Questões de Concurso Sobre crase em português

Foram encontradas 8.562 questões

Q3799556 Português
Assinale a alternativa que se apresenta totalmente correta em relação ao emprego do “a” ou “à”.
Alternativas
Q4261533 Português
Analise os períodos a seguir e assinale a alternativa correta quanto à regência nominal.
I. Todos naquela empresa acreditavam que a chefe estava adaptada à função que lhe fora destinada.
II. Ninguém era favorável, portanto, à discriminações por ela ser mulher.
III. Acostumada a planejar, organizar e coordenar as equipes de trabalho, entregava sempre os melhores resultados.
Alternativas
Q4261532 Português
Não se usa acento grave diante de palavras masculinas. Em qual das alternativas a seguir essa regra foi desrespeitada?
Alternativas
Q4260833 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. Os parágrafos estão numerados e algumas palavras ou segmentos textuais estão sublinhados para facilitar sua identificação pelos candidatos.


A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho: uma análise jurídica e social


Gilda Figueiredo Ferraz de Andrade

[...]

[1] Este artigo explora os aspectos jurídicos e sociais da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho, destacando os desafios e as perspectivas de avanço.

[2] A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 7º, inciso XXXI, a proibição de discriminação por idade para efeitos de admissão ao trabalho. Além disso, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), em seu art. 27, veio garantir a proteção contra a discriminação no mercado de trabalho e tem promovido o acesso da pessoa idosa a programas de capacitação e reinserção profissional.

[3] Essas normas refletem a necessidade de garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, reconhecendo a experiência e a contribuição da população idosa para a sociedade, entretanto a efetividade dessas disposições depende de sua implementação prática e da conscientização social sobre a importância da inclusão.

[4] A inserção da terceira idade no mercado de trabalho não é apenas uma questão de direitos, mas também de desenvolvimento social e econômico. A experiência acumulada por esses trabalhadores pode ser um diferencial competitivo, realidade que contribuirá para a inovação e a transmissão de conhecimento no ambiente profissional, entretanto desafios significativos permanecem, como o preconceito etário e a falta de adaptação das empresas às necessidades dos idosos. A ausência de políticas voltadas para a capacitação e a reinserção profissional também limita, e muito, as oportunidades para essa faixa etária.

[5] A promoção da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho requer esforços coordenados entre o setor público e o privado. Políticas públicas, como incentivos fiscais para empresas que contratem idosos, e programas de capacitação específicos são fundamentais para garantir a empregabilidade desse importante nicho populacional.

[6] Demais disso, iniciativas privadas podem desempenhar um papel importante, como a criação de ambientes de trabalho inclusivos e flexíveis, que atendam às necessidades de saúde e bem-estar dos trabalhadores idosos.

[7] Com o envelhecimento populacional, urge repensar o papel da terceira idade no mercado de trabalho. A transição para uma economia mais inclusiva exige não apenas mudanças legais, mas também transformações culturais que valorizem a diversidade etária. A Agenda 2030 da ONU, por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8, reforça a necessidade de promover o trabalho decente para todos, independentemente da idade. Essa diretriz pode orientar a criação de políticas mais abrangentes e eficazes no Brasil e no mundo.

[8] A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho é uma questão central para a promoção da igualdade e do desenvolvimento sustentável. Embora o Brasil possua um arcabouço jurídico que garante o direito ao trabalho sem discriminação etária, a implementação de políticas públicas e iniciativas privadas ainda é um desafio. Somente por meio de esforços conjuntos será possível construir um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo para a população idosa.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/422388/ terceira-idade-no-mercado-de-trabalho-analise-juridica-e- -social. Acesso em: 9 jan. 2025. Com supressões, adaptações e grifos nossos)
Esta questão avalia conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo previsto no Edital. Assinale a alternativa que traz a informação correta sobre o respectivo item em avaliação.  
Alternativas
Q4253847 Português

Sociedade do espetáculo


Maria Rita Kehl


    Este texto toma emprestado o título de um dos livros mais conhecidos do filósofo e teórico marxista francês Guy Debord (1931–1994). Passados mais de 30 anos de sua morte, o tema mostra-se cada vez mais atual. Para o autor, a sociedade capitalista, em seu estágio avançado, transformou as relações sociais em um grande espetáculo, no qual imagens e aparências se sobrepõem à vida real e às experiências autênticas. Nesse contexto, os sujeitos buscam sempre apresentar-se em sua melhor performance: felizes, endinheirados, desfrutando de viagens interessantes, festas incríveis etc.


    Os “15 minutos de fama” que todos deveriam experimentar uma vez na vida, na visão idílica de Andy Warhol, tornaram-se insuficientes para quem vive neste mundo hiperconectado do século XXI. É preciso exibir-se constantemente, sempre na melhor pose possível. Não basta estar, eventualmente, feliz e desfrutando férias, jantando em um bistrô em Paris ou viajando em um cruzeiro de luxo. É necessário que muita gente saiba disso – e, de preferência, inveje tal privilégio. O espetáculo, escreve Debord, é uma relação social mediada por imagens que, por sua circulação, acabam por “dominar a vida”. A qualidade da inserção social do sujeito passa a ser medida pelas imagens que ele consegue produzir e divulgar.



    Hoje, para o viajante, talvez importe menos o prazer de conhecer lugares novos do que o gostinho de provocar inveja nos amigos. Daí a sanha de registrar, em fotografias e vídeos, momentos supostamente maravilhosos e divulgá-los rapidamente nas redes sociais, ou enviá-los para incontáveis grupos de WhatsApp. Debord não poderia prever o que viria a ser o poder dos telefones celulares nas novas configurações da sociedade do espetáculo. Com um singelo aparelho de comunicação em mãos, as pessoas criam autoficções que lhes conferem prestígio diante dos outros.



    Podemos supor, além disso, uma relação entre a predominância da imagem sobre o pensamento e o declínio das narrativas – tão caras ao meu filósofo favorito, Walter Benjamin. Quem ainda quer ouvir relatos interessantes, se estes podem ser substituídos por fotos e vídeos? Penso que o interesse genuíno em adquirir novos conhecimentos ao viajar, ou mesmo em ampliar a compreensão do mundo em que vivemos, tem sido facilmente substituído pelos efeitos fetichistas de divulgar, o máximo possível, imagens de lugares paradisíacos, restaurantes caríssimos, festas de arromba.



    Outro aspecto que Debord não teria como prever é que essa hiperexposição de cenas banais do cotidiano se transformaria em um grande negócio, à medida que as plataformas digitais passaram a monetizar as publicações dos usuários com maior alcance. Hoje, grande parte dos jovens nutre a ilusão de alcançar fama e fortuna por meio desse espetáculo. E não tardaram a surgir empresários inescrupulosos, dispostos a explorar a imagem de crianças e adolescentes nas redes sociais. Como denunciou recentemente o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, há de tudo um pouco nesse terreno pantanoso: de programas de entrevistas conduzidos por versões mirins de coaches de empreendedorismo a reality shows protagonizados por menores, nos quais eles participam de festas com bebidas alcoólicas, usam roupas provocativas e executam danças sensuais – um prato cheio para os pedófilos e predadores sexuais.



    Nesse cenário, alguns pais talvez não se deem conta de que, ao buscar seus 15 minutos de fama e alguns likes, acabam expondo seus bebês fofinhos a adultos perversos que habitam os ambientes digitais. Outros, como denunciou Felca, parecem não se importar em ganhar alguns trocados com a exposição dos próprios filhos – mesmo em contextos que violam a dignidade de crianças e adolescentes.



    Observem o paradoxo: justamente ali, nas situações em que a vida parece, aos olhos dos outros, mais vibrante e interessante, é onde ela acaba por ser mais aviltada. Sim, aviltada. Pois é quando o contato com o mundo deixa de ser uma fonte de experiência e passa a ser apenas uma oportunidade de exibicionismo. Perde-se, na acepção de Walter Benjamin, um elemento precioso em nossa tarefa de criar sentidos para a vida. Perde-se a capacidade de transformar o fato em narrativa e a vivência em experiência. O vazio que advém da sanha por vivências que não se convertem em experiência talvez ajude a explicar a violência que constantemente ameaça o laço social.



Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/. Acesso em; 02 set. 2025. (texto adaptado)  

Considere o período a seguir.


Para o autor, a sociedade capitalista, em seu estágio avançado, transformou as relações sociais em um grande espetáculo, no qual imagens e aparências se sobrepõem à vida real e às experiências autênticas.


As ocorrências do acento grave justificam-se, 

Alternativas
Q4233147 Português
O acento indicativo de crase não se justifica apenas em:
Alternativas
Q4209027 Português

A NATUREZA



    Ao contrário do que muitos pensam, a natureza não se resume apenas aos espaços com animais e plantas. Na verdade, ela engloba tudo o que existe fisicamente no mundo e que não depende da ação humana para se desenvolver.


    Ou seja, vai além das áreas onde há fauna e flora, abrangendo todos os seres vivos, os diferentes ecossistemas, como florestas, desertos, campos e savanas, as diversas paisagens e os fenômenos naturais.


     A natureza é importante por diversos motivos, que vão desde a manutenção do equilíbrio ecológico do planeta Terra até o fornecimento de recursos essenciais para a sobrevivência dos seres vivos.


    Para os seres humanos, ela é fonte de elementos básicos à vida, como água, ar, energia e alimentos. Além disso, também atende a necessidades secundárias, proporcionando lazer, inspiração e benefícios físicos, psicológicos e até espirituais.


     Para a sociedade, a natureza fornece as matérias-primas necessárias para o funcionamento da indústria, do comércio e das demais atividades econômicas.


     Por essas razões, ela é de extrema importância para a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra. Além disso, a natureza contribui para a proteção contra desastres naturais, para a regulação do clima, para a preservação do meio ambiente e para a garantia da qualidade de vida das espécies.


Fonte: Terra. Adaptado.

Em relação ao uso da crase, marque uma alternativa em que o uso está CORRETO. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: OBJETIVA Órgão: TERMASA - RS Prova: OBJETIVA - 2025 - TERMASA - RS - Caixa |
Q4207159 Português

A NATUREZA



    Ao contrário do que muitos pensam, a natureza não se resume apenas aos espaços com animais e plantas. Na verdade, ela engloba tudo o que existe fisicamente no mundo e que não depende da ação humana para se desenvolver.



    Ou seja, vai além das áreas onde há fauna e flora, abrangendo todos os seres vivos, os diferentes ecossistemas, como florestas, desertos, campos e savanas, as diversas paisagens e os fenômenos naturais.



     A natureza é importante por diversos motivos, que vão desde a manutenção do equilíbrio ecológico do planeta Terra até o fornecimento de recursos essenciais para a sobrevivência dos seres vivos.



    Para os seres humanos, ela é fonte de elementos básicos à vida, como água, ar, energia e alimentos. Além disso, também atende a necessidades secundárias, proporcionando lazer, inspiração e benefícios físicos, psicológicos e até espirituais.



     Para a sociedade, a natureza fornece as matérias-primas necessárias para o funcionamento da indústria, do comércio e das demais atividades econômicas.



     Por essas razões, ela é de extrema importância para a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra. Além disso, a natureza contribui para a proteção contra desastres naturais, para a regulação do clima, para a preservação do meio ambiente e para a garantia da qualidade de vida das espécies.


Fonte: Terra. Adaptado.

Em relação ao uso da crase, assinalar a alternativa em que o uso está CORRETO. 
Alternativas
Q4200801 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Valorizar as culturas das infâncias é o primeiro passo contra a adultização

        Agosto foi definido pelo governo federal como o mês da primeira infância, mas vivemos uma contradição. Enquanto iniciativas buscam valorizar os primeiros anos de vida, surgem denúncias de hiperexposição e exploração de crianças na internet. O termo que ganhou força é “adultização”, quando meninas e meninos são pressionados a assumirem comportamentos e estéticas que não correspondem à sua idade. Como agir diante disso?

    A infância é um período repleto de descobertas, imaginação e aprendizagens que não se resumem a conteúdos, mas à própria experiência de ser criança. Brincar livre, ouvir e contar histórias, mergulhar em jogos simbólicos e na curiosidade espontânea fazem parte do que chamamos de culturas das infâncias. E dizemos no plural por reconhecer a diversidade racial, social, de gênero, cultural e econômica das crianças em diferentes territórios e tempos históricos.

    É por meio dessas experiências da infância que a criança constrói sua identidade, desenvolve habilidades socioemocionais e aprende a se relacionar com o mundo ao seu redor. Quando respeitamos e incentivamos essa cultura, contribuímos para uma formação mais saudável e integral, na qual há espaço para a ludicidade, para o erro como parte do processo de aprendizagem e para o tempo próprio de cada etapa do desenvolvimento.

    Por outro lado, a adultização impõe às crianças padrões estéticos, consumistas e comportamentais próprios do mundo adulto. Dessa forma, a adultização precoce pode apagar a cultura das infâncias, diminuindo a importância do “aqui e agora” em prol de um “tornar-se” alguém. Esse é um lugar de exposição, de desamparo, já que a criança não tem mecanismos cognitivos, afetivos, emocionais, físicos, para lidar com o que representa essa adultização.

    Educar contra a adultização é também um ato político e de cuidado: envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. Valorizá-la é recuar da lógica produtiva e dar espaço ao afeto, à imaginação, à diversidade e à proteção de sua identidade própria. É compreender que a criança não é um “miniadulto”, mas um indivíduo em desenvolvimento que precisa de apoio, cuidado e espaço para ser criança.


(Miruna Kayano Genoino, 24.08.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado.)
Leia a frase a seguir:

Quando expostas __________ referências estéticas próprias do mundo adulto, as crianças __________ um tipo de comportamento incompatível _________ construção de suas identidades.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q4196410 Português

Leia o texto para responder à questão.


Mais ambição para a primeira infância


    Está previsto para o início deste mês o lançamento da Política Nacional Integrada para a Primeira Infância. Publicado em junho de 2024, o decreto dava 120 dias para que um comitê intersetorial, formado por representantes de ministérios e da sociedade civil, propusesse um plano efetivo destinado à promoção e à proteção dos direitos de crianças de até 6 anos.


    É importante dizer que o plano precisa ter a robustez compatível com seu papel histórico. É na primeira infância, afinal, que são dados os passos cruciais para o desenvolvimento infantil. Nessa etapa ocorrem os estímulos adequados que afetam, no longo prazo, indicadores de educação, saúde, trabalho, violência e desigualdade. E, embora sejam centrais na vida nacional, as crianças têm sido negligenciadas pelo País, apesar do que dizem a Constituição, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Marco Legal da Primeira Infância. O paradoxo explica o imperativo da política prometida: deve ser ambiciosa no propósito, criativa na estratégia, realista e integrada na governança entre União, Estados e municípios, consistente na concretude de suas metas e indicadores e, tão importante quanto tudo isso, detalhista nos métodos e nas ações propostas.


    O Brasil tem hoje mais de 18 milhões de crianças na primeira infância, 55% das quais vivendo em famílias de baixa renda, e 60% que nunca frequentaram creche ou pré-escola, de acordo com dados apresentados ao governo pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e pelo Todos Pela Educação. Há, por baixo, 670 mil crianças de 0 a 6 anos em situação de pobreza ou extrema pobreza. Segundo o IBGE, em 2023, 45% das crianças brasileiras de 0 a 5 anos estavam em domicílios com renda mensal per capita de meio salário-mínimo, enquanto entre a população geral o porcentual é de 27%. Ou seja, a pobreza atinge mais as crianças do que os adultos. Indicadores perversos as colocam ainda entre os mais vulneráveis a saneamento precário, insegurança alimentar e educação deficitária.


    Há boas ideias em discussão, mas a execução segue como o principal desafio. Entre as propostas mais promissoras está a criação de um sistema integrado de dados sobre a primeira infância, que permita o monitoramento por gestores locais e o diálogo direto com as famílias. O risco, no entanto, é repetir os equívocos da Caderneta da Criança: uma solução com baixa adesão e pouco alcance do público-alvo. Atualmente, os dados do desempenho escolar de uma criança, por exemplo, não são integrados com os da carteira de vacinação. As crianças brasileiras têm um número no sistema de saúde e outro no Cadastro Único, que identifica as famílias brasileiras de baixa renda e permite o acesso de famílias aos programas e benefícios sociais. A política pode apontar também informações e ações para a abertura de vagas em creches, ampliação da vacinação e uma espécie de frente nacional de atendimento a famílias carentes onde há crianças nessa faixa de idade.


(Editorial, https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.08.2025. Adaptado)

O acento indicativo da crase está em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q4176699 Português
Analise as proposições a seguir:

I – Quando sempre exerce função de adjunto adverbial de tempo na oração subordinada adjetiva.
II – Em orações substantivas com função de sujeito iniciadas por quem, a vírgula entre tal oração e o verbo da principal é facultativa.
III – O verbo pode concordar com o núcleo mais próximo do sujeito composto posposto ao verbo.
IV – Não há crase antes da palavra casa, exceto se vier especificada por um adjetivo, uma locução adjetiva ou uma oração adjetiva.
De acordo com a gramática normativa, o número de proposições corretas é:
Alternativas
Q4113293 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
Releia o trecho do texto I a seguir.
“Ninguém se incomoda ou anota nada à mão. Aliado a isso, quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.”

Com base no trecho apresentado, analise as afirmativas a seguir sobre concordância, regência e colocação pronominal.

I. Em “Ninguém se incomoda”, o uso de “se” está correto, porque a palavra “ninguém” atrai o pronome para antes do verbo (próclise).
II. O emprego de “são tocados” está incorreto; o certo é grafar “é tocada” para concordar com o termo “culinária”.
III. Em “Aliado a isso”, há crase antes de “isso”; portanto, o certo é escrever: “à isso”.
IV. O verbo “recorrer” pede a preposição “a”; por isso, está certo escrever “recorre à mídia física”.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q4113100 Português

Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!


Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


Sérgio Rodrigues



O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


Todo cuidado com ele!



FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo,


Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

Leia os textos a seguir.

TRECHO DO TEXTO I
“Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.”

TEXTO III  Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2024/07/09/piratas‑do-tiete-laerte.shtml. Acesso em: 11 ago. 2025.


Analise as afirmativas a seguir, relativas a aspectos fonéticos e gramaticais, de acordo com a norma‑padrão da língua portuguesa.
I. As palavras “África”, “América” e “Ásia” são acentuadas por serem terminadas em “a”, e todas as proparoxítonas com essa terminação recebem acento gráfico.
II. A expressão “mapa mundi” está grafada corretamente, pois palavras estrangeiras não devem ser hifenizadas ou acentuadas quando incorporadas ao português.
III. O hífen em “má‑fé” está de acordo com a norma‑padrão, pois o referido sinal gráfico foi usado para ligar elementos que formam uma unidade lexical com sentido próprio.
IV. O emprego da crase no trecho modificado do trecho do texto I “Devemos estar atentos à sabedoria e à honestidade” está correto, porque o adjetivo “atentos” exige a preposição “a”, e os substantivos femininos admitem o artigo definido “a”.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q4112303 Português
A luavezinha

Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.


COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 
No trecho "Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece.", o vocábulo "lua" aparece precedido do artigo definido feminino "a". Apesar disso, não há uso do acento indicativo de crase antes desse termo. Com base nas regras de regência e crase da norma-padrão, assinale a alternativa que justifica corretamente a ausência do acento grave.
Alternativas
Q4111495 Português
Relação conturbada

Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.

Texto Adaptado

SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No trecho extraído do texto "Relação conturbada", o narrador afirma: 
"Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum."
Considerando as regras normativas da Língua Portuguesa, analise o uso do acento indicativo de crase em "à fadiga da viagem" é correto afirmar que:
Alternativas
Q4111281 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Entrevista de emprego


Os ponteiros marcavam três e quinze. José Neto encarava a maçaneta à sua frente. Sentado numa poltrona estofada, balançava a perna; o suor lustrava-lhe a testa. Ajeitou-se na poltrona, sentindo o couro colar-lhe à pele. A sala parecia encolher enquanto sua ansiedade crescia.

Contornou o batente de madeira com o olhar e voltou à maçaneta imóvel. Deixou a pasta ao lado: dentro dela, o currículo que poderia decidir seus próximos meses e anos. Criava, por instantes, cenários de melhora de vida, mas a maçaneta seguia imóvel.

Mudou de posição várias vezes, tenso. Ajustou a camisa, ergueu o cinto e tentou respirar alguma confiança. Encarou novamente a maçaneta, certo de que abriria logo. Suspirou.

Então, a porta abriu. Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz. Um deles consultou o relógio, virou-se para o próximo candidato e disse: "Opa, João Neto? Então, aquele homem que acabou de sair nos agradou muito. Nada contra você... Boa sorte da próxima vez." Fechou a porta.

José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar.

Texto Adaptado

GONZAGA, Túlio. Entrevista de emprego. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No trecho "Contornou o batente de madeira com o olhar e voltou à maçaneta imóvel", o uso do acento indicativo de crase em "voltou à maçaneta imóvel" está normativamente justificado pela relação entre o verbo e o termo regido. Considerando a análise gramatical da construção, assinale a alternativa que apresenta a explicação correta para a ocorrência da crase.
Alternativas
Q4111066 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
Considerando a construção sintática do trecho "Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade", analise o uso do acento indicativo de crase em "à noite" e assinale a alternativa que apresenta a justificativa gramatical correta para sua ocorrência.
Alternativas
Q4107857 Português

Considere o texto a seguir para responder à questão.



Texto 2


Série ‘A Mulher da Casa Abandonada’ ganha data

de estreia no streaming


Documentário chega ao Prime Video no segundo

semestre, trazendo luz ao caso que chocou o Brasil

em 2022


    Em junho deste ano, o Prime Video havia anunciado o lançamento da série documental A Mulher da Casa Abandonada, que conta a história completa de Margarida Bonetti, uma rica moradora de um casarão antigo no bairro Higienópolis, em São Paulo. O caso veio à tona em 2022 pelo podcast homônimo apresentado por Chico Felitti em plataformas de áudio como o Spotify. Agora, a produção ganha data de estreia no streaming da Amazon: 15 de agosto. A mansão suntuosa estava gasta e precisando de reparos e sua dona uma figura um tanto quanto peculiar frequentemente vista pela vizinhança usando um creme facial branco por todo o rosto discutia com agentes da prefeitura. O encontro de Margarida com Chico Felitti aconteceu enquanto a mulher tentava impedir a poda de uma árvore.


    Conforme Chico se aproximava da mulher e descobria mais sobre sua vida, ele descobriu que ela havia fugido dos Estados Unidos com o marido após manter uma pessoa em situação análoga a escravidão por 20 anos dentro de sua própria casa, trabalhando como empregada doméstica. O podcast é resultado da investigação de Felitti sobre a história bizarra da mulher, apelidada de “a mulher da casa abandonada”. Ao longo de três episódios, a série do Prime Video trará novos detalhes sobre o caso, bem como declarações do FBI e de novas testemunhas. Na época em que o caso repercutiu, Margarida Bonetti deixou a residência no Higienópolis, largando para trás dois cachorros de estimação, que posteriormente foram resgatados pela ativista Luisa Mell, que relatou a insalubridade do local após fazer o resgate.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/serie-a-mulher-da-casa-abandonada-ganha-data-de-estreia-no-streaming/. Acesso em: 22 jul. 2025.

Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao uso da crase. 
Alternativas
Q4106574 Português

Texto 1

Acesso à internet entre idosos quase quadruplica em 8 anos, aponta IBGE

    De 2016 a 2024, o número de idosos que acessam a internet saltou de 6,5 milhões para 24,5 milhões. Esse crescimento representa alta de 278%, ou seja, quase quadruplicou. Observando de outro ângulo, esses números revelam que, em 2016, 44,8% das pessoas com 60 anos ou mais utilizavam a internet. Em 2024, o patamar alcançou praticamente 70% (69,8%) dos idosos.

    Os dados fazem parte de um suplemento sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios /Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (24/07/2025) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). [...]

    O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, destaca que os idosos têm aumentado o acesso ano a ano, embora ainda sejam o grupo que menos usa a rede. Para o pesquisador, o crescimento expressivo reflete o envelhecimento da população e a entrada de novas gerações na velhice. A oferta de serviços fornecidos pela internet também é um dos motivos que explicam essa ampliação, acredita Fontes.

    “Eu acho que a internet tem feito cada vez mais parte do cotidiano da sociedade, de uma forma geral. Muitos serviços são acessados pela internet, as pessoas, muitas vezes, se comunicam pela internet, muitas vezes é importante para o trabalho das pessoas”, descreve o analista.

    Dos 24,5 milhões de idosos com acesso à internet, 87,9% usavam a rede todos os dias.

Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/acesso-ainternet-entre-idosos-quase-quadruplica-em-8-anos-diz-ibge/. Acesso em: 25 jul. 2025. 
Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho “[...] o crescimento expressivo reflete o envelhecimento da população e a entrada de novas gerações na velhice.”, do Texto 1, preserva o sentido original e apresenta correção gramatical no emprego do acento indicativo de crase. 
Alternativas
Q4104869 Português
Leia os textos a seguir.

TRECHO DO TEXTO I

“O minimalismo nos convida a essa reflexão...”

TEXTO III

q_14 enf.png (453×294)

Disponível em: https://mulhertrinta.wordpress.com/2008/04/24/o-sentido-da-vida/. Acesso em: 11 ago. 2025 (adaptado). 
Considere as justificativas a seguir sobre o uso da crase nas frases “O minimalismo nos convida a essa reflexão...” (trecho do texto I) e “Sabe que às vezes me pergunto...” e “... a vida da gente se resume a trabalho?” (texto III), e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
701: A
702: D
703: B
704: E
705: B
706: B
707: B
708: B
709: E
710: D
711: B
712: B
713: D
714: A
715: B
716: B
717: D
718: E
719: E
720: C