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Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.230 questões

Q3486686 Português
Leia o texto para responder à questão.

Tardígrados brilham no escuro para sobreviver à radiação

Espécie recém-descoberta do animal, considerado o mais resistente do mundo, possui um “escudo” fluorescente capaz de proteger contra raios UV.

Ostardígrados – ou ursos d’água, para os íntimos – são provavelmente os organismos mais resistentes da Terra. Parentes dos artrópodes, esses seres microscópicos conseguem sobreviver a secas prolongadas, temperaturas congelantes ou muito quentes, falta de oxigênio, pressões altíssimas e outras condições extremas. Como se não bastasse tudo isso, cientistas descobriram uma nova espécie de tardígrado com um mecanismo de defesa inusitado: um escudo contra radiação ultravioleta que brilha no escuro.

A descoberta foi feita por acaso. Pesquisadores do Instituto Indiano de Ciência, em Bangalore, coletaram diversos tardígrados em musgos e ambientes aquáticos pelo campus, a fim de estudá-los. Uma das placas contendo as amostras foi deixada embaixo de uma lâmpada de ultravioleta usada para esterilização de materiais. Uma espécie de nematelminto chamada Caenorhabditis elegans, que estava na amostra, morreu em 15 minutos de exposição à radiação. Os tardígrados da espécie Hypsibius exemplaris também pereceram em até 24 horas. Mas, para a surpresa dos pesquisadores, alguns tardígrados com coloração avermelhada sobreviveram vários dias expostos aos raios mortais de ultravioleta. Mesmo quando a equipe aumentou a dose de radiação em quatro vezes, 60% desses tardígrados continuaram vivendo por até 30 dias.

Estudando mais de perto esses exemplares, os pesquisadores constataram que provavelmente se trata de uma espécie ainda não identificada do gênero Paramacrobiotus. O que mais chamou atenção na descoberta foi o fato de que, sob luz ultravioleta, os tardígrados até então avermelhados brilhavam em um forte tom de azul escuro. Segundo a pesquisa publicada na revista Biology Letters, trata-se de um curioso mecanismo de defesa dessa espécie: em seu corpo há pigmentos especiais capazes de transformar a radiação ultravioleta nociva em uma luz azulada que não causa danos, funcionando como um tipo de escudo antirradiação.

A equipe observou que os tardígrados que apresentavam menor quantidade desse pigmento morriam mais rapidamente do que os que brilhavam mais. Ao mesmo tempo, quando os cientistas extraíam a substância desses seres e cobriam outras espécies de tardígrados que não possuem o escudo, como a Hypsibius exemplaris, esses também aguentavam mais tempo sob os raios ultravioletas.

Os pesquisadores esperam entender melhor a nova espécie em pesquisas posteriores. É possível, especulam os cientistas, que aquela espécie desenvolveu o mecanismo em um processo de adaptação aos verões quentes e secos da Índia.

Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/tardigradosbrilham-no-escuro-para-sobreviver-a-radiacao/

Considere o excerto: “A equipe observou que os tardígrados que apresentavam menor quantidade desse pigmento morriam mais rapidamente do que os que brilhavam mais.” Em relação às categorias gramaticais, as palavras em destaque no excerto apresentado são classificadas, respectivamente, em: 
Alternativas
Q3486682 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão:


Uma espécie de nematelminto chamada Caenorhabditis elegans, que estava na amostra, morreu em 15 minutos de exposição à radiação. Os tardígrados da espécie Hypsibius exemplaris também pereceram em até 24 horas. Mas, para a surpresa dos pesquisadores, alguns tardígrados com coloração avermelhada sobreviveram vários dias expostos aos raios mortais de ultravioleta.

O vocábulo “que”, que ocorre no excerto apresentado, classifica-se gramaticalmente como:
Alternativas
Q3485222 Português
Novas regras dificultam imigração para o Reino Unido 


A partir de março, entrarão em vigor novas regras de imigração no Reino Unido.


O governo britânico tem como meta reduzir a migração legal, após estatísticas oficiais terem mostrado que o saldo migratório — a diferença entre o número de imigrantes e emigrantes — atingiu 745.000 em 2022, um recorde. Ou seja, o país "ganhou" 745.000 estrangeiros no ano passado.

Isso acendeu o alerta vermelho no governo, que tem prometido, a cada eleição, reduzir a imigração — legal e irregular — para o país.

Em artigo ao tabloide inglês The Sun, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, escreveu "Se você não pode contribuir com o Reino Unido, você não virá para o Reino Unido".

O número de brasileiros que imigra legalmente para lá é baixo, em comparação a outras nacionalidades. Mas os brasileiros estão entre os afetados pelas novas regras. 

De janeiro a setembro deste ano, segundo dados do Ministério do Interior britânico, quatro mil vistos foram concedidos a cidadãos brasileiros. Esse número inclui todo o tipo de visto, como o de trabalho, de estudante e de família.

Brasileiros não necessitam de visto em viagens de turismo ou negócios para o Reino Unido em estadias de até cento e oitenta dias.

As regras também impactam aqueles que já vivem legalmente no país e pretendem, por exemplo, trazer cônjuges ou parentes para morar com eles.

Segundo o Itamaraty, duzentos e vinte mil brasileiros vivem no Reino Unido. 

A principal mudança é o aumento do salário mínimo exigido, tanto para conseguir um visto de trabalho quanto para trazer um dependente: 38.700 libras brutas por ano (ou cerca de R$ 240 mil, na cotação atual).

Esse patamar é "irreal" na opinião da advogada de imigração brasileira Vitoria Nabas, que assessora empresas de pequeno e médio porte no processo de tramitação de vistos de trabalho.

"Estou estarrecida com tudo e extremamente frustrada como advogada atuante nesta área há mais de vinte anos. Não há dúvida de que o governo tenta fechar as portas cada vez mais para a imigração", diz ela.

Muitos especialistas concordam com Nabas e criticaram o anúncio do governo. Eles demonstraram preocupação sobretudo com o impacto na economia do Reino Unido, que deve crescer apenas 0,4% neste ano.

Para se ter uma ideia, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês), o salário anual bruto médio para quem trabalha em tempo integral no Reino Unido era de 34.963 libras em abril deste ano.

No caso específico dos brasileiros, Nabas diz acreditar que os mais afetados serão aqueles que já vivem no Reino Unido e querem trazer cônjuges e outros membros da família para morar com eles.

"Imagine, por exemplo, um entregador de delivery que viva legalmente no Reino Unido e queira trazer a esposa e os filhos para viver com ele aqui. Ou o restante de sua família. A maioria deles não ganha um salário de 38,7 mil libras por ano", diz.

Nabas lembra, ainda, que muitos trabalhadores autônomos tampouco declaram o rendimento real ao fisco, o que é contra a lei, para evitar pagar mais imposto.

A especialista também destaca que, em sua visão, esse nível salarial é superior ao que a maioria das empresas a quem presta assessoria oferece.

Segundo ela, as ofertas de emprego que pagam salários na casa das quarenta mil libras por ano são raras, mesmo para trabalhadores qualificados. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyj23y
Isso acendeu o alerta vermelho no governo, 'que' tem prometido, a cada eleição, reduzir a imigração — legal e irregular — para o país.

O termo destacado na frase trata-se de:
Alternativas
Q3484991 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.

O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.

Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.

Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.

Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.

Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.

Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.

No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.

O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.

O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.

Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.

Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.

Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.

"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."

Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.

"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.

"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
Ele acrescentou 'que' existem alguns métodos 'que' as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.

Os vocábulos destacados são, respectivamente:
Alternativas
Q3483734 Português

Sabendo-se que o pronome relativo assume duplo papel no período em que se encontra, representando um termo antecedente e desempenhando alguma função sintática na oração por ele introduzida, leia os trechos a seguir e indique aquele em que a forma sublinhada é um pronome relativo. 

Alternativas
Q3481910 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que aconteceria se você se encontrasse com seu eu futuro?


Q1_10.png (348×200)


Um clássico conto do escritor americano Ted Chiang conta a história de um jovem comerciante que viaja para o futuro e encontra o seu "eu" de anos depois. Ao longo da história, o homem recebe alertas, promessas e dicas daquela versão mais idosa e sábia de si próprio.


Essas premonições mudam o curso da vida do comerciante, até que ele acaba se tornando o homem mais velho, que encontra seu eu mais jovem e compartilha aquele mesmo conhecimento.


Este tipo de narrativa, por razões óbvias, sempre ficou restrito ao campo da ficção científica. Mas e se − um grande "se" − você realmente conseguisse encontrar o seu eu do futuro?


Esta é uma questão bastante estranha, mas acredito que vale a pena pensar mais sobre ela e nas pesquisas que realizei.


Meus estudos se concentraram principalmente em como as pessoas pensam e se relacionam com seus "eus" futuros, e publiquei recentemente um livro sobre o assunto. Nele, exploro os motivos que nos levam a ter tanta dificuldade para tomar decisões de longo prazo e como podemos fazer escolhas melhores, ampliando nossa conexão emocional com nosso eu futuro.


Minhas pesquisas me ensinaram que costumamos imaginar o nosso eu futuro como outra pessoa − e esta tendência pode nos criar problemas.


Pense em alguém na sua vida que você mal conhece: um vizinho ou um colega de trabalho, por exemplo. Se esse estranho pedisse que você se privasse de algo em seu benefício − que lhe emprestasse dinheiro, por exemplo − talvez você educadamente recusasse.


Se tratarmos o nosso eu futuro da mesma forma, faz sentido por que, às vezes, nós cedemos aos nossos desejos imediatos em vez de fazer algo que nos traria um bem maior a longo prazo.


Nós poderíamos pelo menos tentar fazer com que o nosso eu futuro se parecesse menos com estranhos e mais com pessoas próximas, como nossos parceiros, nossos entes queridos ou melhores amigos.


Em um estudo recente, por exemplo, meus colaboradores e eu fizemos uma parceria com um banco e descobrimos que clientes que recebem imagens de si próprios com o avanço da idade, ao lado de mensagens incentivando que eles economizem para a aposentadoria, são 16% mais propensos a fazer uma contribuição para a aposentadoria do que as pessoas que receberam apenas as mensagens de incentivo.


Outro estudo concluiu que escrever cartas para si próprio no futuro − e respondê-las − também pode fortalecer a conexão entre o eu atual e o do futuro.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckrpd3md325o. Adaptado.
Nele, exploro os motivos 'que' nos levam a ter tanta dificuldade para tomar decisões.
Morfologicamente, é correto afirmar que o vocábulo destacado trata-se de um(a):
Alternativas
Q3468816 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comparando as mutações genéticas dessas populações, os pesquisadores concluíram que a especialização em humanos ocorreu por volta de cinco mil anos atrás. Nessa época, terminava o "período úmido africano": por conta de mudanças cíclicas na órbita da Terra, o norte da África tem períodos alternados de umidade (caracterizado por alguma presença de lagos e florestas) e completamente desérticos. Estamos na fase mais seca, e conhecemos a região hoje como deserto do Saara.


Com a mudança de clima, as populações de mosquitos que viviam ali não encontravam mais animais para se alimentar e água para botar ovos. Daí se aproximaram das civilizações humanas, como as que viviam no rio Nilo. Não à toa, o nome Aedes aegypti faz referência ao Egito.


Por meio de registros históricos, sabemos que o espalhamento do mosquito pelo mundo só ocorreu no século 17 − em especial, com o tráfico de escravizados partindo da África para as Américas. O A. aegypti picava a tripulação e colocava os ovos nos barris de água dos navios.


A América do Sul e a Central proporcionaram o ambiente perfeito para o mosquito. A temperatura ideal para o desenvolvimento do Aedes aegypti é de 22ºC a 32ºC (4). Some isso à abundância de chuvas, e dá para dizer que os bichinhos encontraram um continente para chamar de seu.


(Super Interessante, março 2024)
"Com a mudança do clima, as populações de mosquitos que viviam ali não encontravam mais animais para se alimentar e água para botar ovos.". Complete os parênteses com V (Verdadeiro) e F (Falso) e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) "que" é sujeito da oração adjetiva.
( ) "ali" remete ao norte da África.
( ) "se" é conjunção condicional.
( ) "para" apresenta ideia de concessão.
Alternativas
Q3468809 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mosquito de estimação


Apenas as fêmeas do Aedes aegypti picam humanos. Elas usam as proteínas presentes no nosso sangue para amadurecer os ovos dentro do organismo. Quatro dias depois da picada, os ovos estão prontos para sair. E a água parada é o "ninho" que a mãe precisa encontrar para botá-los. O macho é o vegano da relação: se contenta apenas com frutas.


Só que nem todas as fêmeas preferem humanos, especificamente. Populações de A. aegypti que vivem nas savanas africanas, por exemplo, se alimentam de outros animais e não mostram interesse especial em nós. Já os mosquitos que vivem nos ambientes urbanos ao redor do mundo se especializaram em seguir nosso cheiro.


Podemos dizer que os humanos "domesticaram" populações de mosquito involuntariamente quando começaram a se organizar de forma mais complexa e (principalmente) armazenar grandes quantidades de água. As primeiras civilizações forneciam um estoque quase inesgotável de sangue e "ninhos" para as fêmeas − e isso fez com que elas se especializassem em nós.


Estudos de 2020 e 2023 sugerem uma hipótese de como isso aconteceu. Sabemos que o Aedes aegypti é originário da África, então os pesquisadores coletaram populações especialistas (que preferem humanos) e generalistas (que picam qualquer animal) por todo o continente. As especialistas se concentram no norte da África, mostrando que a aproximação com humanos provavelmente rolou por ali.


(Super Interessante, março 2024)
A classe da palavra está incorreta em: "Podemos dizer que os humanos "domesticaram" populações de mosquitos (...)".
Alternativas
Q3466554 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão:


“Esse novo estudo mostra que as partículas se infiltraram em depósitos arqueológicos. E, como no caso dos oceanos, isso provavelmente está acontecendo há um período similar, considerando que partículas foram encontradas em amostras de solo retiradas e arquivadas em 1988, de Wellington Row, em York”, sugere Jennings. 

O vocábulo “que”, em destaque no excerto apresentado, classifica-se quanto à função gramatical que desempenha como
Alternativas
Q3466451 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão:


E não há momento mais temido na vida de um tímido do que quando lhe passam a palavra.

No contexto indicado, a palavra “que” exerce a função gramatical de:
Alternativas
Q3465834 Português
A palavra “que”, colocada após “explica”, no terceiro parágrafo, é um(a)
Alternativas
Q3459337 Português
Assinale a alternativa em que a partícula “que” exerce a mesma função que a presente nesta frase: “Parece que vai chover”.
Alternativas
Q3459176 Português
Na linha 19, após o vocábulo “atendimento”, a função sintática do pronome relativo “que” é de
Alternativas
Q3457582 Português
Solidários na porta


   Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Antes da roda. Luta com seu semelhante pelo espaço na rua como se este fosse o último mamute. Usando as mesmas táticas de intimidação, apenas buzinando em vez de rosnar ou rosnando em vez de morder.

   O trânsito em qualquer grande cidade do mundo é uma metáfora para a vida competitiva que a gente leva, cada um dentro do seu próprio pequeno mundo de metal tentando levar vantagem sobre o outro, ou pelo menos tentando não se deixar intimidar. E provando que não há nada menos civilizado que a civilização. Mas há uma exceção. Uma pequena clareira de solidariedade no jângal. É a porta aberta. Quando o carro ao seu lado emparelha com o seu e alguém põe a cabeça para fora, você se prepara para o pior. Prepara a resposta. “É a sua!” Mas pode ter uma surpresa.

   — Porta aberta!

   — O quê?

   Você custa a acreditar que nem você nem ninguém da sua família está sendo xingado. Mas não, o inimigo está sinceramente preocupado com a possibilidade da porta se abrir e você cair do carro.

   A porta aberta determina uma espécie de trégua tácita. Todos a apontam. Vão atrás, buzinando freneticamente, se por acaso você não ouviu o primeiro aviso. “Olha a porta aberta!” é como um código de honra, um intervalo nas hostilidades. Se a porta se abrir e você cair mesmo na rua, aí passam por cima. Mas avisaram. Quer dizer, ainda não voltamos ao estado animal.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
O trânsito em qualquer grande cidade do mundo é uma metáfora para a vida competitiva que a gente leva, cada um dentro do seu próprio pequeno mundo de metal tentando levar vantagem sobre o outro, ou pelo menos tentando não se deixar intimidar.


O vocábulo “que”, em “(...) é uma metáfora para a vida competitiva que a gente leva (...)”, desempenha o papel gramatical de:
Alternativas
Q3453772 Português

Observe o contexto da charge a seguir e responda, posteriormente, à questão.


Fonte: Portal Microsoft Bing. Disponível em: <https://www.bing.com/images/search?>


Observe a expressão: “Pensei que a gente ia fazer a cama”. A palavra “que” exerce qual função?
Alternativas
Q3451053 Português

Edge City: o que são e quais as vantagens de morar em uma?


Por Blog – Jardins do Parque 



    O termo Edge City foi cunhado pelo escritor e jornalista Joel Garreau, em seu livro “Edge City: Life on the New Frontier”, publicado em 1991. Garreau utilizou esse termo para descrever uma nova forma de desenvolvimento urbano que ele observou ao viajar pelos subúrbios das grandes cidades dos Estados Unidos na década de 80. [...]. Uma Edge City é um tipo de cidade que se encontra ao redor de um nó de transporte, como uma rodovia, e cresce como um subcentro comercial e residencial independente de uma cidade central.

  Geralmente, Edges Cities são caracterizadas por edifícios de escritórios, shopping centers, hotéis, condomínios residenciais, além de outras estruturas que oferecem comodidades para seus moradores e visitantes. Essas cidades crescem por conta da expansão das redes de transporte e da necessidade de espaço e moradia fora das cidades centrais. Elas tendem a ter uma densidade populacional mais baixa do que os grandes centros urbanos e são planejadas com uma mistura de usos para torná-las mais acessíveis e convenientes aos seus moradores.

[...]

    Todas as Edges Cities têm características em comum que as distinguem das outras. [...]. Essas cidades são planejadas para serem centros completos e autossuficientes, com uma mistura de usos que incluem habitação, comércio, serviços de saúde e lazer. Em uma Edge City típica, os escritórios e empresas estão localizados em parques empresariais, enquanto as áreas residenciais são compostas por apartamentos, condomínios ou casas. Restaurantes e lojas, normalmente, estão em centros comerciais e os espaços públicos têm parques, praças e áreas de lazer.

[...] 

    Edges Cities comportam uma densidade significativa de empregos em relação à sua população. Os trabalhos estão concentrados em setores, como tecnologia, finanças, serviços profissionais e de saúde. Há uma série de motivos que fazem uma empresa migrar para essas cidades: custo menor de aluguel, maior espaço para expansão e localização mais conveniente para os seus empregados. Ademais, a presença de muitas empresas e escritórios em uma Edge City ajuda na criação de uma economia local diversificada, no desenvolvimento de uma base de conhecimento especializado e na atração de trabalhadores qualificados.

    Nos Estados Unidos, de acordo com uma reportagem do portal Biz Journal, foram usados 38,1 milhões de pés quadrados (o que são, aproximadamente, 3,5 milhões de metros quadrados em conversão livre) na construção de novos escritórios em Edges Cities. Essa demanda, conforme a reportagem, ocorre por conta de as empresas preferirem atuarem em ambientes que tenham facilidade de locomoção, opções de moradia para seus funcionários.

[...]

    A mobilidade faz parte da rotina de quem mora em uma Edge City. Por isso, nessas cidades, é comum encontrar a presença de estradas bem planejadas e transportes públicos eficientes, tornando a cidade um centro competitivo e atraente tanto para as empresas quanto para as pessoas. Outro ponto que está atrelado à infraestrutura desse centro urbano é a ampla variedade de serviços públicos. Hospitais, escolas, universidades são essenciais para reter os residentes dessas cidades e incentivar que mais pessoas escolham ter suas vidas ali. [...]. No Brasil, podemos citar como exemplo o Alphaville em São Paulo, que, apesar de ser considerado um bairro, trouxe diversos conceitos do modelo de Edge City dos Estados Unidos.



Adaptado de: https://blog.jardinsdoparque.com.br/edge-city/. Acesso em: 23 ago. 2024.  

Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).



I. Em “[...] podemos citar como exemplo o Alphaville em São Paulo, que, apesar de ser considerado [...]”, o termo em destaque exerce a função de pronome relativo, uma vez que retoma um nome próprio, sendo possível a sua substituição por “o qual”.


II. Em “[...] enquanto as áreas residenciais são compostas por apartamentos, condomínios ou casas.”, o termo em destaque introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa, visto que elucida a composição das áreas residenciais, caracterizando-as em “apartamentos”, “condomínios” e “casas”.


III. Em “Garreau utilizou esse termo para descrever uma nova forma de desenvolvimento urbano que ele observou [...]”, o termo em destaque exerce a função de uma partícula de realce à expressão “desenvolvimento urbano”, ocupando uma posição livre na oração. 

Alternativas
Q3448229 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais


Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.

À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).

Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.

"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."

O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.

As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos.

Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.

Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.

"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.

"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."

Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.

De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.

Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.

"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.

Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.

"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."

Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.

Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.

Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados.

"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.

Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.

Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.

Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.

Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.

"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.

"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.
As estimativas apontam 'que' a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.
Morfologicamente, o termo destacado trata-se de:
Alternativas
Q3447399 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais


Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.

À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).

Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.

"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."

O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.

As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos.

Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.

Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.

"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.

"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."

Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.

De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.

Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.

"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.

Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.

"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."

Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.

Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.

Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados.

"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.

Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.

Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.

Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.

Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.

"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.

"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.
Do outro, há uma pessoa 'que' não quer perder sua autonomia e 'que' até percebe 'que' precisa de cuidados.
Morfologicamente, os termos destacados são, respectivamente:
Alternativas
Q3444919 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A história do breaking, das ruas do Bronx às Olimpíadas


Nova York, início dos anos 1970. Em Manhattan, a parte central (e mais rica) da cidade, dezenas de boates varavam a madrugada tocando hits de bandas como Bee Gees, ABBA, Village People e Earth, Wind & Fire. Foi a era de ouro da música disco.


No Bronx, distrito ao norte de Nova York, a população vivia sob péssimas condições. Serviços públicos e políticas habitacionais eram raros. O ápice dessa crise foram os incêndios: somente em 1974, houve 12,3 mil. E foi bem ali, em meio aos escombros de um bairro em chamas, que nasceu um dos movimentos culturais mais importantes do século 20: o hip-hop, que engloba música (com os DJs e os rappers), arte visual (com o grafite) e dança, com o breaking.


Criado a partir de uma amálgama de diversos estilos de dança (e até de algumas artes marciais), o breaking nasceu junto com as primeiras festas de hip-hop. Hoje, meio século depois, os passos acrobáticos marcarão presença nas Olimpíadas de Paris.


No dia 11 de agosto de 1973, o americano Clive Campbell se apresentou na festa de aniversário de sua irmã, em um pequeno prédio do Bronx. Aos 18 anos, Clive, mais conhecido como DJ Kool Herc, quis testar algo diferente. Ele pegou discos de funk e soul e, em vez de tocálos normalmente, colocou a agulha nos LPs em pontos estratégicos para tocar apenas os breaks (“pausas”) de cada música. Os breaks são os intervalos em que os vocais e alguns músicos param e só o baixo, a bateria e outros instrumentos que fazem a base (a chamada “cozinha”) permanecem. Para fazer isso, Herc usava duas cópias de um mesmo vinil: quando o break de uma música terminava, o DJ colocava a agulha no mesmo break da outra cópia do disco. A galera curtiu, e ele logo começou a fazer shows cada vez maiores. Pouco a pouco, as batidas ganharam letras.


Os MCs (sigla para “mestre de cerimônia”) animavam os shows com rimas cadenciadas, inspirados no ritmo de locutores de rádio, pastores, políticos e outros artistas da época. Nascia assim o rap, outro pilar do hiphop.


Na pista, algumas pessoas aproveitavam os longos breaks criados por Kool Herc para exibir passos de dança. Os homens que dançavam ao som das batidas foram apelidados de b-boys (de bronx-boys, mas também de breakboys); as mulheres, de b-girls. E a dança logo passou a ser chamada de b-boying ou breaking.


Desde o início, o breaking esteve ligado a competições. Abria-se uma roda no meio da plateia e pessoas (ou grupos) disputavam para ver quem era o melhor. Surgiram nessa época as crews, grupos de dança que poderiam ser formados por pessoas de um único bairro ou de toda a cidade.


A popularidade do breaking estava nas alturas. E a exposição na mídia fez o breaking chegar a outros países, como Japão, França e, claro, Brasil.


Os primeiros breakers de São Paulo, inspirados pelas músicas, filmes e videoclipes que chegavam dos EUA, dançavam de maneira dispersa em alguns pontos do centro da cidade. João Break e Luisinho, dois dançarinos que moravam no centro, passaram a organizar encontros na estação São Bento. O local foi a incubadora do movimento hip-hop em São Paulo. 


Em 2014, o Comitê Olímpico Internacional (COI) assinou a Olympics Agenda 2020, um documento com diretrizes para modernizar os Jogos e torná-los atrativos para as novas gerações. O comitê determinou que cada sede poderia escolher até cinco novos esportes para compor o seu quadro de modalidades. O breaking estava no radar do COI por uma série de fatores: além da sua natureza competitiva, a dança tem apelo entre os mais jovens, é acessível e mescla habilidades técnicas com resistência física. Em 2018, o breaking estreou nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires. Em 2020, a França oficializou que o breaking, bastante popular no país, faria parte dos Jogos de Paris.


Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível  em: https://super.abril.com.br/cultura/a-historia-do-breaking-das-ruas-do-bronx-as-olimpiadas


Analise o seguinte excerto: “O comitê determinou que cada sede poderia escolher até cinco novos esportes para compor o seu quadro de modalidades.” Considerando-se seu significado, a palavra “que” desempenha, no excerto dado, o papel gramatical de:
Alternativas
Q3444542 Português
Jovem Senador: Estudante de Pombal representa a Paraíba no Senado Federal 


Em cerimônia realizada pelo Senado Federal, nesta segunda-feira (21), 27 estudantes de todo Brasil tomaram posse como participantes da edição de 2023 do programa Jovem Senador. O estado da Paraíba ganhou destaque com a representação de Gabriel Ferreira de Matos, aluno da ECIT Monsenhor Vicente Freitas, localizada na cidade de Pombal.


Criado pelo Senado Federal, o programa Jovem Senador tem como objetivo proporcionar aos estudantes do ensino médio das escolas públicas uma experiência prática do processo legislativo brasileiro. O ingresso ao programa se dá por meio de um concurso de redação. Neste ano, o tema escolhido foi "Saúde mental nas escolas públicas", uma temática que tem se destacado no atual cenário educacional e social do país. A redação vencedora da Paraíba foi orientada pela professora Lucineide Nóbrega Almeida Fernandes.


O estudante Gabriel, que será o correspondente da Paraíba de 21 a 25 de agosto, destacou a importância da oportunidade não apenas para sua trajetória pessoal, mas como um momento de representação para toda a sua comunidade escolar, cidade e, mais amplamente, o estado da Paraíba. “O programa é uma oportunidade que Deus me permitiu para que eu pudesse vivenciar não apenas por mim mesmo, mas representando toda a minha escola, minha cidade, minha Gerência Regional e, sobretudo, meu estado. Se eu pudesse resumir essa missão em uma palavra, seria gratidão, tanto pelo apoio dos meus familiares e professores quanto pelo reconhecimento da minha habilidade de escrita”, diz Gabriel.


A semana de atividades em Brasília permite que os jovens senadores vivenciem de perto o dia a dia do Senado. Eles serão incentivados a apresentar e debater propostas legislativas, que, uma vez aprovadas pelo grupo, serão encaminhadas para análise pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Caso sejam aceitas, essas propostas têm potencial para seguir oficialmente a tramitação no Senado Federal. “A inclusão de jovens, como Gabriel, em iniciativas que dialogam diretamente com o poder legislativo nacional é fundamental. Ela não apenas oferece a eles uma perspectiva prática sobre o funcionamento do sistema político brasileiro, mas também fortalece a ideia de que a juventude pode e deve ser ouvida nas decisões que moldam o futuro do país”, explica Jorge Miguel Lima Oliveira, gerente da 13ª Gerência Regional de Ensino.


Durante a posse nesta segunda-feira, os estudantes escolheram sua própria Mesa Diretora para organizar seus trabalhos, em cerimônia conduzida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que contou com os senadores Izalci Lucas (PSDB-DF), Nelsinho Trad (PSD-MS) e Jorge Seif (PL SC). Os integrantes da mesa de "jovens senadores" serão responsáveis por coordenar as atividades, organizar debates e votações, além de representar os demais estudantes perante as autoridades do Senado.


Programa - Anualmente, o programa Jovem Senador seleciona estudantes de escolas públicas estaduais e do Distrito Federal, com até 19 anos, que estão no ensino médio. Todas as despesas, como deslocamento, seguro viagem, hospedagem e alimentação, são cobertas pelo Senado. A iniciativa busca incentivar os jovens a refletir sobre temas como política e democracia, familiarizar-se com o funcionamento do Poder Legislativo e fortalecer sua conexão com o Senado.

https://paraiba.pb.gov.br/noticias/

“A semana de atividades em Brasília permite que os jovens senadores vivenciem de perto o dia a dia do Senado.”



Sobre os termos em destaque, julgue as assertivas a seguir. 



()“que” é conjunção.


()“que” é pronome relativo.


()De acordo com o novo acordo ortográfico, “dia a dia” deve ser grafada com hífen, seguindo o exemplo de “pé-de-meia”.


()De acordo com o novo acordo ortográfico, “dia a dia” está escrito corretamente.



A sequência CORRETA é: 

Alternativas
Respostas
621: D
622: B
623: D
624: C
625: E
626: A
627: A
628: D
629: C
630: D
631: B
632: C
633: A
634: A
635: E
636: A
637: E
638: E
639: B
640: D