Questões de Concurso
Comentadas sobre teoria literária em literatura
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Leia o poema abaixo, de Manuel Bandeira, integrante da poesia modernista brasileira.
TEXTO II
Poema tirado de uma notícia de jornal [Manuel Bandeira]
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão [sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
[Libertinagem, 1930]
Analise as afirmativas a seguir, referentes ao surgimento e ao desenvolvimento da Literatura Infantil no Brasil, considerando seus precursores e seguidores. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Monteiro Lobato é reconhecido como marco fundador da Literatura Infantil brasileira por romper com o caráter moralizante predominante até então e valorizar a cultura, a linguagem e o imaginário nacionais.
(__)Autores como Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Ziraldo e Lygia Bojunga deram continuidade e ampliaram o legado da Literatura Infantil brasileira, incorporando temas sociais, políticos e existenciais, com maior complexidade estética e discursiva.
(__)A Literatura Infantil brasileira consolidou-se apenas a partir da década de 1980, não havendo produções significativas destinadas às crianças antes desse período.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O trabalho pedagógico com a diversidade e a representatividade na literatura infantojuvenil contribui para a formação de estudantes mais críticos e empáticos. Ao conhecer as discussões contemporâneas sobre produção cultural de pessoas com deficiência, o professor amplia seu repertório e pode promover práticas mais inclusivas no ambiente escolar. Considerando os debates atuais sobre a visibilidade de autores com deficiência no cenário cultural brasileiro, a principal dificuldade enfrentada por esses produtores culturais é:
Para a questão, considere o texto “Aniversário”, de Álvaro de Campos:
Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…) O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas: doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Para, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!…
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!…
Assinale a alternativa que completa adequadamente a caracterização da corrente da Teoria Literária apresentada.
Considerando as contribuições teóricas sobre o papel da literatura juvenil no processo formativo, bem como uma abordagem coerente com os pressupostos contemporâneos da leitura literária na escola, essa escola deve pressupor que:
I.O narrador onisciente neutro descreve os pensamentos e sentimentos de múltiplos personagens, mantendo uma postura de distanciamento e objetividade, sem emitir juízos de valor explícitos sobre os eventos ou as personagens.
II.O narrador em primeira pessoa, por ser também personagem, apresenta uma visão intrinsecamente parcial dos acontecimentos, limitada ao seu próprio campo de percepção e interpretação, o que o impede de acessar a consciência de outros personagens.
III.O narrador observador, também conhecido como "narrador-câmera", relata apenas os fatos e diálogos que podem ser apreendidos externamente, assemelhando-se a uma testemunha imparcial, mas diferencia-se do onisciente por não ter acesso à interioridade de nenhuma personagem.
Estão corretas as afirmativas:
I. A questão do ensino da literatura ou da leitura literária envolve o exercício de reconhecimento das singularidades e das propriedades compositivas de um tipo particular de escrita.
II. A literatura é cópia do real, puro exercício de linguagem, mera fantasia que se afastou dos sentidos do mundo e da história dos homens.