Questões de Concurso Sobre linguística
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[ ] Definição da língua: instrumento de interação social (paradigma funcional)
[ ] Definição da língua: conjunto de orações (paradigma formal)
[ ] Principal função da língua: comunicação (paradigma formal)
[ ] Principal função da língua: expressão dos pensamentos (paradigma funcional)
I – Critérios de base textual (dedutivas, indutivas, abdutivas, condicionais, sintáticas, associativas, generalizadoras, correferenciais
II – Critérios de base contextual (intencionais, conversacionais, avaliativas, experienciais, esquemáticas, analógicas, composicionais)
III – Sem base textual e contextual (falseadoras e extrapoladoras)
É verdadeiro o que se afirma em:
I – fala → escrita
II – fala → fala
III – escrita → fala
IV – escrita → escrita
É verdadeiro o que se afirma em:
I – Plano universal – saber elocutivo
II – Plano histórico – saber idiomático
III – Plano individual – saber expressivo
É verdadeiro o que se afirma em:
I – Funcionalidade II – Relevância III – Contextualização
É verdadeiro o que se afirma em:
I – Regras gramaticais constituem um conjunto de normas que contextualizam o correto uso das unidades da língua.
II – As regras gramaticais estabelecem, por exemplo, as relações de sentido entre as partes do texto, tais como: relação de causa entre duas orações.
III – As regras gramaticais têm maior aplicabilidade nas conversas informais do que no âmbito acadêmico.
É falso o que se afirma em:
Segundo CHAUÍ 1995, a linguagem possui três funções. Assinale abaixo a única resposta correta:
Professor 1 – Ensinar gramática é orientar o educando a praticar a língua materna, tendo como referência o funcionamento efetivo da língua. Ensinar uma gramática que seja relevante, funcional, que traga algum tipo de interesse, uma gramática que prevê mais de uma norma, enfim, que é da língua, que é das pessoas.
Professor 2 – Um grande desafio, pois a juventude hoje é totalmente digitalizada, por isso é muito difícil chamar a atenção desses alunos para compreender a importância da gramática. Mas penso que é importante ensinar o aluno a ler, falar e escrever de acordo com a norma-padrão.
A partir da situação apresentada, verifica-se que os professores 1 e 2 privilegiam, respectivamente, o conceito de gramática
In this case, the phenomenon of translanguaging can be identified as
TEXTO 1
DISMENORREIA – sinônimos e nomes populares: cólica menstrual, menstruação dolorosa.
O que é: é a dor pélvica (baixo ventre) que ocorre antes ou durante o período menstrual e pode impedir as atividades normais ou necessitar de medicação específica.
DISMENORREIA. ABC da Saúde Informações Médicas. 2021. Disponível em: https://www.abcdasaude.com.br/ ginecologia-e-obstetricia/dismenorreia-colica-menstrual/. Acesso em: 12 maio 2024 (adaptado).
TEXTO 2
DISMENORREIA – substantivo feminino.
Rubrica: ginecologia – cólica antes ou durante a menstruação.
Etimologia: 2dis- + menorreia
2dis – prefixo de origem grega muito usado na terminologia científica; exprime as ideias de: 1) dificuldade: dispneia; 2) privação: dissimetria.
MENORREIA – substantivo feminino.
1 Rubrica: fisiologia – o fluxo normal das menstruações.
2 Rubrica: Medicina. Estatística: pouco usado – menstruação abundante, excessiva; menorragia.
DISMENORREIA; MENORREIA. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009 (adaptado).
Após essa dinâmica, os alunos concluíram que, apesar de conhecerem a doença nomeada pela palavra, não usam esse termo para fazer referência a ela no dia a dia, preferindo seus nomes populares: “cólica” ou “cólica menstrual”.
A partir da atividade realizada, a docente espera que os alunos sejam capazes de
Se a linguagem molda a forma como enxergamos, sentimos, pensamos e vivenciamos o mundo, muitos dos problemas enfrentados pelos estudantes indígenas se encontram no fato de que o mundo pensado por eles do ponto de vista cultural e linguístico por si só é um fator que amplifica os obstáculos encontrados em sua permanência na universidade. Ademais, subjaz à política linguística elitista (nem sempre explícita) das universidades a ideologia do déficit linguístico, segundo a qual as línguas autóctones são “primitivas”, cabendo aos indígenas o aprendizado da língua do outro, a língua historicamente hegemônica com todos os seus aparatos ideológicos (escrita, literatura, gramáticas, ciência, leis), sob pena de permanecerem marginalizados.
PONSO, L. C. Letramento acadêmico indígena e quilombola: uma política linguística afirmativa voltada à interculturalidade crítica. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/ view/8653744/18764. Acesso em: 24 abr. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
A Língua Portuguesa invadiu nosso corpo-território, invadiu nosso espaço, a nossa mente. Se a gente foi obrigado a aprender uma língua que não é nossa, a gente foi obrigado a engolir o nosso espírito, a gente foi obrigado a silenciar o nosso ser, silenciar nossa língua, silenciar nossa cosmovisão, a nossa cultura. A gente precisa resgatar as nossas línguas originárias para que a gente possa construir uma linguagem de liberdade. Porque, realmente, é um desafio muito grande a gente decolonizar dentro da própria estrutura colonial que é a Língua Portuguesa. – Lyryca Cunha – artista indígena e psicóloga.
Linguagens Opressoras Étinicoraciais. Ep. 2: Comunicação Com Cuidado. Entrevistados: Lyrica Cunha e Salloma Salomão. Entrevistadora: Aline Rodrigues [S. l.]: Spotify, 01 jul. 2021. Podcast. Disponível em: https://open.spotify.com/episode/. Acesso em: 4 maio 2024 (adaptado).
Considerando as reflexões apresentadas nos Textos 1 e 2, uma política linguística que tenha como objetivo principal a inclusão e a permanência dos povos originários em contextos escolares e acadêmicos brasileiros deve propor que
O uso de caracteres como x (como, por exemplo, em “amigx”), @ (como, por exemplo, em “amig@”) e o uso de e (como, por exemplo, em “amigue”) fechando substantivos e adjetivos é, de fato, uma estratégia de neutralização de gênero, em que se propõe o emprego de uma terceira marca, além da masculina e da feminina. A oposição, nesse caso, não seria privativa nem equipolente, mas gradual, nos termos da Escola de Praga.
SCHWINDT, L. C. Sobre gênero neutro em português brasileiro e os limites do sistema linguístico. Revista da ABRALIN, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 1 - 23, 2020 (adaptado).
O texto traz uma análise do uso da linguagem neutra, que pretende questionar a hegemonia patriarcal e aumentar as possibilidades de representação de indivíduos que se identificam como pessoas não binárias, por exemplo.
Considerando-se as reflexões apresentadas sobre o uso do gênero neutro, é possível afirmar que
BAGNO, M. Preconceito Linguístico. Termos de Alfabetização, Leitura e Escrita para Educadores. Glossário Ceale. Disponível em: ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/preconceito-linguistico. Acesso em: 2 maio 2024 (adaptado).
Uma professora de Língua Portuguesa, ao avaliar um texto produzido por um aluno da 1ª série do Ensino Médio, assinalou quatro sentenças. Na primeira, havia sido usado o verbo “ter” como sinônimo de “existir”. Na segunda, a forma infinitiva “considerar” havia sido escrita como “considerá”, ou seja, sem o “r” e com vogal final acentuada graficamente. Na terceira, constava a forma “barrer”, em vez de “varrer”. Na quarta, constava a expressão “dar um jeito na corrupção”.
Considerando-se a perspectiva apresentada por Bagno, a fim de promover a autonomia e a valorização discente e os conhecimentos sobre variação e mudança linguísticas, é adequado nessa situação a professora
Simbora que o tempo é rei
Vive agora, não há depois
(…) Tudo, tudo, tudo que nóis tem é nóis
(…) Tudo que nóis tem é uns aos outros, tudo.
EMICIDA. AmarElo. Álbum. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2019.
A partir da proposta metodológica da professora, assinale a opção correta, a respeito do uso de “nóis”.
PAIVA, V. L. M. de O. e. Tecnologias digitais no ensino de línguas: passado, presente e futuro. Revista da Abralin, v. XVIII, n. 1, p. 1-26, 2019 (adaptado).
Preocupada em atender às habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Língua Portuguesa que discorrem sobre o ensino mediado pelas tecnologias, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propôs, em seu planejamento, uma atividade que mobilizasse o uso criativo dos recursos tecnológicos. Para tanto, solicitou a seus alunos que gravassem, em seus smartphones, um vídeo divertido, destinado a um amigo, e que utilizassem os recursos disponíveis no aparelho ou em aplicativos para torná-lo animado, como aceleração ou diminuição da velocidade da voz, ruídos estranhos, performance de algum personagem preferido, entre outras possibilidades. Feito isso, deveriam postá-lo em uma rede social e marcar o colega na publicação. Se este colega o repostasse em suas próprias redes sociais, a atividade teria êxito.
Nesse contexto, ao associar diferentes linguagens e tecnologias ao planejamento de ensino a partir de uma abordagem sociointeracional de linguagem, o uso de recursos tecnológicos favorece a
RAJAGOPALAN, K. Línguas nacionais como bandeiras patrióticas, ou a linguística que nos deixou na mão: observando mais de perto o chauvinismo linguístico emergente no Brasil. In: SILVA, F. L. da; RAJAGOPALAN, K. (org.). A linguística que nos faz falhar: investigação crítica. São Paulo: Parábola, 2004. p. 14 (adaptado).
Com base nas informações apresentadas, quanto ao uso de léxico estrangeiro associado à tecnologia computacional e à Internet, assinale a opção correta.
TEXTO 1
Disponível em: https://www.instagram.com/escola_
da_depressao2018/. Acesso em: 10 jun. 2024. TEXTO 2
Disponível em: https://www.instagram.com/escoladadepressao/. Acesso em: 10 jun. 2024. Nessa situação, ao analisar os textos com os alunos, o professor deve considerar que