Questões de Concurso Sobre libras
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A Convenção de Guatemala, de 1999, afirma que as pessoas com deficiência possuem os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as demais pessoas. Esse Decreto teve importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação adotada para promover a eliminação das barreiras do acesso à escolarização.
Dentre as causas mais comuns da surdocegueira congênita, estão as síndromes genéticas (Usher, Trissomia, Goldenhar), diabetes, tumores cerebrais e outras complicações.
A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é oficialmente reconhecida como um meio legítimo de comunicação e expressão para a comunidade surda. Além disso, a disciplina de LIBRAS deve ser incluída no currículo dos cursos de formação de professores e fonoaudiologia.
A abordagem educacional, por meio do bilinguismo, busca capacitar a pessoa surda para a utilização das duas línguas, tanto no cotidiano escolar, quanto na vida social.
O principal objetivo da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva é assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, orientando os sistemas de ensino para garantirem o acesso ao ensino regular e a aprendizagem aos níveis básicos de ensino.
Para os estudantes surdos em escolas bilíngues, que possuem atendimento especializado, a matrícula dos mesmos em escolas regulares não poderá ser feita em escolas regulares, tendo em vista seu acesso às escolas especializadas.
O marco mais significativo na história da educação dos surdos ocorreu no século XVIII, com a fundação da primeira escola para surdos em Paris, França, pelo abade Charles-Michel de l'Épée. A Escola Nacional de Surdos-Mudos, fundada em 1770, foi pioneira no uso de uma língua gestual natural para a educação dos surdos, conhecida como Língua de Sinais Francesa.
Na fonética da LIBRAS, os sinais são classificados pelo número de mãos com que são articulados: ausência ou presença de uma ou duas mãos. Ou seja, podem ser não manual, monomanual ou bimanual.
O papel do professor intérprete de Libras precisa ultrapassar a simples "tradução" do que está sendo dito, envolvendo também a promoção coerente da inclusão, e não apenas a inserção dos surdos em uma sala de aula regular.
A Didática Cultural dos Surdos sempre questiona o que é próprio dos surdos e sobre como alguém se constituí superior a eles, ou seja, questiona as práticas normalizadores dos ouvintes em relação aos surdos. Nessa didática, o surdo é um sujeito multifacetado, com múltiplas identidades.
Na Língua Portuguesa, as construções sintáticas não precisam obedecer a uma ordem exata, pois sabemos que existem orações em ordem direta e em ordem indireta. Já na LIBRAS, a ordem dos sinais na construção de um enunciado precisa obedecer a regras que vão interferir na forma que o surdo vai processar a informação que está sendo transmitida.
Os surdos, quando são inseridos em escolas regulares, muitas vez não precisam do apoio dos intérpretes/tradutores de LIBRAS, para que lhes seja repassado o conteúdo.
Na LIBRAS, as palavras não apresentam desinência de gênero, ficando a escrita das palavras representadas com o sinal @ no lugar das desinências "a" e "o" comumente utilizadas na Língua Portuguesa para indicar feminino e masculino, e também o plural, pois não há desinência de número.
No Brasil, a primeira escola para surdos foi fundada no Rio de Janeiro, em 1857, o "Imperial Instituto dos Surdos-Mudos", hoje conhecida como "Instituto Nacional de Educação de Surdos". Foi nessa instituição que surgiu a LIBRAS, uma mistura da língua francesa com os sinais já utilizados pelos surdos brasileiros.
O professor de atendimento educacional especializado é responsável por estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade, além de estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares.
O profissional intérprete de LIBRAS não deve se responsabilizar pela manutenção do respeito ao público surdo, tendo em vista que isso faz parte do cunho social e não comunicativo.
Para Vygotsky, as crianças com deficiência são consideradas crianças com defeitos, por não estarem dentro dos "padrões" de normalidade impostos pela sociedade. Para ele, a surdez é um obstáculo penoso.
A educação bilíngue para surdos procura não interferir na desconstrução de representações estigmatizadas das pessoas surdas, pois isso não compete às instituições de ensino nas quais os estudantes estão inseridos.
A Educação Bilingue de Surdos teve início no Brasil com a chegada do educador francês Charles L’Épée, que, convidado pelo imperdor D. Pedro I, veio para trabalhar na educação de surdos durante o reinado e cirar o Instituto Nacional dos Surdos-Mudos.
O professor intérprete de LIBRAS precisa saber que o objetivo principal da didática é contribuir para a construção do conhecimento do aluno, bem como ajudar no processo de desenvolvimento interpretativo e organizacional do aluno.