Questões de Concurso
Sobre educação dos surdos em libras
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Em sala de aula, esses profissionais devem atuar não apenas como intérpretes, mas também como professores, pois, no meio escolar, cabe-lhes a responsabilidade de ensinar.
Com a entrada do professor francês Ernest Huet no Imperial Instituto de Surdos-Mudos, o número de discentes surdos no instituto aumentou significativamente, devido ao reconhecimento dado pelas famílias de surdos ao trabalho desse educador.
Na educação de surdos nos Estados Unidos, a partir de 1821, todas as escolas de surdos passaram a seguir o mesmo padrão de ensino: o uso de sinais para a comunicação entre professores e alunos.
A escola alemã de Samuel Heinick foi a primeira a priorizar o ensino formal de língua de sinais para os surdos.
Na atualidade, são considerados expressões culturais surdas as artes surdas e o teatro com expressão visual e corporal.
Segundo Strobel (2009), a história de surdos pode ser dividida em três grandes períodos: revelação cultural; isolamento cultural e despertar cultural.
Em se tratando de criança surda filha de pais ouvintes, o desenvolvimento linguístico dela na LIBRAS pode ficar prejudicado se ela adquirir a língua após o chamado período crítico, que se estende, aproximadamente, dos dois anos de idade até a puberdade.
A LIBRAS se diferencia de outras línguas de sinais por ter uma ordem de sentença invariável, o que facilita o aprendizado dessa língua.
No processo de aquisição de língua de sinais, crianças surdas filhas de pais surdos não cometem erros de reversão pronominal.
A aquisição de língua de sinais por crianças surdas filhas de pais surdos acontece de forma muito similar à aquisição de línguas orais por crianças ouvintes filhas de pais ouvintes.
Enquanto a língua portuguesa dispõe de uma morfologia verbal para indicação do tempo em que determinado evento ocorre, na LIBRAS é necessário acrescentar à sentença sinais que indiquem tempo, como itens lexicais e sinais adverbiais que marcam passado, presente e futuro.
Na LIBRAS, os sinais de CONHECER, AMIGO e TRABALHO são exemplos que ilustram o chamado princípio da arbitrariedade, conforme o qual não há relação direta e obrigatória entre forma e significado nas línguas naturais.
Enquanto na língua portuguesa pares mínimos são identificados por critérios fonológicos, como, por exemplo, na diferença entre as palavras pato e bato, na LIBRAS pares mínimos manifestam-se unicamente por diferentes configurações de mão.
Uma das propriedades da LIBRAS que a diferencia da língua portuguesa é a existência de dois tipos de verbos: os sem concordância, que permitem o apagamento dos argumentos do verbo; e os com concordância, cujas flexões indicam o sujeito e(ou) o objeto da sentença.
No processo de aquisição de segunda língua escrita, crianças surdas cuja língua materna seja de sinais valem-se de seu conhecimento da língua de sinais para compreender a língua escrita, o que lhes confere capacidade não só de decodificar a escrita, mas também de aprender a gramática da segunda língua.
Existem alunos surdos com competência para leitura e escrita de textos em português, outros com competência apenas de leitura e, ainda, aqueles que necessitam de um mediador; apesar dessa diversidade, é cabível adotar um modelo único de ensino de português por escrito para alunos surdos em geral, partindo-se de um mesmo nível linguístico.
As pessoas surdas ou com deficiência auditiva devem ter intervenções pedagógicas hegemônicas e padronizadas, porque todas elas enfrentam as mesmas dificuldades, o que as caracteriza como iguais.
A pedagogia visual é um modelo educacional que rompe com a educação tradicional e que beneficia exclusivamente os estudantes surdos e aqueles com deficiência auditiva.
A comunidade surda é um grupo de pessoas que busca uma identidade cultural aproximada ao máximo da cultura não surda.
Strobel (2007) em seus estudos sobre as re - presentações das identidades Surdas, afirma que:
“... a representação “surda” tem procu - rado abrir um espaço igualitário para o povo surdo, procurando respeitar suas identidades e sua legitimação como gru - po com diferencial linguístico e cultural.” (STROBEL, 2007, p. 34 in QUADROS, PERLIN (Org.). Estudos Surdos II. 1 ed. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2009.
Nesse mesmo contexto, Perlin (1998, p. 53)
afirma que os Estudos Culturais, ao focalizarem a
representação da Identidade Surda devem: