Questões de Concurso
Sobre colocação pronominal em português
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Julgue o próximo item, em relação às características textuais e a aspectos linguísticos do texto precedente, bem como às ideias nele veiculadas.
Em "Sempre me pareceu lamentável", a substituição da próclise pronominal pela ênclise — pareceu-me — não só manteria a correção gramatical do texto como também lhe conferiria nível de formalidade mais adequado à redação de um relatório oficial, que é o gênero do texto, como o próprio título da obra sugere na referência bibliográfica.
Dê-nos uma chance, por favor. Espero que se saiam muito bem no jogo. Jamais se renda aos adversários. Eu nunca lhe implorarei clemência. Eu não vou fazê-los esperar tanto tempo.

I. Os vocábulos “perda” e “uso” se mostram como substantivos abstratos primitivos que dão origem aos seus respectivos verbos derivados: “perder” e “usar”.
II. Em “Uma parte do meu cérebro se ilumina quando leio.” (3º par.), o pronome oblíquo tônico se encontra na posição proclítica, mas não de forma obrigatória.
III. Em “Com isso, ficou evidente o prejuízo causado pela degradação da linguagem, um fenômeno encorajado por sistemas políticos populistas como forma de igualdade.” (4º par.), o vocábulo destacado sofreu o processo de derivação parassintética quanto à inserção de prefixo e sufixo junto ao radical.
IV. Em “É a ideia de que existem muitos ‘saberes’ igualmente importantes, mesmo que alguns desses saberes não saibam nada.” (4º par.), a expressão destacada poderia ser coesivamente substituída por “destes” a fim de manter a correção e o sentido do contexto.
Pode-se afirmar que se encontra correto o que foi afirmado somente em:
Analise as reescritas a seguir e assinale aquela que apresenta a substituição adequada da expressão 'os maiores navios que chegam à costa brasileira' por um pronome oblíquo átono.
Leia a seguir um trecho do prólogo do livro A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma, para responder à questão
Prólogo ao leitor extremamente ocupado
“Desocupado leitor…” É assim que Miguel de Cervantes iniciava o prólogo de uma das mais célebres obras literárias da história universal: O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha. Quatrocentos anos depois, neste mundo marcado pelo imediatismo e pelo produtivismo, fico pensando se ainda seria possível iniciar um livro fazendo um convite ao “desocupado leitor” de Cervantes… Pois, na verdade, hoje estamos todos tão extremamente ocupados… Extremamente ocupa dos e extremamente apressados.
Esta pressa e esta azáfama têm, mais que nos ocupa do, nos preocupado e, em última análise, nos desumanizado e nos adoecido. E como os que estão doentes precisam de remédio, passo, rapidamente — porque nos falta tempo — a falar sobre o porquê deste livro.
Este livro fala sobre um remédio; um tipo muito especial de remédio. O remédio é, como veremos, muito, muito antigo. Foi descoberto ou inventado ainda na aurora da humanidade e, ficando às vezes meio esquecido, precisa ser constante mente resgatado, para que essa mesma humanidade não adoeça mortalmente.
Quem nunca experimentou, algum dia, os seus efeitos benfazejos? Eu mesmo me lembro o quanto o desejava e esperava, ansiosamente, quando minha mãe, às vezes meu pai, ou mesmo meu avô, vinham administrá-lo à noite, antes de dormir…
Sim, não cabe mais fazer mistério: esse remédio são as histórias. As narrativas que, algumas vezes, brotam da imaginação fértil; outras, das coisas efetivamente ocorridas e reinventadas; e, na maioria, dos livros clássicos de contos infantis.
Chamo de remédio, porque, desde a mais tenra infância, essas histórias eram o que enchiam a alma, quebravam a rotina dos dias cinzentos, abriam as portas para outras dimensões e patamares da realidade. Divertiam, encantavam, ensinavam e, mesmo quando eram amargas e tristes (pois é próprio do remédio às vezes ser amargo), sempre faziam bem.
Com o passar do tempo, entretanto, e as demandas da vida — escola, trabalho etc. — vamos nos afastando deste maravilhoso remédio, fortificante da alma. No contexto do mundo moderno, aliás, passaram a acreditar que tal remédio é não só dispensável, mas até prejudicial, pois ficção, fantasia, sonho, nos distrai da “realidade”, determinada pelas coisas “reais”, sérias, produtivas. Mas então, quando começamos a sentir os sintomas de um tipo muito particular de adoecimento, nos damos conta da sua falta e nos lembramos dos seus efeitos.
(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019. Adaptado).
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Lowri Denman percebeu que algo estava errado quando encontrou, horrorizada, uma solitária com um metro de comprimento quando foi ao banheiro. O parasita “tinha aparência totalmente nojenta, como uma fita crepe com pequenas cristas”, descreve ela, que tem 42 anos de idade e mora no País de Gales. Aquele foi o primeiro sintoma de neurocisticercose. A doença deixou a mulher com 38 parasitas no cérebro, causando dores de cabeça intensas, convulsões e psicose. No Reino Unido, pouquíssimas pessoas recebem o diagnóstico da infecção cerebral, causada pelas larvas da tênia do porco. Denman entrou para este grupo e passou anos lutando até recuperar sua saúde. Agora, ela quer transformar sua provação em algo positivo, ampliando o conhecimento sobre esta condição.
A tênia do porco tem o nome científico Taenia solium. Ela é encontrada em todo o mundo, mas as infecções são mais comuns em partes da América Latina, sul e sudeste da Ásia e na África subsaariana. A falta de saneamento básico ajuda o parasita a se reproduzir. Ele é mais comum em regiões onde as pessoas vivem em contato com porcos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 8,3 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de neurocisticercose, com ou sem sintomas. Ela pode ser evitada, entretanto é uma das principais causas de epilepsia em regiões onde a doença é comum.
É possível contrair a tênia comendo carne de porco crua ou mal cozida, mas isso não causa diretamente a neurocisticercose. Uma pessoa portadora do parasita pode eliminar os ovos microscópicos nas fezes. Mas, se ela não lavar bem as mãos depois de usar o banheiro, poderá contaminar água ou alimentos com os ovos, que serão engolidos por outra pessoa. Dentro do corpo, os ovos se transformam em larvas, que podem formar cistos em diversos órgãos, incluindo os músculos, o coração e os olhos. Este processo é conhecido como cisticercose. Quando os cistos se desenvolvem no cérebro ou na medula espinhal, surge a neurocisticercose, que é a forma mais grave da doença.
Denman ficou internada por duas semanas no hospital. Ela recebeu medicamentos antiparasitários e esteroides, e o tratamento pareceu funcionar por algum tempo. Ela teve boa saúde por vários anos, até um dia em que desmaiou no trabalho. Foram então feitos novos exames de imagens que mostraram enormes inchaços em seu cérebro, em volta dos parasitas. Após o desmaio, ela passou a sofrer de confusão, dormência e formigamento no corpo. Ela acabou deixando seu emprego e mudando-se para a casa de seu pai. Denman recebeu esteroides que alteraram sua aparência e, com a vida mais limitada, começou a sentir desânimo, até que sua saúde mental entrou em colapso. “Começou a surgir essa paranoia e psicose”, relembra ela. “Veio uma forte ansiedade, com ataques de pânico”, conclui.
Denman passou seis semanas em um hospital neuropsiquiátrico. “Fiquei fora de controle. Minha família estava enlouquecendo com a escalada da situação”. Para recuperar a saúde, ela precisou percorrer um longo caminho, até conseguir voltar a trabalhar em 2022. Brenan Healy, o médico que cuidou dela, conta que Denman foi uma paciente única em sua carreira. O caso foi discutido por muitos especialistas importantes do Reino Unido e dos Estados Unidos. “Haverá muitos especialistas em doenças infecciosas pelo país que nunca irão observar um caso como este, de tão raro que é”, afirma ele.
Após anos de cuidados médicos, os parasitas finalmente calcificaram no cérebro de Denman. “Não precisei de cirurgia para retirá-los fisicamente”, ela conta. Healy explica que Denman recebeu tratamento para “matar todos os ovos e, felizmente, eles agora parecem ter saído pelo outro lado”. Sua última convulsão ocorreu em 2017, mas ela continuará sendo medicada contra a epilepsia pelo resto da vida. Denman conta que ficou determinada a criar algo positivo com a sua provação. "O que quero, agora, é progredir na vida e difundir o conhecimento sobre esta doença", afirma ela. “Estou feliz por estar viva, saudável e novamente em boa forma. E nunca me esqueço de valorizar isso”.
(Jornal BBC News Brasil, 11.07.2026. Adaptado).
Texto para o item.
Inteligência artificial na Administração
Pública: mais tempo, mais resultado
A transformação digital já é uma realidade em diversos setores da sociedade. Na Administração Pública, o uso da inteligência artificial (IA) vem se consolidando como uma ferramenta promissora para modernizar a gestão, melhorar a entrega de serviços e valorizar a atuação do servidor público. Em um cenário cada vez mais desafiador, é fundamental pensar a IA não como substituta de pessoas, mas, sim, como aliada estratégica para fazer mais e com mais qualidade.
A primeira grande vantagem da IA é o aumento da produtividade. Sistemas inteligentes são capazes de realizar tarefas repetitivas com muito mais agilidade e precisão. Essa otimização libera tempo e energia das equipes para se dedicarem ao que realmente importa: planejar, decidir, acompanhar e inovar.
Essa mudança impacta o dia a dia do servidor público. A IA redefine o papel do servidor, transferindo-o de funções operacionais para as mais estratégicas. Com a automação de rotinas burocráticas, abre-se espaço para o desenvolvimento de novas competências. Esse processo traz mais satisfação e maior reconhecimento profissional.
Além disso, a IA promove a otimização do tempo administrativo. Processos que antes levavam semanas agora podem ser concluídos em questão de minutos. Isso significa menos atrasos, menos retrabalho e mais previsibilidade para a gestão pública.
Do ponto de vista institucional, a IA contribui para a qualificação das decisões, pois algoritmos podem analisar bases extensas de dados, identificar padrões e fornecer recomendações com base em evidências, o que fortalece a tomada de decisões públicas.
Ademais, destaca-se o impacto na gestão dos recursos públicos. A IA pode detectar inconsistências, prever riscos e antecipar problemas em contratos. Tudo isso contribui para um uso mais racional e estratégico do orçamento, evitando desperdícios e agregando valor às políticas públicas.
Paralelamente, crescem a transparência e o controle social. Ferramentas inteligentes conseguem organizar grandes volumes de informações públicas, facilitar o acesso dos cidadãos e gerar relatórios mais claros, reforçando a confiança nas instituições.
Todavia, a implantação da IA exige responsabilidade, planejamento e capacitação. É preciso, portanto, garantir o respeito à legislação, à proteção de dados e aos princípios da Administração Pública.
Internet: <migallhas.com.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
O texto a seguir refere-se à questão.
Costuma-se atribuir à clareza de um texto uma espécie de transparência: quanto mais claro ele parece, menor teria sido o esforço necessário para produzi-lo. A impressão é enganosa. Em muitos casos, a simplicidade percebida pelo leitor resulta justamente de um trabalho complexo de seleção, organização e reescrita. Quem escreve precisa decidir não apenas o que dizer, mas também o que excluir, em que ordem apresentar as informações e quais relações deixar explícitas para que o leitor possa reconstruir o percurso proposto.
Isso não significa que todo texto deva antecipar cada dúvida possível. Se assim fosse, a tentativa de eliminar qualquer margem de interpretação produziria textos intermináveis e, paradoxalmente, menos eficientes. Há informações que podem permanecer implícitas porque o contexto permite recuperá-las; outras, porém, precisam ser formuladas de modo mais explícito, sobretudo quando sua omissão compromete a continuidade do sentido. Escrever com clareza, portanto, não consiste em dizer tudo, mas em avaliar o que o leitor necessita para estabelecer relações entre as partes do texto.
Essa avaliação revela uma característica frequentemente esquecida da escrita: embora o autor produza o texto em determinado momento, ele precisa imaginar um interlocutor que ainda não está diante dele para pedir esclarecimentos. Na conversa cotidiana, uma expressão ambígua pode ser reformulada imediatamente, um gesto pode complementar uma frase e uma pergunta pode revelar que determinada informação não foi compreendida. Na escrita, parte desses recursos desaparece ou se transforma. Por isso, cabe ao autor construir linguisticamente algumas das condições que, na interação face a face, poderiam ser negociadas durante o próprio diálogo.
Revisar um texto, nessa perspectiva, é mais do que corrigir desvios gramaticais. É retornar ao que foi escrito procurando lê-lo também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu. Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas, ambiguidades e conexões que pareciam evidentes durante a escrita, mas que podem não sê-lo para quem lê.
No trecho “Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas...”, analise as afirmativas a seguir.
I - Em “fazê-lo”, o pronome átono retoma a ideia anteriormente expressa de ler o próprio texto também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu.
II - Na formação de “fazê-lo”, a ligação do pronome -lo ao infinitivo fazer provoca a supressão do -r final e a correspondente adequação gráfica da forma verbal.
III - A expressão “Ainda assim” introduz uma relação conclusiva, indicando que a percepção de lacunas constitui consequência necessária da impossibilidade de o autor assumir plenamente a perspectiva do leitor.
IV - Em “que talvez não tenham sido suficientemente marcadas”, o advérbio “talvez” contribui para a construção de um sentido de possibilidade, evitando que a ausência de marcação das relações seja apresentada como fato categórico.
Está correto o que se afirma em:
Considerando as regras de colocação dos pronomes oblíquos átonos segundo a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que preenche corretamente, e na ordem apresentada, as lacunas das frases a seguir.
I. Nunca ________ informaram os motivos da alteração do cronograma.
II. Os candidatos que ________ inscreveram no processo deverão apresentar os documentos originais.
III. ________ imediatamente aos responsáveis pelo setor.
IV. Quando ________ comunicarem a decisão, adotaremos as providências necessárias.
- Ele está pensando .
- Você é muito parecido .
- Será que ela vai para a festa?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
A presença da emergência climática nos currículos escolares ainda avança em ritmos distintos ao redor do mundo.
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026. Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.
Considerando as regras de colocação pronominal de acordo com a norma-padrão, analise as substituições da expressão 'essa sobrecarga' nas propostas a seguir, e assinale a alternativa correta.
I. ( ) No fragmento “os seus adeptos sabem onde e quando deve-se ou não utilizá-la”, a forma “deve-se” está inadequada, pois os advérbios onde e quando favorecem o uso da próclise, sendo recomendada a forma “se deve”.
II. ( ) Na construção “Isso chama-se adequação linguística”, o emprego da ênclise em “chama-se” está de acordo com a gramática normativa.
III. ( ) No período “onde e quando deve-se ou não utilizá-la”, a colocação pronominal em “não utilizá-la” está correta, pois essa locução verbal, com elipse do verbo auxiliar e verbo principal no infinitivo impessoal, admite ênclise.
IV. ( ) Na oração “para se fazer entender”, a colocação pronominal está incorreta, pois diante do infinitivo precedido pela preposição “para” apenas a ênclise é admitida.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como escolas e famílias formam novos leitores
A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho.
Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância.
A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura.
Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo.
'Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso'.
As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância − e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças.
'Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas − hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês −, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores'.
A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo.
'Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar'.
Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida.
As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas.
Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida.
BRASIL. Ministério da Educação. Como escolas e famílias formam novos leitores. Brasília, 24 jul. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2026/julho/como-escola s-e-familias-formam-novos-leitores. Acesso em: 11 ago. 2026. Adaptado.
"Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte."
Considerando o emprego do pronome oblíquo 'las' nesse trecho, analise as asserções a seguir:
I. A colocação em ênclise está de acordo com a norma-padrão.
PORQUE
II. Quando o verbo está no infinitivo, a ênclise é permitida mesmo na presença de palavra atrativa (como advérbios de negação, pronomes relativos ou conjunções subordinativas) na oração.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
(1ª parte): Sintaticamente, o pronome se funciona como objeto indireto do verbo preocupe, indicando que a ação verbal recai sobre o próprio emissor da mensagem.
(2ª parte): A presença do advérbio Não antes do verbo exige gramaticalmente a colocação do pronome se em próclise por se tratar de palavra atrativa.
(3ª parte): No plano da sintaxe do período composto, a frase atua como oração subordinada substantiva subjetiva em relação à fala seguinte.
Pode-se afirmar que:
[...] Uma pesquisa do departamento de ciências agrárias da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) mostrou que a Caatinga é o bioma brasileiro com melhor desempenho na captura de gases do efeito estufa, especialmente em períodos chuvosos. Em alguns anos, o bioma — que é exclusivo do Brasil e corresponde a 11% do território nacional — foi responsável por cerca de 50% de toda a captura de gás carbônico no país.
O [mestre em agroecologia Carlos Magno] lamenta os falsos estigmas e o desconhecimento de grande parte da população acerca da Caatinga, sempre atrelado à pobreza, seca e sofrimento. "Essa é uma história que foi contada e na qual acreditamos por muitos anos. Há uma grande responsabilidade da mídia hegemônica sobre isso, porque ela contou essa história para as pessoas de outras regiões do Brasil e também para nós. Os outros passaram a vida inteira falando dos nossos problemas, mas é hora de falarmos de criatividade, inovação, geração de renda, dignidade, resiliência e adaptação climática a partir dos territórios e das comunidades onde as pessoas vivem", defende.
(Disponível em: https://sl1nk.com/o825lj6. Acesso em: 30 jul. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças a seguir quanto à colocação dos pronomes destacados:
I.Se propõe mostrar que o mundo tem muito a aprender com as soluções criadas no interior do Nordeste brasileiro.
II.As semanas do clima ao redor do mundo se distanciam dos territórios e focam apenas nos especialistas do Norte Global.
III.É preciso reforçar a importância ambiental e climática do bioma Caatinga, muitas vezes desprezado no debate ambiental brasileiro, o valorizando e o protegendo.
Está correta a colocação pronominal em:
