Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Texto para o item.


Julgue o item, no que se refere à correção gramatical e à coerência da proposta de substituição para vocábulos e trechos destacados do texto.
“fornecer” (linha 30) por provir
Texto para o item.


Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência
do texto caso o ponto final empregado após a forma
verbal “fazem” (linha 29) fosse substituído pelo sinal de
dois-pontos, feito o devido ajuste de letras iniciais
maiúsculas e minúsculas no período.
Texto para o item.


Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
Na linha 29, estariam preservados os sentidos do texto
caso a forma verbal “fazem” fosse deslocada para
imediatamente antes de “as pequenas”.
Texto para o item.


Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
O segmento “impedir que o indivíduo tenha
determinadas doenças” (linha 11) tem, no texto, o
mesmo sentido que impedir que o indivíduo adoeça.
Texto para o item.


Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
Estaria mantido o sentido original do texto caso o segmento “para que possa ser detectado” (linha 6) fosse reescrito como para a detenção de.

“sugerindo” (linha 33) por o que sugere

“que”, em “que as pessoas” (linha 31), por o qual

“apesar de não ser” (linha 15) por não obstante ser

“foi o que mostrou” (linha 9) por demonstrou

Na linha 2, estariam mantidos os sentidos do texto caso o termo “excessiva” fosse deslocado para imediatamente antes de “disseminação”.



As calçadas
O inglês tem um verbo curioso, to loiter, que quer dizer, mais ou menos, andar devagar ou a esmo, ficar à toa, zanzar (grande palavra), vagabundear, ou simplesmente não transitar. E nos Estados Unidos (não sei se na Inglaterra também), loitering é uma contravenção. Você pode ser preso por loitering, por estar parado em vez de transitando, numa calçada. O que diferencia um abusivo loitering de uma apenas inocente ausência de movimento ou de direção depende, imagino, da interpretação do guarda, ou também daquela sutil subjetividade que também define o que é uma “atitude suspeita”.
Mas é difícil pensar em outra coisa que divida mais claramente o mundo anglo-saxão do mundo latino do que o loitering, que não tem nem tradução exata em língua românica, que eu saiba. Se loitering fosse contravenção na Itália, onde ficar parado na rua para conversar ou apenas para ver os que transitam transitarem é uma tradição tão antiga quanto a sesta, metade da população viveria na cadeia. Na Espanha, toda a população viveria na cadeia.
Talvez a diferença entre a América e a Europa, e a vantagem econômica da América sobre os povos que zanzam, se explique pelos conceitos diferentes de calçada: um lugar utilitário por onde se ir (e, claro, voltar) ou um lugar para se estar, de preferência com outros. Os franceses, apesar de latinos, não costumam usar tanto a calçada como sala, não porque tenham se americanizado para aumentar a produção, mas porque preferem usá-la como café, e estar com outros sentados. Desperdiça-se tempo, mas ganham-se anos de vida, parados numa calçada.
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 69-70)
As calçadas
O inglês tem um verbo curioso, to loiter, que quer dizer, mais ou menos, andar devagar ou a esmo, ficar à toa, zanzar (grande palavra), vagabundear, ou simplesmente não transitar. E nos Estados Unidos (não sei se na Inglaterra também), loitering é uma contravenção. Você pode ser preso por loitering, por estar parado em vez de transitando, numa calçada. O que diferencia um abusivo loitering de uma apenas inocente ausência de movimento ou de direção depende, imagino, da interpretação do guarda, ou também daquela sutil subjetividade que também define o que é uma “atitude suspeita”.
Mas é difícil pensar em outra coisa que divida mais claramente o mundo anglo-saxão do mundo latino do que o loitering, que não tem nem tradução exata em língua românica, que eu saiba. Se loitering fosse contravenção na Itália, onde ficar parado na rua para conversar ou apenas para ver os que transitam transitarem é uma tradição tão antiga quanto a sesta, metade da população viveria na cadeia. Na Espanha, toda a população viveria na cadeia.
Talvez a diferença entre a América e a Europa, e a vantagem econômica da América sobre os povos que zanzam, se explique pelos conceitos diferentes de calçada: um lugar utilitário por onde se ir (e, claro, voltar) ou um lugar para se estar, de preferência com outros. Os franceses, apesar de latinos, não costumam usar tanto a calçada como sala, não porque tenham se americanizado para aumentar a produção, mas porque preferem usá-la como café, e estar com outros sentados. Desperdiça-se tempo, mas ganham-se anos de vida, parados numa calçada.
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 69-70)
Considere esta frase:
O que diferencia um abusivo loitering de uma apenas inocente ausência de movimento depende da interpretação do guarda.
Uma nova, correta e coerente redação dessa frase poderia assim se constituir: A depender da interpretação do guarda,

“não se dão conta do” (linha 18) por não percebem o

“Podem existir” (linha 16) por Podem haver

“apesar de” (linha 11) a despeito de

“a ocorrência de AVC” (linha 2) por essa incidência

A supressão da vírgula empregada após “afasia” (linha 22) não prejudicaria a coerência do texto, mas comprometeria a sua correção gramatical.