Questões de Concurso Comentadas sobre coesão e coerência em português

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Q1020413 Português

Leia o texto a seguir.

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Esse texto apresenta problemas no que diz respeito à sua


Alternativas
Q1020377 Português
Alimentos apresentam agrotóxicos acima do recomendado

 Você já se perguntou quantas vezes nossos avós ficaram doentes? Certamente, muito menos do que ficamos hoje. Na época deles, os alimentos não tinham agrotóxicos, bem diferente dos dias de hoje, quando grande parte das frutas, verduras e legumes é pulverizada com tais substâncias. O uso de aditivos agrícolas em alguns deles, como pimentão, pepino, morango e alface, é tão disseminado que o desafio é encontrar uma amostra livre de contaminação.
Há alguns anos, a forma mais comum de plantio era manual e em policultura, o que preservava a microflora e a fauna do solo. Assim, a terra mantinha-se rica em oxigênio e nutrientes, terreno ideal para os alimentos crescerem saudáveis e resistentes. Na agricultura moderna, faz-se arado do solo em monocultura, o que destrói o ecossistema do local. A cadeia alimentar fica desbalanceada e abre-se espaço para as pragas, tornando-se enfim necessário o uso de pesticidas.
 O consumo frequente de produtos com agrotóxicos ao longo da vida pode trazer riscos graves à saúde. Nomeados de “disruptores endócrinos”, esse tipo de veneno tem substâncias que alteram o funcionamento dos hormônios e o DNA das células, provocando oxidação e inflamações no organismo. Segundo uma pesquisa feita pelo Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana, da Fiocruz, eles ainda facilitam o desenvolvimento de câncer, antecipam a primeira menstruação e podem diminuir a fertilidade.
 Em geral, alimentos que sofreram ação de agrotóxicos são maiores, mas com pouco sabor e cheiro. Já os orgânicos têm cor mais viva, costumam ser menores e há presença marcante de aroma e sabor. A regra, porém, não pode ser seguida à risca.
[...]
 Lavar bem folhas, legumes e frutas retira as impurezas, mas não diminui a quantidade de agrotóxico, porque o veneno penetra nas células do alimento. Naqueles de casca dura e grossa as substâncias nocivas podem ter mais dificuldade para chegar à polpa, mas ainda assim a contaminação do interior dos alimentos é frequente devido ao mau uso dos pesticidas. Infelizmente, a única forma de garantir que se está consumindo um produto isento de pesticidas é adquirir produtos certificados como orgânicos.

Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/alimentos-apresentam-agrotoxicos-acima-do-recomendado/>.
Acesso em: 22 jul. 2019
O trecho no qual se estabelece uma relação de causa e consequência quanto ao uso dos agrotóxicos está corretamente transcrito em:
Alternativas
Q1019823 Português

Leia a tira.


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Sobre os recursos linguísticos utilizados para a construção de sentido do texto, analise as afirmativas.


I - O elemento coesivo isto, presente nos primeiro e último quadrinhos, é um pronome demonstrativo com função referencial anafórica.

II - O termo aqui exerce a função de elemento locativo, localizando o personagem no espaço físico.

III - Em termos de relações de sentido, aquém tem em além seu par sinonímico.

IV - Exercem função adjetiva no contexto da tira os termos alta-costura, camuflagem e estiloso.


Estão correto o que se afirma em

Alternativas
Q1019385 Português

                                           [Formas de ler]


      Antigamente eu apanhava e largava um livro sem me preocupar com outra coisa que não as parcelas de realidade e de fantasia encerradas naquele maço de folhas impressas. Mais aberto à emoção, reparava menos na técnica; atraído pela obra, pouco me interessava pelo escritor.

      A leitura profissional, os estudos de literatura e algumas incursões no campo da crítica acabaram com esse leitor irresponsável. Hoje, ao pegar um livro, penso no homem que se encontra atrás das frases, em suas ambições e seus objetivos, seus materiais e ferramentas. O que antes se me apresentava como a beleza imaterial de uma flor ou de uma nuvem, soltas no tempo e no espaço, depara-se-me como o produto de um artesanato e a manifestação de uma vontade inteligente.

      Por isso dificilmente leio agora um livro isolado em si mesmo. Vem-me logo a vontade de percorrer outras obras do escritor, de aferrar nelas os traços de uma personalidade diferente das outras, de chegar ao canal misterioso que une a criação ao criador. Daí também uma curiosidade biográfica, como se a vida do autor necessariamente encerrasse um segredo, uma chave para a compreensão da obra.


(RÓNAI, Paulo. Como aprendi o Português e outras aventuras. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014, p. 137) 

Há plena correção, coesão e inteira coerência na construção da seguinte frase sobre o texto:
Alternativas
Q1019382 Português

                                           [Formas de ler]


      Antigamente eu apanhava e largava um livro sem me preocupar com outra coisa que não as parcelas de realidade e de fantasia encerradas naquele maço de folhas impressas. Mais aberto à emoção, reparava menos na técnica; atraído pela obra, pouco me interessava pelo escritor.

      A leitura profissional, os estudos de literatura e algumas incursões no campo da crítica acabaram com esse leitor irresponsável. Hoje, ao pegar um livro, penso no homem que se encontra atrás das frases, em suas ambições e seus objetivos, seus materiais e ferramentas. O que antes se me apresentava como a beleza imaterial de uma flor ou de uma nuvem, soltas no tempo e no espaço, depara-se-me como o produto de um artesanato e a manifestação de uma vontade inteligente.

      Por isso dificilmente leio agora um livro isolado em si mesmo. Vem-me logo a vontade de percorrer outras obras do escritor, de aferrar nelas os traços de uma personalidade diferente das outras, de chegar ao canal misterioso que une a criação ao criador. Daí também uma curiosidade biográfica, como se a vida do autor necessariamente encerrasse um segredo, uma chave para a compreensão da obra.


(RÓNAI, Paulo. Como aprendi o Português e outras aventuras. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014, p. 137) 

Há clara compreensão do sentido da frase Mais aberto à emoção, reparava menos na técnica (1° parágrafo) nesta nova e correta redação que lhe é dada:
Alternativas
Q1019376 Português

[O tempo sem rumo]

     As datas deveriam nos fixar no tempo como as coordenadas geográficas nos fixam no espaço, mas a analogia não funciona. O tempo não tem pontos fixos, o tempo é uma sombra que dá a volta na Terra. Ou a Terra é que dá voltas na sombra. Nossa única certeza é que será sempre a mesma sombra – o que não é uma certeza, é um terror.

     Na nossa fome de coordenadas no tempo nos convencemos até que dias da semana têm características. Que uma terça-feira, por exemplo, não serve para nada. Que terça é o dia mais sem graça que existe, sem a gravidade de uma segunda – dia de remorso e decisões – e o peso da quarta, que centraliza a semana. Gostaríamos que passar pelos dias fosse como passar por meridianos e paralelos, a evidência de estarmos indo numa direção, não entrando e saindo da mesma sombra. Não passando por cada domingo com a nítida impressão de que já estivemos aqui antes.

     Já que não há coordenadas e pontos fixos no tempo, contentemo-nos com as metáforas fáceis. Este nosso milênio se estende como um imenso pergaminho à nossa frente, esperando para ser preenchido. Podemos escolher nosso destino, desenhar nossos próprios meridianos e paralelos e prováveis novos mundos. É verdade que a passagem do tempo não se mede apenas pelo retorno aos domingos, também se mede pela degradação orgânica, e que a cada domingo estaremos mais perto daquela sombra que nunca acaba... Nenhum de nós chegará muito longe neste milênio. Mas é bom saber que ele está, aqui, quase inteiro, sempre à nossa espera.

(Adaptado de VERISSIMO, Luis Fernando. Em algum lugar do paraíso. São Paulo: Objetiva, 2011, p. 7)

Ao se reescrever uma frase do texto, não haverá prejuízo para a sua clareza e correção gramatical no seguinte caso:
Alternativas
Q1019373 Português

                                      Estação de águas


      Esta poética designação – estação de águas – nada tem a ver, como eu imaginava quando menino, com alguma estação de trem onde chovesse muito e tudo se inundasse. Em criança a gente tende a entender tudo meio que literalmente. “Estação de águas”, soube depois, indica aqui a época, a temporada ou mesmo a estância em que as pessoas se dispõem a um lazer imperturbado ou a algum tratamento de saúde baseado nas específicas qualidades medicinais das águas de uma região. Água para se beber ou para se banhar, conforme o caso. Tais estâncias associam-se, por isso mesmo, a lugares atrativos, ao turismo de quem procura, além de melhor saúde, a tranquilidade e o repouso que via de regra elas oferecem a quem as visita ou nelas se hospeda.

      Em meio ao turbilhão da vida moderna ainda se encontra nessas paragens um oásis de sossego e descompromisso com o tempo. O desafio pode estar, justamente, em saber o que fazer com um longo dia de ócio, em despovoar a cabeça das imagens tumultuosas trazidas da cidade grande. Nessas pequenas estâncias, o relógio da matriz opera num ritmo lerdo e preguiçoso, em apoio à calmaria daquele mundo instituído para que nada de grave ou agitado aconteça. Os visitantes velhinhos dormitam no banco da praça, as velhinhas vão atrás de algum artesanato, os jovens se entediam, os turistas adultos se dividem entre absorver a paz reinante e planejar as tarefas da volta.

      Não se sabe quanto tempo ainda durará essa rara oportunidade de paz. As informações do mundo de hoje circulam o tempo todo pelos nervosos celulares, a velocidade da vida digital é implacável e não tolera espaços de vazio ou tempos vazios. Mas enquanto não morrer de todo o interesse de se cultuar a vida interior, experiência possível nessas estâncias sossegadas, não convém desprezar a sensação acolhedora de pertencer a um mundo sem pressa.

                                                                                 (Péricles Moura e Silva, inédito) 

Está plenamente clara e adequada a redação deste livre comentário sobre o texto:
Alternativas
Q1018860 Português

Leia o trecho a seguir:

Por conseguinte (1), cabe à escola articular, com a comunidade e as famílias, laços de integração com a sociedade. A gestão dá-se em interação com o outro, destarte (2) implica sempre em muito diálogo, respeitando as peculiaridades e as finalidades da proposta pedagógica que considera, outrossim (3), a participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e a da comunidade escolar e local nos Conselhos Escolares. Indica, concomitantemente (4), o direito e o dever de garantir a participação dos sujeitos nos sistemas e nas escolas públicas, como está na lei.

(Adaptado de ANCIUTTI, M.C.R. A gestão escolar: materialização de uma política de gestão democrática. Revista de Administração Educacional, Recife, v. 9, n. 2, fev. 2019. ISSN 23591382. Disponível em:

<https://periodicos.ufpe.br/revistas/ADED/article/view/239952/31475>. Acesso em: 11 mar. 2019.)


As palavras ou expressões enumeradas poderão ser substituídas sem prejuízo do sentido do texto, pelas palavras ou expressões a seguir:  

Alternativas
Q1018856 Português
Leia o texto a seguir: Aos poucos o dia vai-lhe (1) entrando pelo corpo. Ouve um ruído de folhas secas pisadas. Passos longínquos, miúdos e apressados. Uma criança corre na estrada, pensa. De novo, o silêncio. Diverte-se (2) um momento escutando-o (3). É absoluto, como de morte. Naturalmente porque a casa é retirada, bem isolada. Mas... e aqueles ruídos familiares de toda manhã? Um soar de passos, risadas, tilintar de louças que anunciam o nascimento do dia em sua casa? Lentamente vem-lhe (4) à cabeça a ideia de que sabe a razão do silêncio. Afasta-a (5), contudo, com obstinação. (LISPECTOR, Clarice. O Triunfo. Em: MOSER, B. (Prefácio e organização). Todos os contos, RJ: Rocco, 2016.
Os pronomes nos verbos de 1 a 5 se referem, respectivamente a:  
Alternativas
Ano: 2019 Banca: UTFPR Órgão: UTFPR Prova: UTFPR - 2019 - UTFPR - Engenheiro Civil |
Q1018817 Português

Leia atentamente os trechos a seguir que servirão de base para a questão.


Trecho 1:

  No ano de 1994 foi assinada a Declaração de Salamanca (inspirada para reafirmar o direito de todas as crianças à educação através da Declaração de Direitos Humanos em 1948). Ela aconselha que todas as escolas devem acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, emocionais, linguísticas ou outras. Devem incluir crianças deficientes e superdotadas, crianças de rua e crianças que trabalham, crianças de população nômade, crianças pertencentes a minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de grupos em desvantagem ou marginalizados.

Texto acessado em 05/02/2019 e adaptado de https://educador.brasilescola.uol.com.br/politica-educacional/compromisso-nova-abordagem-inclusao.htm


Trecho 2:

    A inclusão não é só o ato de incluir e pronto. Inclusão é cooperação, é ajudar e estar lá auxiliando as pessoas. Também é respeito. Devemos respeitar as diferenças e facilitar as coisas para derrubar as barreiras da desigualdade. Inclusão é valorização das diferenças. Todos nós temos diferenças e sempre temos algo para aprender uns com os outros. Inclusão é melhoria, melhoria contínua para todos nós.

Texto acessado em 05/02/2019 e adaptado de http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/ um-novo-olhar-para-a-inclusao-social/94907/


Trecho 3:

   A atuação do Ministério Público do Trabalho demonstrou a importância do esforço em prol da inscrição das pessoas com deficiência no trabalho. A lei brasileira, por estímulo constitucional, estabelece ação afirmativa categórica nesse sentido, fixando cotas de reserva de vagas, tanto na esfera pública quanto na privada. De outra parte, a condição de exclusão das pessoas com deficiência do convívio social é milenar e reveladora do quão distante estão estas pessoas de condições mínimas de cidadania erigidas desde o princípio da cultura ocidental.

Texto acessado em 05/02/2019 e adaptado de http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2009-pdf/ 2183-4-inclusao-social-juvenil-pdf/file

Os termos ela – suas – estas pessoas em destaque no texto referem-se respectivamente a
Alternativas
Q1018634 Português

Analise e preencha, as lacunas da assertiva a seguir, com os pronomes demonstrativos.


Senhor Diretor

Em resposta ao memorando nº. 27/5/2019 d_______ Diretoria, quero comunicar-lhe que _______ Chefia não é responsável por _______ irregularidades a que Vossa Senhoria se refere.


Marque a opção que completa CORRETA e respectivamente as lacunas.

Alternativas
Q1018633 Português

Numere a coluna B pela coluna A atendendo à CORRETA definição dos termos gramaticais.


COLUNA A

I. Inferência.

II. Polissemia.

III. Ambiguidade.

IV. Intertextualidade.

V. Coesão.

VI. Coerência.

COLUNA B

( ) É uma possível conclusão que se tira do texto.

( ) Relação que se estabelece entre textos, um influenciando o outro.

( ) A mesma coisa que anfibologia.

( ) União íntima das partes de um texto.

( ) Um significante com vários significados de acordo com o contexto.

( ) Nexo e lógica entre as ideias do texto.


Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.

Alternativas
Q1018580 Português

No meme da página pernambucana Bode Gaiato, ocorre um efeito de linguagem articulado pela predicação do verbo “esperar”. Marque a opção que traz a(s) afirmação(ões) verdadeira(s) a respeito do fenômeno.


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NA ENTREVISTA DE EMPREGO...

- CITE UMA QUALIDADE SUA

- EU SOU UM CABRA QUE TÁ SEMPRE PENSANDO NO FUTURO

- HUM, MUITO BOM! E O QUE O SENHOR ESPERA DESSE EMPREGO?

- AS FÉRIAS.


I. O emprego do verbo esperar é metafórico.

II. O emprego do verbo esperar é literal.

III. O verbo esperar se realiza com duplo sentido, quais sejam, “ter esperança, expectativa”, quando ocorre na fala do entrevistador; e “aguardar”, quando ocorre implicitamente na resposta do entrevistado, “férias”.

Alternativas
Q1018295 Português

Ao invés de serem jogadores de futebol somente, quer dizer, craques da bola, alguns boleiros aparecem antes de mais nada como craques da mídia, faturando alto tanto nos gramados como diante das câmeras.


Escolha a opção em que as expressões podem substituir, na mesma sequência, as locuções grifadas, sem ferir o sentido da frase.

Alternativas
Q1018237 Português

Ao invés de ser um atleta de comportamento correto dentro e fora dos gramados, quer dizer, um profissional que se define antes de mais nada por suas ações sensatas, o ídolo parece sucumbir a atitudes que acabam manchando sua imagem pública”.


Sem alterar o sentido do trecho, as expressões destacadas podem ser substituídas por uma das alternativas a seguir. Assinale-a.

Alternativas
Q1017931 Português
No período em que aparece no texto CG2A1-I, o segmento “devido à brusca queda na taxa de mortalidade” (l.2 e 3) expressa uma
Alternativas
Q1017930 Português

No texto CG2A1-I, o termo “a questão”(l.14 e 15) remete à

Alternativas
Q1017542 Português

Leia o texto a seguir e responda a questão.


Considerando que o texto possui elementos coesivos que promovem sua manutenção temática, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q1017527 Português
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte segmento do texto CG1A1-I: “A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso desenvolvimento e à busca por novas tecnologias” Imagem associada para resolução da questão Assinale a opção em que a reescrita apresentada mantém a correção gramatical do texto.
Alternativas
Q1015210 Português

Texto I                                           O Emblema da Sirene.


      Um dos maiores especialistas em acidentes do mundo, o professor Charles Perow, da Universidade de Yale, diz que existem tragédias virtualmente inevitáveis, que decorrem de falhas de sistema. São o que ele chama de “acidentes normais". Praticamente impossíveis de antecipar, como um terremoto ao qual se segue um tsunami, são, por isso mesmo, os mais desafiadores. É possível, embora improvável, que o rompimento da barragem de Brumadinho, cuja causa ainda não foi esclarecida, venha a ser incluído na categoria dos “acidentes normais” precisam resultar em catástrofes com tamanhas perdas humanas. Aí, entra o descaso.

      Tome-se o exemplo das sirenes de Brumadinho. Depois do desastre de Mariana, que deixou dezenove mortos, a lei passou a exigir que as operadoras de barragens instalassem sirenes para alertar os trabalhadores e moradores das cercanias em caso de rompimento. Cumprindo a lei, a Vale instalou sirenes em Brumadinho e orientou a população sobre rotas de fuga e locais mais seguros para se abrigar. Acontece que, na tarde da sexta-feira 25, a sirene da barragem que se rompeu não tocou. A medida de segurança mais básica, e talvez a mais eficaz para salvar vidas, simplesmente não funcionou. Porquê?

      A assessoria de imprensa da Vale explica que a sirene não tocou “devido à velocidade com que ocorreu o evento”. Parece piada macabra, e não deixa de sê-lo, mas sobretudo descaso letal. Ou alguém deveria acreditar que a Vale instalou um sistema de alerta capaz de funcionar apenas no caso de acidentes que se anunciam cerimoniosamente a si mesmos, aguardam que sejam tomadas as providências de segurança e só então liberam sua fúria?

      O descaso não é órfão. É filho dileto de uma mentalidade que mistura atraso com impunidade. O atraso foi o que levou as empresas de mineração a ignorar as lições de Mariana. Pior: elas trabalharam discretamente, sempre nos bastidores, para barrar iniciativas que, visando a ampliar a segurança nas barragens ,as levariam a gastar algum tempo e algum dinheiro. A impunidade é velha conhecida dos brasileiros. Três anos depois, dos 350 milhões de reais em multas aplicadas pelo Ibama à Samarco, responsável pelo desastre de Mariana, a mineradora não pagou nem um centavo até hoje.

      Acidentes acontecem e voltarão a acontecer. Há os que decorrem de falha humana, os que resultam de erro de engenharia, os produzidos por falhas sistêmicas. Alguns são mais complexos do que outros. Nenhum deles, porém mesmo os inevitáveis "acidentes normais” de Perow, precisa ceifar tantas vidas. Eliminando-se o atraso e a impunidade, pode-se começar com uma sirene que toca. 

                                                                                  Fonte: Veja,16 de fevereiro de 2019.


Texto II  


    I

O Rio? É doce.

A Vale? Amarga

Ai, entes fosse

Mais leve a carga.

    II 

Entre estatais 

E multinacionais

Quantos ais!

    III.

A dívida interna

A dívida externa 

A dívida eterna

     IV

Quantas toneladas exportamos 

De ferro 

Quantas lágrimas disfarçamos 

Sem berro?

                                         Fonte: 1984, Lira Itabirana, Carlos Drummond de Andrade.

Assinale o excerto em que não há modalizador expressando avaliação da verdade.
Alternativas
Respostas
4421: B
4422: B
4423: D
4424: E
4425: D
4426: D
4427: E
4428: D
4429: C
4430: C
4431: C
4432: A
4433: B
4434: B
4435: E
4436: E
4437: C
4438: B
4439: C
4440: D