Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Ano: 2022 Banca: FADENOR Órgão: Prefeitura de Dores de Guanhães - MG Provas: FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Fiscal de Tributos e Taxas | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Fisioterapeuta | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Psicólogo | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Contador | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Enfermeiro | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Professor de Educação Especial | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Engenheiro Civil | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Nutricionista | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Engenheiro Agrônomo | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Professor de Educação Física | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Professor Eventual | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Médico Clínico Geral | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Fonoaudiólogo | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Cirurgião Dentista | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Farmacêutico | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Farmacêutico Bioquímico | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Assistente Social | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Arquivista | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Advogado | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Analista de Planejamento e Orçamento |
Q2027154 Português

Pensando em desistir?


            Todos nós podemos explicar e até justificar os nossos fracassos. Os motivos para que determinada empreitada não vingue são abundantes. Conheci inúmeros empreendedores que fracassaram. Nossas conversas mostraram as causas do insucesso. Em alguns casos, havia sido a falta de capital. Em outros, os sucessivos planos econômicos. Não faltaram aqueles que culparam a concorrência “desonesta” dos chineses e até a falta de sorte. Como contestar esses fatos tão evidentes?

            Embora cada um tenha explicações razoáveis, a pergunta que deve ser feita é esta: “Será que tentaram tudo o que estava ao seu alcance para resolver seus problemas?”.

            Será que insistiram uma, duas, três, vinte, trinta vezes? Quem sabe 50 vezes ou mais. É muito? Mas quem disse que os resultados são encontrados nas primeiras tentativas?

         Muitos vencedores se depararam com a solução que procuravam após insistirem quase no limite de suas forças. Olharam para frente e viram todas as saídas obstruídas. Mesmo assim, foram experimentando uma a uma até descobrirem, quase no final da peregrinação, aquela que estava aberta.


Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/analise. Acesso em: 12 jun. 2022. Adaptado

Considere o trecho “Embora cada um tenha explicações razoáveis, a pergunta que deve ser feita é esta: ‘Será que tentaram tudo o que estava ao seu alcance para resolver seus problemas?’”.
Sobre a organização morfossintática do texto, analise as afirmativas a seguir.

I. A conjunção subordinativa adverbial “embora” insere no trecho uma ideia de concessão.
II. A vírgula foi usada depois de “razoáveis” para intercalar uma oração adverbial antecipada. III. O pronome demonstrativo e coesivo “esta” poderia, com correção, ser substituído por “essa”. IV. O termo “o”, antes do “que”, foi usado como um pronome demonstrativo, significando “aquilo”. V. A forma verbal “tenha” foi empregada estabelecendo relação com o uso do termo “embora”

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FADENOR Órgão: Prefeitura de Dores de Guanhães - MG Provas: FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Fiscal de Tributos e Taxas | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Fisioterapeuta | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Psicólogo | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Contador | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Enfermeiro | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Professor de Educação Especial | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Engenheiro Civil | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Nutricionista | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Engenheiro Agrônomo | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Professor de Educação Física | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Professor Eventual | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Médico Clínico Geral | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Fonoaudiólogo | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Cirurgião Dentista | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Farmacêutico | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Farmacêutico Bioquímico | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Assistente Social | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Arquivista | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Advogado | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Analista de Planejamento e Orçamento |
Q2027149 Português

Você é feliz no seu trabalho?


        Tenho percebido, nos últimos tempos, índices muito altos de pedidos de demissão. O que antigamente eram reclamações corriqueiras, hoje viraram razões concretas para esses pedidos. Motivados por insatisfações com a remuneração, cultura da empresa, atitudes da liderança, eminência de burnout e pela filosofia de que podemos trabalhar com o que gostamos, centenas de milhares de brasileiros deixaram os seus empregos nos últimos meses. Isso nos traz uma sensação de liberdade. Entretanto, quando cruzamos essa linha, nos deparamos com uma pergunta inevitável: “E agora?” [...]

        De forma concreta, não sabemos aonde essa vontade de mudar de emprego vai nos levar. O que sabemos, sim, é que mudanças desse tipo, por muitas vezes, depois de um tempo, colocam-nos no mesmo lugar de insatisfação profissional do qual partimos. Criamos, assim, um ciclo sem fim, que só pode ser interrompido com um olhar profundo sobre as nossas carreiras.

        Sem esse olhar, seguiremos fugindo, buscando soluções milagrosas para que o trabalho seja mais prazeroso e nos traga felicidade, quando, na verdade, em grande parte das vezes, a possibilidade de um trabalho que nos ofereça uma vida feliz já está ao nosso alcance, mas ainda não conseguimos encontrar [...].

Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/analise. Acesso em: 12 jun. 2022. Adaptado

Considere o período retirado do texto: “De forma concreta, não sabemos aonde essa vontade de mudar de emprego vai nos levar.”
Sobre a organização morfossintática desse trecho, é CORRETO afirmar que

 I. a vírgula, conforme a norma, foi usada para intercalar a expressão adverbial de modo antecipada.  II. o termo “aonde” foi usado facultativamente, pois poderia ser substituído, com correção, por “onde”. III. o pronome “essa” foi usado como um elemento de coesão, uma vez que retoma uma ideia anterior. IV. o pronome pessoal oblíquo “nos”, segundo a norma, poderia ser colocado depois do verbo “levar”. V. a forma “nos vai levar” poderia ter sido empregada, embora esse uso não seja o mais recorrente.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Ano: 2022 Banca: CMM - Concursos e Seletivos Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC Provas: FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Auxiliar de Sala | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Geografia | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Inglês | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Libras | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Matemática | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Supervisor Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Orientador Educacional | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Administrador Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Infantil | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Especial | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Ciências | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Física | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Espanhol | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Geografia | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de História | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Inglesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Portuguesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Matemática |
Q2027115 Português
Analise as afirmativas abaixo.
1. Em “Sua boca é um cadeado e meu corpo é uma fogueira” (Chico Buarque), temos presença de metáfora.
2. Em “Embora tenhamos cumplicidade, não podemos revelar nossos segredos”, temos uma coesão estabelecida por conjunção que denota sentido de concessão em oposição à oração principal.
3. Em ” Tristeza não tem fim/Felicidade sim (…)” (Vinícius de Moraes), temos o uso de paradoxo, nas palavras: “tristeza e felicidade”.
4. Em “José chegou triste! Não lhe faltou consolo” não há o uso de elemento para estabelecer coesão. As orações estão apenas justapostas.
5. Em “Seu olhar era doce e macio!”, as palavras “doce e macio” emprestam à frase uma figura de linguagem chamada sinestesia.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: CMM - Concursos e Seletivos Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC Provas: FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Auxiliar de Sala | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Geografia | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Inglês | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Libras | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Matemática | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Supervisor Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Orientador Educacional | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Administrador Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Infantil | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Especial | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Ciências | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Física | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Espanhol | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Geografia | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de História | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Inglesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Portuguesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Matemática |
Q2027109 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.

Tempere o frango com alho, o sal e a pimenta. Espalhe maionese nas superfícies (todas) de cada pedaço de frango.

Passe na farinha de rosca, frite-o em óleo, dourando por igual. Retire e coloque sobre papel absorvente.

(Virgínia Cavalcanti in Manual de assaltante de geladeira)
Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Q2026895 Português
  Leia o texto, para responder à questão.     

        “Imagine que você tem uma conta corrente no coração de cada pessoa com quem se relaciona. Cada vez que você faz uma coisa boa para ela, você ganha crédito. Cada vez que ela faz algo para você, realiza um débito. Como está seu saldo nessas contas?” Assim falava o homem da TV, uma espécie de palestra motivacional. Ou desmotivacional, porque mal comecei a vislumbrar meus extratos nos corações alheios e percebi que estava próximo à bancarrota.

        Houve um tempo em que eu tinha tempo de sobra, e gastava-o a meu bel-prazer. Uma noite, saía com os amigos. Na outra encontrava a namorada. Um conhecido publicava um livro, lá ia eu, se estivesse a fim. Era eu feliz e não sabia: vivia no azul nos peitos de todo mundo e dormia o sono dos justos.

      Não sei exatamente quando os negócios desandaram. Acho que foi lá por 2004, ano em que comecei a trabalhar muito e gastar o pequeno crédito que havia conquistado.

      “Pedrão, valeu pelo convite, mas tenho que terminar a crônica!” Mãe, não consigo almoçar nesse domingo, tenho que agilizar o romance.” Aos poucos, fui parar no cheque especial.

      Caro leitor, não quero passar a ideia, muitíssimo equivocada, de que sou uma pessoa esnobe e reclusa, que prefere a companhia dos livros _____________. Gosto dos outros. O problema sou eu mesmo, que, com a minha inépcia na economia dos afetos, não consigo mais pensar em que amigo gostaria de ver, mas qual deles, caso eu não encontre, mandará nossa amizade para o Serasa.

      O problema das grandes dívidas é que, a partir de uma certa quantia, já não se consegue mais amortizá-la, apenas pagar os juros.

(Antonio Prata. Meio intelectual, meio de esquerda.
São Paulo: Editora 34, 2010. Adaptado)
O sentido de explicação introduzido pelos dois-pontos na frase – Era eu feliz e não sabia: vivia no azul nos peitos de todo mundo… – permanece preservado com a substituição deles pelo termo destacado em: 
Alternativas
Q2026466 Português
A lixeira

     Um dia, quando lhe perguntarem onde é que nasceu, a moça poderá responder, sorrindo: “na lixeira”. Pois realmente foi ali que a jogaram, entre cascas de banana e borra de café, para que não vivesse; e foi dali que a retiraram, viva, para que desse testemunho: até numa lixeira a vida pode começar.
     O suposto nascimento anterior, num quarto, não vale para essa menina da rua Pedro América; ele se consumou na clandestinidade, a contragosto da mãe, talvez sem que o pai tivesse notícia, e mesmo sem que a mãe tivesse notícia do pai. Não era desejado, não veio precedido de amor, mas de vergonha, medo, angústia, recriminação. Quem nasce sob tais condições negativas é como se não nascesse, e a lixeira foi o instrumento providencial que ocorreu à mãe dessa menina errada, para anular, em escala individual, o efeito da explosão demográfica. Enquanto não se decide a construção de crematórios para os que acabam regularmente, aí está, para os que começam irregularmente, o incinerador do lixo doméstico. Nem seria preciso queimar a menina, com os demais detritos da casa. A morte viria logo — necessária, oportuna, benfazeja.
     Mas, naquele dia, a lixeira reagiu de forma imprevista, abstendo-se de cumprir a missão que já tantas mães solteiras, desesperadas ou não, lhe confiaram. Ficou surda aos argumentos sociais, morais e econômicos que demonstram a inconveniência de salvar-se uma vida de origem equívoca e de custeio incerto. Guardou a menina como lixeira pode guardar, sem qualquer cuidado higiênico ou resquício de conforto, mas guardou-a. Não lhe abafou o chorinho com o desmoronamento de um pacote de restos de cozinha, ou a queda de uma lata vazia de pessegada sobre a cabeça. Na verdade, estimulou-a a chorar e bradar, dando-lhe ar pútrido e temperatura de fornalha, para que melhor protestasse e atraísse, pelo sofrimento revoltado, a atenção do faxineiro.
     E chegou o faxineiro e tirou daquelas entranhas estranhas a recém-nascida, como o obstetra faz o parto. Estava nascendo, na porcaria, uma criança; e outro menino não nasceu, faz muito tempo, num cocho de comida de animais, no estábulo, entre o farelo e o milho? A lixeira pode fazer as vezes de maternidade, berçário moderno para a vida que quer manifestar-se de qualquer modo e não encontra outra saída. O obscuro humanitarismo, a piedade e a simpatia dessa lixeira, não salvaram, criaram a vida. Foi lá que a criança verdadeiramente nasceu, quando os seres humanos, a ordem econômica e os últimos preconceitos lhe negaram ou lhe impediram a existência.
     A menina, mais tarde, poderá dizer com alegria reconhecida: “devo a vida a uma lixeira, foi nela que vim ao mundo”. E nós também devemos alguma coisa a essa lixeira: a lição de respeito à vida.

(Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão. In Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988. Adaptado.)
Dentre os termos destacados a seguir, pode-se afirmar que possui função que contribui para a coesão textual cuja finalidade é promover a manutenção do referente já introduzido no texto:
Alternativas
Q2026462 Português
A lixeira

     Um dia, quando lhe perguntarem onde é que nasceu, a moça poderá responder, sorrindo: “na lixeira”. Pois realmente foi ali que a jogaram, entre cascas de banana e borra de café, para que não vivesse; e foi dali que a retiraram, viva, para que desse testemunho: até numa lixeira a vida pode começar.
     O suposto nascimento anterior, num quarto, não vale para essa menina da rua Pedro América; ele se consumou na clandestinidade, a contragosto da mãe, talvez sem que o pai tivesse notícia, e mesmo sem que a mãe tivesse notícia do pai. Não era desejado, não veio precedido de amor, mas de vergonha, medo, angústia, recriminação. Quem nasce sob tais condições negativas é como se não nascesse, e a lixeira foi o instrumento providencial que ocorreu à mãe dessa menina errada, para anular, em escala individual, o efeito da explosão demográfica. Enquanto não se decide a construção de crematórios para os que acabam regularmente, aí está, para os que começam irregularmente, o incinerador do lixo doméstico. Nem seria preciso queimar a menina, com os demais detritos da casa. A morte viria logo — necessária, oportuna, benfazeja.
     Mas, naquele dia, a lixeira reagiu de forma imprevista, abstendo-se de cumprir a missão que já tantas mães solteiras, desesperadas ou não, lhe confiaram. Ficou surda aos argumentos sociais, morais e econômicos que demonstram a inconveniência de salvar-se uma vida de origem equívoca e de custeio incerto. Guardou a menina como lixeira pode guardar, sem qualquer cuidado higiênico ou resquício de conforto, mas guardou-a. Não lhe abafou o chorinho com o desmoronamento de um pacote de restos de cozinha, ou a queda de uma lata vazia de pessegada sobre a cabeça. Na verdade, estimulou-a a chorar e bradar, dando-lhe ar pútrido e temperatura de fornalha, para que melhor protestasse e atraísse, pelo sofrimento revoltado, a atenção do faxineiro.
     E chegou o faxineiro e tirou daquelas entranhas estranhas a recém-nascida, como o obstetra faz o parto. Estava nascendo, na porcaria, uma criança; e outro menino não nasceu, faz muito tempo, num cocho de comida de animais, no estábulo, entre o farelo e o milho? A lixeira pode fazer as vezes de maternidade, berçário moderno para a vida que quer manifestar-se de qualquer modo e não encontra outra saída. O obscuro humanitarismo, a piedade e a simpatia dessa lixeira, não salvaram, criaram a vida. Foi lá que a criança verdadeiramente nasceu, quando os seres humanos, a ordem econômica e os últimos preconceitos lhe negaram ou lhe impediram a existência.
     A menina, mais tarde, poderá dizer com alegria reconhecida: “devo a vida a uma lixeira, foi nela que vim ao mundo”. E nós também devemos alguma coisa a essa lixeira: a lição de respeito à vida.

(Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão. In Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988. Adaptado.)
No trecho “A morte viria logo — necessária, oportuna, benfazeja.(2º§), as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, sem alteração semântica, por:
Alternativas
Q2026140 Português
Texto 1

A Importância da Ciência, Tecnologia e Inovação


A ciência tem implicações para as questões que enfrentamos todos os dias, e embora a ciência não determine qual opção é a mais acertada, ela nos dá conhecimento e informação importantes para as nossas decisões. Lavar ou não lavar. Cento e setenta anos atrás, a lavagem das mãos não era um ritual de todos os dias — mesmo para os médicos que trabalhavam na morgue ou na maternidade! No entanto, desde então, os biólogos desenvolveram a teoria microbiana da doença, e a investigação mostrou que a lavagem das mãos evita a propagação de infeções. Um estudo de 2005 descobriu que promover a lavagem das mãos entre as crianças em regiões de baixos rendimentos poderia reduzir a incidência de doenças como a pneumonia em cinquenta por cento. Apesar de lavar as mãos poder parecer hoje em dia um simples hábito, é tão comum apenas porque o conhecimento científico tem realçado os seus benefícios.

     Tal como molda o seu processo pessoal de tomada de decisão, o conhecimento científico também influencia a formação de decisões políticas de regulamentação — e os resultados dessas decisões estão por toda a parte. A ciência não nos diz que devemos prevenir doenças, dar aviso prévio em caso de desastre, ou mesmo proteger o nosso planeta. As pessoas tomam essas decisões com base nos seus próprios valores, mas a partir do momento em que uma decisão é tomada, podemos usar o conhecimento científico para descobrir como atingir esse objetivo e quais serão as suas ramificações prováveis.
      A ciência toca muitos aspectos das nossas vidas: desde o corriqueiro (por exemplo, o saco de plástico onde se colocam as compras) até desenvolvimentos que mudam o mundo (por exemplo, a erradicação da varíola). E enquanto alguns dos impactos da ciência na sociedade podem não ser bênçãos evidentes, muitos são. Sem ciência, não teríamos conhecimentos básicos sobre promoção da saúde, segurança e gestão ambiental. Este conhecimento influencia o nosso processo de tomada de decisão tanto nosso pessoal como social. O conhecimento científico também é a base para o progresso tecnológico. Desde uma simples lâmpada até um computador complexo e o arroz geneticamente modificado — tudo isso são tecnologias feitas pelo homem baseadas no conhecimento científico básico.


NOVO, B. N. Disponível em: https://benignonovonovo.jusbrasil.com. br/artigos/845978281/a-importancia-da-ciencia-tecnologia-e-inovacao-para-a-sociedade. Publicado em 2020. Acesso em: 02 de nov. 2022. Fragmento adaptado.
Assinale a frase que apresenta falta de paralelismo sintático.
Alternativas
Q2025663 Português

Texto 01


Nem toda zona de conforto é ruim


    Um dia, não sei quando nem sei quem, alguém inventou em algum lugar que, para conseguir qualquer coisa na vida, é preciso “sair da zona de conforto”. A frase ganhou o mundo e se tornou um símbolo do anticonformismo, do esforço desmedido, da superação pessoal e profissional e até do empreendedorismo. Segundo sua lógica peculiar, só entra no reino dos céus quem sai da zona de conforto. 
     Como todo símbolo, esse clichê também caiu na armadilha de encerrar uma verdade. E verdades encerradas não se abrem para a saúde exuberante das dúvidas. Não são afeitas à liberdade infantil do pensamento. De tão óbvia, uma verdade absoluta não admite questionamentos.
    É claro que toda conquista requer algum tipo de esforço, que todo sucesso é resultado do empenho de cada um, de sua capacidade de vencer dificuldades. Ninguém contesta que o movimento gera força e, com força, a gente cresce. Inegável que ficar parado, esperando cair do céu o que se deseja, nunca vai dar em nada. Daí a condenar o conforto como algo de que se deve fugir, classificá-lo como uma zona fantasma onde se arrasta uma comunidade de preguiçososB Isso sempre me pareceu um pouquinho demais. Porque o significado de conforto não pode ser reduzido àquele que vem do latim, da palavra cumfortare, vinda por sua vez de cum-fortis, de alívio da dor. [...]
     Essa tal zona de conforto, pegajosa e limitante, talvez traduza o que seja a suposta segurança da casa dos pais, de onde uma hora os filhos devem sair para construírem suas próprias vidas, suas histórias, suas carreiras, suas famílias. É o tal emprego que já não oferece mais nada além de mera subsistência e, por isso, gera angústia e infelicidade. É o relacionamento amoroso que de amor já não tem mais nada. [...] O que se convencionou chamar de “zona de conforto” é todo canto físico e mental dos quais alguém não consegue sair por conveniência, por inércia, por falta de ambição, por medo ou por tudo isso junto. Isso é estar parado. Acontece que nem todo conforto paralisa. Compreendo o propósito de quem continua apregoando que é preciso sair da zona de conforto. Mas acho que passou da hora de virar esse disco. A tão temida zona de conforto não é um lugar de onde se deve sair. É o lugar para onde todos devemos voltar! [...] 
     Será que essa obrigação desmedida de escapar de um lugar que nem todo mundo sabe o que é, a qual é repetida sem filtro nem reflexão nas escolas, nas empresas, nas famílias, não formou uma geração inteira de pessoas desconfortáveis com o que fazem, com o que têm, com o que são? Será que, em meio a tantas palestras, livros, filmes e cursos sobre sair da zona de conforto, não sobram três minutinhos para pensarmos com honestidade sobre o que queremos das nossas próprias vidas antes que alguém repita que é preciso sair da zona de conforto? E será possível que toda pessoa boa desejando um cadinho de conforto nesse mundo, um pouquinho de aconchego e descanso, um mínimo percentual de tranquilidade em meio à rotina de trabalho intenso a que todos estamos sujeitos, seja gratuitamente eleita como simplesmente acomodada? [...]  
     Honestamente, eu acho que pessoas motivadas a trabalhar duro para merecerem seu espaço no mundo, e que esse espaço seja bonito, aconchegante e espaçoso para todos os seus sonhos, são verdadeiras fábricas de felicidade e realização. Não sei você, mas eu quero mesmo é voltar à minha zona de conforto. Eu mereço e trabalho muito para me sentir confortável com minhas escolhas, com minha família, com meu jeito de estar no mundo, com todos os desafios que a vida me apresenta todos os dias. E com todo o trabalho intenso que tudo isso representa.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/. Acesso em: 11 jun. 2022. Adaptado. 
Considere o trecho “Isso sempre me pareceu um pouquinho demais. Porque o significado de conforto não pode ser reduzido àquele que vem do latim [...]”
Sobre a organização morfossintática do trecho acima, analise as afirmativas a seguir.
I. O pronome demonstrativo “isso” foi usado como um elemento de coesão e remete a uma afirmação que está posposta a ele. II. A conjunção “Porque” poderia ser sido substituída por “entretanto”, sem que houvesse alteração semântica no trecho. III. A posição proclítica do pronome “me” é obrigatória segundo a norma, uma vez que o advérbio “sempre” é uma palavra atrativa. IV. O sinal indicativo de crase usado na palavra “àquele” se justifica pela fusão de a (preposição) com o “a” (artigo feminino). V. O ponto final depois de “demais” poderia ser substituído por vírgula, e a palavra “Porque” teria sua letra inicial minúscula.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q2024215 Português

Leia o texto para responder a questão.


        A vastidão de conteúdos da internet pode encolher ou aumentar de acordo com a língua com que o usuário escolhe navegar. É o que mostra um relatório inédito da desigualdade linguística da internet no mundo: para usar as 39 plataformas analisadas, que incluem Wikipedia, YouTube e Facebook, 90% dos africanos e asiáticos dependem de uma segunda língua.

         Segundo o relatório, mais de três quartos dos internautas navegam em apenas dez idiomas. São 25,9% os que o fazem em inglês e 19,4% os que escolhem alguma língua da família do chinês, como o mandarim. O terceiro grupo do ranking, o de falantes de espanhol, cai mais de dez pontos percentuais, concentrando apenas 7,9% dos internautas. São 3,7% os que usam português na internet, o que coloca o grupo na sexta posição.

        O conteúdo oferecido na internet segue uma lógica parecida – as línguas coloniais europeias são as predominantes. A Wikipedia, espécie de enciclopédia on-line e colaborativa, está disponível em mais de 300 línguas, mas, em apenas 20 delas, a plataforma comporta mais de 1 milhão de artigos. As que sustentam mais de 100 mil são apenas 70.

        “Informações sobre lugares na Europa e na América do Norte são altamente detalhadas, enquanto várias outras regiões do mundo são relativamente sub-representadas, especialmente locais da África, parte da Ásia e outras regiões do Sul Global”, diz trecho do relatório.

        Essa desigualdade pode levar à paradoxal situação de um usuário ter que mudar a língua usada na pesquisa para saber mais sobre o próprio país.

        “Apesar dos esforços para examinar a cobertura do zulu e do xhosa, línguas faladas na África do Sul, e do guarani, no Paraguai, essas línguas praticamente não estão representadas no Google Maps, a despeito de serem faladas por milhões”, conclui o relatório.

        Na contramão do observado no estudo, segundo o relatório, a tecnologia poderia ajudar a preservar idiomas que correm risco de extinção, situação de 40% das 7000 línguas atuais.


(Daniela Arcanjo. Línguas minoritárias enfrentam apagão na internet. www1.folha.uol.com.br, 23.02.2022. Adaptado)

No trecho “São 3,7% os que usam português na internet, o que coloca o grupo na sexta posição” (2º  parágrafo), o vocábulo em destaque refere-se a
Alternativas
Q2024037 Português

Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


De repente, 60!

[...]

      São necessários informação e preparo para o amadurecimento, o que inclui planejamento financeiro, fortalecimentos físico e mental, além de nutrir uma vida social que faça bem à alma. A jornada do envelhecimento será diferente para cada um de nós e, quanto mais cedo nos dermos conta de que nossas escolhas diárias são determinantes nesse processo, mais ativos seremos ao logo de nossas vidas. Caso você queira assumir as rédeas de seu projeto de envelhecimento, trago aqui dois aspectos fundamentais para depois refletirmos juntos.

          Deseje envelhecer. Agradeça a cada ano novo que chega. Comemore a sua idade. Afinal, se você está envelhecendo, é sinal de que tudo está indo bem. Não queira aparentar outra idade que não a sua – em sua melhor forma. Simone de Beauvoir nos anos 1970 já dizia: “Não reconhecemos a velhice em nós, nem sequer paramos para observá-la, somente a vemos nos outros, mesmo que estes possuam a mesma idade que nós.” Vire o jogo: seja o melhor exemplo da sua idade e inspire outras pessoas a chegarem lá, como você chegou.

       Preserve sua autonomia e sua independência até o fim da vida. De forma superficial, esses dois conceitos podem ser bastante parecidos, porém, ao envelhecer, veremos o quanto eles são complementares. Autonomia é ter o seu desejo preservado; já a independência é a capacidade física e cognitiva de executá-lo. Autonomia é, por exemplo, querer envelhecer em sua própria casa; independência é poder morar sozinho, realizando suas atividades diárias sem precisar de ajuda.

        Quem tem consciência de que aos 50 anos pode estar apenas na metade de sua vida poderá se planejar para não apenas viver mais, mas também viver melhor. Não existe uma fórmula pronta para o envelhecimento consciente e ativo; é preciso que cada um construa o seu projeto personalizado.

(POMI, Candice. Disponível em: @beyond.age. Acesso em: 18/07/20. Adaptado.)

Em relação aos recursos linguísticos utilizados, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q2024030 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.

Os filhos do sim

[...]
         Os jovens de hoje formam uma geração que pode tudo, com acesso livre a todas as informações, que têm diante de si enorme variedade de ofertas de consumo. Biscoitos, por exemplo, antigamente só havia dois ou três tipos de biscoito doce. Hoje, em qualquer lojinha de posto de gasolina, há prateleiras inteiras de biscoitos de todos os tipos: recheados ou não, com chocolate amargo ou de leite, com nozes ou passas, tudo. Biscoitos demais. Mas, para quê? Inútil paisagem. Não se pode comer. E quem proíbe? São eles mesmos, os jovens.
      Eles mesmos inventaram aquilo que não se pode fazer. Precisaram criar suas próprias impossibilidades – talvez pelo excesso de vezes em que ouviram um sim dos pais. Porque o ser humano precisa do proibido. Então, agora é proibido comer, é proibido não ter músculos, é proibido ser feio, é proibido envelhecer. O padrão de beleza vigente é irreal. Parece ter sido criado apenas para fazer sofrer – pois é inalcançável. Qualquer mocinha que não viva à base de alface e água – a não ser as que, por natureza, tenham a sorte de ser excessivamente magras – vai se olhar no espelho e chorar porque não tem aquele aspecto de campo de concentração que se vê nos anúncios de moda (incluindo os olhares, tão tristes).
       É essa a vida dos jovens hoje. Coitados. São filhos do sim.

(SEIXAS, Heloísa. O amigo do vento. São Paulo: Moderna, 2015. Adaptado.)
Sobre o sentido de trechos do texto, marque V para a relação semântica adequada e F para a inadequada.
( ) Inútil paisagem. → Refere-se às prateleiras com variedade grande de biscoitos que os jovens se proíbem de consumir.
( ) Então, agora é proibido comer, é proibido não ter músculos, é proibido ser feio, é proibido envelhecer. → Refere-se aos tipos de elementos que hoje caracterizam o padrão de beleza.
( ) Qualquer mocinha que não viva à base de alface e água → Refere-se às jovens cuja dieta alimentícia é drástica.
( ) não tem aquele aspecto de campo de concentração → Refere-se a quem se encontra bem alimentada e alegre.
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q2019833 Português
O termo “aquele” (linha 21) 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Joinville - SC Provas: CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Educação Infantil | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Educação Infantil e Ensino Fundamental - Especialidade: Educação Física | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - 1 ao 5 Ano Ensino Fundamental - Séries Iniciais | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Ensino Fundamental - Especialidade: Lingua Inglesa | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Especialidade: Arte | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Ciências | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Ciências da Religião | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: História | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Matemática | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor Bilingue Libras | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Língua Portuguesa |
Q2019628 Português
Texto CB1A1

     Vivemos em um contexto de profundas mudanças societárias que refletem diretamente na vida dos indivíduos e presenciamos uma desigualdade social cada vez mais acentuada. É justamente nessa conjuntura de profundas mudanças sociais, de mutações do mundo do trabalho e acirramento da questão social que necessitamos compreender o sistema educacional e suas implicações no cotidiano escolar, permeado de conflitos oriundos dos diferentes sujeitos que o compõem.    

     As novas configurações da sociedade no sistema capitalista — que repercutem diretamente nos mais diferentes espaços da vida cotidiana — são, na realidade, reflexos do agravamento da questão social: a produção social é cada vez mais coletiva, o trabalho torna-se mais amplamente social, enquanto a apropriação de seus frutos se mantém privada, monopolizada por apenas uma parte da sociedade.

     A educação é um processo que se desenvolve historicamente, num tempo dinâmico e num espaço que sofre transformações constantes, tendo como característica a preocupação com a formação do ser humano em sua plenitude, com a perspectiva de transformar a sociedade em benefício de seus sujeitos. Entendendo-se a educação como componente de um contexto histórico-social, o trabalho dos diferentes profissionais nesse espaço sócio-ocupacional deve ser realizado com uma visão totalizadora da realidade social, a partir de uma concepção crítica das questões inerentes ao processo educacional e, consequentemente, à vida humana.

     Ora, se a educação deve ser compreendida dentro de um contexto histórico-social, as diferentes áreas e profissões cuja atuação se desenvolve na efetivação dessa política social necessitam de estratégias de ação com o objetivo de estimular o processo de conscientização dos indivíduos numa perspectiva transformadora da realidade.

     A educação em sua forma emancipadora pode ser vista como um instrumento de luta pelos direitos do cidadão, contribuindo para a formação de um sujeito crítico e consciente, um ser humano apto ao questionamento e à tomada de decisões. Assim, a escola seria o espaço capaz de produzir uma formação ampla para o indivíduo, auxiliando-o na construção do conhecimento e da convivência humana e social, política e cultural.

Cirlene Aparecida H. S. Oliveira. O significado do trabalho interdisciplinar na escola. In: Célia Maria David et al. (Orgs). Desafios contemporâneos da educação. 1 ed. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015, p. 238–239 (com adaptações)
Estariam mantidas a correção e a coerência das ideias do texto CB1A1 caso
Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Joinville - SC Provas: CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Educação Infantil | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Educação Infantil e Ensino Fundamental - Especialidade: Educação Física | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - 1 ao 5 Ano Ensino Fundamental - Séries Iniciais | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Ensino Fundamental - Especialidade: Lingua Inglesa | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Especialidade: Arte | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Ciências | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Ciências da Religião | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: História | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Matemática | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor Bilingue Libras | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Joinville - SC - Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Língua Portuguesa |
Q2019627 Português
Texto CB1A1

     Vivemos em um contexto de profundas mudanças societárias que refletem diretamente na vida dos indivíduos e presenciamos uma desigualdade social cada vez mais acentuada. É justamente nessa conjuntura de profundas mudanças sociais, de mutações do mundo do trabalho e acirramento da questão social que necessitamos compreender o sistema educacional e suas implicações no cotidiano escolar, permeado de conflitos oriundos dos diferentes sujeitos que o compõem.    

     As novas configurações da sociedade no sistema capitalista — que repercutem diretamente nos mais diferentes espaços da vida cotidiana — são, na realidade, reflexos do agravamento da questão social: a produção social é cada vez mais coletiva, o trabalho torna-se mais amplamente social, enquanto a apropriação de seus frutos se mantém privada, monopolizada por apenas uma parte da sociedade.

     A educação é um processo que se desenvolve historicamente, num tempo dinâmico e num espaço que sofre transformações constantes, tendo como característica a preocupação com a formação do ser humano em sua plenitude, com a perspectiva de transformar a sociedade em benefício de seus sujeitos. Entendendo-se a educação como componente de um contexto histórico-social, o trabalho dos diferentes profissionais nesse espaço sócio-ocupacional deve ser realizado com uma visão totalizadora da realidade social, a partir de uma concepção crítica das questões inerentes ao processo educacional e, consequentemente, à vida humana.

     Ora, se a educação deve ser compreendida dentro de um contexto histórico-social, as diferentes áreas e profissões cuja atuação se desenvolve na efetivação dessa política social necessitam de estratégias de ação com o objetivo de estimular o processo de conscientização dos indivíduos numa perspectiva transformadora da realidade.

     A educação em sua forma emancipadora pode ser vista como um instrumento de luta pelos direitos do cidadão, contribuindo para a formação de um sujeito crítico e consciente, um ser humano apto ao questionamento e à tomada de decisões. Assim, a escola seria o espaço capaz de produzir uma formação ampla para o indivíduo, auxiliando-o na construção do conhecimento e da convivência humana e social, política e cultural.

Cirlene Aparecida H. S. Oliveira. O significado do trabalho interdisciplinar na escola. In: Célia Maria David et al. (Orgs). Desafios contemporâneos da educação. 1 ed. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015, p. 238–239 (com adaptações)
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto CB1A1 caso se substituísse
Alternativas
Q2019156 Português
Texto CB2A1

    A estratégia de ensino-aprendizagem da leitura e escrita com base na abordagem da atitude leitora tem sido foco, nas duas últimas décadas, tanto de estudos e pesquisas acadêmicas quanto do interesse de organismos oficiais, materializados, por exemplo, por meio de projetos de formação continuada de professores da rede pública e pelos próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

     A experiência com o livro, instrumento da cultura humana a ser apropriado pelas crianças, carrega a possibilidade da apropriação estética na esfera das atividades literárias, o que permitirá o desenvolvimento, desde a primeira infância, de qualidades inerentes ao ato de ler, contribuindo para a constituição do futuro leitor.

     Conceber a humanização na infância por meio da literatura é saber que cada um se torna humano também a partir dessas aprendizagens já que as qualidades próprias do gênero humano estão “encarnadas” nos objetos culturais, materiais ou não materiais, cujas características impulsionam o desenvolvimento sociocultural das crianças e desnudam a elas a função de tais objetos — fator fundamental na experimentação dos pequenos.

     Assim, as crianças podem construir para a leitura um sentimento que as aproxime desse instrumento cultural essencial de apropriação da experiência humana acumulada, fonte do processo de humanização que cada indivíduo precisa vivenciar para formar para si as qualidades humanas em suas máximas possibilidades.

     Para tanto, as crianças precisam reconhecer e usar os livros tal qual o adulto, como leitor autônomo, o faz: ler procurando compreender as informações em textos verbais ou imagéticos. O mediador de leitura pode ler e contar histórias às crianças, o que será muito importante, no entanto será preciso que a criança realize, por ela própria, inicialmente, as ações externas com o objeto livro, tateando-o, experimentando-o; na sequência, imitando o adulto; mais adiante, levantando hipóteses de previsões de/na/pela leitura literária para ir construindo sua identidade como leitor.

     Esse sentido para a leitura — essa atitude leitora — acaba por criar na criança uma nova necessidade, qual seja a de ler para compreender o que se diz nos textos lidos. Por meio de experiências positivas de leitura — experimentadas desde os seus primeiros contatos com a cultura escrita —, as crianças passam a ser afetadas positivamente por elas e estabelecem para a leitura um sentido adequado a sua função. Frente a situações de leitura, com o desenvolvimento de sua atitude leitora, a criança tende a procurar compreender o que alguém lê e, mais tarde, o que ela própria lê.

     Desenvolvida na prática pedagógica, essa atitude leitora pode contribuir de maneira significativa, a um só tempo, para o ensino da leitura literária e para a formação de leitores autônomos.

Cyntia G. G. S. Girotto et al. Metodologias de ensino — Educação literária e o ensino da literatura: a abordagem das estratégias de leitura na formação de professores e crianças. In: Célia Maria David et al. (Orgs). Desafios contemporâneos da educação. 1.ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015, p 279–282 (com adaptações).
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto CB2A1 caso se substituísse
Alternativas
Q2019151 Português
Texto CB2A1

    A estratégia de ensino-aprendizagem da leitura e escrita com base na abordagem da atitude leitora tem sido foco, nas duas últimas décadas, tanto de estudos e pesquisas acadêmicas quanto do interesse de organismos oficiais, materializados, por exemplo, por meio de projetos de formação continuada de professores da rede pública e pelos próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

     A experiência com o livro, instrumento da cultura humana a ser apropriado pelas crianças, carrega a possibilidade da apropriação estética na esfera das atividades literárias, o que permitirá o desenvolvimento, desde a primeira infância, de qualidades inerentes ao ato de ler, contribuindo para a constituição do futuro leitor.

     Conceber a humanização na infância por meio da literatura é saber que cada um se torna humano também a partir dessas aprendizagens já que as qualidades próprias do gênero humano estão “encarnadas” nos objetos culturais, materiais ou não materiais, cujas características impulsionam o desenvolvimento sociocultural das crianças e desnudam a elas a função de tais objetos — fator fundamental na experimentação dos pequenos.

     Assim, as crianças podem construir para a leitura um sentimento que as aproxime desse instrumento cultural essencial de apropriação da experiência humana acumulada, fonte do processo de humanização que cada indivíduo precisa vivenciar para formar para si as qualidades humanas em suas máximas possibilidades.

     Para tanto, as crianças precisam reconhecer e usar os livros tal qual o adulto, como leitor autônomo, o faz: ler procurando compreender as informações em textos verbais ou imagéticos. O mediador de leitura pode ler e contar histórias às crianças, o que será muito importante, no entanto será preciso que a criança realize, por ela própria, inicialmente, as ações externas com o objeto livro, tateando-o, experimentando-o; na sequência, imitando o adulto; mais adiante, levantando hipóteses de previsões de/na/pela leitura literária para ir construindo sua identidade como leitor.

     Esse sentido para a leitura — essa atitude leitora — acaba por criar na criança uma nova necessidade, qual seja a de ler para compreender o que se diz nos textos lidos. Por meio de experiências positivas de leitura — experimentadas desde os seus primeiros contatos com a cultura escrita —, as crianças passam a ser afetadas positivamente por elas e estabelecem para a leitura um sentido adequado a sua função. Frente a situações de leitura, com o desenvolvimento de sua atitude leitora, a criança tende a procurar compreender o que alguém lê e, mais tarde, o que ela própria lê.

     Desenvolvida na prática pedagógica, essa atitude leitora pode contribuir de maneira significativa, a um só tempo, para o ensino da leitura literária e para a formação de leitores autônomos.

Cyntia G. G. S. Girotto et al. Metodologias de ensino — Educação literária e o ensino da literatura: a abordagem das estratégias de leitura na formação de professores e crianças. In: Célia Maria David et al. (Orgs). Desafios contemporâneos da educação. 1.ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015, p 279–282 (com adaptações).
A respeito do emprego e da correlação de tempos e modos verbais no texto CB2A1, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q2019149 Português
Texto CB2A1

    A estratégia de ensino-aprendizagem da leitura e escrita com base na abordagem da atitude leitora tem sido foco, nas duas últimas décadas, tanto de estudos e pesquisas acadêmicas quanto do interesse de organismos oficiais, materializados, por exemplo, por meio de projetos de formação continuada de professores da rede pública e pelos próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

     A experiência com o livro, instrumento da cultura humana a ser apropriado pelas crianças, carrega a possibilidade da apropriação estética na esfera das atividades literárias, o que permitirá o desenvolvimento, desde a primeira infância, de qualidades inerentes ao ato de ler, contribuindo para a constituição do futuro leitor.

     Conceber a humanização na infância por meio da literatura é saber que cada um se torna humano também a partir dessas aprendizagens já que as qualidades próprias do gênero humano estão “encarnadas” nos objetos culturais, materiais ou não materiais, cujas características impulsionam o desenvolvimento sociocultural das crianças e desnudam a elas a função de tais objetos — fator fundamental na experimentação dos pequenos.

     Assim, as crianças podem construir para a leitura um sentimento que as aproxime desse instrumento cultural essencial de apropriação da experiência humana acumulada, fonte do processo de humanização que cada indivíduo precisa vivenciar para formar para si as qualidades humanas em suas máximas possibilidades.

     Para tanto, as crianças precisam reconhecer e usar os livros tal qual o adulto, como leitor autônomo, o faz: ler procurando compreender as informações em textos verbais ou imagéticos. O mediador de leitura pode ler e contar histórias às crianças, o que será muito importante, no entanto será preciso que a criança realize, por ela própria, inicialmente, as ações externas com o objeto livro, tateando-o, experimentando-o; na sequência, imitando o adulto; mais adiante, levantando hipóteses de previsões de/na/pela leitura literária para ir construindo sua identidade como leitor.

     Esse sentido para a leitura — essa atitude leitora — acaba por criar na criança uma nova necessidade, qual seja a de ler para compreender o que se diz nos textos lidos. Por meio de experiências positivas de leitura — experimentadas desde os seus primeiros contatos com a cultura escrita —, as crianças passam a ser afetadas positivamente por elas e estabelecem para a leitura um sentido adequado a sua função. Frente a situações de leitura, com o desenvolvimento de sua atitude leitora, a criança tende a procurar compreender o que alguém lê e, mais tarde, o que ela própria lê.

     Desenvolvida na prática pedagógica, essa atitude leitora pode contribuir de maneira significativa, a um só tempo, para o ensino da leitura literária e para a formação de leitores autônomos.

Cyntia G. G. S. Girotto et al. Metodologias de ensino — Educação literária e o ensino da literatura: a abordagem das estratégias de leitura na formação de professores e crianças. In: Célia Maria David et al. (Orgs). Desafios contemporâneos da educação. 1.ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015, p 279–282 (com adaptações).
Considerando as relações coesivas do texto CB2A1, assinale a opção em que há correta correspondência entre o elemento de coesão destacado e o termo ou expressão a que ele se refere.  
Alternativas
Q2019148 Português
Texto CB2A1

    A estratégia de ensino-aprendizagem da leitura e escrita com base na abordagem da atitude leitora tem sido foco, nas duas últimas décadas, tanto de estudos e pesquisas acadêmicas quanto do interesse de organismos oficiais, materializados, por exemplo, por meio de projetos de formação continuada de professores da rede pública e pelos próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

     A experiência com o livro, instrumento da cultura humana a ser apropriado pelas crianças, carrega a possibilidade da apropriação estética na esfera das atividades literárias, o que permitirá o desenvolvimento, desde a primeira infância, de qualidades inerentes ao ato de ler, contribuindo para a constituição do futuro leitor.

     Conceber a humanização na infância por meio da literatura é saber que cada um se torna humano também a partir dessas aprendizagens já que as qualidades próprias do gênero humano estão “encarnadas” nos objetos culturais, materiais ou não materiais, cujas características impulsionam o desenvolvimento sociocultural das crianças e desnudam a elas a função de tais objetos — fator fundamental na experimentação dos pequenos.

     Assim, as crianças podem construir para a leitura um sentimento que as aproxime desse instrumento cultural essencial de apropriação da experiência humana acumulada, fonte do processo de humanização que cada indivíduo precisa vivenciar para formar para si as qualidades humanas em suas máximas possibilidades.

     Para tanto, as crianças precisam reconhecer e usar os livros tal qual o adulto, como leitor autônomo, o faz: ler procurando compreender as informações em textos verbais ou imagéticos. O mediador de leitura pode ler e contar histórias às crianças, o que será muito importante, no entanto será preciso que a criança realize, por ela própria, inicialmente, as ações externas com o objeto livro, tateando-o, experimentando-o; na sequência, imitando o adulto; mais adiante, levantando hipóteses de previsões de/na/pela leitura literária para ir construindo sua identidade como leitor.

     Esse sentido para a leitura — essa atitude leitora — acaba por criar na criança uma nova necessidade, qual seja a de ler para compreender o que se diz nos textos lidos. Por meio de experiências positivas de leitura — experimentadas desde os seus primeiros contatos com a cultura escrita —, as crianças passam a ser afetadas positivamente por elas e estabelecem para a leitura um sentido adequado a sua função. Frente a situações de leitura, com o desenvolvimento de sua atitude leitora, a criança tende a procurar compreender o que alguém lê e, mais tarde, o que ela própria lê.

     Desenvolvida na prática pedagógica, essa atitude leitora pode contribuir de maneira significativa, a um só tempo, para o ensino da leitura literária e para a formação de leitores autônomos.

Cyntia G. G. S. Girotto et al. Metodologias de ensino — Educação literária e o ensino da literatura: a abordagem das estratégias de leitura na formação de professores e crianças. In: Célia Maria David et al. (Orgs). Desafios contemporâneos da educação. 1.ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015, p 279–282 (com adaptações).
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto CB2A1, caso a forma verbal “desnudam” (terceiro parágrafo) fosse substituída por
Alternativas
Q2018950 Português
Sem prejuízo dos sentidos do texto e de sua correção gramatical, 
Alternativas
Respostas
3241: A
3242: A
3243: D
3244: D
3245: A
3246: C
3247: B
3248: D
3249: C
3250: A
3251: B
3252: B
3253: E
3254: B
3255: B
3256: B
3257: A
3258: A
3259: E
3260: A