Questões de Concurso Comentadas sobre coesão e coerência em português

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Q931090 Português

                                                          Pensando a “motivação”

  Já é um lugar-comum dizer que a motivação é um elemento importantíssimo na tarefa de educar. “Motivar o aluno” é uma operação vista como a chave essencial do processo. Mas é preciso ter cautela quanto ao que se entende, afinal, por motivação. Se ela quer dizer algo como “corresponder a desejos ou expectativas existentes no aluno”, então não será mais do que o atendimento ao que, no fundo, já está motivado. Talvez seja o caso de aceitar que a surpresa, o passo desconhecido e o impacto do estranhamento podem ser estimulantes para o jovem se defrontar exatamente com o que é diferente do que ele já tem. Em vez de acionar nele os mecanismos de atendimento ao que já lhe interessa, não será melhor fazê-lo trilhar um caminho inédito e desafiador?

O sentido de motivar pode ser bastante conservador, ao acionar valores já mecanizados de um sistema. Começam a surgir assertivas como “isto seria mais próprio para crianças acima de dez anos” ou “os jovens de hoje preferem ouvir tal tipo de música”. Se seguirmos por esse caminho, estaremos apenas confirmando um gosto já estabelecido. A única condição que existe para se abonar o termo motivação está no aproveitamento da ideia de motivo como uma oportunidade de mover o aluno para bem mais adiante do lugar que ele próprio já determinou para instalar suas expectativas.


                                                                                (Perivaldo Ramon Gutierrez, inédito

Traduz-se em linguagem clara, correta e coerente o sentido de um segmento do texto em:
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Q931085 Português

                     Pensamento crítico de José Saramago


      Brilhante provocador intelectual, consciência insatisfeita, duro polemista e detonador de conformismos, além de refinado analista e observador atento de seu tempo, o escritor português José Saramago assumiu, com visível energia a partir da década de 1990, a função crítica do homem de cultura envolvido pelo pulsar de seu tempo. Concernido pelo mundo e pela natureza do ser humano, empreendeu a tarefa de desestabilizar, mediante o questionamento, uma realidade social que julgou opaca, confusa e injusta.

      Saramago destacava “a necessidade de abrir os olhos” e, como Aristóteles, apegava-se à obrigação de elevar o julgamento ao nível da maior lucidez possível. Essa busca exigente das facetas ocultas da verdade – “as verdades únicas não existem: as verdades são múltiplas, só a mentira é global”, garante – o conduziria a explorar o outro lado do visível, circulando por caminhos que escapavam ao costume. Tratava-se, em resumo, de procurar enxergar com clareza, para o que se tornava iniludível a tarefa de revelar e resgatar as omissões. Iluminar e desentranhar o real constituía uma aspiração central de seu pensamento.

      Com base nesses pressupostos, enfrentou o que chamava pensamento único – ou pensamento zero, como também o qualificava – opondo-lhe a resistência de uma autêntica barricada moral e intelectual. Suas visões alternativas foram expressas com a clareza e a autonomia de um livre-pensador que reage contra as deformações dos mitos e as limitações das versões oficiais. Praticou, como o filósofo francês Voltaire, a dúvida sistemática, reagindo com firmeza à indolência da frase que diz “sábio é aquele que se contenta com o espetáculo do mundo”, defendida pelo poeta Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa.

(Comentário sem indicação autoral ao livro As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 453-454) 

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
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Q931035 Português

      Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi, e tenho algum tempo para observá-la, eu me encarno nela e assim dou um grande passo para conhecê-la. E essa intrusão numa pessoa, qualquer que seja ela, nunca termina pela sua própria autoacusação: ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos e perdoo. Preciso é prestar atenção para não me encarnar numa vida perigosa e atraente, e que por isso mesmo eu não queira o retorno a mim mesmo.

      Um dia, no avião... ah, meu Deus – implorei – isso não, não quero ser essa missionária!.

      Mas era inútil. Eu sabia que, por causa de três horas de sua presença, eu por vários dias seria missionária. A magreza e a delicadeza extremamente polida de missionária já me haviam tomado. É com curiosidade, algum deslumbramento e cansaço prévio que sucumbo à vida que vou experimentar por uns dias viver. E com alguma apreensão, do ponto de vista prático: ando agora muito ocupada demais com os meus deveres e prazeres para poder arcar com o peso dessa vida que não conheço – mas cuja tensão evangelical já começo a sentir. No avião mesmo percebo que já comecei a andar com esse passo de santa leiga: então compreendo como a missionária é paciente, como se apaga com esse passo que mal quer tocar o chão, como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros. Agora sou pálida, sem nenhuma pintura nos lábios, tenho o rosto fino e uso aquela espécie de chapéu de missionária.

                (Clarice Lispector, Encarnação involuntária. Felicidade clandestina.)

Assinale a alternativa que reescreve os trechos destacados nas passagens – ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos / com o peso dessa vida que não conheço – mas cuja tensão evangelical já começo a sentir – em conformidade com a norma-padrão e expressando corretamente o sentido do texto.
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Q930983 Português
Uma frase escrita em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa está em:
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Q930974 Português

Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.


Peça teatral no Amapá retrata os conflitos e superações da mulher contemporânea


“Mulher do Fim do Mundo” ficará em cartaz nos dias 20 e 27 de outubro, no Sesc Araxá. Entrada é franca e a classificação é 16 anos.


Por Rita Torrinha, G1 AP, Macapá
20/10/2017 09h10 Atualizado 20/10/2017 09h29

    Uma montagem solo amapaense traz à reflexão a figura da mulher contemporânea como resistência de luta e superação. “Mulher do Fim do Mundo” será a atração nos dias 20 e 27 de outubro no salão de eventos do Sesc Araxá, em Macapá.
    A peça tem a assinatura da Associação Artística Casa Circo, que foi premiada este ano. Jones Barsou, diretor do espetáculo, diz que esse olhar sobre a mulher é feito de forma brutal, que se ameniza ou se agita ainda mais com momentos de dança.
    O texto é forte e fala da mulher diante de seus conflitos internos. A atriz, bailarina e artista circense Ana Caroline é quem dá vida à personagem.
    “A todo o momento a mulher é obrigada a impor uma política que valide o seu corpo e o seu discurso enquanto ser significante na sociedade. Essa condição seria desnecessária se a vida de cada pessoa fosse restrita a ela”, comenta Barsou.

Serviço
Mulher do Fim do Mundo
Data: 20 e 27 de outubro
Horário: 20h
Local: salão de eventos do Sesc Araxá − Rua Jovino Dinoá, bairro Araxá
Classificação: 16 anos
Entrada franca

(Texto adaptado. Disponível em: https://g1.globo.com)
Considere as seguintes passagens do texto:
A peça tem a assinatura da Associação Artística Casa Circo, que foi premiada este ano. (2o parágrafo) − O texto é forte e fala da mulher diante de seus conflitos internos. (3o parágrafo) − Essa condição seria desnecessária se a vida de cada pessoa fosse restrita a ela... (4o parágrafo)
As passagens permanecem escritas corretamente caso as expressões sublinhas sejam substituídas, respectivamente, por
Alternativas
Q930933 Português
A frase redigida com clareza e em conformidade com a norma-padrão da língua é:
Alternativas
Q930923 Português

Atenção: Considere o poema a seguir para responder à questão.


                    Não mais no quadro negro

                    o tempo de criança.

                    A escola isolada

                    desapareceu.

                    As meninas casaram

                    ou ficaram no mundo,

                    os meninos viraram homens,

                    uns de pés descalços,

                    uns de mãos vazias.

                    Minha mestra, onde anda?

                    Que problema difícil

                    de solucionar.

(MARINHO, Arthur Neri. Disponível em:

www.alcinea.com/poetas-do-amapa)

Acerca dos períodos que compõem o poema, está correto o que se afirma em:
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Q930881 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Os intelectuais e a escrita


    Poderia uma função social para os intelectuais − quer dizer, poderiam os próprios intelectuais − ter existido antes da invenção da escrita? Dificilmente. Sempre houve uma função social para xamãs, sacerdotes, magos e outros servos e senhores de ritos, e é de supor que também para aqueles que hoje chamaríamos de artistas. Mas como existir intelectuais antes da invenção de um sistema de escrita e de números que precisava ser manipulado, compreendido, interpretado, aprendido e preservado? Entretanto, com o advento desses modernos instrumentos de comunicação, cálculo e, acima de tudo, memória, as exíguas minorias que dominavam essas habilidades provavelmente exerceram mais poder social durante uma época do que os intelectuais jamais voltaram a exercer.
    Os que dominavam a escrita, como nas primeiras cidades das primeiras economias agrárias da Mesopotâmia, puderam se tornar o primeiro “clero”, classe de governantes sacerdotais. Até os séculos XIX e XX, o monopólio da capacidade de ler e escrever no mundo alfabetizado e a instrução necessária para dominá-la também implicavam um monopólio de poder, protegido da competição pelo conhecimento de línguas escritas especializadas, ritual ou culturalmente prestigiosa.
    De outro lado, a pena jamais teve mais poder do que a espada. Os guerreiros sempre conquistaram os escritores, mas sem estes últimos não poderia ter havido nem Estados, nem grandes economias, nem, menos ainda, os grandes impérios históricos do mundo antigo.

(Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 226-227)
Poderia uma função social para os intelectuais − quer dizer, poderiam os próprios intelectuais − ter existido antes da invenção da escrita? (1º parágrafo)
Esse período de abertura do texto encontra interpretação precisa, em redação clara e correta, no seguinte comentário:
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Q930875 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Um século de cinema*



    Os cem anos do cinema parecem ter a forma de um ciclo de vida: um nascimento inevitável, o contínuo acúmulo de glórias, na última década, o início de um declínio irreversível e degradante. Isso não significa que não haverá filmes novos dignos de se admirar. Mas tais filmes serão mais que exceções: eles terão de ser heroicas violações das normas e dos procedimentos que hoje regem a produção cinematográfica em toda parte no mundo capitalista e em vias de se tornar capitalista – vale dizer, em toda parte.
    Filmes comuns, feitos tão somente para fins de entretenimento (ou seja, comerciais), continuarão a ser espantosamente tolos; a vasta maioria já não consegue deixar de apelar de forma clamorosa para o seu público, cinicamente visado. Enquanto a finalidade de um grande filme é, hoje, mais que nunca, ser uma proeza única, o cinema comercial instituiu para si uma política de produção cinematográfica inchada, derivativa, uma descarada arte combinatória, na esperança de reproduzir sucessos do passado. Todo filme que espera alcançar o maior público possível é planejado como uma forma de reprodução. O cinema, outrora anunciado como a arte do século XX, parece hoje uma arte decadente.

*Excerto de ensaio escrito pela pensadora norte-americana em 1983.

(SONTAG, Susan. Questão de ênfase. Trad. de Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 115 e p. 161)
É clara, coesa e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
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Q930778 Português
O comentário escrito com correção e clareza está em:
Alternativas
Q930691 Português

Considere o texto abaixo para responder a questão.


     Hoje, a maioria dos países pode ser classificada como “Estados nacionais”, mas não todos. A nação pode encaixar-se completa e exclusivamente dentro de um Estado, mas também pode não se encaixar. Isso porque a palavra “nação” engloba coisas difíceis de precisar, mas que todo mundo sente. A nação quer dizer muitas vezes uma língua comum, uma história comum, tradições comuns, valores comuns, arte comum − ou seja, cultura no sentido mais lato.

    Os bascos, que falam sua própria língua e têm sua própria cultura, estão situados na Espanha e na França (o chamado País Basco) e portanto são cidadãos, conforme o caso, do Estado espanhol ou do Estado francês. Mas se consideram bascos. Estão apenas submetidos à ordem jurídica da França ou da Espanha. E muitos deles lutam pela instauração de um Estado nacional basco. Para os brasileiros, isso é difícil de entender. O Brasil é um caso comparativamente raro, em que um Estado muito grande coincide com uma nação.

    Nem a nação nem o Estado necessitam, para sua existência, de um território fixo, delimitado. Essas coisas são importantes de se ter em mente, ao tentarmos compreender problemas como o dos palestinos, dos bascos e de outros povos, cujas lutas ocupam os noticiários de todos os dias, embora muitas delas se desenrolem obscuramente em países de que raramente ouvimos falar e ainda outras sejam vistas por uma ótica deturpada pelos interesses envolvidos. São também noções indispensáveis para que se compreenda a história dos povos, pois, do contrário, grande parte dela perderá o sentido.


(Adaptado de: RIBEIRO, João Ubaldo. Política: Quem manda, por que manda, como manda. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, edição digital.) 

 A frase redigida com correção e coerência está em: 
Alternativas
Q930690 Português

Considere o texto abaixo para responder a questão.


     Hoje, a maioria dos países pode ser classificada como “Estados nacionais”, mas não todos. A nação pode encaixar-se completa e exclusivamente dentro de um Estado, mas também pode não se encaixar. Isso porque a palavra “nação” engloba coisas difíceis de precisar, mas que todo mundo sente. A nação quer dizer muitas vezes uma língua comum, uma história comum, tradições comuns, valores comuns, arte comum − ou seja, cultura no sentido mais lato.

    Os bascos, que falam sua própria língua e têm sua própria cultura, estão situados na Espanha e na França (o chamado País Basco) e portanto são cidadãos, conforme o caso, do Estado espanhol ou do Estado francês. Mas se consideram bascos. Estão apenas submetidos à ordem jurídica da França ou da Espanha. E muitos deles lutam pela instauração de um Estado nacional basco. Para os brasileiros, isso é difícil de entender. O Brasil é um caso comparativamente raro, em que um Estado muito grande coincide com uma nação.

    Nem a nação nem o Estado necessitam, para sua existência, de um território fixo, delimitado. Essas coisas são importantes de se ter em mente, ao tentarmos compreender problemas como o dos palestinos, dos bascos e de outros povos, cujas lutas ocupam os noticiários de todos os dias, embora muitas delas se desenrolem obscuramente em países de que raramente ouvimos falar e ainda outras sejam vistas por uma ótica deturpada pelos interesses envolvidos. São também noções indispensáveis para que se compreenda a história dos povos, pois, do contrário, grande parte dela perderá o sentido.


(Adaptado de: RIBEIRO, João Ubaldo. Política: Quem manda, por que manda, como manda. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, edição digital.) 

Considere as afirmações abaixo a respeito do texto.


I. Para os brasileiros, isso é difícil de entender. O Brasil é um caso comparativamente raro, em que um Estado muito grande coincide com uma nação.

As duas frases acima podem ser articuladas em um único período, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical, do seguinte modo: Para os brasileiros, isso é difícil de entender, conquanto, o Brasil é um caso comparativamente raro de um Estado muito grande, ao qual coincide com uma nação.

II. O autor chama a atenção para a importância de se distinguir os conceitos de “nação” e “Estado”, distinção sem a qual não se compreende amplamente a história de diversos povos.

III. E muitos deles lutam pela instauração de um Estado nacional basco.

Sem prejuízo da correção gramatical, e sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, o segmento “muitos deles” pode ser substituído por “cada um deles”.


Está correto o que se afirma APENAS em  

Alternativas
Q930353 Português
Assinale a alternativa redigida incorretamente, sob o ponto de vista gramatical?
Alternativas
Q930349 Português
As orações abaixo admitem as duas formas de redação propostas, exceto:
Alternativas
Q930039 Português

No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto XII, julgue (C ou E) o item seguinte.


Do período “O agregado é a sua caricatura” (l. 23 e 24), é correto inferir que o agregado é uma caricatura de si próprio.
Alternativas
Q930037 Português

No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto XII, julgue (C ou E) o item seguinte.

A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o período “Assim, com mil formas e nomes, o favor atravessou e afetou no conjunto a existência nacional, ressalvada sempre a relação produtiva de base, esta assegurada pela força.” (l. 29 a 32) fosse assim reescrito: Dessa forma, o favor atravessou e afetou, no conjunto e com mil formas e nomes, a existência nacional, embora a relação produtiva de base estivesse sempre ressalvada e assegurada pela força.

Alternativas
Q930035 Português

Ainda considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto XI, julgue (C ou E) o item que se segue.


Nas expressões “seu preconceito” (l.45) e “seu sarcasmo” (l. 45 e 46), o pronome possessivo remete a referentes distintos.

Alternativas
Q930031 Português

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto XI, julgue (C ou E) o item a seguir.


Os termos “categoria dinâmica” (l.12), “classe lucrativa” (l.33) e “O empresário” (l.42) são expressões usadas para construir referências relativas a um mesmo campo semântico.
Alternativas
Q930030 Português

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto XI, julgue (C ou E) o item a seguir.


Na frase “o arrastar na sombra denunciava-lhe prestígio negativo” (l. 7 e 8), a substituição do pronome oblíquo “lhe” por a ela prejudicaria a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q930020 Português

Imagem associada para resolução da questão


A respeito dos aspectos linguísticos do texto IX, julgue (C ou E) o item que se segue.

As formas verbais “tivessem amortecido” (l. 6 e 7) e “absorvesse” (l. 8) remetem, respectivamente, às fases final e inicial dos eventos que exprimem.

Alternativas
Respostas
5421: E
5422: B
5423: A
5424: E
5425: A
5426: D
5427: D
5428: B
5429: B
5430: C
5431: C
5432: B
5433: B
5434: B
5435: E
5436: E
5437: C
5438: C
5439: C
5440: E