Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Texto para o item.


Em relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O trecho “Coisa nenhuma” (linha 36) poderia ser
substituído por Nem uma coisa, sem prejuízo dos
sentidos do texto.
O trecho destacado poderia ser substituído por:
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Sombra
Sombra, explicava a sabida boneca Emília, de Monteiro Lobato, é ar preto. Criança, não me tranquilizei: do escuro só podiam surgir fantasmas, apagar a luz era dar uma oportunidade aos duendes e demônios do quarto. Só a luz possuía o dom confortante de tocar deste mundo os habitantes do outro.
No ginásio, estudante de Física, não me tranquilizei. Sombra é o resultado da interposição de um corpo opaco entre o observador e o corpo luminoso, sinal de que muitos corpos luminosos deixam de banhar-nos com sua luz desejável, sinal de que nos faltam felicidades, de que muitos sóis necessários se interromperam em sua viagem até nossos olhos.
Não perguntar o que um homem possui, mas o que lhe falta. Isso é sombra. Não indagar de seus sentimentos, mas saber o que ele não teve a ocasião de sentir. Sombra. Não se importar com o que ele viveu, mas prestar atenção à vida que não chegou até ele, que se interrompeu de encontro a circunstâncias invisíveis, imprevisíveis. A vida é um ofício de luz e trevas. Enquadrá-lo em sua constelação particular, saber se nasceu muito cedo para receber a luz da estrela ou se chegou ao mundo quando de há muito se extinguiu o astro que deveria iluminá-lo.
Ontem vi uma menininha descobrindo sua sombra. Ela parava de espanto, olhava com os olhos arregalados, tentava agarrar a sombra, andava mais um pouco, virava de repente para ver se o seu fantasma ainda a seguia. Era a representação dramática de um poema infantil de Robert Stevenson, no qual uma menininha vai e vem, rodeando, saltando, gesticulando com seus bracinhos diante de sua sombra, implorando por uma explicação impossível, dançando um balé que será a sua própria vida.
(Adaptado de: CAMPOS, Paulo Mendes. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 211-212)
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Sombra
Sombra, explicava a sabida boneca Emília, de Monteiro Lobato, é ar preto. Criança, não me tranquilizei: do escuro só podiam surgir fantasmas, apagar a luz era dar uma oportunidade aos duendes e demônios do quarto. Só a luz possuía o dom confortante de tocar deste mundo os habitantes do outro.
No ginásio, estudante de Física, não me tranquilizei. Sombra é o resultado da interposição de um corpo opaco entre o observador e o corpo luminoso, sinal de que muitos corpos luminosos deixam de banhar-nos com sua luz desejável, sinal de que nos faltam felicidades, de que muitos sóis necessários se interromperam em sua viagem até nossos olhos.
Não perguntar o que um homem possui, mas o que lhe falta. Isso é sombra. Não indagar de seus sentimentos, mas saber o que ele não teve a ocasião de sentir. Sombra. Não se importar com o que ele viveu, mas prestar atenção à vida que não chegou até ele, que se interrompeu de encontro a circunstâncias invisíveis, imprevisíveis. A vida é um ofício de luz e trevas. Enquadrá-lo em sua constelação particular, saber se nasceu muito cedo para receber a luz da estrela ou se chegou ao mundo quando de há muito se extinguiu o astro que deveria iluminá-lo.
Ontem vi uma menininha descobrindo sua sombra. Ela parava de espanto, olhava com os olhos arregalados, tentava agarrar a sombra, andava mais um pouco, virava de repente para ver se o seu fantasma ainda a seguia. Era a representação dramática de um poema infantil de Robert Stevenson, no qual uma menininha vai e vem, rodeando, saltando, gesticulando com seus bracinhos diante de sua sombra, implorando por uma explicação impossível, dançando um balé que será a sua própria vida.
(Adaptado de: CAMPOS, Paulo Mendes. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 211-212)
I. A sombra nos assusta.
II. A luz nos é desejável.
III. A luz e a sombra constituem nossa vida.
Essas orações integram-se com coerência, clareza e correção neste período:
Texto 1
Juíza de SC nega aborto a menina de 11 anos vítima de estupro; TJ apura caso
(...)
Por envolver menores de idade, o caso segue em segredo de Justiça, mas o jornal O Estado de S. Paulo conseguiu acesso à decisão. As identidades da vítima e da mãe foram preservadas.
No despacho, Joana Ribeiro Zimmer defendeu a continuidade da gestação por parte da criança. Ela citou que o aborto deve ser realizado até 22 semanas de gravidez ou o feto atingir 500 gramas.
(...)
Já em um diálogo direto com a mãe, a juíza afirma que existem cerca de 30 mil casais que “querem o bebê”. “Essa tristeza para a senhora e para a sua filha é a felicidade de um casal”, disse a magistrada. “É uma felicidade porque eles não estão passando pelo o que eu estou passando”, respondeu a mãe da criança.
“Estamos lutando para essa interrupção da gestação. Primeiro, porque a criança é assistida por lei. Ela está no enquadramento do aborto legal, por ser vítima de violência e por correr riscos de morte”, afirmou advogada Daniela Félix, que representa a família da vítima. “A gente tem, no Brasil, três casos de aborto que independe do tempo de gestação. Nesse caso, estamos amparados por dois (risco à saúde da gestante e estupro) – o terceiro caso seria o de anencefalia”, explicou a advogada.
(...)
De acordo com os médicos, os riscos à vida da vítima estão relacionados com a duração da gestação, e também com os procedimentos de parto e pós-parto a que uma criança de 11 anos será submetida. O descolamento de placenta e sangramento provocados pelo trabalho de parto prematuro e atonia uterina (falta de contrações do útero) após o nascimento do bebê foram alguns dos problemas citados pelos médicos.
Estadão Conteúdo
(MEDONÇA, T.)
Ciência confirma que cérebros de adolescentes estão programados para ignorar a voz dos pais desde os 13 anos
Se a maioria dos adolescentes passa a demonstrar desinteresse ou mesmo desprezo por chamados, perguntas e pedidos de suas mães, a explicação parece estar não na mera rebeldia ou teimosia juvenil, mas sim em uma efetiva mudança cerebral. É essa a conclusão de uma pesquisa realizada recentemente por cientistas da Universidade de Stanford, na Inglaterra, e publicada na revista científica Journal of Neurosciences em abril de 2022: segundo o estudo, a recepção da voz materna nos cérebros dos jovens passa a provocar menor reação neural na adolescência.
A pesquisa demonstrou que, em crianças com idade até 12 anos, a voz da mãe ainda provoca uma intensa resposta neurológica, com forte capacidade de ativar pontos de recompensa e emoções nos cérebros de qualquer gênero. Aos 13 anos, porém, uma mudança torna o cérebro adolescente consideravelmente mais responsivo às vozes em geral, e menos ao chamado materno. Segundo os pesquisadores, a transformação é tão forte e evidente, que puderam adivinhar a idade da pessoa pesquisada a partir de sua resposta cerebral ao escutar a voz da mãe.
(Fonte: Hypeness - adaptado.)
Julgue o item, que consistem em propostas de reescrita para trechos destacados do texto, no que diz respeito à correção gramatical e à coerência das ideias do texto.
“para que a indústria brasileira volte a” (linhas 29 e 30):
de a indústria brasileira voltar à
Julgue o item, que consistem em propostas de reescrita para trechos destacados do texto, no que diz respeito à correção gramatical e à coerência das ideias do texto.
“uma série de mudanças e uma delas é a otimização dos
processos de forma colaborativa.” (linhas 21 e 22): uma
série de mudanças, sendo uma delas a otimização dos
processos de maneira colaborativa.
Julgue o item, que consistem em propostas de reescrita para trechos destacados do texto, no que diz respeito à correção gramatical e à coerência das ideias do texto.
“Há de se considerar ainda um outro fator” (linha 18):
Um outro fator deve, ainda, ser considerado
Considerados os mecanismos de coesão no texto, julgue o item, no que concerne à correta correspondência entre o termo destacado e o respectivo elemento de referência.
“Outra” (linha 22) — “forma” (linha 21)
Em relação à ortografia oficial, à correção gramatical e à preservação dos sentidos do texto, julgue o item, que consistem em propostas de substituição para vocábulos e trechos destacados do texto.
“onde o conceito” (linhas 26 e 27) por cujo conceito
Em relação à ortografia oficial, à correção gramatical e à preservação dos sentidos do texto, julgue o item, que consistem em propostas de substituição para vocábulos e trechos destacados do texto.
“que se baseia” (linha 3) por embasa-se
Em relação à ortografia oficial, à correção gramatical e à preservação dos sentidos do texto, julgue o item, que consistem em propostas de substituição para vocábulos e trechos destacados do texto.
“culminar” (linha 1) por coligir
“como” (linha 44) por em sua condição de
“a despeito da” (linhas 42 e 43) por ao contrário da
“há a necessidade premente da” (linha 34) por urge a
“singular” (linha 25) por ímpar
“que abrem caminhos para” (linha 4) por cujos caminhos se abrem para
Considerados os sentidos e as relações coesivas do texto, conclui-se que “Nesse quesito” (linha 21) se refere a “custos da produção no País” (linhas 20 e 21).
Texto CB1A1-II
A Amazônia vive uma situação de distorção e desequilíbrio em relação ao restante do Brasil. Por meio de suas usinas hidrelétricas, a região gera a importante fatia de 26% da energia elétrica consumida em todo o território nacional, mas, na Amazônia Legal, há 1 milhão de pessoas que não podem contar com luz — o fornecimento de energia ocorre em apenas algumas horas do dia, por meio de geradores. Outros 3 milhões de habitantes da região estão fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), que coordena e controla a produção e transmissão de energia elétrica e conecta usinas e consumidores. O fornecimento de energia a essa população é feito por usinas termelétricas a óleo diesel.
Amanda Schutze, coordenadora de avaliação de política pública da Climate Policy Initiative, organização focada em políticas ambientais e mudança climática, considera o SIN “magnífico” porque garante luz para o consumidor final ao gerenciar o transporte de eletricidade de um ponto com condições de ceder energia a outro que, por exemplo, enfrente problemas de racionamento em decorrência de períodos de seca.
Ao mesmo tempo, o sistema apresenta, na Amazônia Legal, uma grave distorção, visto que populações que vivem próximo de usinas hidrelétricas da região “não estão usufruindo dessa geração de energia, mas pessoas, como nós, no Sudeste, sim. Esta é uma caracterização de dois diferentes Brasis”, afirma a coordenadora.
O Projeto de Lei n.º 4.248/2020 estabelece o prazo de até o ano de 2025 para a universalização da energia elétrica nas regiões remotas da Amazônia. O texto do projeto, que está na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia, recebeu parecer favorável do relator da comissão. Ainda não foi feita a votação.
Internet:<www.bbc.com>


