Questões de Concurso
Sobre escolas literárias em literatura
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I. Há uma forte aproximação com a oralidade, a fala. Oswald de Andrade, em seu Manifesto da Poesia Pau-Brasil, de 1924, preconiza: “A língua sem arcaísmos. Sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros”.
II. Os modernistas estabelecem, em todas as artes, uma aproximação crítica com as obras do passado. Há a releitura de textos famosos, tanto como rejeição quanto admiração, sob, muitas vezes, uma perspectiva humorística: a paródia.
Está CORRETO o que se afirma:
I. A Fase Heroica.
II. A Prosa da Geração de 30.
III. A Poesia da Geração de 30.
IV. O Concretismo.
V. A Prosa da Geração de 45.
Numere as características abaixo de acordo com essa divisão e assinale a alternativa que contém a sequência encontrada:
( ) defendia a rejeição do vanguardismo e de seu experimentalismo; a necessidade de imitação do real, com foco na verossimilhança; e o caráter de denúncia social. A criação literária se submetia, então, à ideologia.
( ) defendia a busca por uma literatura intimista, introspectiva, repleta de sondagens do subconsciente das personagens. O próprio regionalismo é reinventado e contado sob nova perspectiva, adquirindo uma nova dimensão, recriando costumes e falas sertanejas, mergulhando rumo ao psicológico do homem do sertão.
( ) defendia o rompimento com as estruturas do passado, numa perspectiva destruidora e anárquica; ou como na reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais, definidas como uma linha construtiva.
( ) defendia uma produção literária mais comprometida com as percepções políticas e sociais, não se afastando das profundas transformações do período; o interessante é perceber que, em vista das mazelas, da guerra e da crise, surgem também poetas que voltam-se mais para dentro de si mesmos e buscam certa espiritualização, como forma de negar a realidade horrenda que se descortina.
( ) defendia uma arte poética visual, lúdica e interativa, usando aquilo que de mais ousado pudessem usar. A tendência, viva até os dias atuais, ainda abusa das tecnologias de comunicação, apropriando-se de hipertextualidades, das imagens de clipes, das edições e cortes e da própria internet. A arte é transdisciplinar e a poesia mistura-se ao design, à arquitetura, às artes plásticas, à música e ao movimento.
COSSON, R. Letramento literário: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2014 (adaptado).
Com o intuito de ensinar aos alunos sobre os principais autores do Romantismo no Brasil, um professor da 2ª série do Ensino Médio elaborou uma sequência didática que trazia os seguintes passos: 1) Esquema no quadro contendo as principais características de cada uma das três fases do Romantismo no Brasil; 2) Fichas impressas com foto e resumo das biografias dos principais autores; 3) Fotocópias com trechos das obras I-Juca-Pirama, Senhora e Os escravos; 4) Atividade escrita na qual os alunos precisariam identificar as características de cada fase nos trechos selecionados das obras.
Considerando o exposto por Rildo Cosson e a sequência apresentada nessa situação, é correto afirmar que
¡Oh qué bien tan sin segundo!
¡Oh casamiento sagrado!
Que el Rey de la Magestad,
Haya sido el desposado.
¡Oh qué venturosa suerte,
Os estaba aparejada,
Que os quiere Dios por amada,
Y ha os ganado con su muerte!
En servile estad muy fuerte,
Pues que lo habeis profesado,
Que el Rey de la Magestad,
Es ya vuestro desposado.
Ricas joyas os dará.
DE JESÚS, S. T. Poesías de Santa Teresa. Madrid: M. Rivadeneyra, 1861. p. 513.
Después de la lectura, un estudiante dice que el poema era un buen ejemplo de poesía mística.
La afirmación del estudiante está correcta porque en el poema, por medio del lenguaje amoroso y religioso, concreta la vía
Os Ainu, embora tenham sido os primeiros habitantes de Hokkaido, foram oprimidos e marginalizados pelo domínio japonês durante séculos. Tiveram uma história difícil. Alguns acadêmicos acreditam que sejam descendentes de uma população indígena que se espalhou pelo norte da Ásia. Recentemente, as coisas começaram a melhorar para os Ainu. Em abril de 2019, eles foram legalmente reconhecidos pelo governo como um povo indígena do Japão, após muitos anos de debate.
BBC. Ainu, o povo indígena do Japão que vivia com ursos. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/. Acesso em: 9 jun. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Cultura, humor e violência. É neste entrelaçamento que o anime Golden Kamuy traz referências históricas e consegue mesclar fatos com ficção. O campo ético dos homens é ameaçado por catástrofes naturais amenizadas pela sabedoria da guerreira Ainu, que ensina métodos de sobrevivência na selva. Na trama, o povo Ainu está em busca de 75 quilos de ouro, que representam 800 milhões de ienes, ouro este que os Ainus estavam juntando para formar um exército com o objetivo de lutar contra os japoneses que haviam tomado suas terras.
BARRO, B. Análise – Golden Kamuy. Disponível em: https://artejaponesaunifesp.medium.com/. Acesso em: 9 jun. 2024 (adaptado).
Uma professora de Língua Portuguesa de uma turma do Ensino Médio pretende elaborar uma proposta didática que relacione a literatura brasileira com a história do povo indígena japonês chamado Ainu (apresentada no Texto 1) e com o anime Golden Kamuy (resenhado no Texto 2), que tem como referência essa tribo pouco conhecida. Seu objetivo é que os alunos adaptem o anime com base em uma obra literária brasileira que guarde semelhanças com o confronto travado entre os japoneses e o povo Ainu.
Para alcançar seu objetivo, a professora deve propor a atividade de adaptação do anime tomando como base
O período do Romantismo é fruto de dois grandes acontecimentos na história da humanidade: a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. As duas revoluções provocaram e geraram novos processos, desencadeando forças que resultaram na formação da sociedade moderna, moldando, em grande parte, os seus ideais (sociais). As instituições políticas tradicionais sofreram fortes abalos e as fronteiras entre os povos foram modificadas, o que criou novo equilíbrio entre as nações.
FALBEL, N. Os fundamentos históricos do Romantismo. In: GUINSBURG, J. (org.). O romantismo. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2011. p. 23-50 (adaptado).
TEXTO 2
A ideia de que a literatura brasileira deve ser interessada foi expressa por toda a nossa crítica tradicional, desde Ferdinand Denis e Almeida Garrett. Para os românticos, a literatura brasileira começava propriamente, em virtude do tema indianista, com Durão e Basílio, reputados, por este motivo, superiores a Cláudio e Gonzaga.
CANDIDO, A. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6. ed. v. 2, Belo Horizonte: Itatiaia, 2000. p. 27-28 (adaptado).
Considerando-se os textos apresentados e o que se refere à História da Literatura, é correto afirmar que um dos principais fatores que motivou o surgimento do movimento romântico no Brasil foi
Available at: https://cheezburger.com/. Accessed on: May 27, 2024.
A High School English teacher plans to use this meme on an assessment activity because it matches one of her class themes: introduction to English literature. The focus of the unit is its canonic masterpieces and their authors, from Old English to Contemporary English(es).
In this context, what is the relationship between the meme and the unit?
A literatura contemporânea é aquela que se vive atualmente, do tempo de agora, por isso recebe esse nome e não tem uma definição acabada. Esse fenômeno acontece no mundo todo, mas a contemporaneidade brasileira compreende um conjunto muito diverso de características agrupadas das escolas literárias anteriores. Analise as características dessa literatura e em seguida assinale a opção correta.
I. Inspirado nas vanguardas artísticas europeias;
II. Possibilidade de mistura da arte erudita com a arte popular;
III. Poesia do tipo intimista, como a visual, concreta e marginal;
IV. A temática voltada para a realidade brasileira com temas sociais, políticos e históricos.
Tinha-se na época uma grande representação dessa escola literária três grandes representantes que formavam a tão falada “TRÍADE PARNASIANA”. Isenta-se apenas:
Leia e analise os fragmentos abaixo:
Fragmento 1
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! Meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!
(O Navio Negreiro, Castro Alves)
Fragmento 2
Enfim te vejo! — enfim posso,

Curvado a teus pés, dizer-te, Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado,
A não lembrar-me de ti!
(...)
Louco, aflito, a saciar-me
D’agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti .
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esp’rança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
(Ainda uma vez- Adeus!, Gonçalves Dias)
Fragmento 3
Vem, anjo, minha donzela,
Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!
(Amor, Álvares de Azevedo)
Leia o texto abaixo:
A ROSA DE HIROXIMA
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Vinícius de Moraes
Leia o texto a seguir:
Lira Romantiquinha
Por que me trancas
O rosto e o riso
E assim me arrancas
Do paraíso?
Por que não queres,
Deixando o alarme
(ai, deus: mulheres!),
Acarinhar-me?
Por que cultivas
As sem perfume
E agressivas,
Flores do ciúme?
Acaso ignoras
Que te amo tanto,
Todas as horas,
Já nem sei quanto?
Visto que em suma
É todo teu,
De mais nenhuma,
O peito meu?
Anjo sem fé
Nas minhas juras,
Porque é que é
Que me angusturas?
Minh'alma chove
Frio, tristinho.
Não te comove
Este versinho?
Carlos Drummond de Andrade
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-, eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! (...) De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! PESSOA, Fernando. Melhores poemas. São Paulo: Global. 2004, p. 68.

Giacomo Balla
Com base no texto e na imagem, assinale a alternativa que apresenta o movimento artístico-literário correspondente.
Pretende, Doroteu, o nosso Chefe Erguer uma Cadeia majestosa, Que possa escurecer a velha fama Da Torre de Babel, e mais dos grandes, Custosos edifícios, que fizeram, Para sepulcros seus, os Reis do Egito. Talvez, prezado Amigo, que imagine Que neste monumento se conserve, Eterna a sua glória; bem que os povos Ingratos não consagrem ricos bustos, Nem montadas estátuas ao seu nome. Desiste, louco Chefe, dessa empresa: Um soberbo edifício levantado Sobre ossos de inocentes, construído Com lágrimas dos pobres, nunca serve De glória ao seu autor, mas sim de opróbrio. Desenha o nosso Chefe sobre a banca Desta forte Cadeia o grande risco À proporção do gênio, e não das forças Da terra decadente, aonde habita.
GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas chilenas. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 60.
Com base na obra Cartas chilenas e nos conhecimentos sobre a Conjuração Mineira, considere as afirmativas a seguir.
I. Um dos estopins da Conjuração Mineira foi a ameaça de cobrança da “derrama” pela Coroa Portuguesa.
II. A menção à Torre de Babel e aos sepulcros dos Reis do Egito mostra o desejo do eu-lírico de que a construção da Cadeia assegure glória eterna ao Chefe.
III. O poema apresenta irregularidade métrica, uma vez que os versos se alternam entre decassílabos e hendecassílabos.
IV. A menção a “ossos de inocentes” e a “lágrimas de pobres” refere-se ao uso de trabalho forçado na construção da Cadeia.
Assinale a alternativa correta.
I. Em vez de uma análise suavizada da realidade nacional, Oswald de Andrade propõe um desmascaramento do Brasil, uma vez que a peça se vale de procedimentos como a paródia, a metalinguagem e a crítica mordaz ao passado.
II. Ao dar às personagens os nomes de Heloísa e Abelardo, Oswald de Andrade abandona a verossimilhança do drama realista, porquanto parodia o encontro amoroso desse casal trágico do século XII.
III. O fato de as personagens serem nomeadas Heloísa e Abelardo aponta para as características do Romantismo, que influenciou fortemente Oswald de Andrade e o Modernismo brasileiro.
IV. O traço mais característico do Modernismo brasileiro em O Rei da Vela é o fato de se apresentar como um texto dramático, uma vez que esse gênero se desenvolveu no Brasil a partir do século XX.
Assinale a alternativa correta.