Questões de Concurso Sobre colocação pronominal em português

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Q4263710 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões de 11 a 17, que a ele se referem.

Texto 01 


Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? 


Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.

Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.

Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.

O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.

No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado. 

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão.


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 jun. 2026.


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição das falas que compõem o texto 02.


I- A preposição “para” insere, nas falas dos quadros em que é usada, ideia de finalidade.

II- A preposição “de”, usada na fala do quarto quadro, é exigida pelo verbo “lembrar”.

III- O termo “ah”, presente na fala do terceiro quadro, pertence à classe das interjeições.

IV- O verbo “lembrar”, presente na fala do terceiro quadro, foi usado como pronominal.

V- O termo “se”, presente na fala do terceiro quadro, expressa uma ideia de condição.


Estão CORRETAS apenas as afirmativas

Alternativas
Q4263358 Português

Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? 

Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Na passagem “Não se trata apenas de ‘estar na natureza’, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente.”, em relação ao uso do pronome “se”, é CORRETO afirmar que, de acordo com a norma, 
Alternativas
Q4262969 Português

Leia o texto para responder a questão.


SEGURANÇA PÚBLICA: SAIBA POR QUE ELA É IMPORTANTE PARA A POPULAÇÃO


por Grupo Editores Blog


 

    A Segurança Pública tem sido assunto de muito debate, especialmente desde as eleições de 2018. Mas o que, afinal, é Segurança Pública e por que ela é importante para a população? Neste texto, iremos falar um pouco mais sobre este assunto. Quer saber mais? Acompanhe conosco.


    O que é Segurança Pública?


    O conceito de Segurança Pública está relacionado a um estado de normalidade social que permite aos cidadãos usufruir de seus direitos e cumprir com seus deveres, tudo isso sem correr riscos de sofrer atentados à sua integridade física ou ao patrimônio público e privado. Na prática, é poder viver sem medo de ser assaltado, roubado, morto, agredido, furtado ou violado de alguma maneira. Por isso, é de fundamental importância que a Segurança Pública seja levada a sério pelos gestores públicos de nível municipal, estadual e federal.



    Garantia de lei e da ordem


    Políticas de Segurança Pública tem várias finalidades na realidade de uma população. Uma delas é garantir que as leis sejam cumpridas e que a ordem social seja mantida com o mínimo possível de conflitos. A Lei é o dispositivo máximo de proteção aos cidadãos e às instituições, por isso, se a lei está sendo ameaçada, o Estado utiliza seu aparato de proteção para assegurar que esta legislação seja cumprida, seja a partir de patrulhamento, retenção de liberdade, repressão ou outros dispositivos. Diferentemente do que pensa muita gente, a Segurança Pública não tem a função de punir cidadãos transgressores. Quem faz isso é a Justiça através de penalidades que vão de multa à reclusão. Entretanto, em casos nos quais a ação de transgressores ameace a ordem, a integridade física de cidadãos ou de agentes de Segurança Pública, é aceitável que estes servidores (policiais civis e militares, guardas e outros) atuem de maneira preventiva e neutralizem a ameaça.


    Proteção à vida


    Um dos motivos pelos quais a Segurança Pública é fundamental é a proteção à vida. É muito importante que os cidadãos tenham a confiança de que podem viver, sair para trabalhar ou para lazer com a certeza de que retornarão para casa em segurança, sem sofrer atentados ou ameaças. Cabe ao aparato de Segurança Pública agir para garantir este integridade, trazendo tranquilidade à rotina da população.


    Proteção ao patrimônio


    A Segurança Pública também é importante para assegurar a inviolabilidade do patrimônio dos cidadãos. Garantir que imóveis, veículos, dinheiro e outros bens valiosos não sejam furtados, roubados ou danificados. O patrimônio público também deve ser protegido. Prédios, veículos oficiais e estrutura de transporte público, postes, placas, iluminação e outros bens que pertencem à população integram os esforços de Segurança Pública.


    Produtividade e qualidade de vida


    A Segurança Pública é uma das atribuições do Estado para garantir à população as condições de produtividade, qualidade de vida e confiança para trabalhar, empreender, investir, gastar, construir a própria carreira, constituir família e viver uma vida feliz. Segurança Pública de qualidade passa por políticas bem projetadas, gestão pública eficiente e transparente, além de investimentos em pessoal e infraestrutura.



Disponível em https://blogdoaftm.com.br/seguranca-publica-saiba-por-que-ela-e importante-para-a-populacao/ 

Assinale a alternativa cujo trecho utilizou pronomes de maneira correta. 
Alternativas
Q4262743 Português
       A “Carta ao leitor” é a última seção a ser escrita, apesar de ser a primeira a aparecer na revista. E é a mais difícil de redigir. É oferecer-se ao julgamento dos outros – nosso inferno, como diria Jean Paul Sartre.

      Imaginar que alguém possa nos julgar – e condenar – por algo dito é assustador. Sempre comentei com colegas de magistério que, de todas as matérias, Redação é a mais complicada. A Matemática é exata, confiável. A História, factual (ou pelo menos costumava ser assim...). A Biologia também é segura. Há disputas entre criacionistas e evolucionistas, mas o pouquinho aprendido sempre foi terreno firme para caminhar.

       A Redação, por outro lado, só é exata em certa medida: mais do que se imagina; menos do que se gostaria. Há critérios que condicionam uma correção mais justa. Mas sempre há um quê de opinião de quem lê. [...] E, por maior que seja a competência e a habilidade de quem lê, ninguém convence o autor de que a correção não é pessoal. Em algumas vezes até pode ser. Mas nunca como se imagina. Redigir é, sem dúvida, difícil – não porque escrever seja difícil, mas porque o julgamento do outro pode ser duro demais.

      Se, nas escolas, onde existe certa relação de confiança entre discentes e docentes, é assim, como será [...] numa empresa? Por isso fizemos uma análise de como está o português dentro dos escritórios. É para “maximizar nosso trabalho”, já que isso “agrega”...

      Uma coisa que com certeza não “agrega” é a censura. O artigo de Milton Francisco trata desse forte método de controle [...] e de sua influência sobre a música. O tema continua na conversa que Andréa Neiva teve com o professor Osvaldo Cesquim, da Universidade de São Paulo, ainda que o foco seja o impacto da censura sobre a linguagem e a Educação no Brasil.

     Se a conversa a respeito de censura não causar polêmica, o perfil do gramático Napoleão Mendes de Almeida deve trazer a antiquíssima discussão sobre “erros” e “desvios” de volta às nossas páginas. Discutir, afinal, tem como premissa a existência de diferenças – equilibradas, pelo bem da harmonia, e respeitadas, pelo bem da civilidade. Só assim se trava o bom debate.


(SEGURA, Luciano Ricardo. Carta ao leitor. Discutindo Língua Portuguesa, ano 2, nº 9, p. 3, 200?. Com supressões e adaptações. Grifos nossos.) 
Esta questão avalia conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto para a prova. Assinale a alternativa que traz a informação correta.  
Alternativas
Q4262553 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere. Texto 01  


Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?


    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.


    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele. 


    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo. 


    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar. 


    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...] 


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?

Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado. 

Na passagem “Não se trata apenas de ‘estar na natureza’, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente.”, em relação ao uso do pronome “se”, é CORRETO afirmar que, de acordo com a norma,  
Alternativas
Q4261786 Português
Julgue com C ou I conforme esteja CORRETA ou INCORRETA a colocação pronominal nos enunciados abaixo de acordo com a norma padrão:

( ) Alguém me disse que sua fala foi inconveniente.
( ) Dir-te-ei toda a verdade. 
( ) Aqui, se estuda muito.
( ) Sentei-me para aguardar o julgamento.
( ) Quando chegou, fui-lhe ver os livros.

A sequência CORRETA é: 
Alternativas
Q4260357 Português
TEXTO I


A SOMBRA DO ICE NOS JOGOS DA COPA


    A poucos dias da Copa do Mundo de 2026, a atuação de agentes do Serviço de Imigração e Fronteiras, o ICE, nas 11 cidades que sediam os jogos nos Estados Unidos da América (EUA) preocupa torcedores estrangeiros e entidades de direitos humanos. Mais de 120 grupos emitiram um alerta de viagem dirigido a 10 milhões de visitantes sobre violação de direitos de imigrantes, embora autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurem que os temidos agentes do ICE não vão atuar dentro de estádios.
    O tema carrega um peso traumático, dada a violência das operações anti-imigração. De acordo com uma pesquisa do jornal The Washington Post em parceria com a University of Maryland, 65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE nos estados durante o torneio, que terá 78 das 104 partidas nos EUA. Em Los Angeles, que sediará oito jogos, um sindicato que representa dois mil funcionários no SoFi Stadium ameaçou entrar em greve caso os agentes do ICE fossem enviados para lá. O temor se deve à grande maioria de seus trabalhadores, que é de estrangeiros. O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou a presença atuante dos agentes do ICE em todos os jogos, mas observou que seu objetivo é combater “ingressos falsificados, tráfico de pessoas, contrabando de drogas e produtos falsificados”. Mas o ceticismo de quem se habituou com a truculência de agentes mascarados para intimidar e prender imigrantes põe em dúvida suas declarações.


Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/06/06/a-sombra-do-ice-preocupa-e-afasta-torcedores-dos-jogos-da-copa.ghtml Acesso em : 6 jun. 2026 (adaptado).
A colocação pronominal na frase “O temor se deve à grande maioria de seus trabalhadores, que é de estrangeiros” é definida como:
Alternativas
Q4259922 Português
A norma-padrão de colocação pronominal está respeita da em:
Alternativas
Q4259001 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

A alternativa em que a colocação do pronome átono está em conformidade com a norma-padrão é:
Alternativas
Q4258993 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


        Mais cedo ou mais tarde vai bater um desespero na humanidade em relação às mudanças climáticas. E, então, vamos procurar soluções radicais e arriscadas. Um grupo de cientistas já está desenvolvendo essas soluções. A questão é se teremos coragem de tirá-las da prateleira.


        Do ponto de vista científico, o aquecimento global é um fenômeno com causas já conhecidas e solução já identificada. Hoje, o problema é convencer a humanidade a fazer o óbvio e adotar a solução. Mas isso tem sido impossível. Nossa espécie parece incapaz de sacrificar o presente por um futuro melhor. E, por esse motivo, estamos sentados vendo o problema se agravar, na esperança de morrermos de morte natural antes de a situação ficar desesperadora.


        Na história do planeta, uma quantidade enorme de material orgânico produzido por seres vivos ao longo de milhões de anos foi enterrada em grandes depósitos. É o que chamamos de petróleo e outros combustíveis fósseis. Outro nome adequado é hidrocarbonetos, pois são constituídos por moléculas que possuem carbono reduzido, fruto de milhões de anos de fotossíntese que aos poucos foi retirando carbono oxidado da atmosfera, reduzindo a quantidade de gás carbônico.


        Há aproximadamente 150 anos, a humanidade descobriu os combustíveis fósseis e passou a queimá-los de forma desenfreada. Uma energia barata enterrada pelos seres vivos que nos antecederam no planeta. E, com isso, estamos liberando quantidades crescentes de gás carbônico na atmosfera. E esse é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, outro nome perfeito. Esses gases permitem que a luz solar entre na atmosfera, mas impedem que o calor gerado volte para o espaço sideral. Eles funcionam como o vidro de uma estufa, deixam a luz entrar, mas impedem a saída do calor. E o planeta vai esquentando aos poucos. Mas, como o sapo na panela, estamos sentindo o calor aumentar sem tomar providências.


        A receita para interromper esse processo é simples. Basta deixar de queimar combustíveis fósseis e buscar outras formas de energia. Mas, como o sapo, ficamos esperando que alguma coisa aconteça, talvez que o fogo sob a panela se apague sozinho. Como o sapo, um dia vamos perceber que a situação é desesperadora.


(Fernando Reinach, “Uma solução para quando o desespero chegar”, 18.05.2026. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)

A alternativa que apresenta, nos parênteses, a substituição do trecho destacado em conformidade com a norma- -padrão de emprego do pronome é:
Alternativas
Q4258879 Português
 Leia o texto a seguir.

Durante a reunião, o gerente afirmou que entregaria-lhe o relatório no dia seguinte. No entanto, quando o funcionário chegou, ninguém lhe informou sobre o atraso. Surpreso, ele disse: “Me avisaram apenas agora!”

Com base no uso da colocação pronominal no texto, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4258717 Português

Leia a tira para responder à questão.

(Mort Walker, “Recruta Zero”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 26.04.2026. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas no 2° quadrinho devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q4257603 Português

Eu passo o dia dormindo e a noite acordado com medo

Sou um anti-herói em queda

Na mira de um arqueiro

Isso é um pedido de ajuda

Tem alguém aí que me entende?

Me beija na boca e me salva

P#rr@, eu não quero ser triste pra sempre


Disponível em: https://www.letras.mus.br/jao/triste-pra-sempre/ 

Acerca do sexto verso, assinale a alternativa cor reta:
Alternativas
Q4250694 Português
        Na atualidade, saneamento básico se tornou algo tão comum que muitos não têm o mínimo conhecimento de sua importância para a qualidade de vida de uma comunidade. Ao escutar a expressão "saneamento básico", a primeira definição que vem à mente de muitos é "água potável e esgoto", e isso não está errado. Porém, saneamento básico vai além do serviço de água e esgoto: limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas são exemplos da abrangência do termo.

        O desenvolvimento do saneamento básico ocorreu de maneira lenta e gradual no decorrer da história da humanidade. O desenvolvimento da bacteriologia contribuiu para as pessoas darem valor à saúde sanitária, bem como para o desenvolvimento de meios de obter água potável, protegê-la de possíveis contaminações e ampliar as ações preventivas. Lamentavelmente, a história não foi suficiente para ensinar o ser humano a priorizar e lutar pelo saneamento básico. Ainda hoje cerca de 1 bilhão de pessoas não têm acesso a água potável e diariamente doenças ligadas à qualidade da água e deficiência de saneamento provocam a morte de cerca de 6 mil crianças no mundo.

Rafhael Rodrigo Licheski Díaz e Larissa dos Reis Nunes. A evolução do saneamento básico na história e o debate de sua privatização no Brasil. In: Revista de Direito da Faculdade Guanambi, v. 7, n.º 2, 2020, p. 2 (com adaptações). 

Considerando as ideias e estruturas gramaticais do texto precedente, julgue o item a seguir.


No trecho "Na atualidade, saneamento básico se tornou algo tão comum" (início do texto), a alteração da posição proclítica do pronome átono "se" para a posição enclítica — tornou-se — prejudicaria a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q4249141 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

Considere o trecho: "Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados.". Assinale a opção em que a reescrita do período está CORRETA quanto à colocação pronominal, à regência e à norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4248296 Português
        Segundo estimativa apresentada em 2020 pela Forbes Finance Council, em 2050, mais de 68% da população mundial deverão viver em ambiente urbano. Isto posto, é consenso que as cidades devem estar preparadas para oferecer os melhores serviços e condições de vida a seus cidadãos. Dessa forma, entende-se que o contexto de cidades inteligentes está atrelado ao próprio desenvolvimento urbano sustentável e socioeconômico dos municípios.

        Além disso, as iniciativas voltadas para cidades inteligentes podem impactar positivamente os países em desenvolvimento. Dessa forma, entende-se que o Brasil precisa posicionar-se e definir a sua capacidade de atuação nesse mercado como um agente ativo de inovação e de mudanças e não como um agente passivo que utilizará os modelos e as soluções de outros países. Há de se considerar também, para o caso do Brasil, sua diversidade urbana, cultural e socioeconômica, variáveis de forte influência para o desenvolvimento da estratégia brasileira para cidades inteligentes.

        A estruturação de uma agenda governamental e estratégica voltada para o tema é fundamental para o país, a fim de impulsionar a competitividade do mercado pela participação de empresas instaladas no Brasil e, assim, promover o crescimento sustentável dos municípios.

Ministério do Desenvolvimento Regional. Caderno Cidades Inteligentes: Estratégia para Implementação da Carta Brasileira de Cidades Inteligentes. PNUD/EY. Brasília, 2021, p. 15 (com adaptações). 

Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir.


No trecho "Dessa forma, entende-se que o Brasil precisa posicionar-se" (segundo parágrafo), a ênclise do pronome "se", em sua primeira ocorrência, justifica-se pela sua proximidade com o vocábulo "que" e, na segunda ocorrência, pelo modo infinitivo do verbo "posicionar".

Alternativas
Q4247434 Português

Transbordando memórias

Maria Luiza Glovacki


        Cercando a cidade há um rio. Um rio que pode ser pacífico mas também agressivo. Um rio que pode continuar sereno e calmo mas também em confusão, destruindo casas, rotinas, e, em alguns casos mais graves, a vida.


        O rio enche, e enchendo, leva tudo. Enchendo, entra nas casas e força pessoas a saírem. O rio subiu. Encheu tanto que transbordou. Tanto que me tirou da minha infância, das brincadeiras, memórias e da dor de sair toda vez que o rio enche. E, dessa vez, o rio encheu e eu não volto mais.


        Não volto mais. Tudo muda. Não mais sentirei a espuma velha daquele sofá confortável onde tomava chocolate quente quando fazia frio, não irei sentir o cheiro daquele jardim florido em que minhas cachorras insistiam em cavar buracos, ou até mesmo não ouvirei as pessoas andando de madrugada nas ruas em minhas noites mal dormidas, ou o gosto do suco dos morangos lá plantados. Nada disso eu consegui segurar. Nada disso o rio me deixou segurar. Tudo mudou.


        E eu não volto mais, porque o rio, entre todas as coisas que podiam transbordar, transbordou. E ele decidiu que sair daquele lar foi preciso. Inevitavelmente, hora ou outra sairia, sonho de gerações ao deixar isso para trás. Mas o rio decide. E decidiu que a escolha deveria ser tomada agora.


        Esse rio transbordado me tirou de muitas coisas. Tudo desapareceu como uma onda inundando meu ser, fluindo minha vida como uma pequena nascente, na poesia ardente que é viver. Pois agora não mais voltarei. Não mais terei que passar pelo sofrimento do rio transbordado.


    O rio transbordou. E eu também transbordei.



Adaptado de: https://ifpr.edu.br/uniao-da vitoria/wpcontent/uploads/sites/27/2023/12/Cronicas-Submersas4_compressed.pdf Acesso em: 27 maio 2026. 

Assinale a alternativa em que a colocação do pronome está INCORRETA. 
Alternativas
Q4247208 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

A motivação dos atos administrativos e a proteção do interesse público

        A Administração Pública exerce suas competências por meio de atos administrativos destinados à consecução do interesse público e à concretização das finalidades estabelecidas pelo ordenamento jurídico. Todavia, o exercício dessas prerrogativas não se reveste de caráter absoluto, visto que toda atuação estatal encontra limites nos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no caput do artigo 37 da nossa Constituição Federal. Nesse contexto, a motivação dos atos administrativos constitui requisito essencial de legitimidade, por permitir o controle da atuação administrativa tanto pela própria Administração quanto pelos órgãos de controle e pelo Poder Judiciário. 

        A motivação consiste na exposição clara, coerente e suficiente das razões de fato e de direito que justificam a prática do ato administrativo. Não se trata de mera formalidade burocrática, mas de verdadeiro instrumento de transparência, de controle e de garantia dos direitos fundamentais dos administrados. A ausência de fundamentação adequada, ou a apresentação de justificativas genéricas e incompatíveis com a realidade dos fatos, pode comprometer a validade do ato, especialmente quando impedir o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa pelos interessados.

        Não por outra razão, a doutrina contemporânea reconhece que a discricionariedade administrativa não autoriza decisões arbitrárias. Ainda que a lei confira margem de liberdade ao administrador para escolher a solução mais conveniente e oportuna, essa escolha permanece vinculada aos princípios da razoabilidade, da proporcionalidade, da finalidade pública e da motivação suficiente. Em consequência, o controle jurisdicional não alcança o mérito administrativo propriamente dito, salvo quando evidenciado desvio de finalidade, abuso de poder, erro de fato, manifesta desproporcionalidade ou violação aos princípios que regem a Administração Pública.

        Cumpre destacar, ademais, que a teoria dos motivos determinantes estabelece que a validade do ato administrativo se encontra vinculada aos motivos expressamente indicados pela autoridade competente. Assim, se a Administração declara determinada justificativa para a prática do ato e posteriormente se verifica que os fatos alegados não existiam ou eram juridicamente inadequados, o ato poderá ser invalidado, ainda que outra fundamentação eventualmente pudesse sustentá-lo. Essa compreensão fortalece a segurança jurídica, reforça a confiança legítima dos administrados e prestigia o dever de boa-fé objetiva nas relações entre o Estado e os particulares.

        Sob outra perspectiva, a eficiência administrativa não pode ser interpretada como autorização para relativizar direitos fundamentais ou afastar procedimentos legalmente previstos. Ao contrário, a busca por maior celeridade deve coexistir com o respeito às garantias processuais, ao devido processo legal e à observância das formas essenciais previstas em lei. A simplificação procedimental somente se revela legítima quando compatível com o sistema normativo e incapaz de comprometer a lisura, a transparência ou a imparcialidade da atuação estatal.

        Por fim, importa reconhecer que a legitimidade da atuação administrativa não decorre exclusivamente da conformidade formal com a lei, mas também da observância dos valores constitucionais que orientam a Administração Pública. Um ato aparentemente regular poderá revelar-se inválido caso afronta princípios constitucionais ou produza efeitos incompatíveis com a finalidade pública que lhe deu origem. Nessa perspectiva, o controle dos atos administrativos representa importante mecanismo de preservação do Estado Democrático de Direito, assegurando que o exercício da função administrativa permaneça permanentemente submetido à Constituição, às leis e aos direitos fundamentais. (Gilberto Manso – Texto adaptado)
No trecho "Essa compreensão fortalece a segurança jurídica, reforça a confiança legítima dos administrados e prestigia o dever de boa-fé objetiva nas relações entre o Estado e os particulares.", marque a opção cuja reescrita observa rigorosamente a norma-padrão quanto à colocação pronominal. 
Alternativas
Q4247193 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas abaixo, na mesma ordem:

         uma mão naquilo que você puder.
- Peço que           no que for necessário.
- Eu jamais           do que você fez por nós.
Alternativas
Q4246841 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, de acordo com a colocação pronominal prevista pela norma-padrão.

- _________ os lápis que estão na mesa, aos quais _______ durante a nossa conversa.
- Jamais ________ uma desfeita dessa; peço que isso não ___________.
Alternativas
Respostas
1: A
2: C
3: B
4: E
5: C
6: B
7: B
8: D
9: D
10: D
11: D
12: C
13: B
14: E
15: D
16: E
17: D
18: C
19: E
20: E