à presença do pronome possessivo feminino “sua”.
II - O uso do pronome proclítico em “se dedica” é obrigatório devido à presença da palavra atrativa “que”.
III - O “o” usado em “somente o que compete” é um artigo definido, uma vez que determina o termo substantivado “que”.
IV - Em “está relacionado com a prática” a preposição “com” poderia ser substituída por “a” com igual correção, resultando em “está relacionado à prática”.
V - Nos dois usos, a palavra “que” foi empregada como pronome relativo, um elemento de coesão com função anafórica, já que retoma um termo anterior.
Estão CORRETAS as afirmativas
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.
Cérebro sozinho é mais potente que toda a internet,
diz cientista Rafael Yuste
Um único cérebro humano, formado por bilhões de neurônios, tem mais potência do que toda a internet no mundo. É com essa premissa que Rafael Yuste, nomeado um dos cientistas mais influentes do mundo pela revista Nature, iniciou sua reflexão no ciclo do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, nesta segunda-feira.
"Todas as atividades cognitivas são definidas pelo cérebro", lembrou o cientista, que defendeu os estudos do órgão, cujo funcionamento segue misterioso para a ciência, como imprescindível para o avanço no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas e até motoras – como Alzheimer, depressão, esquizofrenia e esclerose lateral múltipla. "Hoje os médicos podem fazer pouco pelos pacientes porque não entendem o cérebro", defendeu.
Os avanços no conhecimento do órgão estão, segundo ele, em estudar a atividade coordenada dos neurônios, e não molécula por molécula – desafio grande até hoje, devido à falta de tecnologia.
A neurotecnologia, explica Yuste, é formada por dispositivos eletrônicos, óticos, moleculares e magnéticos. "Eles servem para registrar a atividade neuronal e alterá-la", diz.
Muitas dessas tecnologias já estão sendo usadas em testes com ratos e conseguiram introduzir, no cérebro dos bichos, imagens que não estavam vendo ou memórias de fatos que não viveram.
Em humanos, o avanço dessas técnicas poderia permitir que pessoas com paralisia mexam membros robóticos por meio de um implante cerebral, por exemplo, ou possibilitar a comunicação com uma pessoa com Alzheimer que não consegue mais falar, decodificando seus pensamentos.
Mas a neurotecnologia, que passa por uma "revolução", segundo Yuste, não servirá apenas para tratar doenças. Em breve os humanos estarão usando esse tipo de tecnologia também para se comunicar, como que por telepatia, e para usar equipamentos – tornando-se, então, "humanos maiores".
Yuste admitiu que há muitos problemas éticos e sociais com a implementação dessas tecnologias, motivo pelo qual diversos cientistas envolvidos no projeto se reuniram na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, chegando a uma defesa da reformulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para incluir normas de proteção ao cérebro humano do uso indevido da neurotecnologia.
Quase como um filme de ficção científica, Yuste afirmou que o direito à privacidade mental, para que o conteúdo da mente não seja decodificado sem consentimento, estaria em risco sem a atualização do código internacional. O mesmo acontece com o direito à "identidade mental" e ao livre arbítrio.
O cientista citou também o direito ao acesso equitativo às tecnologias de aumento cognitivo, "para evitar que tenham humanos melhorados e humanos que sem acesso a isso".
Para pôr em prática a proteção desses direitos, seria necessária também a investigação de empresas privadas de neurotecnologia. "Empresas já estão agindo como donas dos dados cerebrais coletados", alertou.
O Chile já elaborou uma emenda à Constituição para proteger dados cerebrais e no Brasil poderá acontecer o mesmo. Yuste disse que a possibilidade está sendo discutida com o senador Randolfe Rodrigues. "Precisamos nos assegurar que essas técnicas tão potentes sejam usadas em benefício da humanidade", concluiu Yuste.
(Alessandra Monterastelli. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/07/novos-direitos-humanossao-urgentes-para-proteger-o-cerebro-humano-afirma-rafael-yuste.shtml. 4.jul.2023)
Quase como um filme de ficção cientifica, Yuste afirmou que o direito à privacidade mental, para que o conteúdo da mente não seja decodificado sem consentimento, estaria em risco sem a atualização do código internacional. (L.48-52)
A ocorrência do QUE sublinhada no período acima se classifica como
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.
O antigo chá de sumiço ganhou
uma série de novas variantes na era atual
Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea.
A prática, que deriva do gerúndio de "fantasma", virou até termo de dicionário. De acordo com o "Cambridge Dictionary", "ghosting" significa uma maneira de terminar um relacionamento de repente, interrompendo toda a comunicação. O outro lado da relação chega a imaginar que a pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao menos dar o mínimo de satisfação.
O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. Em tempos, quando ninguém tem mais agenda e disposição, nada mais conveniente do que simplesmente sumir, em vez de perder duas horas vendo outra pessoa chorar.
O que poucos sabem é que o "ghosting" é praticado há muitos séculos, em situações que vão bem além das amorosas.
Os australopitecos já chamavam o ato de "dar no pé", "chá de sumiço", "escafeder" ou "ele, o boto". Como termos em inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda.
No Rio de Janeiro, o "ghosting carioca" já é uma prática habitual. Qualquer cidadão local que diz "vamos marcar" ou "passa lá em casa" claramente não quer marcar coisa nenhuma. Aliás, poucos conseguiram entrar em um lar carioca.
Outro sumiço que traumatiza gerações é o "ghosting paterno". Também conhecido como "comprou um cigarro e nunca mais voltou", trata-se do ato do indivíduo do sexo masculino conceber uma criança e não assumir, não pagar pensão, não conviver, sumir.
Muitos trabalhadores sofrem do "ghosting coorporativo", praticado por gestores e funcionários do RH. O candidato faz a entrevista de emprego e ouve dos responsáveis pela vaga um "mantemos contato".
Se o entrevistador fosse muito sincero, diria "não tem condição de trabalhar com você".
Também existe o "ghosting de amizade", quando um conhecido simplesmente passa reto, fingindo que não conhece você naquela ocasião – o que poderia ser normalizado, em casos de amigos vacilões.
Há o "ghosting de carregador", quando o cabo do celular some. Ele também ocorre com isqueiros, pares de meias e tampas de caneta.
Por último, o "ghosting financeiro", do qual a maioria dos brasileiros são vítimas, quando o dinheiro simplesmente some da conta bancária, sem se despedir ou, ao menos, dar uma satisfação.
(Flávia Boggio. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flaviaboggio/2023/07/o-antigo-cha-de-sumico-ganhou-uma-serie-de-novas-variantesna-era-atual.shtml. 5.jul.2023)
O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. (L.10-11)
A forma QUE no período acima se classifica como
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão que a ele se referem.
Texto 04
A palavra
Rubem Braga
Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito como não imaginar que, sem querer, feri alguém?
Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta. Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.
Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento – e depois esqueci.
Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram-lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol... Mas o canário não cantava.
Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven – o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro de ouro?
Alguma coisa que eu disse distraído – talvez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo; iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11536/a-palavra. Acesso em: 19 ago. 2023.
I - Em “Às vezes, também a gente tem o consolo [...]”, o sinal indicativo de crase foi usado porque a expressão “às vezes” é uma locução adverbial feminina.
II - Em “[...] alguma coisa que se disse [...]” o pronome oblíquo “se” foi usado em posição proclítica porque, de acordo com a norma, a palavra “que”, a qual antecede esse pronome, é atrativa.
III - Em “[...] ajudou alguém a se reconciliar [...]”, o termo “se” foi usado como uma conjunção subordinativa adverbial, que insere no trecho uma ideia de condição.
IV - Em “[...] a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse [...]”, nos dois usos, a palavra “que” foi usada como pronome relativo, uma vez que retoma termos referidos anteriormente.
V - Em “Às vezes, também a gente tem o consolo”, a vírgula foi usada de acordo com a norma, uma vez que a expressão “às vezes” se encontra antecipada.
Estão CORRETAS as afirmativas
Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. *Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.
(Augusto Cury)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.
O muro que divide Cartagena, a cidade mais turística da Colômbia
O símbolo internacional de Cartagena, uma das cidades mais famosas da Colômbia, é um cordão de muralhas que separa as pessoas desde a sua construção no século 16: primeiro entre espanhóis e piratas, depois entre brancos e negros, e agora entre turistas e moradores da cidade. Há moradores que nunca estiveram na cidade amuralhada, e muitos outros podem ter passado anos, ou décadas, sem pisar no bairro que lhes dá reconhecimento mundial.
"É como os parisienses que não vão à Torre Eiffel", justificam alguns. Com a diferença que os muros cercam o centro da cidade − sede de várias universidades e de um Estado que muitos aqui veem como estrangeiro.
Em 1984, esses onze quilômetros de muro à beira do Mar do Caribe foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Em 2005, San Basilio de Palenque, uma cidade a cinquenta quilômetros de distância conhecida como o primeiro assentamento sem escravidão nas Américas, recebeu o mesmo reconhecimento.
Mas Betty Sargado, uma palenquera que vive de posar para fotos com turistas fascinados pelas cores de suas roupas e pelas frutas que carrega na cabeça, não vê grande benefício nesse "chamado patrimônio".
"Somos patrimônio histórico, meu amor, mas não temos seguro para pagar o dentista", diz à BBC News Mundo. "Eu não tenho um cartão que diz que sou patrimônio histórico e que, por isso, devem me oferecer serviço de odontologia. Então, que tipo de patrimônio histórico é esse?"
Empregada doméstica por quatorze anos e depois massagista nas praias, Betty e sua mãe, Angélica Cáceres, foram umas das primeiras palenqueras a chegar ao centro para aproveitar ao máximo o turismo.
Passam os dias a cativar o estrangeiro: agitam as saias, contam piada, enquanto pedem uma "picture, picture (foto em inglês)".
"Fomos nós, negros, que fizemos essas paredes", diz Betty, enquanto observa o amanhecer que tinge a rocha de coral. "Mas não temos muitos direitos sobre elas", reclama. "Ninguém sabe nada das muralhas pra lá."
Das muralhas para lá está "a outra Cartagena", uma cidade de quase dois milhões de habitantes onde duas em cada três pessoas, segundo dados oficiais, não comem três vezes ao dia; onde 70% trabalham na informalidade, têm a pior qualidade educacional do país e vivem sob a ansiedade de uma criminalidade que registrou 360 homicídios em 2022, o maior número da história recente, e entrou pela primeira vez na lista das 50 cidades mais perigosas do mundo − seis delas são colombianas.
A ideia das duas Cartagenas, uma feliz e outra triste, se consolidou. Ela está na mídia, em discursos políticos, em reportagens turísticas.
Em uma Cartagena, você pode ouvir o galope dos cavalos em uma carruagem, os gritos de "feliz casamento". No outro, o ronco dos mototáxis, as buzinas do trânsito caótico e os aviões que pousam ao lado de um bairro de casas assombradas com ruas sem calçamento.
Em uma delas há butiques de luxo, galerias de arte, eletricidade e água encanada. Na outra, vendedores ambulantes lotam semáforos e esquinas, e os serviços básicos são intermitentes.
A história de que existem duas cidades, uma boa e outra ruim, virou um clichê que os próprios moradores repetem e que, como todo clichê, é discutível. Porque uma Cartagena precisa da outra, elas se alimentam. Porque das paredes para fora pode haver caos, mas também vida, folclore, idiossincrasia caribenha.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmlxmeg1g9mo. Adaptado.
Há moradores que nunca estiveram na cidade amuralhada.
O vocábulo destacado, morfossintaticamente, é:
Ambos são locais de trabalho fechados ao público 'que' atendem ao comércio online.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/cq5d5wqg18wo. Adaptado)
O vocábulo destacado nesta frase trata-se de:
Leia o texto abaixo para responder à questão
SERRA PELADA: ENTENDA A SAGA DO OURO NOS ANOS 1980
Garimpeiros de todo o Brasil exploraram 30 toneladas do metal precioso
Serra Pelada, no Pará, ficou conhecida nos anos 80 como o maior garimpo a céu aberto do mundo. Pela grande quantidade de ouro, a região atraiu milhares de pessoas e se transformou em um formigueiro humano. A busca pelo ouro teve início no Brasil em uma época e local bem diferentes, foi em Minas Gerais, no século XVII, que a exploração começou sob o controle de Portugal.
A minissérie "Serra Pelada - A Saga do Ouro", que estreia na Globo no dia 21 de janeiro, revisita a exploração do ouro no Brasil. Com nomes de peso no elenco, como Sophie Charlotte, Wagner Moura, Juliano Cazarré, Júlio Andrade e Matheus Nachtergaele, a série conta a história de dois amigos de infância que se mudam para o Pará por causa da “febre do ouro”. O garimpo começa no final da década de 1970 e vive seu auge nos anos 80, a exploração em Curionópolis, no Pará, durou aproximadamente 11 anos.
A Fazenda Três Barras era mais uma das centenas de propriedades da Bacia Amazônica, até que a notícia da descoberta de ouro atraiu garimpeiros de todo o Brasil para o local, a 800 km de Belém. A região foi desmatada - dando lugar ao garimpo - e dividida em barrancos de dois por dois metros. Cada unidade era ocupada por um garimpeiro, que tentava a sorte enquanto cavava: era possível encontrar apenas lama ou enriquecer com grandes quantidades de ouro.
Entenda a trajetória do ouro no período colonial
Em pouco tempo a Serra Pelada - um complexo mineral que abrange uma área de aproximadamente 5 mil hectares - se tornou o maior garimpo do mundo, com 80 mil homens trabalhando ao mesmo tempo. Durante o auge da produção aurífera, o governo federal decidiu intervir na área. Todos os garimpeiros e os barrancos foram registrados junto à Receita Federal. Todo metal precioso encontrado na área deveria ser vendido à Caixa Econômica Federal. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) foram extraídas, de forma oficial, 30 toneladas de ouro no local.
Com o passar dos anos, o a extração de ouro foi se tornando cada vez mais perigosa, já que a área do garimpo ficava cada vez mais profunda. Deslizamentos de terra eram constantes e mortes também. No decorrer da década de 1980, a produção entrou em declínio e, em 1992, o governo Collor fechou o garimpo através de um decreto.
Hoje, a área do garimpo deu lugar a um lago de 200 metros de profundidade, utilizado como fonte de lazer pela população local. No entanto, há sinais de que o ouro voltará a sair de Serra Pelada. A Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) e a mineradora canadense Colossus Minerals Inc. fecharam um acordo para explorar o complexo mineral de forma mecanizada.
(www.educação.globo.com/artigo/serra-pelada-saga-do-ouro-anos-1980.html. Acesso 02/02/2023)
A serotonina e a noradrenalina são neurotransmissores que atuam na regulação do nosso humor.
O elemento destacado na frase trata-se de:
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c727yrlnvm0o.Adaptado).
Em relação aos termos destacados, morfologicamente é correto afirmar que, em:
Assinale a alternativa que apresenta um período do texto, que as palavras em destaque possuem a mesma função sintática do termo sublinhado no trecho.
Leia o poema a seguir para responder à questão.

O texto seguinte servirá de base para responder à questão:
Cientistas defendem livros didáticos em papel
Dá para renunciar a livros físicos e estudar somente pelas telas? Como isso afeta o desempenho dos alunos em idade escolar e a sua capacidade de leitura? Essa discussão foi alimentada pelo anúncio, agora parcialmente revertido, da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, de que alunos da rede pública nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio contariam apenas com livros didáticos digitais, e não mais em papel. O Ministério Público Estadual abriu uma apuração do caso e o governador Tarcísio de Freitas afirmou que tanto livros didáticos impressos quanto digitais serão ofertados.
Diferentes acadêmicos e entidades debatem o quanto do material didático deve ou não migrar para o ambiente digital, mas evidências científicas sugerem que o papel ainda é a forma mais eficiente para ensinar a habilidade de leitura aprofundada e crítica - particularmente em países com tantas desigualdades como o Brasil.
Ao mesmo tempo, há pesquisadores que lamentam que questões igualmente importantes - como a qualidade dos livros - foram ofuscadas pela mera oposição entre papel e digital.
Alguns dados importantes nessa discussão vêm do Pisa, o principal exame internacional a comparar o aprendizado em vários países.
No ano passado, a entidade organizadora do exame, a OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - identificou que estudantes de 15 anos que tinham o hábito de lerem livros em papel fizeram, em média, 49 pontos a mais na prova de leitura do Pisa 2018, em comparação aos jovens que raramente ou nunca liam livros. Esses 49 pontos equivalem a mais ou menos 10% da pontuação média total dos países na prova de leitura do Pisa.
Além disso, estudantes com o hábito de ler em papel também demonstraram mais prazer com a leitura do que aqueles que liam textos digitais. "Os resultados do Pisa confirmam que o acesso a capital cultural, como livros, é um forte preditor do desempenho dos estudantes", aponta a OCDE. A leitura digital tem vantagens importantes, como a busca rápida por fontes de informação e checagem de dados. Mas uma preocupação dos cientistas é que, nas telas, nossa leitura é mais superficial do que no papel, ou seja, "passamos os olhos" em vez de ler de verdade.
"As pesquisas dos últimos dez anos mostram que, se você medir a compreensão do quanto as pessoas se lembram do que leem, ela é sempre melhor no texto impresso, especialmente para textos longos", diz à BBC News Brasil a pesquisadora Naomi S. Baron, professora emérita de Linguística da American University em Washington.
O texto impresso convida a uma leitura mais lenta e concentrada do que o texto em tela, geralmente ditado pelo ritmo das redes sociais e da multitarefa, agrega Baron. "Muito do que fazemos no mundo digital é veloz: olhar para um post no Facebook, uma foto no Instagram, os resultados de jogos de futebol, e daí, seguir adiante. Com o texto impresso, presumindo que você não ficará checando o seu telefone, você foca mais."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq52xyr0l92o. Adaptado.
Ao mesmo tempo, há pesquisadores 'que' lamentam 'que' questões igualmente importantes foram ofuscadas pela mera oposição entre papel e digital.
Os vocábulos destacados na frase são, respectivamente:
Leia o texto e responda:
MEUS OITO ANOS
Casimiro de Abreu
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais! [...]
(Disponível em: SOBRAL, João Jonas Veiga. Gramática: Caderno de revisão - Ensino Médio. São Paulo: Editora Moderna.)
No verso: "Oh! Que saudades que tenho" , a palavra QUE poderia ser substituída, sem prejuízo no sentido por:
Nas férias de dezembro, conheça o Museu dos Dinossauros de Peirópolis, MG
O espaço conta com exposições que contemplam réplicas e acervos didáticos de paleontologia
Lucas Rocha, da CNN 10/12/2022
Peirópolis, no distrito rural de Uberaba, em Minas Gerais, é o lar de um conjunto de dinossauros de várias espécies. O local, que fica próximo à região do morro da Serra do Veadinho, é bastante conhecido pelos achados de vários fósseis de vertebrados em bom estado de conservação.
Para caracterizar uma nova espécie, os pesquisadores do campo da taxonomia, a ciência que envolve a descrição e classificação dos organismos, buscam encontrar detalhes na fisiologia de cada espécime.
Entusiastas do período Jurássico podem visitar, em Peirópolis, o Museu dos Dinossauros da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). O espaço conta com exposições que contemplam acervos didáticos de paleontologia.
A partir da mostra, os visitantes realizam uma viagem no tempo com a observação de fósseis e réplicas dos dinossauros.
O horário de funcionamento é de terça-feira a domingo, das 8h às 17h. A entrada é gratuita e não há necessidade de agendamento prévio.
O museu está localizado no bairro de Peirópolis, situado nas margens da BR-262 no km 784. Está distante de Uberaba aproximadamente 22 km, sentido Belo Horizonte.
fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/nas-ferias- -de-dezembro-conheca-o-museu-dos-dinossauros-de-peiropolis- -em-mg/
Analise a frase abaixo:
“O espaço conta com exposições que contemplam acervos didáticos de paleontologia.”
Assinale a alternativa correta para a classificação do termo em destaque.