Questões de Concurso Sobre análise do discurso em linguística

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Q2343090 Linguística
No que se refere às diferentes vertentes de estudos semióticos, é CORRETO afirmar que: 
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Q2341767 Linguística
O gênero spot é um anúncio comercial que tem como suporte o rádio. É uma mensagem sonorizada com ajuda de elementos da linguagem radiofônica usada para a divulgação publicitária, sendo também utilizado para divulgação e para transmitir uma mensagem. Em uma abordagem em sala de aula, na produção de spots pelos alunos, é correto afirmar que:
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Q2341766 Linguística
Há autores que propõem atividades especificamente sobre os gêneros orais, enfatizando a construção deles, sua circulação e suas características prototípicas. Compreendendo que o ensino de língua por meio de gêneros é a única forma de compreendê-la como objeto amplo e permitindo ao falante a apropriação sobre esse mesmo objeto, assinale a alternativa que não está de acordo com uma proposta adequada:
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Q2341765 Linguística
Acerca da perspectiva não dicotômica da relação entre fala e escrita, assinale a alternativa incorreta: 
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Q2341764 Linguística
Assinale a alternativa correta sobre o ensino dos gêneros orais e sua abordagem nas escolas:
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Q2334718 Linguística

Julgue o item a seguir.


É necessário não confundir o interdiscurso com a intertextualidade. O interdiscurso está relacionado com o saber discursivo, memória afetada pelo esquecimento ao longo do dizer; enquanto o intertexto restringe-se à relação de um texto com outros textos.

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Q2334687 Linguística

Julgue o item a seguir.


A noção de interdiscurso pode ser relacionada com a noção de formação continuada, no que diz respeito ao aparecimento do “já dito”. O interdiscurso disponibiliza dizeres, determinando, pelo “já dito”, aquilo que constitui uma formação discursiva em relação a ela mesma.

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Q2330910 Linguística

TEXTO II







Apud SALOMÃO, Ana Cristina Biondo. Variação e mudança linguística: panorama e perspectivas da Sociolinguística variacionista no Brasil. Fórum Linguístico, Florianópolis, v. 8, n. 2, p. 187-207, jul./dez. 2011. 

TEXTO I



Imagem associada para resolução da questão



BALSAN, S. F. de S.; SILVA, J. R. M. da. Estratégias de leitura & Solé: reflexões sobre formação leitora. Leitura & Literatura em Revista. v. 1. Presidente Prudente: Centro de Leitura e Literatura Infantil e Juvenil / FCT-Unesp, 2020, p. 15.





A forma do TEXTO I e do TEXTO II expõe características da modalidade escrita, a qual, por óbvio, difere da modalidade oral, por aquela apresentar, por exemplo, uma estrutura linear, quase sem retornos e redundâncias, enquanto esta é resultado, em geral, de um diálogo em presença, expondo, frequentemente, marcas de hesitação e reformulações. Assim, a variação diamésica:
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Q2215236 Linguística

Acerca de multiletramento e multimodalidade, julgue o item que se segue. 


Multimodalidade é um fenômeno em que diferentes modos semióticos são combinados e integrados em situações comunicativas, nas quais o registro da palavra não se dá apenas pela escrita, mas por diferentes linguagens, a exemplo das línguas naturais, de representações visuais, gestos e música. 

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Q2203239 Linguística

Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Discurso de Gettyburg

Cumpre-nos, antes, a nós, os vivos, dedicarmo-nos hoje à obra inacabada até este ponto tão notavelmente adiantada pelos que aqui combateram. Antes, cumpre-nos a nós, os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente — que estes mortos veneráveis nos inspirem a uma maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção — que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação, com a graça de Deus, renasça na liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desapareça da face da Terra.

LINCOLN, Abraham. Cemitério Militar de Gettysburg, Pensilvânia, Estados

Unidos. Disponível em:

<https://pt.wikipedia.org/wiki/Discurso_de_Gettysburg>. Acesso em: 02 mai. 2023

O discurso de Gettysburg está semanticamente estruturado pela
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Q2203238 Linguística

Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Discurso de Gettyburg

Cumpre-nos, antes, a nós, os vivos, dedicarmo-nos hoje à obra inacabada até este ponto tão notavelmente adiantada pelos que aqui combateram. Antes, cumpre-nos a nós, os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente — que estes mortos veneráveis nos inspirem a uma maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção — que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação, com a graça de Deus, renasça na liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desapareça da face da Terra.

LINCOLN, Abraham. Cemitério Militar de Gettysburg, Pensilvânia, Estados

Unidos. Disponível em:

<https://pt.wikipedia.org/wiki/Discurso_de_Gettysburg>. Acesso em: 02 mai. 2023

O discurso político é um gênero textual argumentativo em que se defendem ideias e convoca-se o público a pensar sobre o caminho que um país ou uma comunidade deve tomar. Nesse discurso de Abraham Lincoln, as estruturas linguísticas mais recorrentes do gênero são
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Q4084564 Linguística
Considerando-se as várias concepções de texto que fundamentaram os estudos sobre linguística textual, associe corretamente a concepção à sua respectiva definição.

CONCEPÇÕES
1 - Gramatical 2 - Semiótica 3 - Semântica 4 - Pragmática 5 - Discursiva 6 - Comunicativa 7 - Cognitivista 8 - Sociocognitiva-interacional
DEFINIÇÕES DE TEXTO
( ) signo complexo.
( ) ato de fala complexo.
( ) expansão tematicamente centrada de macroestruturas.
( ) meio específico de realização de comunicação verbal.
( ) processo que mobiliza operações e processos cognitivos.
( ) discurso congelado como produto acabado de uma ação discursiva.
( ) lugar de interação entre atores sociais e de construção interacionista de sentidos.
( ) frase complexa ou signo linguístico mais alto na hierarquia do sistema linguístico.



A sequência correta é
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Q4083666 Linguística
Os discursos (textos-enunciados) que circulam socialmente nas diversas esferas da atividade humana (campos de atuação) são, de acordo com Geraldi (1997, p. 135), o "ponto de partida (e ponto de chegada) de todo o processo de ensino/aprendizagem da língua" a partir do trabalho com a leitura e a escuta, a produção de texto oral, escrito/semiótico e a análise linguística/semiose interligados, com vistas à formação de sujeitos com domínio nas práticas linguajeiras. Para que essa aprendizagem se realize a contento, a abordagem deve retornar ao longo do período escolar com um nível de aprofundamento diferenciado, como forma de progressão didática no percurso de formação dos estudantes (ROJO, 2001).
Nesse sentido e considerando essa perspectiva teórica, como deve se dar a abordagem dos textos-enunciados nessas diversas práticas de linguagem? 
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Q4083665 Linguística
Cada enunciado constitui-se como um acontecimento único, mas ligado entre si na cadeia da comunicação social por relações dialógicas. Sua formação só pode ser compreendida na sua relação com outros enunciados histórica e socialmente constituídos, amalgamados às dimensões verbal/semiótica e extraverbal. Dessa forma, cada esfera da atividade humana (escolar, familiar, religiosa, científica, jornalística, entre outras) tem os seus "tipos relativamente estáveis" (BAKHTIN, 2003, p. 262) de enunciados, com os quais os sujeitos materializam a sua enunciação, ou seja, os gêneros do discurso.
A partir dessa perspectiva teórica, é CORRETO afirmar que:
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Q4083664 Linguística
No Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021), o objeto de estudo da Língua Portuguesa é a linguagem, o texto-discurso, em perspectiva de atividades linguísticas (praticadas nas interações entre os sujeitos), epilinguística (reflexão que toma os próprios recursos expressivos como seu objeto, também realizadas nos processos interacionais) e metalinguística, que está relacionada à:
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Q4083662 Linguística
A linguagem é histórica, social, ideológica e "só vive na comunicação dialógica daqueles que a usam" (BAKHTIN, 1997, p. 183). Assumir essa posição teórica, portanto significa compreender que todo enunciado emerge de uma situação concreta de interlocução, com finalidade discursiva específica entre os sujeitos do discurso, e se materializa por meio dos gêneros do discurso (oral/escrito/semiótico).
Dessa forma, assinale a alternativa que apresenta o conceito de enunciado:
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Q4083657 Linguística
No Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021), o componente curricular de Língua Portuguesa pretende instrumentalizar os estudantes para que sejam capazes de usar a língua nas diferentes situações de interlocução. Para tanto, pressupõe-se que as práticas sociais de linguagem propiciem a ampliação das possibilidades de diálogo e de compreensão ativa, para que os estudantes possam dar a sua contrapalavra efetiva nas diversas situações de interação social entre os sujeitos.
Nesse sentido, o diálogo, na perspectiva teórica do Círculo de Bakhtin, é: 
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Q4078339 Linguística
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Piscar (;) e chorar (;‒;)


Mário Sérgio Conti*


O ponto e vírgula corre risco de extinção: o simpático sinal de pontuação não foi usado nos últimos três dias na Folha. Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram; ponto e vírgula que é bom, nenhunzinho. Em contrapartida, abundam os pontos de exclamação, enterrados no jornal pelo bate-estaca de colunistas fanfarrões. Adicione-se ao estrondo exclamativo o ponto final por extenso.

Escasseiam também as reticências, irônicas ou não; o travessão, que abre uma fala ou completa o escrito; até os parênteses, que encapsulam outro sentido, como faz Drummond em "(não cantarei o mar: que ele se vingue de meu silêncio nesta concha)".

A pontuação é uma forma histórica. Os livros de Aristóteles, Platão e da Bíblia não tinham pontuação; nem minúsculas; nem espaço entre as palavras! Deus não escrevia certo por linhas tortas; escrevia embolado. O evangelho de João começava assim:

NOPRINCÍPIOERAOVERBOEOVERBOESTAVAEMDEUSEOVERBOERADEUS.

Foi com tijolos textuais como esse que se construiu o saber ocidental. Porque, como disse Aristóteles, OHOMEMÉUMANIMALPOLÍTICO. Gregários, os homens adotam convenções para se comunicar e mudar; mudar inclusive as convenções.

Foi o que fez Aldus Manutius, o editor veneziano que, em fevereiro de 1494, inventou o ponto e vírgula.
Quem conta sua história é a professora Cecelia Watson, num livro delicioso, "Semicolon: Past, Present, and Future of a Misunderstood Mark". Renascentista, Manutius queria popularizar o conhecimento. Não havia padronização nem academias que policiassem o idioma. Era uma algazarra. Cada um pontuava como lhe desse na telha.

Ao publicar "O Etna", ensaio em forma de diálogo sobre o vulcão ‒ de autoria do cardeal Pietro Bembo, Manutius teve a divina ideia de captar a elocução do distinto prelado. Criou o símbolo gráfico que marca pausa maior que a da vírgula e menor que a do ponto. Com a obra pronta, vieram as regras: o ponto e vírgula separa orações numa mesma frase; organiza listas; economiza conectivos (e) ou adversativas (mas). Permaneceu perene, porém, o preceito básico ‒ registrar um silêncio específico, advindo da linguagem oral.

A engenhoca de Manutius ganhou o mundo. "MobyDick" tem 4.000 pontos e vírgulas, informa Cecelia Watson, "um a cada 52 palavras". Machado de Assis, mais comedido e certeiro, mereceria o título de mestre do ponto e vírgula na periferia do capitalismo. Henry James não escrevia sem ter ao lado da escrivaninha um barril de pontos e vírgulas. Chegou à inverter a ordem de importância entre pontuação e palavras. Numa rara entrevista, ao Times, insistiu para que o repórter anotasse sua "pontuação, bem como as palavras".

A coisa mudou no século passado. Orwell, Barthelme, Chandler e tantos outros desprezaram o miniponto de Manutius. Vonnegut teve o topete de dizer que pontos e vírgulas são "hermafroditas que não representam absolutamente nada".

É meio assim no Brasil. Nos seis contos exímios que Dalton Trevisan publicou e distribuiu no início do ano, num livreto de 32 páginas, não há um único ponto e vírgula. Dalton deixa que seus personagens e leitores deem uma paradinha onde bem entenderem. Em contrapartida, o ponto e vírgula virou emoji, um derivado dos signos de pontuação. Dois pontos e vírgulas, com um travessão no meio, mostram uma carinha derramando uma lágrima de cada olho ;–;. Sozinho, representa uma piscada ;.

No ensaio "Sinais de Pontuação", Adorno prefigurou esse uso figurativo. O ponto de exclamação é um dedo em riste ameaçador, disse. Os dois pontos abrem a boca, "e coitado do escritor que não souber saciá-los". "Marotas e satisfeitas", as aspas "lambem os lábios".

Para Adorno, o ponto e vírgula parece "um bigode caído" e passa "um sabor rústico". Como quase ninguém mais tem bigode, o ponto e vírgula, com tantos serviços prestados, está à beira do desuso.


* Jornalista e escritor.

Folha de São Paulo, 27 de maio de 2022. Adaptado.
“Os livros de Aristóteles, Platão e da Bíblia não tinham pontuação; nem minúsculas; nem espaço entre as palavras! Deus não escrevia certo por linhas tortas; escrevia embolado. O evangelho de João começava assim:

NOPRINCÍPIOERAOVERBOEOVERBOESTAVAEMDEUSEOVERBOERADEUS.”

Leia a passagem transcrita do texto, considere o gênero textual, os aspectos da textualidade e preencha corretamente as lacunas.

A intertextualidade é o diálogo entre textos. No trecho mencionado ela ocorre, inicialmente, por meio da __________ a obras de filósofos da Antiguidade e ao livro sagrado do cristianismo. Em um segundo momento, por meio de um gênero textual popular, reconhecido na expressão “Deus não escrevia certo por linhas tortas”. Todavia, nele se percebe o efeito de sentido __________ pela __________ do provérbio.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
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Q4075680 Linguística
A escrita/semiose, resultado de construção histórica e social da humanidade, situada numa comunidade discursiva, cumpre um papel específico, o de comunicar. O texto-enunciado tem o que dizer, o porquê dizer, o como e para quem dizer e, a partir disso, elaboramos nosso projeto discursivo, isto é, selecionamos as estratégias discursivas (GERALDI, 1997). Para que isso aconteça, o texto (escrita/ semiose) precisa ser entendido como resultante da interação verbal entre sujeitos situados, que se comunicam porque têm uma finalidade específica, têm um projeto de dizer ancorado em uma situação concreta de interação social.
No espaço escolar, no componente curricular de língua portuguesa, o texto-enunciado torna-se objeto de ensino por meio de diferentes gêneros do discurso, uma vez que, de acordo com Bakhtin (2003), o nosso discurso (enunciado) é materializado por meio de gêneros do discurso, "tipos relativa- mente estáveis" de enunciados, compostos, inextricavelmente, por: 
Alternativas
Q2134847 Linguística
Dentro da comunicação formal, a função de linguagem orientada para o destinatário, que constitui o receptor como o centro de interesse da mensagem, é a função
Alternativas
Respostas
161: C
162: B
163: C
164: C
165: B
166: C
167: E
168: D
169: C
170: B
171: D
172: E
173: A
174: E
175: C
176: D
177: A
178: D
179: C
180: A