Questões de Concurso
Sobre figuras de linguagem em português
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“O carro, afinal, saiu do atoleiro. — Uf! Que trabalhão me deu!... — disse a mosquinha enxugando o suor da testa.”, há um exemplo da figura de linguagem onomatopeia e um verbo dicendi, que são, respectivamente
Primeira coluna: figura de linguagem (1) Polissíndeto (2) Lilote (3) Hipérbole (4) Silepse
Segunda coluna: exemplo (__)Essa tecnologia não é nada barata, mas gosto do seu resultado. (__)A gente ficou empolgadas ao saber do projeto do eBus. (__)Eu já te expliquei mil vezes porque é importante investir em tecnologia sustentável. (__)O tempo passa e a tecnologia avança e o humano cria coisas e não percebe o dano à natureza.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Considere atentamente a crônica a seguir, escrita por Rachel de Queiroz e publicada na década de 1950, para responder à próxima questão.
“Sim, é a velha história da árvore da ciência: melhor não provar do fruto e não saber. Viva a gente, leitor, como você e eu, que só temos uma ideia vaga daquilo que nos ocorre nas entranhas e, enquanto a febre não sobe aos quarenta, a dor não pede gritos e a tontura não vira vertigem, achamos que tudo vai bem. Já os tristes doutores, que fizeram o seu reino no mundo das tripas, o seu ofício é o saber, e no saber está a tragédia. Mas é melhor contar um caso que exemplifique a tese… Não há nada como um apólogo para fazer entendida uma teoria. Era um doutor, nosso conhecido. Solteiro, ou antes solteirão, pois já fizera os 52. Boa figura, boa prosa, bem tratado – era pessoa que cuidava de si. Tinha as suas amigas, levava-as às boates. Era abastado e bem nascido – o que lhe favorecia ainda mais os êxitos profissionais e sociais. Pois um belo dia o nosso homem, ao descer do lotação, defronte do hospital, sentiu uma leve tontura. Foi coisa rápida, e com pouco já estava de uniforme, batia um papo, tomava café, iniciava a visita na enfermaria. E eis que o primeiro doente (que o detestava), antes de dizer se melhorara da falta de ar, olhou-o bem e comentou: ‘O senhor hoje está com a cara ruim, hem, doutor?’ E a enfermeira, também com ódio, ajudou: ‘Eu já tinha reparado’. Impressionado com aquela unanimidade que se seguira à tontura, o doutor, terminada a visita foi à sala dos médicos e chamou um colega mais íntimo: ‘Fulano, vem cá, me tira a pressão’. Fulano zombou, perguntou o que ele estaria planejando para a noite, mas o outro insistiu, tiraram. O paciente logo notou no amigo aquela expressão característica que os médicos pretendem ser de impenetrabilidade e não passa de uma cara muitíssimo agourenta, capaz de assustar o mais bravo. E Fulano falou, grave: ‘Meu caro, a gente vai ver de brincadeira e sempre acha qualquer coisa. Talvez seja a emoção do exame – por outro lado você já não é nenhuma criança – mas a pressão está a dezesseis’. Nada mais precisou ser dito. Nosso doutor era suficientemente médico para saber o que significava aquela pressão a dezesseis. E já que entrara a deslizar na ladeira das suspeitas, fez como certos maridos – quis saber tudo. Dosagem de ureia – e o papelinho do laboratório lhe aumentou o frio do estômago: 0,55. Colesterol? Aumentado. Densidade de urina – um pouco baixa. Sim, um pouco. Só um pouco. Tudo passava um pouco do normal, não era ainda a moléstia, a morte – mas era um aviso. E estava instilado o veneno. O doutor começou a ler – e de autor em autor foi aumentando as suspeitas. Quem sabe não seria uma nefrosclerose maligna? Renunciou ao uísque, renunciou aos prazeres de gourmet, renunciou às boates. Com o passar dos meses, e um ano, e outro, de renúncia em renúncia, o solteirão chibante e bom partido já não é mais que um velho – e cauteloso, e escravo da dieta e dos remédios, escravo das artérias e dos rins. E se passaram dez anos nessa agonia, em que o nosso amigo praticamente não viveu. No mês passado morreu, afinal; de um câncer de pulmão que em dois meses o levou. – Sim, um câncer, que não tinha nada com a história.”
(A árvore da ciência, por Rachel de Queiroz, com adaptações)
Na frase destacada, encontra-se uma figura de linguagem denominada:
No trecho destacado, encontra-se a presença de uma figura de linguagem denominada:
“Uma fração de Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes.”
Coluna 1
1. Inversão.
2. Eufemismo.
3. Metonímia.
4. Onomatopeia.
Coluna 2
( ) É o uso de uma palavra por outra, com a qual se acha relacionada. Ou seja, uma palavra evoca a outra.
( ) Ocorre quando se altera a ordem normal dos termos ou orações com o objetivo de dar-lhes destaque.
( ) Imitação do som ou da voz natural dos seres.
( ) Suavização da expressão de uma ideia desagradável, triste, etc.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Coluna 01
(__)Ela é bela como uma flor recém-desabrochada.
(__)O mundo é um palco e todos os homens e mulheres meros atores.
(__)As salas de aula estavam cheias de olhares curiosos.
(__)O pé da mesa quebrou.
(__)O som da risada dela tinha um gosto doce.
Coluna 02
I.Catacrese.
II.Comparação.
III.Metáfora.
IV.Metonímia.
V.Sinestesia.
Identifique quais das figuras de linguagem presentes na coluna 02 estão empregadas em cada sentença da coluna 01 e correlacione-as.
Em seguida, identifique a alternativa com a ordem correta encontrada na coluna 01:
Leia com atenção o período abaixo:
O livro que eu estava lendo, ele tinha uma trama muito envolvente.
Pode-se observar que no período lido ocorre a interrupção da estrutura oracional, gerando um isolamento de alguns termos. Qual o nome da figura de linguagem empregada?
Analise as informações a seguir:
I."Efeito que resulta do conjunto harmônico de instrumentos ou vozes que soam simultaneamente".
II."Figura de linguagem ou de palavra que consiste na substituição de uma palavra ou expressão por outra, havendo entre elas algum tipo de ligação, ou seja, uma relação de contiguidade".
Os elementos contidos nas informações, caracterizam, respectivamente:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
O que são dumbphones e por que viraram febre entre jovens?
Notificações de chamada perdida, aplicativos com mensagens não lidas, um novo vídeo publicado no TikTok. As funções diárias dos smartphones parecem nunca dar trégua em um mundo que se acostumou a não adotar pausas e espaços de descanso. É justamente isso que grupos de jovens têm questionado: para onde vai tanta informação? Por isso, muitos estão adotando os dumbphones (em tradução livre, “telefones burros”), que contêm apenas as funções mais básicas. Mas será que essa solução é eficaz para todo mundo?
Embora tenham sido populares algumas décadas atrás, os chamados dumbphones são pequenos, cabem no bolso e não atraem tanta atenção. SMS, chamada de voz e acesso ao rádio são suas principais funções. Mas as pequenas possibilidades de uso desses aparelhos foram substituídas, ao longo do avanço tecnológico, pelos smartphones, com aplicativos, acesso à internet, câmeras e outras dezenas de funcionalidades.
Essa mudança foi tão rápida e brusca que levou apenas poucos anos. Tanto é que ainda estamos nos adaptando a um modo de vida guiado pelo digital. Isso tem levado a um certo crescimento da presença de aparelhos digitais na vida da população e gerado, inclusive, adoecimento psíquico.
“Como em todos os aspectos da vida, quando o extremo passa a ser sinônimo de risco à saúde, seja ela física, mental, emocional ou social, aqueles que sentem a necessidade de se cuidar passam a ponderar seus hábitos e a estabelecer novos limites”, explica Mariah Theodoro, psicóloga e mestre em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (USP). [...]
Nas redes sociais, jovens do mundo inteiro parecem buscar aparelhos dumbs com o intuito de encontrar maior equilíbrio com o uso das redes. “A exaustão, a desregulação emocional, a falta de interação social e a dificuldade de concentração estão acometendo a vida de jovens e crianças cada vez mais cedo pelo uso inadequado dos smartphones”, destaca a psicóloga Mariah Theodoro. [...]
Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 26 jul. 2023. Adaptado.
I - “E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano”.
II - Sua mãe eu nunca conheci.
III - Essa empresa tem o monopólio da banana.
IV - Tenho que viajar muito. São os ossos do ofício
V - O prédio sorria perante os trabalhadores.
Os períodos descritos nas alternativas I, II, III, IV e V são respectivamente as figuras de linguagem:
"...pretende começar a produção contínua de biocarvão com palha de café recolhida das fazendas de 400 cafeicultores da região. Os que forneceram a matéria-prima serão os primeiros a usar..."
Assinale a alternativa que corretamente apresenta a figura de linguagem presente no trecho:
Alma minha gentil, que te partiste
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo dessa vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu aqui na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
(Luís de Camões, Rimas (1595), Soneto XIII.)
“Meu cartão de crédito é uma navalha...” (Cazuza)
“Amor é fogo que arde sem se ver...” (Camões)
“Minha vida era um palco iluminado...” (Orestes Barbosa e Sílvio Caldas)