Questões de Concurso
Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português
Foram encontradas 2.230 questões
Leia atentamente a tirinha a seguir da personagem Mafalda, de Quino.


O vocábulo que, nesta frase, comporta-se morfologicamente como pronome é:
Texto para a questão:
Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário


Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.
Texto I – Amnésia digital prejudica armazenamento natural de memórias
O rotineiro uso das telas proporciona facilidade e praticidade na vida de quem tem acesso a essas tecnologias. Mas o excesso desse uso causa diversos prejuízos sociais, biológicos e cognitivos aos seres humanos. Entre os males que esse constante uso causa está a amnésia digital – termo utilizado para denominar o esquecimento de informações que armazenamos em dispositivos digitais ou na Internet, a exemplo dos números telefônicos de contatos de emergência.
Em pesquisa internacional realizada pela Kaspersky Lab sobre esse fenômeno, 6 mil consumidores de dispositivos digitais e Internet foram entrevistados e, a partir desse estudo, foi constatado que 57% dos entrevistados a partir de 16 anos, ao serem apresentados a uma questão, buscaram por uma resposta sozinhos. E 36% deste grupo recorreu imediatamente à Internet. A pesquisa também aponta que essa taxa aumenta para 40% no grupo de pessoas com 45 anos ou mais e que quase um quarto dos entrevistados (24%) confessa esquecer uma informação após utilizá-la.
Segundo Raquel Pedrosa, psicóloga e docente do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), isso acontece porque o cérebro não é exercitado quando um sujeito tem à disposição dispositivos que possam armazenar memórias. Ela ainda aponta que o constante uso de telas cria lapsos de atenção.
"Com o celular, nós não precisamos exercitar a memória. Está tudo a um clique das nossas mãos. Nossa agenda é digital, nossas senhas são memorizadas. Quanto menos a gente exercita a memória, mais prejudicada ela será, sobretudo, a longo prazo. Além disso, a memória também está vinculada ao processo psicológico básico da atenção. Quando focamos muito nas telas, criamos lapsos de atenção, o que reverbera na memória", conta a psicóloga.
Raquel explica como a nossa memória funciona. De acordo com a psicóloga, o processo de memorização ocorre por meio de conexões (chamadas de sinapses) entre os neurônios. E para que a memorização aconteça, o sujeito precisa prestar atenção no que escuta ou vê para permitir que ocorram as conexões que provoquem a assimilaridade.
"As crianças são as mais afetadas com o uso das telas porque estão em plena fase do desenvolvimento cerebral e cognitivo. Por exemplo, há estudos que indicam a relação entre o excesso de telas e a diminuição do QI infantil. Outro ponto fundamental é a estimulação que leva a falta de sono, o que também vai contribuir no desenvolvimento prejudicado", alerta.
Ela ainda aponta que há motivos para que as telas sejam tão atraentes. Segundo a docente, o uso em excesso das telas estimula a liberação do hormônio chamado dopamina, que está relacionado à sensação de prazer. E, com o tempo, o sujeito sente a necessidade de ter mais tempo em frente às telas para se satisfazer. Em alguns casos, o sujeito chega ao vício do uso desses dispositivos. Vício, este, denominado de nomofobia. "Esse tipo de vício, assim como qualquer outro, gera sintomas físicos, como taquicardia, sudorese e etc. O sujeito sente também os sintomas psíquicos como ansiedade, irritabilidade, entre outros", ressalta a psicóloga.
Para combater os malefícios, Raquel orienta que os usuários e pessoas ao redor observem se, ao ficar longe do uso das telas, o usuário demonstra inquietação, hiperatividade, irritação e, em alguns casos, pensamento obsessivo. Esses sinais demonstram que o uso provocou prejuízos. Como alternativa para substituir o constante uso de dispositivos digitais, a psicóloga aconselha ler livros, realizar atividades físicas e interagir com outras pessoas pessoalmente. Já para casos mais graves, como a suspeita de vício, a busca por um profissional de saúde mental também é recomendada.
"Sabemos que não podemos nos livrar totalmente desse contexto, mas podemos diminuir o uso da tela antes de dormir, fazer intervalos regulares, como por exemplo, durante a refeição, para se desligar mesmo desse mundo virtual. Tente controlar sempre o tempo, estipulando o máximo de tempo que pode permanecer na tela. Tais ações já ajudam bastante nesse processo de 'desintoxicação'”, reforça.
Para os casos que necessitem de acompanhamento psicológico, a Unit/AL disponibiliza uma clínica de psicologia com atendimento gratuito. As consultas ocorrem nos dias úteis da semana, com horários disponíveis pela manhã, tarde e noite e são realizadas por estudantes dos períodos finais do curso, com acompanhamento de professores. Para mais informações, basta entrar em contato com a clínica através do número (82) 3311-3139.
Disponível em: https://tribunahoje.com/noticias/saude/2022/11/08/111666-amnesia-digital-prejudica-armazenamento-natural-de-memorias. Acesso em: 28 dez.2023.
I “Para os casos que necessitem de acompanhamento psicológico,...”
II "’Sabemos que não podemos nos livrar totalmente desse contexto,...’”
III “Por exemplo, há estudos que indicam a relação entre o excesso de telas e a diminuição do QI infantil.”
IV “Ela ainda aponta que há motivos para que as telas sejam tão atraentes.”
V “Tente controlar sempre o tempo, estipulando o máximo de tempo que pode permanecer na tela.”
A palavra “que” pertence à classe dos pronomes relativos nos trechos
Leia o trecho abaixo e responda à questão:
"Ela perguntou por que ele não veio à aula."
Assinale a alternativa que explica corretamente o uso do termo "por que" no trecho acima.
Na sentença “— Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo.”, a função gramatical do vocábulo “se” è:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
As receitas
Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.
Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em ideias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.
Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça voo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.
E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do voo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.
As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção.” Termina a estória dizendo que a centopeia nunca mais conseguiu andar.
Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é ã.
O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memoéria. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.
A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coragéo -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que o passado sedimentou. Indispensavel para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada tém a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de aguias em tartarugas. E nao são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitarios. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. —
(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar”. São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)
Considere o excerto a seguir para responder à questão.
Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que iria morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha.
Leia a charge para responder à questão.

WATTERSON II, W. B. Calvin & Haroldo. 1987.
Disponível em:(https://brasilescola.uol.com.br/redação /referenciacao.htm).
No trecho "Ficou claro durante as atividades do Grupo de Trabalho que a pavimentação da BR-319 é uma demanda dos cidadãos da região, que anseiam por mobilidade terrestre adequada, que conecte Manaus a Porto Velho e ao restante do Brasil', os elementos destacados têm como referentes:
Matthew Vaughn teve que explicar o enredo do filme “Argylle”, que é classificado como um thriller de espionagem.