Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Com relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que segue.
Na linha 36, a expressão “a isso” retoma, de forma imediata
e restrita, o termo “sociedade”.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, julgue o item subsequente.
Na linha 37, o vocábulo “daí” remete a “dúvida”.
Julgue o item a seguir, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.
Sem alteração dos sentidos e da coesão do texto, o primeiro
período do primeiro parágrafo poderia ser reescrito
da seguinte maneira: Esta é minha declaração de amor
à língua portuguesa.
*KOCH, I. G. V. Introdução à linguística textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
*SANTOS, Priscilla. A redação nas séries finais do ensino fundamental: da análise de erros às estratégias didáticas. Tese (Doutorado – Doutorado em Linguística) – Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, da Universidade de Brasília. 2015.
Leia o texto a seguir: Os gêneros textuais são fenômenos históricos e, nesse sentido, se constituem com e na vida cultural e social em que se desenvolvem. Um aspecto importante a ser considerado, é que as novas tecnologias, em especial as de uso na área de comunicação, propiciam o surgimento de novos gêneros textuais. Não propriamente as tecnologias, mas, sim, a intensidade de usos dessas tecnologias e suas interferências nas atividades diárias de comunicação. As notas iniciais vão perder sequência nos estudos vindouros sobre variados gêneros de uso relacionados a algum meio de comunicação. Como exemplo, o uso do correio eletrônico gera mensagens que têm as cartas pessoais e os bilhetes como seus antecessores. Mas as cartas eletrônicas são gêneros novos, com identidades próprias.
(Ideias contidas em: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Disponível em:<https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/322091/mod_resource/content/1/MARCUSCHI%20G%C3%AAneros%20 textuais.pdf> Acesso em: 20 ago. 2018).
No que se refere ao encadeamento de ideias, a frase que compromete a organização do texto é:
Leia os fragmentos abaixo e ordene-os, de forma que se obtenha como resultado um texto coerente e coeso.
( ) Assim, fica difícil, se não impossível, o tratamento das relações entre estas últimas, centrando-se exclusivamente no código.
( ) Considerava-se a relação oralidade e letramento como dicotômica, atribuindo-se à escrita valores cognitivos intrínsecos no uso da língua, não se vendo nelas duas práticas sociais.
( ) Mais do que uma simples mudança de perspectiva, isto representa a construção de um novo objeto de análise e uma nova concepção de língua e de texto, agora vistos como um conjunto de práticas sociais.
( ) Hoje, como se verá adiante, predomina a posição de que se pode conceber oralidade e letramento como atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais.
( ) De igual modo, já não se podem observar satisfatoriamente as semelhanças e diferenças entre fala e escrita (o contraponto formal das duas práticas acima nomeadas) sem considerar a distribuição de seus usos na vida cotidiana.
( ) Esta mudança de visão operou-se a partir dos anos 80, em reação aos estudos das três décadas anteriores em que se examinavam a oralidade e a escrita como opostas, predominando a noção de supremacia cognitiva da escrita dentro do que Street (1984) chamou de “paradigma da autonomia”.
( ) Hoje, é impossível investigar oralidade e letramento sem uma referência direta ao papel dessas duas práticas na civilização contemporânea.
(Excertos extraídos de: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001. p.15-16).
A sequência numérica CORRETA que preenche os parênteses, de cima para baixo, é:
Saúde Mental: Precisamos falar sobre depressão
Mais de 11 milhões de brasileiros foram diagnosticados com a depressão, segundo a Pesquisa Nacional
de Saúde. Os jovens estão entre os mais afetados pela doença que, segundo previsão da Organização
Mundial da Saúde (OMS), poderá ser a mais incapacitante do mundo até 2020.
A juventude enfrenta desafios muitas vezes sem amparo da família ou do poder público, incluindo o
trabalho, a pressão pela sua formação escolar e escolhas de vida. Consequentemente, a saúde mental é
afetada desencadeando doenças como a depressão e a ansiedade. Frases como “fica bem”, “você precisa se
esforçar” ou “fica tranquilo” são comuns a quem está nessa condição, mas não funcionam para quem passa
todos os dias por isso.
A escola pode ser um dos grandes motores para esse problema na vida dos estudantes. Números indicam
que 56% dos alunos brasileiros ficam mais estressados durante os estudos, de acordo com o Programa de
Avaliação Internacional de Estudantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE). Os baixos investimentos em uma educação pública de qualidade e a falta de suporte aos jovens
ampliam ainda mais esse número.
A população ainda desconhece, na prática, a doença e confunde muitas vezes como mera “tristeza” ou
“baixo astral”. Antônio Geraldo da Silva, superintendente técnico da Associação Brasileira de Psiquiatria
e presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), afirma que "depressão não é frescura
nem falta de religiosidade. É transtorno psiquiátrico e precisa ser diagnosticado e tratado como tal".
Antônio Geraldo ressalta que é preciso quebrar o preconceito relacionado às questões de saúde mental,
levando informações corretas à população. “A psicofobia (discriminação contra os portadores de
transtornos e deficiências mentais) é um grande obstáculo a ser transpassado para que a população não
tenha vergonha de procurar ajuda”, afirma o psiquiatra.
De acordo com Antônio, alguns cuidados podem ser tomados para que se tenha uma boa saúde mental:
aumentar a frequência de exercícios físicos, mantendo a prática regular; cuidar da alimentação; aumentar a
frequência de atividades prazerosas, sozinhas ou em grupo, tudo isso ajuda a manter uma boa saúde mental.
“O isolamento social é comprovadamente adoecedor”, ressalta o psiquiatra.
Antônio destaca que “quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento da depressão e/ou ansiedade, mais
fácil de se tratar e devolver ao paciente uma vida sem prejuízos”.
A situação deve ser tratada como questão de saúde pública para prevenir que os jovens aumentem as
estimativas sobre a doença. Para quem sofre com a depressão e a ansiedade, a vida perde cores, levando
muitos a tirarem a própria vida como única solução. Atualmente, o suicídio é a segunda principal causa de
óbito entre os jovens de 10 a 24 anos, de acordo com a OMS.
A vida se torna um peso a ser carregado por quem sofre dos estágios mais avançados da doença. A taxa
de suicídios de jovens subiu 10% desde 2002, entre a população de 15 a 29 anos no Brasil de acordo com
o Mapa da Violência de 2017, publicado com base nos dados do Sistema de Informações de Mortalidade
(SIM) do Ministério da Saúde.
As mortes por suicídio estão diretamente ligadas a transtornos mentais diagnosticados ou não, tratados
de forma inadequada ou não tratados de forma alguma. De acordo com Antônio Geraldo, “quanto mais as
pessoas tiverem acesso à informação, entendendo que o suicídio é uma emergência médica, mais chances
teremos de diminuir os números relacionados a essa triste realidade”.
“Pensar em saúde mental de qualidade é entender que o psiquiatra não é ‘médico de loucos’,
incentivando a busca por auxílio psiquiátrico sempre que observados os sintomas iniciais de quaisquer
transtornos”, conclui Antônio.
Texto 1

[Um documentário britânico]
No início dos anos 1980, uma equipe da TV BBC britânica veio ao Brasil gravar um documentário sobre as condições de vida numa favela do Rio de Janeiro. A ideia era mostrar de forma hiper-reaiista, no melhor estilo “câmera invisível” da tradição anglo-americana de reportagem, um dia na vida de uma jovem favelada. A intenção era explorar ao máximo as chagas abertas e a penúria do dia a dia na favela, as condições aviltantes da vida no morro.
Acontece que a eleita para servir de fio condutor do programa personificava a negação viva de toda a carga de sombra e amargura que o registro clínico de seu cotidiano na favela nos faria esperar dela. A moça, porém, em meio à pobreza, irradiava uma energia alegre e espontânea, uma satisfação íntima consigo mesma e uma sensualidade exuberante que jamais se encontrariam numa inglesa de sua idade, não importando a classe social. Embora tivesse razões de sobra para queixar-se do destino e viver na mais espessa melancolia, ela esbanjava alegria de viver por todos os poros e arrancava luz das trevas com sua vitalidade interior.
Inesquecível é a cena em que a moça ia buscar água numa bica distante de casa e, para o desconcerto da equipe da BBC, voltava carregando o balde pesado equilibrado na cabeça e... cantando! A relação assim estabelecida entre o barraco pobre e objetivo e o alegre palácio interior dá o que pensar. Pelo menos terá feito pensar muito os jornalistas britânicos que vieram para fazer uma reportagem e fizeram outra.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 160-161)

A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que segue.
A “senhora” a que o narrador se refere na linha 4 é dona
Rachel, a quem se destina a narrativa.
Texto CB1A3-I

Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto CB1A3-I, julgue o seguinte item.
O termo “porque” (l.35), no contexto em que foi empregado,
poderia ser suprimido sem prejuízo da correção gramatical do
texto.






