Na frase “Todos ficaram em silêncio, e ninguém entendia o mo...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Ortografia, acentuação e funções morfossintáticas dos "porquês". Saber diferenciar o uso do por quê é fundamental para evitar erros recorrentes em concursos, principalmente em cargos de Língua Portuguesa.
Justificativa da alternativa correta (D):
O "por quê" (separado e com acento) é empregado exclusivamente no final de frases interrogativas, sejam diretas ou indiretas. Nessa posição, o quê assume a tonicidade e, por isso, recebe acento gráfico. Isso caracteriza sua função de pronome interrogativo tônico, perspectiva defendida por autores como Bechara e Cunha & Cintra. É essa a razão que valida a alternativa D.
Exemplo prático:
— Eles não compareceram, por quê?
— Não entendo seu comportamento, por quê?
Nesses casos, sempre encontramos a forma acentuada ao final da oração interrogativa.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. O emprego do "por quê" não se define pelo fato de a pergunta ser implícita, mas diretamente por sua posição final e tonicidade na frase interrogativa.
B) Errada. "Por quê" não expressa incerteza, nem pode ser substituído por "pelo que". Essa substituição refere-se a pronomes relativos, não interrogativos.
C) Incorreta. Quem introduz explicação é o porque (junto e sem acento), equivalente a "pois" ou "visto que", e não está presente no caso em análise.
Resumo da regra normativa:
"Por quê" se usa no fim de frases interrogativas, pois o 'quê' torna-se tônico e, por regra, recebe acento. (Cf. Bechara. Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo).
Dica de prova: Atente-se a pegadinhas! O examinador pode trocar o “por quê” pelo “porque” ou “por que” para confundir.
Alternativa correta: D
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