Questões de Concurso Sobre encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato em português

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Q3425135 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
A classificação do encontro vocálico ou consonantal não está correta em: 
Alternativas
Q3402209 Português
Qual alternativa apresenta, respectivamente, o dígrafo e a classificação do encontro vocálico presentes no vocábulo “exceção”.
Alternativas
Q3398435 Português
População de Rodeio (SC) é de 12.757 pessoas, aponta o Censo do IBGE


    A população da cidade de Rodeio (SC) chegou a 12.757 pessoas no Censo de 2022, o que representa um aumento de 16,8% em comparação com o Censo de 2010. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Os dados do Censo também revelam que a população do Brasil é de 203.062.512, um aumento de 6,45% em relação ao Censo de 2010.


     No estado de Santa Catarina, a população é de 7.609.601, o que representa um aumento de 21,78% quando comparado ao Censo anterior.


    No ranking de população dos municípios, Rodeio está:


- na 108ª colocação no estado;

- na 403ª colocação na região Sul;

- na 2.555ª colocação no Brasil.


    A pesquisa do IBGE também aponta que a cidade em Rodeio tem uma densidade demográfica de 98,89 habitantes por km² e uma média de 2,7 moradores por residência.


O Censo


    O Censo é uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE; a anterior foi feita em 2010.


    O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país.


    A atual edição do Censo deveria ter acontecido em 2020, mas foi adiada por conta da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve um novo adiamento em razão da falta de recursos do governo.


    Além de saber exatamente qual o tamanho da população, o Censo visa obter dados sobre as características dos moradores — idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, saneamento básico dos domicílios, entre outras informações.


Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2023/06/28/populacao-de-rodeio-sc-e-de-12-757-pessoasaponta-o-censo-do-ibge.ghtml (adaptado).
Sobre a palavra "demográfica", analise as assertivas:

I. Apresenta um hiato.
II. É composta por cinco sílabas.
III. Contém um encontro consonantal.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3398434 Português
População de Rodeio (SC) é de 12.757 pessoas, aponta o Censo do IBGE


    A população da cidade de Rodeio (SC) chegou a 12.757 pessoas no Censo de 2022, o que representa um aumento de 16,8% em comparação com o Censo de 2010. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Os dados do Censo também revelam que a população do Brasil é de 203.062.512, um aumento de 6,45% em relação ao Censo de 2010.


     No estado de Santa Catarina, a população é de 7.609.601, o que representa um aumento de 21,78% quando comparado ao Censo anterior.


    No ranking de população dos municípios, Rodeio está:


- na 108ª colocação no estado;

- na 403ª colocação na região Sul;

- na 2.555ª colocação no Brasil.


    A pesquisa do IBGE também aponta que a cidade em Rodeio tem uma densidade demográfica de 98,89 habitantes por km² e uma média de 2,7 moradores por residência.


O Censo


    O Censo é uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE; a anterior foi feita em 2010.


    O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país.


    A atual edição do Censo deveria ter acontecido em 2020, mas foi adiada por conta da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve um novo adiamento em razão da falta de recursos do governo.


    Além de saber exatamente qual o tamanho da população, o Censo visa obter dados sobre as características dos moradores — idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, saneamento básico dos domicílios, entre outras informações.


Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2023/06/28/populacao-de-rodeio-sc-e-de-12-757-pessoasaponta-o-censo-do-ibge.ghtml (adaptado).
Considere as seguintes afirmações sobre a palavra "população":

I. Contém um ditongo.
II. É dividida em cinco sílabas.
III. Apresenta um tritongo.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3387206 Português
Sobre a classificação dos encontro vocálicos, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa CORRETA:

(1) Hiato.
(2) Ditongo.
(3) Tritongo.

( ) Madeira.
( ) Oceano.
( ) Saguão. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: MSConcursos Órgão: Prefeitura de Formigueiro - RS Provas: MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Advogado | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Analista de Sistemas | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Assistente Social Escolar | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Terapeuta Ocupacional | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Educador Físico | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Enfermeiro | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Enfermeiro do PSF | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Fisioterapeuta | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Fonoaudiólogo | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Médico Plantonista | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Odontólogo do PSF | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Orientador Educacional | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Professor de Artes | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Professor de Ciências | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Professor de Educação Infantil e Anos Iniciais | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Professor de Espanhol | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Professor de Geografia | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Professor de Inglês | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Professor de Português | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Professor em Educação Especial | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Psicólogo Escolar | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Psicopedagogo | MS CONCURSOS - 2024 - Prefeitura de Formigueiro - RS - Supervisor de Ensino |
Q3386600 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

A catedral. (Alphonsus de Guimaraens).  


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Entre brumas ao longe surge a aurora.
O hialino orvalho aos poucos se evapora.
Agoniza o arrebol.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu risonho
Toda branca de sol.

E o sino canta em lúgubres responsos:
Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!

O astro glorioso segue a eterna estrada.
Uma áurea seta lhe cintila em cada
Refulgente raio de luz.
A catedral ebúrnea do meu sonho,
Onde os meus olhos tão cansados ponho,
Recebe a bênção de Jesus.

E o sino clama em lúgubres responsos:
Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!

Por entre lírios e lilases desce
A tarde esquiva: amargurada prece
Põe-se a lua a rezar.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu tristonho
Toda branca de luar.

E o sino chora em lúgubres responsos:
Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!

O céu é todo trevas: o vento uiva.
Do relâmpago a cabeleira ruiva
Vem açoitar o rosto meu.
E a catedral ebúrnea do meu sonho
Afunda-se no caos do céu medonho
Como um astro que já morreu.

E o sino geme em lúgubres responsos:
Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus! 
Tratando-se de encontros vocálicos, as palavras do texto (aurora, cabeleira, açoitar) são respectivamente:
Alternativas
Q3386380 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Mal secreto. (Raimundo Correia).  


 


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Se a cólera que espuma, a dor que mora

Na alma, e destrói cada ilusão que nasce,

Tudo o que punge, tudo o que devora

O coração, no rosto se estampasse;


Se se pudesse o espírito que chora,

Ver através da máscara da face,

Quanta gente, talvez, que inveja agora

Nos causa, então piedade nos causasse!


Quanta gente que ri, talvez, consigo

Guarda um atroz, recôndito inimigo,

Como invisível chaga cancerosa!


Quanta gente que ri, talvez existe,

Cuja ventura única consiste

Em parecer aos outros venturosa!

Tratando-se de encontros vocálicos, as palavras do texto (causa, então, outros) são respectivamente: 
Alternativas
Q3381143 Português
Nas palavras TUNGSTÊNICO, ABSORTO, QUENTE, GUARDIÃO e EXCEPCIONAL, temos:
Alternativas
Q3369244 Português
A raposa e a cegonha


        Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar. Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre cegonha, com seu bico comprido, mal pôde tomar uma gota. O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome. A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava do gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora, agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.


       Assim que chegou, a raposa como ganhar dinheiro extra se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delícias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, amoladíssima, só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra. Ela aprendeu muito bem a lição. Enquanto ia andando para casa, faminta, pensava: “Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro.”


MORAL DA HISTÓRIA: trate os outros tal como deseja ser tratado.


(https://www.revistaprosaversoearte.com/a-raposa-e-acegonha-uma-extraordinaria-fabula-de-esopo/)

Analise:


“Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso.”



Na palavra destacada, há a presença de um: 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUMARC Órgão: Prefeitura de Betim - MG Provas: FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Assistente Social 20H / 30H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Biólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Bioquímico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Buco-Maxilo-Facial | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Disfunção Tempo-Poromandibular e Dor Orofacial | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Endodontia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em PNE | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Estomatologia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Odontopediatria | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Periodontia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Prótese Dental | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Nutricionista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Odontólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fisioterapeuta 20H / 30H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Generalista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Homeopata | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Pediatra | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Enfermeiro 24H / 40H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Psiquiatra 20H / 24H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Veterinário | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Engenheiro Clínico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Nutricionista 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Psicólogo 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Epidemiólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Farmacêutico 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Biólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Biomédico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Enfermeiro | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Engenheiro de Alimentos | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Farmacêutico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Médico Veterinário |
Q3342888 Português
Como dominar os monstros interiores


        Aos 16 anos comecei a ler Simone de Beauvoir, Schopenhauer, Nietzsche, Spinoza, Sartre, Marco Aurélio, Sêneca, Epicteto e outros filósofos que me ajudaram nos momentos mais difíceis da minha vida. Nunca mais parei: é na filosofia que encontro um pouco de coragem, força e determinação para descobrir a melhor atitude que posso ter para enfrentar os obstáculos, adversidades, crises, tragédias e desafios da vida.

         A filosofia é um exercício de introspecção e uma jornada de autoconhecimento e crescimento pessoal; um desafio para mergulhar profundamente na minha própria consciência, enfrentando meus monstros interiores.

       No silêncio e quietude da reflexão existencial, reconheço minhas fraquezas, impotências e limitações e busco aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso e sabedoria para distinguir entre o que posso e o que não posso mudar.

       Aprendi que há apenas um caminho para a liberdade e a felicidade: parar de me preocupar com tudo aquilo que está além do meu controle, decisão e capacidade e ter a consciência de que não são as pessoas e situações que me afetam e desequilibram, mas as minhas percepções, opiniões, crenças e interpretações equivocadas sobre elas.

         No início da pandemia, "Meditações", de Marco Aurélio, junto com "Em Busca de Sentido", de Viktor Frankl, me ajudaram a encontrar significado e propósito naquele momento desesperador: cuidar dos meus amigos nonagenários.

         Foi quando passei a acessar diariamente vídeos de canais do YouTube que ensinam a praticar o estoicismo na nossa própria vida. Recentemente, escutei um vídeo que me fez refletir sobre este momento de tanta tristeza, angústia e impotência: "Dominando os monstros internos".

        Uma prova concreta de que estou aprendendo a dominar meus monstros internos é o fato de ter parado de tomar Lexotan. Antes da pandemia, sempre que precisava viajar, dar aulas, palestras, entrevistas, participar de programas de televisão, eu tomava o ansiolítico antes de dormir. Quando meu pai teve câncer no pâncreas, durante os cem dias em que cuidei dele até a sua morte, tomava três Lexotans por dia.

        Recebo inúmeros pedidos para participar de programas de rádio e televisão, entrevistas, lives, podcasts, palestras, debates, aulas, conferências, bancas, consultorias etc. Seria humanamente impossível aceitar todas as demandas diárias. A filosofia está me ensinando a "dizer não".

       Um dos meus maiores arrependimentos é o de não ter tido a coragem de "dizer não" para uma pessoa de confiança que me convenceu a assinar, sem ler, um documento. Se eu tivesse lido o documento, jamais teria assinado algo que me prejudicou bastante. Todos os dias eu me xingo de burra, estúpida e idiota, pois sei que um simples "não" teria evitado muitos problemas, aborrecimentos e chateações que tenho até hoje.

        Quando fico doente, estressada e exausta em função de vampiros emocionais e pessoas tóxicas que sugam a minha energia, paz de espírito e saúde física e psicológica, lembro-me de que só tenho controle sobre meus pensamentos e atitudes e que não tenho o poder de controlar os comportamentos e escolhas dos outros.

        Marco Aurélio, em suas "Meditações", ensina a melhor maneira de se vingar das "almas sinistras".

        "Dizer para si mesmo, ao amanhecer: ‘Sei que vou encontrar um indiscreto, um ingrato, um grosseiro, um velhaco, um invejoso, um intolerante. Mas esses homens são assim devido à sua ignorância do bem e do mal... Concentra-te na arte que aprendeste e ama-a. Não seja tirano nem escravo de ninguém... Alguém procedeu mal comigo? Isso é com ele. A deliberação é dele, a ação é dele... É impossível que os maus não pratiquem o que está em sua índole... Eis a melhor maneira de se vingar: não se lhes assemelhar."

          A coragem de "dizer não" para as "almas sinistras" se tornou um exercício diário. Tenho buscado aproveitar cada dia como se fosse o último, saboreando o presente, sem ficar presa aos traumas do ontem ou às preocupações com o amanhã.

       Por isso, todos os dias, assim que acordo, respondo às seguintes perguntas no meu diário: "O que eu faria se não tivesse tanto medo? Como vou gozar o dia de hoje? O que posso fazer de bonito, bom e relevante? Como posso transformar o meu medo em coragem, a minha tristeza em beleza e a minha dor em amor?".


GOLDENBERG, Mirian. Como dominar os monstros interiores. Folha de S.
Paulo, São Paulo, 23 maio 2024, FolhaCorrida, p. B8. Disponível em:
https://acervo.folha.uol.com.br/digital/leitor.do?numero=50653&
maxTouch=0&anchor=6495186&pd=db788aa618689d5c6e76af5c0711efe3

A alternativa em que todas as palavras apresentam ditongo é:
Alternativas
Q3341890 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


 Como surgiu a expressão "Era uma vez" usada nos contos de fadas?


A expressão “Era uma vez…” convida leitores e ouvintes – crianças, jovens, adultos e idosos – a adentrar o mundo da imaginação. Conhecida e utilizada para introduzir histórias orais e escritas, hoje mais frequentemente as destinadas a crianças, a expressão indica tempo propositalmente vago e impreciso, como forma de marcar o caráter ficcional da narrativa, convidando o leitor/ouvinte a soltar a imaginação.


Em língua francesa, registra-se o uso da expressão, pela primeira vez, pelo escritor e poeta Charles Perrault (1628–1703), no conto Les souhaits ridicules (“Os desejos ridículos”), de 1694, incluído na edição de 1871 de sua obra mais famosa, Histoires ou contes du temps passé, avec des moralités (“Histórias ou contos do tempo passado com moralidades”), conhecidos como Les contes de la mêre l'Oye (“Contos da mamãe Gansa”).


A expressão “era uma vez” e suas variantes, como “houve um tempo”, tornaram-se fórmula e chave mágica também utilizada por outros escritores daquela época, como Madame d'Aulnoy, na França, e do século seguinte, como Jeanne-Marie Leprince de Beaumont, na França, Dorothea Viehmann (1755– 1815), na Alemanha – a contadora de histórias que se tornou fonte de referência para os famosos contos dos irmãos Jacob Ludwing Carl Grimm e Wilhelm Carl Grimm – e Hans Christian Andersen, na Dinamarca.


Em língua inglesa, a expressão correspondente Once upon a time e variantes têm origem no século 14, com o poema Sir Ferumbras, da canção de gesta – poema épico medieval francês, celebrando os feitos de heróis e escrito para ser declamado – sobre a época do rei Carlos Magno, e com The Canterbury Tales (“Contos da Cantuária”) do escritor e filósofo inglês Geoffrey Chaucer. Indicam, ainda, que a expressão como a conhecemos existia desde cerca do ano de 1600, tendo sido consolidada pelas narrativas de Perrault, seguido dos irmãos Grimm e de Andersen, alcançando rápida popularidade e tradução em outros países. E há também os que indicam a existência de histórias similares há mais de 6 mil anos.


Fonte: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/curiosidade/noticia/2024/06/como-surgiu-a-expressao-era-umavez-usada-nos-contos-de-fadas.ghtml (adaptado). 

Encontro vocálico é uma sequência de vogais que ocorre em uma palavra. Qual das alternativas apresenta um exemplo de encontro vocálico?
Alternativas
Q3326752 Português
Sobre a classificação silábica, assinalar a alternativa em que só há palavras com hiato.
Alternativas
Q3307780 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Mudança


Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra.

A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

– Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. (Vidas Secas, excerto). 

O excerto que nos apresenta os cenários e contextos onde se desenrola o drama de Sinha vitória, Fabiano, a cachorra Baleia e os Meninos apresenta vários vocábulos que fazem parte do universo sociocultural do sertão semiárido, recheados de encontros vocálicos que trazem sonoridade e expressividade para a narrativa. Sendo possível classificar estes como:



1. Ditongo crescente


2. Ditongo decrescente


3. Hiato



( ) planície


( ) aió


( ) juazeiros


( ) caatinga


( ) baú


( ) chegou


( ) baleia


( ) diabo



A sequência correta para a classificação dos vocábulos extraídos do corpo do texto é:

Alternativas
Q3302756 Português

Leia e responda a questão abaixo:


O TESOURO DO MENDIGO


    Era uma vez um andarilho muito sábio que vagava de vila em vila pedindo esmolas e compartilhando os seus conhecimentos nas praças e nos mercados.

    Ele estava em uma praça em Akbar quando um homem chegou perto dele e disse:

    – Ontem, um mago muito poderoso me disse que aqui nesta praça eu encontraria um mendigo, que apesar de sua miserável aparência me daria um tesouro de valor inestimável e que isto mudaria completamente a minha vida. Quando vi você, percebi de imediato que era o homem que eu procurava. Por favor, me dê o seu tesouro.

    O mendigo olhou para ele sem falar nada, enfiou a mão em um alforje de couro bem desgastado e em seguida estendeu a mão para o homem, dizendo:

    – Deve ser isto então! Entregando-lhe um diamante enorme.

    O outro levou um grande susto e exclamou:

    – Mas esta pedra deve ter um valor enorme!

    – É mesmo? Pode ser. Eu a encontrei no bosque. Disse o mendigo.

    – Muito bem, quanto devo dar por ela?

    – Nada! Para mim ela não serve. Não preciso dela. Se ela lhe serve, leve-a. Não foi isto que o mago lhe disse? Perguntou o mendigo.

    – Sim, foi isto que ele me disse. Obrigado.

    Muito confuso, o homem guardou a pedra e foi embora.

    Meia hora mais tarde ele voltou. Procura o mendigo na praça e encontrando-o diz:

    – Tome sua pedra e me dê o tesouro.

    – Não tenho nada para lhe dar. Disse o mendigo.

    – Tem sim! Quero que me ensine como pôde abrir mão dela sem que isso o incomodasse.

    O homem então passou anos ao lado do mendigo até que aprendeu o que era o desapego.


(https://www.tudosaladeaula.com/) 

Na palavra “couro”, há a presença de um: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IGEDUC Órgão: CRMV-BA Prova: IGEDUC - 2025 - CRMV-BA - Contador(a) |
Q3300446 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mundo preto e branco


Era um mundo preto e branco. Todo o planeta consistia apenas em branco, preto, cinza e suas respectivas tonalidades.


As pessoas caminhavam sob um céu ônix durante o dia e sob um manto carvão a noite. A humanidade consistia em 5 raças: branco, preto, cinza, granizo e chumbo.


Mas, em uma estranha manhã, o céu amanheceu azul. As flores carvão tornaram-se vermelhas, amarelas, verdes cintilantes. Em todo o planeta, mares cinzas ganharam tonalidades de verde e azul. E as planícies desbotadas reverberavam cores múltiplas.


Naquele dia, as pessoas entraram em pânico. Anunciaram o fim do mundo. Prantearam, fizeram cortes em si mesmas, imploraram misericórdia.


No entanto, sem qualquer explicação, o fenômeno durou apenas um dia. Na manhã seguinte, quando o céu voltou a ser cinza ônix, as pessoas agradeceram por terem sobrevivido àquele dia apocalíptico.


Juliano Martins

(https://tudoportugues.com/cronicas-curtas-para-sala-de-aula/)

Analise as afirmativas relacionadas à acentuação dos vocábulos retirados do texto e identifique a informação CORRETA:
Alternativas
Q3299418 Português
Sobre o vocábulo “cálida” é correto apenas o que se afirma em: 
Alternativas
Q3298724 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A diferença entre solitude e solidão


A solidão é uma "emoção subjetiva e desagradável" que surge quando você sente "uma baixa qualidade nos relacionamentos sociais em relação ao que gostaria de ter", explica Andrea Wigfield, diretora do Centro de Estudos da Solidão da Universidade Sheffield Hallam, no Reino Unido.

Especialistas sugerem que a solidão aparece quando você sente que a qualidade de seus relacionamentos pessoais é pior do que deseja.

Ou, ao comparar os relacionamentos que tem com os de colegas, se sente insatisfeito porque as suas amizades parecem mais fracas e desinteressantes.

Enquanto uma pessoa isolada pode rapidamente se tornar solitária, também é verdade que é possível se sentir sozinho no meio de uma multidão.

A sensação de que você não pertence — ou de que a qualidade de suas conexões não é forte o suficiente — pode rapidamente levar a essa emoção subjetiva e desagradável, alerta a professora Wigfield.

Embora seja um problema antigo, a solidão se tornou um desafio para milhões durante os lockdowns prolongados e o distanciamento social obrigatório da pandemia de covid-19. Isso deixou muitas pessoas isoladas em casa.

Já a solitude, por outro lado, é mais um estado temporário e pode trazer um momento bem-vindo de tranquilidade.

Trata-se de um período em que você está fisicamente só e não interage com ninguém nas redes sociais, explica a psicóloga Thuy-Vy Nguyen, pesquisadora do Laboratório de Solitude da Universidade de Durham, no Reino Unido.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx28lv8ppxgo#:~:text)

"Trata-se de um período em que você está fisicamente só e não interage com ninguém nas redes sociais, explica a psicóloga Thuy-Vy Nguyen, pesquisadora do Laboratório de Solitude da Universidade de Durham, no Reino Unido."


Quanto à acentuação dos vocábulos do trecho, identifique a alternativa INCORRETA:

Alternativas
Q3285070 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


MÃE DA MINHA MÃE


A mãe da minha mãe chegou sem se anunciar. Eu não a conhecia, embora soubesse da sua existência. Ela veio e foi bem recebida por mim. Como poderia ser diferente em se tratando da mãe daquela que me gerou durante nove meses, se maquiou e se perfumou na hora de ir à maternidade ganhar neném? E a neném era eu saindo de sua barriga e entrando no mundo indefesa e necessitada de proteção.


Como não oferecer hospitalidade, não dizer "entre, a casa é sua" para a mãe daquela que me banhou, trocou as minhas fraldas, me deu colo, me penteou os cabelos, olhou para mim como se eu fosse um milagre pelo qual ela havia esperado toda a vida?


Ainda que eu não tivesse convivido antes com a mãe da minha mãe, reconheci de imediato a disposição para o cuidar que passa de uma mãe a outra, em ininterrupta corrente geracional, pulsão de ancestralidade que não pede licença para dar palpites na alimentação, lembrar o horário dos remédios, recomendar sapatos mais confortáveis, conferir se as horas de sono foram suficientes e restauradoras.


A mãe da minha mãe me avisou que deve ouvir mais do que falar, pois ela veio para isso, para acompanhar a minha mãe nas recordações da infância, da juventude, do casamento, de quando eu e minha irmã éramos crianças, de quando adolescemos e viramos adultas.


A mãe da minha mãe me ensinou a importância dessa escuta, de afinar a sensibilidade para entender que a minha mãe, aos 91 anos, faz o balanço da vida e precisa de quem lhe ouça, chore e ria com ela, jogue luz nos momentos bons e, se preciso, trapaceie na contabilidade afetiva para mostrar que houve mais felicidade do que tristeza e que, no final das contas, o saldo de viver é positivo.


A essas alturas, quem abriu a porta para a mãe da sua mãe ou para o pai do seu pai ou para ambos entendeu tudo que está escrito neste texto e nem precisa ler as últimas palavras desta crônica para dizer — com certeza já disse — que a mãe da minha mãe não é a minha avó, sou eu.


Disponível em: https://mais.opovo.com.br/.

"A mãe da minha mãe me ensinou a importância dessa escuta [...]"
O encontro vocálico demarcado, na palavra importância, é tipificado como
Alternativas
Q3279021 Português
Marque a alternativa onde há um tritongo, um ditongo e um hiato, respectivamente.
Alternativas
Respostas
161: B
162: B
163: B
164: C
165: A
166: C
167: B
168: B
169: B
170: A
171: B
172: B
173: D
174: A
175: D
176: A
177: B
178: D
179: B
180: D