Questões de Concurso Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q2628729 Português

Quanto à acentuação gráfica, marque a alternativa, onde todas as palavras são acentuadas pela mesma razão.

Alternativas
Q2628410 Português

A cidade como mundo, ou o mundo como cidade


Por Fabrício Carpinejar


  1. Minha infância não foi globalizada. Não havia internet, redes sociais, celular. Eu mal saía do
  2. meu bairro. Minha experiência pode parecer tacanha ___ nova geração que se desloca para longe
  3. desde o berço, que fala com gente de qualquer parte, que tem o inglês como um segundo idioma
  4. básico.
  5. Mas eu ainda prefiro ter a cidade como meu mundo a ter o mundo como cidade,
  6. diferentemente de quem nasceu depois dos anos 2000.
  7. Hoje você tem mais facilidades de adaptação, de comunicação, de locomoção. Só que não
  8. sossega num lugar fixo. Não tem um lugar sagrado, uma residência definitiva. Não conhece sua
  9. cidade “como quem examinasse a anatomia de um corpo”, para lembrar verso emblemático de
  10. Mario Quintana.
  11. Você é de todos os lugares, e um turista do seu berço natal. Não se apegou ___ atmosfera
  12. de um parque ou de uma praça. Não treinou a falta. Não gritou “cheguei” abrindo a porta de
  13. casa. Não sofreu picos de nostal...ia com uma mudança. Não chorou por um amor perdido. Não
  14. suspirou pela primavera das árvores mudando a cor da calçada e dos passos com suas folhas
  15. alaranjadas. Não namorou no drive-in da orla, com o sol descendo na tela do Guaíba.
  16. Troca de endereço com desembara...o, aceita empregos distantes sem crise de consciência,
  17. realiza intercâmbios com ___ adrenalina do desafio. Suas relações são do momento, para o
  18. momento, absolutamente circunstanciais. O presente tem a dinâmica de Stories, durando 24h.
  19. Termina romance apartado da fossa e do medo ... jamais ver a pessoa. O passado não pesa. O
  20. guarda-roupa mora nas malas.
  21. Não vou cometer o crime da vaidade e da velhice de dizer que no meu tempo era melhor.
  22. Balbucio na hora de explicar para a linhagem digital a minha época de formação, até meu
  23. vocabulário é arcaico.
  24. Posso garantir que ela era sentimental e exclusivamente presencial. Não se faziam contatos
  25. na distância. O amor platônico acontecia pelo vizinho ou vizinha, ali na janela paralela do mesmo
  26. prédio, jamais por alguém de outro país.
  27. Quando sou obrigado a viajar, eu quero sempre voltar. A saudade é maior do que a
  28. aventura. Talvez a saudade seja a minha mais fremente aventura.
  29. Não consigo ficar longe da minha churrasqueira, da minha varanda, da minha biblioteca,
  30. das minhas plantas, do fardamento das manhãs, da minha cama, dos afetos que frequentam o
  31. meu lar desde criança. Tenho uma posse...ividade provinciana. Minha alma é incuravelmente
  32. bairrista.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/11/a-cidade-como-mundo-ou-o-mundo-como-cidade – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta palavra paroxítona.

Alternativas
Q2609831 Português

Assinale a opção que contém apenas palavras oxítonas:

Alternativas
Q2609419 Português

Ações imediatas no meio ambiente


A tragédia no Sul do país é prova eloquente e dolorosa de que o meio ambiente não pode mais ser tratado como assunto etéreo Correio Braziliense | 02/06/24


A Semana Nacional do Meio Ambiente iniciou-se em 1º de junho sob o impacto de uma tragédia climática no Brasil. Até a tarde de ontem, passava de 170 o número de mortos pelas enchentes que devastam o Rio Grande do Sul há pouco mais de um mês. A força das águas atingiu tamanho grau de destruição que varreu do mapa praticamente cidades inteiras, como Eldorado e Cruzeiro do Sul. Mais de 580 mil pessoas estão desabrigadas, entre 2,4 milhões de gaúchos afetados em mais de 90% dos municípios.

Até o momento, o governo federal dispendeu mais de R$ 60 bilhões na ajuda ao estado. Dentro de suas possibilidades, o governo estadual também ofereceu ajuda, particularmente no pagamento de um auxílio para famílias desabrigadas. Sabe-se, [no entanto], que essas ações são emergenciais. Mal começou o trabalho de reconstrução, e muitos gaúchos nem sequer tiveram condições de assimilar a perda de entes queridos, o que dirá de contabilizar os prejuízos. Mais de 40 pessoas permanecem desaparecidas sob o mar de lama, escombros e tristeza.

A tragédia no Sul do país é prova eloquente e dolorosa de que o meio ambiente não pode mais ser tratado como assunto etéreo. Passou há muito o tempo de restringir o tema a debate em conferências globais ou fóruns de especialistas. É hora de ação. De uma vez por todas, é hora de enfrentar as mudanças climáticas com todos os instrumentos à disposição.

O poder público tem papel preponderante nesse desafio. Cabe ao Estado cumprir acordos internacionais para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Cabe aos governos fiscalizar atividades danosas ao meio ambiente, como desmatamento ilegal e garimpo clandestino. Cabe ainda ao Executivo impedir o crescimento desordenado das cidades, de modo que milhares de famílias fixem residências em encostas ou às margens dos rios.

Em relação ao Legislativo, cumpre aos parlamentares preservar o meio ambiente de interesses diversos que põem em risco a sustentabilidade. Há quem diga que a legislação ambiental brasileira é das mais avançadas, mas a profusão de iniciativas perigosas — da privatização de áreas da União no litoral ao marco temporal de terras indígenas — mina o esforço necessário de tornar o Brasil um país onde a sustentabilidade é levada a sério.

Por fim, o Judiciário, assim como os demais Poderes, precisa dar ao meio ambiente tratamento diferenciado e preventivo, sob o risco de restringir sua atuação à reparação de danos decorrentes de tragédias ambientais. Assegurar um meio ambiente ecologicamente equilibrado, conforme determina o artigo 225 da Constituição Federal, CONSTITUI/CONSTITUEM missão de enorme valor social para o sistema de Justiça.

A sociedade também tem um papel a cumprir. Não FALTA/FALTAM iniciativas e organizações, algumas de caráter global, que se mobilizam em favor da sustentabilidade. Mas ainda não é possível observar uma consciência ambiental predominante, em parte por causa do negacionismo climático que persiste em diversos setores.

Os alertas da ciência são inequívocos, e a realidade se IMPÕE/IMPÕEM. Não há mais como protelar medidas firmes, constantes e duradouras para evitar novas catástrofes climáticas. Que a Semana do Meio Ambiente, marcada pelo sofrimento de milhares no Rio Grande do Sul, dê início a um despertar em favor da natureza — e do futuro da humanidade.

AÇÕES imediatas no meio ambiente. Correio Braziliense, 02 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6869017-visao-do-correio-acoes-imediatas-no-meio-ambiente.html. Acesso em: 02 jun. 2024. Adaptado.

Os vocábulos “climática”, “público” e “inequívocos” recebem o acento gráfico por serem palavras:

Alternativas
Q2609376 Português

Responda às questões 1 a 10 com base no seguinte texto:


Com o debate cada vez mais acirrado e as problemáticas em torno da inteligência artificial (IA), a Editora Librinova, da França, comunicou à imprensa a criação de um selo de garantia editorial para certificar que uma obra (escrita, audiovisual ou musical) foi de fato produzida por um cérebro humano. Vale lembrar que, recentemente, a japonesa RieKudan (Qudan) venceu um prêmio literário no seu país e, ao recebê-lo, revelou que uma pequena parte do seu romance foi escrito com a ajuda do ChatGPT. Esse fato acaba, no entanto, desencadeando vários questionamentos: Quais são os limites éticos? O livro teria um ‘coautor’? É justo ela concorrer com aqueles candidatos que não utilizaram a ferramenta?, e muitos outros. A Editora estima que no país existam inúmeros livros autopublicados que utilizam o software de inteligência artificial generativa (conhecida como Chat GPT). Como esse tipo de publicação tende a ser em tempo recorde, geralmente, apresentam erros factuais graves, inclusive, já identificados por leitores e parentes de biografados.


Adaptadode:https://jornalnota.com.br/2024/03/12/editora-francesa-cria-selo-para-identificar-que-livros-foramescritos-por-humanos-e-nao-por-ia/amp/

Analise os seguintes vocábulos acentuados do texto e assinale a alternativa que indica quantos deles são proparoxítonos.


I. Problemáticas.

II. Inúmeros.

III. Cérebro.

IV. Éticos.

Alternativas
Q2609312 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 5.

Vacina anticâncer para cães dobra a taxa de sobrevivência dos animais

Com tratamentos convencionais como quimioterapia, cachorros com certos tipos de câncer têm 35% mais chances de sobreviver por um período extra de um ano. Com uma nova vacina anticâncer, essa probabilidade sobe para 60% – praticamente o dobro.

Os resultados foram publicados na revista Translational Oncology em 2021, mas só foram divulgados em 5 de março pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O tratamento é uma forma de imunoterapia e está atualmente sob revisão pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A vacina foi submetida a múltiplos ensaios clínicos ao longo dos últimos oito anos. Ela foi aplicada inclusive no golden retriever Hunter, de 11 anos, que, também passou por quimioterapia e, dois anos após seu diagnóstico inicial, não apresenta mais sinais de câncer.

O cachorro brincalhão que trabalhava antes como cão de resgate em locais de desastres agora vive com apenas três patas. Ele passou por uma amputação da pata dianteira esquerda após ser diagnosticado com osteossarcoma, forma de câncer ósseo que mata mais de 65% dos cães que aflige dentro de 12 meses.

“Cães, assim como humanos, desenvolvem câncer espontaneamente; eles crescem, metastatizam e mutam, assim como os cânceres humanos”, diz em comunicado um dos desenvolvedores da vacina, Mark Mamula, professor de reumatologia na Escola de Medicina de Yale.

O especialista conta que perdeu seu próprio cachorro para um câncer inoperável há cerca de 11 anos atrás. “Se pudermos fornecer algum benefício, algum alívio – uma vida sem dor – esse é o melhor resultado que poderíamos ter”, ele afirma.

Resultados promissores

Hunter recebeu sua primeira dose da vacina antes de sua cirurgia de amputação. A segunda dose veio antes do cachorro iniciar a quimioterapia e depois ele ainda recebeu um reforço.

Até agora, mais de 300 cães foram tratados com o imunizante durante uma série de ensaios clínicos, que ainda estão em andamento em 10 locais nos EUA e Canadá. Os resultados mostraram que a vacina cria anticorpos que encontram e se ligam a tumores, interferindo com as vias de sinalização responsáveis pelo crescimento tumoral.

Além de aumentar a taxa de sobrevivência de um ano após a vacinação, o tratamento também reduz os tumores em muitos dos cães. Por enquanto, a intervenção só se aplica a cachorros que já foram diagnosticados com câncer, mas, no futuro, os cientistas esperam descobrir se isso poderá ser aplicado para reduzir a incidência de tumores em cães saudáveis.

Mark Mamula criou uma empresa chamada TheraJan, que deve produzir eventualmente a vacina. “Recebo muitos e-mails de proprietários de cães gratos que foram informados de que seus animais de estimação teriam semanas ou meses de vida, mas que agora estão dois ou três anos além de seu diagnóstico de câncer”, ele relata.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/03/vacina-anti-cancer-para-caes-dobra-a-taxa-de-sobrevivencia-dos-animais.ghtml>

A palavra “clínicos”, que ocorre no texto, é proparoxítona. A palavra a seguir que apresenta a mesma tonicidade é:

Alternativas
Q2608697 Português

A beleza na vitória de Alejandra Rodríguez

O reconhecimento da força, da potência e da

beleza dos rostos e corpos maduros

Juraciara Vieira | 25/04/2024

A modelo Alejandra Rodríguez, 60 anos, conta que aprecia a oportunidade de romper estereótipos em concursos de beleza - (crédito: MARCOS GOMEZ / AFP)

Não faz nem um ano que o concurso de beleza mais conhecido do mundo, o Miss Universo, fez história ao eliminar a restrição de idade que vigorava desde sua criação, em 1952. Aproveitando-se dessa nova possibilidade, a argentina Alejandra Rodríguez também fez história ao se tornar a primeira mulher madura, com 60 anos, a vencer uma etapa da edição do Miss Universo, realizada na PROVÍNCIA1 de Buenos Aires.

Atualmente estão em andamento as etapas regionais, e a etapa nacional está programada para o dia 25 de maio. Contudo, se depender da comoção em torno do nome de Alejandra, ela é a favorita para conquistar o título de Miss Argentina. Se isso ocorrer, ela representará a Argentina no icônico concurso que elege a mulher mais bonita do mundo.

Alejandra Rodríguez, que é jornalista e advogada, tornou-se modelo após receber o incentivo da diretora do Miss Universo Buenos Aires para se inscrever no concurso. Em uma entrevista recente, Alejandra declarou que a beleza transcende a estética, estando muito mais ligada a uma postura diante da vida; foi esse motivo que a levou a candidatar-se ao concurso regional, com o objetivo de quebrar ESTEREÓTIPOS2.

A decisão de Alejandra de se candidatar e a repercussão que sua vitória gerou podem sinalizar uma nova maneira de percebermos aquilo que é belo: associando-o à confiança, ao carisma, ao estilo e, acima de tudo, à forma como alguém envelhece com graça e dignidade.

Alejandra nos mostra que a beleza é um conceito FLUIDO3 e multifacetado, que não pode ser limitado apenas por faixas etárias. Assim como existe beleza em uma jovem de 20 anos, há beleza em uma mulher de 40, 60 ou até mesmo 100 anos. Cada estágio da vida traz sua própria singularidade e charme.

A decisão do Miss Universo de abolir a restrição etária, foi vista por nós da Coluna como um potencial ponto de inflexão para uma redefinição dos padrões de beleza. Alguns meses após essa mudança, Alejandra já personifica um novo paradigma que se inicia: o reconhecimento da força, da potência e da beleza dos rostos e corpos maduros.

Essa nova visão sobre o que de fato constitui o belo pode ser de grande valia em uma sociedade que valoriza demasiadamente o jovem e a inovação, encorajando mulheres de todas as idades a verem a si mesmas e suas experiências de vida como valiosas e belas. Isso desafia e expande os tradicionais padrões de beleza, que frequentemente excluem ou minimizam a presença e a visibilidade de mulheres mais velhas em plataformas globais como o Miss Universo.

Não sei se era o objetivo do Miss Universo quando aboliu a restrição etária, mas, ao acolher uma gama maior de candidatas, o concurso também ampliou o espectro de quem pode ser considerado belo nas sociedades modernas. Para aqueles encarregados de eleger a mulher mais bela do mundo, a beleza não é mais um PRIVILÉGIO4 da juventude, mas uma quase virtude, com inúmeras faces.

A história de Alejandra Rodríguez não é somente sobre uma vitória pessoal em um concurso de beleza; é também sobre a redefinição do conceito de beleza, à luz da experiência e da maturidade. Ela nos dá esperança de que, em breve, a beleza será celebrada em todas as suas formas, idades e expressões.

Acompanharei cada uma das etapas do Miss Universo Argentina, torcendo por Alejandra, na certeza de que ela carrega, além de seus sonhos, a esperança de muitas mulheres que, assim como eu, VÊEM5 nela um símbolo de mudança e de inclusão.

(Fonte: https://www.em.com.br/colunistas/vitalidade/2024/04/68 45431-a-beleza-na-vitoria-de-alejandra-rodriguez.html. Acesso em: 27 abr. 2024. Adaptado.)

Dentre os cinco vocábulos destacados em letras maiúsculas no texto, um apresenta uma incorreção ortográfica, que pode envolver o uso indevido de letras ou de acento gráfico. Assinale a alternativa que corresponde ao número desse vocábulo:

Alternativas
Q2607863 Português

TEXTO


BRASIL TEM AUMENTO DE DENÚNCIAS DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


Intolerância Religiosa é o tema de uma reportagem especial do Fantástico deste domingo (21/01), Dia Nacional do Combate à Intolerância Religiosa. O livre exercício de cultos religiosos e a liberdade de crença são realidades protegidas pela nossa Constituição. No entanto, casos de desrespeito e ataques no Brasil têm sido cada vez mais frequentes.

É o que afirmam os números do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em um levantamento feito a pedido do Fantástico.

Religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, estão entre as cinco mais seguidas no Brasil, com mais de um milhão de adeptos. De acordo com o IBGE, os católicos praticantes são maioria: cerca de 123 milhões de fiéis. Em seguida estão os evangélicos, com 113 milhões.

O registro de denúncias sobre intolerância religiosa feitas ao Disque 100, um serviço do governo, cresceu - sobretudo após 2021, um ano depois do início da pandemia da Covid-19. Também aumentaram as violações - que são os diversos tipos de violência relatados.

Em 2018, foram registradas 615 denúncias de intolerância religiosa no Brasil. O número saltou para 1.418 em 2023, um aumento de 140,3%. Já o número de violações passou, no mesmo período, de 624 para 2.124, um salto de 240,3%.

Entre 2022 e 2023, o aumento das denúncias foi de 64,5% e, o de violações, de 80,7%.

Em 2023, os registros saltaram. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia são os que mais têm denúncias.

"Esses dados são alarmantes. Cada vez mais a população tem compreendido que cenários, situação onde há violência, agressão em razão da religiosidade da pessoa se trata, sim, de uma violação de direitos humanos", destaca o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira.

Para enfrentar a intolerância religiosa e garantir a laicidade brasileira, o governo criou uma Coordenação de Promoção à Liberdade Religiosa, liderada por uma Ialorixá Mãe Gilda de Oxum.

"Esse é o ponto fundamental da discussão, que é a promoção da tolerância e a garantia da diversidade religiosa no Brasil", completa Teixeira.

Desde janeiro do ano passado, com o endurecimento das leis, quem pratica crimes de intolerância religiosa pode pegar até cinco anos de prisão, além de multa. É o que diz a lei 14.532, que equipara injúria racial ao racismo - e que também protege a liberdade religiosa. Para este crime, não cabe mais fiança e é imprescritível.

Fonte: Consulta em 23/01/2024 ao link https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2024/0 1/21/brasil-tem-aumento-de-denuncias-deintolerancia-religiosa-veja-avancos-e-desafiosno-combate-ao-crime.ghtml

Observe a acentuação gráfica utilizada no seguinte enunciado e, depois, assinale a alternativa com ERRO no uso desse sinal gráfico:


As instituições religiosas, em seus cultos, devem promover o respeito à diversidade de religiões. É necessário que seja construída uma sociedade humanista. O poder público têm um papel fundamental para o processo de transformação social, incentivando às denúncias de intolerância e promovendo campanhas de conscientização, para preservar o direito de liberdade de religião e cultos religiosos.

Alternativas
Q2607442 Português
As mulheres são vítimas de violência porque são mulheres
Wânia Pasinato


        Nos últimos anos, a violência contra as mulheres no Brasil vem se tornando assunto público e reconhecido como problema ao qual qualquer mulher, independentemente de raça, cor, etnia, idade ou classe social pode estar sujeita. Trata-se de reconhecer que a violência não é um infortúnio pessoal, mas tem origem na constituição desigual dos lugares de homens e mulheres nas sociedades – a desigualdade de gênero -, que tem implicações não apenas nos papéis sociais do masculino e feminino e nos comportamentos sexuais, mas também em uma relação de poder. Em outras palavras, significa dizer que a desigualdade é estrutural. Ou seja, social, histórica e culturalmente a sociedade designa às mulheres um lugar de submissão e menor poder em relação aos homens. Qualquer outro fator – o desemprego, o alcoolismo, o ciúme, o comportamento da mulher, seu jeito de vestir ou exercer sua sexualidade – não são causas, mas justificativas socialmente aceitas para que as mulheres continuem a sofrer violência.


            (...) Em anos recentes, esse reconhecimento foi acompanhado por mudanças na forma como devemos responder a essa violência, atacando não as justificativas, mas as causas. O país tornou-se referência internacional com a Lei 11.340/2006 – a Lei Maria da Penha, cujo diferencial é a forma de abordar o problema, propondo a criminalização e a aplicação de penas para os agressores, mas também medidas que são dirigidas às mulheres para a proteção de sua integridade física e de seus direitos, além de medidas de prevenção destinadas a modificar as relações entre homens e mulheres na sociedade, campo no qual a educação desempenha papel estratégico. Apesar de tudo, o Brasil segue sendo um país violento para as mulheres. Anualmente são registradas centenas de ocorrências de violência doméstica, de violência sexual, além das elevadas taxas de homicídios de mulheres que, quando motivadas pelas razões de gênero, são tipificadas como feminicídios. Esses números expressam uma parte do problema e comumente dizemos que a subnotificação é uma característica dessas situações.

        O medo, a dúvida, a vergonha são algumas explicações para esse silêncio, mas novamente nos contentamos em olhar para as justificativas e não para as causas. (...)

        De modo geral, mudamos as leis, mas não a forma como as instituições funcionam. O Sistema de Justiça segue atuando de forma seletiva e distribuindo de forma desigual o acesso à Justiça. Existem poucos serviços especializados para atender as mulheres em situação de violência. Faltam protocolos que orientem o atendimento. Falta capacitação para os profissionais cuja atuação é muitas vezes balizada por convicções pessoais e julgamentos de valor que nada têm a ver com os direitos humanos. (...)

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/notícia/2018/02/ violencia-contra-mulher-wania-pasinato.html
O vocábulo destacado na passagem “(...) que nada têm a ver com os direitos humanos.” (4º parágrafo) acentua-se pela mesma regra de acentuação gráfica que a palavra:
Alternativas
Q2605208 Português
As três bonecas

        Ju morava numa rua tranquila com nome de heroína: Anita Garibaldi. Dali, das amigas da mãe, guarda boas lembranças: colos, cafunés, filhos, mimos, conselhos e broncas. Uma, ao ver Ju lavando alface como quem esfrega roupa, havia lhe ensinado a delicadeza das folhas. Outra, Marieta, lhe deixou uma lição. Numa visita, aproximou-se de Ju, que brincava de bonecas. E disse:
         – Tenho uma boneca pra você!
         Um forte desejo se acendeu na menina.
         – Grande, como um bebê! Cabelos claros e curtos. Enroladinhos.
         A menina sorriu. Mais tarde, folheando uma revista, adivinhou a boneca.
         – É assim! – disse, abraçada à revista.
       Deu-lhe o nome de Cecília. Chamaria as amigas, cada uma traria sua filha e fariam um lanche. Brincariam no jardim e ririam um bocado, até tarde. Cansadas, iriam cedo pra cama. Adormecer com Cecília seria melhor que mil mundos.
      Foi uma espera em vão. Ainda lidava com a frustração, quando a mulher retornou. A claridade, que vinha do corredor, marcava a comprida silhueta que entrou falando:
         – Tua boneca está lá guardada, esperando.
         “Esperando o quê?”.
         – Podia ter trazido. Comprei outra.
        “Agora são duas bonecas!”, empolgou-se.
         A mulher continuava:
        – É moreninha, bem escura, cabelos compridos, arrumados em trança até a cintura. “Seria cor de jabuticaba?” Ju amava. Imaginou a boneca. “Será de pano? Fofa? Tem pano que tem cheiro bom, fino e macio, gostoso de pegar. Tem pano que é mais duro e pinica… Carmela!” Agora, numa só festa, apresentaria Cecília e Carmela às amigas. Já as via juntas, duas irmãs, cada uma de uma cor.
       “Mas por que ela não trouxe logo as bonecas?”; “Vai ver que ela não sabia que ia passar aqui.”; “Vai ver que, outro dia, traz as duas.”; “Vai ver que…”; “vai ver…” Pensou durante a aula, em casa e antes de dormir.
     Sonhou com Cecília e Carmela. Andaram de roda gigante, tão alto… Tocando as nuvens, Ju pegou um pedaço e experimentou. Azeda demais! Torceu o nariz, as outras riram. Ao acordar, procurou as bonecas e não achou. Onde estavam? Embaixo da cama? Dentro do armário? Na gaveta? Ou na casa de Marieta? Será que ela entregou para depois sequestrá-las? Se ela ia tirar, pra quê iria dar? Além de tudo, era amiga da mãe, por que faria isso? Só se a mãe não soubesse quem era a verdadeira Marieta…
       Meses depois, ela chegou. A boneca não, Marieta! E falou pela terceira vez:
     – Tenho outra boneca pra você. Podia ter trazido.
    “Três? Sério?”
    Daqui a pouco, só um reboque pra tanta promessa. Ju não se deixou enrolar. Um dia, fantasiou com Anita. Com nome de guerreira, lutaria, salvaria todas do cativeiro. A essa altura, era o que pensava: cativeiro.
    Volta e meia, acontecia de sonhar com as três. Faziam estripulias, criavam brincadeiras e danças malucas e rolavam de rir. Um dia, Ju rolou pro chão mesmo. Doeu cotovelo, doeu bumbum, doeu tudo! Até a alma.
    O tempo passou, tanto e mais um tico. Ju cresceu e se mudou da Rua Anita Garibaldi. De Marieta, ficou a lição: heroína mesmo era a criança que sobrevivia a certos adultos…

(Crônicas da infância: lembranças, afetos e reflexões [livro eletrônico] / organização Rosana Rios, Flávia Côrtes, Severino Rodrigues; ilustração Sandra Ronca. 1. ed. São Paulo: Edições AEILIJ: RR Literatura, 2021. PDF. Vários autores.)
Considere as duplas de palavras retiradas do texto e elencadas nas alternativas a seguir e assinale aquela cuja dupla apresenta simultaneamente as mesmas classificações quanto à sílaba tônica e ao número de sílabas.
Alternativas
Q2605207 Português
As três bonecas

        Ju morava numa rua tranquila com nome de heroína: Anita Garibaldi. Dali, das amigas da mãe, guarda boas lembranças: colos, cafunés, filhos, mimos, conselhos e broncas. Uma, ao ver Ju lavando alface como quem esfrega roupa, havia lhe ensinado a delicadeza das folhas. Outra, Marieta, lhe deixou uma lição. Numa visita, aproximou-se de Ju, que brincava de bonecas. E disse:
         – Tenho uma boneca pra você!
         Um forte desejo se acendeu na menina.
         – Grande, como um bebê! Cabelos claros e curtos. Enroladinhos.
         A menina sorriu. Mais tarde, folheando uma revista, adivinhou a boneca.
         – É assim! – disse, abraçada à revista.
       Deu-lhe o nome de Cecília. Chamaria as amigas, cada uma traria sua filha e fariam um lanche. Brincariam no jardim e ririam um bocado, até tarde. Cansadas, iriam cedo pra cama. Adormecer com Cecília seria melhor que mil mundos.
      Foi uma espera em vão. Ainda lidava com a frustração, quando a mulher retornou. A claridade, que vinha do corredor, marcava a comprida silhueta que entrou falando:
         – Tua boneca está lá guardada, esperando.
         “Esperando o quê?”.
         – Podia ter trazido. Comprei outra.
        “Agora são duas bonecas!”, empolgou-se.
         A mulher continuava:
        – É moreninha, bem escura, cabelos compridos, arrumados em trança até a cintura. “Seria cor de jabuticaba?” Ju amava. Imaginou a boneca. “Será de pano? Fofa? Tem pano que tem cheiro bom, fino e macio, gostoso de pegar. Tem pano que é mais duro e pinica… Carmela!” Agora, numa só festa, apresentaria Cecília e Carmela às amigas. Já as via juntas, duas irmãs, cada uma de uma cor.
       “Mas por que ela não trouxe logo as bonecas?”; “Vai ver que ela não sabia que ia passar aqui.”; “Vai ver que, outro dia, traz as duas.”; “Vai ver que…”; “vai ver…” Pensou durante a aula, em casa e antes de dormir.
     Sonhou com Cecília e Carmela. Andaram de roda gigante, tão alto… Tocando as nuvens, Ju pegou um pedaço e experimentou. Azeda demais! Torceu o nariz, as outras riram. Ao acordar, procurou as bonecas e não achou. Onde estavam? Embaixo da cama? Dentro do armário? Na gaveta? Ou na casa de Marieta? Será que ela entregou para depois sequestrá-las? Se ela ia tirar, pra quê iria dar? Além de tudo, era amiga da mãe, por que faria isso? Só se a mãe não soubesse quem era a verdadeira Marieta…
       Meses depois, ela chegou. A boneca não, Marieta! E falou pela terceira vez:
     – Tenho outra boneca pra você. Podia ter trazido.
    “Três? Sério?”
    Daqui a pouco, só um reboque pra tanta promessa. Ju não se deixou enrolar. Um dia, fantasiou com Anita. Com nome de guerreira, lutaria, salvaria todas do cativeiro. A essa altura, era o que pensava: cativeiro.
    Volta e meia, acontecia de sonhar com as três. Faziam estripulias, criavam brincadeiras e danças malucas e rolavam de rir. Um dia, Ju rolou pro chão mesmo. Doeu cotovelo, doeu bumbum, doeu tudo! Até a alma.
    O tempo passou, tanto e mais um tico. Ju cresceu e se mudou da Rua Anita Garibaldi. De Marieta, ficou a lição: heroína mesmo era a criança que sobrevivia a certos adultos…

(Crônicas da infância: lembranças, afetos e reflexões [livro eletrônico] / organização Rosana Rios, Flávia Côrtes, Severino Rodrigues; ilustração Sandra Ronca. 1. ed. São Paulo: Edições AEILIJ: RR Literatura, 2021. PDF. Vários autores.)
É certo que nomes próprios como os elencados ao longo do texto, embora também estejam sujeitos às normas de acentuação da língua portuguesa, podem delas destoar conforme seu registro cartorial. Considere, portanto, as afirmativas a seguir sobre as regras de acentuação quanto aos nomes selecionados do texto e assinale a afirmativa que corretamente dispõe a sequência de cada uma em relação à sua veracidade, de modo que V corresponda a uma afirmativa verdadeira e F, a uma afirmativa falsa.

( ) A grafia do nome Ju está incorreta, pois deveria levar acento agudo na letra “u”.
( ) A grafia do nome Cecília está correta, pois vocábulos terminados em ditongo oral átono são acentuados.
( ) A grafia do nome Marieta está incorreta, pois deveria levar acento circunflexo na letra “e”.

A sequência está correta em
Alternativas
Q2605102 Português
Os cães engarrafados

     “Nunca vi boa amizade nascer em leiteria”, disse certa vez Vinicius de Moraes, inveterado beberrão, para quem o melhor termômetro de afetos era uma garrafa de uísque – uma, no caso, é modo de dizer, pois melhor se fossem duas, três, quatro. “Uísque é o cachorro engarrafado”, concluiu, certamente depois de algumas doses. Não é improvável que esse diagnóstico etílico tenha surgido durante um pileque com Rubem Braga, outro voraz consumidor de malte.
     Além da dedicação às garrafas, os dois amigos tinham vários pontos em comum: nasceram no mesmo 1913, exerceram postos diplomáticos e foram grandes gozadores dos prazeres da vida, apaixonando-se com tremenda facilidade. Braga, dos nossos maiores cronistas, fez também poesia. Vinicius, dos nossos maiores poetas, também escreveu crônica. E os dois foram, cada um ao seu modo, renomados anfitriões.
    Em 1951, quando Vinicius retornou de Los Angeles, onde atuava como vice-cônsul, trouxe nada mais que 480 garrafas de uísque, divididas em 40 caixas. Era, certamente, o maior estoque de uísque do Rio de Janeiro. Não demorou para que sua casa, no Leblon, virasse um ponto de encontro da intelectualidade carioca.
    Em Ipanema, a famosa cobertura de Rubem Braga vivia destrancada. O amigo que quisesse desfrutar daquele jardim suspenso precisava só pegar a escadinha do décimo segundo andar e abrir a porta. O uísque estava lá à disposição. Braga, nem sempre – às vezes, dependendo de seu humor, sequer se levantava da rede para receber a visita.
   “Rubem Braga é, sabidamente, um conhecedor de passarinhos”, começa Vinicius com a advertência. Conhece tudo de tico-tico, curió, sanhaço, cardeal, sabiá, “mas em matéria de canário trata-se de um otário completo e acabado”. O cronista vinha pela Cinelândia quando topou com um vendedor. Ele oferecia um casal de canários numa gaiola “dividida por uma separação levadiça em dois compartimentos, um para o macho, outro para a fêmea”. A graça era abrir a portinhola do macho, deixá-lo voar livremente e vê-lo voltar assim que a fêmea piasse. O rapaz fez uma demonstração do número e convenceu o cliente.
    Decerto Braga se emocionou com aquele espécime masculino que trocava a liberdade pela companhia da amada. Chegando em casa, quis rever o espetáculo. “E lá se foi o canarinho pelo azul afora, em lindas evoluções”, até que a fêmea o chamasse. Ele voltou e ficou parado diante da portinhola, sem entrar. Braga, apreensivo, tentou atraí-lo com uma suculenta folha de alface, mas o bicho não bicou a isca. E a fêmea, no descuido do cronista que procurava um encaixe para a verdura, “fez força com o biquinho e acabou por erguer a portinhola”. Dali para o Jardim Botânico não teve nem graça. “Canário, hein Braguinha?”, cutucou o amigo.
    De Braga para Vinicius, a primeira homenagem veio durante a temporada norte-americana do poeta, período em que ficou cinco anos sem retornar para o Brasil. Do Rio, o colega enviou-lhe um Bilhete para Los Angeles”, um dos poucos de sua diminuta lavra de poemas. Os versos de escárnio são puro carinho de mãos ásperas. “Só queres amor e ócio/capadócio!” e “Tanto mal que já fizeste/cafajeste!”, querem dizer, na verdade, “Deus te dê vida e saúde/em Hollywood!”.
   Poucos meses depois de Vinicius morrer, em 1980, Braga voltou a escrever para ele, agora com uma notícia grave: a primavera tinha chegado e aquela era a primeira, desde 1913, sem a participação do poeta. Sabendo do hábito epistolar dos amigos, “Recado de primavera” fica ainda mais comovente. “Seu nome virou placa de rua; e nessa rua, que tem seu nome na placa, vi ontem três garotas de Ipanema que usavam minissaias.” O mar estava virado, e da varanda do cronista era possível ver “uma vaga de espuma galgar o costão sul da ilha das Palmas” – tudo isso, diz, são “violências primaveris”. Um tico-tico, “com uma folhinha seca de capim no bico”, começara a construir seu ninho. E as “moitas de azaleias e manacás em flor” traziam promessas da vida. “O tempo vai passando, poeta”, arremata Rubem. “Chega a primavera nesta Ipanema, toda cheia de sua música e de seus versos. Eu ainda vou ficando um pouco por aqui – a vigiar, em seu nome, as ondas, os tico-ticos e as moças em flor. Adeus.”

(TAUIL, Guilherme. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. Acesso em: 22/03/2024.)
Reproduzem-se, nas alternativas a seguir, trechos do texto com duplas de palavras sublinhadas. É correto afirmar que a alternativa que dispõe uma dupla de palavras sublinhadas que NÃO se acentuam pela mesma razão se dá em: 
Alternativas
Q2594950 Português
Assinalar a alternativa que apresenta uma palavra oxítona, uma paroxítona e uma proparoxítona, respectivamente.
Alternativas
Q2593734 Português

Assinale a alternativa que apresenta equívoco de acentuação.

Alternativas
Q2592158 Português

Responda às questões 1 a 10 com base no seguinte texto:


A letra cursiva está ligada à neurociência. Série de estudos comprovam a alteração significativa em relação à alfabetização de crianças, por exemplo. No entanto, em uma era em que a geração cresceu dominada por telas de computadores, notebooks, celulares e tablets, a escrita à mão virou raridade. Alguns países aboliram o ensinamento dessa modalidade — não no Brasil. Mas é o caso dos Estados Unidos. Até agora. Por lá, o ano letivo de 2024 começou com a retomada do manuscrito nas escolas. Transformou-se em debate, análise e, por fim, lei. Alunos de 6 a 12 anos do Ensino Fundamental da Califórnia serão obrigados a aprender a ler e escrever com o traçado à moda antiga. Mais de 20 estados seguem no ritmo. A justificativa é única: o papel fundamental desempenhado por essa habilidade no desenvolvimento cognitivo infantil, estimulando diversas áreas cerebrais essenciais da comunicação.


Adaptado de: https://istoe.com.br/california-reintroduz-ensino-da-caligrafia-cursiva/.

Acentuação tônica diz respeito à sílaba que recebe maior ênfase na pronúncia de uma palavra. Com base nisso, qual das seguintes palavras segue a mesma regra de acentuação que a palavra análise?

Alternativas
Q2591866 Português

Impotência


Foi na última chuvarada do ano, e a noite era preta. O homem estava em casa; chegara tarde, exausto e molhado, depois de uma viagem de ônibus mortificante, e comera, sem prazer, uma comida fria. Vestiu o pijama e ligou o rádio, mas o rádio estava ruim, roncando e estalando. “Há dois meses estou querendo mandar consertar este rádio”, pensou com tédio. E pensou ainda que há muitos meses, há muitos anos, estava com muita coisa para consertar desde os dentes até a torneira da cozinha, desde seu horário no serviço até aquele caso sentimental em Botafogo. E quando começou a dormir e ouvia que batiam na porta, acordou assustado achando que era o dentista, o homem do rádio, o caixa da firma, o irmão de Honorina, ou um vago fiscal geral dos problemas da vida que lhe vinha pedir contas.

A princípio não reconheceu a negra velha Joaquina Maria, miúda, molhada, os braços magros luzindo, a cara aflita. Ela dizia coisas que ele não entendia; mandou que entrasse. Há alguns meses a velha lavava-lhe a roupa, e tudo o que sabia a seu respeito é que morava em um barraco, num morro perto da lagoa, e era doente. Sua história foi saindo aos poucos. O temporal derrubara o barraco, e o netinho, de oito anos, estava sob os escombros. Precisava de ajuda imediata, se lembrara dele.

– O menino está... morto?

Ouviu a resposta afirmativa com um suspiro de alívio. O que ela queria é que ele telefonasse para a polícia, chamasse a ambulância ou rabecão, desse um jeito para o menino não passar a noite entre os escombros, na enxurrada; ou arranjasse um automóvel e alguém para retirar o corpinho. Quis telefonar, mas o telefone não dava sinal; enguiçara. E quando meteu uma capa de gabardina e um chapéu e desceu a escada, viu que tudo enguiçara: os bondes, os ônibus, a cidade, todo esse conjunto de ferro, asfalto, fios e pedras que faz uma cidade, tudo estava paralisado, como um grande monstro débil.


(BRAGA, Rubem. Correio da Manhã. Fundação Casa de Rui Barbosa. Rio de Janeiro. Em: 17/04/1952. Fragmento.)

Em “Foi na última chuvarada do ano, e a noite era preta.” (1º§), a palavra “última” é acentuada pelo mesmo motivo que a seguinte expressão em destaque:

Alternativas
Respostas
1181: A
1182: D
1183: A
1184: D
1185: B
1186: B
1187: E
1188: A
1189: C
1190: B
1191: B
1192: D
1193: D
1194: A
1195: A
1196: B
1197: C
1198: A
1199: C
1200: D