Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q4243548 Português
Leia o trecho a seguir:

“A Secretaria Municipal encaminhou o relatório à Comissão de Avaliação após revisar o documento. Em seguida, ela solicitou ajustes antes da publicação. A medida visava garantir maior transparência ao processo”.

Considerando os princípios da coesão referencial e da linguagem simples, assinale a alternativa correta sobre o trecho mencionado. 
Alternativas
Q4243531 Português
Leia o trecho:

“O acesso à informação tornou-se mais democrático com o avanço das tecnologias digitais. Atualmente, milhões de pessoas podem consultar bibliotecas virtuais, acompanhar cursos on-line e acessar notícias em tempo real. Além disso, as redes de comunicação ampliaram as possibilidades de interação entre indivíduos de diferentes regiões do mundo. Como resultado, o conhecimento circula de forma mais rápida e abrangente do que em períodos anteriores”.

Com relação à estrutura do parágrafo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4243530 Português
Leia o parágrafo:

“A escola implantou um projeto de incentivo à leitura com o objetivo de ampliar o contato dos estudantes com os livros. Entretanto, o número de empréstimos aumentou significativamente nos meses seguintes, demonstrando o interesse dos alunos pelas atividades propostas”.

Levando em consideração os princípios da coerência textual, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4243529 Português
Leia o trecho:

“A biblioteca comunitária foi criada por moradores do bairro há cerca de cinco anos. Inicialmente, o espaço funcionava em uma pequena sala cedida por uma associação local. Com o aumento do número de frequentadores, surgiu a necessidade de ampliar as instalações. Por essa razão, uma campanha de arrecadação foi organizada pelos voluntários. A iniciativa teve ampla adesão da comunidade, e isso permitiu a construção de uma nova sede”.

A propósito dos mecanismos de coesão e progressão textual usados no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4243324 Português
O que 'guru' da Copa prevê para o Brasil — e qual seleção será campeã


      Quando o polvo Paul (2008-2010) acertou todos os resultados da seleção alemã na Copa do Mundo Fifa de Futebol Masculino de 2010, na África do Sul, o mundo o saudou como um verdadeiro oráculo. Mas o economista alemão Joachim Klement superou Paul com um complexo modelo de previsão que mantém 100% de acerto nas suas previsões do campeão mundial, desde a Copa disputada no Brasil, em 2014.

     Se a profecia estatística de Klement se confirmar pela quarta vez, a Holanda irá erguer o troféu de campeão no Estádio MetLife em Nova Jersey, nos Estados Unidos, após vencer Portugal na final do torneio, no próximo dia 19 de julho.

     Além dos campeões, o modelo do economista alemão mapeia todas as fases do torneio e suas 48 seleções. Para o primeiro mata-mata após a fase de grupos, por exemplo, ele prevê a derrota da Escócia para a seleção da Coreia do Sul. Na previsão de Klement, o Brasil irá se classificar em primeiro lugar no seu grupo, perdendo surpreendentemente logo na segunda fase, para o Japão. “Provavelmente, uma das maiores zebras da história da Copa do Mundo”, prevê Jochim Klement.

    Segundo o modelo, a Holanda enfrentará a Espanha nas semifinais. E, na outra semifinal, enfrentam-se Inglaterra e Portugal — que terá eliminado a Argentina nas quartas de final. O economista prevê que Portugal vencerá mais uma vez os ingleses, como ocorreu nas quartas de final da Copa de 2006, na Alemanha. A previsão só não detalha se a decisão ocorrerá novamente nos pênaltis. Klement é um “pessimista” confesso, que morou por 10 anos no Reino Unido. Para ele, a pesquisa nunca pretendeu evitar a tristeza de ninguém, nem ganhar dinheiro em apostas. Na verdade, ele esperava revelar o absurdo de tentar prever os resultados.

     “Tudo começou como um exercício para mostrar ao mundo a arrogância dos economistas, que acham que podem prever fatos sobre os quais não têm nenhuma indicação", explica Klement. “Agora, isso passou a ser uma demonstração de como, se você tiver sorte várias vezes, as pessoas irão achar que você é um guru.” Sua primeira previsão se tornou realidade em 2014, quando o seu país, a Alemanha, venceu a Copa do Mundo realizada no Brasil. Klement imaginou que, refazendo a simulação novamente em 2018, ele poderia demonstrar que aquilo foi uma casualidade. Mas ele acertou novamente sua previsão com a França em 2018 — e, depois, com a Argentina, em 2022. “Como eu acertei três vezes seguidas, as pessoas, agora, acham que este modelo é invencível e que, é claro, eu certamente irei acertar mais uma vez”, ele conta.

      É verdade que existem fatores “sistêmicos” conhecidos que determinam, em parte, o sucesso de cada país na Copa do Mundo. Eles incluem a população nacional, a riqueza, o clima e o ranking mundial da Fifa. Mas a popularidade das previsões quadrienais de Klement cresce a cada acerto. E ele alerta seus leitores a considerar seus resultados com cautela, pois estes fatores contam apenas uma parte da história. “Os outros 50% são de sorte”, segundo ele. “Cada jogo — especialmente quando você tem equipes de alta qualidade, com técnicas e habilidade muito similares, jogando entre si — realmente depende da forma naquele dia, de uma decisão da arbitragem, de um pouco de sorte entre aquela bola que bate na trave ou entra no gol. Este tipo de coisa é completamente imprevisível", explica Klement.

      Sempre que a Copa do Mundo se aproxima, o modelo de previsão oferece a Klement uma ótima diversão em relação ao seu trabalho diário. “Particularmente em 2026, quando temos tantas crises, guerras e coisas acontecendo, é algo que me faz sentir bem”, ele conta. “E espero que os leitores também se sintam bem e tenham um pouco de distração de tudo de ruim que está acontecendo no mundo.” Mas, a cada vez que o economista acerta uma previsão, cresce o peso da expectativa. Klement trabalha como estrategista no banco de investimentos Panmure Liberum e recebe consultas dos seus colegas.

     Eles querem saber, por exemplo, como a lesão do ligamento cruzado anterior, sofrida pelo meio-campista holandês Xavi Simons, do Tottenham, pode influenciar o seu modelo. Por isso, apesar das suas inúmeras advertências sobre a integridade da previsão, Klement se prepara para o início do torneio, em junho. “Tenho vários colegas que apostaram na Holanda porque publiquei aquela nota”, ele conta. “E, se a Holanda for eliminada da Copa do Mundo, acho que, no dia seguinte, precisarei ficar trabalhando em casa.”


(ADAPTADO. Flora Snelson. Role,BBC Sport. Published: 27 maio 2026. Disponível em www.bbc.com/portuguese/articles/c4g44dvmkm0o)

Sobre o terceiro parágrafo, julgue os itens com V para VERDADEIRO, ou F para FALSO:

1. ( ) O parágrafo apresenta progressão temática do geral para o particular, ao passar da descrição ampla do modelo para exemplos específicos de previsões.
2. ( ) O pronome “ele”, no segundo período, retoma anaforicamente o termo “o modelo do economista alemão”, contribuindo para a coesão textual.
3. ( ) O advérbio “surpreendentemente” introduz uma avaliação implícita do enunciador, indicando que a eliminação do Brasil é apresentada como um resultado inesperado.
4. ( ) A expressão “uma das maiores zebras da história da Copa do Mundo” é empregada em sentido denotativo, referindo-se ao animal zebra.
5. ( ) O advérbio “provavelmente” constitui um mecanismo de modalização, sinalizando que a previsão é apresentada como hipótese, e não como certeza absoluta.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
Alternativas
Q4243323 Português
O que 'guru' da Copa prevê para o Brasil — e qual seleção será campeã


      Quando o polvo Paul (2008-2010) acertou todos os resultados da seleção alemã na Copa do Mundo Fifa de Futebol Masculino de 2010, na África do Sul, o mundo o saudou como um verdadeiro oráculo. Mas o economista alemão Joachim Klement superou Paul com um complexo modelo de previsão que mantém 100% de acerto nas suas previsões do campeão mundial, desde a Copa disputada no Brasil, em 2014.

     Se a profecia estatística de Klement se confirmar pela quarta vez, a Holanda irá erguer o troféu de campeão no Estádio MetLife em Nova Jersey, nos Estados Unidos, após vencer Portugal na final do torneio, no próximo dia 19 de julho.

     Além dos campeões, o modelo do economista alemão mapeia todas as fases do torneio e suas 48 seleções. Para o primeiro mata-mata após a fase de grupos, por exemplo, ele prevê a derrota da Escócia para a seleção da Coreia do Sul. Na previsão de Klement, o Brasil irá se classificar em primeiro lugar no seu grupo, perdendo surpreendentemente logo na segunda fase, para o Japão. “Provavelmente, uma das maiores zebras da história da Copa do Mundo”, prevê Jochim Klement.

    Segundo o modelo, a Holanda enfrentará a Espanha nas semifinais. E, na outra semifinal, enfrentam-se Inglaterra e Portugal — que terá eliminado a Argentina nas quartas de final. O economista prevê que Portugal vencerá mais uma vez os ingleses, como ocorreu nas quartas de final da Copa de 2006, na Alemanha. A previsão só não detalha se a decisão ocorrerá novamente nos pênaltis. Klement é um “pessimista” confesso, que morou por 10 anos no Reino Unido. Para ele, a pesquisa nunca pretendeu evitar a tristeza de ninguém, nem ganhar dinheiro em apostas. Na verdade, ele esperava revelar o absurdo de tentar prever os resultados.

     “Tudo começou como um exercício para mostrar ao mundo a arrogância dos economistas, que acham que podem prever fatos sobre os quais não têm nenhuma indicação", explica Klement. “Agora, isso passou a ser uma demonstração de como, se você tiver sorte várias vezes, as pessoas irão achar que você é um guru.” Sua primeira previsão se tornou realidade em 2014, quando o seu país, a Alemanha, venceu a Copa do Mundo realizada no Brasil. Klement imaginou que, refazendo a simulação novamente em 2018, ele poderia demonstrar que aquilo foi uma casualidade. Mas ele acertou novamente sua previsão com a França em 2018 — e, depois, com a Argentina, em 2022. “Como eu acertei três vezes seguidas, as pessoas, agora, acham que este modelo é invencível e que, é claro, eu certamente irei acertar mais uma vez”, ele conta.

      É verdade que existem fatores “sistêmicos” conhecidos que determinam, em parte, o sucesso de cada país na Copa do Mundo. Eles incluem a população nacional, a riqueza, o clima e o ranking mundial da Fifa. Mas a popularidade das previsões quadrienais de Klement cresce a cada acerto. E ele alerta seus leitores a considerar seus resultados com cautela, pois estes fatores contam apenas uma parte da história. “Os outros 50% são de sorte”, segundo ele. “Cada jogo — especialmente quando você tem equipes de alta qualidade, com técnicas e habilidade muito similares, jogando entre si — realmente depende da forma naquele dia, de uma decisão da arbitragem, de um pouco de sorte entre aquela bola que bate na trave ou entra no gol. Este tipo de coisa é completamente imprevisível", explica Klement.

      Sempre que a Copa do Mundo se aproxima, o modelo de previsão oferece a Klement uma ótima diversão em relação ao seu trabalho diário. “Particularmente em 2026, quando temos tantas crises, guerras e coisas acontecendo, é algo que me faz sentir bem”, ele conta. “E espero que os leitores também se sintam bem e tenham um pouco de distração de tudo de ruim que está acontecendo no mundo.” Mas, a cada vez que o economista acerta uma previsão, cresce o peso da expectativa. Klement trabalha como estrategista no banco de investimentos Panmure Liberum e recebe consultas dos seus colegas.

     Eles querem saber, por exemplo, como a lesão do ligamento cruzado anterior, sofrida pelo meio-campista holandês Xavi Simons, do Tottenham, pode influenciar o seu modelo. Por isso, apesar das suas inúmeras advertências sobre a integridade da previsão, Klement se prepara para o início do torneio, em junho. “Tenho vários colegas que apostaram na Holanda porque publiquei aquela nota”, ele conta. “E, se a Holanda for eliminada da Copa do Mundo, acho que, no dia seguinte, precisarei ficar trabalhando em casa.”


(ADAPTADO. Flora Snelson. Role,BBC Sport. Published: 27 maio 2026. Disponível em www.bbc.com/portuguese/articles/c4g44dvmkm0o)

Sobre o primeiro parágrafo do texto, analise as afirmativas:

I. No primeiro período, há uma oração subordinada adverbial temporal introduzida pelo conectivo “Quando”; essa oração estabelece a circunstância temporal para a oração principal.
II. No segundo período, introduzido pela conjunção adversativa “Mas”, ocorre uma contraposição entre dois personagens: o polvo Paul e o economista Joachim Klement.
III. A progressão temática ocorre por meio da retomada do referente “Paul”.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4243134 Português
Fé e Esperança
Zeca Pagodinho

É o fim do mundo
Está escrito que isso ia acontecer
É um castigo pra quem quis pagar pra ver
O mau exemplo que nos deu Adão e Eva

Comeram o fruto e cometeram o pecado capital
O proibido para eles foi normal
Se liga aí, pois isso é um papo reto
É o fim do mundo
É o fim do mundo

Está escrito que isso ia acontecer
É um castigo pra quem quis pagar pra ver
O mau exemplo que nos deu Adão e Eva

Comeram o fruto e cometeram o pecado capital
O proibido para eles foi normal
Se liga aí, pois isso é um papo reto

Fazer o bem
O bem pra todos sem discriminar ninguém
Ajoelhar, agradecer, dizer Amém
E entender que todos nós somos irmãos
Irmãos

É tanta guerra
É a doença, é a desgraça e a fome
E tudo isso é o mal que nos consome
Mas com esperança, nós podemos reverter
Basta querer
Com muito amor

[...]

Observe o trecho:

"Mas com esperança, nós podemos reverter / Basta querer."

A relação de sentido estabelecida pela conjunção "mas" é de

Alternativas
Q4242383 Português
Texto


Fio dental que imuniza?
A ciência por trás de uma nova forma de vacinação


Amado por uns, ignorado por outros, mas indispensável para todos. Quem nunca sentiu aquele frio na barriga ao sentar na cadeira do dentista e se perguntar: “Será que usei fio dental o suficiente dessa vez?”. Sabemos bem que o uso regular do fio dental é essencial na prevenção de cáries e diversas doenças bucais, mas… e se ele pudesse ir além disso? E se, além de proteger nossos dentes, o fio dental também pudesse proteger contra vírus, funcionando como uma vacina?


Fio Dental Vacinal 


Sim, é real! Em julho de 2025, cientistas das universidades Texas Tech e Carolina do Norte, nos Estados Unidos, deram um passo importante rumo ao futuro da imunização sem agulhas. Eles desenvolveram uma nova tecnologia capaz de induzir a resposta imune diretamente pela gengiva, atuando como uma vacina capaz de ativar o sistema imunológico contra vírus e proteínas associadas a diversas doenças.

O estudo foi publicado na prestigiada revista Nature Biomedical Engineering e descreve uma estratégia simples, indolor e não invasiva de entrega de vacinas. Em vez de injeções, a abordagem utiliza materiais biocompatíveis aplicados sobre o epitélio juncional do sulco gengival (o pequeno espaço entre o dente e a gengiva). Essa região é altamente permeável e metabolicamente ativa, permitindo o trânsito de células do sistema imune, como neutrófilos e linfócitos, que atuam na defesa da cavidade oral contra patógenos. Ao interagir com esse tecido, o material vacinal estimula a resposta imune local e, consequentemente, induz uma resposta protetora sistêmica, de modo semelhante ao observado com vacinas convencionais.

Essa inovação representa um avanço para o desenvolvimento de vacinas de mucosa e de fácil aplicação, especialmente úteis em regiões com infraestrutura de saúde limitada ou para pessoas que têm medo de agulhas. Além disso, ela pode transformar a forma como combatemos infecções virais e outras doenças, oferecendo uma alternativa prática, acessível e menos invasiva.

[…]


A Pesquisa


Na pesquisa realizada, o experimento foi conduzido da seguinte maneira: um fio dental foi revestido com diferentes componentes vacinais, como proteínas, vírus inativados e RNA mensageiro (mRNA). Em seguida, os pesquisadores utilizaram esse fio para limpar os dentes de camundongos, simulando o uso comum do produto. O resultado foi impressionante: a técnica induziu uma ativação imune forte e duradoura em múltiplos órgãos. Foram detectados anticorpos não apenas na corrente sanguínea, mas também nas mucosas do nariz e dos pulmões, na saliva, nas fezes e até na medula óssea dos animais, um indicativo claro de resposta imunológica de longo prazo.

Para avaliar a eficácia protetora, os camundongos imunizados com o fio dental vacinal foram posteriormente expostos a uma infecção letal pelo vírus da influenza. O desfecho foi notável e todos os animais vacinados sobreviveram, enquanto os não vacinados sucumbiram à infecção.

Além dos testes em camundongos, a equipe também realizou um ensaio de prova de conceito em voluntários humanos. Nessa etapa, palitos de fio dental revestidos com um corante fluorescente foram utilizados para verificar se a aplicação atingia o sulco gengival, alvo da tecnologia. Resultado? O corante foi detectado no sulco em aproximadamente 60% dos participantes, demonstrando que o método é viável e promissor para uso clínico futuro.


Futuro


Os resultados obtidos até o momento demonstram o enorme potencial dessa tecnologia em transformar o modo como as vacinas são administradas. No entanto, ainda há etapas importantes a serem superadas antes que o “fio dental vacinal” chegue ao uso clínico. De acordo com especialistas, o próximo passo será avaliar a técnica em voluntários com diferentes condições de saúde gengival, o que permitirá entender melhor como o produto se comporta em populações diversas. Além disso, será fundamental aperfeiçoar a formulação dos materiais vacinais, garantindo adesão prolongada e liberação controlada dos antígenos na mucosa gengival.

[…]


Fonte: FERREIRA, V. G. Fio dental que imuniza? A ciência por
trás de uma nova forma de vacinação. Revista Blog do Profissão
Biotec, v. 12, 2026. Disponível em: <https://profissaobiotec.com.br/
fio-dental-que-imuniza-a-ciencia-por-tras-de-uma-nova-forma-de-
-vacinacao>.
Considere o trecho a seguir, extraído do texto de divulgação científica presente na prova:

“Em vez de injeções, a abordagem utiliza materiais biocompatíveis aplicados sobre o epitélio juncional do sulco gengival (o pequeno espaço entre o dente e a gengiva). Essa região é altamente permeável e metabolicamente ativa (…).”

Assinale a alternativa correta em relação ao papel morfossintático e textual do termo destacado.
Alternativas
Q4242272 Português

Texto


Vacina contra VSR em idosos reduz internações em 75%



Análise comparou 520 mil vacinados com 2 milhões de não vacinados

Autoria: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil



O estudo que analisou dados de mais de 2,5 milhões de pessoas concluiu que a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em idosos esteve associada a uma redução de 75,6% das hospitalizações pela doença.


Além disso, os pacientes vacinados que precisaram ser internados após a infecção apresentaram 63,1% menos problemas cardiovasculares graves, como infarto e AVC. O risco de piora de diversas comorbidades também foi menor, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e doença renal.


O estudo comparou as informações de saúde de cerca de 520 mil pessoas vacinadas com o imunizante Arexvy com outras 2 milhões não vacinadas, nos Estados Unidos, entre agosto de 2023 e maio de 2024, após ponderações estatísticas.


Durante os nove meses analisados, o grupo das pessoas vacinadas registrou não somente menos internações pela doença, como também 79,1% menos hospitalizações com gravidade e 66,8% menos mortes.


Os resultados foram apresentados pela farmacêutica GSK, produtora na vacina, na edição deste ano da Conferência da Respiratory Syncytial Virus Foundation.


De acordo com a GSK, os dados “de mundo real” confirmam a eficiência do imunizante, já demonstrada nos ensaios clínicos.


O VSR é conhecido principalmente como o principal causador da bronquiolite em bebês, mas também é um vírus que infecta muitos idosos com gravidade, explica o cardiologista José Carlos Zanon, membro do Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia.


“Com o envelhecimento, o nosso sistema imunológico passa por um processo de imunosenescência, e passa a ter uma resposta reduzida a diferentes tipos de infecções, o que predispõe a casos mais graves. Inclusive, a mortalidade percentual entre os idosos pelo VSR é maior do que entre as crianças”, explicou Zanon.


Dados da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram que no primeiro semestre deste ano o VSR respondeu por 38,1% dos casos e 11,5% das mortes por síndrome respiratória aguda grave com diagnóstico confirmado para alguma infecção viral. Os idosos são o segundo grupo mais afetado, atrás das crianças de até 2 anos de idade.


Os casos têm crescido nesta época do ano, conforme a sazonalidade da doença. Considerando apenas o mês de junho, os casos graves causados por VSR passam de 50% daqueles comprovadamente provocados por algum vírus respiratório.


De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, a ampliação do diagnóstico possibilitou ao sistema de saúde reconhecer a importância do VSR como agente causador de doença respiratória grave também entre os idosos.


“Muitos estudos mostram até mais tempo de hospitalização do que pelo vírus influenza, da gripe, maior risco de morte associado, especialmente em indivíduos que têm condições crônicas cardiovasculares e pulmonares”, acrescenta.


O cardiologista José Carlos Zanon explica que além de afetar as vias respiratória, o VSR causa uma “cascata inflamatória” em todo o organismo e por isso pode descompensar outras doenças que o paciente já tenha, como diabetes, ou mesmo provocar problemas cardíacos e derrames.


No Brasil, a vacinação contra o VSR só é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para as gestantes, com o objetivo de proteger os bebês recém-nascidos.


Porém, dois imunizantes foram aprovados para uso em adultos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estão disponíveis na rede privada.


A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda que a vacina seja tomada por todos os idosos acima de 70 anos, e pelas pessoas entre 60 e 70 anos que tenham algum fator de risco.


O imunizante também é recomendado para todos os adultos imunocomprometidos.



Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/ vacina-contra-vsr-em-idosos-reduz-internacoes-em-75.

Considere o fragmento abaixo:
“O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é conhecido principalmente como o principal causador da bronquiolite em bebês.”
Assinale a alternativa correta do ponto de vista da norma-padrão e da clareza textual.
Alternativas
Q4241869 Português

Texto para o item.



Por que tantas indústrias estão trocando

as capitais pelo interior do Brasil


    Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.


    Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.


    “Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.


    Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.


Internet: (com adaptações).



A respeito dos aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto, julgue o item seguinte.

Caso fosse inserida a conjunção contudo antes do pronome “isso” no trecho “Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma ‘fuga de indústrias’ para regiões menos concorridas.”, a coesão e a coerência do texto seriam preservadas.
Alternativas
Q4241269 Português
 A informação, um bem precioso: por que cuidar dos dados pessoais

A informação continua sendo um bem muito precioso. Mas você sabia que a forma de lidar com a informação, principalmente a que diz respeito ao indivíduo, tem exigido bastante transformações, mundo afora e aqui no Brasil? Pois é, as pessoas estão, cada vez mais, buscando maior controle sobre seus dados. Preservar conteúdos privados não é mais uma opção, tornou-se um compromisso inadiável: tanto do cidadão consigo mesmo, como do governo e das empresas que se relacionam com esses dados e que precisam escutar o clamor das pessoas, se não quiserem ficar para trás.

Provavelmente você concorda que é indispensável cuidar dos seus dados e dos dados das demais pessoas. Então é hora de conhecer ainda mais sobre a LGPD: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais é a mudança mais importante no que se refere à privacidade de dados no Brasil. Aprovada em agosto de 2018, a lei já circula por aí e, como se pode perceber, não veio "para inglês ver", mas para auxiliar o Brasil a evoluir, de fato, no tema, gerando impactos positivos na vida de milhões de brasileiros.

Mas, afinal, o que é um dado pessoal? É simples: se uma informação permite identificar, direta ou indiretamente, um indivíduo que esteja vivo, então ela é considerada um dado pessoal, como nome, RG, CPF, gênero, data e local de nascimento, telefone, endereço residencial, localização via GPS, retrato em fotografia, prontuário de saúde, cartão bancário, renda, histórico de pagamentos, hábitos de consumo, preferências de lazer, endereço de IP e cookies, entre outros.



SERPRO. O que são dados pessoais? Portal LGPD. Brasília, DF: Serpro, [2023]. Disponível em: https://www.serpro.gov.br/lgpd/menu/protecao-de-dados/dados-pessoais-lgpd. Acesso em: 9 jul. 2026. (Texto adaptado.)
Considere o trecho: "as empresas... precisam escutar o clamor das pessoas, se não quiserem ficar para trás". Assinale  a reescrita que preserva a relação de condição e consequência entre as ideias e respeita a norma-padrão.
Alternativas
Q4241268 Português
 A informação, um bem precioso: por que cuidar dos dados pessoais

A informação continua sendo um bem muito precioso. Mas você sabia que a forma de lidar com a informação, principalmente a que diz respeito ao indivíduo, tem exigido bastante transformações, mundo afora e aqui no Brasil? Pois é, as pessoas estão, cada vez mais, buscando maior controle sobre seus dados. Preservar conteúdos privados não é mais uma opção, tornou-se um compromisso inadiável: tanto do cidadão consigo mesmo, como do governo e das empresas que se relacionam com esses dados e que precisam escutar o clamor das pessoas, se não quiserem ficar para trás.

Provavelmente você concorda que é indispensável cuidar dos seus dados e dos dados das demais pessoas. Então é hora de conhecer ainda mais sobre a LGPD: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais é a mudança mais importante no que se refere à privacidade de dados no Brasil. Aprovada em agosto de 2018, a lei já circula por aí e, como se pode perceber, não veio "para inglês ver", mas para auxiliar o Brasil a evoluir, de fato, no tema, gerando impactos positivos na vida de milhões de brasileiros.

Mas, afinal, o que é um dado pessoal? É simples: se uma informação permite identificar, direta ou indiretamente, um indivíduo que esteja vivo, então ela é considerada um dado pessoal, como nome, RG, CPF, gênero, data e local de nascimento, telefone, endereço residencial, localização via GPS, retrato em fotografia, prontuário de saúde, cartão bancário, renda, histórico de pagamentos, hábitos de consumo, preferências de lazer, endereço de IP e cookies, entre outros.



SERPRO. O que são dados pessoais? Portal LGPD. Brasília, DF: Serpro, [2023]. Disponível em: https://www.serpro.gov.br/lgpd/menu/protecao-de-dados/dados-pessoais-lgpd. Acesso em: 9 jul. 2026. (Texto adaptado.)
O texto interpela reiteradamente o leitor na segunda pessoa ("você sabia", "provavelmente você concorda") e reserva para o fim a definição técnica de dado pessoal. Considerando essa organização em seu conjunto, infere-se que ela busca: 
Alternativas
Q4241264 Português
Transparência, o melhor antídoto contra a corrupção


A Controladoria-Geral da União (CGU) acredita que a transparência é o melhor antídoto contra a corrupção, uma vez que ela é um importante mecanismo indutor para que os gestores públicos ajam com responsabilidade. Quando as informações sobre a arrecadação e a destinação do dinheiro público circulam de forma clara e acessível, cria-se um ambiente em que as decisões precisam ser justificadas e prestadas contas à população.

Uma gestão pública transparente permite à sociedade, com informações, colaborar no controle das ações de seus governantes, com o intuito de checar se os recursos públicos estão sendo usados como deveriam. Esse acompanhamento não se restringe aos órgãos de fiscalização: o cidadão que consulta portais oficiais, questiona contratos e acompanha obras também exerce uma forma de vigilância sobre o uso do que pertence a todos.

Por isso, a participação social é tratada como um complemento necessário ao trabalho técnico dos órgãos de controle. Ao instituir canais de diálogo com diferentes segmentos da sociedade civil, o poder público busca fortalecer os mecanismos democráticos e promover uma atuação conjunta na implementação das políticas públicas, aproximando quem paga os tributos das decisões sobre onde e como aplicá-los.


BRASIL. Controladoria-Geral da União (CGU). Transparência Pública. Brasília, DF: CGU, [2024]. Disponível em: https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/transparencia-publica. Acesso em: 9 jul. 2026. (Texto adaptado.)
Considere dois enunciados: (I) "sem informação acessível, o controle social não se realiza"; (II) "havendo informação acessível, o controle social se realiza". Confrontando ambos com o encadeamento de ideias do texto, conclui-se que:
Alternativas
Q4241261 Português
Transparência, o melhor antídoto contra a corrupção


A Controladoria-Geral da União (CGU) acredita que a transparência é o melhor antídoto contra a corrupção, uma vez que ela é um importante mecanismo indutor para que os gestores públicos ajam com responsabilidade. Quando as informações sobre a arrecadação e a destinação do dinheiro público circulam de forma clara e acessível, cria-se um ambiente em que as decisões precisam ser justificadas e prestadas contas à população.

Uma gestão pública transparente permite à sociedade, com informações, colaborar no controle das ações de seus governantes, com o intuito de checar se os recursos públicos estão sendo usados como deveriam. Esse acompanhamento não se restringe aos órgãos de fiscalização: o cidadão que consulta portais oficiais, questiona contratos e acompanha obras também exerce uma forma de vigilância sobre o uso do que pertence a todos.

Por isso, a participação social é tratada como um complemento necessário ao trabalho técnico dos órgãos de controle. Ao instituir canais de diálogo com diferentes segmentos da sociedade civil, o poder público busca fortalecer os mecanismos democráticos e promover uma atuação conjunta na implementação das políticas públicas, aproximando quem paga os tributos das decisões sobre onde e como aplicá-los.


BRASIL. Controladoria-Geral da União (CGU). Transparência Pública. Brasília, DF: CGU, [2024]. Disponível em: https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/transparencia-publica. Acesso em: 9 jul. 2026. (Texto adaptado.)
Associe cada conectivo empregado no texto (primeira coluna) ao valor lógico-semântico que ele instaura no contexto (segunda coluna)
Primeira coluna (conectivos)
1."Quando", em "Quando as informações... circulam de forma clara e acessível, cria-se um ambiente...".
2."uma vez que", em "a transparência é o melhor antídoto..., uma vez que ela é um importante mecanismo indutor...".
3."Ao", em "Ao instituir canais de diálogo..., o poder público busca fortalecer os mecanismos democráticos...".
Segunda coluna (valores)
(__)Introduz o motivo que fundamenta a afirmação avaliativa formulada na oração anterior.
(__)Exprime a circunstância cuja realização condiciona o surgimento do ambiente de responsabilização descrito na sequência.
(__)Marca a circunstância simultânea no interior da qual se realiza o propósito atribuído ao poder público.


Após análise, assinale a sequência correta. 
Alternativas
Q4240962 Português
Por que utilizar o Cadúnico como fonte de informação para orientar políticas públicas?


        O CadUnico reúne dados da população com renda per capita de ate meio salário-mínimo, ou ate três salários_ mínimos como renda familiar total. Os dados do cadastro contribuem para subsidiar dezenas de programas federais, notadamente aqueles voltados à população de baixa renda. Nesse sentido, aponta-se que o CadUnico possui ampla abrangência da população pobre.

    No período 2016-2022 o CadUnico foi alvo de desmontes e desmobilizações. A partir de ZO23 foram despendidos esforços no sentido do aprimoramento da base, inclusão de novas famílias via programas sociais, revisão de normas para aprimorar a averiguação e revisão cadastral, além do esforço do Ipea na geocodificação de toda a base que permite cruzamentos detalhados com bases diversas de dados, inclusive municipais.

        A principal desvantagem no uso dos dados do CadUnico diz respeito ao fato de que se tratam de dados autodeclarados. Nesse sentido, há a recomendação de que o ministério responsável desenvolva uma estratégia de verificação, que pode ocorrer por amostragem, com o potencial de garantir maior confiabilidade aos dados.

        Um ponto que pode ser considerado uma desvantagem a longo prazo diz respeito ao maior foco do CadÚnico nas famílias mais vulneráveis, de modo que não necessariamente todas as famÍlias que deveriam ser atendidas pela Lei de ATHIS - aquelas com renda de até três salários-mínimos - estejam incluídas no Cadastro. Contudo, tendo em vista a necessidade de priorização dos beneficiários devido aos usualmente limitados recursos para implementação da referida legislação, vislumbra-se esta como uma vantagem, já que revela a parcela de maior vulnerabilidade e, nesse sentido, prioritária.

       Complementarmente, o cadastro tem sido utilizado em distintas iniciativas para acompanhamento da situação habitacional. Os principais exemplos são do Espírito Santo, iniciativa do Instituto Jones dos Santos Neves desde 2015, que se beneficia também da possibilidade de desagregação dos dados para monitorar o déf icit habitacional quantitativo municipal em periodicidade anual. A partir desta referência, o Instituto Mauro Borges desenvolveu metodologia semelhante em Goiás. Posteriormente, esta metodologia foi adaptada pelo Ipea para investigar a existência de deficit habitacional na situação de moradia anterior das famílias contempladas pelo Minha Casa Minha Vida, enquadradas na Faixa 1 do programa, nas 20 maiores cidades do país.

Fonte: INSTITUTO DE PESeUISA ECONOMICA ApLICADA (tpEA) Nota
Tecnica no 55. BrasÍlia, DF. Ipea, 2025
O último parágraÍo se inicia com o vocábulo Complementarmente. Do ponto de vista da progressão textual e do encadeamento das ideias do texto como um todo, esse adverbio foi empregado para introduzir um argumento que possui natureza de:
Alternativas
Q4235823 Português

Um pé de cedro


                                                                                                                                             Por Adriana Antunes


q_1 t.png (627×492)


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pede-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do trecho a seguir, retirado do texto, sem causar alterações significativas ao seu sentido.
“No dia em que a derrubaram, o bairro parou para assistir”. 
Alternativas
Q4235820 Português

Um pé de cedro


                                                                                                                                             Por Adriana Antunes


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pede-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. Não fosse pelos dois últimos parágrafos do texto, seria possível dizer que se trata apenas de uma narrativa breve.
II. Pode-se identificar que o assunto principal do texto é a história da família da autora e a relação deles com as árvores.
III. A relação da autora com os presentes que ganhou do pai teve de ser interrompida em virtude do progresso da cidade e da família.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4234024 Português
Texto CB2A1

        A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital.

        Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional.

        No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina.

        A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito.

Internet: <https://legale.com.br>  (com adaptações).

Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue o seguinte item.


Das relações de sentido estabelecidas entre os dois primeiros períodos do último parágrafo conclui-se que o segmento "Pelo contrário" introduz uma inversão argumentativa que não apenas reforça a negativa, presente no primeiro período, de uma possível expectativa de a automação reduzir a responsabilidade do Estado, mas a intensifica.

Alternativas
Q4234022 Português
Texto CB2A1

        A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital.

        Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional.

        No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina.

        A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito.

Internet: <https://legale.com.br>  (com adaptações).

Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue o seguinte item.


Não haveria prejuízo da correção gramatical nem comprometimento da coerência das ideias do primeiro parágrafo caso o período "Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental." fosse reescrito da seguinte forma: É fundamental para o profissional do direito a compreensão de como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública.

Alternativas
Q4234014 Português
Texto CB2A1

        A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital.

        Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional.

        No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina.

        A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito.

Internet: <https://legale.com.br>  (com adaptações).

Julgue o item a seguir, relativo ao texto CB2A1 e às ideias nele veiculadas.


No período "A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo." (terceiro parágrafo), o segmento "obtida por meio de robôs" restringe o sentido de "celeridade processual", especificando a forma por meio da qual ela é alcançada, sem alterar a relação de oposição estabelecida no período imediatamente anterior.

Alternativas
Respostas
201: C
202: B
203: B
204: A
205: B
206: E
207: C
208: A
209: A
210: E
211: B
212: D
213: B
214: C
215: A
216: B
217: C
218: C
219: C
220: C