Questões de Concurso Sobre colocação pronominal em português

Foram encontradas 3.137 questões

Q4093715 Português
Analise as sentenças quanto à colocação pronominal:
I.Chama-se à própria responsabilidade o cuidar do acesso à água.
II.A agência se coloca à disposição para discutir e cuidar do acesso à água para toda a população.
III.Sempre chamaram-no à responsabilidade, afinal, era responsável pela agência que regula o saneamento básico da cidade.
IV.Quem nos explicará os pormenores da nova legislação de saneamento básico?
Está correta a colocação dos pronomes átonos em:
Alternativas
Q4093629 Português
Analise as sentenças quanto à colocação pronominal:
I.Chama-se à própria responsabilidade o cuidar do acesso à água.
II.A agência se coloca à disposição para discutir e cuidar do acesso à água para toda a população.
III.Sempre chamaram-no à responsabilidade, afinal, era responsável pela agência que regula o saneamento básico da cidade.
IV.Quem nos explicará os pormenores da nova legislação de saneamento básico?
Está correta a colocação dos pronomes átonos em:
Alternativas
Q4093445 Português
Analise as sentenças quanto à colocação pronominal:
I.Chama-se à própria responsabilidade o cuidar do acesso à água.
II.A agência se coloca à disposição para discutir e cuidar do acesso à água para toda a população.
III.Sempre chamaram-no à responsabilidade, afinal, era responsável pela agência que regula o saneamento básico da cidade.
IV.Quem nos explicará os pormenores da nova legislação de saneamento básico?
Está correta a colocação dos pronomes átonos em: 
Alternativas
Q4093403 Português
Analise as sentenças quanto à colocação pronominal:
I.Chama-se à própria responsabilidade o cuidar do acesso à água.
II.A agência se coloca à disposição para discutir e cuidar do acesso à água para toda a população.
III.Sempre chamaram-no à responsabilidade, afinal, era responsável pela agência que regula o saneamento básico da cidade.
IV.Quem nos explicará os pormenores da nova legislação de saneamento básico?
Está correta a colocação dos pronomes átonos em:
Alternativas
Q4093362 Português
Analise as sentenças quanto à colocação pronominal:
I.Chama-se à própria responsabilidade o cuidar do acesso à água.
II.A agência se coloca à disposição para discutir e cuidar do acesso à água para toda a população.
III.Sempre chamaram-no à responsabilidade, afinal, era responsável pela agência que regula o saneamento básico da cidade.
IV.Quem nos explicará os pormenores da nova legislação de saneamento básico?
Está correta a colocação dos pronomes átonos em: 
Alternativas
Q4093207 Português
[...]

Jaqueline Góes


A biomédica baiana Jaqueline Góes de Jesus ganhou projeção internacional ao integrar a equipe que, em 2020, sequenciou o genoma do SARS-CoV-2 apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil. Anos antes, ela já havia participado do sequenciamento do vírus da zika, contribuindo para o monitoramento genético da epidemia que afetou milhares de famílias no país. Especialista em vigilância genômica, Jaqueline atua na linha de frente da ciência que identifica, rastreia e compreende a evolução de vírus, informação essencial para orientar políticas públicas e estratégias de controle.

Sua trajetória é marcada tanto pela excelência acadêmica quanto pelo impacto simbólico: mulher negra e nordestina na ciência, tornou-se referência para novas gerações ao ocupar espaços historicamente pouco diversos na pesquisa biomédica. Com formação pela Universidade Federal da Bahia e doutorado pelo Instituto Gonçalo Moniz, da Fiocruz Bahia, Jaqueline combina rigor científico e compromisso social, defendendo a importância do investimento contínuo em ciência para que o Brasil responda com agilidade a futuras emergências sanitárias.

Celina Turchi

A epidemiologista brasileira Celina Turchi ganhou reconhecimento internacional ao liderar a equipe que estabeleceu a relação entre a infecção pelo vírus da zika durante a gestação e o aumento de casos de microcefalia no Brasil, em 2015. À frente de um grupo multidisciplinar ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Celina coordenou pesquisas que foram decisivas para alertar a comunidade científica e a Organização Mundial da Saúde sobre a gravidade da epidemia. Seu trabalho ajudou a orientar protocolos clínicos, estratégias de vigilância e políticas públicas de saúde em um momento crítico.

Com formação em medicina e doutorado em saúde pública, Celina construiu uma carreira dedicada ao estudo de doenças infecciosas e à resposta a emergências sanitárias. Reconhecida pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do mundo em 2016, ela se tornou símbolo da capacidade da ciência brasileira de responder rapidamente a crises globais, aliando rigor científico, articulação internacional e compromisso com a saúde pública.

Quarraisha Abdool Karim

A epidemiologista sul-africana Quarraisha Abdool Karim é uma das maiores autoridades mundiais em HIV/Aids. Professora na University of KwaZulu-Natal e pesquisadora associada à Columbia University, ela liderou estudos decisivos sobre prevenção da infecção em mulheres jovens na África Subsaariana − grupo historicamente mais vulnerável ao vírus. Seu trabalho foi fundamental para demonstrar a eficácia de microbicidas vaginais à base de antirretrovirais, ampliando as estratégias de prevenção sob controle feminino e influenciando políticas globais de saúde.

Com uma trajetória marcada pela ciência aplicada à realidade social, Quarraisha também atuou como presidente da The World Academy of Sciences, reforçando a importância da pesquisa produzida no Sul Global. Ao longo de décadas, ela tem defendido que combater epidemias exige não apenas inovação biomédica, mas também enfrentamento das desigualdades de gênero e acesso à informação. Seu legado une excelência científica e compromisso com justiça social, mostrando como a pesquisa pode transformar vidas em larga escala.

Jane Catherine

Ngila A química analítica queniana Catherine Ngila é referência internacional em monitoramento ambiental e qualidade da água. Sua pesquisa se concentra no desenvolvimento de métodos sensíveis para detectar poluentes − como metais pesados e contaminantes orgânicos − em rios, solos e sistemas urbanos. Ao combinar química de precisão com desafios ambientais concretos, Catherine contribui para políticas públicas mais eficazes e para a proteção de comunidades vulneráveis à contaminação hídrica.

Ao longo da carreira, ocupou posições de liderança acadêmica na University of Johannesburg e integrou organismos internacionais ligados à cooperação científica. Defensora ativa da participação feminina nas ciências exatas, ela também atua na formação de jovens pesquisadoras africanas, reforçando a importância da diversidade na produção de conhecimento e na busca por soluções sustentáveis para o continente.

[...]

(Disponível em:
https://vidasimples.co/sustentabilidade/oito-cientistas-mulheres-que-est
ao-mudando-o-mundo/. Acesso em: 04 mai. 2026. Adaptado.)
As sentenças a seguir foram extraídas do texto. Analise-as quanto à colocação dos pronomes átonos destacados, observando o contexto sintático em que cada um aparece:

I."Sua pesquisa se concentra no desenvolvimento de métodos sensíveis para detectar poluentes − como metais pesados e contaminantes orgânicos − em rios, solos e sistemas urbanos."
II."[...] mulher negra e nordestina na ciência, tornou-se referência para novas gerações ao ocupar espaços historicamente pouco diversos na pesquisa biomédica."
III."[...]ela se tornou símbolo da capacidade da ciência brasileira de responder rapidamente a crises globais [...]."

Está correta a colocação pronominal em: 
Alternativas
Q4093079 Português
Analise as sentenças quanto à colocação pronominal:
I.Chama-se à própria responsabilidade o cuidar do acesso à água.
II.A agência se coloca à disposição para discutir e cuidar do acesso à água para toda a população.
III.Sempre chamaram-no à responsabilidade, afinal, era responsável pela agência que regula o saneamento básico da cidade.
IV.Quem nos explicará os pormenores da nova legislação de saneamento básico?
Está correta a colocação dos pronomes átonos em:
Alternativas
Q4092995 Português

Leia o Texto 01 para responder à questão.



Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood

BBC World Service - 19 fevereiro de 2026



   A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.


   Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).


   “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”


   O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.


   A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.


   Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.


   Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.


   A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.


   O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.


   Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.


   Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.


   Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.


   Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.


   Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.


   O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.


   Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.


   Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.


   Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.


   Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.


   O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.


[...]



Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.

Leia os seguintes fragmentos do Texto 01.
I- se “ ‘Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui’ ”.
II- se “O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera”.
No tocante à colocação pronominal do se, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4092958 Português
[...]

Jaqueline Góes


A biomédica baiana Jaqueline Góes de Jesus ganhou projeção internacional ao integrar a equipe que, em 2020, sequenciou o genoma do SARS-CoV-2 apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil. Anos antes, ela já havia participado do sequenciamento do vírus da zika, contribuindo para o monitoramento genético da epidemia que afetou milhares de famílias no país. Especialista em vigilância genômica, Jaqueline atua na linha de frente da ciência que identifica, rastreia e compreende a evolução de vírus, informação essencial para orientar políticas públicas e estratégias de controle.

Sua trajetória é marcada tanto pela excelência acadêmica quanto pelo impacto simbólico: mulher negra e nordestina na ciência, tornou-se referência para novas gerações ao ocupar espaços historicamente pouco diversos na pesquisa biomédica. Com formação pela Universidade Federal da Bahia e doutorado pelo Instituto Gonçalo Moniz, da Fiocruz Bahia, Jaqueline combina rigor científico e compromisso social, defendendo a importância do investimento contínuo em ciência para que o Brasil responda com agilidade a futuras emergências sanitárias.

Celina Turchi

A epidemiologista brasileira Celina Turchi ganhou reconhecimento internacional ao liderar a equipe que estabeleceu a relação entre a infecção pelo vírus da zika durante a gestação e o aumento de casos de microcefalia no Brasil, em 2015. À frente de um grupo multidisciplinar ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Celina coordenou pesquisas que foram decisivas para alertar a comunidade científica e a Organização Mundial da Saúde sobre a gravidade da epidemia. Seu trabalho ajudou a orientar protocolos clínicos, estratégias de vigilância e políticas públicas de saúde em um momento crítico.

Com formação em medicina e doutorado em saúde pública, Celina construiu uma carreira dedicada ao estudo de doenças infecciosas e à resposta a emergências sanitárias. Reconhecida pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do mundo em 2016, ela se tornou símbolo da capacidade da ciência brasileira de responder rapidamente a crises globais, aliando rigor científico, articulação internacional e compromisso com a saúde pública.

Quarraisha Abdool Karim

A epidemiologista sul-africana Quarraisha Abdool Karim é uma das maiores autoridades mundiais em HIV/Aids. Professora na University of KwaZulu-Natal e pesquisadora associada à Columbia University, ela liderou estudos decisivos sobre prevenção da infecção em mulheres jovens na África Subsaariana − grupo historicamente mais vulnerável ao vírus. Seu trabalho foi fundamental para demonstrar a eficácia de microbicidas vaginais à base de antirretrovirais, ampliando as estratégias de prevenção sob controle feminino e influenciando políticas globais de saúde.

Com uma trajetória marcada pela ciência aplicada à realidade social, Quarraisha também atuou como presidente da The World Academy of Sciences, reforçando a importância da pesquisa produzida no Sul Global. Ao longo de décadas, ela tem defendido que combater epidemias exige não apenas inovação biomédica, mas também enfrentamento das desigualdades de gênero e acesso à informação. Seu legado une excelência científica e compromisso com justiça social, mostrando como a pesquisa pode transformar vidas em larga escala.

Jane Catherine

Ngila A química analítica queniana Catherine Ngila é referência internacional em monitoramento ambiental e qualidade da água. Sua pesquisa se concentra no desenvolvimento de métodos sensíveis para detectar poluentes − como metais pesados e contaminantes orgânicos − em rios, solos e sistemas urbanos. Ao combinar química de precisão com desafios ambientais concretos, Catherine contribui para políticas públicas mais eficazes e para a proteção de comunidades vulneráveis à contaminação hídrica.

Ao longo da carreira, ocupou posições de liderança acadêmica na University of Johannesburg e integrou organismos internacionais ligados à cooperação científica. Defensora ativa da participação feminina nas ciências exatas, ela também atua na formação de jovens pesquisadoras africanas, reforçando a importância da diversidade na produção de conhecimento e na busca por soluções sustentáveis para o continente.

[...]

(Disponível em:
https://vidasimples.co/sustentabilidade/oito-cientistas-mulheres-que-est
ao-mudando-o-mundo/. Acesso em: 04 mai. 2026. Adaptado.)
As sentenças a seguir foram extraídas do texto. Analise-as quanto à colocação dos pronomes átonos destacados, observando o contexto sintático em que cada um aparece:
I."Sua pesquisa se concentra no desenvolvimento de métodos sensíveis para detectar poluentes − como metais pesados e contaminantes orgânicos − em rios, solos e sistemas urbanos."
II."[...] mulher negra e nordestina na ciência, tornou-se referência para novas gerações ao ocupar espaços historicamente pouco diversos na pesquisa biomédica."
III."[...]ela se tornou símbolo da capacidade da ciência brasileira de responder rapidamente a crises globais [...]."

Está correta a colocação pronominal em:
Alternativas
Q4092749 Português
Alguns autores da gramática normativa consideram a ênclise como a colocação básica do pronome oblíquo átono. Nesse sentido, Napoleão Mendes de Almeida afirma que, por exercerem função de complemento verbal, esses pronomes tendem, em regra, a ocupar posição posterior ao verbo. De forma semelhante, Rocha Lima (2013) registra que a posição considerada normal dos pronomes átonos ocorre após o verbo. Com base na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a ênclise é obrigatória e corretamente empregada, sem a presença de fator de atração para a próclise.
Alternativas
Q4091942 Português
Analise as sentenças quanto à colocação pronominal:

I.Chama-se à própria responsabilidade o cuidar do acesso à água.
II.A agência se coloca à disposição para discutir e cuidar do acesso à água para toda a população.
III.Sempre chamaram-no à responsabilidade, afinal, era responsável pela agência que regula o saneamento básico da cidade.
IV.Quem nos explicará os pormenores da nova legislação de saneamento básico?

Está correta a colocação dos pronomes átonos em:
Alternativas
Q4089202 Português
Analise as sentenças quanto à colocação pronominal:

I. Chama-se à própria responsabilidade o cuidar do acesso à água.
II. A agência se coloca à disposição para discutir e cuidar do acesso à água para toda a população.
III. Sempre chamaram-no à responsabilidade, afinal, era responsável pela agência que regula o saneamento básico da cidade.
IV. Quem nos explicará os pormenores da nova legislação de saneamento básico?

Está correta a colocação dos pronomes átonos em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088176 Português
Leia o Texto 01 para responder à questão.

Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood
BBC World Service - 19 fevereiro de 2026

    A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
     Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
    “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”
     O segundo fator é a  composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
    A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
    Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
    Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
    A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
    O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
    Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
    Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.          Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
    Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
    Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
    O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
    Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
     Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
    Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
    Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
    O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
[...]

Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.
Leia os seguintes fragmentos do Texto 01. 

I- “ ‘Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui’ ”.
II- “O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera”.

No tocante à colocação pronominal do se, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4085668 Português

“O Agente Secreto” abarca imensidão e atualidade da violência brasileira



   É tão vasto o horizonte aberto por “O Agente Secreto” que mais justo será fatiá-lo para melhor compreensão. Ele é, entre outras coisas, um filme sobre cinema. Ele começa em 1977, quando “Tubarão”, o longa de Steven Spielberg, estava na cabeça de todo mundo. Os tubarões estavam na cabeça de um menino de cinco ou seis anos, filho de Marcelo — Wagner Moura —, o protagonista do filme.


   O tubarão do “Tubarão” não era apenas um peixe. Ele matava suas vítimas. E, quanto mais é perseguido, maior, mais ameaçador, mais horrendo e furioso se torna.


   Naquele ano, também, o Brasil já estava saindo da fase mais difícil [...]. Nesse momento, Marcelo volta ao Recife para viver, bem discretamente, numa comunidade de “refugiados” e para encontrar um documento de identificação que, de certa forma, pode comprovar para ele a existência de sua mãe.


   A mãe não é sua única perda. Foi criado pelo avô e perdeu a mulher. Sua pesquisa, do tempo em que era professor universitário, foi roubada. Foi difamado por um industrial paulista e é ameaçado de morte por ex-militares, hoje dedicados profissionalmente ao assassinato. O filme explicará tudo isso e por que esses fatos aconteceram.


   Como já se pode notar, estamos no território de “Tubarão”, de uma boca cada vez mais imensa que se abre para apanhar o que vier. A diferença fundamental é que “Tubarão” se propõe como um longa de aventura e terror, enquanto “O Agente Secreto” é uma obra de mistério — e terror.


   Há mais cinemas na história — e atenção a partir daqui com os “spoilers”.


   O sogro de Marcelo — papel de Carlos Francisco — é projecionista do Cine São Luiz, em Recife. É também no prédio onde no passado existiu um cinema que Fernando, o filho de Marcelo, pratica a medicina. Num banco de sangue, isto é, um lugar onde o sangue não existe como perda — jorro vindo de corpos mortos —, mas como regeneração e vida — “O Agente Secreto” não é, afinal, um filme sem esperança.


   O cinema, como se sabe, sempre foi um lugar de refúgio — tanto para fugitivos em geral como para namorados. E Marcelo, quando chega a Recife, logo no início do longa, vai para uma comunidade de pessoas que se dizem refugiadas.


   A presença do cinema é, claro, apenas uma fatia — talvez minguada — da imensidade a que se abre o novo filme de Kleber Mendonça Filho. Ele trata da violência que ora é oficial, ora é particular, [...] da destruição de reputações e do roubo de ideias, do assassinato [...]. Essa máquina infernal existia no passado e não deixou de existir no presente.


   “O Agente Secreto” é o longa onde mais evidentes são as ressonâncias de “O Som ao Redor”. Assim como a moderna Recife é o lugar onde sobrevive a antiga exploração dos engenhos em “O Som ao Redor”, o Brasil é o lugar onde práticas iníquas vão se perpetuando sempre adaptadas às condições do presente.


   E tudo isso é o que temos a deglutir, pouco a pouco, neste filme realmente imenso, com um elenco admiravelmente equilibrado em torno de um Wagner Moura assombroso.


   Muito pessoalmente, devo dizer que nunca me comoveu muito o prêmio do júri que “Bacurau” ganhou alguns anos atrás. O prêmio foi dividido com “Os Miseráveis”, de Ladj Ly, que me parecia muito superior. Desta vez, Kleber ganhou o prêmio de melhor direção, o mesmo que Glauber Rocha levou por “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”. Não passa vergonha diante de seu predecessor.



Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/oagente-secreto-abarca-imensidao-e-atualidade-da-violenciabrasileira.shtml. Acesso em: 05 jan. 2026. 

Tendo em vista as regras de colocação pronominal da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a reescrita proposta mantém-se condizente com a norma-padrão. 
Alternativas
Q4081817 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Informação em saúde: entre quantidade, qualidade, acesso e vínculo



    Por décadas, o ecossistema informacional consolidou a crença de que a expansão contínua de informações técnicas e conteúdos especializados sobre saúde seria suficiente para transformar realidades sociais. Os últimos anos, porém, revelaram que, mesmo quando a informação é abundante, acessível e tecnicamente qualificada, ela não necessariamente se converte em compreensão, confiança ou mudança comportamental. Ela depende de contextos, trajetórias culturais, modos de vida e vínculos humanos que moldam a forma como cada comunidade atribui sentido ao conteúdo informacional que recebe.

    Durante a pandemia de covid-19, houve uma expansão massiva da circulação de informações em saúde. Essa suposição desconsiderou que cada comunidade lê o mundo a partir de repertórios simbólicos e históricos próprios. Assim, a heterogeneidade de respostas sociais não expõe falhas de compreensão coletiva, mas sim a distância estrutural entre o modo como a informação é produzida e o modo como ela é apropriada nos diferentes territórios. Esse fenômeno torna-se visível também nos debates da crise climática: a circulação de informações técnicas sobre perigo não é suficiente para orientar decisões ou produzir mudanças comportamentais. A comunicação oficial aponta perigos, mas as comunidades se estruturam na permanência social e no pertencimento, que operam como lentes interpretativas historicamente construídas. Portanto, a questão não depende apenas da quantidade, da qualidade ou do acesso à informação técnica e científica divulgada, mas da capacidade de dialogar com a leitura da comunidade sobre o mundo e de articular conhecimento dito científico com o conhecimento social organizado por gerações.

    O problema se repete em outros domínios onde dados abundam, mas vínculos escasseiam. Muitos gestores da saúde estão entusiasmados com a expansão de plataformas tecnológicas. Todavia, esquecem algo crucial: grande parte da população e dos profissionais de saúde não se reconhece nessas ferramentas. O acesso a um aplicativo não significa acolhimento, cuidado ou compreensão da mensagem. É nesse ponto que a literacia em saúde baseada no vínculo oferece uma chave conceitual e prática para repensar a circulação da informação.

    A literatura tradicional tende a definir literacia em saúde como um conjunto de habilidades individuais: buscar informação em saúde, ler, entender, decidir. No entanto, decisões em saúde não são individuais, mas profundamente afetadas por relações, contextos, histórias e pertencimentos. Disponibilizar e disseminar informação em saúde é insatisfatório. É preciso criar as condições para que ela seja apropriada cognitivamente.

    Ao reconhecer que a compreensão e a aceitação da informação dependem de vínculos sociais, essa abordagem permite explicar por que populações vulneráveis respondem de maneira distinta aos mesmos conteúdos informacionais. O vínculo funciona como a ponte que falta entre a disponibilização de informações e a apropriação cognitiva. Com ela, a informação ganha densidade e torna-se capaz de orientar práticas de saúde mais justas, contextualizadas e efetivas.

    Essa análise reforça a importância da cooperação nacional e internacional. O diálogo interdisciplinar poderá esclarecer, assim, os elementos em jogo na transposição da informação em conhecimento e prática comportamental, bem como verificar que a informação em saúde não fracassa por falta de quantidade, qualidade ou disponibilidade, mas por falta de vínculo com pessoas reais, em seus territórios, crenças e leituras de mundo.



(Maria Cristiane Barbosa Galvão, “Informação em saúde: entre quantidade, qualidade, acesso e vínculo”. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/informacao-em-saude-entre­ -quantidade-qualidade-acesso-e-vinculo/. Adaptado) 

Considere a passagem a seguir:



“Ela depende de contextos, trajetórias culturais, modos de vida e vínculos humanos que moldam a forma como cada comunidade atribui sentido ao conteúdo informacional que recebe.” (1o parágrafo)



O trecho destacado pode ser substituído, em conformidade com a norma-padrão de emprego e colocação dos pronomes, preservando-se o sentido original, por:

Alternativas
Q4081439 Português
A norma-padrão de regência verbal e de colocação pronominal foi respeitada em:
Alternativas
Q4077616 Português

Preencha os parênteses abaixo com C ou E, conforme a expressão destacada, marcando respectivamente certo ou errado em relação à colocação pronominal. A seguir, assinale a sequência correta obtida.



(___) Jamais faça-me de bobo como você fez.


(___) Me dê um empurrãozinho, por favor.


(___) Peço que me avise assim que voltar.


(___) Não vou ajudar-te nessa tarefa.

Alternativas
Q4076208 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção.
10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.
21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.
32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.
42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão.
54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.
63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.
70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.


Fonte: Banca Elaboradora
Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão quanto à regência, à crase e à colocação pronominal.
Alternativas
Q4076010 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


   Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção. 10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.

21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.

32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.

42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão. 

54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.

63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.

70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.

Fonte: Banca Elaboradora 

Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão quanto à regência, à crase e à colocação pronominal.
Alternativas
Q4075470 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Consumo abusivo de álcool é desafio nacional



Quando se fala no combate ao consumo abusivo de álcool, o depoimento de pessoas que conviveram, ou ainda convivem, com a doença é fundamental para conscientizar quem enfrenta a árdua batalha. Em vídeos recentes publicados em seu canal no YouTube, o músico Nando Reis, ex-Titãs, abriu o jogo e falou com detalhes sobre os maus bocados que passou por conta da dependência — sobretudo da vodca.


Vivemos em uma sociedade que banaliza perigosamente o consumo do álcool. As gerações X e Y cresceram em meio à celebração contínua da cervejinha e dos drinks em cada reunião de família. Bebia-se muito cedo, já na adolescência, sem qualquer problematização ou julgamento dos pais e de mais responsáveis. O tempo passa, porém, e os danos do perigoso hábito começam a se manifestar na vida adulta — ao menos sete tipos de câncer, por exemplo, são associados à substância.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há dose segura para o consumo. Inclusive, o chamado “binge drinking”, o exagero restrito aos fins de semana, um padrão comum no Brasil, pode ser tão prejudicial para a saúde quanto a ingestão diária da substância. Ainda que a metabolização do álcool varie de acordo com aspectos físicos e genéticos, o impacto é certeiro em qualquer cenário.


Diante disso, é preciso que o Brasil comece a combater o consumo de álcool como guerreou contra o tabagismo a partir dos anos de 1980 — sobretudo no campo da conscientização. A aceitação cultural da ingestão, por vezes, dificulta o entendimento dos riscos da substância. Inclusive os riscos sociais: o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), por exemplo, trabalha com a estimativa de que 30% dos acidentes fatais no Brasil envolvem motoristas que estavam sob efeito de álcool. Exigem-se, portanto, estratégias atualizadas e eficazes para vencer esses e outros obstáculos.


A boa notícia fica com a nova geração, formada por pessoas nascidas a partir de 1997, que tem se dedicado a novos rumos para o lazer e para as celebrações. Pesquisa do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) aponta que a abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos. Esse, sim, precisa ser um caminho sem volta.


(Editorial, 18.02.2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a reescrita de informações do texto está em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal.
Alternativas
Respostas
61: D
62: C
63: D
64: D
65: D
66: B
67: A
68: E
69: E
70: C
71: D
72: C
73: E
74: D
75: E
76: E
77: D
78: B
79: B
80: A