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Questões de Concurso Comentadas sobre coesão e coerência em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 9.107 questões

Q2070236 Português
Texto 1

Gato por lebre


Imagine que você está no supermercado ou na farmácia, na seção que vende leite em pó. Ao avaliar as marcas disponíveis, vê que, em algumas latas, o rótulo destaca que o produto é fonte de cálcio, ferro e zinco, além de conter um “mix” de vitaminas. Parece uma boa opção para crianças, certo? No entanto, se comprar esse produto pensando que é leite, você estará levando gato por lebre. Embora a embalagem seja muito semelhante à do leite em pó, esse produto é, na verdade, um composto lácteo – mistura de leite (51% no mínimo, de acordo com a legislação - Instrução Normativa 28/2007, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e de ingredientes diversos, como soro de leite, óleos vegetais, açúcar e substâncias químicas para dar sabor, aroma, aumentar a durabilidade etc., chamadas de aditivos alimentares.
Mais grave é o risco de confusão com fórmulas infantis e fórmulas de seguimento, alimentos artificiais substitutos do leite materno, indicados para recém-nascidos de até 6 meses e para bebês entre 6 meses e 1 ano de idade, respectivamente. “Embora não exista produto industrializado que se equipare aos benefícios e à proteção à saúde da mãe e do bebê proporcionados pelo aleitamento materno, as fórmulas infantis e de seguimento são desenvolvidas para suprir as necessidades nutricionais do bebê quando a amamentação não é possível”, explica Rosana de Divitiis, ex-presidente e atual conselheira da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN, na sigla em inglês) no Brasil.
O composto lácteo, ao contrário, não deve ser oferecido para crianças com menos de 1 ano. Porém, a IBFAN detectou problemas na oferta desses produtos, que podem levar o consumidor a erro em relação à sua composição e para quem ele é indicado.
Em 2017, a organização fez novamente seu monitoramento anual do cumprimento da legislação que visa a proteger o direito à amamentação no Brasil, a chamada NBCal, composta por resoluções, portarias e pela Lei Federal no 11.265/2006, regulamentada pelo Decreto no 8.552/2015. A norma reúne regras sobre rotulagem, comercialização e publicidade de uma série de produtos que podem atrapalhar o aleitamento materno, desde alimentos (leites artificiais, outros produtos lácteos e papinhas, por exemplo) a acessórios como chupetas, mamadeiras e bicos.

Adaptado de: https://idec.org.br/materia/gato-por-lebre-0. Acesso em: 13 fev. 2022.
Em todos os excertos apresentados a seguir, há o emprego de elipse como recurso coesivo de retomada, EXCETO em 
Alternativas
Q2069053 Português
As verdades mais profundas

     As tragédias no Brasil são esquecidas facilmente. A comoção não se sustenta ao fim de 48 horas. E depois tudo volta à “normalidade” em um país como o nosso, que ainda tem uma enorme dívida para com o seu povo negro.
  Crianças negras são mortas por balas perdidas; homens negros são torturados e assassinados por serem negros; mulheres negras são discriminadas pelo olhar e pelas palavras e por gestos sórdidos, que cortam como lâmina afiada a ceiva da dignidade.
     O sangue jorra nas ruas e vielas de comunidades carentes, nas favelas, no asfalto, nas praças e avenidas, no ônibus, no supermercado, na escola, no vil ato de abordar uma pessoa, se utilizando das práticas mais cruéis e desumanas.
   Em um anúncio de emprego nos classificados de um jornal ou nas redes sociais, é solicitado o envio de currículo com foto. Sem se dar conta, o jovem negro da periferia assim o faz. Mas no fundo esse “método” foi para eliminá-lo.
    Esse mesmo jovem, muitas vezes deprimido, sem horizonte, sai a caminhar e se depara em frente a um shopping. As luzes o fascinam, como a todo jovem. Mas, ao adentrar, logo é cercado por seguranças que o encaminham a uma sala e exigem documentos.
    Só quem é negro sabe o quanto dói ser discriminado pela cor da pele, por ter cabelo afro, por cantar e dançar as suas origens. Essa violência e ódio deixam a alma esquartejada, acabam com a autoestima, fazendo nascer o sentimento de culpa.
   Como é possível num país como o nosso, construído por mãos negras ao longo de séculos, toda essa insanidade humana? A escravidão de ontem é o martírio cotidiano de hoje, da humilhação, do prato vazio, da falta de emprego, de saúde.
    A população brasileira é composta por 56,2% de pretos e pardos. A grande maioria é pobre e está exilada em seu “próprio” país. Os direitos da cidadania, garantidos pela Constituição Cidadã, não chegam até eles.
   O analfabetismo para a população negra é de 11,8% – maior que a média de toda população brasileira (8,7%). Dos jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham, mais de 60% são negros, de acordo com o IBGE.
    O poeta Affonso Romano descreveu muito bem o Brasil: “Uma coisa é um país, outra um fingimento. Uma coisa é um país, outra um monumento. Uma coisa é um país, outra o aviltamento. Há 500 anos estupramos livros e mulheres. Há 500 anos somos pretos de alma branca”.
    As transformações que o Brasil tanto necessita só serão alcançadas por meio da ação política. Não é por acaso que não haja negros nos espaços decisórios do poder. Quantos senadores e senadoras negros existem? Deputados e deputadas? Governadores e governadoras? Vereadores e vereadoras? Prefeitos e prefeitas?
     É evidente que há uma fratura social exposta e ela se personifica no racismo estrutural, institucional e de Estado. A sociedade brasileira é racista. O professor e filósofo Silvio Almeida explica que o racismo é apresentado como decorrência da própria estrutura, ou seja, do modo “normal” com que se constituem as relações políticas, econômicas, jurídicas e até familiares.
   Uma das formas de combatê-lo é por meio da ação legislativa. Precisamos aprovar os seguintes Projetos de Lei: 4.373/2020, que tipifica como crime de racismo a injúria racial; 5.231/2020, que trata da abordagem dos agentes públicos e privados de segurança.
    Da mesma forma, o Congresso precisa aprovar também o 3.434/2020, que reserva vagas para negros nos programas de pós-graduação e o 4.656/2020, que estende a validade da Lei de Cotas (Lei 12.711/2012), que perde a validade em 2022.
   O Brasil é o país das multicores, das diversidades e das diferenças. O racismo e as desigualdades sociais são chagas da nossa sociedade; precisam ser eliminados. Que o grito de resistência de Zumbi dos Palmares, de esperança e de transformação, ecoe em todos os cantos do nosso país.

(PAIM, Paulo. As verdades mais profundas.
Jornal do Brasil, 2021. Disponível em
https://www.jb.com.br/pais/opiniao/artigos/2021/11/1034016-asverdades-mais-profundas.html. Acesso em: 15/11/2021. Adaptado.)
A anáfora é um mecanismo linguístico que serve para referenciar uma ideia ou termo anteriormente citado no texto. Assim, os pronomes anafóricos, por exemplo, são fundamentais para garantir a coesão textual. Isso porque a sua adequada utilização garantirá o encadeamento lógico-semântico das ideias, permitindo a compreensão do texto. Além disso, a anáfora impede a repetição excessiva e muito próxima de palavras, evitando que o conjunto textual se torne cansativo, entediante e até mesmo confuso. Com base nessas informações, assinale a única alternativa em que o pronome anafórico retoma informação diferente dos demais.
Alternativas
Q2066658 Português
Escolhas da economia

    Um dos sentidos da palavra economia indica que ela é parte de um todo: no plano da natureza, ela é um subsistema do regime termodinâmico e da biosfera do planeta. Mas a economia também se insere no universo das escolhas, normas e valores culturalmente gerados: a natureza e a ética balizam o processo econômico. 
     Numa sociedade complexa, baseada na divisão do trabalho, os indivíduos se especializam em determinadas atividades e dependem dos bens e serviços produzidos por terceiros para satisfazer suas necessidades de consumo.
    Existem quatro perguntas básicas às quais um sistema econômico, seja qual for, precisa oferecer resposta: o que será (ou não será) produzido; em que quantidades e proporções os diferentes bens e serviços serão produzidos; como será efetuada a produção; e como se dará a distribuição do que foi produzido entre as pessoas. Como o número de produtores e consumidores na sociedade é gigantesco, a grande questão é saber como as decisões tomadas por eles se ajustarão umas às outras, isto é, que tipo de regime disciplinará as suas atividades de tal modo que o resultado conjunto dos seus esforços produtivos seja por fim consistente com suas prioridades de consumo. Trata-se, pois, de se considerarem as escolhas que precedem a implantação e os efeitos de um determinado regime econômico.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 77)
Considere as seguintes orações:
I. Um sistema econômico deve dar resposta a quatro perguntas básicas. II. Explicitam-se no texto essas quatro perguntas básicas. III. As respostas a essas quatro perguntas básicas indicarão a eficácia de um sistema econômico.
Essas orações articulam-se com correção e clareza no seguinte período:
Alternativas
Q2060165 Português
O jabuti e a onça

Uma vez a onça ouviu o jabuti tocar a sua gaita debicando outra onça e veio ter com o jabuti e perguntoulhe:
— Como tocas tão bem a tua gaita?
O jabuti respondeu: “Eu toco assim a minha gaita: o osso do veado é a minha gaita, ih! Ih!”
A onça tornou: “A modo que não foi assim que eu te ouvi tocar!”
O jabuti respondeu: “Arreda-te mais para lá́ um pouco, de longe te há de parecer mais bonito.”
O jabuti procurou um buraco, pôs-se na soleira da porta, e tocou na gaita: “o osso da onça é a minha gaita, ih! Ih!”
Quando a onça ouviu, correu para pegá-lo. O jabuti meteu-se pelo buraco adentro.
A onça meteu as mãos pelo buraco, e apenas lhe agarrou a perna.
O jabuti deu uma risada, e disse: “Pensavas que agarravas a minha perna e agarraste a raiz de pau!”
A onça disse-lhe: “Deixa-te estar!” Largou, então, a perna do jabuti.
O jabuti riu-se uma segunda vez, e disse:
— De fato era a minha própria perna.
A grande tola da onça esperou ali, tanto esperou, até que morreu.

(Disponível em: www.essaseoutras.com.br. Acesso em: 30/09/22.)
A respeito do trecho A onça disse-lhe: “Deixa-te estar!” Largou então a perna do jabuti., marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A expressão Deixa-te estar pode ser substituída por Você não perde por esperar ou Aguarde e verá. ( ) A palavra onça classifica-se como substantivo e se flexiona somente em gênero. ( ) O pronome oblíquo lhe substitui a palavra jabuti, funcionando como elemento coesivo referencial. ( ) A palavra então indica uma conclusão, pode ser substituída por assim ou portanto.
Assinale a sequência correta. 
Alternativas
Q2059324 Português


A PROCURA DAS CHAVES


Experimente morar em casa grande. Muitas portas, janelas, cômodos. Se além da morada tem a sorte de ter outros imóveis, um na praia, outro na montanha, a casa da mãe, do irmão, está perdido! Todas essas casas, com suas portas, de entrada, de saída, do portão da rua, da garagem exigem chaves e mais chaves. Ou seja, exigem atenção, cuidado permanente para escolher o chaveiro certo e não perdê-lo de vista jamais!

A estes molhos de chaves se somam ainda outras, do escritório, do consultório, da caixa de joias: uma profusão de chaves de tamanhos, formatos, modelos diversos. Chaves em lindos chaveiros, em chaveiros baratos. Chaves juntadas aleatoriamente por antigos barbantes. Pequenas, grandes, simples, trifásicas.

Antigas, modernas. A do malão de madeira maciça do meu avô tem duzentos anos e chegou no Brasil com a mudança de meus bisavós, vinda da Itália. É uma peça de museu, pesada, colonial, e ainda funciona. Esta é inconfundível, fácil de achar. O oposto daquelas pequenininhas, indistinguíveis, de cadeado.

Nunca acertamos a chave certa na hora de abrir o cadeado. Tem um no portão lateral, outro na porta de vidro da sala. Um terceiro na porta de entrada da praia. E nenhum deles parece funcionar. Permanecem imóveis diante das inúmeras tentativas frustradas. Muito chata esta história de ter que fechar as coisas. Quero viver num lugar em que tudo possa ficar aberto, inclusive o coração.


(MUCCI, R. Disponível em: www.viveragora.com.br/crônicas-rápidas. Acesso em: 23/09/2022.)

Acerca do texto, analise as afirmativas.


I. Em todos os parágrafos, o autor desafia o leitor em termos da necessidade de ter muitas chaves e do aborrecimento que esse fato pode causar.

II. Ao final, o autor revela que gostaria de um lugar onde as chaves não precisariam existir, nem metaforicamente.

III. Na frase Esta é inconfundível, fácil de achar., o pronome demonstrativo funciona como elemento coesivo sequencial.

IV. Na frase É uma peça de museu, pesada, colonial, e ainda funciona., ocorre uma elipse, que permite o entendimento de qual peça se trata.


Estão corretas as afirmativas 

Alternativas
Q2056927 Português
Leia o texto para responder a questão.

Assim como muitos inventos, a televisão não é boa e nem é má; ela apenas reflete o nível e o perfil mental da sociedade que lhe é contemporânea. As pessoas que a programam são as responsáveis pela deturpação da sua finalidade original: cultura, entretenimento saudável e utilidade pública.
Imensos interesses comerciais, egoísticos e narcisistas se escondem por trás da televisão. Comerciantes, publicitários, os “donos” das Emissoras e suas famílias usurpam essa “nossa” concessão pública. Atores, diretores e outros que a usam quase sempre estão divorciados da saúde e do bem-estar da população que lhe deu a permissão (ou, permissividade) para nos “entreter”, nos dar Cultura e ser-nos úteis. Para essas pessoas (todos os que fazem a Televisão), pouco importam os resultados do condicionamento que impõem à Sociedade.
A Televisão e tantos outros inventos e descobertas foram idealizadas para fins positivos e úteis para a Humanidade. Entretanto, sabemos do que são capazes tais criações nas mãos de indivíduos inescrupulosos e insanos.

(https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/psicologia/televisao-formacao-personalidade.htm. Acesso em: 01/07/2022) 
Sobre os recursos linguísticos responsáveis pela conexão entre as partes do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Se, no trecho a televisão não é boa e nem é má; ela apenas reflete o nível e o perfil mental da sociedade que lhe é contemporânea, o pronome lhe fosse substituído pelo pronome possessivo sua, não comprometeria o sentido do texto.
( ) No trecho pouco importam os resultados do condicionamento que impõem à Sociedade., o pronome relativo que retoma resultados do condicionamento.
( ) A conjunção entretanto estabelece relação de adversidade entre os períodos que compõem o último parágrafo.
( ) Em Atores, diretores e outros que a usam quase sempre estão divorciados da saúde e do bemestar da população que lhe deu a permissão, os pronomes pessoais oblíquos a e lhe são elementos referenciais usados para retomar o elemento televisão.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q2055950 Português
Novo filme de super-herói israelense da Disney toca na ferida dos árabes

(...)

Sabra, a super-heroína israelense, fez inúmeras aparições nos quadrinhos da Marvel ao longo dos anos, estrelando ao lado de ícones como o Incrível Hulk, Homem de Ferro e os X-Men.

Mais de quarenta anos após a introdução de Sabra, a Marvel da Disney planeja trazê-la para o filme “Capitão América: Nova Ordem Mundial”, com lançamento previsto para 2024.

Isso criou um alvoroço entre aqueles que temem que reviver a personagem de Sabra espalharia estereótipos ofensivos sobre os árabes e a desumanização dos palestinos no cinema.

Os críticos dizem que muitos dos personagens árabes com os quais ela interagiu nos quadrinhos são mostrados como misóginos, antissemitas e violentos, e estão questionando se os retratos perturbadores dos árabes terão um desempenho diferente no filme.

“Essa história em quadrinhos não sugere nada de positivo sobre como este filme vai se desenrolar”, disse Yousef Munayyer, um escritor e analista palestino-americano baseado em Washington, D.C. “Todo o conceito” de transformar espiões israelenses em heróis “é insensível e vergonhoso”. (...)

Waleed F. Mahdi, autor de “Arab Americans in Film: From Hollywood and Egyptian Stereotypes to Self-Representation”, disse que a “aliança EUA-Israel” na narrativa cinematográfica desde a década de 1960 coloca as agências policiais e de inteligência americanas e israelenses como forças do bem “comprometidas em deter a violência que tem sido colocada principalmente como algo ligado a árabes e muçulmanos”.

“O anúncio da Marvel sobre adaptar a personagem de Sabra é um reflexo desse legado”, disse ele à CNN.

Um porta-voz da Marvel Studios disse à CNN que “os cineastas estão adotando uma nova abordagem com a personagem de Sabra, que foi introduzida pela primeira vez nos quadrinhos há mais de 40 anos”, acrescentando que os personagens do Universo Cinematográfico da Marvel “sempre são imaginados para a tela e o público de hoje”.

Mesmo assim alguns israelenses dizem que Sabra pode não ser uma super-heroína para nossos tempos. Etgar Keret, um autor israelense, roteirista e romancista gráfico, disse à CNN que a personagem original de Sabra foi criada em uma era diferente com uma “história simples e clara”.

“Esta Sabra foi criada antes de duas intifadas (revoltas palestinas), foi criada antes do fracasso dos Acordos de Oslo – foi criada em uma realidade e estado de espírito totalmente diferentes”, disse ele. “E agora […] é difícil manter esse tipo de ícone de simplicidade”. (...)

A personagem Sabra, da Marvel, foi criada antes do massacre de Sabra e Shatila (em 1982) e não tem relação com isso, mas o anúncio de trazê-la aos cinemas apenas uma semana antes do 40º aniversário do massacre tocou na ferida dos árabes, que acusam o estúdio de cinema de ser insensível a um dos eventos mais trágicos da história do povo palestino.

“Não está apenas no momento ou no nome, mas também no fato de que o massacre em si foi liderado por uma milícia ligada à Mossad em território sob controle militar israelense”, disse Munayyer.

“Dado tudo isso, é difícil não concluir que as pessoas da Marvel são abjetamente ignorantes sobre a região, sua história e a experiência palestina (...).

Embora Sabra não seja a primeira vez que a agência de inteligência de Israel recebe o bom tratamento de Hollywood, essa é a primeira vez que Mossad recebe um status sobrenatural ao nível de uma super-heroína de grande sucesso. Especialistas dizem que é uma vitória de relações públicas para a agência.

Avner Avraham, ex-oficial da Mossad e fundador da Spy Legends Agency, que presta consultoria para filmes e programas de TV retratando espiões israelenses, disse que o novo retrato ajudará uma geração mais jovem a aprender sobre a Mossad.

“Esta é a maneira ‘TikTok’, a maneira dos desenhos animados de conversar com a nova geração, e eles aprenderão sobre a palavra Mossad”, disse Avraham. “Isso ajuda o branding. Vai agregar um público diferente”. (...)

Uri Fink, um cartunista israelense que diz ter criado um personagem de super-herói israelense semelhante em 1978, teme, no entanto, que os “progressistas” que trabalham na Marvel possam transformar a agente israelense em um personagem negativo. “Eles não estão bem atualizados, não têm uma descrição exata do conflito israelensepalestino”, disse ele à CNN.

Avraham ecoou essa preocupação, especulando que ela pode ser retratada como uma personagem que faz o bem para Israel, mas “coisas ruins para outras pessoas”.

https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ novo-filme-de-super-heroi-israelense-dadisney-toca-na-ferida-dos-arabes/ (Adaptado)
Segundo o texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2051794 Português
A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil.

Ela espalhou por nossas vastas solidões uma grande suavidade; seu contato foi a primeira forma que recebeu a natureza virgem do país, e foi a que ele guardou; ela povoou-o como se fosse uma religião natural e viva, com os seus mitos, suas legendas, seus encantamentos; insuflou-lhe sua alma infantil, suas tristezas sem pesar, suas lágrimas sem amargor, seu silêncio sem concentração, suas alegrias sem causa, sua felicidade sem dia seguinte...

É ela o suspiro indefinível que exalam ao luar as nossas noites do norte.

(Por Caetano Veloso e Joaquim Nabuco. Noites do Norte) 
No trecho “ela povoou-o como se fosse uma religião natural e viva”, o termo destacado faz referência a que termo ou expressão?  
Alternativas
Q2051688 Português
Usou máscaras e cuidou dos outros? Isso é para você

Desde março de 2020 você tem se cuidado. Evitou sair sem necessidade, usou máscara até mesmo antes de ser obrigatório, praticou distanciamento social, protegeu colegas de trabalho e/ou funcionários. Não foi um período fácil. A você só tenho a dizer o seguinte: muito obrigada! Graças a você muitos de nós ficamos seguros, sem Covid19, sem chorar o sofrimento nem a morte de nenhum amor.

Não é pouca coisa, sabe? Claro que nesse período todo você deve ter se sentido pequeno, especialmente ao ver os números de contaminados e mortos aumentando todos os dias. Houve também o escárnio. Dos que não usam máscaras ou insistem em usá-las de forma inadequada. É um festival de máscara no queixo, com o nariz para fora. Gente que tira a máscara para falar ao telefone, para tossir, conversar de perto.

E o escárnio das autoridades, que nada fizeram para conter a epidemia de desinformação, para convencer as pessoas de que o simples ato de usar máscara corretamente salva vidas. Algumas até insistiram em minimizar a pandemia, desprezar os mortos, os doentes, a vacina.

Não foi fácil, né? Não está sendo fácil. A sensação é de estar nadando contra a maré, usando toda sua energia para dar braçada atrás de braçada sem sair do lugar. Mas você fez a coisa certa. Você gastou um dinheiro precioso em máscaras até para quem não queria usar. Migrou para a PFF2 quando isso passou a ser recomendado entre os especialistas, porque você lê os especialistas, aqueles de verdade, com mestrado, doutorado, Ph. D, e resistiu à tentação de se acomodar no conforto das mentiras convenientes.

Nesse mais de um ano você descobriu que não existe prêmio para quem faz a coisa certa. Pelo contrário, todo dia, toda hora, a decisão de se cuidar e cuidar dos outros enfrentou todo tipo de oposição, desde o familiar que insiste em visitas até o simples cansaço.

No entanto, saiba que nós vimos o que você fez e seremos eternamente gratos. Graças a você as coisas não foram piores, não estão piores. É difícil quantificar quantos sobreviveram graças a você. Mas sim, muitos sobreviveram por sua causa, porque você seguiu firme quando era mais fácil ceder.

Enquanto, para muitos, três mil, cinco mil mortes não chocavam, para você cada luz a se apagar foi uma perda pessoal. E você fez tudo ao seu alcance para não aumentar essa conta. Nós sabemos disso. Nós te reconhecemos na rua, na internet. Na marca da máscara no rosto, no seu cuidado com o outro, no olhar de esperança e de preocupação.

Quando tudo isso acabar, a gente te deve um abraço. A gente te deve muitos abraços. Mas por enquanto receba nossa gratidão. Devemos nossa vida a você. Obrigada. Muito obrigada.

Rosiane Correia de Freitas. Texto disponível em: https://www.plural.jor.br/artigos/usou-mascara-cuidou-dos-outrosisso-e-para-voce. Acesso em 16/05/22. Adaptado
Nos textos, escritos ou falados, costumamos substituir certas palavras ou expressões por pronomes, evitando, assim, a repetição desses termos. Assinale os trechos em que os pronomes sublinhados estão substituindo os termos indicados entre parênteses.
1. “E o escárnio das autoridades, que nada fizeram para conter a epidemia de desinformação, para convencer as pessoas de que o simples ato de usar máscara corretamente salva vidas. Algumas até insistiram em minimizar a pandemia, desprezar os mortos, os doentes, a vacina.”. (pessoas)
2. “Você gastou um dinheiro precioso em máscaras até para quem não queria usar. Migrou para a PFF2 quando isso passou a ser recomendado entre os especialistas, [...]”. (migrar para a PFF2)
3. “[...] porque você lê os especialistas, aqueles de verdade, com mestrado, doutorado, Ph. D, e resistiu à tentação de se acomodar no conforto das mentiras convenientes.”. (os especialistas)
4. “Enquanto, para muitos, três mil, cinco mil mortes não chocavam, para você cada luz a se apagar foi uma perda pessoal. E você fez tudo ao seu alcance para não aumentar essa conta. Nós sabemos disso.” (que cada luz a se apagar foi uma perda pessoal).

Os termos indicados entre parênteses substituem os pronomes sublinhados, apenas, em:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: FAMES Prova: FCM - 2022 - FAMES - Assistente em Administração |
Q2051608 Português
Entenda como o coronavírus pode mudar até nosso
jeito de falar português

Walter Porto

O novo coronavírus veio provocar abalos na nossa relação com quase tudo em volta, inclusive com uma ferramenta de importância que nem sempre levamos em conta – as palavras. Termos que usávamos raramente, como quarentena e pandemia, se tornaram correntes ‒ já que pela primeira vez a nossa geração as vive na pele ‒ e outras expressões entraram com o pé na porta no léxico do dia a dia, caso de “distanciamento social”, “achatar a curva” e, claro, o próprio “coronavírus”.

Já outras palavras renovaram sua relevância, ganhando novos significados. “Vacina” é um anseio coletivo para o futuro, “gripe” se tornou um termo quase politizado, “peste” veio trotando de tempos antigos para se tornar assombrosamente atual.

O jornal britânico The Guardian conta que o dicionário Oxford teve uma atualização extraordinária no mês passado para adicionar palavras que tomaram o discurso global e entraram de supetão na língua inglesa, como “Covid-19”.

Tudo isso planta sementes de mudança no idioma ‒ essa entidade inquieta. Como disse o linguista português Vergílio Ferreira, “a própria língua, como ser vivo que é, decidirá o que lhe importa assimilar ou recusar”, cuspindo alguns arranjos novos, engolindo outros. Me resta imaginar como será o português depois dessas reviravoltas todas.

“Suponho que o que vai pegar mesmo é o que já pegou, o corona”, diz Deonísio da Silva, escritor e professor. “O futuro a Deus pertence, mas é difícil alguém se referir, lembra a Covid? Lembra o Sars, o coronavírus? A gente lembrará como os tempos do corona”. O próprio modo de chamar o vírus já é objeto de rinha política e, como lembra Sheila Grillo, “as palavras nunca são neutras, sempre trazem um recorte da realidade”.

Segundo o professor Deonísio da Silva, o desconhecido total, como uma situação de pandemia, faz com que aceitemos passivamente a entrada de siglas e procedimentos científicos nas falas cotidianas “como um valor absoluto” assim como a invasão dos neologismos, “que chegam à nossa casa mudando tudo”. “Não é possível que não tenhamos outro modo de entregar coisas em casa que não seja o 'delivery'”, afirma ele. “Outra palavra que de repente ficou indispensável é o ‘home office’, quando os portugueses, que adaptam muito, já usam o ‘teletrabalho.’”

Grillo lembra que, no esforço de tentar explicar fenômenos novos como este, é comum fazer empréstimos de outras línguas e atualizar termos antigos. “Alguns desses termos são impostos meio na marra”, diz o professor Pasquale Cipro Neto. “Isso é muito chato, quando o gerente do banco fala comigo que tem um ‘call’, que ‘call’?” E nesses tempos em que a testagem em massa tem sido um ponto focal de discussão, outro anglicismo tem dominado as notícias, o de que fulano “testou positivo”. “É traduzido diretamente do inglês”, diz Pasquale. “Não dá para dizer que é errado, porque o uso legitima a expressão, apesar de não ser a sintaxe portuguesa padrão. É uma tradução literal que vigora.”

Enquanto estamos no nosso "lockdown" particular, pedindo delivery pelo app, assistindo a lives e fazendo binge-watching no streaming, as palavras que usamos ganham vida, amadurecem, apodrecem. Sem que notemos, transformam-se.

Folha de São Paulo, Ilustrada, 1º mai. 2020. Adaptado.
A colocação pronominal e o emprego correto de elementos anafóricos contribuem para a coerência e a coesão textuais.
A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.
( ) Na frase “Me resta imaginar como será o português depois dessas reviravoltas todas.”, o uso do pronome proclítico destacado está de acordo com a língua culta.
( ) No período “... veio trotando de tempos antigos para se tornar assombrosamente atual.”, é indiferente a colocação do pronome antes ou depois do verbo quando este vem regido da preposição “para”.
( ) Em “... inclusive com uma ferramenta de importância que nem sempre levamos em conta – as palavras. Termos que usávamos raramente, como quarentena e pandemia, se tornaram correntes ‒ já que pela primeira vez a nossa geração as vive na pele.”, o pronome oblíquo anafórico em destaque retoma o termo “correntes”.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q2045718 Português
O pavão

Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.

Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade. Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.

(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas escolhidas. São Paulo: Record, 2013.)
Releia o trecho Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. Qual reescrita desse trecho, com ou sem alterações, pode ser considerada coesa, coerente e gramaticalmente correta, sem alterar o sentido?
Alternativas
Q2045714 Português

Leia atentamente as frases a seguir e numere-as sequencialmente, para que formem um texto coeso e coerente.


( ) Eles estão nas conversas do filósofo grego Sócrates, quando falava na administração como uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico.

( ) É sabido que Taylor é o pai da administração científica.

( ) Desde tempos remotos, o grande desafio da administração pública consistia em buscar a chamada governabilidade que nada mais é que a habilidade de governar.

( ) Mas a administração é algo que remonta a antes da era cristã e, ao buscarmos com paciência e persistência, veremos registros sobre a habilidade de administrar.

( ) Seu precursor, Platão, preocupou-se ainda com os problemas políticos e sociais inerentes ao desenvolvimento social e cultural do povo grego ao expor seu ponto de vista sobre a forma democrática de administração dos negócios públicos.


Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q2044975 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

Sonhos são um “grande teatro privado”; entenda os benefícios de anotá-los

        Tem sido meu sonho há anos apresentar o programa “Saturday Night Live”. Literalmente. Eu tive esse sonho repetidamente, voltando durante décadas.

        Eu viajei para o espaço, voltei no tempo e me transformei em um super-herói. Eu fui amigo íntimo de muitas celebridades. Criei novas memórias com amigos e familiares, alguns falecidos. Cometi crimes terríveis. E eu salvei o dia, repetidamente.

        Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção. Sim, alguns deles são chatos (a maioria dos meus são sobre trabalho), mas muitos são divertidos, incisivos e ocasionalmente solucionadores de problemas. É por isso que você deve considerar transformar um caderno em branco em seu primeiro diário de sonhos.

        Há pouca pesquisa científica sobre os benefícios do diário de sonhos, mas aqueles que fazem disso uma prática o consideram útil ou perspicaz na melhor das hipóteses e, no mínimo, interessante.

(Texto adaptado de https://www.cnnbrasil.com.br/saude/sonhos-sao-um-grande-teatro-privado-entenda-os-beneficios-de-anota-los)
Sobre o texto lido, avalie as assertivas abaixo:
I- As aspas utilizadas no título em “grande teatro privado” e no primeiro parágrafo em “Saturday Night Live” apresentam o mesmo propósito comunicativo no texto.
II- No trecho “Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção”, o pronome pessoal em destaque exemplifica uma referência exofórica, remetendo a um elemento extralinguístico.
III- No trecho “Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção”, o pronome pessoal em destaque exemplifica uma referência endofórica, remetendo a um elemento intralinguístico.
Está INCORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2044971 Português
Leia o texto e responda a questão.


Os anjos
(Legião Urbana)

“(...) Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome
Hoje não dá

Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas
Adicione a seguir o ódio e a inveja
Dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno temperar
Com essência de espírito de porco
Duas xícaras de indiferença
e um tablete e meio de preguiça (...)”.
A sequência tipológica predominante na construção da Letra de Música lida é:
Alternativas
Q2044970 Português
Leia o texto e responda a questão.


Os anjos
(Legião Urbana)

“(...) Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome
Hoje não dá

Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas
Adicione a seguir o ódio e a inveja
Dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno temperar
Com essência de espírito de porco
Duas xícaras de indiferença
e um tablete e meio de preguiça (...)”.
O fenômeno recursivo que se manifesta na produção do texto lido é denominado:
Alternativas
Q2044963 Português
Leia o poema e analise as proposições seguintes:
A Pesca
Affonso Romano de Sant'Anna                                            A garganta O anil                                                                                    A âncora O anzol                                                                                 O peixe O azul                                                                                               A boca O silêncio                                                                              O arranco O tempo                                                                                O rasgão   O peixe                                                                                              Aberta a água                                                                                      A agulha                                                                                Aberta a chaga  vertical                                                                                   Aberto o anzol mergulha                                                                                               Aquelíneo                                                                                   A água                                                                                   Ágil-claro A linha                                                                                   Estabanado A espuma                                                                                              O peixe  O tempo                                                                                A areia                                                                   O peixe                                                                                 O sol.                                                                      O silêncio                                                                                                                                    SANT'ANNA, Affonso Romano de.                                                                                                                             Poesia sobre poesia. Rio de Janeiro,                                                                                                                             Imago, 1975. p.145. 
I-  Apesar de haver poucos elementos de coesão por conexão, temos um texto coerente porque há unidade de sentido que é estabelecida a partir do próprio título. II- A coesão estabelecida no texto é uma condição necessária para a efetivação da coerência. III-  A penúltima estrofe é constituída de adjetivos que qualificam o peixe.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2044698 Português
Leia o trecho abaixo.
“Uma garrafa com uísque de 81 anos foi leiloada por 300 mil libras (R$ 1,7 milhão de reais). De acordo com a casa onde o produto foi vendido, a Sotheby’s, ele é o mais velho do mundo.
O valor superou a expectativa do leilão, que previa uma arrecadação entre 110 mil e 200 mil libras (R$ 635 mil a R$ 1,1 milhão).”

TORTELLA, Tiago. Com 81 anos, uísque mais velho do mundo é leiloado por R$ 1,7 milhão. CNN Brasil, 07 de outubro de 2022. Estilo. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/estilo/com-81-anos-uisquemais-velho-do-mundo-e-leiloado-por-r-17-milhao/. Acesso em: 14 out. 2022.

A oração em destaque faz referência a qual termo desse trecho?
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IDECAN Órgão: TJ-PI Prova: IDECAN - 2022 - TJ-PI - Psicólogo |
Q2044350 Português
Perdemos nossas casas em Alcântara para ricaços brincarem de astronautas  

TEXTO_.png (795×587) 


(Danilo Serejo, Quilombola de Alcântara (MA) e membro do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe). Folha de S. Paulo,
httpsilwifw1.folha.uol.com.br/opniao/2022/07/perdermos-nossas-casas-em-alcantara-para-ricacos-brincarem-de-astronautas.shtml) 
O CLA foi criado nos anos 1980; naquela época, mais de 300 famflias de 24 comunidades do litoral foram removidas para o interior. (linhas 16 e 17)
O demonstrativo grifado no períodO acima desempenha papel
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IDECAN Órgão: TJ-PI Prova: IDECAN - 2022 - TJ-PI - Psicólogo |
Q2044349 Português
Perdemos nossas casas em Alcântara para ricaços brincarem de astronautas  

TEXTO_.png (795×587) 


(Danilo Serejo, Quilombola de Alcântara (MA) e membro do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe). Folha de S. Paulo,
httpsilwifw1.folha.uol.com.br/opniao/2022/07/perdermos-nossas-casas-em-alcantara-para-ricacos-brincarem-de-astronautas.shtml) 
Em 27 de março de 2020, o governo quis remover 792 famflias de 27 comunidades, durante o pico da pandemia. (linhas 25 a 26)
Assinale a alternativa em que, alterando-se a estrutura do período acima, tenha-se mantida pontuação igualmente correta e correspondência semântica.  
Alternativas
Q2043305 Português
CINEMA PARA TODOS

Na obra “A Invenção de Hugo Cabret”, é narrada a relação entre um dos pais do cinema, Georges Mélies, e um menino órfão, Hugo Cabret. A ficção, inspirada na realidade do começo do século XX, tem como um de seus pontos centrais o lazer proporcionado pelo cinema, que encanta o garoto. No contexto brasileiro atual, o acesso a essa forma de arte não é democratizado, o que prejudica a disponibilidade de formas de lazer à população. Esse problema advém da centralização das salas exibidoras em zonas metropolitanas e do alto custo das sessões para as classes de menor renda.

Primeiramente, o direito ao lazer está assegurado na Constituição de 1988, mas o cinema, como meio de garantir isso, não tem penetração em todo território brasileiro. O crescimento urbano no século XX atraiu as salas de cinema para as grandes cidades, centralizando progressivamente a exibição de filmes. Como indicativo desse processo, há menos salas hoje do que em 1975, de acordo com a Agência Nacional de Cinema (Ancine).

Ademais, o problema existe também em locais onde há salas de cinema, uma vez que o custo das sessões é inacessível às classes de renda baixa. Isso se deve ao fato de o mercado ser dominado por poucas empresas exibidoras. Conforme teorizou inicialmente o pensador inglês Adam Smith, o preço decorre da concorrência: a competitividade força a redução dos preços, enquanto os oligopólios favorecem seu aumento. Nesse sentido, a baixa concorrência dificulta o amplo acesso ao cinema no Brasil.

Portanto, a democratização do cinema depende da disseminação e do jogo de mercado. Para levar os filmes a zonas periféricas, as prefeituras dessas regiões devem promover a interiorização dos cinemas, por meio de investimentos no lazer e incentivos fiscais.

Além disso, visando reduzir o custo das sessões, cabe ao Ministério da Fazenda ampliar a concorrência entre as empresas exibidoras, o que pode ser feito pela regulamentação e fiscalização das relações entre elas, atraindo novas empresas para o Brasil. Isso impediria a formação de oligopólios, consequentemente aumentando a concorrência. (...)

Autor: GABRIEL MERLI. Adaptado
O termo em destaque no trecho “ISSO impediria a formação de oligopólios, consequentemente aumentando a concorrência” faz uma referenciação:
Alternativas
Respostas
2181: B
2182: C
2183: D
2184: C
2185: A
2186: D
2187: D
2188: D
2189: D
2190: B
2191: C
2192: B
2193: E
2194: A
2195: C
2196: A
2197: E
2198: A
2199: A
2200: A