Questões de Concurso Sobre gênero lírico em literatura

Foram encontradas 86 questões

Q4339110 Literatura
O texto II a seguir serve de base de análise para a questão.

TEXTO II
Caboclo do sertão
(Rita de Cássia)

Eu vou te levar onde canta o sabiá
Onde a lua nos espia com olhar de menina
O cheiro do mato vem surgindo das colinas
Nossa cama é a grama pra fazer amor, menina

Sou caboclo do sertão
Só tenho amor no coração pra oferecer
A natureza é minha casa a vida é viver
Tudo pra eu e ocê

Lá tem um riacho para a gente se banhar 
Pegar peixe, nadar junto e até vadiar
Quando for de noite nós acende o nosso amor
Pois fogueira não tem frio, pois sou teu cobertor

Sou caboclo do sertão
Só tenho amor no coração pra oferecer
A natureza é minha casa a vida a viver
Tudo pra eu e ocê

Quando for cedinho a passarada a cantar
Tem o sol alumiando pra nos acordar
Lá no paraíso tudo é feito com amor
Só faltava uma deusa, e você chegou...

Sou caboclo do sertão
Só tenho amor no coração pra oferecer
A natureza é minha casa a vida é viver
Tudo pra eu e ocê

Fonte: Onde Canta o Sabiá - Rita de Cássia - LETRAS.MUS.BR
Levando-se em consideração a tipologia e a estrutura do texto II em evidência, pode-se afirmar que ele
I. Foi elaborado em forma de versos a fim de realçar uma expressividade rítmica.
II. Fundamenta-se na variedade dialetal a fim de realçar o falar próprio de uma região.
III. Na sua composição, prescinde de vocabulário sociocultural representativo de um povo específico.
IV. Restringe sua expressividade linguística a uma modalidade escorreita conforme o contexto em que se encontra.
Pode-se dizer que está correto o que se afirma
Alternativas
Q4307124 Literatura
Leia o texto a seguir.

No meu peito a mesma dor Que afoga Faz lembrar tudo que sou Sou mais Sou mais Mesma pele a mesma cor E sonho Pra vibrar feito tambor Guiar meu peito Todo choro de rancor Se apague Nossas filhas verão mais amor que nós E ouça essa voz Sonho sob meus pés Que as minhas mãos Só toquem ouro Oração dos meus pais E bem mais atrás Nosso tesouro Que essa pele marrom Suba o tom se for preciso Muito além dessa dor Bem mais amor Eu sei pelo que brigo.

JOTA.PÊ. Ouro Marrom. In: JOTA.PÊ. Se o Meu Peito Fosse o Mundo. Rio de Janeiro: SLAP/Som Livre, 2024. 1 faixa (4 min 38 s). Disponível em: plataformas de streaming. Acesso em: 26 jun. 2026.

O texto é um trecho da canção Ouro Marrom, do cantor e compositor Jota.pê. A partir da construção do texto, inferese que o eu lírico elabora sua identidade discursiva mediante a
Alternativas
Q4303414 Literatura
Leia o texto para responder à próxima.


Carrego seu Coração Comigo. (E. E. Cummings).


Carrego seu coração comigo.

Eu o carrego no meu coração

Nunca estou sem ele

Onde quer que vá, você vai comigo

E o que quer eu que faça sozinho

Eu faço por você

Não temo meu destino

Você é meu destino, minha doçura

Eu não quero o mundo por mais belo que seja

Porque você é meu mundo, minha verdade.


Eis o grande segredo que ninguém sabe.

Aqui está a raiz da raiz

O broto do broto e o céu do céu

De uma árvore chamada vida

Que cresce mais que a alma pode esperar

ou a mente pode esconder

E esse é o prodígio que mantém

as estrelas a distância.


Eu carrego seu coração comigo

Eu o carrego no meu coração.
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4300634 Literatura
A coordenação aprovou uma atividade inspirada na Catequese Poética, com leituras breves em espaços de circulação da Casa e distribuição de poemas ao público. O apoio mais coerente com a proposta é:
Alternativas
Q4300625 Literatura
Leia o excerto a seguir, retirado de um poema em que o autor evoca um ribeirão de sua infância:
"Nunca o fotografei. Mas é passaporte de saudade."
(BELL, Lindolf. O código das águas. São Paulo: Global, 1984, p. 32.)
Ao apoiar uma leitura comentada na Casa do Poeta, a interpretação mais consistente do excerto é:
Alternativas
Q4285666 Literatura
Observe a imagem a seguir para responder à questão.

A partir da leitura do texto na imagem, é correto afirmar que o eu lírico: 
Alternativas
Q4285561 Literatura
¿En cuál de los versos del texto no aparece un lenguaje metafórico?
Alternativas
Q4277677 Literatura
Em relação à versificação, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4261609 Literatura

Leia o poema de Hilda Hilst:


Que este amor não me cegue nem me siga.


E de mim mesma nunca se aperceba.

Que me exclua do estar sendo perseguida

E do tormento


De só por ele me saber estar sendo.

Que o olhar não se perca nas tulipas

Pois formas tão perfeitas de beleza

Vêm do fulgor das trevas.


E o meu Senhor habita o rutilante escuro

De um suposto de heras em alto muro.


Que este amor só me faça descontente

E farta de fadigas. E de fragilidades tantas

Eu me faça pequena. E diminuta e tenra

Como só soem ser aranhas e formigas.


Que este amor só me veja de partida.

No poema, a leitura atenta das súplicas do eu lírico revela uma postura paradoxal em relação à experiência afetiva.
A partir dessa articulação poética, conclui-se que o eu lírico:
Alternativas
Q4256938 Literatura
Leia o trecho do poema Vinicius de Moraes, extraído do Soneto de Fidelidade (1946):
"Que não seja imortal, posto que é chama, Mas que seja infinito enquanto dure."
A partir da leitura do trecho, é possível inferir que o eu lírico: 
Alternativas
Q4246482 Literatura

É um dos nomes mais notórios da literatura nacional. Embora também demonstrasse traços do romantismo na sua criação literária, ele foi considerado o primeiro escritor do realismo nacional. O carioca é conhecido principalmente pelo seu trabalho como contista e romancista, mas escreveu obras de vários gêneros, incluindo poesia. Embora em menor quantidade, o autor escreveu versos de tom confessional onde abordava temas como o amor, os relacionamentos e até a morte da sua esposa, Carolina.

Livros e flores

Teus olhos são meus livros. Que livro há aí melhor, Em que melhor se leia A página do amor?

Flores me são teus lábios. Onde há mais bela flor, Em que melhor se beba O bálsamo do amor?

E texto faz referência ao escritor:

Alternativas
Q4229201 Literatura
Leia o texto para responder à questão.

Solar
Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava.

(PRADO, Adélia. O coração disparado. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.)

A respeito da imagem construída da mãe no poema, é correto afirmar que o eu lírico a apresenta como:
Alternativas
Q4204633 Literatura

TEXTO III



Canção


Nunca vi ninguém viver
tão de rastro como eu vivo.
Comendo o que ninguém quer,
bebendo o que não tem gosto,
sempre de rosto para o chão,
como se o chão fosse o rosto
de quem me pudesse amar.

Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmã das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei.
Não sei se fico
ou passo.

(Cecília Meireles, em "Viagem"

Na segunda estrofe, ao afirmar "Não sou alegre nem sou triste: / sou poeta", o eu lírico se define como 
Alternativas
Q4197837 Literatura

Leia o texto a seguir, uma música comporta por Arnaldo Baptista e Rita Lee, chamada “Balada do louco”:


"Dizem que sou louco / Por pensar assim / Se eu sou muito louco / Por eu ser feliz / Mas louco é quem me diz / E não é feliz / Não é feliz"


No trecho acima, o eu lírico estabelece uma contraposição entre a percepção que a sociedade tem dele e a sua própria vivência. A partir dessa oposição, o argumento central utilizado para rebater a acusação de "loucura" fundamenta-se na

Alternativas
Q4164517 Literatura

 Leia o poema a seguir, de Conceição Evaristo. 


Meu rosário


Meu rosário é feito de contas negras e mágicas.

Nas contas de meu rosário eu canto Mamãe Oxum e falo

padres-nossos, ave-marias.

Do meu rosário eu ouço os longínquos batuques

Do meu povo

e encontro na memória mal adormecida

as rezas dos meses de maio de minha infância.

As coroações da Senhora, onde as meninas negras,

apesar do desejo de coroar a Rainha,

tinham de se contentar em ficar ao pé do altar

lançando flores.

As contas do meu rosário fizeram calos

nas minhas mãos,

pois são contas do trabalho na terra, nas fábricas,

nas casas, nas escolas, nas ruas, no mundo.

As contas do meu rosário são contas vivas.

(Alguém disse um dia que a vida é uma oração,

eu diria, porém, que há vidas-blasfemas).

Nas contas de meu rosário eu teço intumescidos

sonhos de esperanças.

Nas contas do meu rosário eu vejo rostos escondidos

por visíveis e invisíveis grades

e embalo a dor da luta perdida nas contas

do meu rosário.

Nas contas de meu rosário eu canto, eu grito, eu calo.

Do meu rosário eu sinto o borbulhar da fome

no estômago, no coração e nas cabeças vazias.

Quando debulho as contas de meu rosário,

eu falo de mim mesma em outro nome.

E sonho nas contas de meu rosário lugares, pessoas,

vidas que pouco a pouco descubro reais.

Vou e volto por entre as contas de meu rosário,

que são pedras marcando-me o corpo-caminho.

E neste andar de contas-pedras,

o meu rosário se transmuda em tinta,

me guia o dedo,

me insinua a poesia.

E depois de macerar conta por conta do meu rosário,

me acho aqui eu mesma

e descubro que ainda me chamo Maria.



Sobre o texto, analise as assertivas a seguir:


I. O poema traz uma questão que marcou profundamente a religiosidade dos escravizados: o sincretismo religioso, que ainda marca os ritos de matriz africana no Brasil.


II. Ao longo do poema, pode-se perceber trechos que comprovam a teoria da “escrevivência”, termo cunhado pela própria Conceição e que define a escrita de autoria negra como uma voz que ecoa ancestralidade e experiências partilhadas.


III. Ao trazer para o poema a experiência memorialística da infância, a poeta aproxima-se da visão saudosista e pueril de autores clássicos e consagrados pelo cânone, como Casemiro de Abreu, inclusive na questão formal.



Quais estão corretas?


Alternativas
Q4163279 Literatura
Para responder à questão, leia o texto abaixo


Estas Verdades


Estas verdades não são perfeitas porque são ditas.

E antes de ditas, pensadas.

Mas no fundo o que está certo é elas negarem-se a si próprias.

Na negação oposta de afirmarem qualquer cousa.

A única afirmação é ser.

E ser o oposto é o que não queria de mim.

Autor: Alberto Caeiro.
A produção poética de Alberto Caeiro, como se observa em Estas Verdades, filia-se ao gênero lírico. Sobre as características estruturais e conceituais que definem esse gênero literário, analise as partes que seguem:

(1a parte): O texto lírico é marcado pela abertura interpretativa, permitindo que uma mesma construção poética gere múltiplos efeitos de sentido e leituras distintas.
(2a parte): Para garantir que o leitor compreenda o sentimento exato do poeta, o gênero lírico exige o uso rigoroso da linguagem denotativa e factual.
(3a parte): Ao contrário do gênero narrativo, o lírico foca na suspensão do tempo e na intensidade de um momento ou sentimento, não possuindo como eixo central uma progressão cronológica de ações.

Pode-se afirmar que
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR
Q4139911 Literatura
Considere o poema a seguir para responder à questão.


Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

— Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta,

Com cada coisa em seu lugar.


(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.

Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque:
Alternativas
Q4064514 Literatura
Leia com atenção o texto “Meninos Carvoeiros” de Manuel Bandeira:

Meninos Carvoeiros
Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
— Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.

Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.

(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)

— Eh, carvoero!
Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles ...
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!

—Eh, carvoero!

Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados.

BANDEIRA, Manuel. Meninos Carvoeiros. Petrópolis, 1921.

No poema de Manuel Bandeira, há uma crítica. Assinale a alternativa que evidencia a crítica presente no texto:
Alternativas
Q4056852 Literatura

Os gêneros literários organizam-se segundo diferentes modos de enunciação e de organização da linguagem, refletindo formas distintas de representação da experiência humana na literatura. Essa classificação considera a maneira como o texto se estrutura e como o discurso literário se apresenta ao leitor (COMPAGNON, 2015).



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4050742 Literatura
Em uma análise de teoria literária, um poema é descrito como composto por versos decassílabos, organizados em dois quartetos e dois tercetos, com esquema de rimas regular. Além disso, o eu lírico desenvolve uma reflexão de tom elevado, em linguagem trabalhada e com forte preocupação formal. A descrição aponta para uma composição conhecida como: 
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: B
4: D
5: D
6: B
7: B
8: B
9: B
10: B
11: B
12: C
13: A
14: B
15: C
16: C
17: C
18: C
19: C
20: A