Questões de Concurso
Sobre emprego do hífen em português
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Autora de obras diversas em gênero, em forma − que vão da crônica ao ensaio, passando pela dramaturgia e por livros __________ −, Cidinha da Silva confirma a cada publicação sua relevância na literatura brasileira contemporânea.
Entre as publicações recentes, destacam-se Vamos falar de relações raciais?: Crônicas para debater o __________ (Autêntica, 2024) e Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior: 81 lições do método Sueli Carneiro (Rosa dos Tempos, 2025) − e a autora de Belo Horizonte acaba de lançar, pela Relicário, a __________ Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros.
Cidinha da Silva conversa com a Cult sobre o novo livro − que tem como proposta "explicitar e exemplificar situações frequentes de exploração e __________ das escritoras negras".
(Disponível em: https://acesse.one/2v41sri. Acesso em 15 mai. 2026. Adaptado.)
A respeito da ortografia e do uso ou não do hífen, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas no excerto:
Com base nas regras do emprego do hífen, como 'quinta-feira', assinale a alternativa que apresenta vocábulos grafados corretamente com ou sem hífen.
Leia o texto para responder à questão.
Crônica, de Martha Medeiros.
Era uma festa familiar,
dessas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém
conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a
cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a
resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou
fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena,
inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia: "Olha pra essa
menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O
que ela pode querer mais?"
Nada é tão comum quanto
resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana
é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de
dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?
Imaginei a garota acusando
o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência
com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino
inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer
ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.
Quero que o fato de ter
uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca
aceite a ideia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha
medo nem vergonha de ainda desejar.
Quero uma primeira vez
outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira
caminhada por uma nova cidade, uma primeira estreia em algo que nunca fiz,
quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações
inéditas até o fim dos meus dias.
Quero ventilação, não
morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a
melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa.
Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha
biografia, deixar que vazem algumas ideias minhas que não são muito
abençoáveis.
Queria não me sentir tão
responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não
tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre
as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Permitir-me ser um
pouco insignificante.
E, na minha
insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar
com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão
misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de
existir. O que eu quero mais? Escutar-me e obedecer o meu lado mais
transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido,
filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E
também quero mais tempo livre. E mais abraços.
Pois é, ninguém está
satisfeito. Ainda bem.
O vocábulo 'polimorfismos' não apresenta hífen. Nas frases abaixo, todas as palavras compostas estão corretamente grafadas sem hífen, exceto:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Lei reestrutura carreiras do serviço público federal
A lei que reestrutura parte do serviço público federal e cria mais de 24 mil novos cargos efetivos foi publicada nesta terça-feira (31) no Diário Oficial da União (DOU). A Lei 15.367 teve origem no PL 5.874/2025, apresentado pela Presidência da República.
Entre as novidades, está a criação da carreira de analista técnico do Poder Executivo Federal (ATE), formada a partir da transformação de 6,9 mil cargos vagos de especialidades administrativas hoje distribuídas por diferentes órgãos. Servidores com formação em áreas como administração, contabilidade, biblioteconomia e arquivologia passarão a integrar essa carreira única, com lotação no MGI.
Outra medida prevista na lei é a criação da Gratificação Temporária de Execução e Apoio a Atividades Técnicas e Administrativas, destinada a servidores que não integram carreiras estruturadas e atuam em diversos órgãos do Executivo. O limite é de 4.430 gratificações para cargos de nível superior e 32.550 para cargos de nível intermediário.
A lei ainda disciplina a possibilidade de adoção de regimes de plantão ou turnos alternados para servidores federais quando as atividades exigirem prestação contínua de serviços. Nesses casos, poderão ser adotadas jornadas distintas, como turnos de seis horas diárias ou regimes de plantão em atividades que funcionem 24 horas por dia.
No caso de servidores que atuam no órgão central do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, o texto prevê jornadas superiores a oito horas diárias em situações relacionadas a monitoramento, prevenção e resposta a desastres.
Outra mudança administrativa prevista é a autorização para realização de exames médico-periciais por telemedicina ou análise documental, medida que pode simplificar procedimentos de avaliação médica de servidores públicos. A lei também reajusta a remuneração dos cargos de médico e de médico veterinário do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação.
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/03/31/lei-reestrutur a-carreiras-do-servico-publico-federal
"Outra mudança administrativa prevista é a autorização para realização de exames médico-periciais por telemedicina ou análise documental, medida que pode simplificar procedimentos de avaliação médica de servidores públicos.
O vocábulo 'telemedicina' está grafado corretamente sem hífen, assim como aqueles apresentados nas alternativas a seguir, exceto:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ministério da Saúde lança videocast com primeiro episódio focado em saúde mental.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estreia, nesta segunda-feira (13), o videocast "Saúde nas Redes", programa quinzenal que será exibido no canal oficial do Ministério da Saúde no Youtube. No primeiro episódio, o tema será saúde mental, assunto cada vez mais urgente no debate público e nas redes sociais. Padilha recebe a psicóloga e criadora de conteúdo Karen Scavacini e a cientista social e influenciadora Nataly Neri.
"A gente vive um tempo em que as telas estão dominando tudo, mas o lazer, o aprendizado e outras oportunidades que elas proporcionam podem se tornar um problema quando o uso sai do controle. Quando alguém começa a ficar irritado ao ficar sem celular, deixa de realizar outras atividades, passa as madrugadas online, dorme mal, se isola no quarto e perde o interesse em conversar, esses são sinais de alerta. Quanto mais cedo a gente percebe, mais conseguimos ajudar", afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Com formato quinzenal, o videocast surge com a proposta de ampliar o acesso da população a informações verdadeiras e qualificadas sobre saúde, conectando especialistas e comunicadores com forte presença digital. A cada episódio, o ministro recebe um especialista no tema em discussão ao lado de um influenciador digital, promovendo conversas acessíveis, relevantes e alinhadas aos desafios atuais da saúde pública.
O programa é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o YouTube, sempre às segundas-feiras, no canal oficial do Ministério da Saúde e nas redes sociais da pasta.
Na estreia, o debate é em torno dos impactos do ambiente digital no bem-estar emocional da população. Durante a conversa, Karen Scavacini destaca a importância de compreender a internet como uma grande praça pública e reforça a necessidade de atenção dos pais e responsáveis ao uso de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes. Já Nataly Neri compartilha como a exposição da vida nas redes sociais contribuiu para seu adoecimento mental e fala sobre o percurso de descoberta e cuidado com a própria saúde.
Os próximos episódios abordarão temas de grande relevância, como desinformação, jogos de apostas (bets) e saúde da mulher, ampliando o debate sobre questões atuais que impactam diretamente o bem-estar da população e o uso consciente das tecnologias no dia a dia.
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/abril/ministerio-d a-saude-lanca-videocast-com-primeiro-episodio-focado-em-saude-ment al
(__)O vocábulo 'estreia' está grafado corretamente sem acento, assim como 'geleia', 'joia' e 'debiloide'.
(__)A palavra 'bem-estar' está grafada corretamente com hífen, assim como 'couve-flor' e 'para-lama'.
(__) O vocábulo 'digital' está grafado corretamente com 'g', assim como 'genipapo', 'tigela' e 'lambugem'.
(__)O vocábulo 'emocional' possui 'c' em sua grafia, assim como 'aborrecer', 'disfarce' e 'percevejo'.
Assinale a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Napoleão, disquete e mascote oficial: saiba a história do Imposto de Renda
O Imposto de Renda brasileiro é, desde 1979, a principal forma de arrecadação de tributos no país. Contudo, a raiz dessa tributação tem mais de 200 anos de história.
De acordo com a Receita Federal, o sistema de arrecadação no Brasil foi, assim como em outros países ao redor do mundo, inspirado no imposto de renda criado na Inglaterra, em 1799.
À época, William Pitt, primeiro-ministro da Grã-Bretanha, viu na tributação geral uma oportunidade de financiar os conflitos entre o país e Napoleão Bonaparte, líder francês.
No sistema que criou, todos aqueles que ganhassem mais de 200 libras eram taxados em 10%, enquanto os que recebiam entre 60 e 200 libras pagavam um imposto que variava entre 1% e 10%. Já quem ganhava menos de 60 libras não era taxado.
À primeira vista, muitos britânicos foram contra a medida. No entanto, a Grã-Bretanha venceu a guerra e, com isso, conquistou a confiança da população em relação à nova taxa. Com o tempo, pagar imposto de renda passou a ser visto como um ato patriótico.
Ao longo dos anos, diversos países adotaram essa forma de tributação e, em 31 de dezembro de 1922, o Brasil também entrou para a lista.
A arrecadação, no entanto, não teve como finalidade o financiamento de guerras, mas sim o aumento do orçamento federal.
De acordo com a Receita Federal, a tributação tem como objetivo financiar políticas públicas. "O IR não tem uma destinação específica; ele compõe as receitas orçamentárias do país", explica o órgão.
Por isso, o Imposto de Renda pode estar, literalmente, em qualquer lugar.
Até 1978, o IR era um imposto como qualquer outro. Foi em 1979 que ele passou a liderar a arrecadação no Brasil.
No ano seguinte, a Receita Federal celebrou o feito com uma novidade: o Imposto de Renda passou a ter como mascote oficial um leão. O Fisco diz que a escolha do animal levou em consideração algumas de suas características:
É um animal nobre, que impõe respeito e demonstra força pela simples presença;
É o rei dos animais, mas não ataca sem avisar;
É justo;
É leal;
É manso, mas não é bobo.
O sucesso das campanhas publicitárias foi absoluto. Até hoje, esse é o símbolo do Imposto de Renda - origem, inclusive, do termo "carnê-leão".
Em 1990, outras mudanças também definiram o rumo do IR para os anos seguintes. Foi nessa década que as tecnologias digitais começaram a ganhar espaço, com o envio de declarações por disquete - um dispositivo de armazenamento semelhante a um cartão de memória.
Esse foi o primeiro passo para avanços tecnológicos que facilitaram cada vez mais a entrega das declarações, antes feitas manualmente, em papel. Caligrafias ilegíveis ou manchas de tinta podiam gerar divergências de informações e resultar na malha fina.
Hoje, é totalmente possível enviar a declaração de forma online e padronizada, reduzindo a ocorrência de erros no cruzamento de dados.
Em 2025, o governo federal arrecadou mais de R$ 2,88 trilhões, sendo grande parte desse valor proveniente do Imposto de Renda.
De acordo com a Receita Federal, em 2026, mais de 8 milhões de brasileiros já prestaram contas. Para quem ainda precisa declarar, o prazo vai até 29 de maio.
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/financas/napoleao-disquete-e-mascote-oficial-saiba-a-historia-do-imposto-de-renda/
Com base nas regras de emprego do hífen em palavras compostas, analise as afirmativas a seguir:
I.O vocábulo 'primeiro-ministro' está hifenizado corretamente, pois emprega-se o hífen nos compostos quando o primeiro termo está representado por forma numeral.
II.O vocábulo 'Grã-Bretanha' está hifenizado corretamente, assim como 'Baía de Todos-os-Santos', 'Trás-os-Montes' e 'Entre-os-Rios', pois todos representam formas geográficas.
III.Assim como o vocábulo 'primeiro-ministro', o emprego do hífen também está correto em 'beija-flor', 'guarda-noturno' e 'manda-chuva'.
IV.As locuções substantivas, adjetivas e adverbiais não recebem hífen, como em 'cão de guarda', 'cor de vinho' e 'depois de amanhã'. No entanto, 'cor-de-rosa' é grafado com hífen por se tratar de um composto consagrado pelo uso.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Para reconquistar passageiros, transporte público por ônibus precisa se modernizar.
O transporte público por ônibus no Brasil, vem perdendo passageiros a cada ano, realidade que se intensificou no período da pandemia de covid-19. Apenas para ter uma ideia, desde 2019 o segmento de ônibus urbano registrou queda de quase 25% na demanda, com perda de 8 milhões de deslocamentos de pessoas por dia, de acordo com o Anuário 2022-2023, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
A corrida para a recuperação de passageiros encontra diversos desafios, como mudanças nos hábitos pós-crise sanitária, concorrência com aplicativos de mobilidade e insatisfação com os serviços oferecidos pelo transporte público de maneira geral, em especial com o preço da passagem. "A recuperação desse setor passa, obrigatoriamente, por oferecer aos consumidores informações e facilidades para que tenham controle dos seus deslocamentos", diz Sergio Avelleda, sócio-fundador da Urucuia Inteligência em Mobilidade Urbana.
Ele explica que, embora, hoje, pareça normal, o nível de informação proporcionado pelo transporte individual por aplicativo elevou o padrão dos deslocamentos de maneira geral. "As pessoas se acostumaram com a previsibilidade: sabem a hora em que o transporte vai chegar, o tempo de percurso, quanto vão pagar, a rota e, inclusive, já pagam direto pelo aplicativo. E a população quer ter isso, também, no transporte público", afirma Avelleda.
Oferecer melhor controle do tempo, facilidades no pagamento e um serviço de qualidade passa pela modernização do transporte por ônibus, um movimento que já começou. Um exemplo é a adoção do Cartão TOP, desde novembro de 2021, na região metropolitana de São Paulo, quando a ferramenta passou a conectar passageiros que utilizam ônibus intermunicipais e transporte sobre trilhos na cidade, com desconto na integração.
Atualmente, já são mais de 370 milhões de bilhetes QR Codes vendidos e 2,4 milhões de cadastros no aplicativo, o que representa, de acordo com a empresa responsável, 30% do transporte da capital paulista.
Trata-se de um sistema de bilhetagem eletrônica usado para pagamento das viagens mediante a compra de bilhetes QR Code, com o mesmo cartão válido no Metrô, CPTM e ônibus da EMTU, mas que pode ir muito além.
https://mobilidade.estadao.com.br/mobilidade-para-que/para-reconquist ar-passageiros-transporte-por-onibus-precisa-se-modernizar/
O emprego do hífen em palavras compostas com o prefixo 'pós', como em 'pós-crise', assim como nos prefixos 'pre', 'pro' e 'co', depende de alguns critérios específicos de hifenização. Com base nisso, complete as lacunas a seguir com palavras grafadas corretamente.
"O estudo científico exige rigor ao______critérios de análise, garantindo que os resultados sejam confiáveis e comparáveis. Nesse contexto, pesquisadores de diferentes instituições podem______entre si para ampliar o alcance das descobertas e compartilhar conhecimentos. Em pesquisas da área da biologia, por exemplo, investiga-se o desenvolvimento do______, etapa inicial do processo embrionário que ajuda a compreender a formação dos seres vivos."
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
Em se tratando da formação das palavras a partir dos prefixos /pré/ e /pre/, a exemplo de “preconceito”, assinale a alternativa em que a palavra destacada esteja grafada conforme a ortografia oficial da língua portuguesa.
Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Dinheiro oculto
Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria
Pesquisadores de duas escolas de medicina do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram a prevalência e a magnitude de conflitos de interesse financeiro entre médicos que publicaram artigos em duas revistas influentes da área de psiquiatria: o American Journal of Psychiatry (AJP) e o Journal of the American MedicalAssociation Psychiatry (Jama-PSY).
O levantamento, divulgado na revista médica eletrônica BMJ Open, observou que cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos. Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos.
O estudo também identificou um grupo de 10 autores altamente remunerados – oito homens e duas mulheres –, que conduziram 12 ensaios clínicos randomizados de medicamentos para depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, entre outros. Eles responderam por 84,8% (AJP) e 99,6% (JAMA-PSY) de todos os pagamentos não divulgados às revistas. Seus nomes não foram revelados no estudo.
Para chegar aos resultados, fez-se o cruzamento de duas fontes de informação. Uma delas são os valores declarados pelos médicos às duas revistas, cujas políticas editoriais exigem que autores informem suas relações financeiras com patrocinadores nos 36 meses anteriores à publicação. A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais, a fim de tornar transparentes e permitir a fiscalização de eventuais conflitos de interesse. Nesse banco, são contabilizados desde almoços a profissionais da saúde pagos por representantes comerciais de empresas até bolsas de pesquisa e a compra de participação acionária de empresas pertencentes a médicos.
O levantamento alerta que os conflitos de interesse na pesquisa psiquiátrica representam um desafio ético persistente. “Vínculos financeiros podem influenciar indevidamente os resultados dos estudos, com pesquisas financiadas pela indústria frequentemente apresentando resultados favoráveis aos produtos do patrocinador”, escreveram os autores. “Esse viés é particularmente preocupante nos contextos da pesquisa psiquiátrica, onde ainda há uma carência de biomarcadores objetivos para a maioria dos transtornos mentais.”
Segundo eles, os achados evidenciam possíveis lacunas nas políticas editoriais de periódicos. Uma forma de resolvê-las seria criar mecanismos independentes de verificação cruzada, como a exigência de links para perfis do Open Payments durante a submissão de artigos a revistas.
Fonte: PESQUISAFAPESP. Dinheiro Oculto. 21 jan. 2026, 8:05. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/. 21 jan. 2026 às 8:05. Acesso em: 18 mar. 2026 [adaptado].
Analise as assertivas que seguem acerca do fragmento do Texto I: “A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais” (4 º parágrafo).
I- O trecho que inicia em “um programa nacional” exerce função de aposto explicativo, pois acrescenta uma informação sobre “Open Payments”.
II- O uso do hífen em “enfermeiros-chefes” está inadequado, pois, nesse caso, a forma correta seria sem hífen.
III- O segmento “um programa nacional que exige que empresas [...]” apresenta uma restrição ao sentido de “Open Payments”.
IV- As aspas em “valores transferidos” foram empregadas para dar ênfase à expressão e, no contexto apresentado, poderiam ser substituídas por vírgulas.
É CORRETO o que se afirma em:
Assinale a alternativa correta quanto à ortografia oficial das palavras destacadas no trecho, à luz do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
O telescópio James Webb mapeou 800 mil galáxias e pode estar perto de desvendar a matéria escura
Por Elizabeth Landau

(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2026/03/o-telescopio-james-webb-mapeou800-mil-galaxias-e-pode-estar-perto-de-desvendar-a-materia-escura – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
A esse respeito, a palavra que NÃO está devidamente hifenizada é