Questões de Concurso Sobre literatura
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Os clássicos não são lidos por dever ou por respeito, mas só por amor. Exceto na escola: a escola deve fazer com que você conheça bem ou mal um certo número de clássicos dentre os quais (ou em relação aos quais) você poderá depois reconhecer os “seus” clássicos. A escola é obrigada a dar-lhe instrumentos para efetuar uma opção: mas as escolhas que contam são aquelas que ocorrem fora e depois de cada escola.
CALVINO, l. Por que ler os clássicos. Tradução: Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 1993 (adaptado).
O excerto provocou grande debate sobre o que é sugerido como leitura na escola, em contraposição às obras que os adolescentes realmente gostam de ler. Nessa conversa, os alunos mencionaram livros que leram por indicação da escola e outros que conheceram fora dela, com os quais se identificavam mais. Uma aluna, então, trouxe à tona textos que havia lido a partir das redes sociais, como o Instagram, e acrescentou um novo ponto à discussão: a instapoesia.
Aproveitando a introdução desse novo tópico, a professora refletiu sobre a instapoesia como uma produção contemporânea. Em sala, a docente leu instapoemas de autoras populares no Instagram, como Rupi Kaur e Ryane Leão, poetas feministas indiano-canadense e brasileira, respectivamente. Contudo, em meio à discussão, um aluno questionou se tais produções seriam mesmo literatura. Como encaminhamento, a professora sugeriu que os estudantes fizessem uma pesquisa sobre instapoesia e informou que, nas aulas seguintes, retomaria as reflexões sobre o que se lê na escola, bem como sobre o que é literatura clássica e o que é arte marginal.
Nessa situação, na retomada das reflexões sobre esse tema, seria adequado a professora
Available at: https://cheezburger.com/. Accessed on: May 27, 2024.
A High School English teacher plans to use this meme on an assessment activity because it matches one of her class themes: introduction to English literature. The focus of the unit is its canonic masterpieces and their authors, from Old English to Contemporary English(es).
In this context, what is the relationship between the meme and the unit?
Soneto 18
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
(William Shakespeare. Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_willian_shakespeare/.)
Soneto 18
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
(William Shakespeare. Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_willian_shakespeare/.)
A literatura contemporânea é aquela que se vive atualmente, do tempo de agora, por isso recebe esse nome e não tem uma definição acabada. Esse fenômeno acontece no mundo todo, mas a contemporaneidade brasileira compreende um conjunto muito diverso de características agrupadas das escolas literárias anteriores. Analise as características dessa literatura e em seguida assinale a opção correta.
I. Inspirado nas vanguardas artísticas europeias;
II. Possibilidade de mistura da arte erudita com a arte popular;
III. Poesia do tipo intimista, como a visual, concreta e marginal;
IV. A temática voltada para a realidade brasileira com temas sociais, políticos e históricos.
I. Versos Livres são versos que apresentam um padrão em sua forma.
II. Todo POEMA é um SONETO.
III. RIMAS IMPERFEITAS são rimas que ocorrem quando há apenas correspondência PARCIAL dos sons.
IV. VERSOS SOLTOS são aqueles que obrigatoriamente possuem RIMAS.
Tinha-se na época uma grande representação dessa escola literária três grandes representantes que formavam a tão falada “TRÍADE PARNASIANA”. Isenta-se apenas:
Leia e analise os fragmentos abaixo:
Fragmento 1
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! Meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!
(O Navio Negreiro, Castro Alves)
Fragmento 2
Enfim te vejo! — enfim posso,

Curvado a teus pés, dizer-te, Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado,
A não lembrar-me de ti!
(...)
Louco, aflito, a saciar-me
D’agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti .
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esp’rança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
(Ainda uma vez- Adeus!, Gonçalves Dias)
Fragmento 3
Vem, anjo, minha donzela,
Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!
(Amor, Álvares de Azevedo)
Leia o texto abaixo:
A ROSA DE HIROXIMA
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Vinícius de Moraes
Leia o texto a seguir:
Lira Romantiquinha
Por que me trancas
O rosto e o riso
E assim me arrancas
Do paraíso?
Por que não queres,
Deixando o alarme
(ai, deus: mulheres!),
Acarinhar-me?
Por que cultivas
As sem perfume
E agressivas,
Flores do ciúme?
Acaso ignoras
Que te amo tanto,
Todas as horas,
Já nem sei quanto?
Visto que em suma
É todo teu,
De mais nenhuma,
O peito meu?
Anjo sem fé
Nas minhas juras,
Porque é que é
Que me angusturas?
Minh'alma chove
Frio, tristinho.
Não te comove
Este versinho?
Carlos Drummond de Andrade
Leia o texto a seguir:
Lira Romantiquinha
Por que me trancas
O rosto e o riso
E assim me arrancas
Do paraíso?
Por que não queres,
Deixando o alarme
(ai, deus: mulheres!),
Acarinhar-me?
Por que cultivas
As sem perfume
E agressivas,
Flores do ciúme?
Acaso ignoras
Que te amo tanto,
Todas as horas,
Já nem sei quanto?
Visto que em suma
É todo teu,
De mais nenhuma,
O peito meu?
Anjo sem fé
Nas minhas juras,
Porque é que é
Que me angusturas?
Minh'alma chove
Frio, tristinho.
Não te comove
Este versinho?
Carlos Drummond de Andrade
CORIFEU
Vede bem, habitantes de Tebas, meus concidadãos! Este é Édipo, decifrador dos enigmas famosos; ele foi um senhor poderoso e por certo o invejastes em seus dias passados de prosperidade invulgar. Em que abismos de imensa desdita ele agora caiu! Sendo assim, até o dia fatal de cerrarmos os olhos não devemos dizer que um mortal foi feliz de verdade antes dele cruzar as fronteiras da vida inconstante sem jamais ter provado o sabor de qualquer sofrimento!
(SÓFOCLES. Rei Édipo. A Trilogia Tebana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p.105.)
Quando as trinta naus de Atenas chegaram à costa da Trácia, encontraram Potidéia e outros lugares já em revolta. Os comandantes das naus, considerando impossível, com sua força presente, fazer a guerra ao mesmo tempo contra Perdicas e os lugares que este sublevou, voltaram a sua atenção para a Macedônia – seu objetivo inicial – e, conseguindo um ponto de apoio lá, iniciaram as operações de guerra em combinação com Filipe e os irmãos de Derdas, que já haviam invadido a Macedônia vindos do interior à frente de suas tropas.
(TUCIDIDE. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: Editora da Universidade de Brasilia, 1987. p.80.)
Com base nos textos e tendo como referência o debate aristotélico sobre a relação entre poesia, história e filosofia na obra Poética, de Aristóteles, considere as afirmativas a seguir.
I. A superioridade da filosofia reside no fato de tratar do particular, ao passo que a história versa principalmente sobre o universal.
II. Ao dar nomes aos personagens, a poesia se torna particular e mergulha no domínio da história, afastando o teatro da filosofia.
III. Não é função do poeta descrever o que aconteceu na realidade, mas representar o que poderia acontecer.
IV. O compromisso do poeta não é com a verdade, mas sim com a verossimilhança e a necessidade dos fatos descritos para a obra de arte.
Assinale a alternativa correta.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-, eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! (...) De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! PESSOA, Fernando. Melhores poemas. São Paulo: Global. 2004, p. 68.

Giacomo Balla
Com base no texto e na imagem, assinale a alternativa que apresenta o movimento artístico-literário correspondente.
Leia o poema O Quinto Império, de Fernando Pessoa, a seguir, e responda à questão abaixo.
Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz —
Ter por vida a sepultura.
Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!
E assim, passados os quatro
Tempos do ser que sonhou,
A terra será teatro
Do dia claro, que no atro
Da erma noite começou.
Grécia, Roma, Cristandade,
Europa — os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?
PESSOA, Fernando. Melhores poemas de Fernando Pessoa. Seleção Teresa Rita Lopes. 12. ed. São Paulo: Global, 2004, p. 54-55.