Questões de Concurso Sobre denotação e conotação em português

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Q2062247 Português
Segundo Cereja e Cochar (2013, p. 23), pode haver uma “relação entre dois textos caracterizada por um citar o outro”.
TEXTO I
No térreo do instituto, há uma sólida lareira em granito cinza-chumbo. Gravada na pedra, uma inscrição em escrita antiga que um amigo sueco decifrou para mim com alguma dificuldade: "A mente não alcança além da palavra". Uma forma elegante de afirmar que aquilo que não conseguimos explicar aos demais não sabemos realmente.
TEXTO II
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Pela utilização de ideias de textos já existentes e pelo diálogo que os dois textos realizam com outros textos-fonte, é correto afirmar que ambos, cada um à sua maneira, exemplificam uma forma de
Alternativas
Q2062241 Português
Os dois textos seguintes tratam de alguns aspectos semânticos e estilísticos das palavras.
TEXTO I
“Em Djursholm, subúrbio elegante da cidade de Estocolmo, fica a sede do Instituto Mittag-Leffler. O palacete foi construído na década de 1890 pelo matemático sueco Gösta Mittag-Leffler (1846–1927), cujo casamento com a rica herdeira Signe af Lindfors dotara-o com os meios necessários para se permitir e a sua família uma residência refinada”. 
TEXTO II
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Avalie o que se informa a respeito.
I – No Texto II, a frase “tive que trocar todas as peças.”, observa-se o emprego do vocábulo destacado em sentido conotativo, figurado, pelo seu poder evocativo.
II – Na frase “Isso é um paradoxo.” (Texto II), considerando-se o contexto, o termo sublinhado pode ser corretamente substituído, sem prejuízo de sentido ao texto, por “consenso”.
III – No Texto I, as palavras “elegante” e “refinada” foram empregadas em sentido próprio, literal, pois apenas qualificam os substantivos que as acompanham na sentença, respectivamente.
IV – No primeiro período do Texto I, a palavra “família” é polissêmica, pois, se utilizada em novos contextos, apresentará outros sentidos como, por exemplo: categorização científica, tipos gráficos, elementos químicos, para citar alguns.
Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q2061406 Português
“...Vivendo de folia e caos Quebrando tudo, pra variar Vivendo entre o sim e o não Levando tudo na moral...”
Jota Quest. Na moral. Composição: Marco Túlio Lara / Play / Jota Quest / Emmanuel Horvilleur / Dante Spinetta.
A música do Jota Quest traz a expressão “na moral”, tanto no título, quanto ao longo da letra. “Na moral” é uma gíria brasileira que pode ter diversas interpretações, dependendo da região em que é utilizada, como: “por favor”, “sem problemas”, “tranquilo” ou “de boa”. As gírias são criadas no intuito de substituir termos formais da língua, ou seja, não podem ser interpretadas de maneira literal e sim em seu sentido: 
Alternativas
Q2059180 Português


Crise no Reino Unido preocupa, enquanto FMI vê possibilidade de recessão global


As bolsas globais têm tentado operar no azul nos últimos dias, mas o cenário continua sendo de muita cautela.

O pessimismo parece ser alimentado por todos os lados, com o aumento das taxas de juros mundo afora, a escalada da guerra na Ucrânia e, principalmente, a crise no Reino Unido deflagrada por um pacote de medidas econômicas proposto por Liz Truss, a nova primeira-ministra britânica.

O pacote consiste em um corte agressivo de impostos e a imposição de um teto nas contas de luz, cujo tom expansionista de aumento de gastos públicos em meio a uma crise econômica sem precedentes na Europa desagradou — e muito — o mercado.

Os títulos de dívida pública, chamado de “gilts”, e a libra despencaram em resposta, forçando o Reino Unido a colocar a medida sob revisão.

Na última terça-feira (11), o presidente do Banco da Inglaterra (o banco central britânico), Andrew Bailey, porém, sinalizou que não iria mais estender a compra de títulos em curso, proposta para estancar as quedas. A libra despencou às mínimas em duas semanas em resposta, e, embora esteja se recuperando na manhã desta quarta, ainda é um termômetro do desequilíbrio no Reino Unido.

A cereja do bolo foi a divulgação do PIB britânico do mês de agosto, que apresentou queda de 0,3%.

A expectativa era de crescimento perto de zero.

O resfriamento da economia do Reino Unido não vem isolado: o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento do PIB global para o ano que vem, de 2,9% a 2,7%, citando efeitos da guerra na Ucrânia, aumento das taxas de juros e até crise imobiliária na China.

Os choques, na visão do órgão financeiro, podem levar o mundo a uma recessão e a uma forte instabilidade no mercado financeiro.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/crise-no-reino-unido-preocupa-enquanto-fmi-ve-possibilidadede-recessao-global/ 

Tendo em vista a análise interpretativa do texto, há muitas passagens com expressões com sentido figurado; a EXCEÇÃO encontra-se, na alternativa:  
Alternativas
Q2056604 Português
O que é redação oficial
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige comunicações oficiais e atos normativos. Neste Manual, interessa-nos tratá-la do ponto de vista da administração pública federal.
A redação oficial não é necessariamente árida e contrária à evolução da língua. É que sua finalidade básica – comunicar com objetividade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular etc.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Manual de Redação da Presidência da República. Casa Civil, Subchefia de Assuntos Jurídicos; Coordenação de Gilmar Ferreira Mendes, Nestor José Forster Júnior [et al.]. – 3. ed., rev., atual. e ampl. – Brasília: Presidência da República, 2018. p. 16.
Considerando a linguagem empregada no texto, é correto afirmar:
Alternativas
Q2028596 Português
Em qual alternativa inexiste Conotação?
Alternativas
Q4392910 Português

O trecho a seguir é referência para a questão.



(...) Passava a esponja na parede com movimentos amplos, espalhava de propósito a mancha vermelha, e compreendi que naquela casa eu não teria mais ambiente. Meus pertences couberam numa mala de mão, ______ estrelas no céu, andei em direção ao centro da cidade. Mas bem antes do centro encontrei um hotel de aparência modesta, o nome Zakariás em letras de ferro sobre a porta. Toquei a sineta no balcão, e uma tabela de preços indicava ______ diária de quatro mil forintes por um quarto de solteiro. Calculei que poderia me alojar ali por mais de um mês, pois Kocsis Ferenc ______ insistido em remunerar meu serviço, um cala-boca de duzentos mil forintes. Já ia tocar a sineta de novo quando apareceu um velhinho ajeitando os suspensórios. Pedi ______ chaves ______ moça da recepção que vasculhou uma gaveta, falou yes e disse que eu era aguardado desde a quarta-feira (...)



(Adaptado. BUARQUE, Chico. Budapeste. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.)

A expressão “um cala-boca de duzentos mil forintes” pode ser substituída, mantendo-se o sentido original do texto, por: 
Alternativas
Q4390933 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Assinale a alternativa cujos elementos textuais sejam marca de opinião do autor. 
Alternativas
Q4379093 Português
15.png (432×322)
(Disponível em: https://www.ji.com.br/artigo/charge-do-dia-1598)

De acordo com a charge, assinale a opção CORRETA. 
Alternativas
Q4354438 Português

Acerca da denotação e da conotação, relacione o código ao exemplo:


I- Sentido denotativo.


II- Sentido conotativo.



(__) Ela estava uma pimenta ontem.


(__) O sabor da pimenta estava muito presente na comida.



Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2022 - FURB - SC - Farmacêutico |
Q4329932 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



China quer ampliar treinamento em ética de jovens cientistas




O Conselho de Estado da China, a principal instância administrativa do país, lançou novas diretrizes para instituições de educação e pesquisa do país que destacam a importância de expandir e melhorar a formação em ética, especialmente para jovens cientistas. O objetivo é prevenir incidentes como o de He Jiankui, pesquisador de uma universidade em Shenzhen, que anunciou, em 2018, ter utilizado a ferramenta de edição de genes Crispr-Cas9, para gerar bebês resistentes à infecção pelo vírus HIV, atropelando as normas éticas chinesas em experimentos com seres humanos. Os embriões resultaram no nascimento de três bebês com DNA editado. Jiankui foi demitido da universidade e condenado a três anos de prisão em 2019. Recentemente, deixou a cadeia.atropelandoNature


O escândalo levou o governo a criar, no final de 2019, o Comitê Nacional de Ética em Ciência e Tecnologia, formado por um grupo de especialistas encarregado de propor medidas capazes de preservar a integridade em pesquisa. As novas diretrizes são um primeiro resultado desse esforço, como disse à revista Nature , Xiaomei Zhai, pesquisadora do Centro de Bioética da Academia Chinesa de Ciências Médicas e membro do comitê.


Consultas feitas pelo órgão consultivo mostraram que diferentes instâncias de governo adotavam regulamentos éticos que não conversavam entre si. No caso de Jiankui, não estava claro qual instituição deveria ter monitorado seu trabalho polêmico. As pesquisas com edição de genes foram autorizadas pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, enquanto o controle da implantação dos embriões era incumbência do Ministério da Saúde.


As orientações recentes abrangem todas as esferas de governo e áreas do conhecimento. Segundo Zhai, o comitê de ética vai agora coordenar o alinhamento de ministérios e instituições de pesquisa com a política nacional e está formulando uma lista de temas e atividades sensíveis, a exemplo da pesquisa em células-tronco e em nanomedicina, que terão regulamentação específica. O documento atribui às instituições de pesquisa a responsabilidade primária por prevenir a má conduta científica. Agências de fomento à pesquisa, universidades e indústria devem investigar possíveis violações e, uma vez comprovadas, punir os responsáveis com base na legislação.


Para Jing-Bao Nie, pesquisador em bioética da Universidade de Otago, em Dunedin, Nova Zelândia, o documento segue um modelo típico de declarações oficiais do governo chinês. "É repleto de princípios, frases e declarações de caráter nobre, mas muitas vezes vagos", afirmou à Nature . O desafio, segundo ele, é fazer com que as regras venham a ser cumpridas.



A respeito dos sentidos dos vocábulos empregados no texto "China quer ampliar treinamento em ética de jovens cientistas", analise as afirmações a seguir. Marque V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:



(__)A palavra "enquanto" empregada no terceiro parágrafo, no trecho "As pesquisas com edição de genes foram autorizadas pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, enquanto o controle da implantação dos embriões era incumbência do Ministério da Saúde" indica uma relação de temporalidade.


(__)A palavra "incidentes" empregada no primeiro parágrafo, no trecho "o objetivo é prevenir incidentes como o de He Jiankui", pode ser considerada um eufemismo, visto que suaviza a gravidade do erro cometido no caso relatado.


(__)A palavra "atropelando" empregada no primeiro parágrafo, no trecho "atropelando as normas éticas chinesas em experimentos com seres humanos" apresenta um sentido menos formal que o resto do texto e, portanto, destoa do estilo que vinha sendo empregado.



Assinale a alternativa com a sequência correta:

Alternativas
Q4302905 Português

PEQUENAS E GRANDES ESPERANÇAS


Pensando (ou lembrando) bem, não foram tão verdes assim. A memória tem sempre essa tendência otimista de filtrar as lembranças más para deixar só o verde, o vivo. Antigamente, sempre era melhor, ainda que não fosse. Talvez porque já esteja, lá, tudo solucionado e a gente possa se ver, no tempo, como quem vê uma personagem num livro ou filme: aconteça o que acontecer, há um fim definido, predeterminado. Essa espécie de improvisação do agora, do que está sendo moldado, causa muito mais angústia. Não temos, como no samba, a menor ideia de como será o amanhã. Encontrar um único adjetivo para os anos 70 não é tão fácil assim. Facílima é a expressão “anos 70”, como se pudéssemos espremer aqueles dez anos em um único significado, ignorando as nuances todas. Os dias em que nada parecia acontecer e não estávamos dentro dos tais anos 70: por trás de circunstâncias históricas, nomes e datas, estávamos dentro de um tempo que ainda não ganhara uma forma exata. Se foram duros? Foram, foram duros. Mas foram também cheios de sonhos e encontros e pequenas e grandes esperanças. Foram anos em que não se podia viver muito para fora: a repressão política nos empurrava para dentro. Nesse movimento, havia duas opções principais e radicais: ou você caía de cabeça nas drogas ou mergulhava na clandestinidade política. O que ligava os dois comportamentos era uma vontade poderosa de mudar o país e o planeta, fosse através do ácido lisérgico nas caixas-d’água das cidades, fosse pela revolução do proletariado. Verde mesmo, verde clarinho, desse quase água, era ter perto de vinte anos e não saber que se sabia muito pouco das ditas coisas da vida. Justamente por isso, enfrentar de peito aberto todos os riscos de dentro ou de fora da própria cabeça, esgueirando-se entre paranoias quase sempre reais. Não tínhamos ainda essas marcas deixadas pelos que desistiram, se mataram, foram presos, torturados, assassinados, enlouqueceram — enquanto dentro de nós pequenas partes iam também desistindo, se matando, sendo presas, torturadas, assassinadas, enlouquecendo. Não ter essas marcas era verde. Verde era ainda estar inteiro e pronto para a luta, embora não parecesse. É por isso que, quando a barra pesa, gosto de pensar que dentro do agora talvez exista também um verde qualquer, que não estamos vendo. Só veremos quem sabe quando pudermos aprisionar estes anos num pacotinho, carimbá-lo e colocar na prateleira da História com o título de “anos 80”. Ficarão mais leves, assim batizados?


ABREU, Caio Fernando. O melhor de Caio Fernando Abreu. 1. ed. - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.

A cor verde, citada diversas vezes, no texto, significa:
Alternativas
Q4263054 Português
Cadeira de balanço


Quando elas se acordam
do sono, se espantam
das gotas de orvalho
na orla das saias,
dos fios de relva
nos negros sapatos,
quando elas se acordam
na sala de sempre,
na velha cadeira
que a morte as embala...

E olhando o relógio
de junto à janela
onde a única hora,
que era a da sesta,
parou como gota que ia cair,
perpassa no rosto
de cada avozinha

um susto do mundo
que está deste lado...

Que sonho sonhei
que sinto inda um gosto
de beijo apressado?
- diz uma e se espanta:
Que idade terei?
Diz outra:
- Eu corria
menina em um parque
e como saberia
o tempo que era?

Os pensamentos delas
já não têm sentido.

A morte as embala,
as avozinhas dormem
na deserta sala
onde o relógio marca
a nenhuma hora

enquanto suas almas
vêm sonhar no tempo
o sonho vão do mundo...
e depois se acordam
na sala de sempre

na velha cadeira
em que a morte as embala... 



(QUINTANA, Mário. Cadeira de balanço. In: QUINTANA,
Mário. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguiar, 2006. p.
448-450.) 
O que a “cadeira” representa no poema? 
Alternativas
Q4252784 Português

ELVIS PRESLEY VEM AÍ: SAIBA TUDO SOBRE O NOVO FILME DO REI DO ROCK

Felipe Machado Publicado em 01/04/2022


        Ao contrário do que dizem os fãs, Elvis Presley morreu – e isso já faz quase cinco décadas. Vítima do abuso de drogas, aos 42 anos, o ídolo foi encontrado pela namorada em Graceland, sua exótica residência em Memphis, no Tennessee. É curioso notar que a vida de um dos maiores ícones da cultura norte-americana, com milhões de admiradores em todo o mundo e detentor de quase todos os recordes da indústria fonográfica, até agora não tivesse servido de inspiração para uma grande produção nas telas. Apesar de ter estrelado dezenas de filmes como ator, abusando dos enredos singelos que serviam apenas como desculpa para ele mostrar o corpo e o vozeirão, fica a impressão de que sua vida era um tabu grande demais até para os megalomaníacos padrões de Hollywood. Talvez seja por isso que, depois de sua morte, em 16 de agosto de 1977, o cantor tenha sido tema somente de um modesto projeto realizado em 1979 e voltado apenas para a TV americana, com direção de John Carpenter e estrelado por Kurt Russell.


        Isso mudará daqui a um mês, quando estreia no Festival de Cannes a cinebiografia Elvis, de Baz Luhrmann – o filme chega aos cinemas brasileiros em julho. Foi preciso um australiano de origem judaica para levar às telas a história do garoto pobre e talentoso do sul dos EUA, que ascende vertiginosamente até o topo do mundo e, como um Ícaro que se aproxima demais do Sol, despenca rumo à tragédia. “Sempre fui fã de Elvis, mas não foi esse sentimento que me levou a fazer o filme”, afirma Luhrmann. “Nesses tempos modernos, sua vida é como uma tela em branco perfeita para explorar os EUA dos anos 1950 e 1960. Fui atraído por essa parte da história. E também por um cara chamado Coronel Tom Parker.”


        Luhrmann se refere ao arrogante e malhumorado empresário de Elvis, interpretado por Tom Hanks. Como o próprio personagem anuncia no início, ele parece ter orgulho de ser “o vilão do filme”. Figura mítica do showbiz – pelas piores razões possíveis –, o agente não era coronel, nem americano e sequer se chamava Tom Parker. Nascido na Holanda, Andreas Cornelis van Kujik era adestrador de cães. Fugiu de seu país após o misterioso assassinato da amante, morte de autoria atribuída, por muitos, a ele mesmo. Foi expulso do exército por ser considerado um psicopata, trabalhou no circo e, em 1955, convenceu o jovem Elvis a deixá-lo controlar todos os aspectos de sua carreira.


        Mesmo sem entender nada de música, dividia com o cantor tudo que ele ganhava e até escolhia quais músicas podia gravar. Com receio de eventuais problemas jurídicos com a imigração, Parker nunca viajou para o exterior – e nem permitiu que Elvis fizesse shows fora do país, nem mesmo diante de ofertas milionárias. Há quem diga que ele o teria obrigado a se casar com a namorada assim que descobriu que ela estava grávida – Priscilla Presley, papel de Olivia DeJonge.

Adaptação: https://istoe.com.br/elvis-presley-vem-ai/ , acesso em 08 de abril de 2022. 

Marque a única alternativa em que há sentido CONOTATIVO: 
Alternativas
Q4248985 Português

Texto 7 



O QUE FAZ BEM PRA SAÚDE?



Cada semana, uma novidade.

A última foi que pizza previne câncer do esôfago.

Acho a maior graça.

Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.

Brigar me provoca arritmia cardíaca.

E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!

Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.

E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.

Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.

Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.

Exercício é melhor do que cirurgia.

Humor é melhor do que rancor.

Amigos são melhores do que gente influente.

Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.


(Luís Fernando Verissimo)



https://www.cultcarioca.com.br/2012/10/luis-fernando-verissimo-o-que-faz-bem.html Texto Adaptado. Acesso em 15/07/2022

Assinale a alternativa que contém um exemplo de Conotação. 
Alternativas
Q4248976 Português

Texto 3 



“Humorismo é a arte de fazer cócegas no raciocínio dos outros. Há duas espécies de humorismo: o trágico e o cômico. O trágico é o que não consegue fazer rir; o cômico é o que é verdadeiramente trágico para se fazer.”



Leon Eliachar. www.mercadolivre.com.br . Acesso em 13/07/2022.



No texto 3, algumas palavras são exemplo de Conotação. Assinale a alternativa que as apontam. 
Alternativas
Q4216777 Português
Assinale a alternativa em que a palavra indicada não tenha sido empregada em sentido conotativo.
Alternativas
Q4179684 Português
“Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho. Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana. Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando. Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos”. (Um pé de milho, com adaptações.)
Em determinado momento de seu relato, o autor confessa detestar “comparações surrealistas”. Marque a alternativa que contém um excerto que exemplifique uma “comparação surrealista”, segundo o autor.  
Alternativas
Q4170201 Português


(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/julia-cameron-arte-da-escuta – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa na qual NÃO haja o emprego de linguagem figurada.
Alternativas
Q4168823 Português
A sofisticação das línguas indígenas

    Você provavelmente já encontrou pelas redes sociais o famigerado #sqn, aquele jeito telegráfico de dizer que tal coisa é muito legal, “só que não”. Agora, imagine uma língua totalmente diferente do português que conta com um conceito parecido na própria estrutura das palavras, o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” – um #sqn que faz parte da própria história do idioma.
    É exatamente assim que funciona no kotiria, um idioma da família linguística tukano que é falado por indígenas do Alto Rio Negro, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Para exprimir a função frustrativa, o kotiria usa um sufixo com a forma -ma. Quando se quer dizer que foi até um lugar sem conseguir o que queria indo até lá, basta pegar o verbo “ir”, que é wa’a em kotiria, e acrescentar o sufixo - ma: wa’ama, “ir em vão”.
    Outra propriedade presente em diversas línguas indígenas, que aparece no kotiria, mas também na língua hup, sem parentesco direto com ela e membro de uma pequena família de idiomas do Alto Rio Negro, é a serialização verbal – ou seja, a capacidade de transformar vários verbos numa coisa só, que ajuda a descrever uma ação complexa. Talvez o mais fascinante é perceber como as palavras do cotidiano abrem uma janela para o modo de vida desses povos.
    Na língua hup, alguns advérbios tão comuns como os nossos “aqui”, “ali” e “lá” são mét’ah, “rio abaixo”, e wá’ah, “do outro lado do rio”. Entre os verbos, temos hi, que significa “seguir rio abaixo”, mas também “descer de um lugar elevado”, e sop, que é tanto “se afastar do rio”, quanto “subir uma colina”.
     No entanto, é nos substantivos que esse lado metafórico da língua hup realmente brilha. Algumas das palavras mais comuns de quem vive na floresta tropical são k’et (folha), tëg (tronco), tat (fruta) e tít (cipó), mas dá para combinar tít com a palavra para “barriga”, e formar tok-tít, “cipó-de-barriga”, ou seja, “intestino”. Ou tëg com pih para formar “tronco de música” ou “flauta”. É como se cada parte das árvores se tornasse uma porta para conceitos novos, maiores que a soma das palavras individuais. E isso pode ser tudo, menos “primitivo”.

(Fonte: Superinteressante – adaptado.)
No período “Algumas das palavras mais comuns de quem vive na floresta tropical são k’et (folha), tëg (tronco), tat (fruta) e tít (cipó), mas dá para combinar tít com a palavra para ‘barriga’, e formar tok-tít, ‘cipó-de-barriga’, ou seja, ‘intestino’.”, a expressão sublinhada é utilizada em sentido metafórico. Considerando-se essa afirmação, assinalar a alternativa que também contém metáfora na expressão sublinhada: 
Alternativas
Respostas
961: C
962: B
963: B
964: E
965: C
966: E
967: D
968: D
969: A
970: B
971: B
972: C
973: C
974: A
975: A
976: D
977: B
978: A
979: D
980: D