Questões de Concurso
Sobre emprego do hífen em português
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De acordo com dados de voo analisados pelo Serviço Mundial da BBC, o transponder da aeronave repentinamente começou a indicar que ela estava em território russo.
As palavras formadas com o elemento de composição “aero”, como “aeroespacial”, podem apresentar ou não hífen, conforme as regras ortográficas vigentes. Com base nisso, complete as lacunas do trecho com as palavras grafadas corretamente.
“Durante a visita técnica, os estudantes conheceram o _______ da cidade e observaram diferentes atividades ligadas à aviação. Entre os equipamentos apresentados, chamou atenção o _______ utilizado em determinadas operações especializadas. Os instrutores também explicaram como a _______ pode ser empregada para coletar informações atmosféricas e auxiliar pesquisas científicas.”
Assinale a alternativa que apresenta os elementos que preenchem corretamente as lacunas acima.


• “Talvez você tenha __________ o tempo necessário”.
• “Ela pode assumir muitas formas diferentes, incluindo procrastinação, compulsão alimentar, gastos excessivos, _______ por jogos de azar ou vícios diversos”.
• “As pessoas também tendem a ____________ o presente e desconsiderar o futuro”.
O espetáculo do hermetismo* : a retórica oracular contra a generosidade intelectual
Por Marco Aurélio Werle


(Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=1024676 – texto adaptado especialmente para esta prova).
• “O discurso flui por livre associação de ideias, costurando de forma vertiginosa fragmentos de notícias cotidianas, ________ histórica e saltos temporais bruscos”.
• “Produz-se um efeito de profundidade pelo excesso de conexões herméticas e ____________”.
• “O saber, dessa forma, deixa de ser um bem comum e se transforma em um espetáculo de conhecimento __________ e privativo”.
Considerando as regras ortográficas vigentes, assinale a alternativa em que a palavra destacada está grafada de forma CORRETA:
Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudocom-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).
• “Trata-se também de uma população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais”.
• “A pesquisa também mediu indicadores como índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura, pressão arterial e função endotelial da ________”.
• “Também foi feito um trabalho de conscientização e treinamento com merendeiras e responsáveis em que foram ensinadas receitas que substituíssem o uso de ________ no cardápio de crianças, priorizando alimentos saudáveis”.
I- Amor-perfeito.
II- Couve-flor.
III- Grã-Bretanha.
IV- Cão-de-guarda.
Leia o texto abaixo e responda à questão
Algofobia
Trecho do livro “Sociedade paliativa” de autoria de Byung-Chul Han
“Dize tua relação com a dor, e te direi quem és!” Este ditado de Ernst Jünger pode ser extrapolado para a sociedade como um todo. A nossa relação com a dor mostra em que sociedade vivemos. Dores são cifras. Elas contêm a chave para o entendimento de toda a sociedade. Assim, cada crítica da sociedade tem de levar a cabo uma hermenêutica da dor. Caso se deixe a dor apenas a cargo da medicina, deixamos escapar o seu caráter de signo [Zeichencharakter].
Hoje impera por todo lugar uma algofobia, uma angústia generalizada diante da dor. Também a tolerância à dor diminui rapidamente. A algofobia tem por consequência uma anestesia permanente. Toda condição dolorosa é evitada. Tornam-se suspeitas, entrementes, também as dores de amor. A algofobia se prolonga no social. Conflitos e controvérsias que poderiam levar a confrontações dolorosas têm cada vez menos espaço. A algofobia se estende também à política. A coação à conformidade e a pressão por consenso crescem. A política se orienta em uma zona paliativa e perde toda vitalidade. A “falta de alternativa” é um analgésico político. O “centro” difuso atua paliativamente. Em vez de debater e lutar pelos melhores argumentos, entregamo-nos à compulsão por sistema [Systemzwang]. Uma pós-democracia se anuncia. Ela é uma democracia paliativa. Por isso, Chantal Mouffe demanda uma “política agonística”, que não evita confrontações dolorosas. A política paliativa não é capaz de visões ou de reformas penetrantes. Ela prefere tomar analgésicos de curto efeito, que apenas aceleram disfunções e rejeições. A política paliativa não tem nenhuma coragem para a dor. Desse modo, o igual [das Gleiche] avança.
Há uma mudança de paradigma no fundamento da algofobia atual. Vivemos em uma sociedade da positividade, que busca se desonerar de toda forma de negatividade. A dor é a negatividade pura e simplesmente. Também a psicologia segue essa mudança de paradigma e passa, da psicologia negativa como “psicologia do sofrimento”, para a “psicologia positiva”, que se ocupa com o bem-estar, a felicidade e o otimismo. Pensamentos negativos devem ser evitados. Eles devem ser substituídos imediatamente por pensamentos positivos. A psicologia positiva submete a própria dor a uma lógica do desempenho. A ideologia neoliberal da resiliência transforma experiências traumáticas em catalisadores para o aumento do desempenho. Fala-se até mesmo de crescimento pós traumático. O treino de resiliência como treino de resistência espiritual tem de formar, a partir do ser humano, um sujeito de desempenho permanentemente feliz, o mais insensível à dor possível.
A missão de felicidade da psicologia positiva e a promessa de um oásis de bem-estar medicamente produzível são irmanadas. A crise de opioides estadunidense tem [um] caráter paradigmático. Dela toma parte não apenas a cobiça material de uma empresa farmacológica. Antes há, em seu fundamento, uma suposição fatal para a existência humana. Só uma ideologia do bem-estar permanente pode levar a que medicamentos que eram originariamente usados na medicina paliativa sejam usados com grande pompa também nos saudáveis. Não por acaso o especialista em dor estadunidense David B. Morris já notava, décadas atrás: “Os americanos de hoje pertencem, provavelmente, à primeira geração da Terra que veem uma existência livre de dor como um direito constitucional. Dores são um escândalo”.
A sociedade paliativa coincide com a sociedade do desempenho. A dor é vista como um sinal de fraqueza. Ela é algo que deve ser ocultado ou ser eliminado por meio da otimização [wegzuoptimieren]. Ela não é compatível com o desempenho. A passividade do sofrer não tem lugar na sociedade ativa dominada pelo poder [Können]. Hoje se remove à dor qualquer possibilidade de expressão. Ela é, além disso, condenada a calar-se. A sociedade paliativa não permite avivar, verbalizar a dor em uma paixão.
A sociedade paliativa é, ademais, uma sociedade do curtir [Gefällt-mir]. Ela degenera em uma mania de curtição [Gefälligkeitswahn]. Tudo é alisado até que provoque bem-estar. O like é o signo, sim, o analgésico do presente. Ele domina não apenas as mídias sociais, mas todas as esferas da cultura. Nada deve provocar dor. Não apenas a arte, mas também a própria vida tem de ser instagramável, ou seja, livre de ângulos e cantos, de conflitos e contradições que poderiam provocar dor. Esquece-se que a dor purifica. Falta, à cultura da curtição, a possibilidade da catarse. Assim, sufocamo-la com os resíduos [Schlacken] da positividade, que se acumulam sob a superfície da cultura de curtição.
Fonte: Han, Byung-Chul. Sociedade paliativa: a dor hoje. 1.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2021.

Como é o trabalho de encontrar dinossauros?
Por Redação National Geographic Brasil

(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2025/11/como-e-o-trabalho-de-encontrar- dinossauros-um-paleontologo-revela-os-passos-de-uma-descoberta-pre-historica – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando as regras de uso do hífen nas palavras compostas, assinale a alternativa que apresenta grafia incorreta.
O vocábulo 'crononutrição' está grafado corretamente sem hífen. Analise, a seguir, a grafia de outras palavras, com ou sem hífen.
I.mandachuva e paraquedas.
II.cor de café e arco-da-velha.
III.ex-aluno e circumediterrâneo.
IV.pré-universitário e pré-existente.
Após a análise, assinale as alternativas que apresentam vocábulos grafados corretamente.
"...aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui, disse o ex-intermediário."
Com base nas regras de hifenização aplicáveis às palavras compostas, analise as afirmativas a seguir, acerca dos vocábulos grafados com hífen no texto, bem como daqueles empregados fora desse contexto.
I.O vocábulo 'formigas-rainhas' é grafado com hífen porque, nos compostos sem elemento de ligação cujo primeiro termo é um substantivo, emprega-se o hífen, tal como ocorre em 'arco-íris' e 'joão-ninguém'.
II.Os vocábulos formados por prefixos que indicam anterioridade ou cessação, como 'ex-', devem ser grafados com hífen, o que justifica seu emprego na palavra 'ex-intermediário'.Os vocábulos 'soto-almirante' e 'vice-presidente' também estão grafados corretamente.
III.O vocábulo 'café-com-leite' encontra-se corretamente grafado com hífen, por se tratar de uma forma consagrada pelo uso, a qual, por essa razão, não sofreu alteração com o Acordo Ortográfico.
IV.Semelhante ao prefixo 'ex-', o prefixo 'contra-' pode ser empregado com hífen, na maioria dos casos, como em 'contra-almirante' e 'contra-regra', embora seu uso não seja obrigatório em todas as formações.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
O vocábulo 'quebra-cabeça' estágrafado corretamente com hífen, assim como os empregados nos enunciados a seguir, exceto.
A palavra 'diretor-executivo' está grafada corretamente com hífen, assim como dos enunciados a seguir, exceto.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Respeito começa no atendimento: capacitação sobre cidadania e combate à discriminação orienta servidores em MS.
Servidores públicos estaduais e trabalhadores terceirizados da administração pública participaram, nos dias 20 a 23 de janeiro, da capacitação "Sensibilização e combate às diversas formas de discriminação no ambiente de trabalho", promovida pela SEC (Secretaria de Estado da Cidadania). A formação integra a categoria Direitos e Cidadania e tem como objetivo fortalecer uma atuação institucional baseada no respeito, na equidade e na valorização das diferenças, qualificando o atendimento prestado à população.
A atualização é composta por vídeos gravados pelos subsecretários de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Pessoa Idosa, Mulheres, Pessoa com Deficiência, LGBTQIA+ e Povos Originários, e já havia sido ofertada anteriormente de forma online em repartições públicas do Estado. Agora, a capacitação passa a ocorrer também de forma presencial.
A abertura, realizada na última terça-feira (20), na SEC, foi conduzida pelo secretário-adjunto da Cidadania, José Francisco Sarmento, que destacou a importância de compreender a diversidade como um princípio essencial do serviço público. "O primeiro contato que o cidadão tem com o Estado, muitas vezes, acontece no atendimento. É ali que se forma a primeira impressão sobre o poder público", afirmou.
Segundo Sarmento, o desafio do serviço público é reconhecer que a sociedade é plural e marcada por diferentes histórias e vivências. "Nós precisamos atender as pessoas como elas são, respeitando suas diferenças, independentemente da cor da pele, do gênero, da deficiência ou de qualquer outra condição. O nosso compromisso é não deixar ninguém para trás", ressaltou.
Entre os participantes presentes, a servidora Adrieli Costa de Oliveira Lopes, assessora da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e lotada na Coordenadoria Jurídica do Instituto de Meio Ambiente, avaliou a iniciativa como fundamental para o cotidiano institucional. "A capacitação é excelente porque nos atualiza e nos chama para um processo de reflexão sobre respeito, diferenças, direitos e dignidade, temas muito presentes no nosso dia a dia, especialmente no campo jurídico", afirmou.
Ela também destacou a importância de que a formação seja replicada nos próprios órgãos. "No meio jurídico, lidamos diretamente com dores e situações de desrespeito, por isso é essencial que as legislações sejam respeitadas e cumpridas", completou.
Já a servidora Silvana Giovanoni, do centro estadual que acompanha estudantes com autismo matriculados na rede estadual de ensino, reforçou a relevância do debate sobre deficiência nos ambientes de trabalho. "Essas questões estão cada vez mais presentes não só na educação, mas também nos ambientes profissionais. Compreender as diferentes formas de comunicação e interação é fundamental para promover inclusão", destacou.
https://www.ms.gov.br/noticias/respeito-comeca-no-atendimento-capacitacao-sobre-cidadania-e-combate-a-discriminacao-orienta-servidores-em-ms fragmento
O prefixo 'sub', como em 'subsecretários', pode ser empregado na formação de palavras compostas com ou sem hífen, a depender da inicial do segundo elemento. Com base nisso, assinale a alternativa em que a palavra formada com esse prefixo está grafada de forma incorreta.
