Questões de Concurso Comentadas sobre teoria literária em literatura

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Q4119792 Literatura
Desenvolver formas discursivas que articulam ancestralidade, experiência coletiva e crítica aos padrões contemporâneos de existência, produzindo reflexão literária que tensiona modelos tradicionais de racionalidade e progresso, constitui característica associada pela crítica contemporânea à obra de qual escritor brasileiro?
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Q4102200 Literatura
Leia o trecho abaixo, adaptado de Dom Casmurro, de Dom Casmurro, escrito por Machado de Assis:

“Capitu era dissimulada, de olhos de ressaca, capazes de arrastar para dentro deles quem os contemplasse. Sua inteligência e firmeza contrastavam com o comportamento mais inseguro de Bentinho.”

No trecho, é possível identificar a construção de perfis psicológicos dos personagens. A caracterização de Capitu como “dissimulada” contribui para:
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Q4102198 Literatura
Assinale a alternativa correta sobre as relações intertextuais na literatura brasileira
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Q4101920 Literatura
Leia as afirmações sobre o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa correta.
( ) Pelo fato de o narrador ser defunto, nós temos, de certa forma, uma situação sobrenatural. Tal situação quebra a possibilidade de expectativa e tensão, pois já sabemos de início o desfecho da narrativa. Contando a causa de sua morte, Brás Cubas relata a tentativa de inventar um emplasto anti-hipocondríaco, o que resulta num efeito humorístico e irônico.
( ) Brás Cubas relata um delírio no qual é conduzido por um hipopótamo até a origem dos séculos. Ali, ele encontra Natureza ou Pandora, que diz ser sua mãe e sua inimiga. Apesar dos apelos de Brás, que quer viver mais um pouco, Natureza faz-lhe ver que ele já cumprira sua função, portanto, não precisava mais dele. Dessa maneira, a morte de Brás Cubas era uma questão de egoísmo da Natureza, mas isso seria um estatuto universal.
( ) Brás Cubas sente-se dominado por forças superiores, cujas intenções ele não pode explicar direito, do mesmo modo como ele fizera, no capítulo XXXI, com uma borboleta que havia entrado 5 em seu quarto.
( ) Tal ideia é também exposta pelo personagem-filósofo Quincas Borba, que criara um sistema denominado Humanitismo. Tal sistema propunha a inexistência da dor, pois todo sofrimento humano seria apenas uma infração à lei de Humanitas que ela imediatamente corrige.
( ) Daí advém a noção de que o homem é devorado por excelência, ficando justificada a sobrevivência apenas do mais forte. De certo modo, seria essa a prática de vida de Brás Cubas, cuja falta de ética e de moral ficaria legitimada pelo exemplo que lhe dá a Natureza em “O delírio” e pelo sistema filosófico, o Humanitismo, criado pelo personagem Quincas Borba. 
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Q4101668 Literatura
Sobre os principais livros de literatura infantil, no que tange a obra "Bisa Bia, Bisa Be", de Ana Maria Machado, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4090569 Literatura
No âmbito da literatura em língua portuguesa e afro-brasileira, assinale a alternativa correta.
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Q4090557 Literatura

Texto 2


Metamorfose

Luís Fernando Veríssimo


    Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e descobriu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Acionou suas antenas e não tinha mais antenas. Quis emitir um pequeno som de surpresa e, sem querer, deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu primeiro pensamento humano foi: que vergonha, estou nua! O seu segundo pensamento humano foi: que horror! Preciso me livrar dessas baratas!


    Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente, ela seguia o seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto da cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa, caminhando junto à parede, porque os hábitos morrem devagar. Encontrou um quarto, um armário, roupas de baixo, um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquilou-se. Todas as baratas são iguais, mas uma mulher precisa realçar a sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia? Tinha educação? Referências? Conseguiu, a muito custo, um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas; era uma boa faxineira.


[...]


    Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado de novo numa barata. Seu penúltimo pensamento humano foi: meu Deus, a casa foi dedetizada há dois dias! Seu último pensamento humano foi para o seu dinheiro rendendo na financeira e o que o safado do marido, seu herdeiro legal, faria com tudo. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu em cinco minutos, mas foram os cinco minutos mais felizes da sua vida. Kafka não significa nada para as baratas.


Adaptado de: https://ielrs.blogspot.com/2012/12/metamorfose-luisfernando-verissimo.html. Acesso em: 28 mar. 2026. 


Na perspectiva da Estética da Recepção, a leitura da crônica de Luís Fernando Veríssimo (Texto 2) pode ser relacionada ao conceito de horizonte de expectativas, porque o texto
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Q4090554 Literatura

Texto 1


Quarto de Despejo: Diário de uma favelada


“20 DE JULHO

Deixei o leito as 4 horas para escrever. Abri a porta e contemplei o céu estrelado. Quando o astro-rei começou despontar eu fui buscar agua. Tive sorte! As mulheres não estavam na torneira. Enchi minha lata e zarpei. (...) Fui no Arnaldo buscar o leite e o pão. Quando retornava encontrei o senhor Ismael com uma faca de 30 centimetros mais ou menos. Disse-me que estava a espera do Binidito e do Miguel para matá-los, que eles lhe expancaram quando ele estava embriagado.


Lhe aconselhei a não brigar, que o crime não trás vantagens a ninguém, apenas deturpa a vida. Senti o cheiro de álcool, disisti. Sei que os ebrios não atende. O senhor Ismael quando não está alcoolizado demonstra sua sapiência. Já foi telegrafista. E do Circulo Exoterico. Tem conhecimentos biblicos, gosta de dar conselhos. Mas não tem valor. Deixou o álcool lhe dominar, embora seus conselho seja util para os que gostam de levar vida decente.


Preparei a refeição matinal. Cada filho prefere uma coisa. A Vera, mingau de farinha de trigo torrada. O João José, café puro. O José Carlos, leite branco. E eu, mingau de aveia. Já que não posso dar aos meus filhos uma casa decente para residir, procuro lhe dar uma refeição condigna.


Terminaram a refeição. Lavei os utensílios. Depois fui lavar roupas. Eu não tenho homem em casa. E só eu e meus filhos. Mas eu não pretendo relaxar. O meu sonho era andar bem limpinha, usar roupas de alto preço, residir numa casa confortável, mas não é possível. Eu não estou descontente com a profissão que exerço. Já habituei-me andar suja. Já faz oito anos que cato papel. O desgosto que tenho é residir em favela.


...Durante o dia, os jovens de 15 e 18 anos sentam na grama e falam de roubo. E já tentaram assaltar o emporio do senhor Raymundo Guello. E um ficou carimbado com uma bala. O assalto teve inicio as 4 horas. Quando o dia clareou as crianças catava dinheiro na rua e no capinzal. Teve criança que catou vinte cruzeiros em moeda. E sorria exibindo o dinheiro. Mas o juiz foi severo. Castigou impiedosamente.


Fui no rio lavar as roupas e encontrei D. Mariana. Uma mulher agradavel e decente. [...] Estendi as roupas rapidamente e fui catar papel. Que suplicio catar papel atualmente! Tenho que levar a minha filha Vera Eunice. Ela está com dois anos, e não gosta de ficar em casa. Eu ponho o saco na cabeça e levo-a nos braços. Suporto o peso do saco na cabeça e suporto o peso da Vera Eunice nos braços. Tem hora que revolto-me. Depois domino-me. Ela não tem culpa de estar no mundo”.

[...]


Adaptado de: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2020.

Carolina Maria de Jesus, autora negra brasileira, publicou Quarto de despejo: diário de uma favelada, obra amplamente relacionada a debates sobre autoria, representação e experiência social na literatura brasileira. Com base nessas informações e no Texto 1, assinale a alternativa correta.
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Q4080804 Literatura
Em "O direito à literatura", Antonio Candido defende que "a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser feita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão de mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade". A partir desse concepção a respeito da literatura, analise as sentenças:
I.A obra de menor qualidade também atua na formação do leitor e em sua humanização, uma vez que o movimento literário é constituído tanto por textos de qualidade alta, quanto por textos de qualidade modesta, formando um conjunto de significados que influi na construção dos conhecimentos do leitor.
II.No processo de formação do leitor, espera-se que o(a) estudante perceba as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários do cânone brasileiro. Nesse sentido, o(a) professor(a) deve evitar, em sua curadoria literária, a indicação de obras consideradas de cultura popular, como literatura marginal, periférica, de massa, folclóricas, entre outras, pois, ainda que sejam importantes e nobres, elas não são suficientes para o contexto escolar.
III.A literatura possibilita ao leitor, por exemplo, o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso de beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor.
É correto o que se afirma em:
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Q4080803 Literatura
Leia o excerto a seguir, extraído de "Emparedado", de Cruz e Sousa:

"Deus meu! Por uma questão banal da química biológica do pigmento ficam alguns mais rebeldes e curiosos fósseis preocupados, a ruminar primitivas erudições, perdidos e atropelados pelas longas galerias submarinas de uma sabedoria infinita, esmagadora, irrevogável!

Mas, que importa tudo isso?! Qual é a cor da minha forma, do meu sentir? Qual é a cor da tempestade de dilacerações que me abala? Qual a dos meus sonhos e gritos? Qual a dos meus desejos e febre?

Ah! esta minúscula humanidade, torcida, enroscada, assaltando as almas com a ferocidade de animais bravios, de garras aguçadas e dentes rijos de carnívoro, é que não pode compreender-me.

[...]

Se caminhares para a direita baterás e esbarrarás ansioso, aflito, numa parede horrendamente incomensurável de Egoísmos e Preconceitos! Se caminhares para a Esquerda, outra parede, de Ciências  Críticas, mais alta do que a primeira, te mergulhará profundamente no espanto! Se caminhares para a frente, ainda nova parede, feita de Despeitos e Impotências, tremenda, de granito, broncamente se elevará ao alto! Se caminhares, enfim, para trás, ah! Ainda uma derradeira parede, fechando tudo, fechando tudo − horrível! − parede de Imbecilidade e Ignorância, te deixará num frio espasmo de terror absoluto.

E, mais pedras, mais pedras se sobreporão às pedras já acumuladas, mais pedras, mais pedras... Pedras destas odiosas, caricatas e fatigantes Civilizações e Sociedades... Mais pedras, mais pedras! E as estranhas paredes hão de subir, — longas, negras, terríficas! Hão de subir, subir, subir mudas, silenciosas, até às Estrelas, deixando-te para sempre perdidamente alucinado e emparedado dentro do teu Sonho..."

(Disponível em:
https://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/11-textos-dos-autores/694-cruz-e-sousa-o-emparedado. Acesso em: 21 abr. 2026.)
"Emparedado" é um texto em prosa que integra o livro Evocações, do poeta catarinense João da Cruz e Sousa. Tendo como referência o excerto, a vida e a obra do autor, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O poeta, nascido na cidade de Desterro, atual Florianópolis, faz da sua prosa um importante instrumento de libertação, sobretudo da subjetividade que não encontrava espaço no parnasianismo, mas que se torna um dos principais elementos do simbolismo, à época muito influente na Europa. Cercado pela opressão escravista, ainda que alforriado, Cruz e Sousa lança um grito que está além da cor da pele, mas que encontra força na agonia dos afrodescendentes.
(__)Cruz e Sousa foi o responsável por marcar o simbolismo no Brasil com traços singulares em relação à escola francesa, introduzindo a etnicidade em sua prosa poética. Disfarçada na individualidade do poeta, encontra-se a voz coletiva, o clamor de um povo cercado e acuado. Povo que, ao vencer um obstáculo, encontra outro e outro continuamente. A voz do eu enunciador carrega, em sua lírica, o lamento e o sonho de um dia alcançar plenamente a liberdade.
(__)O "Emparedado" traz à tona as reflexões de um artista marcado por formas diversas de exclusão, tais como raça e poder social, legitimadas por discursos científicos e estético-culturais vigentes no século XIX. Dessa forma, o eu-enunciador do texto é emparedado pelo preconceito, pela ignorância e por esses discursos legitimadores de uma sociedade branca que não aceita as diferenças.
(__)Apesar de a leitura crítica do leitor relacionar o discurso de Cruz e Sousa à luta antirracista que se instaura no contexto da coletividade negra, em "Emparedado", o poeta apresenta um discurso de rememoração biográfica, em que o eu do texto é apenas um eu biográfico, retratando a experiência de vida do autor e criticando o racialismo que o condenou ao lugar da ignorância eterna "por uma questão banal da química biológica do pigmento". Essa condenação, porém, será rompida após sua morte, com o reconhecimento de Cruz e Sousa como grande poeta da literatura brasileira e um dos maiores representantes do Simbolismo no Brasil, o que conferirá ao texto um viés coletivo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Q4080802 Literatura
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), "em relação à literatura, a leitura do texto literário, que ocupa o centro do trabalho no Ensino Fundamental, deve permanecer nuclear também no Ensino Médio. Por força de certa simplificação didática, as biografias de autores, as características de épocas, os resumos e outros gêneros artísticos substitutivos, como o cinema e as HQs, têm relegado o texto literário a um plano secundário do ensino. Assim, é importante não só (re)colocá-lo como ponto de partida para o trabalho com a literatura, como intensificar seu convívio com os estudantes" (BNCC, 2018, p. 499).
A respeito da leitura do texto literário no contexto da escola, analise as sentenças a seguir:
I.No Ensino Médio, a leitura do texto literário deve continuar nuclear, evitando simplificações didáticas, seja das biografias dos autores, seja das obras literárias. Nesse sentido, é possível e desejável que se trabalhe com HQs, filmes, animações, entre outras produções, baseadas em obras literárias, incluindo análises sobre seus processos de produção e recepção, evitando-se, porém, a simples substituição dos textos literários por essas produções.
II.No Ensino Médio, devem ser introduzidas para fruição e conhecimento, ao lado da literatura africana, afro-brasileira, indígena e da literatura contemporânea, obras da tradição literária brasileira e de língua portuguesa, de um modo mais sistematizado, em que sejam aprofundadas as relações com os períodos históricos, artísticos e culturais.
III.A partir do trabalho com a leitura literária, espera-se que os leitores/fruidores possam também reconhecer na arte formas de crítica cultural e política, uma vez que toda obra expressa, inevitavelmente, uma visão de mundo e uma forma de conhecimento, por meio de sua construção estética.
IV.No processo de organização e progressão curricular, o(a) docente deve propor a leitura de obras significativas da literatura brasileira, contextualizando sua época, suas condições de produção, circulação e recepção, tanto no eixo diacrônico quanto sincrônico, ficando a critério local estabelecer ou não a abordagem do conjunto de movimentos estéticos, obras e autores, de forma linear, crescente ou decrescente, desde que a leitura efetiva de obras selecionadas não seja prejudicada.
É correto o que se afirma em:
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Q4077456 Literatura
Conforme descreve Cegalla (2009), _________________ são os dois elementos fundamentais da obra literária. O primeiro _______________________________________; o segundo, _______________________________________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. 
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Q4072001 Literatura
“Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna...”
(José de Alencar)
“A pele escura de Ponciá carregava marcas de uma história antiga de dor, pobreza e resistência.” (Conceição Evaristo) 
Acima estão dois fragmentos com representações étnicas na literatura brasileira. Assinale a alternativa correta que faz uma análise correta dos trechos: 
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Q4071996 Literatura
“Os meninos caminhavam em silêncio pelo corredor escuro. Cada passo parecia aumentar ainda mais o medo do desconhecido. Miguel olhava para os lados tentando esconder o nervosismo, enquanto Crânio mantinha a aparência de coragem que sempre demonstrava diante do grupo.” (BANDEIRA, Pedro. A droga da obediência. São Paulo: Moderna, 2014.) 
Considerando os elementos da teoria literária e a construção narrativa em textos da literatura juvenil brasileira, assinale a alternativa correta acerca do texto lido. 
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Q4064514 Literatura
Leia com atenção o texto “Meninos Carvoeiros” de Manuel Bandeira:

Meninos Carvoeiros
Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
— Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.

Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.

(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)

— Eh, carvoero!
Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles ...
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!

—Eh, carvoero!

Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados.

BANDEIRA, Manuel. Meninos Carvoeiros. Petrópolis, 1921.

No poema de Manuel Bandeira, há uma crítica. Assinale a alternativa que evidencia a crítica presente no texto:
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Q4056854 Literatura

A poesia organiza-se a partir de escolhas formais que afetam a disposição dos versos, a sonoridade do texto e a percepção rítmica da linguagem. Esses recursos contribuem para a construção estética do poema e variam conforme tradições literárias, estilos de época e projetos expressivos adotados pelos autores (CANDIDO, 2011).



Assinale a alternativa correta. 

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Q4056853 Literatura

Os sentidos construídos no texto literário resultam do uso particular da linguagem, que pode afastar-se do significado habitual das palavras para produzir efeitos expressivos, simbólicos e estéticos. Essa exploração dos sentidos é um dos elementos centrais da literariedade, permitindo múltiplas interpretações e leituras do texto (COMPAGNON, 2015).



Assinale a alternativa correta.

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Q4056851 Literatura

A cultura, a arte e a literatura constituem modos de produção simbólica por meio dos quais sociedades elaboram sentidos, valores e formas de interpretação da experiência humana. Essas manifestações se relacionam entre si, dialogam com contextos históricos específicos e assumem funções diversas na organização da vida social (EAGLETON, 2016).



Assinale a alternativa correta.

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Q4050742 Literatura
Em uma análise de teoria literária, um poema é descrito como composto por versos decassílabos, organizados em dois quartetos e dois tercetos, com esquema de rimas regular. Além disso, o eu lírico desenvolve uma reflexão de tom elevado, em linguagem trabalhada e com forte preocupação formal. A descrição aponta para uma composição conhecida como: 
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Q4042914 Literatura
Ao analisar a construção formal de um poema, uma estudante observou que determinado texto se organizava em versos, com regularidade de sílabas poéticas, distribuição estrófica planejada e recorrência sonora entre palavras finais. Nesse caso, os elementos destacados correspondem, respectivamente, a:
Alternativas
Respostas
61: D
62: B
63: C
64: A
65: B
66: A
67: C
68: B
69: D
70: B
71: D
72: B
73: C
74: A
75: C
76: B
77: B
78: B
79: A
80: D