Questões de Concurso Sobre gênero lírico em literatura

Foram encontradas 86 questões

Q4042393 Literatura

Leia o poema a seguir, “A Vida é Loka”, de Sérgio Vaz, e assinale a alternativa INCORRETA.


Esses dias tinha um moleque na quebrada

com uma arma de quase 400 páginas na mão.

Uma minas cheirando prosa, uns acendendo poesia.

Um cara sem nike no pé indo para o trampo com o zóio vermelho de tanto ler no ônibus. Uns tiozinho e umas tiazinha no sarau enchendo a cara de poemas. Depois saíram vomitando versos na calçada.

O tráfico de informação não para, uns estão saindo algemado aos diplomas depois de experimentarem umas pílulas de sabedoria. As famílias, coniventes, estão em êxtase.

Esses vidas mansas estão esvaziando as cadeias e desempregando os Datenas.

A Vida não é mesmo loka?



(Disponível em: https://www.geledes.org.br/vida-e-loka-por-sergio-vaz/)

Alternativas
Q4233621 Literatura

Leia o poema a seguir:


As Sem-razões do Amor

Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. Rio de Janeiro: Record, 2002.)

 

Nesse poema, é possível identificar:


I - A presença de rimas nos versos 18 e 19.


II - A partir de uma análise acerca do título, nota-se que há um jogo de palavras entre “sem” e “cem” que se relaciona com o significado do restante do poema. Além disso, pode ser vista uma dicotomia existente: mesmo que alguém tente explicar o amor, é impossível enumerá-lo.


III - O eu-lírico expressando a sua perspectiva acerca do amor.


Após analisar as alternativas, indique a opção correta:

Alternativas
Q4188902 Literatura
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Assim, sem nada feito e o por fazer


Q1_4.png (316×357)

Autor: Fernando Pessoa.
No poema, o eu lírico refere-se a si mesmo como Vadio sem andar (l.13), expressão que contribui para a compreensão de sua condição existencial. A partir dessa imagem, é possível inferir que:
Alternativas
Q4175140 Literatura
Chão de Giz

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas amiúde

Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe um grão-vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar, quem sabe
Uma camisa de força ou de Vênus

Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom

Agora pego um caminhão
Na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de boy, that's over, baby
Freud explica

Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular

No mais, estou indo embora
No mais, estou indo embora
No mais, estou indo embora
No mais

Fonte: https://www.letras.mus.br/ze-ramalho/49364/
No verso “Há meros devaneios tolos a me torturar”, o eu lírico demonstra estar aprisionado por lembranças e sentimentos que reconhece como inúteis, mas dos quais não consegue se libertar. Nesse sentido, marque a opção que apresenta os trechos que reforça essa mesma sensação de aprisionamento emocional e retorno constante ao passado. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145171 Literatura
TEXTO 1

MOTIVO


Hei de amar-te até morrer.

IMPROVISO
Nossos olhos se encontraram,
Marília, sem eu querer;
Logo te amei; e já agora
Hei de amar-te até morrer.
Não posso mudar de gosto,
Nem deixar de te querer;
Com esta mesma paixão
Hei de amar-te até morrer.


ALVARENGA, L. J. Poesias. Rio de Janeiro: Tipographia Ogier, 1830 (fragmento).


TEXTO 2


Ciranda da rosa vermelha

Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer.
Beija-flor, sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer.


VALENÇA, A. In: Baioque. Rio de Janeiro: BMG, 1997 (fragmento).
Uma professora de literatura planeja uma atividade para trabalhar a relação entre poesia e canção. Na etapa da motivação, propõe uma oficina para explorar, de forma lúdica e prazerosa, a oralidade e a performance nessas áreas. Para atingir esse propósito, ela usa o Texto 2 para a abertura da oficina e o Texto 1 para as demais tarefas. Considerando essa situação, qual atividade explora oralidade e performance nesses textos?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145170 Literatura
TEXTO 1

MOTIVO


Hei de amar-te até morrer.

IMPROVISO
Nossos olhos se encontraram,
Marília, sem eu querer;
Logo te amei; e já agora
Hei de amar-te até morrer.
Não posso mudar de gosto,
Nem deixar de te querer;
Com esta mesma paixão
Hei de amar-te até morrer.


ALVARENGA, L. J. Poesias. Rio de Janeiro: Tipographia Ogier, 1830 (fragmento).


TEXTO 2


Ciranda da rosa vermelha

Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer.
Beija-flor, sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer.


VALENÇA, A. In: Baioque. Rio de Janeiro: BMG, 1997 (fragmento).
Um professor de literatura do Ensino Médio resolve elaborar uma proposta de intervenção que ajude os estudantes a se interessarem e a compreenderem melhor a poesia brasileira oitocentista, relacionando-a com a produção contemporânea. Para tanto, decide explorar o verso “Hei de amar-te até morrer” na tradição poética e musical brasileiras, com enfoque na oralidade, na performance e na fruição a partir do uso das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs). Como trabalho final, os estudantes devem elaborar desafios poéticos com base nesse verso. Qual proposta didática atende a essa finalidade?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145166 Literatura
TEXTO 1

Mulher, sempre mulher


Mulher, ai, ai, mulher
Sempre mulher
Dê no que der
Você me abraça, me beija, me xinga
Me bota mandinga
Depois faz a briga
Só pra ver quebrar
Mulher, seja leal
Você bota muita banca
Infelizmente eu não sou jornal
Mulher, martírio meu
O nosso amor
Deu no que deu
E sendo assim, não insista
Desista, vá fazendo a pista
Chore um bocadinho
E se esqueça de mim


MORAES, V. Orfeu da Conceição. Rio de Janeiro: Odeon, 1956.





O Texto 2 rompe com alguns aspectos do padrão clássico da literatura ocidental presentes no Texto 1. Esse rompimento se expressa no(a)
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145164 Literatura
TEXTO 1

Mulher, sempre mulher


Mulher, ai, ai, mulher
Sempre mulher
Dê no que der
Você me abraça, me beija, me xinga
Me bota mandinga
Depois faz a briga
Só pra ver quebrar
Mulher, seja leal
Você bota muita banca
Infelizmente eu não sou jornal
Mulher, martírio meu
O nosso amor
Deu no que deu
E sendo assim, não insista
Desista, vá fazendo a pista
Chore um bocadinho
E se esqueça de mim


MORAES, V. Orfeu da Conceição. Rio de Janeiro: Odeon, 1956.





Os textos 1 e 2 apresentam diferentes recursos expressivos que revelam o modo como cada um constrói representações da mulher. Enquanto o Texto 1 reafirma marcas de uma lírica tradicional; o Texto 2 inova ao 
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145160 Literatura
O poema contemporâneo de Arnaldo Antunes apresenta uma compreensão crítica das questões sociais, pois 
Alternativas
Q3570590 Literatura

Leia o poema a seguir:


As Sem-razões do Amor

Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. Rio de Janeiro: Record, 2002.)

Nesse poema, é possível identificar:


I - A presença de rimas nos versos 18 e 19.


II - A partir de uma análise acerca do título, nota-se que há um jogo de palavras entre “sem” e “cem” que se relaciona com o significado do restante do poema. Além disso, pode ser vista uma dicotomia existente: mesmo que alguém tente explicar o amor, é impossível enumerá-lo.


III - O eu-lírico expressando a sua perspetiva acerca do amor.


Após analisar as alternativas, indique a opção correta:

Alternativas
Q4152839 Literatura
TEXTO 1
Hace algún tiempo, los estudios de género se enfrentaron a un problema teórico elemental: diferenciar la literatura feminista de la literatura escrita por mujeres. Hoy ese dilema ha quedado en el pasado, pues, sabemos, que no toda la literatura femenina es, necesariamente, feminista. Lo femenino es genérico, aquello que escribe cualquier mujer; el feminismo, en cambio, es sociopolítico ya que el sujeto femenino que escribe lo hace desde una postura contra el patriarcado, pues demanda la igualdad de derechos respecto al hombre, entre otras reivindicaciones.
GOLUBOV, N. La crítica literaria feminista contemporánea: entre el esencialismo y la diferencia. Disponible en: https://debatefeminista.cieg.unam.mx/index.php/debate_feminista/article/view/1754. Acceso en: 16 mar. 2020 (adaptado).

TEXTO 2
1 Amor, la noche estaba trágica y sollozante
2 cuando tu llave de oro cantó en mi cerradura;
3 luego, la puerta abierta sobre la sombra helante,
4 tu forma fue una mancha de luz y de blancura.
5 Todo aquí lo alumbraron tus ojos de diamante;
6 bebieron en mi copa tus labios de frescura;
7 y descansó en mi almohada tu cabeza fragante;
8 me encantó tu descaro y adoré tu locura.
AGUSTINI, D. “El intruso”. In: El libro blanco (Frágil). Poesías completas. Madrid: Cátedra, 2012 (adaptado).

Considerando lo que se afirma en el Texto 1, los versos de la modernista uruguaya Delmira Agustini (1886-1914), presentes en el Texto 2, representan una actitud feminista, porque
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português |
Q4152282 Literatura
TEXTO 1
Poeminha do Contra

Todos estes que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

QUINTANA, M. Poesia completa: Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.
TEXTO 2

Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://www.facebook.com/mentirinhas/photos/. Acesso em: 7 jun. 2024.

TEXTO 3

Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://denisemiletto.blogspot.com/2014/05/eles-passarao-eu-passarinho.html. Acesso em: 7 jun. 2024.

A respeito da relação estabelecida entre o Texto 1 e os Textos 2 e 3, os quais apresentam uma releitura do poema, assinale a opção correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português |
Q4152265 Literatura
Em uma aula de Literatura para o Ensino Médio, uma professora levou sua turma a refletir sobre a leitura dos clássicos, a partir do seguinte trecho, de autoria de ltalo Calvino.
Os clássicos não são lidos por dever ou por respeito, mas só por amor. Exceto na escola: a escola deve fazer com que você conheça bem ou mal um certo número de clássicos dentre os quais (ou em relação aos quais) você poderá depois reconhecer os “seus” clássicos. A escola é obrigada a dar-lhe instrumentos para efetuar uma opção: mas as escolhas que contam são aquelas que ocorrem fora e depois de cada escola.
CALVINO, l. Por que ler os clássicos. Tradução: Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 1993 (adaptado).

O excerto provocou grande debate sobre o que é sugerido como leitura na escola, em contraposição às obras que os adolescentes realmente gostam de ler. Nessa conversa, os alunos mencionaram livros que leram por indicação da escola e outros que conheceram fora dela, com os quais se identificavam mais. Uma aluna, então, trouxe à tona textos que havia lido a partir das redes sociais, como o Instagram, e acrescentou um novo ponto à discussão: a instapoesia.

Aproveitando a introdução desse novo tópico, a professora refletiu sobre a instapoesia como uma produção contemporânea. Em sala, a docente leu instapoemas de autoras populares no Instagram, como Rupi Kaur e Ryane Leão, poetas feministas indiano-canadense e brasileira, respectivamente. Contudo, em meio à discussão, um aluno questionou se tais produções seriam mesmo literatura. Como encaminhamento, a professora sugeriu que os estudantes fizessem uma pesquisa sobre instapoesia e informou que, nas aulas seguintes, retomaria as reflexões sobre o que se lê na escola, bem como sobre o que é literatura clássica e o que é arte marginal.

Nessa situação, na retomada das reflexões sobre esse tema, seria adequado a professora
Alternativas
Q4109211 Literatura

Soneto 18


Se te comparo a um dia de verão

És por certo mais belo e mais ameno

O vento espalha as folhas pelo chão

E o tempo do verão é bem pequeno.

Às vezes brilha o Sol em demasia

Outras vezes desmaia com frieza;

O que é belo declina num só dia,

Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderás;

Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.

E enquanto nesta terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver.


(William Shakespeare. Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_willian_shakespeare/.)

Assinale a alternativa que melhor representa a relação entre o papel da escrita poética e o conceito de “verão eterno” na preservação da beleza no Soneto 18 de Shakespeare. 
Alternativas
Q4109209 Literatura

Soneto 18


Se te comparo a um dia de verão

És por certo mais belo e mais ameno

O vento espalha as folhas pelo chão

E o tempo do verão é bem pequeno.

Às vezes brilha o Sol em demasia

Outras vezes desmaia com frieza;

O que é belo declina num só dia,

Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderás;

Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.

E enquanto nesta terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver.


(William Shakespeare. Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_willian_shakespeare/.)

Qual é a principal ideia que Shakespeare expressa sobre a beleza da pessoa amada no Soneto 18? 
Alternativas
Q3131257 Literatura
        Para os teóricos românticos, o Classicismo (que para eles engloba o que depois se chamou Barroco) teria sido expressão do colonizador português, perturbando o desenvolvimento original da literatura brasileira. Inversamente, o Romantismo representaria o espírito nacional, permitindo com a sua liberdade criadora a manifestação do gênio brasileiro inspirado pelas características da terra, da sociedade, dos ideais. Esta noção nitidamente ideológica correspondia a um estádio da consciência nacional em plena euforia. Historicamente a literatura do período colonial foi algo imposto, inevitavelmente imposto, como o resto do equipamento cultural dos portugueses. E este fato nada tem de negativo em si, desde que focalizemos a colonização, não pelo que poderia ter sido, mas pelo que realmente foi como processo de criação do País, com todas as suas misérias e grandezas. Certos traços que sempre foram censurados no Classicismo tornam-se fatores positivos, como a “artificialidade” das suas tendências. Quando Cláudio Manuel da Costa transforma em Polifemos as rochas da Capitania de Minas, e em Galateias os ribeirões cheios de ouro, está dando nome ao mundo e incorporando a realidade que o cerca a um sistema inteligível para os homens cultos da época, em qualquer país de civilização ocidental. Gregório de Matos pôs nos rigorosos limites convencionais do soneto não apenas a expressão dos padecimentos do amor e toda a inquietação do pecado (isto é, algo normal dentro da tradição), mas os costumes da sociedade em formação, com os seus preconceitos, as suas querelas, a sonoridade dos seus nomes indígenas. O importante é que através dessa convenção livresca manifestaram implicitamente, de maneira original, o contraste entre a civilização da Europa, que os fascinava e na qual se haviam formado intelectualmente, e a rusticidade da terra onde viviam, que amavam e desejavam exprimir. Na sociedade duramente estratificada, submetida à brutalidade de uma dominação baseada na escravidão, se de um lado os escritores e intelectuais reforçaram os valores impostos, puderam muitas vezes, de outro, usar a ambiguidade do seu instrumento e da sua posição para fazer o que é possível nesses casos: dar a sua voz aos que não poderiam nem saberiam falar em tais níveis de expressão. 

Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite e outros ensaios.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006, p. 212-216 (com adaptações).

Considerando o fragmento de texto precedente e os contextos literários a que ele remete, julgue o item subsequente. 
O poeta barroco Gregório de Matos escreveu sonetos líricos, religiosos e satíricos e, especialmente por meio desses últimos, figurou as contradições da vida social no Brasil Colônia. 
Alternativas
Q3031602 Literatura

A literatura portuguesa surgiu logo após a formação de Portugal, em 1140. O trovadorismo vigorou em Portugal entre os séculos XII e XV.


(Fonte: https://l1nk.dev/literatura-

portuguesa.adaptado)


A literatura produzida na Idade Média é composta pelas cantigas trovadorescas, sendo estas:

Alternativas
Q3028663 Literatura

Leia estes versos do poema de João Cabral de Melo Neto e responda a seguir.


Tua sedução é menos de mulher do que de

casa: pois vem de como é por dentro ou

por detrás da fachada.


Mesmo quando ela possui tua plácida

elegância, esse teu reboco claro, riso

franco de varandas, uma casa não é nunca

só para ser contemplada; melhor: somente

por dentro é possível contemplá-la.


Seduz pelo que é dentro, ou será, quando

se abra: pelo que pode ser dentro de suas

paredes fechadas.



A leitura dessa poesia revela, EXCETO

Alternativas
Q2565209 Literatura
TORTURA

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
- E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...

Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
- E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento!...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
(Fonte: ESPANCA, Florbela. — Adaptado.) 

Em relação ao soneto acima, à poetisa portuguesa Florbela Espanca (1894-1930) e à produção lírica de Portugal, assinalar a alternativa que indica uma característica marcante da poesia modernista:
Alternativas
Q2560810 Literatura
O gênero lírico recebe esse nome, porque faz referência ao instrumento musical lira. Qual subgênero do gênero lírico é formado por quatorze versos (dois quartetos e dois tercetos)?
Alternativas
Respostas
21: B
22: D
23: D
24: A
25: B
26: B
27: A
28: A
29: C
30: D
31: D
32: C
33: C
34: C
35: A
36: C
37: C
38: E
39: C
40: D