Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q4327483 Português

Texto II para responder a questão


Compreensão de texto está relacionada à baixa leitura


Para educadora, no Brasil há diminuição no número de leitores, inclusive dentro do ambiente escolar



    Um relatório do Banco Mundial apontou que o Brasil ainda levará 260 anos para atingir níveis de compreensão de leitura iguais aos de países ricos. Para índices de resolução de problemas de matemática, a previsão é de 75 anos. Para Filomena Elaine Paiva Assolini, doutora em Ciências, mestre em Psicologia e professora do Departamento de Educação, Informação e Comunicação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, os dados são assustadores, apesar de questionáveis.



    Na educação, o País avança, mas muito lentamente, segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Uma das grandes conquistas dos últimos anos foi a inserção da criança na escola. Ao mesmo tempo, os investimentos no ensino primário e na formação inicial e continuada dos professores são baixos, avalia Filomena.



    O problema mais grave está na interpretação de texto. Segundo a professora, o que ocorre no Brasil é uma diminuição no número de leitores, inclusive dentro do ambiente escolar. Nesse sentido, a capacitação do docente se coloca como central, já que são os professores que podem despertar o gosto e estimular os alunos à leitura, ensiná-los a ir além da decodificação dos símbolos e buscar novos sentidos na redação. Os problemas da educação se encontram na base e a responsabilidade é coletiva: cabe às gestões públicas, às escolas e às famílias a reversão desse quadro, conclui Filomena.



Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/compreensao-de-texto-esta-relacionada-a-baixa leitura/ 

No encerramento, o texto sustenta que a reversão do quadro depende de múltiplos atores e enfatiza o papel do professor na promoção do gosto pela leitura. Considerando a coerência interna do texto, assinale a alternativa que melhor expressa a proposta de enfrentamento do problema apresentada. 
Alternativas
Q4327482 Português

Texto II para responder a questão


Compreensão de texto está relacionada à baixa leitura


Para educadora, no Brasil há diminuição no número de leitores, inclusive dentro do ambiente escolar



    Um relatório do Banco Mundial apontou que o Brasil ainda levará 260 anos para atingir níveis de compreensão de leitura iguais aos de países ricos. Para índices de resolução de problemas de matemática, a previsão é de 75 anos. Para Filomena Elaine Paiva Assolini, doutora em Ciências, mestre em Psicologia e professora do Departamento de Educação, Informação e Comunicação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, os dados são assustadores, apesar de questionáveis.



    Na educação, o País avança, mas muito lentamente, segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Uma das grandes conquistas dos últimos anos foi a inserção da criança na escola. Ao mesmo tempo, os investimentos no ensino primário e na formação inicial e continuada dos professores são baixos, avalia Filomena.



    O problema mais grave está na interpretação de texto. Segundo a professora, o que ocorre no Brasil é uma diminuição no número de leitores, inclusive dentro do ambiente escolar. Nesse sentido, a capacitação do docente se coloca como central, já que são os professores que podem despertar o gosto e estimular os alunos à leitura, ensiná-los a ir além da decodificação dos símbolos e buscar novos sentidos na redação. Os problemas da educação se encontram na base e a responsabilidade é coletiva: cabe às gestões públicas, às escolas e às famílias a reversão desse quadro, conclui Filomena.



Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/compreensao-de-texto-esta-relacionada-a-baixa leitura/ 

O texto estabelece relação direta entre leitura, interpretação e formação docente, argumentando que os problemas educacionais se concentram na base do sistema. À luz desse argumento, assinale a alternativa que melhor sintetiza o núcleo explicativo apresentado para o problema da compreensão de texto no Brasil. 
Alternativas
Q4326914 Português
Leia o trecho a seguir, extraído do livro Autoimperialismo, de Benjamin Moser, para responder à questão.


Nenhum monumento do século XX foi mais espetacular do que Brasília, a capital jogada no meio do nada cinquenta anos atrás. E nenhum monumento, portanto, produziu efeitos tão paradoxais. Sua escala faraônica, sua ambição artística e seu impacto político imprimiram-lhe um encanto que nenhuma outra estrutura contemporânea jamais alcançou. A história de sua criação era, e é, fantástica. Ela não foi a primeira capital artificial. E depois dela muitas outras foram construídas.  
São palavras que no excerto remetem a “Brasília”, EXCETO:  
Alternativas
Q4326908 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    As regiões do cérebro não funcionam isoladamente. Elas agem em sincronia, às vezes formando padrões que se repetem em determinadas situações. Em exames de ressonância magnética funcional, é possível observar quais regiões da massa cinzenta estão mais ativas e identificar as combinações que se repetem. Esses padrões cerebrais são denominados redes neurais.
    Até 30 anos atrás, acreditava-se que o cérebro em descanso não seria lá muito relevante. Os estudos de ressonância magnética focavam em analisar as funções cerebrais durante a realização de alguma tarefa. Acontece que, no intervalo entre uma atividade e outra, enquanto o paciente estava sozinho com seus próprios pensamentos, um novo padrão começou a aparecer nos exames.
    Em outras palavras, certas partes do cérebro eram ativadas bem no momento em que a pessoa estava brisando. Essas regiões cerebrais eram as mesmas que ficavam em baixa durante a realização de atividades conscientes. Tal conjunto recebeu o nome de Rede de Modo Padrão (RMP), já que representaria o “padrão” da mente quando não estamos fazendo nada.
    Essa rede é considerada “oposta” à Rede de Atenção Dorsal, responsável por direcionar a atenção para tarefas externas. É que, na de Modo Padrão, a atenção está voltada para o mundinho interno. É quando temos reflexões sobre nós mesmos, planejamos o futuro e lembramos de memórias passadas.
    Um estudo de 2010 aponta que passamos metade do dia na rede padrão. Ela aparece principalmente durante atividades tão rotineiras que não exigem atenção externa, como tomar banho, lavar a louça ou pegar o ônibus para o trabalho. Se você sai do chuveiro sem ter certeza se passou o xampu, é porque sua atenção estava voltada para dentro de si.
    Não é à toa que ideias geniais ou perguntas instigantes surgem no banho. A psicologia chama isso de efeito de incubação – um processamento inconsciente de pensamentos que pode levar a insights criativos.
    Uma das maneiras mais comuns de medir a criatividade em estudos é por meio do teste de usos alternativos. Basicamente, os participantes devem pensar em usos não óbvios para objetos comuns (exemplo: esquentar um tijolo para usá-lo como aquecedor de pés). Pesquisas mostram que pessoas que realizam atividades pouco exigentes antes dos testes têm ideias mais criativas do que aquelas que fizeram tarefas exigentes.
    Estudos de imagem também já mostraram que a Rede de Modo Padrão está relacionada à criatividade. É por isso que, às vezes, uma caminhada na rua ajuda mais na resolução de um problema do que ficar batendo a cabeça na frente do computador. Se essa caminhada for preenchida com tempo no celular, no entanto, o cérebro não entra no devaneio característico da RMP. É preciso pensar na morte da bezerra de vez em quando.
    “O celular te dá aquele dropzinho de emoção, de dopamina. E esse susto te mantém ali acordado, com a atenção voltada para fora”, diz Dráulio Araújo, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN. “Você viaja muito pouco quando está no celular. É diferente de um livro, que não tem tanto estímulo e te permite divagar.”

Super Interessante, fevereiro de 2026. 
De acordo com o texto: 
Alternativas
Q4325831 Português
Durante uma atividade de produção textual, os estudantes escrevem uma carta destinada à direção da escola para apresentar propostas de melhoria do espaço escolar. Após a primeira versão, a professora promove leitura dos textos, discussão sobre clareza das ideias, organização das informações, adequação da linguagem e revisão das produções.

Considerando uma concepção processual de produção textual, a prática da professora:
Alternativas
Q4325234 Português

Leia o texto a seguir. 

Qual é a média de idade das seleções? E a mais caseira? Qual clube cede mais atletas à Copa?

A partir de 11 de junho, 1.248 jogadores disputarão a Copa do Mundo de 2026, com partidas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A lista ofi cial foi divulgada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) na terça-feira (2).

O amor dos atletas pela camisa que vestem vai além do local de nascimento. Segundo dados da Opta, empresa de estatísticas esportivas, coletados às 12h desta terça, 289 foram convocados por seleções que não são aquelas de seus países de origem. O grupo representa 23% dos chamados, quase um quarto.

A equipe de Curaçao é a que mais tem jogadores não nascidos no país. Dos 26 convocados, 25 nasceram na Holanda – que colonizou o território de 1634 até 1954. A ilha integrava as Antilhas Holandesas até 2010, quando tornou-se um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos.

Na República Democrática do Congo, 20 dos 26 não nasceram no país: são da França, da Bélgica, da Inglaterra e da Suíça.

A França é o país com mais atletas em diferentes seleções. Dos 97 jogadores, 22 defendem a camisa francesa, e outros 75 estão distribuídos em 12 equipes, sendo 13 na Argélia, 11 no Congo, 11 no Haiti e 10 em Senegal.

Apenas 8 das 48 seleções da Copa terão um time em que todos os jogadores nasceram no próprio território do país. É o caso do Brasil, com 26 convocados locais. O mesmo ocorre com Áustria, África do Sul, Colômbia, Suécia, República Tcheca, Arábia Saudita e Panamá.

A dupla nacionalidade é uma realidade para 549 atletas, 43,9% do total.

A Copa de 2026 conta com 416 competidores a mais do que a edição anterior. Isso porque o número de times cresceu de 32 para 48. E a Fifa manteve a quantidade de 26 nomes convocados por seleção — regra alterada na última Copa devido ao calor no Qatar e à pandemia de Covid-19; até 2018, eram 23.

Dentro dos 26 nomes de cada seleção, a distribuição dos atletas por posição é uma escolha estratégica. A Áustria, por exemplo, levará três pessoas para o ataque e 11 opções para o meio de campo. Gana, por sua vez, terá dez atacantes e quatro meias – há, claro, atletas versáteis, que conseguem jogar em mais de uma posição.

O Egito é o único país com quatro goleiros na disputa. As outras 47 seleções terão três nomes da posição.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/um-quarto-dos-convocadospara-o-mundial-defende-pais-em-que-nao-nasceu.shtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026

No trecho "Isso porque o número de times cresceu de 32 para 48" (8º parágrafo), a expressão destacada introduz uma informação que funciona como:
Alternativas
Q4325233 Português

Leia o texto a seguir. 

Qual é a média de idade das seleções? E a mais caseira? Qual clube cede mais atletas à Copa?

A partir de 11 de junho, 1.248 jogadores disputarão a Copa do Mundo de 2026, com partidas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A lista ofi cial foi divulgada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) na terça-feira (2).

O amor dos atletas pela camisa que vestem vai além do local de nascimento. Segundo dados da Opta, empresa de estatísticas esportivas, coletados às 12h desta terça, 289 foram convocados por seleções que não são aquelas de seus países de origem. O grupo representa 23% dos chamados, quase um quarto.

A equipe de Curaçao é a que mais tem jogadores não nascidos no país. Dos 26 convocados, 25 nasceram na Holanda – que colonizou o território de 1634 até 1954. A ilha integrava as Antilhas Holandesas até 2010, quando tornou-se um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos.

Na República Democrática do Congo, 20 dos 26 não nasceram no país: são da França, da Bélgica, da Inglaterra e da Suíça.

A França é o país com mais atletas em diferentes seleções. Dos 97 jogadores, 22 defendem a camisa francesa, e outros 75 estão distribuídos em 12 equipes, sendo 13 na Argélia, 11 no Congo, 11 no Haiti e 10 em Senegal.

Apenas 8 das 48 seleções da Copa terão um time em que todos os jogadores nasceram no próprio território do país. É o caso do Brasil, com 26 convocados locais. O mesmo ocorre com Áustria, África do Sul, Colômbia, Suécia, República Tcheca, Arábia Saudita e Panamá.

A dupla nacionalidade é uma realidade para 549 atletas, 43,9% do total.

A Copa de 2026 conta com 416 competidores a mais do que a edição anterior. Isso porque o número de times cresceu de 32 para 48. E a Fifa manteve a quantidade de 26 nomes convocados por seleção — regra alterada na última Copa devido ao calor no Qatar e à pandemia de Covid-19; até 2018, eram 23.

Dentro dos 26 nomes de cada seleção, a distribuição dos atletas por posição é uma escolha estratégica. A Áustria, por exemplo, levará três pessoas para o ataque e 11 opções para o meio de campo. Gana, por sua vez, terá dez atacantes e quatro meias – há, claro, atletas versáteis, que conseguem jogar em mais de uma posição.

O Egito é o único país com quatro goleiros na disputa. As outras 47 seleções terão três nomes da posição.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/um-quarto-dos-convocadospara-o-mundial-defende-pais-em-que-nao-nasceu.shtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026

“Segundo dados da Opta, empresa de estatísticas esportivas, coletados às 12h desta terça, 289 foram convocados por seleções que não são aquelas de seus países de origem” (2º parágrafo). Nesse trecho, o pronome em destaque estabelece uma relação direta de sentido com:
Alternativas
Q4325197 Português
Filantropia sem critério distribui privilégios, não
oportunidades


        Agosto, o mês da filantropia negra, convida o Brasil a responder a uma pergunta central para qualquer estratégia de investimento social: afinal, para que serve a filantropia? A resposta parece simples: a filantropia existe para reduzir desigualdades.

     Seu papel é ampliar oportunidades onde foram historicamente negadas, fortalecer organizações de transformação social e financiar soluções que nem Estado, nem mercado alcançam sozinhos. Se esse é o propósito, a lógica dita que, quanto maior for a desigualdade, maior é a prioridade do investimento.

   Na prática, a realidade é outra. Decisões de financiamento nascem de afinidades, interesses institucionais ou estratégias de reputação. Embora apoiar causas relevantes seja válido, o problema surge quando critérios subjetivos substituem a pergunta fundamental: onde este recurso produzirá maior impacto na redução das desigualdades?

     Nenhuma política pública séria ignora indicadores. A saúde baseia-se em dados epidemiológicos; a educação acompanha índices de aprendizagem que melhoram as condições de vida, a assistência social identifica vulnerabilidades. Se essas áreas pautam decisões em evidências, por que a filantropia opera de forma distinta?

       Proponho o termo "filantropia recreativa": um modelo que prioriza preferências de quem financia em vez de indicadores. Gera iniciativas importantes, mas frequentemente conforta consciências antes de enfrentar estruturas.

       O Brasil é exemplo dessa contradição. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), negros representam 56% da população e concentram os piores índices de pobreza, desemprego, insegurança alimentar e violência. Ainda assim, esses marcadores raramente ocupam o centro da definição de prioridades no investimento social.

      Ao escolher quem apoiar, definimos quais problemas serão enfrentados e quais ficarão à espera. O mês da filantropia negra deve ampliar esse debate, questionando não apenas que volume investido, mas o critério da decisão.

    Enquanto as preferências dos financiadores pesarem mais do que os indicadores produzidos pela sociedade, continuaremos praticando uma filantropia recreativa: generosa nas intenções, mas insuficiente para as desigualdades que justificam sua existência.


Guibson Trindade (adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/
2026/09/ - acesso em 01de setembro de 2026.
TODOS OS ELEMENTOS COESIVOS SEQUENCIAIS FORMAIS MARCADOS apresentam a função coesiva anafórica e, além disso, exercem também, uma função sintática na oração em que se inserem, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Araçás - BA Provas: SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Secretaria de Saúde | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Intérprete de Libras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Almoxarifado | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Secretário Escolar I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Municipal de Controle Interno | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Patrimônio | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Setor de Esportes, cultura e Lazer | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Auxiliar de Classe | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Ambiental | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal de Obras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Sanitário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico em Saúde Bucal | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Nutrição | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Enfermagem | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Assistência Social | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Contabilidade e Finanças | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Obras e Serviços de Engenharia | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Agrícola/Agropecuária | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Topógrafo |
Q4324797 Português

Leia o texto a seguir.


Brasileiros sacaram em abril R$ 482,8 milhões esquecidos em bancos


    Os brasileiros sacaram, em abril deste ano, R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários.


    Até abril, ainda havia R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque, mas, no mês passado, o governo federal transferiu parte dos recursos do SVR para o programa Desenrola Brasil 2.0. Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), fundo público que servirá como garantia para renegociação de dívidas no programa de combate à inadimplência.


    Os valores transferidos ao FGO ainda podem ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público deverá ser publicado para regulamentar o procedimento de contestação e devolução dos recursos.


    Após a publicação, os cidadãos terão prazo de 30 dias para pedir os valores transferidos ao fundo público. Caso não haja contestação, o dinheiro será incorporado definitivamente ao FGO.


    O SRV é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.


    Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas.


    Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução; além de informações de contato e outras adicionais. Para isso, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.


Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2026/06/1059916-brasileiros-

sacaram-em-abril-rs-4828-milhoes-esquecidos-em-bancos.html. Excerto

adaptado. Acesso em 11/06/2026

“Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas” (6º parágrafo). Nesse trecho, a vírgula após “consulta” foi empregada para:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Araçás - BA Provas: SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Secretaria de Saúde | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Intérprete de Libras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Almoxarifado | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Secretário Escolar I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Municipal de Controle Interno | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Patrimônio | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Setor de Esportes, cultura e Lazer | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Auxiliar de Classe | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Ambiental | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal de Obras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Sanitário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico em Saúde Bucal | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Nutrição | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Enfermagem | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Assistência Social | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Contabilidade e Finanças | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Obras e Serviços de Engenharia | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Agrícola/Agropecuária | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Topógrafo |
Q4324793 Português

Leia o texto a seguir.


Brasileiros sacaram em abril R$ 482,8 milhões esquecidos em bancos


    Os brasileiros sacaram, em abril deste ano, R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários.


    Até abril, ainda havia R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque, mas, no mês passado, o governo federal transferiu parte dos recursos do SVR para o programa Desenrola Brasil 2.0. Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), fundo público que servirá como garantia para renegociação de dívidas no programa de combate à inadimplência.


    Os valores transferidos ao FGO ainda podem ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público deverá ser publicado para regulamentar o procedimento de contestação e devolução dos recursos.


    Após a publicação, os cidadãos terão prazo de 30 dias para pedir os valores transferidos ao fundo público. Caso não haja contestação, o dinheiro será incorporado definitivamente ao FGO.


    O SRV é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.


    Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas.


    Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução; além de informações de contato e outras adicionais. Para isso, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.


Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2026/06/1059916-brasileiros-

sacaram-em-abril-rs-4828-milhoes-esquecidos-em-bancos.html. Excerto

adaptado. Acesso em 11/06/2026

“Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber” (7º parágrafo). Nesse trecho, o conectivo em destaque estabelece sentido de:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Araçás - BA Provas: SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Secretaria de Saúde | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Intérprete de Libras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Almoxarifado | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Secretário Escolar I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Municipal de Controle Interno | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Patrimônio | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Setor de Esportes, cultura e Lazer | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Auxiliar de Classe | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Ambiental | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal de Obras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Sanitário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico em Saúde Bucal | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Nutrição | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Enfermagem | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Assistência Social | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Contabilidade e Finanças | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Obras e Serviços de Engenharia | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Agrícola/Agropecuária | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Topógrafo |
Q4324790 Português

Leia o texto a seguir.


Brasileiros sacaram em abril R$ 482,8 milhões esquecidos em bancos


    Os brasileiros sacaram, em abril deste ano, R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários.


    Até abril, ainda havia R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque, mas, no mês passado, o governo federal transferiu parte dos recursos do SVR para o programa Desenrola Brasil 2.0. Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), fundo público que servirá como garantia para renegociação de dívidas no programa de combate à inadimplência.


    Os valores transferidos ao FGO ainda podem ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público deverá ser publicado para regulamentar o procedimento de contestação e devolução dos recursos.


    Após a publicação, os cidadãos terão prazo de 30 dias para pedir os valores transferidos ao fundo público. Caso não haja contestação, o dinheiro será incorporado definitivamente ao FGO.


    O SRV é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.


    Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas.


    Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução; além de informações de contato e outras adicionais. Para isso, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.


Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2026/06/1059916-brasileiros-

sacaram-em-abril-rs-4828-milhoes-esquecidos-em-bancos.html. Excerto

adaptado. Acesso em 11/06/2026

A partir das informações do texto, conclui-se que a transferência de parte dos recursos do SVR para o FGO:
Alternativas
Q4324550 Português
TEXTO I


Governo avalia aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para conter rombo


Possível injeção de recursos públicos é discutida enquanto empresa tenta recuperar equilíbrio financeiro


Fábio Bouéri


   O governo federal analisa a possibilidade de destinar até R$ 6 bilhões para reforçar o caixa dos Correios. A medida é discutida como alternativa para reduzir o impacto do prejuízo acumulado e dar sustentação ao plano de recuperação financeira da estatal.

   A proposta ainda está em fase de avaliação. Integrantes da equipe econômica defendem cautela antes de qualquer decisão definitiva. A prioridade, neste momento, é acompanhar os resultados das medidas internas já adotadas para reorganizar as contas.

   Correios seguem sob pressão

  A empresa enfrenta um cenário considerado delicado, com sucessivos resultados negativos e aumento das despesas operacionais. O rombo financeiro acumulado elevou o nível de preocupação dentro do governo e ampliou a discussão sobre possíveis formas de socorro.

  Mesmo assim, a liberação imediata de recursos não é tratada como certa. A ideia é observar se o plano de ajuste, iniciado recentemente, será suficiente para melhorar o desempenho sem necessidade de novo aporte direto do Tesouro.

  No fim do ano passado, a estatal buscou reforçar o caixa por meio da contratação de empréstimos com garantia pública. O objetivo foi ganhar fôlego financeiro e viabilizar a execução de um pacote de reestruturação administrativa e operacional.

   Entre as medidas previstas estão cortes de custos, revisão de contratos e mudanças na estrutura de funcionamento. A empresa também passou a estudar novas frentes de atuação para ampliar receitas e reduzir a dependência das atividades tradicionais.

  Outro eixo do plano envolve a venda de imóveis considerados ociosos. A estratégia inclui a negociação de prédios administrativos, galpões e terrenos em diferentes regiões do país. A expectativa é levantar recursos para fortalecer o caixa e modernizar a operação logística.

   Os valores desses ativos variam de acordo com a localização e tamanho. Alguns imóveis possuem alto valor comercial e podem gerar entrada relevante de capital. A direção da estatal aposta no fato de que essas medidas, combinadas, podem reduzir a necessidade de um aporte direto e acelerar o processo de recuperação financeira.


Fonte: BOUÉRI, Fábio. Governo avalia aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para conter rombo. https://revistaoeste.com/revista/economia/governo-avalia-aporte-de-r-6-bilhoes-noscorreios-para-conter-rombo/
Leia as afirmações abaixo sobre elementos constitutivos do texto I antes de julgar o que se pede.

I. Em “A ideia é observar se o plano de ajuste, iniciado recentemente, será suficiente para melhorar o desempenho” (4º par.) – a conjunção integrante destacada inicia uma oração subordinada substantiva subjetiva.
II. Em “um pacote de reestruturação administrativa e operacional” (5º par.), nota-se a presença de um Substantivo formado por derivação prefixal e sufixal e que é modificado por dois vocábulos de natureza adjetiva.
III. Em “A empresa também passou a estudar novas frentes de atuação para ampliar receitas e reduzir a dependência das atividades tradicionais.” (6º par.), nota-se em destaque a presença de dois vocábulos homônimos perfeitos de mesma classe gramatical.
IV. Em “Os valores desses ativos variam de acordo com a localização e tamanho.” (8º par.), o elemento coesivo destacado poderia ser corretamente substituído por “consoante” sem necessidade de ajustes no contexto.

Pode-se dizer que está correto o que se afirmou apenas em
Alternativas
Q4324548 Português
TEXTO I


Governo avalia aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para conter rombo


Possível injeção de recursos públicos é discutida enquanto empresa tenta recuperar equilíbrio financeiro


Fábio Bouéri


   O governo federal analisa a possibilidade de destinar até R$ 6 bilhões para reforçar o caixa dos Correios. A medida é discutida como alternativa para reduzir o impacto do prejuízo acumulado e dar sustentação ao plano de recuperação financeira da estatal.

   A proposta ainda está em fase de avaliação. Integrantes da equipe econômica defendem cautela antes de qualquer decisão definitiva. A prioridade, neste momento, é acompanhar os resultados das medidas internas já adotadas para reorganizar as contas.

   Correios seguem sob pressão

  A empresa enfrenta um cenário considerado delicado, com sucessivos resultados negativos e aumento das despesas operacionais. O rombo financeiro acumulado elevou o nível de preocupação dentro do governo e ampliou a discussão sobre possíveis formas de socorro.

  Mesmo assim, a liberação imediata de recursos não é tratada como certa. A ideia é observar se o plano de ajuste, iniciado recentemente, será suficiente para melhorar o desempenho sem necessidade de novo aporte direto do Tesouro.

  No fim do ano passado, a estatal buscou reforçar o caixa por meio da contratação de empréstimos com garantia pública. O objetivo foi ganhar fôlego financeiro e viabilizar a execução de um pacote de reestruturação administrativa e operacional.

   Entre as medidas previstas estão cortes de custos, revisão de contratos e mudanças na estrutura de funcionamento. A empresa também passou a estudar novas frentes de atuação para ampliar receitas e reduzir a dependência das atividades tradicionais.

  Outro eixo do plano envolve a venda de imóveis considerados ociosos. A estratégia inclui a negociação de prédios administrativos, galpões e terrenos em diferentes regiões do país. A expectativa é levantar recursos para fortalecer o caixa e modernizar a operação logística.

   Os valores desses ativos variam de acordo com a localização e tamanho. Alguns imóveis possuem alto valor comercial e podem gerar entrada relevante de capital. A direção da estatal aposta no fato de que essas medidas, combinadas, podem reduzir a necessidade de um aporte direto e acelerar o processo de recuperação financeira.


Fonte: BOUÉRI, Fábio. Governo avalia aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para conter rombo. https://revistaoeste.com/revista/economia/governo-avalia-aporte-de-r-6-bilhoes-noscorreios-para-conter-rombo/
“Mesmo assim, a liberação imediata de recursos não é tratada como certa.” (4º par.) Pode-se afirmar que a expressão em destaque é um elemento coesivo que garante a progressão das ideias do texto. A partir disso, marque a alternativa que contenha uma expressão de mesma natureza gramatical seguida do valor semântico que o seu emprego transmite no contexto.
Alternativas
Q4324132 Português
TEXTO I

Q1_10.png (272×121)

A perda da linguagem e a perda da liberdade

Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa


Roberto Motta


    São 5h30 da manhã e eu começo a caminhada pela praia do Rio de Janeiro. Há grupos espalhados pela areia, muita gente. Não são banhistas. Estão se recuperando de uma longa noite. Ao redor deles há uma mancha de lixo: garrafas de todos os tipos, embalagens de alimentos industrializados e restos de comida. E o odor de maconha. Caixas de som estão ligadas na potência máxima. As músicas são todas do mesmo tipo: “canções” sem melodia ou harmonia, nas quais vozes desafinadas e desagradáveis – algumas aos berros – se submetem à tirania de ritmos que soam como pancadas. As “letras” são relatos de atos sexuais, uso de drogas e crimes; algumas dessas músicas servem de hinos a facções. Álcool, carboidratos industrializados, drogas e violência: essa foi a dieta da noite na praia, onde a escuridão não acaba quando o sol nasce.

    Essa praia é o meu quintal. Sempre que o mar permite, eu nado. Nos outros dias, eu leio. Não levo nada comigo além dos livros, porque nas praias roubam tudo. Menos livros. Deixo os meus sobre a cadeira quando vou dar um mergulho, sem preocupação. O risco de serem roubados é zero.

    Não tenho uma boa explicação para minha obsessão por leitura. Uma parte do meu cérebro se ilumina quando leio. É uma sensação física. Sempre foi assim. Quando era muito criança, livros já me interessavam. No final da década de 1970, minha mãe me deixava na biblioteca pública de Salvador enquanto ia fazer compras. Não leio em busca de conhecimento ou cultura. Dizer isso seria mentir. Sou curioso sim, e isso me leva a ler de tudo. Preciso de variedade. Mas minha obsessão tem outra origem. É uma necessidade orgânica: sou dependente de leitura. Na falta de livros e revistas, leio bulas de remédio, rótulos de embalagens e manuais de instruções. Para alguém como eu, a internet foi um milagre. Nunca mais fiquei sem ter algo para ler. 

    Além de disponibilizar infinito material de leitura, a internet transformou todo mundo em escritor, nem que sejam apenas de comentários em postagens alheias. Com isso, ficou evidente o prejuízo causado pela degradação da linguagem, um fenômeno encorajado por sistemas políticos populistas como forma de igualdade. É a ideia de que existem muitos “saberes” igualmente importantes, mesmo que alguns desses saberes não saibam nada. O cidadão ocidental confortavelmente instalado em um sistema de bem-estar social que lhe garante a sobrevivência, é alimentado com o equivalente cultural de uma dieta de carboidratos, álcool e maconha. Exatamente como o pessoal da praia do início deste texto. 

    Comentários nas redes sociais expõem a torturante experiência de ter algo a dizer, mas não saber como. A linguagem foi reduzida a seus componentes mais rudimentares, e estão desaparecendo a capacidade de observação e descrição, a sutileza e a moderação necessárias à expressão de ideias e ao exame equilibrado da vida em geral. Tudo se reduz a “amo” ou “odeio” e a “comunistas” versus “fascistas”. Políticos são classificados como santos ou impostores, submetidos aleatoriamente a ataques virulentos ou a adulação desmedida. A cidadania – se é que algo assim já existiu por essas terras – se esfarela junto com a linguagem.

    Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa. Fiz uma postagem com a recomendação do livro Trilogia Cósmica, de C. S. Lewis. Um dos comentários foi feito por alguém que se identificou como Alberto, ex-usuário de tudo. Ele disse: “Minha geração não lê livros. Jogamos games e assistimos vídeos. Acho que estamos certos porque a realidade é líquida. Preferimos receber o resumo da sua geração”. Alberto, o resumo é esse: de todas as perdas que alguém pode sofrer, a perda da linguagem é uma das mais graves, principalmente porque é impossível notar a perda de algo que você nunca teve. 

    Acontece que a linguagem é a ferramenta do raciocínio. Pensamentos são expressos em uma voz interior que usa a linguagem que aprendemos. Até que esses pensamentos sejam articulados, eles não existem de forma consciente. Bom senso e clareza de raciocínio não são privilégio de pessoas instruídas, isso é evidente; existem pessoas simples que conduzem suas vidas com padrões morais elevados e acumulam conquistas pessoais maiores do que as de muitos “intelectuais”. Entretanto, na maioria dos casos – e exceto por um esforço extraordinário – a falta de um vocabulário leva a um embotamento da sensibilidade e do raciocínio, assim como a falta de treinamento leva à atrofia muscular. O universo fica reduzido a um estreito conjunto de experiências mundanas, quase sempre primitivas, quase sempre envolvendo as partes inferiores do corpo. O resultado é um vazio experiencial – um mal tornado ainda mais terrível porque o portador da aflição não consegue nomear a enfermidade. O primeiro impulso é preencher o vazio com barulho, porque o silêncio é insuportável para uma mente que não tem como pensar. Por isso, a onipresença de equipamentos sonoros em todos os lugares e momentos. 

    É impossível encontrar, na minha cidade, uma praia livre de caixas de som, ou uma clínica cujos pacientes, nas salas de espera, não sejam tutelados – não sei se essa é a melhor palavra – por aparelhos de televisão permanentemente ligados. A forma mais popular de anestesia, claro, é o celular: não há desespero existencial que resista a uma sequência de reels. Esse vazio também é preenchido por ideologias e filosofias calamitosas, do neomarxismo woke ao ambientalismo xiita, dos métodos infalíveis para enriquecer com criptomoedas ao extremismo religioso. Improváveis teorias da conspiração se transformam na justificativa existencial de multidões. O lixo criado pelo homem é consumido pelo homem como se fosse o caminho da verdade.

    Permitam-me sugerir a redescoberta da linguagem, por meio da leitura, como remédio. Mas o caminho da libertação não passa apenas por livros – ele exige bons livros. Como disse o filósofo Arthur Schopenhauer: “A arte de não ler é uma arte muito importante. Ela consiste em não se interessar por aquilo que, em determinado momento, esteja ocupando a atenção do público em geral. Quando algum panfleto político ou eclesiástico, ou um romance, ou um poema estiver provocando grande alvoroço, você deve se lembrar de que aquele que escreve para tolos sempre encontra um grande público. Uma condição prévia para ler bons livros é não ler livros ruins: pois a vida é curta”.


Fonte: MOTTA, Roberto. A perda da linguagem e a perda da liberdade. https://revistaoeste.com/revista/edicao-305/a-perda-da-linguagem-e-a-perda-da-liberdade/ 
“As músicas são todas do mesmo tipo: “canções” sem melodia ou harmonia, nas quais vozes desafinadas e desagradáveis – algumas aos berros – se submetem à tirania de ritmos que soam como pancadas. As “letras” são relatos de atos sexuais, uso de drogas e crimes; algumas dessas músicas servem de hinos a facções. Álcool, carboidratos industrializados, drogas e violência: essa foi a dieta da noite na praia, onde a escuridão não acaba quando o sol nasce.”. Progressão textual é um conceito que abrange a continuidade de ideias em torno de uma temática desenvolvida. Colaboram com a efetividade desse conceito mecanismos linguísticos como elementos diversos em torno da Coesão a fim de se edificar a Coerência na macroestrutura. Assim sendo, assinale a alternativa cuja passagem retirada do texto I não se refira contextual e argumentativamente à mesma linha crítica na continuidade de sua elaboração.
Alternativas
Q4324131 Português
TEXTO I

Q1_10.png (272×121)

A perda da linguagem e a perda da liberdade

Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa


Roberto Motta


    São 5h30 da manhã e eu começo a caminhada pela praia do Rio de Janeiro. Há grupos espalhados pela areia, muita gente. Não são banhistas. Estão se recuperando de uma longa noite. Ao redor deles há uma mancha de lixo: garrafas de todos os tipos, embalagens de alimentos industrializados e restos de comida. E o odor de maconha. Caixas de som estão ligadas na potência máxima. As músicas são todas do mesmo tipo: “canções” sem melodia ou harmonia, nas quais vozes desafinadas e desagradáveis – algumas aos berros – se submetem à tirania de ritmos que soam como pancadas. As “letras” são relatos de atos sexuais, uso de drogas e crimes; algumas dessas músicas servem de hinos a facções. Álcool, carboidratos industrializados, drogas e violência: essa foi a dieta da noite na praia, onde a escuridão não acaba quando o sol nasce.

    Essa praia é o meu quintal. Sempre que o mar permite, eu nado. Nos outros dias, eu leio. Não levo nada comigo além dos livros, porque nas praias roubam tudo. Menos livros. Deixo os meus sobre a cadeira quando vou dar um mergulho, sem preocupação. O risco de serem roubados é zero.

    Não tenho uma boa explicação para minha obsessão por leitura. Uma parte do meu cérebro se ilumina quando leio. É uma sensação física. Sempre foi assim. Quando era muito criança, livros já me interessavam. No final da década de 1970, minha mãe me deixava na biblioteca pública de Salvador enquanto ia fazer compras. Não leio em busca de conhecimento ou cultura. Dizer isso seria mentir. Sou curioso sim, e isso me leva a ler de tudo. Preciso de variedade. Mas minha obsessão tem outra origem. É uma necessidade orgânica: sou dependente de leitura. Na falta de livros e revistas, leio bulas de remédio, rótulos de embalagens e manuais de instruções. Para alguém como eu, a internet foi um milagre. Nunca mais fiquei sem ter algo para ler. 

    Além de disponibilizar infinito material de leitura, a internet transformou todo mundo em escritor, nem que sejam apenas de comentários em postagens alheias. Com isso, ficou evidente o prejuízo causado pela degradação da linguagem, um fenômeno encorajado por sistemas políticos populistas como forma de igualdade. É a ideia de que existem muitos “saberes” igualmente importantes, mesmo que alguns desses saberes não saibam nada. O cidadão ocidental confortavelmente instalado em um sistema de bem-estar social que lhe garante a sobrevivência, é alimentado com o equivalente cultural de uma dieta de carboidratos, álcool e maconha. Exatamente como o pessoal da praia do início deste texto. 

    Comentários nas redes sociais expõem a torturante experiência de ter algo a dizer, mas não saber como. A linguagem foi reduzida a seus componentes mais rudimentares, e estão desaparecendo a capacidade de observação e descrição, a sutileza e a moderação necessárias à expressão de ideias e ao exame equilibrado da vida em geral. Tudo se reduz a “amo” ou “odeio” e a “comunistas” versus “fascistas”. Políticos são classificados como santos ou impostores, submetidos aleatoriamente a ataques virulentos ou a adulação desmedida. A cidadania – se é que algo assim já existiu por essas terras – se esfarela junto com a linguagem.

    Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa. Fiz uma postagem com a recomendação do livro Trilogia Cósmica, de C. S. Lewis. Um dos comentários foi feito por alguém que se identificou como Alberto, ex-usuário de tudo. Ele disse: “Minha geração não lê livros. Jogamos games e assistimos vídeos. Acho que estamos certos porque a realidade é líquida. Preferimos receber o resumo da sua geração”. Alberto, o resumo é esse: de todas as perdas que alguém pode sofrer, a perda da linguagem é uma das mais graves, principalmente porque é impossível notar a perda de algo que você nunca teve. 

    Acontece que a linguagem é a ferramenta do raciocínio. Pensamentos são expressos em uma voz interior que usa a linguagem que aprendemos. Até que esses pensamentos sejam articulados, eles não existem de forma consciente. Bom senso e clareza de raciocínio não são privilégio de pessoas instruídas, isso é evidente; existem pessoas simples que conduzem suas vidas com padrões morais elevados e acumulam conquistas pessoais maiores do que as de muitos “intelectuais”. Entretanto, na maioria dos casos – e exceto por um esforço extraordinário – a falta de um vocabulário leva a um embotamento da sensibilidade e do raciocínio, assim como a falta de treinamento leva à atrofia muscular. O universo fica reduzido a um estreito conjunto de experiências mundanas, quase sempre primitivas, quase sempre envolvendo as partes inferiores do corpo. O resultado é um vazio experiencial – um mal tornado ainda mais terrível porque o portador da aflição não consegue nomear a enfermidade. O primeiro impulso é preencher o vazio com barulho, porque o silêncio é insuportável para uma mente que não tem como pensar. Por isso, a onipresença de equipamentos sonoros em todos os lugares e momentos. 

    É impossível encontrar, na minha cidade, uma praia livre de caixas de som, ou uma clínica cujos pacientes, nas salas de espera, não sejam tutelados – não sei se essa é a melhor palavra – por aparelhos de televisão permanentemente ligados. A forma mais popular de anestesia, claro, é o celular: não há desespero existencial que resista a uma sequência de reels. Esse vazio também é preenchido por ideologias e filosofias calamitosas, do neomarxismo woke ao ambientalismo xiita, dos métodos infalíveis para enriquecer com criptomoedas ao extremismo religioso. Improváveis teorias da conspiração se transformam na justificativa existencial de multidões. O lixo criado pelo homem é consumido pelo homem como se fosse o caminho da verdade.

    Permitam-me sugerir a redescoberta da linguagem, por meio da leitura, como remédio. Mas o caminho da libertação não passa apenas por livros – ele exige bons livros. Como disse o filósofo Arthur Schopenhauer: “A arte de não ler é uma arte muito importante. Ela consiste em não se interessar por aquilo que, em determinado momento, esteja ocupando a atenção do público em geral. Quando algum panfleto político ou eclesiástico, ou um romance, ou um poema estiver provocando grande alvoroço, você deve se lembrar de que aquele que escreve para tolos sempre encontra um grande público. Uma condição prévia para ler bons livros é não ler livros ruins: pois a vida é curta”.


Fonte: MOTTA, Roberto. A perda da linguagem e a perda da liberdade. https://revistaoeste.com/revista/edicao-305/a-perda-da-linguagem-e-a-perda-da-liberdade/ 
Analise cada afirmação abaixo sobre o texto I antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Álcool, carboidratos industrializados, drogas e violência: essa foi a dieta da noite na praia, onde a escuridão não acaba quando o sol nasce.” (1º par.), a descrição inicial feita pelo cronista representa que a crítica objetiva do cenário testemunhado por ele se estende para um período ulterior de existência daquele público juvenil.
( ) Em “Não levo nada comigo além dos livros, porque nas praias roubam tudo. Menos livros. Deixo os meus sobre a cadeira quando vou dar um mergulho, sem preocupação. O risco de serem roubados é zero.” (2º par.), nota-se a intencionalidade autoral restritamente ligada à crítica feita em relação à delinquência juvenil. 
( ) Em “A linguagem foi reduzida a seus componentes mais rudimentares, e estão desaparecendo a capacidade de observação e descrição, a sutileza e a moderação necessárias à expressão de ideias e ao exame equilibrado da vida em geral. [...] A cidadania – se é que algo assim já existiu por essas terras – se esfarela junto com a linguagem.” (5º par.), infere-se que, para o autor, o domínio linguístico se relaciona com o desenvolvimento social no que tange à civilidade necessária para o indivíduo julgara si próprio e o meio circundante.
( ) Em “Alberto, o resumo é esse: de todas as perdas que alguém pode sofrer, a perda da linguagem é uma das mais graves, principalmente porque é impossível notar a perda de algo que você nunca teve.” (6º par.), o autor expõe como a articulação do pensamento prescinde de domínio linguístico.
( ) Em “Improváveis teorias da conspiração se transformam na justificativa existencial de multidões.” (8º par.), o autor expõe quão profícuo se mostra a existência das teorias citadas para a formação do espírito coletivo.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se afirmar que, pela ordem, a sequência correta é:
Alternativas
Q4323422 Português
A importância da compreensão dos recursos linguísticos é fundamental para obter uma noção segura de como a língua estabelece a coesão textual. Elementos conectores referem-se a palavras ou expressões que remetem a fatos passados ou que ainda ocorrerão no texto.
Com base nisso, analise as afirmativas a seguir:

I.Quando o elemento gramatical se refere a um termo já citado, mantém-se uma referência anafórica, como em "Comprei blusas para a viagem. Duas são vermelhas".
II.A coesão referencial é a relação entre as partes de enunciados durante o processo de encadeamento das ideias do texto, como em "Recuperamos a joia roubada, isto é, conseguimos recuperar o objeto que havia sido subtraído ilegalmente".
III.A coerência textual é o elemento que permite a compreensão da mensagem transmitida no texto. Em conjunto com a coesão, sua função é garantir a construção dos sentidos e da textualidade. O trecho a seguir exemplifica esse recurso com o uso do conectivo 'Mesmo assim': O dia estava gelado e a água havia congelado nas torneiras. Até os animais habituados a baixas temperaturas permaneciam em seus abrigos. Mesmo assim, deixamos de realizar a nossa caminhada matinal.
IV.A substituição é um recurso de coesão que consiste em trocar um elemento do texto — seja nominal, verbal ou frasal — por outro, evitando repetições e tornando a leitura mais fluida, como em "Os alunos foram advertidos pelo mau comportamento. Caso isso volte a acontecer, eles serão suspensos".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4323415 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Universo está ficando sem novas estrelas?


Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo. Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos podem ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo.

Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.

Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo.

O consenso científico atual é que o Universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se formaram logo após o Big Bang.

De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos.

As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás quente que começam sua vida da mesma maneira.

Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.

À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a estrela agora está em uma fase estável, a "sequência principal".

Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.

Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível para queimar e podem seguir caminhos diferentes em sua jornada rumo à morte.

Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam por um processo de declínio ao longo de bilhões de anos.

Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem em uma enorme explosão chamada supernova.

Estrelas veteranas dominam

Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.

"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo, David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru Telescope à época.

Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10 bilhões de anos, em um período conhecido como Meio-dia Cósmico.

"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia.

Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.

Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.

A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões de anos, segundo Scott.

"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de formação estelar, e haverá cada vez menos novas estrelas em cada geração de formação estelar", afirma ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado. 
"À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear."
As conjunções e locuções correspondentes desempenham papel fundamental na interpretação de um texto, uma vez que o uso inadequado desses elementos pode alterar todo o significado de um enunciado. Com base nisso, analise as reescritas com a substituição do termo destacado e identifique aquela que não mantém o sentido original.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Araçás - BA Provas: SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Auditor Tributário - Secretaria de Finanças | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fonoaudiólogo | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Ciências | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Médico Veterinário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Artes | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Nutricionista I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Arquiteto I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Língua Inglesa | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Social | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Língua Portuguesa | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Bibliotecário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Coordenador Pedagógico | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Engenheiro Agrônomo | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Matemática | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Música | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Educação Especial | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Educação Física | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Geografia | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de História | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Psicólogo - Secretaria de Educação | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Psicólogo - Secretaria de Saúde | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Psicólogo - Secretaria de Assistência Social |
Q4322635 Português

Leia o texto a seguir.


Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas


Sophie Egan


    Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.


    Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.


    Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.


    A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.


    Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.


Doenças cardíacas e diabetes tipo 2


    A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.


    Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.


    Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.


    Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.


    Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-

de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.

Acesso em 03/06/2026

No trecho "A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor" (4º parágrafo), o conectivo em destaque estabelece uma relação adversativa. Nesse contexto de uso, a substituição de “mas” por “portanto” geraria um(a):
Alternativas
Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Araçás - BA Provas: SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Auditor Tributário - Secretaria de Finanças | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fonoaudiólogo | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Ciências | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Médico Veterinário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Artes | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Nutricionista I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Arquiteto I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Língua Inglesa | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Social | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Língua Portuguesa | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Bibliotecário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Coordenador Pedagógico | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Engenheiro Agrônomo | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Matemática | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Música | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Educação Especial | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Educação Física | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Geografia | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de História | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Psicólogo - Secretaria de Educação | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Psicólogo - Secretaria de Saúde | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Psicólogo - Secretaria de Assistência Social |
Q4322632 Português

Leia o texto a seguir.


Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas


Sophie Egan


    Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.


    Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.


    Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.


    A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.


    Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.


Doenças cardíacas e diabetes tipo 2


    A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.


    Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.


    Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.


    Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.


    Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-

de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.

Acesso em 03/06/2026

A tese central defendida no texto é a de que:
Alternativas
Q4322270 Português
Leia atentamente o texto a seguir.

A cidade que não dorme

 Em algumas cidades, as luzes permanecem acesas durante toda a noite. Ruas movimentadas, vitrines iluminadas e veículos circulando dão a impressão de que o dia simplesmente decidiu não terminar. Para quem observa de fora, pode parecer sinal de progresso: quanto mais tempo a cidade funciona, mais oportunidades ela oferece. Entretanto, há outro lado nessa aparente vitalidade. Quando o comércio, os serviços e as atividades de lazer ocupam continuamente os espaços urbanos, o silêncio torna-se quase um luxo. Descansar deixa de ser apenas uma necessidade individual e passa a depender das condições oferecidas pelo próprio ambiente.
  Talvez uma cidade verdadeiramente desenvolvida não seja aquela que permanece acordada o tempo inteiro, mas aquela que sabe equilibrar movimento e pausa, produção e descanso, atividade e silêncio.
   A construção do texto apresenta uma reflexão sobre a organização da vida urbana e, especialmente, sobre a ideia de que o funcionamento contínuo de uma cidade seria necessariamente um indicador de desenvolvimento. Considerando o assunto, a relação entre as ideias, os sentidos implícitos e a conclusão apresentada pelo autor, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
261: D
262: D
263: C
264: C
265: C
266: A
267: D
268: D
269: D
270: B
271: C
272: D
273: B
274: D
275: E
276: A
277: C
278: D
279: B
280: B