Questões de Concurso Sobre literatura
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I. Versos Livres são versos que apresentam um padrão em sua forma.
II. Todo POEMA é um SONETO.
III. RIMAS IMPERFEITAS são rimas que ocorrem quando há apenas correspondência PARCIAL dos sons.
IV. VERSOS SOLTOS são aqueles que obrigatoriamente possuem RIMAS.
Tinha-se na época uma grande representação dessa escola literária três grandes representantes que formavam a tão falada “TRÍADE PARNASIANA”. Isenta-se apenas:
Observe:

Em relação ao trecho do poema “Vou-me embora pra Pasárgada” de Manuel Bandeira, é INCORRETO o que se afirma em:
Leia e analise os fragmentos abaixo:
Fragmento 1
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! Meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!
(O Navio Negreiro, Castro Alves)
Fragmento 2
Enfim te vejo! — enfim posso,

Curvado a teus pés, dizer-te, Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado,
A não lembrar-me de ti!
(...)
Louco, aflito, a saciar-me
D’agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti .
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esp’rança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
(Ainda uma vez- Adeus!, Gonçalves Dias)
Fragmento 3
Vem, anjo, minha donzela,
Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!
(Amor, Álvares de Azevedo)
Leia o texto abaixo:
A ROSA DE HIROXIMA
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Vinícius de Moraes
Leia o texto a seguir:
Lira Romantiquinha
Por que me trancas
O rosto e o riso
E assim me arrancas
Do paraíso?
Por que não queres,
Deixando o alarme
(ai, deus: mulheres!),
Acarinhar-me?
Por que cultivas
As sem perfume
E agressivas,
Flores do ciúme?
Acaso ignoras
Que te amo tanto,
Todas as horas,
Já nem sei quanto?
Visto que em suma
É todo teu,
De mais nenhuma,
O peito meu?
Anjo sem fé
Nas minhas juras,
Porque é que é
Que me angusturas?
Minh'alma chove
Frio, tristinho.
Não te comove
Este versinho?
Carlos Drummond de Andrade
Leia o texto a seguir:
Lira Romantiquinha
Por que me trancas
O rosto e o riso
E assim me arrancas
Do paraíso?
Por que não queres,
Deixando o alarme
(ai, deus: mulheres!),
Acarinhar-me?
Por que cultivas
As sem perfume
E agressivas,
Flores do ciúme?
Acaso ignoras
Que te amo tanto,
Todas as horas,
Já nem sei quanto?
Visto que em suma
É todo teu,
De mais nenhuma,
O peito meu?
Anjo sem fé
Nas minhas juras,
Porque é que é
Que me angusturas?
Minh'alma chove
Frio, tristinho.
Não te comove
Este versinho?
Carlos Drummond de Andrade
CORIFEU
Vede bem, habitantes de Tebas, meus concidadãos! Este é Édipo, decifrador dos enigmas famosos; ele foi um senhor poderoso e por certo o invejastes em seus dias passados de prosperidade invulgar. Em que abismos de imensa desdita ele agora caiu! Sendo assim, até o dia fatal de cerrarmos os olhos não devemos dizer que um mortal foi feliz de verdade antes dele cruzar as fronteiras da vida inconstante sem jamais ter provado o sabor de qualquer sofrimento!
(SÓFOCLES. Rei Édipo. A Trilogia Tebana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p.105.)
Quando as trinta naus de Atenas chegaram à costa da Trácia, encontraram Potidéia e outros lugares já em revolta. Os comandantes das naus, considerando impossível, com sua força presente, fazer a guerra ao mesmo tempo contra Perdicas e os lugares que este sublevou, voltaram a sua atenção para a Macedônia – seu objetivo inicial – e, conseguindo um ponto de apoio lá, iniciaram as operações de guerra em combinação com Filipe e os irmãos de Derdas, que já haviam invadido a Macedônia vindos do interior à frente de suas tropas.
(TUCIDIDE. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: Editora da Universidade de Brasilia, 1987. p.80.)
Com base nos textos e tendo como referência o debate aristotélico sobre a relação entre poesia, história e filosofia na obra Poética, de Aristóteles, considere as afirmativas a seguir.
I. A superioridade da filosofia reside no fato de tratar do particular, ao passo que a história versa principalmente sobre o universal.
II. Ao dar nomes aos personagens, a poesia se torna particular e mergulha no domínio da história, afastando o teatro da filosofia.
III. Não é função do poeta descrever o que aconteceu na realidade, mas representar o que poderia acontecer.
IV. O compromisso do poeta não é com a verdade, mas sim com a verossimilhança e a necessidade dos fatos descritos para a obra de arte.
Assinale a alternativa correta.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-, eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! (...) De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! PESSOA, Fernando. Melhores poemas. São Paulo: Global. 2004, p. 68.

Giacomo Balla
Com base no texto e na imagem, assinale a alternativa que apresenta o movimento artístico-literário correspondente.
Leia o poema O Quinto Império, de Fernando Pessoa, a seguir, e responda à questão abaixo.
Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz —
Ter por vida a sepultura.
Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!
E assim, passados os quatro
Tempos do ser que sonhou,
A terra será teatro
Do dia claro, que no atro
Da erma noite começou.
Grécia, Roma, Cristandade,
Europa — os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?
PESSOA, Fernando. Melhores poemas de Fernando Pessoa. Seleção Teresa Rita Lopes. 12. ed. São Paulo: Global, 2004, p. 54-55.
Pretende, Doroteu, o nosso Chefe Erguer uma Cadeia majestosa, Que possa escurecer a velha fama Da Torre de Babel, e mais dos grandes, Custosos edifícios, que fizeram, Para sepulcros seus, os Reis do Egito. Talvez, prezado Amigo, que imagine Que neste monumento se conserve, Eterna a sua glória; bem que os povos Ingratos não consagrem ricos bustos, Nem montadas estátuas ao seu nome. Desiste, louco Chefe, dessa empresa: Um soberbo edifício levantado Sobre ossos de inocentes, construído Com lágrimas dos pobres, nunca serve De glória ao seu autor, mas sim de opróbrio. Desenha o nosso Chefe sobre a banca Desta forte Cadeia o grande risco À proporção do gênio, e não das forças Da terra decadente, aonde habita.
GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas chilenas. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 60.
Com base na obra Cartas chilenas e nos conhecimentos sobre a Conjuração Mineira, considere as afirmativas a seguir.
I. Um dos estopins da Conjuração Mineira foi a ameaça de cobrança da “derrama” pela Coroa Portuguesa.
II. A menção à Torre de Babel e aos sepulcros dos Reis do Egito mostra o desejo do eu-lírico de que a construção da Cadeia assegure glória eterna ao Chefe.
III. O poema apresenta irregularidade métrica, uma vez que os versos se alternam entre decassílabos e hendecassílabos.
IV. A menção a “ossos de inocentes” e a “lágrimas de pobres” refere-se ao uso de trabalho forçado na construção da Cadeia.
Assinale a alternativa correta.
I. Em vez de uma análise suavizada da realidade nacional, Oswald de Andrade propõe um desmascaramento do Brasil, uma vez que a peça se vale de procedimentos como a paródia, a metalinguagem e a crítica mordaz ao passado.
II. Ao dar às personagens os nomes de Heloísa e Abelardo, Oswald de Andrade abandona a verossimilhança do drama realista, porquanto parodia o encontro amoroso desse casal trágico do século XII.
III. O fato de as personagens serem nomeadas Heloísa e Abelardo aponta para as características do Romantismo, que influenciou fortemente Oswald de Andrade e o Modernismo brasileiro.
IV. O traço mais característico do Modernismo brasileiro em O Rei da Vela é o fato de se apresentar como um texto dramático, uma vez que esse gênero se desenvolveu no Brasil a partir do século XX.
Assinale a alternativa correta.
Leia a seguinte passagem do 2º. Ato de O Rei da Vela (1937), de Oswald de Andrade.
ABELARDO I — O catolicismo declara que esta vida é um simples trânsito. De modo que os que passaram mal, trabalhando para os outros, devem se resignar. Comerão no céu...
HELOÍSA — E os outros?
ABELARDO I — Os outros não precisam nem acreditar. Podem até adotar o ceticismo ioiô. A vida é um eterno ir e vir... ioiô...
HELOÍSA — E quando enrosca?
ABELARDO I — Aí apela-se para Schopenhauer. E imediatamente adota-se a filosofia do tiro no ouvido... Deve doer, não? O mundo então é uma miséria. Como Deus não existe mais. Só há um remédio. O salto no Nirvana.
HELOÍSA — Por isso é que você se aniquilou em mim...
ABELARDO I — De fato, a minha vida enroscou na sua, Heloísa. Num momento grave, em que é preciso lutar e vencer. Sem piedade. De uma maneira fascista mesmo. Vou me aliar ao Perdigoto e ao Bensaúde. Eles têm utilidade.
HELOÍSA — Você disse que aqui isso não seria possível.
ABELARDO I — Tenho estudado melhor. Somos parte de um todo ameaçado — o mundo capitalista. Se os banqueiros imperialistas quiserem... Você sabe, há um momento em que a burguesia abandona a sua velha máscara liberal. Declara-se cansada de carregar nos ombros os ideais de justiça da humanidade, as conquistas da civilização e outras besteiras! Organiza-se como classe. Policialmente. Esse momento já soou na Itália e implanta-se pouco a pouco nos países onde o proletariado é fraco ou dividido...
ANDRADE, Oswald. O Rei da Vela. 2. Ed. São Paulo: Globo, 2003, p. 89-90
Com base no trecho e nos conhecimentos sobre a obra, considere as afirmativas a seguir.
I. Para Abelardo I, o catolicismo levaria à resignação durante a vida em favor de uma recompensa após a morte.
II. A referência ao momento que “já soou na Itália” diz respeito à influência que a vanguarda futurista exercia sobre a literatura modernista brasileira.
III. Diferentemente do catolicismo, o “ceticismo ioiô”, para o qual a vida é um “eterno ir e vir”, retiraria o trabalhador da resignação e o emanciparia.
IV. Representante da burguesia, Abelardo I abandona sua máscara liberal ao propor aliar-se com fascistas e ao tratar como besteiras “os ideais de justiça da humanidade”.
Assinale a alternativa correta.


Analise as informações seguintes:
Sua terra natal é Itabuna, Bahia. Com um ano de idade, a família foi morar em Ilhéus-Bahia. Em 1931, o escritor publicou “O país do carnaval”, seu primeiro romance. Entre os romances publicados, temos: “Jubiabá”; ‘Gabriela Cravo e Canela”. Foi Membro da Academia Brasileira de Letras.
Marque o nome do escritor baiano que se pode identificar pelas características contidas na informação apresentada.
A importância da leitura

(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova).
A obra “O Gaúcho” foi escrita por _______________, autor representante do _______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respetivamente, as lacunas do trecho acima.