Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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( ) Em ... encontram aqui pelo menos parte da resposta., o elemento sublinhado faz referência ao contexto situacional.
( ) No terceiro parágrafo, os elementos esse modelo de negócio retomam todas as informações apresentadas no segundo parágrafo, sintetizando-as.
( ) No período ... o Facebook tem mais de 2 bilhões de usuários em todo o mundo, e o Youtube, quase isso., os elementos referenciais quase isso retomam o trecho 2 bilhões de usuários em todo o mundo, relativizando-o.
( ) A conjunção No entanto estabelece entre o segundo e terceiro parágrafo uma relação de adversidade.
Assinale a sequência correta.
1. “E o escárnio das autoridades, que nada fizeram para conter a epidemia de desinformação, para convencer as pessoas de que o simples ato de usar máscara corretamente salva vidas. Algumas até insistiram em minimizar a pandemia, desprezar os mortos, os doentes, a vacina.”. (pessoas)
2. “Você gastou um dinheiro precioso em máscaras até para quem não queria usar. Migrou para a PFF2 quando isso passou a ser recomendado entre os especialistas, [...]”. (migrar para a PFF2)
3. “[...] porque você lê os especialistas, aqueles de verdade, com mestrado, doutorado, Ph. D, e resistiu à tentação de se acomodar no conforto das mentiras convenientes.”. (os especialistas)
4. “Enquanto, para muitos, três mil, cinco mil mortes não chocavam, para você cada luz a se apagar foi uma perda pessoal. E você fez tudo ao seu alcance para não aumentar essa conta. Nós sabemos disso.” (que cada luz a se apagar foi uma perda pessoal).
Os termos indicados entre parênteses substituem os pronomes sublinhados, apenas, em:
A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.
( ) Na frase “Me resta imaginar como será o português depois dessas reviravoltas todas.”, o uso do pronome proclítico destacado está de acordo com a língua culta.
( ) No período “... veio trotando de tempos antigos para se tornar assombrosamente atual.”, é indiferente a colocação do pronome antes ou depois do verbo quando este vem regido da preposição “para”.
( ) Em “... inclusive com uma ferramenta de importância que nem sempre levamos em conta – as palavras. Termos que usávamos raramente, como quarentena e pandemia, se tornaram correntes ‒ já que pela primeira vez a nossa geração as vive na pele.”, o pronome oblíquo anafórico em destaque retoma o termo “correntes”.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Leia atentamente as frases a seguir e numere-as sequencialmente, para que formem um texto coeso e coerente.
( ) Eles estão nas conversas do filósofo grego Sócrates, quando falava na administração como uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico.
( ) É sabido que Taylor é o pai da administração científica.
( ) Desde tempos remotos, o grande desafio da administração pública consistia em buscar a chamada governabilidade que nada mais é que a habilidade de governar.
( ) Mas a administração é algo que remonta a antes da era cristã e, ao buscarmos com paciência e persistência, veremos registros sobre a habilidade de administrar.
( ) Seu precursor, Platão, preocupou-se ainda com os problemas políticos e sociais inerentes ao desenvolvimento social e cultural do povo grego ao expor seu ponto de vista sobre a forma democrática de administração dos negócios públicos.
Assinale a sequência correta.
I- As aspas utilizadas no título em “grande teatro privado” e no primeiro parágrafo em “Saturday Night Live” apresentam o mesmo propósito comunicativo no texto.
II- No trecho “Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção”, o pronome pessoal em destaque exemplifica uma referência exofórica, remetendo a um elemento extralinguístico.
III- No trecho “Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção”, o pronome pessoal em destaque exemplifica uma referência endofórica, remetendo a um elemento intralinguístico.
Está INCORRETO o que se afirma em:
A Pesca
Affonso Romano de Sant'Anna A garganta O anil A âncora O anzol O peixe O azul A boca O silêncio O arranco O tempo O rasgão O peixe Aberta a água A agulha Aberta a chaga vertical Aberto o anzol mergulha Aquelíneo A água Ágil-claro A linha Estabanado A espuma O peixe O tempo A areia O peixe O sol. O silêncio SANT'ANNA, Affonso Romano de. Poesia sobre poesia. Rio de Janeiro, Imago, 1975. p.145.
I- Apesar de haver poucos elementos de coesão por conexão, temos um texto coerente porque há unidade de sentido que é estabelecida a partir do próprio título. II- A coesão estabelecida no texto é uma condição necessária para a efetivação da coerência. III- A penúltima estrofe é constituída de adjetivos que qualificam o peixe.
Está CORRETO o que se afirma em:
“Uma garrafa com uísque de 81 anos foi leiloada por 300 mil libras (R$ 1,7 milhão de reais). De acordo com a casa onde o produto foi vendido, a Sotheby’s, ele é o mais velho do mundo.
O valor superou a expectativa do leilão, que previa uma arrecadação entre 110 mil e 200 mil libras (R$ 635 mil a R$ 1,1 milhão).”
TORTELLA, Tiago. Com 81 anos, uísque mais velho do mundo é leiloado por R$ 1,7 milhão. CNN Brasil, 07 de outubro de 2022. Estilo. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/estilo/com-81-anos-uisquemais-velho-do-mundo-e-leiloado-por-r-17-milhao/. Acesso em: 14 out. 2022.
A oração em destaque faz referência a qual termo desse trecho?

O demonstrativo grifado no períodO acima desempenha papel
Assinale a alternativa em que, alterando-se a estrutura do período acima, tenha-se mantida pontuação igualmente correta e correspondência semântica.
MONTADA NA SELA DO IMPOSSÍVEL
Helena Macedo em depoimento para Maryane
Martins

Comecei trabalhando desde os 15 anos. Aos 13, aprendi a costurar. A minha mãe é costureira, e eu com essa idade já ajudava a fazer roupas. Assim começou. Na maioria dos meses, não tinha tanto serviço. Eu queria ganhar dinheiro, comprar minhas coisas, ajudar em casa. Eu e meus irmãos sempre trabalhamos, desde cedo. Eles carregavam frete. Rogério, com 11 anos, trabalhava com aço, fazendo espora. Faz 21 anos que ele foi assassinado. Hoje, só tenho 6 irmãos vivos.
Um dia, conversando com Ritinha, minha vizinha, disse que queria um emprego pra ganhar dinheiro e trabalhar o tempo todo. E ela, vendo aquela menina, disse: “Vamos pra tenda que eu arrumo um emprego pra você.” Lá eram ela, outra mulher e vários homens. Não tinha nenhuma criança, só adultos. Eu trabalhava à tarde, às vezes à noite. Estudava de manhã. Nunca parei os estudos.
Primeiro, fui ajudante. Fazia mandado, comprava mercadoria, varria a tenda, essas coisas simples. Depois, ainda com 15 anos, me tornei artesã. Tive a oportunidade de aprender. Ritinha é uma pessoa que eu considero muito, a seleira pioneira de Cachoeirinha e que ensinou a tantos, e também foi minha professora. Agradeço pela oportunidade que ela me deu. Trabalhei com ela por uns 3 ou 4 meses. Depois, com o tempo, fui trabalhar com um irmão meu. E meu pai criou uma tenda. Fazia mais de um ano que eu estava trabalhando com couro, mas ainda não fazia sela.
Fazia as peças, e meu irmão montava a sela, até que um dia ele levou uma queda de cavalo. Meu pai falou que eu teria que dar um jeito pra terminar o trabalho do meu irmão. Eu disse que não sabia, e ele mandou eu me virar. Ele sempre foi um homem muito rude, bruto. Falou que eu tinha que fazer, que montar. Eu aprendi quase na marra. E assim comecei a fazer selas.
Meu pai sempre olhava todas as selas que eu montava e ficava tentando arrancar as coisas, pra ver se tava boa ou se tava ruim. Hoje eu entendo que foi uma maneira de ele me ensinar. Mas tem formas mais fáceis de fazer isso. Os homens trabalhavam para ele e faziam a sela por 100 reais. A minha só era 50, metade do preço. Era porque eu era mulher, filha dele e ainda morava em casa. Ser mulher é sofrer preconceito o tempo todo, não só na minha profissão.
O negócio ficou tão difícil que um dia eu e meu pai brigamos e vim trabalhar no quartinho no fundo da casa da minha mãe. Não queria trabalhar na tenda porque tinha muito homem e isso me incomodava. Em casa, poderia fazer sela pra quem eu quisesse. Meu pai quando me viu trabalhando em casa falou que eu tinha que fazer sela pra ele. Bati o pé e falei que não fazia nem queria o serviço mais barato. Meu pai disse: “Já que você não quer fazer sela pra mim, ou você sobe ou desce, mas na minha casa você não mora mais.” Nessa discussão, minha mãe entrou no meio e disse que eu nem subia nem descia, que eu iria ficar em casa. Nem saí de casa nem fiz mais sela pra ele. Agradeço até hoje por minha mãe ter me defendido.
Montava a sela durante a semana e às quintas levava pra feira. Às vezes vendia, outras não. Era um sofrimento que se fosse pra escrever dava um livro. Deixei de ser humilhada pelo meu pai, mas quando chegava na feira, cansada depois de trabalhar a noite toda, os homens ficavam perguntando quanto era a sela, pedindo desconto. Diziam: “Ali tem uma do mesmo jeito só que mais barata.” Aí eu dizia: “Compre, vá comprar. Eu levo de volta pra casa.” Desde pequena eu aprendi a me defender, aprendi que a vida é difícil. O mundo é difícil, e você tem que lutar pelo que você quer. Já trabalhei para selarias em que precisava trabalhar 20 horas por dia. Acordava às cinco da manhã e ia até meia-noite trabalhando. Não conseguia dividir meu tempo, trabalhava muito.

Hoje, eu faço o que eu gosto e para quem me valoriza. Trabalho para duas lojas, uma em Cachoeirinha-PE e outra em Santa Luzia-PB. Uma sela minha custa 1000 reais. Meus clientes brigam pelas minhas selas. Digo que se você achar o encontro das costuras em uma delas, eu lhe dou uma de volta. Ninguém encontra. Sou muito perfeccionista. Porque se eu vir qualquer probleminha, desmancho e faço tudo de novo. Só consigo fazer duas selas por semana. Quando mando para as selarias, vai do Brasil e pro mundo. O céu é o limite.
Minha tenda fica no primeiro andar da minha casa, que divido com uma amiga. Prefiro chamar amiga porque é fofo, mas ela é minha companheira. Eu a conheci em 1999. Se você perguntasse para mim se eu faria tudo de novo, eu diria que sim. Encontraria ela do mesmo jeito, passaria os mesmos perrengues. Foi difícil, mas eu não desisto do que eu quero.
Se eu ganhasse na Mega-Sena e ficasse milionária, eu ainda falaria de onde eu saí. Toda cidade tem alguma coisa, Cachoeirinha tem o couro e o aço. Tudo que eu tenho, todos sonhos que eu já realizei e os que eu vou realizar, são só por conta da minha arte. Eu poderia até fazer outra coisa, mas eu amo o que faço. A vida toda trabalhei. Nunca tive férias. Tenho 47 anos. Daqui pra frente o que ganhar é lucro. Quero comprar um carro, viajar, conhecer Foz do Iguaçu, Fernando de Noronha, a Europa. O que a gente não pode é deixar de sonhar. Sonhar e trabalhar para realizar.
Meu nome é Helena Macêdo. Sou fabricante de sela de vaquejada e tenho essa profissão há 32 anos. É uma coisa que eu gosto, que eu amo de paixão. Não trabalho só pelo dinheiro. Gosto das coisas impossíveis.
Adaptado de: https://piaui.folha.uol.com.br/montada-nasela-do-impossivel/
Acessado em: 20/09/2022.
I. “Gosto das coisas impossíveis” constitui uma referência ao trabalho realizado por Helena.
II. De acordo com as informações do texto, é correto inferir que Helena produz selas de vaquejada.
III. A expressão “Meus clientes brigam pelas minhas selas” foi usada em sentido denotativo.
IV. "A vida toda trabalhei. Nunca tive férias” constitui uma referência à vida das mulheres no Brasil.
V. De acordo com as informações do texto, Helena foi morar na tenda de seu pai aos 16 anos.
VI. "Não queria trabalhar na tenda porque tinha muito homem e isso me incomodava” constitui uma referência ao machismo.
São verdadeiras:
Coesão textual são os mecanismos linguísticos que permitem uma conexão lógico-semântica entre as partes de um texto. Nesse sentido, analise o trecho abaixo e assinale a alternativa que apresenta o tipo de coesão empregado.
Machado de Assis é considerado o maior escritor brasileiro. O carioca nasceu no dia 21 de junho de 1839 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 29 de setembro de 1908. Gênio maior de nossas letras, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
Considerando aspectos semânticos do texto, leia as assertivas:
I. São sinônimos de vazias, os vocábulos carregadas e cheias.
II. São antônimos de maravilhado, os vocábulos indiferente e desapontado.
III. O vocábulo então poderia ser substituído, sem alterar o sentido expresso no texto, por mas.
Pode-se afirmar que: