Questões de Concurso Sobre colocação pronominal em português

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Q4246321 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A ilusão da eficiência

    Em tempos de intensa digitalização dos serviços públicos, tornou-se comum associar o avanço tecnológico à ideia de eficiência administrativa. Entretanto, a mera incorporação de ferramentas digitais não assegura, por si só, a melhoria dos serviços prestados ao cidadão. A tecnologia, quando desacompanhada de planejamento, de capacitação permanente dos servidores e de mecanismos de controle, converte-se em instrumento estéril, incapaz de produzir os resultados que dela se esperam.
    Não raro, administrações públicas investem vultosos recursos em sistemas informatizados sem previamente redefinir seus processos internos. Cria-se, então, a falsa impressão de modernização, quando, em verdade, apenas se transferem para o ambiente digital as mesmas deficiências que já comprometiam os procedimentos tradicionais.
     A eficiência administrativa exige mais do que equipamentos sofisticados ou plataformas eletrônicas de última geração. Requer, sobretudo, a construção de uma cultura institucional baseada no planejamento, na transparência e na avaliação contínua dos resultados. Sem esses pilares, a tecnologia deixa de ser instrumento de transformação para tornar-se mero ornamento burocrático.
    Por isso, a verdadeira inovação na Administração Pública não reside simplesmente na aquisição de novos sistemas, mas na capacidade de repensar práticas, corrigir distorções e colocar o interesse público acima do fascínio pelas soluções tecnológicas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)
Em "...quando, em verdade, apenas se transferem para o ambiente digital...", a colocação pronominal empregada é um caso de 
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Q4243517 Português
De acordo com as normas da língua portuguesa sobre colocação pronominal, a alternativa em que o pronome oblíquo átono está empregado de acordo com a norma-padrão é:  
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Ano: 2023 Banca: IADES Órgão: SEE-DF Prova: IADES - 2023 - SEE-DF - Professor - Gastronomia |
Q4241699 Legislação da Justiça Militar
    Técnicas de corte e preparação de vegetais são realizadas de forma específica e padronizada para garantir eficiência, uniformidade e qualidade na preparação de pratos. Essas técnicas são amplamente usadas em restaurantes, hotéis, e outros estabelecimentos de gastronomia.
    Vegetais cortados de maneira uniforme, cozinham de maneira homogênea, garantindo que todos os ingredientes tenham a mesma textura e cozimento. Além disso, a apresentação visual é aprimorada quando os pratos contêm cortes bem-feitos, o que atrai os clientes e aguça o apetite.


CASSAROTTI, V. C.; LOPES, J. D.; PENTEADO, G. B.; VIANNA, F. S. Manual prático de cozinha Senac. São Paulo: Senac São Paulo, 2018, pp. 61 e 63, com adaptações.


A importância dos cortes de vegetais na cozinha profissional reside na padronização, na forma e no tamanho definidos. Com base nisso, em relação às definições dos cortes de vegetais, julgue (C ou E) o item a seguir. 
Juliana – nesse corte, os vegetais são cortados em cubos muito pequenos, geralmente com cerca de 1 mm a 2 mm de largura. É usado para dar sabor e textura a pratos sofisticados.
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Q4241267 Português
 A informação, um bem precioso: por que cuidar dos dados pessoais

A informação continua sendo um bem muito precioso. Mas você sabia que a forma de lidar com a informação, principalmente a que diz respeito ao indivíduo, tem exigido bastante transformações, mundo afora e aqui no Brasil? Pois é, as pessoas estão, cada vez mais, buscando maior controle sobre seus dados. Preservar conteúdos privados não é mais uma opção, tornou-se um compromisso inadiável: tanto do cidadão consigo mesmo, como do governo e das empresas que se relacionam com esses dados e que precisam escutar o clamor das pessoas, se não quiserem ficar para trás.

Provavelmente você concorda que é indispensável cuidar dos seus dados e dos dados das demais pessoas. Então é hora de conhecer ainda mais sobre a LGPD: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais é a mudança mais importante no que se refere à privacidade de dados no Brasil. Aprovada em agosto de 2018, a lei já circula por aí e, como se pode perceber, não veio "para inglês ver", mas para auxiliar o Brasil a evoluir, de fato, no tema, gerando impactos positivos na vida de milhões de brasileiros.

Mas, afinal, o que é um dado pessoal? É simples: se uma informação permite identificar, direta ou indiretamente, um indivíduo que esteja vivo, então ela é considerada um dado pessoal, como nome, RG, CPF, gênero, data e local de nascimento, telefone, endereço residencial, localização via GPS, retrato em fotografia, prontuário de saúde, cartão bancário, renda, histórico de pagamentos, hábitos de consumo, preferências de lazer, endereço de IP e cookies, entre outros.



SERPRO. O que são dados pessoais? Portal LGPD. Brasília, DF: Serpro, [2023]. Disponível em: https://www.serpro.gov.br/lgpd/menu/protecao-de-dados/dados-pessoais-lgpd. Acesso em: 9 jul. 2026. (Texto adaptado.)
À luz das normas de concordância, regência, crase e colocação pronominal, e tomando por base passagens do texto, é correto afirmar que:
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Q4238681 Português

Texto para a questão.






Na passagem “Não te será difícil achar...” (linha 6), a colocação pronominal destacada
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Q4236815 Português
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal NÃO está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Q4233146 Português
A colocação pronominal está incorreta, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, apenas em:
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Q4232148 Português

O momento vazio


    Então tudo ficou vazio. Não, não é isto, era mesmo muito mais grave ainda: tudo era vazio; apenas o que aconteceu foi que a dolorosa, a insuportável consciência disso ficou tão nítida que paralisou o homem. Nenhum sentido em seu trabalho nem em sua vida; nenhum sentido nos louvores nem nas censuras. A máscara que os outros lhe haviam posto, ou que lentamente, ao sabor das circunstâncias, ele se tinha composto para os outros, lhe pareceu de repente uma coisa tão falsa, tão vã; mas quando quis saber qual era sua verdadeira face, qual era sua própria verdade, não encontrou mais nada.

    Compreendeu que aquela máscara era, ou ficara sendo, sua única verdade, embora ela própria fosse falsa; se a sua própria vida era uma contrafação, a máscara era legítima. Vivera antes talvez com uma noção vaga, quase inconsciente, de que havia em si mesmo duas pessoas - uma era aquela de uso diário, a outra era a autêntica. Foi naquele instante que teve a intuição de que a autêntica não existia, ou existia tão misturada com a outra que não era mais possível separar: perdera-se, gastara-se em antigas lutas, em antigas paixões, no longo hábito de viver.

    Um homem se recolhe, está só, em um quarto fechado, diante do espelho. Então acende todas as luzes e se olha bem ao espelho. Então procura retirar a máscara. E descobre que ela já aderiu ao seu rosto, que ela é seu próprio rosto - descobre que não há máscara, ou que não há rosto verdadeiro. O tecido é todo um, tudo se trança na mesma trama, o que foi vindo de fora, e o que foi vindo de dentro. Então ele apaga as luzes e procura pensar, procura sentir alguma coisa de si mesmo, um motivo para viver ou para morrer; e sente o grande vazio.

    “Sem chorar nem rir; nem rir nem chorar”, como em um esquecido brinquedo infantil. Poderia ir até a vitrola, pôr um disco; a música tem um poder mecânico sobre a alma, um poder ao mesmo tempo profundo e leviano. Mas ficou parado, como um ferido que se sente incômodo e insone em seu leito, mas procura não mover o corpo para evitar sentir uma dor; como alguém que procura se instalar no próprio desconforto e no próprio tédio. Ficou parado, humildemente parado.

    Foi então que o telefone bateu.


BRAGA, R. O momento vazio. In: DIDIER, C. (Org.) Os moços cantam & outras crônicas sobre a música. Rio de Janeiro, Autêntica Editora, 2016, p. 140-141. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15004/omomento-vazio>.

Analise a colocação dos pronomes oblíquos átonos nos seguintes excertos:



I. A máscara que os outros lhe haviam posto [...]


II. Um homem se recolhe, está só, em um quarto fechado [...]


III. [...] gastara-se em antigas lutas [...]



A próclise ocorre apenas em:

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Q4231875 Português
Assinale a alternativa em que a colocação do pronome obedece à norma-padrão da língua portuguesa.
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Q4231792 Português
TEXTO I

A ilusão do atalho

Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico

Rodrigo Constantino

   “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
     Do ponto de vista político, a base governista preparou uma armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de “inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém, essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
    O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala 6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana. Essa proibição não resolve o problema das nossas leis trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
    Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas” existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
   O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo! Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com apoio de sindicatos. 
    A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere fugir da realidade e viver de discursos.
   Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil, para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
   Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico da noite para o dia.
  Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
    Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um enorme problema de miséria e informalidade, além da dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo!”


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste. (adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/ 
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação incorreta em relação a um dos elementos constitutivos do texto I.
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Q4231086 Português
Estudo aponta os comportamentos mais ligados ao equilíbrio emocional


Por Arthur Almeida









(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/05/ciencia-da-felicidade-estudo-apontaos-comportamentos-mais-ligados-ao-bem-estar.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Desconsiderando aspectos relacionados à referenciação, analise as seguintes assertivas sobre a troca de “a felicidade” por um pronome na frase abaixo, retirada do texto:
“O levantamento também reforça um movimento crescente entre pesquisadores interessados em compreender a felicidade para além de fatores econômicos tradicionais”.

I. A expressão “a felicidade” poderia ser substituída por “-la”, desde que o verbo “compreender” assumisse a forma “compreendê-la”.
II. O pronome oblíquo “lhe” seria adequado para substituir “a felicidade”.
III. A expressão “a ela” não seria adequado para substituir “a felicidade”, pois, segundo a norma-padrão, deve-se evitar o uso de preposição antes de pronome pessoal reto.


Quais estão corretas?
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Q4230497 Português
Leia-o atentamente antes de respondê-la

Das livres passagem criadas a partir do Texto, assinale a alternativa em que a colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa:
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Q4228709 Português
A colocação pronominal na norma-padrão da língua portuguesa depende de fatores sintáticos. Considerando essas regras e observando rigorosamente a norma culta, assinale a alternativa em que há emprego de ênclise.
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Q4227212 Português

Analise a frase abaixo para responder à questão.


“… convém pensarmos desde já se utilizamos ‘este dom de viver’ da maneira mais digna”.

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto ao uso de pronomes, assinale a alternativa em que os termos destacados na frase acima são devidamente substituídos por um pronome pessoal. 
Alternativas
Q4226827 Português

Analise a frase abaixo para responder à questão.


“... é preciso que conserve ‘a mesma batida de sua braçada’”. 

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto ao uso de pronomes, assinale a alternativa em que os termos destacados na frase acima são devidamente substituídos por um pronome pessoal. 
Alternativas
Q4226649 Português
Texto 2 


Registros produzidos diariamente pelos sistemas nacionais de informação em saúde vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), vêm sendo transformados em uma poderosa ferramenta para municiar políticas públicas, medir a efetividade de vacinas, identificar desigualdades sociais e detectar precocemente surtos infecciosos. Segundo o médico imunologista Manoel BarralNetto, pesquisador da Fiocruz, na Bahia, o Brasil reúne condições excepcionais para esse tipo de investigação por possuir um dos maiores acervos de dados em saúde do mundo, acumulado ao longo de décadas e abrangendo quase toda a população.

“O desafio é transformar esses dados em conhecimento útil para melhorar a saúde da população”, afirmou Barral-Netto.

Esse patrimônio informacional inclui registros nacionais de nascimentos, óbitos, internações hospitalares, vacinação, atenção primária e vigilância epidemiológica, organizados em bases consolidadas desde a criação do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), em 1991. O Datasus é o órgão do Ministério da Saúde responsável por desenvolver, manter e integrar os sistemas nacionais de informação em saúde do SUS. (ARANTES, José Tadeu. Grandes bases de dados em saúde permitem construir políticas públicas baseadas em evidências. Agência FAPESP, 29 jun. 2026. Disponível em: Agência FAPESP Acesso em: 12 jun. 20)

"O desafio é transformar esses dados em conhecimento útil para melhorar a saúde da população."
“Esse patrimônio informacional inclui registros nacionais de nascimentos, óbitos, internações hospitalares, vacinação, atenção primária e vigilância epidemiológica (...)."

A respeito do emprego e da colocação dos pronomes, assinale a alternativa correta, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4226612 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



    A aproximação das comemorações do bicentenário da Independência tem despertado em alguns historiadores o desejo de promover um certo resgate da reputação da família real, e que foi satirizada em filmes e séries televisivas. Fundada em 1810 por Dom João 6º, a Biblioteca Nacional menciona esse objetivo em seu caderno de projetos para o bicentenário. O documento busca valorizar “personagens que se tornaram chacotas para o público em geral, através da TV e do cinema, quando a historiografia é capaz de trazer conteúdo objetivo e sério sobre a família que reinou no Brasil”.


    “É preciso apresentar a dimensão familiar da monarquia, da forma como se constituiu o poder no Brasil, e como questões centrais como autoridade, bem comum, religiosidade, sacrifício, vícios, doações e abusos vinham à tona”, diz a instituição. Em maio deste ano, a biblioteca promoveu uma exposição virtual sobre dona Maria, mãe de dom João 6º, em que o adjetivo “a louca” foi deixado de lado. Em seu lugar, privilegiou-se o título formal da soberana, dona Maria 1ª.  


    “É importante dignificar os fundadores da nação e superar um cacoete de negação que é muito forte”, diz Luiz Ramires Jr, coordenador-geral do centro de pesquisa e editoração da Biblioteca Nacional. Para ele, usar a sátira é algo que pode levar o tema ao conhecimento de mais pessoas, mas com riscos no processo. “À medida que você faz chacota dessas figuras centrais, isso decanta, sobretudo, em livros didáticos”. 


    Como afirma a historiadora Mary del Priore, “dona Maria foi uma mulher responsável pela criação de academias, assinatura de diversos tratados de comércio e diplomáticos. Muitos a adoravam, tanto que quando a família real vem para o Brasil, ela recebe cartas pedindo que volte para Portugal”. Nascida em 1734, ela tornou-se rainha em 1777. Para seus contemporâneos, era conhecida como “a piedosa”, pelo fervor religioso, que a fez isolar da corte o Marquês de Pombal, adepto do Iluminismo português. A instabilidade mental começou na segunda década de reinado, acentuando-se após uma sucessão de perdas na família, especialmente a do primogênito, Dom José, em 1788, aos 27 anos.


    O adjetivo “louca”, segundo a historiadora, é uma construção do movimento republicano português, em fins do século 19, em uma estratégia de deslegitimar a monarquia. Um dos maiores responsáveis por cunhar o termo à soberana foi o influente poeta modernista português Guerra Junqueira (1850-1923). Em seu poema “Pátria”, de 1896, o poeta descreve a rainha num estado de loucura, fúria e delírio. A república portuguesa acabaria sendo proclamada em 1910.

(Uma outra história. Folha de São Paulo, 31.10.2021.

Adaptado).

Assinale a alternativa cuja frase emprega o pronome de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q4225335 Português
Assinale a única alternativa correta em ração ao uso dos pronomes.
Alternativas
Q4224137 Português
Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, em relação à colocação pronominal nas locuções verbais, assinale a alternativa na qual a colocação esteja INCORRETA. 
Alternativas
Q4219700 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A economia da longevidade

José Eustáquio

     O Brasil está prestes a atingir um marco demográfico histórico: pela primeira vez, terá mais pessoas de 60 anos ou mais do que crianças e adolescentes de zero a 14 anos. Segundo projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2029 o país contará com 40,1 milhões de idosos, superando os 39,2 milhões de jovens com menos de 15 anos.
     O Censo Demográfico de 2022 já evidenciou essa transição em nível regional. Em dois estados, a população idosa superava a jovem: no Rio Grande do Sul, havia 115 idosos para cada 100 jovens; no Rio de Janeiro, 106 para cada 100. Entre as 27 capitais, cerca de 55% já apresentavam mais idosos do que jovens. Porto Alegre destacava-se como a capital mais envelhecida, com 137 idosos para cada 100 jovens, enquanto São Paulo, a maior cidade do país, registrava 103 para cada 100.
     A idade mediana da população brasileira era de 18 anos em 1950, chegou a 34 anos em 2022 e deve atingir 49 anos em 2072, quando o país celebrará os 250 anos da Independência. Nessa data, a razão de idosos poderá alcançar 317 para cada 100 jovens. O envelhecimento populacional tende, assim, a consolidar-se como a principal característica demográfica do Brasil no século 21 — um processo que traz desafios relevantes, mas também oportunidades.
    O principal desafio decorre do esgotamento do primeiro bônus demográfico. A proporção de pessoas em idade ativa (15 a 59 anos) já está em declínio, o que pode gerar crise fiscal e estagnação econômica caso o país mantenha uma visão estática das relações intergeracionais, baseada em um ciclo de vida rígido — com jovens apenas estudando, adultos exclusivamente trabalhando e idosos integralmente aposentados.
    A narrativa da catástrofe demográfica tornou-se recorrente. No entanto, o envelhecimento deve ser encarado com perspectiva construtiva, pois há outras duas janelas estratégicas para promover prosperidade e bem-estar.
     O segundo bônus demográfico, ou bônus da produtividade, ao contrário do primeiro, não é transitório. Seus efeitos podem se prolongar indefinidamente, desde que haja investimentos contínuos em educação, saúde, ciência e infraestrutura. Esses fatores elevam a produtividade do trabalho, permitindo que a economia produza mais com menor uso de insumos humanos e ambientais, compensando a redução da força de trabalho.
    A outra fronteira estratégica é o terceiro bônus demográfico, ou bônus da longevidade, associado à expansão de vidas saudáveis e ativas. Esse bônus depende de como a sociedade se organiza para viver mais e melhor, ampliando os anos com autonomia e sem incapacidades severas. Nesse contexto, o capital humano acumulado ao longo da vida permite que os idosos continuem contribuindo, compartilhando experiência, conhecimento e capacidades produtivas. O professor Andrew Scott, em “The Longevity Economy” (2021), publicado na The Lancet Healthy Longevity, argumenta que esse marco exige uma mudança de paradigma: deixar a ideia de uma “sociedade que envelhece” para construir uma “sociedade da longevidade”. Na primeira, acrescentam-se anos à vida; na segunda, adiciona-se vida aos anos.
     A “sociedade que envelhece” costuma ser vista pela ótica dos custos, como a expansão dos gastos com previdência e saúde. Já a “sociedade da longevidade” enfatiza a transformação do ciclo de vida. Scott destaca a maleabilidade do envelhecimento — a possibilidade de intervenções que permitam viver não apenas mais, mas com mais saúde, maior integração social e níveis mais elevados de produtividade.
     A economia da longevidade exige superar o etarismo e construir trajetórias de vida mais flexíveis e multietapas, com requalificação ao longo da vida, mudanças de carreira e maior inclusão das gerações maduras no mercado de trabalho, além de maior capacidade de adaptação por parte dos indivíduos, das empresas e das políticas públicas.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/aeconomia-dalongevidade.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&ut m_campaign=compwa. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa em que, segundo a norma-padrão, o pronome átono relacionado ao verbo em destaque deve estar enclítico.
Alternativas
Respostas
21: A
22: A
23: E
24: A
25: B
26: D
27: A
28: D
29: C
30: D
31: D
32: A
33: C
34: A
35: A
36: B
37: D
38: B
39: C
40: E