Questões de Concurso Sobre denotação e conotação em português

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Q1935001 Português
Todas as frases abaixo mostram possíveis atos de cortesia entre interlocutores; a frase em que esse ato tem conotação negativa é:

Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: TJ-TO Prova: FGV - 2022 - TJ-TO - Contador - Distribuidor |
Q1934160 Português
A frase abaixo em que a palavra religião é empregada em sentido figurado, é:
Alternativas
Q1933816 Português
Leia o texto de Rubem Braga, escrito em novembro de 1944, quando o autor era correspondente de guerra, para responder à questão.

A procissão de guerra

   Corremos pela estrada, mas o jipe tem de ir lentamente.
   Em sentido contrário, um pesado e lento comboio de enormes caminhões avança – e em nossa frente, na mesma direção em que vamos, se arrasta outro.
   É impossível passar. As estradas da Itália são boas, mas são estreitas. É preciso ter paciência.
    A esta hora, em milhares de outras estradas do mundo os caminhões estão assim, em comboios, rodando para a guerra ou para a retaguarda.
    É a procissão da guerra.
   Tu segues com uma caneta-tinteiro e um pedaço de chocolate no bolso. Aquele leva caixas de comida, o outro caixas de munição, óculos para ver o inimigo, armas para matá-lo, botinas, braços e pernas, mapas, cérebros, cartas de mulheres distantes, saudosas ou não, com retratos de crianças, capotes – uma guerra se faz com tudo, exige tudo, engole tudo.
    Entramos em uma cidade e durante 20 minutos avançamos por ruas onde não há uma só casa em pé.
    Da primeira vez, confrangem essas ruas de casas estripadas que mostram as vísceras de suas paredes íntimas, num despudor de ruína completa.
    Nesses montes de escombros estão soterrados os reinos íntimos, as antigas ternuras, as inúteis e longas discussões domésticas – e, às vezes, num pedaço de parede que se equilibra entre ruínas, aparece, num ridículo macabro, a legenda da última fanfarronada fascista: Vincere!*
     Avançamos entre os montões de tijolos, pó e traves quebradas.
    Agora isso já não interessa aos nossos olhos: essa desgraça é monótona. Entretanto, nessa cidade devastada pela maldição da guerra, onde nem os ratos se arriscam mais, há alguma coisa que chama a atenção e comove.
     É um arbusto que tombou entre os escombros – mas em meio à montoeira de entulho ainda tenta sobreviver, e permanece verde, sugando, por escassos canais, debaixo da terra calcinada, alguma seiva rara.
    E essa pequena árvore que se recusa a morrer, essa pequena árvore patética, é a única nota de humanidade do quarteirão arrasado.
      Prossegue a nossa procissão e, afinal, nosso jipe se liberta e corre entre as campinas.


(Coleção melhores crônicas: Rubem Braga.
Seleção de Carlos Ribeiro. Global, 2013. Adaptado)

*“Vencer”, frase dita por Benito Mussolini.
Assinale a alternativa correta a respeito das expressões destacadas nos trechos do texto.
Alternativas
Q1933705 Português
A frase abaixo em que a palavra restaurante é empregada em sentido figurado, é:
Alternativas
Q1932336 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Por que é tão difícil admitir que estamos errados? A psiquiatria explica



(POLLO, Luiza. Por que é tão difícil admitir que estamos errados? A psiquiatria explica. TAB Uol, 13 jun. 2020. Com adaptações. Disponível em: <
https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/06/13/como-neurociencia-e-psiquiatria-explicam-nossa-dificuldade-em-admitir-erros.htm>)

Indique, dentre as palavras a seguir, a única que está sendo usada, no texto, com sentido denotativo:
Alternativas
Q1931343 Português

Para responder a questão, analise a tirinha de Alexandre Beck apresentada a seguir: 



A primeira frase da tirinha possui uma interrogação que não tem como objetivo obter uma resposta, mas, sim, estimular a reflexão sobre determinado assunto. A esse tipo de movimento, o qual fora realizado pelo autor da tirinha, dá-se o nome de: 
Alternativas
Q1930593 Português
Sobre Denotação e Conotação, assinale a alternativa que apresenta uma INCORREÇÃO.
Alternativas
Q1930153 Português
Todas as frases abaixo jogam com a ambiguidade intencional de algum vocábulo, tornando-as curiosas e interessantes.
A frase em que está ausente essa estratégia é:
Alternativas
Q1927702 Português

Texto para o item.



Internet:<www.gazetadopovo.com.br>(com adaptações).

Em relação à ortografia e ao significado das palavras no texto, julgue o item.


O vocábulo “protagonistas” (linha 23) é empregado no texto com sentido conotativo, para destacar a importância da água sanitária e do álcool gel “na higienização de superfícies no período de pandemia” (linhas 23 e 24).

Alternativas
Q1927157 Português
Todos os pequenos textos abaixo são classificados como predominantemente descritivos. A opção em que o texto apresentado mostra mais conotações (sentido figurado) que denotações (sentido lógico), é: 
Alternativas
Q1924254 Português
O que as aves que voam em bando nos ensinam sobre liderança
Liderança não pode ser solitária. E, para isso, precisamos exercer nossa vulnerabilidade sem moderação, abusando da rede de apoio para validar hipóteses.

Luciana Rodrigues 6 de outubro de 2021

Quem vê uma graciosa revoada no céu pode até não imaginar que, por trás daquela disposição aparentemente aleatória, estão lições muito úteis para nós aqui na terra. Além das questões relacionadas à aerodinâmica – que permitem que as aves migratórias economizem energia, por exemplo – o papel da ave mais experiente do grupo é essencial para definir a direção que o grupo inteiro deve tomar.

Nem sempre o líder é aquele que está à frente do bando. Quando está fatigado, ele reveza a dianteira com a ave que está imediatamente atrás. Uma das vantagens de andar em grupo é permitir que o bando tenha mais resistência para viagens longas e difíceis, e ainda aproveitem o impulso gerado pelo deslocamento de ar do pássaro que voa à frente. A formação em V também melhora a comunicação e a coordenação do bando. Se voassem sozinhas, cada uma por si, demorariam mais tempo, e chegar ao seu destino seria uma tarefa muito mais árdua. Aqui, fique à vontade para fazer qualquer paralelo com a sociedade em que vivemos.

Sinto que estamos tão obcecados com tecnologia e para estar constantemente atualizados sobre tudo o que acontece, a todo instante (olá, FOMO), que esquecemos de reservar um tempo para observar e aprender com a natureza. Parar e simplesmente contemplar. Faça um teste: tente lembrar a última vez que você sentiu tédio. Provavelmente, esse momento foi rapidamente interrompido por um “scroll” em uma rede social ou por uma notificação no celular.

Não me entenda mal, sou fã e tenho me dedicado a aprender cada vez mais sobre tecnologia. Mas ela deveria ser uma viabilizadora de ideias e movimentos, ajudando pessoas a se conectarem com seu propósito.

Para os privilegiados, e aí me incluo, a pandemia apresentou a possibilidade do trabalho remoto. No meu caso, também proporcionou um contato maior com a natureza. Tenho passado cada vez mais tempo no campo e daí veio a minha observação sobre os pássaros, que me levou a fazer este paralelo com liderança.

Liderança não pode ser solitária. E, para isso, precisamos exercer nossa vulnerabilidade sem moderação: pedir ajuda, fazer perguntas, usar e abusar da nossa rede de apoio para validar hipóteses, e até mesmo tomar decisões erradas juntos. Bons líderes estão em constante desenvolvimento. Por isso, é normal e esperado cometer alguns erros nessa jornada.

Mais uma vez, volto a citar nesta coluna o “Livro da Desreceita”, criado a muitas mãos pelos líderes da empresa da qual sou CEO. Nele tem um capítulo inteiro dedicado a esse assunto, com o sugestivo título “Um time inteligente vale mais que um time de inteligentes”. Destaco aqui um trecho: “É provado na natureza que a inteligência coletiva supera os talentos individuais. Todavia, crescemos e aprendemos com um modelo que sempre se apoiou em exaltar talentos individuais, o brilhantismo de um indivíduo em sobreposição à competência coletiva.”

Assim como a ave líder que abre espaço para que outras sejam protagonistas, sempre tive como um dos meus mantras permitir que as pessoas ao meu redor voassem na frente. Contudo, precisei de muito tempo – na verdade, anos – para entender que por mais que você tenha a intenção genuína de fazer com que as pessoas cresçam, evoluam e sejam protagonistas da sua carreira, muitas vezes a forma que você quer aplicar – baseada na sua experiência – carrega uma história pessoal e, muitas vezes, distante da realidade de quem a recebe.

Alejandro Jodorowisky, cineasta, ator, poeta e escritor, sabiamente disse: “Entre o que eu penso, o que quero dizer, o que digo e o que você ouve, o que você quer ouvir e o que você acha que entendeu, há um abismo”.

Eu explico: quando assumi a posição de liderança em uma das maiores empresas de entretenimento do mundo para a América Latina, entendi que deveria conectar as pessoas e dar palco para elas ecoarem suas vozes. Queria encorajá-las, abrindo oportunidades para que pudessem expor suas histórias, sonhos, ideias e pudessem potencializar sua criatividade, mas poucos se animavam. Passei por outras empresas depois dessa, mas o meu objetivo nunca foi alcançado da forma que eu imaginava.

Uma das iniciativas que implementei foi um “Talent Show” para que as pessoas pudessem compartilhar seus projetos e, os que fizessem mais sentido, unindo criatividade e os objetivos de negócio da companhia, seriam produzidos. Para minha surpresa, após poucos meses, recebi um email do “headquarters” dizendo que essa iniciativa estava deixando as pessoas incomodadas, algumas, mais sêniores, por acharem que suas posições estavam sendo ameaçadas, outras, por se sentirem pressionadas, mesmo que a participação fosse totalmente opcional.

Mas por que as pessoas não “querem” ser protagonistas? Timidez? Preguiça? Não querem evoluir? Ou, simplesmente, por que escolheram um caminho diferente do meu? Acreditei cegamente que tinha a responsabilidade (e obrigação) de construir pontes e abrir portas para todos, sem exceção. Depois de muita reflexão, conversas e terapia, entendi que estava colocando a minha expectativa do que é sucesso no outro, e aprendi uma lição muito importante: sucesso é pessoal. Sucesso é ter a liberdade de dizer não.

Um dos trechos do Livro “Os Quatro Compromissos”, de Don Miguel Ruiz, diz o seguinte: “Nada do que os outros fazem é motivado por você. É por causa deles mesmos. Todas as pessoas vivem em seu próprio sonho, em sua própria mente; estão num mundo completamente diferente daquele no qual vivemos. Quando levamos algo para o lado pessoal, presumimos que os outros sabem o que está em nosso mundo – aquilo que tentamos impor ao mundo deles.”

Há poucos dias, recebi uma mensagem de uma profissional muito talentosa que trabalhou comigo. A mensagem era exatamente assim: “…carrego comigo a vontade de evoluir como líder e gestora e você vem com frequência na minha cabeça… acho até que antes eu não valorizava tanto a sua presença quanto eu faço hoje…”.

Aprendo, todos os dias, que liderar não é sobre agradar e fazer o esperado, e sim, é sobre seguir com um propósito claro – Jodorowisky discordaria desse ponto sobre quão claro isso pode ser.

Sigo acreditando que este sábio provérbio africano, “se você quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá acompanhado”, é a única forma possível para nós, humanos, ou para as aves, seguirem nessa jornada chamada vida.

Luciana Rodrigues é CEO e presidente da Grey Brasil, conselheira do board da Junior Achievement, membro do conselho MMA Brasil e do comitê estratégico de presidentes da Amcham. Também é aluna de pós-graduação em neurociências e comportamento.

Vocabulário:

scroll: rolagem (na tela do celular ou do computador)
CEO: diretor executivo
Talent Show: show de talentos
headquarters: sede de uma empresa

RODRIGUES, Luciana. O que as aves que voam em bando nos ensinam sobre liderança. Forbes Brasil, 06 de outubro de 2021. Disponível em:

https://forbes.com.br/colunas/2021/10/luciana-rodrigues-oque-as-aves-que-voam-em-bando-nos-ensinam-sobrelideranca/.
Na citação de Alejandro Jodorowisky (9º parágrafo), a palavra “abismo” foi utilizada
Alternativas
Q1921153 Português


O que uma menina de 9 anos tem a nos ensinar sobre propósito?

Encontrar um propósito através do qual se consiga deixar sua marca no mundo ou um sentido para aquilo que se faz todos os dias tornou-se um fenômeno.

Luciana Rodrigues    6 de abril de 2022   

    Em uma das despretensiosas conversas que tive com a Isadora, minha filha de 9 anos, ela soltou, como quem não quer nada: “Sabia que todo mundo quer ser lembrado?”. Sem entender muito bem como ela tinha chegado a essa conclusão, pedi-lhe para que me contasse um pouco mais sobre essa sua observação. 

    “Quando eu crescer, quero abrir um café. Acho triste passar pelo mundo sem deixar alguma coisa para as pessoas lembrarem da gente”. Mesmo sem saber ao certo de onde veio essa inspiração repentina, confesso que meu lado mãe-fã-númeroum ficou super orgulhoso. 

    Indo além das paredes do meu apartamento, encontrar um propósito, através do qual se consiga, de fato, deixar sua marca no mundo – como sonha a Isadora –, ou ainda, conseguir um sentido para aquilo que se faz todos os dias, tornou-se um fenômeno que une de tech-nerds do Vale do Silício a profissionais dos mais variados cargos e salários pelo Brasil e o mundo. Obviamente, isso só é possível quando a base da Pirâmide de Maslow (lembra dela?) está muito bem estabelecida. 

    Nos EUA, existe até um nome para esse movimento: “The Great Resignation” ou “A Grande Demissão”. Segundo o U.S. Department of Labor, só no último mês de fevereiro, 4,4 milhões de americanos deixaram seus empregos formais. Os motivos para esses números vão do desejo de fazer mudanças drásticas na carreira à necessidade de largar a profissão para cuidar de crianças ou parentes idosos. Além de sintomas típicos dos tempos atuais, como o burnout e o sentimento de abismo existente entre o que as pessoas acreditam e os valores do seu empregador. 

    Os números não afirmam, categoricamente, qual é o principal fator para essa debandada de trabalhadores, mas uma coisa é certa: para milhões de pessoas ao redor do mundo, a pandemia veio para rever suas prioridades. A remuneração deixa de ser o fator decisivo para a permanência em um emprego, ganhando relevância questões que, há poucos anos, ficavam em segundo plano, como modelos híbridos e flexíveis de trabalho, tempo gasto em deslocamentos, equilíbrio maior entre vida pessoal x trabalho, e até mesmo afinidade com o propósito da empresa.

    Para Ariana Huffington: “A Grande Demissão na verdade é uma Grande Reavaliação. O que as pessoas estão abandonando é uma cultura de esgotamento e uma definição quebrada de sucesso. Ao deixar seus empregos, as pessoas estão afirmando seu desejo por uma maneira diferente de trabalhar e viver”. 

    Conheci uma dessas histórias de perto, em um dos encontros mensais que organizo na empresa em que atuo como CEO. A ideia dos bate-papos é trazer novos repertórios para dentro da nossa rotina de trabalho, com convidados que, à primeira vista, não têm nada a ver com o nosso “core-business”, mas que ajudam imensamente a furar a bolha em que vivemos. 

    Um desses convidados foi uma enfermeira. Uma mulher muito culta, expansiva e encantadora que, no alto dos seus 30 anos, decidiu dar uma guinada em sua vida. Depois de um período sabático pela América Latina, decidiu abandonar uma carreira bem-sucedida na área do entretenimento e estudar enfermagem. Uma profissão com menos perspectivas financeiras, mas completamente alinhada com o seu chamado. 

    “Para alguns, hospital significa morte. Para mim, é sinônimo de vida”. Essa foi uma das frases ditas por ela que mais me impactou em seu depoimento, e que, por semanas, me fez refletir sobre sua história de coragem e seu olhar transformador. 

    Mas não espere respostas certas nos momentos certos. Cada um tem seu tempo e suas formas de encontrá-las. Sabemos tão pouco sobre nós. Por isso, investir seu tempo (que também é dinheiro) em coisas que ninguém pode tirar de você, como autoconhecimento, é a decisão mais sábia que você pode tomar. É um processo transformador, que envolve desconforto, mas que vai te colocar numa posição de maior controle das suas emoções. 

      Não passe uma vida inteira esperando algo que ninguém jamais poderá lhe oferecer. 

    E, se eu pudesse dar mais uma dica, seria: assim como no mercado financeiro, nunca invista todo seu patrimônio em só um ativo. Não fique esperando que o trabalho supra todas as suas necessidades. Encontre um hobby. Dedique-se a um trabalho voluntário. Seja mentor de um jovem aprendiz. Ou, então, coloque no papel um plano para daqui a 2 anos e persiga-o incansavelmente. 

    Talvez “A Grande Demissão” seja um movimento coletivo de pessoas querendo encontrar seu verdadeiro propósito aqui na Terra. Ou, talvez, uma oportunidade para que consigam usar suas histórias para dar sentido às próprias vidas. Mas também pode ser apenas o reflexo de dois anos  trancados em casa, e o desejo por uma mudança, seja ela qual for. 

    Na animação da Pixar “Viva – A Vida é uma Festa”, de que aliás, a Isadora é fã, é contada a história do “Dia de Los Muertos”, típica tradição mexicana de celebração aos que se foram. Diz-se que, após a morte de uma pessoa, ela vai para o mundo dos mortos e permanece lá apenas enquanto os vivos ainda se lembrarem dela. Quando for esquecida, aí, sim, será seu verdadeiro fim. 

    Não posso afirmar que veio daí a inspiração para a reflexão inicial da Isa, mas a conversa, que começou com uma questão existencial, terminou com: “Mamãe, qual é o sentido da vida?”. Dei a última mordida no pão de queijo e respondi: “Isa, que tal fazermos um brigadeiro?” 

Luciana Rodrigues é CEO da Grey Brasil, conselheira do board da Junior Achievement, membro do conselho da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e do comitê estratégico de presidentes da Amcham.   

Vocabulário:

tech-nerds: estudiosos de tecnologia.

• CEO: diretor executivo.

core-business: negócios principais.

burnout: síndrome de esgotamento mental no trabalho.

hobby: passatempo, atividade para lazer. 


RODRIGUES, Luciana. O que uma menina de 9 anos tem a

nos ensinar sobre propósito? Forbes Brasil, 06 de abril de

2022. Colunas. Disponível em:

https://forbes.com.br/coluna/2022/04/luciana-rodrigues-o-que-uma-menina-de-9-anos-tem-a-nos-ensinar-sobre-proposito/

No fragmento “A ideia dos bate-papos é trazer novos repertórios para dentro da nossa rotina de trabalho, com convidados que, à primeira vista, não têm nada a ver com o nosso ‘corebusiness’, mas que ajudam imensamente a furar a bolha em que vivemos.” (7º parágrafo), a expressão em destaque 
Alternativas
Q1921052 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.


Cordão dos come-saco

Em Londres, que ultimamente não tem sido uma capital das mais britânicas (ou talvez os britânicos é que não sejam tão londrinos assim, sei lá), vai se inaugurar uma exposição internacional de embalagem. Até aí, tudo normal, como dizem os anormais. Há, no entanto, uma nova indústria que se fará representar nessa exposição, que está causando a maior curiosidade: a dos sacos comestíveis. 
Como, minha senhora, de quem é que é o saco? Calma, madama, eu já chego lá. A indústria foi inspirada na salsicha e isto dito assim fica meio sobre o jocoso, mas torno a explicar que, com vagar, se chega ao saco. É o seguinte: não sei se vocês já repararam que as salsichas, ultimamente, não têm mais aquela pele indigesta que a gente comia antigamente e ficava trocando seu reino por um bicarbonato. Hoje em dia, a pele das salsichas é fininha, e a gente come sem o menor remorso estomacal posterior.

Pois essa pelinha, irmãos, é de matéria plástica comestível. Foi inventada por um Thomas Edison das salsichas e aprovou num instante. E baseada nessa aprovação é que uma fábrica de embalagens estudou a possibilidade de fazer sacos para carregar comida das mercearias para o lar, capazes de serem comidos, isto é, um saco de matéria plástica parecida com o das salsichas, que seriam vendidos aos armazéns e utilizados pelos fregueses para transportar a mercadoria comprada. Entenderam, ou tem leitor retardado mental?

Agora, que fica bacaninha, isto fica. Num instante vão aparecer os estetas dos refogados, para melhor aproveitamento do saco (...), e os jornais , nas suas seções dominicais de culinária, terão títulos como este: “Saquinho de siri”, “Saco au champignon”, “Saco à la façon du chef”, etc, etc. 

E parece até que aqui o neto do Dr. Armindo está vendo uma dessas grã-finas, sempre mais preocupadas com o aspecto exterior do que com o aspecto interior, fazendo um rigoroso regime alimentar e dizendo para a empregada, quando esta volta do mercadinho com as compras:

- Para mim não precisa preparar almoço, não. Eu como só o saco. 

PONTE PRETA, Stanislaw

Dentre as alternativas abaixo, a que apresenta uma linguagem informal, coloquial, é:  
Alternativas
Q1917957 Português

Texto para o item.


Murilo Toretta. Arroz com feijão: perfeitos para a sua saúde.

In: Viva Saúde, ano 15, ed. 209, 2021 (com adaptações). 

Com relação às informações e aos sentidos do texto, julgue o item.


A palavra “casamento” (linha 7) apresenta sentido conotativo no texto.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFV Órgão: UFV-MG Prova: UFV - 2022 - UFV-MG - Técnico em Contabilidade |
Q1916970 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão:

TEXTO 1

Depressão no Brasil e no Mundo

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em dez anos o número de casos do transtorno aumentou mais de 18% em um índice mundial que ultrapassa as 320 milhões de pessoas diagnosticadas.



Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Disponível em:

https://www.amafresp.org.br/noticias/depressao-como-entender-e-vencer-um-dos-principais-problemas-de-saude-daatualidade/. Acesso em: 2 fev. 2022. Adaptado. 
“Menos de 10% das pessoas que têm depressão no mundo buscam os tratamentos necessários.”
A informação acima foi empregada no texto 1 com sentido: 
Alternativas
Q1916715 Português

O ESPETÁCULO DA VIDA


(1º§) Que você seja um grande empreendedor. Quando empreender, não tenha medo de falhar. Quando falhar, não tenha receio de chorar. Quando chorar, repense a sua vida, mas não recue. Dê sempre uma nova chance para si mesmo.

(2º§) Que você seja contemplado por encontrar um oásis em seu deserto. Os perdedores veem os raios. Os vencedores veem a chuva e a oportunidade de cultivar. Os perdedores paralisam-se diante das perdas e dos fracassos. Os vencedores começam tudo de novo.

(3º§) Que você seja sabedor de que o maior carrasco do ser humano é ele mesmo. Não seja escravo dos seus pensamentos negativos. Liberte-se da pior prisão do mundo: o cárcere da emoção. O destino raramente é inevitável, mas sim uma escolha. Escolha ser um ser humano consciente, livre e inteligente.

(4º§) Que você seja consciente de que sua vida é mais importante do que todo o ouro do mundo. Mais bela que as estrelas: obra-prima do Autor da vida. Apesar dos seus defeitos, você não é um número na multidão. Ninguém é igual a você no palco da vida. Você é um ser humano insubstituível.

(5º§) Que você seja um persistente dos seus anseios e que jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.

(Dr. Augusto Cury. Médico Psiquiatra, Professor e Escritor) - (Adaptado)

Analise as assertivas:


I.A numeração crescente em: "jamais¹ desista das² pessoas que³ ama! - identifica: advérbio dissílabo oxítono, contração prepositiva imposta pela regência verbal, pronome relativo.

II.Em: "Escolha ser um ser humano consciente" - temos exemplo de homônimos perfeitos, conforme orientam os estudos semânticos.

III.O período: "Mais bela que as estrelas: obra-prima do Autor da vida" é denotativo escrito com elementos coesivos com ideia consecutiva.

IV.A primeira oração do período: "O destino raramente é inevitável, mas sim uma escolha" - está escrita com objeto direto, a segunda oração é coordenativa adversativa.

V.O pronome da oração: "Você é um ser humano insubstituível". - comprova um interlocutor direto.


Estão CORRETOS, apenas:

Alternativas
Q1914182 Português
Com base no texto 4 e na norma padrão escrita, analise as seguintes afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. O humor da tira consiste no fato de o inglês, atualmente, ser considerada uma língua universal e, por isso, uma das cobras sugere o contato nesse idioma.
II. Os termos “Eu” e “aqui” (quadro 2) são dêiticos, cujas referências são estabelecidas por informações dadas pelo contexto.
III. Os vocábulos “frio” e “indiferente” (quadro 3) marcam o uso da linguagem conotativa cujo efeito é a personificação do universo.
IV. A interjeição “Ei!” (quadro 1) é mobilizada para chamar a atenção da outra cobra.
Alternativas
Q1914179 Português

Disponível em: https://gq.globo.com/Corpo/Saude/noticia/2018/08/o-que-acontece-com-seu-corpo-quando-voce-para-defumar.html. Acesso em: 24 jan. 2022.

Com base no texto 2 e na norma padrão escrita, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
( ) Em “Apague o cigarro e...” o sentido denotativo aponta para o pressuposto de que o cigarro está aceso.
( ) Está implícito que o enunciado do cartaz toma o interlocutor como fumante.
( ) A gradação do tempo sem o uso do cigarro obedece sempre a mesma proporcionalidade.
( ) Quem fica 15 anos sem fumar passa a ter saúde equivalente à de quem nunca fumou.
( ) O nível de oxigênio aumenta em apenas 8 horas sem cigarro, mas para a função pulmonar melhorar em até 30% são necessários até 3 meses.
( ) Depois de 15 anos sem cigarro, os riscos de câncer de pulmão chegam a zero.
( ) Em “Apague o cigarro e...” o uso de reticências indica a necessidade da complementação de ideia. 
Alternativas
Q1914130 Português

Me chamem de velha


Desde que a juventude virou não mais uma fase da vida, mas uma vida inteira, temos convivido com essas tentativas de tungar a velhice também no idioma. Vale tudo. Asilo virou casa de repouso, como se isso mudasse o significado do que é estar apartado do mundo. Velhice virou terceira idade e, a pior de todas, “melhor idade”.

Chamar de idoso aquele que viveu mais é arrancar seus dentes na linguagem. Velho é uma palavra com caninos afiados – idoso é uma palavra banguela. Velho é letra forte. Idoso é fisicamente débil, palavra que diz de um corpo, não de um espírito. Idoso fala de uma condição efêmera, velho reivindica memória acumulada. Idoso pode ser apenas “ido”, aquele que já foi. Velho é – e está.

Basta evocar a literatura para perceber a diferença. Alguém leria um livro chamado “O idoso e o mar”? Não. Como idoso o pescador não lutaria com aquele peixe. Imagine então essa obra-prima de Guimarães Rosa, do conto “Fita Verde no Cabelo”, submetida ao termo “idoso”: “Havia uma aldeia em algum lugar, nem maior nem menor, com velhos e velhas que velhavam…”.

Velho é uma conquista. Idoso é uma rendição.

BRUM, Eliane. Disponível em: https://geledes.org.br. Acesso em: 02 mar. 2022.

No terceiro parágrafo, a citação de um trecho do conto de Guimarães Rosa é um recurso argumentativo utilizado para demonstrar
Alternativas
Q1912868 Português
Coloque nos parênteses D ou C, conforme houver sentido próprio (denotação) ou figurado (conotação): 
(   ) Infelizmente, a notícia não é boa: nosso amigo tornou-se escravo das drogas.  (   ) Na excursão, por acidente, quebramos o galho de uma árvore.  (   ) Tenho doces recordações do passado, apesar das amargas desilusões.  (   ) Os cometas possuem longas caudas luminosas.    (   ) As horas pingaram tão rapidamente que a noite logo chegou.  (   ) Há pessoas que têm o coração de pedra.

Assinale a alternativa que registra a sequência CORRETA de D e C de cima para baixo:
Alternativas
Respostas
1041: A
1042: A
1043: C
1044: B
1045: E
1046: C
1047: E
1048: D
1049: C
1050: B
1051: D
1052: D
1053: C
1054: C
1055: C
1056: D
1057: A
1058: C
1059: E
1060: C