Questões de Concurso Sobre gênero lírico em literatura

Foram encontradas 92 questões

Q3031602 Literatura

A literatura portuguesa surgiu logo após a formação de Portugal, em 1140. O trovadorismo vigorou em Portugal entre os séculos XII e XV.


(Fonte: https://l1nk.dev/literatura-

portuguesa.adaptado)


A literatura produzida na Idade Média é composta pelas cantigas trovadorescas, sendo estas:

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Q3028663 Literatura

Leia estes versos do poema de João Cabral de Melo Neto e responda a seguir.


Tua sedução é menos de mulher do que de

casa: pois vem de como é por dentro ou

por detrás da fachada.


Mesmo quando ela possui tua plácida

elegância, esse teu reboco claro, riso

franco de varandas, uma casa não é nunca

só para ser contemplada; melhor: somente

por dentro é possível contemplá-la.


Seduz pelo que é dentro, ou será, quando

se abra: pelo que pode ser dentro de suas

paredes fechadas.



A leitura dessa poesia revela, EXCETO

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Q2565209 Literatura
TORTURA

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
- E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...

Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
- E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento!...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
(Fonte: ESPANCA, Florbela. — Adaptado.) 

Em relação ao soneto acima, à poetisa portuguesa Florbela Espanca (1894-1930) e à produção lírica de Portugal, assinalar a alternativa que indica uma característica marcante da poesia modernista:
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Q2560810 Literatura
O gênero lírico recebe esse nome, porque faz referência ao instrumento musical lira. Qual subgênero do gênero lírico é formado por quatorze versos (dois quartetos e dois tercetos)?
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Q2556979 Literatura
Considere o texto abaixo:
"Muitos textos machadianos, sejam eles romances, contos e ou poemas, foram produzidos a partir de um olhar atento às artes visuais. O Soneto circular (1895), no qual o escritor retrata uma mulher ruiva com um livro pousado no colo, foi inspirado em um quadro que Machado de Assis ganhou de amigos, A dama do livro, do pintor italiano Roberto Fontana. Além dele, o escritor e dramaturgo Arthur Azevedo, dentre outros, também foram influenciados por algumas expressões artísticas. Azevedo consultava com frequência e se inspirava em estampas reproduzindo obras de arte publicadas em jornais e revistas da imprensa brasileira oitocentista." 

(Fonte: BBC News (Adaptado). Disponível em: <https://jornal.usp.br/ciencias/como-as-obrasde-artes-que-circulavam-na-imprensa-oitocentista-impactaram-na-cultura-visual-do-pais/> Acesso em: 29 de janeiro de 2024.).

De acordo com o texto acima, é CORRETO afirmar que:
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Q2470971 Literatura

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


INTERVENÇÃO HUMANA


O homem como ser animal,

De todos é o mais perigoso,

Pelo seu diferencial.

É dotado de inteligência,

Tem o domínio da ciência,

É um ser sensacional,

Homem de grande sapiência.

Domina a fala e a escrita,

Constrói a morada onde habita,

Defensor da ética e da moral,

Faz o bem e faz o mal.

Mas destrói a natureza sem pena,

E nessa intervenção humana,

Contribui para um desastre total.

Não destrói com tua vida. Pensas que és imortal? 


KAMBEBA, Márcia Wayna. O lugar do Saber. São Leopoldo: Casa Leiria, 2020. p. 38.

Na organização do texto, a autora confere ao eu lírico uma voz cuja intenção é
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Q4375949 Literatura

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Perdão, meu Deus, se a túnica da vida...


Insano profanei-a nos amores!


Se da c'roa dos sonhos perfumados


Eu próprio desfolhei as róseas flores! No vaso impuro corrompeu-se o néctar,


A argila da existência desbotou-me...


O sol de tua gloria abriu-me as pálpebras,


Da nódoa das paixões purificou-me!


E quantos sonhos na ilusão da vida!


Quanta esperança no futuro ainda!


Tudo calou-se pela noite eterna...


E eu vago errante e só na treva infinda...


Alma em fogo, sedenta de infinito,


Num mundo de visões o véo abrindo,


Como o vento do mar no céu noturno


Entre as nuvens de Deus passei dormindo!


A vida é noite! o sol tem véu de sangue...


Tateia a sombra a geração descridal...


Acorda-te, mortal! é no sepulcro


Que a larva humana se desperta a vida!


Quando as harpas do peito a morte estala,


Um treno de pavor soluga e voa...


E a nota divinal que rompe as fibras


Nas dulias angélicas ecoa!



AZEVEDO, Alvares de. "Lira dos Vinte Anos”. São Paulo: Martins Fontes, 1996. (ColegaoPoetas do Brasil) 

Com base no poema fornecido, qual é o tema principal explorado pelo autor? 
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Q4357250 Literatura
Qual autor português do período literário Simbolismo é conhecido por sua obra poética marcada pela busca por um simbolismo místico e espiritual, explorando temas como a saudade e a melancolia em seus versos? 
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Q4273758 Literatura
Consider the poem below:

Two roads diverged in a yellow wood, And sorry I could not travel both And be one traveler, long I stood And looked down one as far as I could To where it bent in the undergrowth; Then took the other, as just as fair, And having perhaps the better claim, Because it was grassy and wanted wear; Though as for that the passing there Had worn them really about the same, And both that morning equally lay  In leaves no step had trodden black. Oh, I kept the first for another day! Yet knowing how way leads on to way,  I doubted if I should ever come back.  I shall be telling this with a sigh Somewhere ages and ages hence: Two roads diverged in a wood, and I I took the one less traveled by, And that has made all the difference.

What is the poet's main message in "The Road Not Taken" by Robert Frost?
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Q4243405 Literatura

Nuvens no jardim


Ellen Olérea



Nuvens a vagar


Sobre o meu jardim


Quando o sol brilhar


Há de reflorir


A fim de acertar


Eu sei que errei


Sofro por te amar


O sonho se desfez



 Disponível em: . <https://www.youtube.com/watch?v=aYkSv8r9Ut4>Acesso: 24 out. 2023.



Acerca da canção Nuvens no jardim, da brasiliense Ellen Olérea, jugue (C ou E) o item seguir.

O poema, embora contemporâneo, assemelha-se aos textos da segunda geração romântica por cultuar o escapismo e a atitude melancólica diante da vida.
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Q4243403 Literatura

Nuvens no jardim


Ellen Olérea



Nuvens a vagar


Sobre o meu jardim


Quando o sol brilhar


Há de reflorir


A fim de acertar


Eu sei que errei


Sofro por te amar


O sonho se desfez



 Disponível em: . <https://www.youtube.com/watch?v=aYkSv8r9Ut4>Acesso: 24 out. 2023.



Acerca da canção Nuvens no jardim, da brasiliense Ellen Olérea, jugue (C ou E) o item seguir.

O emprego de rimas pobres, tais como “vagar/brilhar/acertar/amar”, por exemplo, distancia o texto da função poética da linguagem.
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Q4183833 Literatura

Na leiteria a tarde se reparte

em iogurtes, coalhadas, copos de leite

e no meu espelho meu rosto. São

quatro horas da tarde, em maio


Tenho 33 anos e uma gastrite. Amo a vida

 que é cheia de crianças, de flores

e mulheres, a vida 


esse direito de estar no mundo,

ter dois pés e mãos, uma cara

e a fome de tudo, a esperança.


GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro: José . Rio de Janeiro: José Olympio, 1987. p. 341. (Fragmento). 


Analisando a estrutura do poema de Ferreira Gullar, é correto Analisando a estrutura do poema de Ferreira Gullar, é correto afirmar que o poeta

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Q4183831 Literatura

    Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas, submissas como a minha ao destino cotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. 


PESSOA, Fernando. O livro do desassossego. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 52 companhia das Letras, 2011, p. 52.


O texto está em prosa, mas registra elementos que não o distanciam da tradição poética de seu autor. Qual das O texto está em prosa, mas registra elementos que não o distanciam da tradição poética de seu autor. Qual das alternativas comprova essa afirmação?

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Q4112199 Literatura

Soneto do Amor Total



Amo-te tanto, meu amor... não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade 



Amo-te enfim, de um calmo amor prestante,

E te amo além, presente na saudade.

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante. 



Amo-te como um bicho, simplesmente,

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente. 



E de te amar assim muito e amiúde,

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.



Vinícius de Moraes. 

Analise as proposições abaixo:

1- Na primeira estrofe do poema verifica-se o vocativo, uma dualidade e um adjetivo de incondicionalidade.

2- A segunda estrofe do poema de Vinicius de Moraes retrata a subserviência, saudosismo e na amplitude temporal e espacial.

3- No último verso da segunda estrofe, está mencionado o aspecto temporal, verificados pela presença das palavras eternidade e instantes.

4- A quarta estrofe do soneto reflete a intensidade do amor e a sua frequência, onde o poeta delimita o modo de amar.

Está ou estão correta(s).
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Q4112198 Literatura

Soneto do Amor Total



Amo-te tanto, meu amor... não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade 



Amo-te enfim, de um calmo amor prestante,

E te amo além, presente na saudade.

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante. 



Amo-te como um bicho, simplesmente,

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente. 



E de te amar assim muito e amiúde,

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.



Vinícius de Moraes. 

Analise as proposições abaixo como (V) verdadeiras ou (F) falsas:

( ) A segunda estrofe do poema se debruça sobre o tempo do amor - que vive no presente e também na expectativa de futuro.

( ) Na terceira estrofe , há uma comparação com a natureza animal, o que relembra o leitor do que há de voraz e irracional no sentimento amoroso.

( ) A terceira estrofe reveza a noção de constância ("um desejo maciço e permanente") com uma percepção de que no amor há descontrole ("como um bicho, simplesmente"). 

( ) No poema, o sujeito poético não deixa de viver o afeto na sua plenitude, extraindo do sentimento toda a beleza que pode.

A sequência correta de cima para baixo é:
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Q4111792 Literatura

Os Ombros Suportam o Mundo


Chega um tempo em que não se diz mais: meu

Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco. 



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos. 



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos

edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.



 

Considerando o texto, analise as proposições abaixo:


I- O primeiro verso localiza o poema temporalmente. E na sequência, é explicado que tempo é esse: um tempo sem deus e sem amor. 


II- O tempo que se mostra ao poeta é um tempo de trabalho, de olhos que não chegam a chorar diante de todas as dores do mundo, porque estão cansados de lamentar.


III- No segundo verso, a imagem prevalecente é a da solidão. Entretanto, não há desespero, e sim um desinteresse, inclusive pelos amigos e vida social.


É ou são verdadeira (s):

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Q2434298 Literatura

O Cântico da Terra

.

Eu sou a terra, eu sou a vida.

Do meu barro primeiro veio o homem.

De mim veio a mulher e veio o amor.

Veio a árvore, veio a fonte.

Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.

Sou o chão que se prende à tua casa.

Sou a telha da coberta de teu lar.

A mina constante de teu poço.

Sou a espiga generosa de teu gado

e certeza tranquila ao teu esforço

Sou a razão de tua vida.

De mim vieste pela mão do Criador,

e a mim tu voltarás no fim da lida.

Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.

Tua filha, tua noiva e desposada.

A mulher e o ventre que fecundas.

Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.

Teu arado, tua foice, teu machado.

O berço pequenino de teu filho.

O algodão de tua veste

e o pão de tua casa.

E um dia bem distante

a mim tu voltarás.

E no canteiro materno de meu seio

tranquilo dormirás.

Plantemos a roça.

Lavremos a gleba.

Cuidemos do ninho,

do gado e da tulha.

Fartura teremos

e donos de sítio

felizes seremos.


Cora Coralina

O eu-lírico do texto O Cântico da Terra, de Cora Coralina, é:

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Q2359888 Literatura

Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade e analise as assertivas a seguir: 




Imagem associada para resolução da questão



I.   No primeiro verso, é possível observar que Drummond se desvincula da identidade nacional brasileira ao se definir como ex-brasileiro.


II.   Drummond dá evidências, ainda que fracas, de seu encontro com os modernistas no quarto e no quinto versos.


III. Nos últimos versos, há evidências da inevitabilidade de pensar o nacionalismo, característica inerente ao movimento modernista brasileiro.



Quais estão corretas?

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Q2347979 Literatura
Reveja um trecho do poema Trem de ferro, de Manuel Bandeira, reproduzido a seguir:

Café com pão Café com pão Café com pão Virge Maria que foi isto maquinista?
Agora sim Café com pão Agora sim Voa, fumaça Corre, cerca Ai seu foguista Bota fogo Na fornalha Que eu preciso Muita força Muita força Muita força

Em relação aos efeitos sensoriais provocados pelo poema, é correto afirmar que
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Q2335128 Literatura

Texto 1


Via láctea


“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto...


E conversamos toda a noite, enquanto

A via láctea, como um pálio aberto,

Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.


Direis agora: “Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido

Tem o que dizem, quando estão contigo?”


E eu vos direi: “Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas”.


Fonte: Melhores poemas de Olavo Bilac, cit, p. 44

Olavo Bilac, autor do poema “Via láctea”, é conhecido como “o ourives da linguagem”. Devido aos traços estéticos de sua produção literária, o poeta é tradicionalmente associado ao: 
Alternativas
Respostas
41: C
42: E
43: C
44: D
45: B
46: A
47: C
48: A
49: B
50: C
51: E
52: E
53: D
54: D
55: A
56: E
57: D
58: E
59: A
60: C