Questões de Concurso
Sobre escolas literárias em literatura
Foram encontradas 1.414 questões
Tinha-se na época uma grande representação dessa escola literária três grandes representantes que formavam a tão falada “TRÍADE PARNASIANA”. Isenta-se apenas:
Leia e analise os fragmentos abaixo:
Fragmento 1
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! Meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!
(O Navio Negreiro, Castro Alves)
Fragmento 2
Enfim te vejo! — enfim posso,

Curvado a teus pés, dizer-te, Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado,
A não lembrar-me de ti!
(...)
Louco, aflito, a saciar-me
D’agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti .
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esp’rança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
(Ainda uma vez- Adeus!, Gonçalves Dias)
Fragmento 3
Vem, anjo, minha donzela,
Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!
(Amor, Álvares de Azevedo)
Leia o texto abaixo:
A ROSA DE HIROXIMA
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Vinícius de Moraes
Leia o texto a seguir:
Lira Romantiquinha
Por que me trancas
O rosto e o riso
E assim me arrancas
Do paraíso?
Por que não queres,
Deixando o alarme
(ai, deus: mulheres!),
Acarinhar-me?
Por que cultivas
As sem perfume
E agressivas,
Flores do ciúme?
Acaso ignoras
Que te amo tanto,
Todas as horas,
Já nem sei quanto?
Visto que em suma
É todo teu,
De mais nenhuma,
O peito meu?
Anjo sem fé
Nas minhas juras,
Porque é que é
Que me angusturas?
Minh'alma chove
Frio, tristinho.
Não te comove
Este versinho?
Carlos Drummond de Andrade
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-, eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! (...) De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! PESSOA, Fernando. Melhores poemas. São Paulo: Global. 2004, p. 68.

Giacomo Balla
Com base no texto e na imagem, assinale a alternativa que apresenta o movimento artístico-literário correspondente.
Pretende, Doroteu, o nosso Chefe Erguer uma Cadeia majestosa, Que possa escurecer a velha fama Da Torre de Babel, e mais dos grandes, Custosos edifícios, que fizeram, Para sepulcros seus, os Reis do Egito. Talvez, prezado Amigo, que imagine Que neste monumento se conserve, Eterna a sua glória; bem que os povos Ingratos não consagrem ricos bustos, Nem montadas estátuas ao seu nome. Desiste, louco Chefe, dessa empresa: Um soberbo edifício levantado Sobre ossos de inocentes, construído Com lágrimas dos pobres, nunca serve De glória ao seu autor, mas sim de opróbrio. Desenha o nosso Chefe sobre a banca Desta forte Cadeia o grande risco À proporção do gênio, e não das forças Da terra decadente, aonde habita.
GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas chilenas. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 60.
Com base na obra Cartas chilenas e nos conhecimentos sobre a Conjuração Mineira, considere as afirmativas a seguir.
I. Um dos estopins da Conjuração Mineira foi a ameaça de cobrança da “derrama” pela Coroa Portuguesa.
II. A menção à Torre de Babel e aos sepulcros dos Reis do Egito mostra o desejo do eu-lírico de que a construção da Cadeia assegure glória eterna ao Chefe.
III. O poema apresenta irregularidade métrica, uma vez que os versos se alternam entre decassílabos e hendecassílabos.
IV. A menção a “ossos de inocentes” e a “lágrimas de pobres” refere-se ao uso de trabalho forçado na construção da Cadeia.
Assinale a alternativa correta.
I. Em vez de uma análise suavizada da realidade nacional, Oswald de Andrade propõe um desmascaramento do Brasil, uma vez que a peça se vale de procedimentos como a paródia, a metalinguagem e a crítica mordaz ao passado.
II. Ao dar às personagens os nomes de Heloísa e Abelardo, Oswald de Andrade abandona a verossimilhança do drama realista, porquanto parodia o encontro amoroso desse casal trágico do século XII.
III. O fato de as personagens serem nomeadas Heloísa e Abelardo aponta para as características do Romantismo, que influenciou fortemente Oswald de Andrade e o Modernismo brasileiro.
IV. O traço mais característico do Modernismo brasileiro em O Rei da Vela é o fato de se apresentar como um texto dramático, uma vez que esse gênero se desenvolveu no Brasil a partir do século XX.
Assinale a alternativa correta.
Leia a seguinte passagem do 2º. Ato de O Rei da Vela (1937), de Oswald de Andrade.
ABELARDO I — O catolicismo declara que esta vida é um simples trânsito. De modo que os que passaram mal, trabalhando para os outros, devem se resignar. Comerão no céu...
HELOÍSA — E os outros?
ABELARDO I — Os outros não precisam nem acreditar. Podem até adotar o ceticismo ioiô. A vida é um eterno ir e vir... ioiô...
HELOÍSA — E quando enrosca?
ABELARDO I — Aí apela-se para Schopenhauer. E imediatamente adota-se a filosofia do tiro no ouvido... Deve doer, não? O mundo então é uma miséria. Como Deus não existe mais. Só há um remédio. O salto no Nirvana.
HELOÍSA — Por isso é que você se aniquilou em mim...
ABELARDO I — De fato, a minha vida enroscou na sua, Heloísa. Num momento grave, em que é preciso lutar e vencer. Sem piedade. De uma maneira fascista mesmo. Vou me aliar ao Perdigoto e ao Bensaúde. Eles têm utilidade.
HELOÍSA — Você disse que aqui isso não seria possível.
ABELARDO I — Tenho estudado melhor. Somos parte de um todo ameaçado — o mundo capitalista. Se os banqueiros imperialistas quiserem... Você sabe, há um momento em que a burguesia abandona a sua velha máscara liberal. Declara-se cansada de carregar nos ombros os ideais de justiça da humanidade, as conquistas da civilização e outras besteiras! Organiza-se como classe. Policialmente. Esse momento já soou na Itália e implanta-se pouco a pouco nos países onde o proletariado é fraco ou dividido...
ANDRADE, Oswald. O Rei da Vela. 2. Ed. São Paulo: Globo, 2003, p. 89-90
Com base no trecho e nos conhecimentos sobre a obra, considere as afirmativas a seguir.
I. Para Abelardo I, o catolicismo levaria à resignação durante a vida em favor de uma recompensa após a morte.
II. A referência ao momento que “já soou na Itália” diz respeito à influência que a vanguarda futurista exercia sobre a literatura modernista brasileira.
III. Diferentemente do catolicismo, o “ceticismo ioiô”, para o qual a vida é um “eterno ir e vir”, retiraria o trabalhador da resignação e o emanciparia.
IV. Representante da burguesia, Abelardo I abandona sua máscara liberal ao propor aliar-se com fascistas e ao tratar como besteiras “os ideais de justiça da humanidade”.
Assinale a alternativa correta.
Analise as informações seguintes:
Sua terra natal é Itabuna, Bahia. Com um ano de idade, a família foi morar em Ilhéus-Bahia. Em 1931, o escritor publicou “O país do carnaval”, seu primeiro romance. Entre os romances publicados, temos: “Jubiabá”; ‘Gabriela Cravo e Canela”. Foi Membro da Academia Brasileira de Letras.
Marque o nome do escritor baiano que se pode identificar pelas características contidas na informação apresentada.
A importância da leitura

(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova).
A obra “O Gaúcho” foi escrita por _______________, autor representante do _______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respetivamente, as lacunas do trecho acima.
I. “Sob o primeiro aspecto a sua obra significa, em nosso Romantismo, o advento do herói, que a poesia não pudera criar na epopeia neoclássica, ou no próprio Gonçalves Dias.”
II. “[...] deseja contar de que maneira se vivia no Rio popularesco de D. João VI. [...] é, por excelência, em nossa literatura romântica, o romancista de costumes.”
III. “Dos poetas românticos foi quem deixou relativamente maior produção [...]. A influência de Byron é avassaladora nele, [...], manifestando-se em declarações, citações, epígrafes [...].”
(Fonte: CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6ª ed. v. 2. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000.)
Os três autores de que tratam os excertos apresentados são, respectivamente,



I - A superposição do desenho de linhas impressas no papel sobre a página onde se encontram algumas palavras soltas (texto Xl), cria um trajeto de leitura que orienta o olhar do leitor e da sentido ao conjunto: a ave voa dentro de sua cor.
Il- A leitura dos poemas convidam a uma reflexão verbal, visual e tátil sobre o voo de uma ave como imagem artística que é produto de engenho (poético) e engenharia (combinatória).
Il - A transcrição do poema (texto XII), necessária a sistematização de elementos verbais no poema, não faz jus, porém, a uma provocação primária colocada por A AVE (Texto XI). Afinal, se naquela temos as palavras justapostas horizontalmente em sentenças da esquerda para a direita, interrompidas arbitrariamente ao fim da linha, conforme convenções da poesia discursiva em línguas ocidentais, o que Dias-Pino propõe neste é de outra ordem: uma leitura geométrica.
IV - Uma das metáforas visuais presentes nos poemas (Texto XI) pode ser associada ao ato de leitura e a um livro com suas páginas abertas, de sorte a remeter a anatomia de uma criatura alada, cujo voo conotasse os deslocamentos simbólicos a que estão sujeitos todos os que leem.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
I - A valorização da técnica de composição promovida pela poesia da “Geração de 45" constitui-se, essencialmente, como continuidade da poética parnasiana.
II - No Pós-Modernismo, o domínio da forma deve permitir que a combinação entre código e mensagem aconteça de modo absoluto, para que o poder de significação da palavra seja ampliado e o texto também tenha sua significação ampliada por essa articulação.
III - Diferentemente dos parnasianos, que investiam no rebuscamento formal sem pretender, com isso, criar novos sentidos para o texto (a arte pela arte, a perfeição formal, a imparcialidade diante do objeto do poema eram seus objetivos), os concretistas desejavam que a perfeição formal expressasse uma observação crítica da realidade.
IV - O planejamento do poema e a reflexão sobre o próprio processo de composição são a base do fazer literário de muitos poetas dessa geração. Dentre eles, destaca-se João Cabral, que pode ser visto como um poeta cerebral, e a essência de sua poética foi investir na forma, construindo poemas palavra por palavra, como um operário constrói uma parede tijolo por tijolo.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
I - O eu lírico reflete sobre o sentido de estar no mundo, aspecto este que define uma das características do projeto literário da poesia da segunda geração modernista. Além disso, essa reflexão esta associada a uma grande preocupação com a renovação da linguagem, anunciada na geração anterior.
Il - A análise do ser humano e de suas angustias e o desejo de compreender a relação entre o individuo e a sociedade da qual faz parte são os elementos recorrentes na poesia produzida na década de 1930.
IIl - É experimentada uma grande variedade de temas e de técnicas, o que caracteriza a segunda geração modernista por uma produção com forte dimensão social.
IV - O eu lírico desinteressa-se do passado (0 mundo caduco) ou do futuro, anunciando nesse poema o compromisso com seus semelhantes. Assim, é quando assume a “vida presente” como matéria de sua poesia, tal qual faz nesse poema, que Drummond marca o papel do escritor como intérprete de seu tempo.
Estão CORRETAS somente as afirmativas: