Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q3877327 Português

Leia o Texto I e responda à questão.



Texto I



O envelhecimento não é progressivo e ocorre em três idades diferentes. A primeira chega mais cedo do que pensávamos 



Há três momentos-chave em que ocorre uma virada no nível molecular – e isso muda tudo.



    A ciência descobriu que não envelhecemos de forma progressiva, gradual e linear, como se acreditava, mas sim de maneira mais brusca em torno de três fases específicas da vida. Uma delas chega muito antes do que você imagina.


    Os primeiros indícios de que o envelhecimento não é contínuo, e sim ocorre em etapas, surgiram a partir do estudo da mosca da-fruta. Especialistas propuseram que o processo de envelhecimento nesses insetos é bifásico: progride lentamente durante a maior parte da vida adulta da mosca e, de repente, acelera.


    Isso também foi observado em vermes nematoides e peixes-zebra. E em humanos. Aos 78 anos, por exemplo, a capacidade de produzir novas células sanguíneas diminui drasticamente, o que aumenta o risco de anemia e de outras condições, como disfunção erétil, dificuldade de regeneração dos tecidos e leucemia. As principais idades em que tudo acontece são 34, 60 e 78. 


    Outro estudo analisou como as proteínas presentes no plasma sanguíneo se alteram ao longo do envelhecimento humano e descobriu que os participantes se agrupavam em quatro faixas etárias: menos de 34 anos, de 34 a 60 anos, de 61 a 78 anos e acima de 78 anos. 


    Dentro de cada grupo, os perfis proteicos eram muito semelhantes, mas nas idades de 34, 60 e 78 anos, essas proteínas mudavam de forma abrupta. De acordo com uma análise da Universidade Stanford, liderada por Michael Snyder, das milhares de moléculas que eles monitoraram, 81% mudaram de forma não linear com a idade. Novamente, os picos de alteração coincidiram com as idades de 34 e 60 anos. Não foi possível confirmar se isso também acontece aos 78 anos, porque os participantes mais velhos tinham, no máximo, 75 anos.


    O que estava ocorrendo era o que se conhece como ponto de inflexão quando um sistema passa por uma mudança abrupta de um estado de equilíbrio para outro. Isso é algo já observado no meio ambiente, por exemplo, mas que até então não havia sido associado ao envelhecimento humano. Assim, podemos dizer que o envelhecimento acontece em três pontos de inflexão: aos 34, 60 e 78 anos. Essa descoberta está de acordo com as conclusões do estudo mais recente da pesquisadora Maja Olecka, do Instituto Leibniz sobre Envelhecimento.


    Durante esses períodos, ocorrem mudanças moleculares no corpo que geram consequências como perda acelerada de massa muscular, piora na qualidade da pele e alterações na capacidade de metabolizar o álcool. É por isso que as ressacas depois dos 34 anos são muito piores do que eram aos 20. Pessoalmente, devo dizer que percebi isso. 


    A pergunta inevitável é: será que esse envelhecimento repentino, que ocorre após os pontos de virada, pode ser interrompido? De acordo com Snyder, a transição por volta dos 40 anos tem relação, em parte, com mudanças no estilo de vida. “As pessoas se exercitam menos, tornam-se mais sedentárias e provavelmente não se alimentam tão bem, o que acaba impactando a saúde aos 40 anos”, disse ele à revista New Scientist .


    Portanto, se quisermos atrasar o envelhecimento, talvez devêssemos começar a cuidar melhor do corpo com alimentação e exercícios desde cedo.


Fonte: D´AMBRÓSIO, Livia O envelhecimento não é progressivo e ocorre em três idades diferentes. A primeira chega mais cedo do que pensávamos. Minhavida. Disponível em:https://www.minhavida.com.br/materias/materia-26238. Acesso em 30 de jul de 2025. [adaptado].




Observe o emprego da crase do fragmento: ‘As pessoas se exercitam menos, tornam-se mais sedentárias e provavelmente não se alimentam tão bem, o que acaba impactando a saúde aos 40 anos’, disse ele à revista New Scientist .” (8º§). O emprego do sinal indicativo da crase:
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Q3877209 Português
Natureza e gastronomia: saiba por que Manaus é tendência global em 2026

    O Brasil tem uma cidade entre os destinos que são tendências globais para este ano. Segundo a pesquisa anual "Previsões de Viagem", divulgada pela Booking.com, Manaus (AM) está entre os 10 lugares do mundo em alta para viajar em 2026.

    Com mais de dois milhões de habitantes, a capital amazonense é descrita pela plataforma como uma cidade única, que pulsa energia urbana e que, ao mesmo tempo, é ponto de partida para conhecer a natureza exuberante da Amazônia.

     Cercada pela maior floresta tropical do mundo e banhada por rios volumosos, a cidade tem um centro histórico que preserva características do ciclo da borracha e apresenta uma gastronomia cheia de sabores frescos da floresta e das águas. Esses são alguns dos pontos que ajudam a entender a popularidade de Manaus entre viajantes nacionais e estrangeiros.

     Um dos passeios imperdíveis é o encontro das águas, onde o Rio Negro, de águas escuras, e o Rio Solimões, de águas claras, se encontram sem se misturar. Isso acontece devido às diferenças entre temperatura, acidez e densidade das águas, além da velocidade de suas correntezas.

     A capital também conta com o Teatro Amazonas, cartão-postal e símbolo arquitetônico e cultural do estado. Finalizado em 1896, o teatro guarda a pompa da elite do auge do ciclo da borracha. Rosado, o exterior chama a atenção pelas grandes proporções. Já o interior tem uma riqueza imensurável de detalhes, com mais de 700 lugares e peças de várias partes da Europa. O teatro pode ser visitado de terça a domingo, pela manhã e pela tarde, por R$ 20 (inteira) para não amazonenses.

     Outro ponto importante é a Feira Manaus Moderna, onde é possível sentir e degustar os aromas dos peixes e dos frutos amazônicos. Quer provar tucupi e "peixes ticados"? É lá que você deve ir. O Mercado Municipal, de estilo "art nouveau", também merece a visita, cheio de vendinhas que oferecem geleias, doces, cachaças e souvenirs. Não se esqueça de procurar por pratos típicos, como o X-Caboquinho, que leva queijo coalho, banana-da-terra e tucumã; além de peixes como tambaqui e pirarucu.

     Entre os restaurantes, alguns nomes se destacam, como o Banzeiro, o Caxiri, o Biatüwi e o Shin Suzuran. A poucos passos do Teatro Amazonas, o Hotel Villa Amazônia e o Juma Ópera são algumas das principais hospedagens da capital. Neste ano, a cidade pode ganhar um novo hotel: o Tropical Hotel da Amazônia, a Tribute Portfolio Hotel, vizinho da Praia de Ponta Negra, às margens do Rio Negro.

     Manaus foi um dos destinos da terceira temporada do CNN Viagem & Gastronomia. A apresentadora Daniela Filomeno conheceu construções históricas, realizou passeios por rios e degustou a surpreendente culinária local.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/natureza-e-gastronomia-saibapor-que-manaus-e-tendencia-global-em-2026/#goog_rewarded
Assinale a alternativa na qual a crase seja empregada pela mesma justificativa do seu emprego no período: Neste ano, a cidade pode ganhar um novo hotel: o Tropical Hotel da Amazônia, a Tribute Portfolio Hotel, vizinho da Praia de Ponta Negra, às margens do Rio Negro. 
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Q3876723 Português
Assinale a alternativa cuja sentença apresenta o uso adequado do acento grave indicativo de crase. 
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Q3876511 Português
 O que são as engenhosas caixas de Ward e como elas transformaram a economia mundial


A história das descobertas científicas inclui criações que, motivadas por interesses pessoais, acabaram produzindo efeitos inesperados e duradouros. Foi o que ocorreu com Nathaniel Bagshaw Ward, cujo fascínio pela botânica surgiu ainda na juventude, durante uma viagem à Jamaica. No século 19, esse interesse encontrava terreno fértil na Inglaterra, então tomada por uma intensa febre botânica, que mobilizava amadores e cientistas em busca de espécies exóticas.

Embora tenha se formado em medicina, Ward dedicou-se também à botânica e à entomologia. Em Londres, porém, enfrentava dificuldades para manter vivas muitas plantas, especialmente fetos e musgos. A Revolução Industrial havia transformado o ambiente urbano, e a poluição gerada pelas fábricas comprometia seriamente a sobrevivência das espécies cultivadas.

A solução surgiu de modo fortuito. Por volta de 1829, ao observar uma crisálida mantida em um recipiente de vidro selado, Ward notou o crescimento inesperado de um feto. O recipiente reproduzia um ciclo básico de evaporação e condensação, criando um microambiente estável. A partir dessa constatação, ele concebeu uma estufa selada em miniatura, feita de vidro e madeira, capaz de proteger plantas do ar contaminado.

Os experimentos mostraram-se eficazes, e Ward percebeu que sua invenção podia resolver outro problema recorrente: o transporte de plantas em longas viagens marítimas. Em testes com a Austrália, as plantas sobreviveram tanto na ida quanto na volta, comprovando a viabilidade do método. Embora Ward tenha imaginado aplicações domésticas e médicas para seu invento, não antecipou o impacto que ele teria sobre a economia global.

As caixas de Ward revolucionaram o transporte de plantas entre continentes. Importadores passaram a relatar índices de sobrevivência muito superiores aos anteriores, e a técnica rapidamente se difundiu. Potências imperiais logo perceberam seu valor estratégico. No caso britânico, o método foi decisivo para romper o monopólio chinês do chá, permitindo o contrabando de mudas e a implantação de grandes plantações na Índia.

Processo semelhante ocorreu com a borracha. Sementes da seringueira amazônica foram transportadas em caixas de Ward para jardins botânicos europeus e, depois, para o Sudeste Asiático, onde deram origem a plantações altamente produtivas. Com isso, o Brasil perdeu sua posição central no comércio mundial do produto, que passou a beneficiar o Império Britânico.

Outros impérios também recorreram à invenção. A Cinchona, fonte da quinina usada no combate à malária, foi levada dos Andes para colônias asiáticas, viabilizando a expansão europeia nos trópicos. O cacau, originalmente concentrado nas Américas, espalhou-se pela África Ocidental e pela Ásia, transformando essas regiões em grandes produtoras. Já a baunilha, após o transporte em caixas de Ward e o desenvolvimento da polinização manual, teve seu centro produtivo deslocado para Madagascar.

Ao longo do tempo, inúmeras plantas ornamentais e agrícolas atravessaram oceanos protegidas por essas estruturas simples. O que começou como uma solução engenhosa para um problema pessoal acabou reconfigurando cadeias produtivas, mercados e paisagens, deixando uma marca profunda na geografia botânica e na economia mundial.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yq23zzel3o.adaptado.
Foi o que ocorreu com Nathaniel Bagshaw Ward, cujo fascínio pela botânica surgiu ainda na juventude, durante uma viagem à Jamaica.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase: 
Alternativas
Q3876322 Português
O que são as engenhosas caixas de Ward e como elas transformaram a economia mundial


A história das descobertas científicas inclui criações que, motivadas por interesses pessoais, acabaram produzindo efeitos inesperados e duradouros. Foi o que ocorreu com Nathaniel Bagshaw Ward, cujo fascínio pela botânica surgiu ainda na juventude, durante uma viagem à Jamaica. No século 19, esse interesse encontrava terreno fértil na Inglaterra, então tomada por uma intensa febre botânica, que mobilizava amadores e cientistas em busca de espécies exóticas.

Embora tenha se formado em medicina, Ward dedicou-se também à botânica e à entomologia. Em Londres, porém, enfrentava dificuldades para manter vivas muitas plantas, especialmente fetos e musgos. A Revolução Industrial havia transformado o ambiente urbano, e a poluição gerada pelas fábricas comprometia seriamente a sobrevivência das espécies cultivadas.

A solução surgiu de modo fortuito. Por volta de 1829, ao observar uma crisálida mantida em um recipiente de vidro selado, Ward notou o crescimento inesperado de um feto. O recipiente reproduzia um ciclo básico de evaporação e condensação, criando um microambiente estável. A partir dessa constatação, ele concebeu uma estufa selada em miniatura, feita de vidro e madeira, capaz de proteger plantas do ar contaminado.

Os experimentos mostraram-se eficazes, e Ward percebeu que sua invenção podia resolver outro problema recorrente: o transporte de plantas em longas viagens marítimas. Em testes com a Austrália, as plantas sobreviveram tanto na ida quanto na volta, comprovando a viabilidade do método. Embora Ward tenha imaginado aplicações domésticas e médicas para seu invento, não antecipou o impacto que ele teria sobre a economia global.

As caixas de Ward revolucionaram o transporte de plantas entre continentes. Importadores passaram a relatar índices de sobrevivência muito superiores aos anteriores, e a técnica rapidamente se difundiu. Potências imperiais logo perceberam seu valor estratégico. No caso britânico, o método foi decisivo para romper o monopólio chinês do chá, permitindo o contrabando de mudas e a implantação de grandes plantações na Índia.

Processo semelhante ocorreu com a borracha. Sementes da seringueira amazônica foram transportadas em caixas de Ward para jardins botânicos europeus e, depois, para o Sudeste Asiático, onde deram origem a plantações altamente produtivas. Com isso, o Brasil perdeu sua posição central no comércio mundial do produto, que passou a beneficiar o Império Britânico.

Outros impérios também recorreram à invenção. A Cinchona, fonte da quinina usada no combate à malária, foi levada dos Andes para colônias asiáticas, viabilizando a expansão europeia nos trópicos. O cacau, originalmente concentrado nas Américas, espalhou-se pela África Ocidental e pela Ásia, transformando essas regiões em grandes produtoras. Já a baunilha, após o transporte em caixas de Ward e o desenvolvimento da polinização manual, teve seu centro produtivo deslocado para Madagascar.

Ao longo do tempo, inúmeras plantas ornamentais e agrícolas atravessaram oceanos protegidas por essas estruturas simples. O que começou como uma solução engenhosa para um problema pessoal acabou reconfigurando cadeias produtivas, mercados e paisagens, deixando uma marca profunda na geografia botânica e na economia mundial.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yq23zzel3o.adaptado.
Foi o que ocorreu com Nathaniel Bagshaw Ward, cujo fascínio pela botânica surgiu ainda na juventude, durante uma viagem à Jamaica.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase: 
Alternativas
Q3876161 Português
As metas de ano novo não são uma moda passageira: elas existem há 4 mil anos


     Todo dia 1º de janeiro, milhões de pessoas estabelecem algumas “metas para o novo ano”, como a intenção de se exercitar mais ou ser mais gentil — um ritual que pode parecer profundamente moderno, mas que tem raízes surpreendentemente antigas. 

   A tradição de fazer resoluções de ano novo remonta a quase 4 mil anos, originando-se em civilizações que marcavam o novo ano como um período de renovação e reflexão. “O desejo de recomeçar é um impulso humano”, afirma Candida Moss, professora da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, especializada em história antiga e cristianismo primitivo.

    Dos votos feitos por reis babilônicos às promessas pessoais de hoje em dia, a prática evoluiu, mas sua essência permanece surpreendentemente familiar: dar as boas-vindas a um novo ano com a esperança de se tornar uma pessoa melhor.

    Os babilônios estiveram entre as primeiras civilizações a celebrar o início de um novo ano, marcando a ocasião com festivais e rituais. “Há muita documentação escrita sobre festivais de Ano Novo na antiga Babilônia, Síria e outros lugares da Mesopotâmia, ligados à noção do início de um novo ano”, diz Eckart Frahm, professor de línguas e civilizações do Oriente Próximo na Universidade de Yale.

  Esses festivais, frequentemente ligados ao equinócio da primavera, tinham como foco expressar gratidão aos deuses por uma colheita farta, explica Frahm, e não fazer resoluções. Manter esses votos não era trivial — acreditava-se que os cumprir garantia o favor divino para o ano seguinte, enquanto quebrá-los implicava o risco da ira dos deuses.

   No entanto, no final do primeiro milênio a.C., um rei babilônico jurou publicamente ser um governante melhor. Esse ato não era simplesmente uma reflexão pessoal, mas uma declaração pública de responsabilidade. Essa tradição lançou as bases para o que hoje conhecemos como resoluções ou metas de ano novo.

   Embora os babilônios possam ter concebido a ideia, foram os romanos que consolidaram o dia 1º de janeiro como o início do ano novo. Assim como os babilônios, eles celebravam com festivais e rituais, mas os romanos também incorporaram elementos práticos de renovação, incluindo a “limpeza de primavera sobrenatural” e votos de renovação. “Essas tradições se concentravam em começar o ano com o pé direito: limpar as casas, abastecer a despensa, pagar as dívidas e devolver os itens emprestados”, afirma Moss.


Fonte: National Geographic Brasil. Adaptado.
Em “[...] dar as boas-vindas a um novo ano com a esperança de se tornar uma pessoa melhor”, considerandose apenas a correção gramatical, o sinal indicativo de crase deverá ser obrigatoriamente acrescentado ao “a” em destaque caso os termos sublinhados sejam substituídos por:
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Q3876001 Português

Quem foi Carl Sagan, o cientista que desvendou o cosmos e combateu a desinformação

Por Redação National Geographic Brasil



(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2025/12/quem-foi-carl-sagan-o-cientista-quedesvendou-o-cosmos-e-combateu-a-desinformacao – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considerando a regência verbal e o uso correto do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 02, 05 e 16.
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Q3875862 Português
 O que são as engenhosas caixas de Ward e como elas transformaram a economia mundial


A história das descobertas científicas inclui criações que, motivadas por interesses pessoais, acabaram produzindo efeitos inesperados e duradouros. Foi o que ocorreu com Nathaniel Bagshaw Ward, cujo fascínio pela botânica surgiu ainda na juventude, durante uma viagem à Jamaica. No século 19, esse interesse encontrava terreno fértil na Inglaterra, então tomada por uma intensa febre botânica, que mobilizava amadores e cientistas em busca de espécies exóticas.

Embora tenha se formado em medicina, Ward dedicou-se também à botânica e à entomologia. Em Londres, porém, enfrentava dificuldades para manter vivas muitas plantas, especialmente fetos e musgos. A Revolução Industrial havia transformado o ambiente urbano, e a poluição gerada pelas fábricas comprometia seriamente a sobrevivência das espécies cultivadas.

A solução surgiu de modo fortuito. Por volta de 1829, ao observar uma crisálida mantida em um recipiente de vidro selado, Ward notou o crescimento inesperado de um feto. O recipiente reproduzia um ciclo básico de evaporação e condensação, criando um microambiente estável. A partir dessa constatação, ele concebeu uma estufa selada em miniatura, feita de vidro e madeira, capaz de proteger plantas do ar contaminado.

Os experimentos mostraram-se eficazes, e Ward percebeu que sua invenção podia resolver outro problema recorrente: o transporte de plantas em longas viagens marítimas. Em testes com a Austrália, as plantas sobreviveram tanto na ida quanto na volta, comprovando a viabilidade do método. Embora Ward tenha imaginado aplicações domésticas e médicas para seu invento, não antecipou o impacto que ele teria sobre a economia global.

As caixas de Ward revolucionaram o transporte de plantas entre continentes. Importadores passaram a relatar índices de sobrevivência muito superiores aos anteriores, e a técnica rapidamente se difundiu. Potências imperiais logo perceberam seu valor estratégico. No caso britânico, o método foi decisivo para romper o monopólio chinês do chá, permitindo o contrabando de mudas e a implantação de grandes plantações na Índia.

Processo semelhante ocorreu com a borracha. Sementes da seringueira amazônica foram transportadas em caixas de Ward para jardins botânicos europeus e, depois, para o Sudeste Asiático, onde deram origem a plantações altamente produtivas. Com isso, o Brasil perdeu sua posição central no comércio mundial do produto, que passou a beneficiar o Império Britânico.

Outros impérios também recorreram à invenção. A Cinchona, fonte da quinina usada no combate à malária, foi levada dos Andes para colônias asiáticas, viabilizando a expansão europeia nos trópicos. O cacau, originalmente concentrado nas Américas, espalhou-se pela África Ocidental e pela Ásia, transformando essas regiões em grandes produtoras. Já a baunilha, após o transporte em caixas de Ward e o desenvolvimento da polinização manual, teve seu centro produtivo deslocado para Madagascar.

Ao longo do tempo, inúmeras plantas ornamentais e agrícolas atravessaram oceanos protegidas por essas estruturas simples. O que começou como uma solução engenhosa para um problema pessoal acabou reconfigurando cadeias produtivas, mercados e paisagens, deixando uma marca profunda na geografia botânica e na economia mundial.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yq23zzel3o.adaptado.
Foi o que ocorreu com Nathaniel Bagshaw Ward, cujo fascínio pela botânica surgiu ainda na juventude, durante uma viagem à Jamaica.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase: 
Alternativas
Q3875784 Português
O que são as engenhosas caixas de Ward e como elas transformaram a economia mundial


A história das descobertas científicas inclui criações que, motivadas por interesses pessoais, acabaram produzindo efeitos inesperados e duradouros. Foi o que ocorreu com Nathaniel Bagshaw Ward, cujo fascínio pela botânica surgiu ainda na juventude, durante uma viagem à Jamaica. No século 19, esse interesse encontrava terreno fértil na Inglaterra, então tomada por uma intensa febre botânica, que mobilizava amadores e cientistas em busca de espécies exóticas.

Embora tenha se formado em medicina, Ward dedicou-se também à botânica e à entomologia. Em Londres, porém, enfrentava dificuldades para manter vivas muitas plantas, especialmente fetos e musgos. A Revolução Industrial havia transformado o ambiente urbano, e a poluição gerada pelas fábricas comprometia seriamente a sobrevivência das espécies cultivadas.

A solução surgiu de modo fortuito. Por volta de 1829, ao observar uma crisálida mantida em um recipiente de vidro selado, Ward notou o crescimento inesperado de um feto. O recipiente reproduzia um ciclo básico de evaporação e condensação, criando um microambiente estável. A partir dessa constatação, ele concebeu uma estufa selada em miniatura, feita de vidro e madeira, capaz de proteger plantas do ar contaminado.

Os experimentos mostraram-se eficazes, e Ward percebeu que sua invenção podia resolver outro problema recorrente: o transporte de plantas em longas viagens marítimas. Em testes com a Austrália, as plantas sobreviveram tanto na ida quanto na volta, comprovando a viabilidade do método. Embora Ward tenha imaginado aplicações domésticas e médicas para seu invento, não antecipou o impacto que ele teria sobre a economia global.

As caixas de Ward revolucionaram o transporte de plantas entre continentes. Importadores passaram a relatar índices de sobrevivência muito superiores aos anteriores, e a técnica rapidamente se difundiu. Potências imperiais logo perceberam seu valor estratégico. No caso britânico, o método foi decisivo para romper o monopólio chinês do chá, permitindo o contrabando de mudas e a implantação de grandes plantações na Índia.

Processo semelhante ocorreu com a borracha. Sementes da seringueira amazônica foram transportadas em caixas de Ward para jardins botânicos europeus e, depois, para o Sudeste Asiático, onde deram origem a plantações altamente produtivas. Com isso, o Brasil perdeu sua posição central no comércio mundial do produto, que passou a beneficiar o Império Britânico.

Outros impérios também recorreram à invenção. A Cinchona, fonte da quinina usada no combate à malária, foi levada dos Andes para colônias asiáticas, viabilizando a expansão europeia nos trópicos. O cacau, originalmente concentrado nas Américas, espalhou-se pela África Ocidental e pela Ásia, transformando essas regiões em grandes produtoras. Já a baunilha, após o transporte em caixas de Ward e o desenvolvimento da polinização manual, teve seu centro produtivo deslocado para Madagascar.

Ao longo do tempo, inúmeras plantas ornamentais e agrícolas atravessaram oceanos protegidas por essas estruturas simples. O que começou como uma solução engenhosa para um problema pessoal acabou reconfigurando cadeias produtivas, mercados e paisagens, deixando uma marca profunda na geografia botânica e na economia mundial.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yq23zzel3o.adaptado.
Foi o que ocorreu com Nathaniel Bagshaw Ward, cujo fascínio pela botânica surgiu ainda na juventude, durante uma viagem à Jamaica.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase:
Alternativas
Q3874839 Português
Assinale a alternativa na qual a crase seja empregada pela mesma justificativa do seu emprego no período: A Embaixada da Ucrânia também formalizou a doação de dez exemplares de livros, que serão recebidos pela escola e posteriormente encaminhados às bibliotecas da rede. 
Alternativas
Q3874586 Português

Ícone em bairro de Curitiba, casarão de 1876 ganhará nova função


    A Prefeitura de Curitiba quer dar uma nova finalidade ao prédio histórico da antiga Casa do Núcleo Habitacional Santa Efigênia, localizado em frente ao Terminal do Barreirinha. A Câmara Municipal aprovou, nesta terça-feira (11/11), o projeto que autoriza o Executivo a adquirir o terreno. A proposta é transformar o imóvel na nova Casa da Leitura de Curitiba, dedicada à promoção de atividades literárias e culturais para a comunidade. 


    Construída em 1876, a edificação é considerada desde 2019 uma Unidade de Interesse Especial de Preservação (UIEP), devido ao seu valor arquitetônico e histórico. O imóvel, porém, apresenta desgaste estrutural e está fechado há anos. Segundo o líder do governo na Câmara, vereador Serginho do Posto (PSD), o local está em uma área estratégica, na Avenida Anita Garibaldi, uma das principais vias de ligação entre o centro e a região norte da cidade. 


    “É um chalé de linhas românticas e influência da arquitetura dos imigrantes, que compunha a antiga estrada do Açungui, atual rua Mateus Leme, e fazia parte de uma série de ramais que ligavam o centro de Curitiba às colônias de imigrantes da época. Inicialmente, ela foi utilizada como moradia e, com o tempo, também para uso comercial. Hoje, temos a oportunidade de preservar mais um capítulo da história e da cultura da nossa cidade”, destacou o vereador.


    Para a nova destinação, será necessário restaurar janelas, pisos e reforçar a estrutura. A área também é considerada vulnerável, com risco de invasão e depredação. “Essa situação representa não apenas uma ameaça ao patrimônio municipal, mas também um problema de segurança pública. O projeto busca preservar a memória da cidade e evitar a perda de um bem com valor histórico e cultural para Curitiba”, completou o líder do governo.


    O casarão já abrigou, em outros tempos, a Associação Católica Filantrópica Santa Efigênia (Cafisi). O projeto de transformá-lo em Casa da Leitura parte da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), responsável por outras unidades do programa espalhadas pela cidade. A vereadora Giorgia Prates – Mandata Preta (PT) defendeu que a Fundação assegure o uso efetivo do espaço, criando um polo cultural descentralizado capaz de valorizar a memória e a identidade do bairro.


    De propriedade da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-CT), o imóvel encontra-se fechado e cercado por tapumes para evitar depredações. O sobrado tem dois pavimentos, com cerca de 50 m² cada, em um terreno de 525,6 m². A Comissão de Avaliação de Imóveis (CAI) da Secretaria Municipal de Administração e Tecnologia da Informação (SMATI) precificou a compra em R$ 756 mil, conforme o laudo nº 166/2025.


    A Assessoria de Captação de Recursos e Gestão de Investimentos (FTCG), ligada à Secretaria Municipal de Finanças, informou que o pagamento será feito com recursos do superávit financeiro da própria FCC, conforme previsão da Lei Orçamentária Anual de 2025. Obrigações e débitos anteriores à transferência continuarão sob responsabilidade da Cohab-CT, enquanto a Fundação ficará encarregada das despesas de escritura e registro. 


    O projeto foi levado à votação em regime de urgência, com tramitação aprovada na semana passada. A proposta retorna ao plenário nesta quarta-feira (12/11) para votação em segundo turno, etapa final antes da sanção do Executivo.


Fonte: https://www.tribunapr.com.br/noticias/curitiba-regiao/icone-em-bairro-de-curitiba-casarao-de-1876-ganhara-nova-funcao/?utm_source=noticias-virais-rodape&utm_medium=internal-

tribuna&utm_campaign=tribuna 

Assinale a alternativa cuja crase seja empregada pela mesma justificativa do seu emprego no período: O projeto foi levado à votação em regime de urgência, com tramitação aprovada na semana passada. 
Alternativas
Q3874534 Português

O emprego da crase está INDEVIDO em:


Alternativas
Q3874402 Português
Assinale a opção em que o uso do acento indicativo de crase é OBRIGATÓRIO, considerando a norma culta:
Alternativas
Q3874117 Português
Nutricionista ferida em mergulho mexe o braço após perder movimentos

    Após fraturar a coluna em um mergulho no início de janeiro, a nutricionista e influenciadora Flávia Bueno, 35, iniciou um tratamento experimental brasileiro com a proteína polilaminina e já apresenta os primeiros sinais de resposta motora.

    De acordo com imagens publicadas por sua família, a paciente começou a movimentar o braço direito pela primeira vez após o acidente. Ela estava internada na UTI do Einstein Hospital Israelita. A terapia utiliza uma substância nacional voltada à regeneração de tecidos nervosos.

     O medicamento experimental à base da proteína polilaminina é resultado de 25 anos de pesquisa liderada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, chefe do laboratório de biologia da matriz extracelular do ICB (Instituto de Ciências Biomédicas) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

    O estudo se baseia na laminina, uma proteína extraída da placenta humana capaz de reorganizar e modular células do sistema nervoso. A partir dessa pesquisa, foi criada a polilaminina, um fármaco experimental aplicado diretamente na coluna. Durante os testes laboratoriais e clínicos preliminares, pacientes com perda de movimentos por lesões medulares recuperaram, parcial ou totalmente, a mobilidade.

     Embora pareça promissora, a polilaminina ainda aguarda autorização da Anvisa para testes de larga escala, sendo aplicada no caso de Flávia sob protocolo judicial. Mas o órgão autorizou neste mês o início do estudo clínico para avaliar a segurança do uso da polilaminina, proteína que se mostrou capaz de regenerar lesões na medula espinhal.

     No dia 3 de janeiro, Flávia estava na praia em Maresias com uma amiga quando decidiu dar um mergulho. Como turista, ela não percebeu que as águas eram rasas. Bateu em bolsão de areia e sofreu lesões que afetaram as vértebras C3, C4, C5 e C6, de acordo com a família, causando paralisia nos membros superiores e inferiores, além de perda de sensibilidade.

     Ela foi internada em um hospital público de São Sebastião, mas depois foi transferida para o Einstein após a família contatar diversos especialistas sem sucesso. Segundo o irmão da influenciadora, o administrador de empresas Felipe Checchin, 37, a família buscou vários profissionais, mas o único que aceitou operá-la diante da gravidade do quadro pertencia ao corpo clínico do hospital.

     Felipe afirma que Flávia não possui cobertura de plano de saúde e a decisão de mantê-la no Einstein Hospital Israelita foi estratégica. Ele explica que a família cancelou a transferência para a rede pública após receber a notícia de que outra instituição não havia autorizado a aplicação da substância em outra paciente dois dias antes. Segundo ele, a permanência no Einstein ocorreu porque o comitê de ética da unidade aprovou o procedimento.

    O familiar relata que a aplicação aconteceu cerca de dez dias após a lesão. Felipe menciona que, apesar de o prazo ideal discutido pela ciência ser menor, de até 72 horas, a irmã apresentou uma evolução consistente. "Três dias após a aplicação, ela recuperou força no bíceps e dobrou o cotovelo do braço direito após comando do médico, de forma independente, algo que não tinha antes."

     A paciente deixou a UTI esta semana e foi transferida para uma unidade semi-intensiva. Felipe confirma que Flávia está consciente e responde a comandos motores. Ele detalha que as cirurgias de descompressão da medula e estabilização da cervical já foram realizadas.

     O quadro clínico, no entanto, ainda exige cuidados rigorosos. O deslocamento cervical bloqueou a passagem de sangue para o cérebro, causando isquemias permanentes no cerebelo e no tálamo. Conforme explica o irmão, essas lesões afetam diretamente o equilíbrio e a parte motora, mas a equipe médica trabalha com a possibilidade de o organismo estabelecer novos caminhos neurais.

     Flávia Bueno, que possui 157 mil seguidores em redes sociais, não possui cobertura de plano de saúde. De acordo com o irmão da paciente, as despesas no Einstein Hospital Israelita já superaram R$ 1 milhão. Uma mobilização digital foi aberta para custear o tratamento e as futuras etapas de reabilitação.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/nutricionista-ferida-em-mergulho-mexe-o-braco-aposlesao-grave-na-medula/
Assinale a alternativa cuja crase seja empregada pela mesma justificativa do seu emprego no período: A terapia utiliza uma substância nacional voltada à regeneração de tecidos nervosos. 
Alternativas
Q3873980 Português

Considere o período: "Os pareceres técnicos visam à correta aplicação da norma administrativa."


Assinale a alternativa que justifica corretamente o emprego da crase no trecho destacado. 

Alternativas
Q3873161 Português
O artista que se dispõe ________ dar uma entrevista deve estar preparado para responder _______ mais diversas perguntas, já que sua vida e seu trabalho acabam atraindo _________ atenção do público.

As lacunas devem ser completadas, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q3873112 Português

Chuvas tropicais ajudaram a moldar o formato das flores


Por Guilherme Costa







(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/chuvas-tropicais-ajudaram-a-moldar-o-formato-das-flores/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação à regência verbal e ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 18, 19 e 24 do texto. 
Alternativas
Q3873075 Português
A importância de dar uma sumida para o bem da sua saúde mental


The Summer Hunter



         Um estudo recente da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, concluiu que uma "nutrição social equilibrada" é essencial para alcançar o bem-estar. Ou seja, precisamos de interações de qualidade com outras pessoas, mas parar e saber apreciar a nossa própria companhia de vez em quando é fundamental para essa equação.

        Cultivar boas amizades ou relações familiares saudáveis requer saúde emocional para interagir com os outros sem irritação, ressentimento ou aquela sensação de estar cumprindo uma obrigação. É como se todos nós tivéssemos uma bateria social, cujo nível de energia varia conforme o uso e os momentos da vida. Por exemplo, depois de um fim de semana cheio de encontros, é importante ter momentos mais tranquilos. E, às vezes, os compromissos que assumimos no piloto automático acabam adiando essa vontade legítima de passar um tempo cuidando da nossa própria vida.

            Pesquisas já comprovaram que a solitude — ou seja, o tempo que escolhemos passar sem a companhia de outras pessoas, descansando da interação social —, pode trazer mais criatividade, menores níveis de ansiedade e até uma maior rede de amizades. Para conseguir esses momentos, não tem outra forma: é preciso se priorizar, impor limites e dizer alguns "nãos".

          "Às vezes, você quer ficar sozinha, mas acha que, se não for naquele aniversário, as pessoas não vão mais convidar. Nesse momento a gente tem que escolher um desconforto: lidar com o medo de ser considerada uma má amiga ou se trair no desejo de ficar só", diz a escritora e podcaster Natália Sousa. "Esse também é o momento de entender qual é o nó por trás disso: por que estou indo aonde não quero?", completa.

        Hoje em dia, "sumir" do mundo físico pode ser mais fácil do que fazer isso no digital. Isso porque as redes sociais são pensadas para que passemos cada vez mais horas consumindo e produzindo conteúdo, atuando diretamente no "circuito de recompensa". Ou seja, na parte do cérebro que libera doses de dopamina quando um estímulo externo é interpretado como algo prazeroso.

        Uma pesquisa recente realizada pela Unifesp mostrou que 68% dos adolescentes brasileiros sofrem de dependência moderada em relação às tecnologias e mídias sociais, enquanto 20% se enquadram na dependência grave. É por essas e outras que o já conhecido FOMO tem dado lugar ao "FOLO", sigla pra fear of logging off — traduzindo, o medo de ficar desconectado. Mais recorrente em jovens, essa sensação de estar por fora de algo que está rolando no universo digital — seja o meme do momento, seja o que seus amigos estão fazendo — costuma trazer sentimentos como angústia e ansiedade.

      No episódio Ostentação espiritual, do Desenrola, o podcast do The Summer Hunter, o psicanalista Guilherme Facci argumenta que, hoje, postar algo nas redes sociais "é uma maneira de afirmar a própria existência". Se essa afirmação pareceu forte demais para você, pense no estranhamento e na desconfiança que sentimos ao descobrir que certa pessoa não tem redes sociais, ou na preocupação que surge quando alguém próximo fica off-line por algum tempo.

         Se só de pensar nos compromissos que você assumiu para esse fim de semana bateu uma preguiça enorme, talvez seja a hora de dar uma sumida. Para que esses momentos de "isolamento" também sejam prazerosos, além de reservar um tempo para fazer nada, vale tentar praticar hobbies e atividades que você curte.

       Durante esse "recesso social", é uma boa ideia se fazer algumas perguntas que ajudem a entender por que você anda arrastando essa sensação de estar com a bateria social sempre no vermelho — ainda mais agora, com o fim do ano se aproximando. Aonde você tem ido só para agradar os outros? Será que a sua agenda está afastando você do que (e de quem) realmente importa?

         Por via das dúvidas, ao decidir se afastar um pouco da vida social digital e presencial, vale dar um toque nos amigos e familiares mais próximos para evitar preocupações e, depois, curtir um tempo no maravilhoso mundo da solitude off-line. Pode ser útil começar com períodos mais curtos e, depois, se sentir vontade — e tiver a possibilidade —, prolongá-los. Sabe o que vai acontecer se você der uma sumida? Provavelmente, nada. É bem capaz que a maioria das pessoas nem note. É nessas horas que a gente entende que não é tão importante assim — e como isso é ótimo.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/a-importancia-de-daruma-sumida-para-o-bem-da-sua-saude-mental.shtml Acesso em: 29 nov. 2025

O uso da crase está CORRETO em:
Alternativas
Q3873030 Português
Os disquetes esquecidos de Stephen Hawking por trás da corrida para evitar “Idade das Trevas” digital


Por Christian Kriticos







(Disponível em: bbc.com/portuguese/articles/c8e9j74pdk8o – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Qual das alternativas abaixo apresenta o uso INCORRETO do acento indicativo de crase? 
Alternativas
Q3873021 Português
Os disquetes esquecidos de Stephen Hawking por trás da corrida para evitar “Idade das Trevas” digital


Por Christian Kriticos







(Disponível em: bbc.com/portuguese/articles/c8e9j74pdk8o – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Em relação à regência verbal e ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 02, 12 e 29 do texto.
Alternativas
Respostas
661: A
662: B
663: A
664: D
665: A
666: C
667: D
668: A
669: A
670: B
671: B
672: A
673: C
674: B
675: A
676: C
677: A
678: D
679: E
680: A